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ATIVIDADE REFLEXIVA: CHARGE DO PORCO ESPINHO CURSISTA (S): Stephany Semyres Souza PLANEJAMENTO EDUCACIONAL E ADAPTAÇÕES CURRICULARES E ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS 1) Cenário Educacional: Sala Inclusiva com 4 Estudantes da Educação Especial (realista) Em uma escola pública de Ensino Fundamental, o 4º ano A tem uma turma de 35 alunos, incluindo 4 estudantes público-alvo da Educação Especial (PAEE): · Isadora – com Transtorno do Espectro Autista (TEA): apresenta hipersensibilidade sensorial, dificuldade de interação social e comunicação verbal restrita. · Lucas – com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): dificuldade de concentração, impulsividade e necessidade de atividades dinâmicas e curtas. · Gabriel – com Deficiência Intelectual leve: ritmo de aprendizagem mais lento e necessidade de reforço constante e instruções claras. · Rafaela – com Deficiência Intelectual moderada e também com atraso significativo na fala: requer apoio constante e atividades muito visuais e concretas. Eles participam das aulas regulares com acompanhamento de um cuidador de apoio e têm suas atividades adaptadas. 2) Ano de Escolarização, Tema Curricular e Objetivo · Ano de Escolarização: 4º ano do Ensino Fundamental. · Disciplina: Língua Portuguesa. · Tema Curricular: Produção textual – criação de histórias em sequência lógica (início, meio e fim). 3) Planejamento Didático Conteúdo Curricular: · Produção de narrativa curta com base em imagens sequenciais. · Identificação da estrutura de um texto narrativo (personagens, espaço, tempo, enredo). · Desenvolvimento da expressão escrita e oral. Atividade Proposta: · Os alunos irão montar e escrever, em duplas ou trios, uma pequena história em sequência, com base em figuras ilustradas fornecidas pelo professor. A história deverá conter começo, meio e fim. Ao final, os grupos farão a apresentação oral ou em cartaz. Acessibilidade Curricular (Inclusão Pedagógica): Adaptações por Estudante: · Isadora (TEA): · Uso de comunicação alternativa por figuras (PECS) e imagens com rotina visual. · Redução de estímulos sonoros (fones abafadores) e atividades em espaço mais tranquilo. · Permitir que ela escolha o colega com quem se sente segura para fazer a atividade. · Lucas (TDAH): · Instruções curtas e claras, tarefas em etapas menores. · Uso de cronômetro visual para ajudar na autorregulação do tempo. · Atividades com movimento: uso de cartões, escrita com canetas coloridas. · Gabriel (DI leve): · Cartelas de apoio com palavras e imagens. · Tempo ampliado para realização da atividade. · Apoio do professor para leitura das instruções e revisão da produção. · Rafaela (DI moderada): · Sequência com figuras grandes e coloridas. · Pode oralizar sua história com apoio do professor ou usar aplicativo de voz. · Atividade mais concreta: colagem de figuras com apoio de frases-modelo simples. Recursos Didáticos: · Sequência de figuras ilustradas plastificadas. · Cartolina, canetões, lápis de cor. · Modelos impressos com estrutura do texto (ex: “Era uma vez…”). · Fichas de apoio com palavras e imagens. Tecnologia Assistiva: · App de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA): ex: LetMeTalk, Livox (para Isadora e Rafaela). · Cronômetro visual online ou físico (para Lucas). · Notebook com editor de texto com leitura por voz (para Gabriel). · Fones abafadores de ruído (para Isadora). · Rotina visual digital projetada ou impressa (útil para todos os alunos com TEA ou DI). Observação sobre a realidade de algumas escolas públicas no Brasil em relação as Tecnologias Assistivas em Escolas com Recursos Limitados: Caso a escola não disponha de tecnologias assistivas específicas, como aplicativos pagos, dispositivos eletrônicos ou fones abafadores profissionais, é possível utilizar estratégias alternativas e de baixo custo que mantêm os princípios da inclusão. Portanto todos os recursos de tecnologia assistiva foram adaptados a realidade do ambiente escolar e de acordo com as condições e materiais que a escola pode ou consegue ofertar para os alunos, permitindo que sejam incluídos nas atividades. Por exemplo: · Quadros visuais feitos à mão com rotinas ilustradas, usando papel cartão, velcro ou imãs, substituem recursos digitais. · Cartazes com pictogramas e expressões faciais impressos em papel comum podem funcionar como comunicação alternativa para alunos com TEA ou deficiência intelectual. · Um relógio analógico com ponteiros coloridos ou até uma ampulheta de brinquedo pode substituir cronômetros digitais para ajudar na autorregulação do tempo. · Para alunos sensíveis ao som, é possível usar protetores auriculares simples ou até abafadores caseiros, feitos com espuma ou algodão em tiaras. · Recursos como histórias em sequência, jogos de cartas, baralhos com figuras, podem ser produzidos artesanalmente com a ajuda da equipe pedagógica. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. Disponível em: https://www.gov.br/mec. Acesso em: 29 jun. 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Tecnologia assistiva: recursos e estratégias para a educação inclusiva. Brasília: MEC/SECADI, 2014. FONSECA, Vitor da. Educação Especial: Tecnologias Assistivas e Inclusão. São Paulo: WAK Editora, 2012. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos. 8. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010. BORGES, Aline Silva et al. Tecnologia assistiva e educação inclusiva: possibilidades e desafios. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 33, p. 1–18, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial. Acesso em: 29 jun. 2025.