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O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava.
A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas:
1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pós-abolição.
2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional.
3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos.
4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema.
a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome Luíza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio – era quitandeira, muito laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreição de escravos, que não tiveram efeito.
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as)
A ( ) laços de solidariedade familiar.
B ( ) estratégias de resistência cultural.
C ( ) mecanismos de hierarquização tribal.
D ( ) instrumentos de dominação religiosa.
E ( ) limites da concessão de alforria.

A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”.
A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo
a) eliminar privilégios de classe.
b) alterar injustiças econômicas.
c) combater discriminações étnicas.
d) identificar preconceitos religiosos.
e) reduzir as desigualdades culturais.

Nascido numa casa antiga, pequena, com grande quintal arborizado, localizada no subúrbio de Lins de Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29 sócios, todos negros. Buscava-se instaurar, por meio do Renascença, um campo de relações em que os filhos de famílias negras bem-sucedidas pudessem encontrar pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural, para fins de amizade ou casamento. Os homens usavam trajes obrigatoriamente formais, flores na lapela, às vezes de summer ou até de fraque. As mulheres se vestiam com muitas sedas, cetins e rendas, não esquecendo as luvas e os chapéus.
No início dos anos 1950, a fundação do Renascença Clube, como espaço de convivência, demonstra o(a)
a) inexperiência associativa que levou a elite negra a imitar os clubes do brancos.
b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a democracia racial brasileira.
c) interesse de um grupo de negros na afirmativa social para se livrar do preconceito.
d) existência de uma elite negra imune ao preconceito pela posição social que ocupava.
e) criação de um racismo invertido que impedia a presença de pessoas brancas nesses clubes.

A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 9.394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas.
A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de:
A) aumento da renda nacional.
B) mobilização do movimento negro.
C) melhoria da infraestrutura escolar.
D) ampliação das disciplinas obrigatórias.
E) politização das universidades públicas.

Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas:
a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.
b) perderam a relação com o seu passado histórico.
c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.
d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.
e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por
A possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.
B abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação.
C apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-espetáculo.
D necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.
E acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

A demarcação de terras de comunidades quilombolas é fato recente nas práticas governamentais brasileiras. Um dos principais objetivos dessa política pública é viabilizar a promoção de:
(A) aceleração da reforma agrária
(B) reparação de grupos excluídos
(C) absorção de trabalhadores urbanos
(D) reconhecimento da diversidade étnica

Ao associar o texto desse enunciado com a data de 20 de novembro, dia nacionalmente rememorado como o Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que:
a) Essa data nos permite compreender como foi pacífica e gradual a integração dos grupos de trabalhadores africanos que chegaram ao Brasil a partir de 1500 e que ajudaram a formar a sociedade brasileira.
b) A data de 20 de novembro marca a luta e a resistência dos povos africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil para servir como força de trabalho e que, indiscutivelmente, fazem parte de nossa história, mas que durante muitos anos ficaram, oficialmente, à margem do processo de construção da identidade brasileira.
c) Comemora-se a data de chegada dos primeiros comboios mercantis lusos à América, trazendo trabalhadores africanos escravizados, para sua inserção no sistema de exploração colonial português.
d) O dia 20 de novembro ficou marcado como marco pela integração das culturas africana e portuguesa, originando a cultura brasileira. Esses elementos, inicialmente diferentes, foram essenciais para as trocas culturais e a fundação da sociedade brasileira.
e) Influenciada pela política do Apartheid sul-africano, a sociedade brasileira passou os séculos iniciais após seu surgimento excluindo e segregando as minorias étnicas. Após tentativas frustradas, o governo republicano passou a desenvolver projetos de integração dos afrodescendentes ao mercado de trabalho, sendo a data de 20 de novembro um marco comemorativo desse projeto de integração.

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Questões resolvidas

O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava.
A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas:
1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pós-abolição.
2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional.
3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos.
4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema.
a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome Luíza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio – era quitandeira, muito laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreição de escravos, que não tiveram efeito.
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as)
A ( ) laços de solidariedade familiar.
B ( ) estratégias de resistência cultural.
C ( ) mecanismos de hierarquização tribal.
D ( ) instrumentos de dominação religiosa.
E ( ) limites da concessão de alforria.

A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”.
A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo
a) eliminar privilégios de classe.
b) alterar injustiças econômicas.
c) combater discriminações étnicas.
d) identificar preconceitos religiosos.
e) reduzir as desigualdades culturais.

Nascido numa casa antiga, pequena, com grande quintal arborizado, localizada no subúrbio de Lins de Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29 sócios, todos negros. Buscava-se instaurar, por meio do Renascença, um campo de relações em que os filhos de famílias negras bem-sucedidas pudessem encontrar pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural, para fins de amizade ou casamento. Os homens usavam trajes obrigatoriamente formais, flores na lapela, às vezes de summer ou até de fraque. As mulheres se vestiam com muitas sedas, cetins e rendas, não esquecendo as luvas e os chapéus.
No início dos anos 1950, a fundação do Renascença Clube, como espaço de convivência, demonstra o(a)
a) inexperiência associativa que levou a elite negra a imitar os clubes do brancos.
b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a democracia racial brasileira.
c) interesse de um grupo de negros na afirmativa social para se livrar do preconceito.
d) existência de uma elite negra imune ao preconceito pela posição social que ocupava.
e) criação de um racismo invertido que impedia a presença de pessoas brancas nesses clubes.

A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 9.394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas.
A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de:
A) aumento da renda nacional.
B) mobilização do movimento negro.
C) melhoria da infraestrutura escolar.
D) ampliação das disciplinas obrigatórias.
E) politização das universidades públicas.

Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas:
a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.
b) perderam a relação com o seu passado histórico.
c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.
d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.
e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.

As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por
A possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região.
B abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação.
C apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-espetáculo.
D necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem.
E acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais.

A demarcação de terras de comunidades quilombolas é fato recente nas práticas governamentais brasileiras. Um dos principais objetivos dessa política pública é viabilizar a promoção de:
(A) aceleração da reforma agrária
(B) reparação de grupos excluídos
(C) absorção de trabalhadores urbanos
(D) reconhecimento da diversidade étnica

Ao associar o texto desse enunciado com a data de 20 de novembro, dia nacionalmente rememorado como o Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que:
a) Essa data nos permite compreender como foi pacífica e gradual a integração dos grupos de trabalhadores africanos que chegaram ao Brasil a partir de 1500 e que ajudaram a formar a sociedade brasileira.
b) A data de 20 de novembro marca a luta e a resistência dos povos africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil para servir como força de trabalho e que, indiscutivelmente, fazem parte de nossa história, mas que durante muitos anos ficaram, oficialmente, à margem do processo de construção da identidade brasileira.
c) Comemora-se a data de chegada dos primeiros comboios mercantis lusos à América, trazendo trabalhadores africanos escravizados, para sua inserção no sistema de exploração colonial português.
d) O dia 20 de novembro ficou marcado como marco pela integração das culturas africana e portuguesa, originando a cultura brasileira. Esses elementos, inicialmente diferentes, foram essenciais para as trocas culturais e a fundação da sociedade brasileira.
e) Influenciada pela política do Apartheid sul-africano, a sociedade brasileira passou os séculos iniciais após seu surgimento excluindo e segregando as minorias étnicas. Após tentativas frustradas, o governo republicano passou a desenvolver projetos de integração dos afrodescendentes ao mercado de trabalho, sendo a data de 20 de novembro um marco comemorativo desse projeto de integração.

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Aula para professores
CÓDIGOS DA BNCC
EM13CHS105 - Identificar, contextualizar e criticar tipologias evolutivas (populações nômades e sedentárias, entre outras) e oposições dicotômicas (cidade/campo, cultura/ natureza, civilizados/bárbaros, razão/emoção, material/virtual etc.), explicitando suas ambiguidades.
EM13CHS205 - Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.
EM13CHS601 - Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo as quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país.
EM13CHS605 - Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo.
EM13CHS502 - Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
EM13CHS102 - Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
1. (Enem (Libras) 2017) Na segunda metade do século XIX, a capoeira era uma marca da tradição rebelde da população trabalhadora urbana na maior cidade do Império do Brasil, que reunia escravos e livres, brasileiros e imigrantes, jovens e adultos, negros e brancos. O que mais os unia era pertencer aos porões da sociedade, e na última escala do piso social estavam os escravos africanos.
SOARES, C. E. L. Capoeira mata um. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013.
De acordo com o texto, um fator que contribuiu para a construção da tradição mencionada foi a 
a) elitização de ritos católicos. 
b) desorganização da vida rural. 
c) redução da desigualdade racial. 
d) mercantilização da cultura popular. 
e) diversificação dos grupos participantes. 
 
2. (Ufpr 2018) Leia o texto abaixo:
[...] O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava.
 
(MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala. Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1972, p. 87.) 
A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas:
 
1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pós-abolição. 
2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional. 
3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos. 
4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
 
3. (Enem PPL 2021) Entre as muitas batalhas, destaca-se aquela voltada para a dessegregação dos ônibus de Montgomery, Alabama. O estopim foi a prisão da costureira Rosa Parks, que se recusou a ceder seu assento a um homem branco. O boicote aos ônibus teve início em dezembro de 1955. A população negra preferia andar quilômetros a pé, todos os dias, a sofrer as humilhações de um transporte segregado.
Disponível em: http://ciencihoje.uoLcom.br. Acesso em: 30 mar. 2015 (adaptado).
O tema do texto refere-se a um movimento social que, na longa duração da história norte-americana, exigia a 
a) concretização de princípios socialistas. 
b) abolição do trabalho compulsório. 
c) proteção da militância política. 
d) legitimação do voto feminino. 
e) extensão de direitos civis. 
 
4. (Enem PPL 2020) Em escala, o negro é o negro retinto, o mulato já é o pardo e como tal meio branco, e se a pele é um pouco mais clara, já passa a incorporar a comunidade branca. A forma desse racismo no Brasil decorre de uma situação em que a mestiçagem não é punida, mas louvada. Com efeito, as uniões inter-raciais, aqui, nunca foram tidas como crime ou pecado. Nós surgimos, efetivamente, do cruzamento de uns poucos brancos com multidões de mulheres índias e negras.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sentido do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2004 (adaptado).
Considerando o argumento apresentado, a discriminação racial no Brasil tem como origem 
a) identidades regionais. 
b) segregação oficial. 
c) vínculos matrimoniais. 
d) traços fenotípicos. 
e) status ocupacional. 
 
5. (Enem 2017) Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreição de escravos que não tiveram efeito.
AZEVEDO, E. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras trovas burlescas de Getulino. In: CHALHOUB, S.; PEREIRA, L. A. M. A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1998 (adaptado).
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as) 
a) laços de solidariedade familiar. 
b) estratégias de resistência cultural. 
c) mecanismos de hierarquização tribal. 
d) instrumentos de dominação religiosa. 
e) limites da concessão de alforria. 
 
6. (Enem PPL 2017) A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado, sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma ascendência africana, e não apenas os “pretos”.
GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34, 2012.
A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo 
a) eliminar privilégiosde classe. 
b) alterar injustiças econômicas. 
c) combater discriminações étnicas. 
d) identificar preconceitos religiosos. 
e) reduzir as desigualdades culturais. 
 
7. (Enem PPL 2016) Flor da negritude
Nascido numa casa antiga, pequena, com grande quintal arborizado, localizada no subúrbio de Lins de Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29 sócios, todos negros. Buscava-se instaurar, por meio do Renascença, um campo de relações em que os filhos de famílias negras bem-sucedidas pudessem encontrar pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural, para fins de amizade ou casamento. Os homens usavam trajes obrigatoriamente formais, flores na lapela, às vezes de summer ou até de fraque. As mulheres se vestiam com muitas sedas, cetins e rendas, não esquecendo as luvas e os chapéus.
GIACOMINI, S. M. Revista de História da Biblioteca Nacional, 19 set 2007 (adaptado).
No início dos anos 1950, a fundação do Renascença Clube, como espaço de convivência, demonstra o(a) 
a) inexperiência associativa que levou a elite negra a imitar os clubes do brancos. 
b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a democracia racial brasileira. 
c) interesse de um grupo de negros na afirmativa social para se livrar do preconceito. 
d) existência de uma elite negra imune ao preconceito pela posição social que ocupava. 
e) criação de um racismo invertido que impedia a presença de pessoas brancas nesses clubes. 
 
8. (Enem 2ª aplicação 2016) A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 9.394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília: Ministério da Educação, 2005.
A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de 
a) aumento da renda nacional. 
b) mobilização do movimento negro. 
c) melhoria da infraestrutura escolar. 
d) ampliação das disciplinas obrigatórias. 
e) politização das universidades públicas. 
 
9. (Enem PPL 2014) Quem acompanhasse os debates na Câmara dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma moção de fazendeiros do Rio de Janeiro: “Ninguém no Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há um só brasileiro que não se oponha aos perigos da desorganização do atual sistema de trabalho”. Livres os negros, as cidades seriam invadidas por “turbas ignaras”, “gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade”. A produção seria destruída e a segurança das famílias estaria ameaçada. Veio a Abolição, o Apocalipse ficou para depois e o Brasil melhorou (ou será que alguém duvida?). Passados dez anos do início do debate em torno das ações afirmativas e do recurso às cotas para facilitar o acesso dos negros às universidades públicas brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência dos argumentos apresentados contra essa iniciativa. De saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não se registraram casos significativos de exacerbação. 
GASPARI. E. As cotas e a urucubaca. Folha de S. Paulo, 3 jun. 2009. 
O argumento elaborado pelo autor sugere que as censuras às cotas raciais são 
a) politicamente ignoradas. 
b) socialmente justificadas. 
c) culturalmente qualificadas. 
d) historicamente equivocadas. 
e) economicamente fundamentadas. 
 
10. (Enem 2014) Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB)
Art. 1º – Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira.
Diário Oficial do Estado de São Paulo, 4 nov. 1931.
Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, em 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização 
a) política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil. 
b) beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da abolição. 
c) paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais. 
d) democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo. 
e) internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora. 
 
11. (Enem 2ª aplicação 2014) Capítulo XIII
Dos vadios e capoeiras
Art. 402. Fazer nas ruas e praças publicas exercicios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeira; andar em correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumultos ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal:
Pena – de prisão cellular por dous a seis mezes.
Paragrapho unico. É considerado circumstancia agravante pertencer o capoeira a alguma banda ou malta.
Aos chefes, ou cabeças, se imporá a pena em dobro.
BRASIL. Código Penal de 1890. Disponível em: www.senado.gov.br. Acesso em: 31 jul. 2012.
A mudança diante da prática cultural descrita está relacionada à 
a) verificação de que a ampliação do patrimônio possibilita novos mercados de trabalho. 
b) compreensão de que a capoeira deixou de ser um elemento identitário para os negros. 
c) comprovação de que a prática da capoeira foi fundamental para a abolição da escravatura. 
d) legitimação da contribuição dos negros como componente fundamental da cultura brasileira. 
e) crença de que uma etnia minoritária precisa ter seus costumes preservados pelos legisladores. 
 
12. (Enem 2013) A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.
MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988.
Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o candomblé, deve considerar que elas 
a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos. 
b) perderam a relação com o seu passado histórico. 
c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira. 
d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual. 
e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus. 
 
13. (Enem 2013) Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como dança aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois difundida por toda a Europa.
No Brasil, foi introduzida como dança de salão e, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto popular. Para sua ocorrência, é importante a presença de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”, “Chez des chevaliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”, “Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”, “Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.
No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta transformações: surgem novas figurações, o francês aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui a música ao vivo, além do aspecto de competição, que sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos de turismo.
CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos, 1976.
As diversas formas de dança são demonstrações da diversidadecultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por 
a) possuir como característica principal os atributos divinos e religiosos e, por isso, identificar uma nação ou região. 
b) abordar as tradições e costumes de determinados povos ou regiões distintas de uma mesma nação. 
c) apresentar cunho artístico e técnicas apuradas, sendo, também, considerada dança-espetáculo. 
d) necessitar de vestuário específico para a sua prática, o qual define seu país de origem. 
e) acontecer em salões e festas e ser influenciada por diversos gêneros musicais. 
 
14. (Unisc 2021) Em 25 de maio de 2020, George Floyd, cidadão americano, negro, foi brutalmente asfixiado até a morte pelo policial Derek Chauvin, não sem antes implorar para que isso não acontecesse. A ação, toda filmada e que imediatamente foi catapultada pelas redes sociais, levantou uma enorme onda de protestos por todo o mundo, com manifestações pacíficas ou violentas que duraram semanas. Infelizmente a morte de negros já controlados em mãos das polícias no mundo não é uma eventualidade e é uma das mais tristes faces do racismo estrutural que permeia grande parte da sociedade moderna. A onda de protestos desencadeada a partir do evento deu visibilidade mais uma vez a uma mobilização que no caso americano já é reconhecida desde 2013 mas que ganha adeptos por todo mundo, indiferente de cor da pele, religião e nacionalidade. Este movimento, que enfrenta ações de racismo em especial às populações negras, é conhecido como 
a) Vidas Negras Importam. 
b) Luta pelos Direitos Civis. 
c) Movimento Zumbi dos Palmares. 
d) Movimento Negro Unificado. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
15. (Uerj 2016) As comunidades quilombolas, que são predominantemente constituídas por população negra, se autodefinem a partir das relações com a terra, do parentesco, do território, da ancestralidade, das tradições e das práticas culturais próprias.
Estima-se que em todo o país existam mais de três mil comunidades quilombolas. O Decreto Federal nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.
Adaptado de incra.gov.br.
A demarcação de terras de comunidades quilombolas é fato recente nas práticas governamentais brasileiras.
Um dos principais objetivos dessa política pública é viabilizar a promoção de: 
a) aceleração da reforma agrária 
b) reparação de grupos excluídos 
c) absorção de trabalhadores urbanos 
d) reconhecimento da diversidade étnica 
 
16. (Ufu 2002) Em anos recentes, no Brasil, os movimentos sociais de afro-descendentes têm defendido a definição de cotas de vagas nas universidades e nos postos de trabalho dos setores públicos, como forma de resgatar a dívida social contraída pela escravidão e discriminação racial ao longo de mais de quatrocentos anos.
De acordo com o texto lido, considere as proposições a seguir, identificando as que têm pertinência sociológica.
I. As reivindicações dos afrodescendentes fazem parte do conjunto de reivindicações de outros sujeitos sociais discriminados e pode-se aventar a hipótese que deverão reforçar o conjunto das lutas sociais por cidadania, incluindo as lutas das etnias indígenas e dos desempregados, por exemplo.
II. As reivindicações dos movimentos sociais de afrodescendentes reafirmam a existência de uma memória histórica dos africanos no Brasil inteiramente compartilhada por todos os brasileiros, sem distinção de origem étnica e de posição social.
III. As reivindicações políticas dos afrodescendentes são improcedentes, porque, depois do fim da ditadura militar, em 1985, a democracia no Brasil foi definitivamente consolidada, basta ver que as universidades e o mercado de trabalho estão abertos e acessíveis a todos.
IV. As reivindicações dos afrodescendentes são procedentes, como todas as que buscam garantir direitos de cidadania, mas a particularidade histórica da discriminação racial e a dificuldade de escolha da base de cálculo para o estabelecimento de cotas impedem medidas concretas, definitivamente.
Assinale a alternativa correta. 
a) As alternativas II e III são pertinentes. 
b) Apenas a alternativa I é pertinente. 
c) As alternativas II, III e IV são pertinentes. 
d) As alternativas III e IV são pertinentes. 
 
17. (Uece 2022) Os conceitos de “raça” e de “etnia” são marcadores de diferenças dos diversos grupos e coletividades humanas. A “raça”, em dado momento histórico, possuía uma base biológica e serviu para discriminar a humanidade em “raças superiores” e “inferiores”. Todavia, essa concepção biológica e preconceituosa de “raça” foi contestada e provada defasada e, atualmente, tal conceito é usado em um sentido social e político. Já o conceito de “etnia” conjuga critérios socioculturais como hábitos e crenças e semelhanças fenotípicas e orgânicas que servem, em conjunto, para identificar e diferenciar certos grupos humanos como as tribos indígenas americanas e africanas.
Partindo desta compreensão sobre os conceitos de raça e etnia, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir:
( ) Os movimentos pelos direitos dos negros nas sociedades democráticas usam o conceito de raça esvaziado do conteúdo biológico discriminatório.
( ) A etnia delimita um conjunto de indivíduos que têm uma língua em comum, uma mesma cultura e possuem similares características físicas.
( ) Os países africanos como Congo, Angola e Nigéria são nações étnicas enquanto países americanos como o Brasil e os EUA são nações sem etnias.
( ) A concepção de raça em seu conteúdo biológico e discriminatório da humanidade não tem relação com o surgimento do racismo no mundo.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) V, F, F, V. 
b) F, V, V, F. 
c) V, V, F, F. 
d) F, F, V, V. 
 
18. (Uece 2020) No calendário oficial do Brasil, o dia 20 de novembro é o dia da Consciência Negra. A data faz referência à luta do Movimento Negro no país, que procura comemorar a resistência histórica e atual da população negra. Considerando essa data comemorativa, que em algumas cidades brasileiras é um dia feriado, observe a charge abaixo. 
Assinale a opção que corresponde à posição crítica do chargista sobre o dia da Consciência Negra no Brasil. 
a) A charge faz crítica ao Movimento Negro, que incita a discórdia racial na sociedade brasileira. 
b) O chargista demonstra como a população negra contribui minimamente para a economia brasileira. 
c) O chargista demonstra como os negros trabalhadores encontram alternativas para erradicar a miséria do país. 
d) A charge de Angeli demonstra a persistência da desigualdade social e racial na sociedade brasileira. 
 
19. (Ufms 2019) Leia atentamente o texto a seguir.
“Vamos refletir: no Brasil, africanos, indígenas e seus descendentes passaram três séculos e meio tendo sua força de trabalho escravizada e, apesar de serem os geradores de riquezas (financeiras e culturais), representavam uma ameaça à estabilidade política e econômica dos grupos abastados. Isso sem falar na desqualificação de suas compreensões de mundo (culturas, religiões e expressões artísticas). Esses mesmos indígenas, africanos e seus descendentes foram tratados, pelas pseudociências do século XIX, como a origem do mal e do fraco desenvolvimento do Brasil. Em contrapartida, o eurocentrismo e o ideal de embranquecimento da população fizeram com que o governo desenvolvesse políticas de imigração que incentivaram a vinda de grupos europeus. Num primeiro momento, italianos, alemães, portugueses, poloneses etc. receberam tratamento completamente diferente daquele recebido pelas pessoas que vieram por força da escravidão. E também pelos que já estavam aqui e foram dizimados em nome da ‘civilização’”.
(RODRIGUES, Rosiane. “Nós” do Brasil: estudos das relações étnico-raciais. São Paulo: Moderna, 2012. p. 96-97).
Ao associar o texto desse enunciado com a datade 20 de novembro, dia nacionalmente rememorado como o Dia da Consciência Negra, é correto afirmar que: 
a) essa data nos permite compreender como foi pacífica e gradual a integração dos grupos de trabalhadores africanos que chegaram ao Brasil a partir de 1500 e que ajudaram a formar a sociedade brasileira. 
b) a data de 20 de novembro marca a luta e a resistência dos povos africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil para servir como força de trabalho e que, indiscutivelmente, fazem parte de nossa história, mas que durante muitos anos ficaram, oficialmente, à margem do processo de construção da identidade brasileira. 
c) comemora-se a data de chegada dos primeiros comboios mercantis lusos à América, trazendo trabalhadores africanos escravizados, para sua inserção no sistema de exploração colonial português. 
d) o dia 20 de novembro ficou marcado como marco pela integração das culturas africana e portuguesa, originando a cultura brasileira. Esses elementos, inicialmente diferentes, foram essenciais para as trocas culturais e a fundação da sociedade brasileira. 
e) influenciada pela política do Apartheid sul-africano, a sociedade brasileira passou os séculos iniciais após seu surgimento excluindo e segregando as minorias étnicas. Após tentativas frustradas, o governo republicano passou a desenvolver projetos de integração dos afrodescendentes ao mercado de trabalho, sendo a data de 20 de novembro um marco comemorativo desse projeto de integração. 
 
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