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1 Introdução aos primeiros socorros
Débora Fernanda Amaral Pedrosa
Introdução
Prezado(a) aluno(a), é com muita satisfação que venho introduzir o assunto sobre primeiros 
socorros. A partir desse capítulo, vocês estudarão os principais conceitos utilizados em 
primeiros socorros e assim entender sobre uma situação onde envolvem vítimas.
Vocês também conhecerão como a cinemática, envolvida em situações onde os acidentes 
causam vítimas e, desta forma, analisar a situação para entender a gravidade que envolve a 
vítima. 
Também estarão aptos a avaliar a cena do acidente e relacionar os fatos para tomada de 
decisão e ação como socorrista, assim como, acionar os serviçoes de Urgência e 
Emergência para dar continuidade ao atendimento especializado à vítima.
Objetivos
 conhecer as principais terminologias utilizadas em primeiros socorros;
 saber diferenciar as urgências das emerências;
 conhecer a cinematica envolvida em diversos tipos de trauma;
 avaliar a cena do acidente para prestar os primeiros socorros;
 reconhecer a gravidade das lesões da vítima e acionar os serviços de emergência;
 classificar as situações de urgência e emergência.
Esquema 
1.1 Introdução aos primeiros socorros
1.2 A cinemática do trauma 
1.3 Avaliação da cena do acidente 
1.4 Acionamento dos recursos voltados ao atendimento à vítima no pré-hospitalar.
1.5 Conclusão
1.1 Introdução aos primeiros socorros
Alguma vez, em sua vida, você deve ter se deparado com alguém que sofreu uma queda, 
um acidente automobilístico, ou apenas torceu o pé. Provavelmente, você também deve ter 
percebido que, a vítima que sofreu esses agravos foi auxiliada por alguém, sendo que, em 
muitas dessas situações, o indivíduo não possui conhecimento sobre primeiros socorros e 
acabam agravando a situação da vítima.
Desta forma, todo o profissional de saúde deve possuir conhecimento e condições de 
realizar os primeiros socorros a qualquer vítima, entretanto, esse atendimento deverá ser 
provisório e a vítima deve receber assistência dos profissionais de saúde capacitados e com 
experiência nesse tipo de atendimento.
Primeiros Socorros é o atendimento temporário e imediato voltado à vítima de um acidente 
ou de um mal súbito. 
Socorrista é uma pessoa que auxilia a vítima de modo a impedir o agravamento das suas 
lesões e, se possível, fazê-las melhorar. 
Vítima é a pessoa que sofreu o agravo ou o acidente.
Quando aplicados com eficiência, os primeiros socorros, significam a diferença entre, a 
recuperação rápida ou a hospitalização prolongada, a invalidez temporária ou permanente, e 
ainda, entre a vida e a morte da vítima.
Desta forma, os objetivos a serem almejados nos casos de socorro à vítima são:
 Reconhecer as circunstâncias que levem ao risco de vida;
 Aplicar as manobras de Ressuscitação cardiopulmonar (RCP);
 Promover o controle do sangramento e da hemorragia;
 Tratar de outras condições que exponha risco à vítima;
 Minimizar o risco de produzir outras lesões;
 Evitar que a vítima possa adquirir infecções;
 Promover o conforto da vítima;
 Providenciar assistência médica e transporte da vítima à uma unidade de pronto 
atendimento. 
Emergência: Constatação médica de condições de agravo a saúde que impliquem 
sofrimento intenso ou risco iminente de morte, o que exige o tratamento médico imediato.
Urgência: Ocorrência imprevista de agravo a saúde com ou sem risco potencial a vida, cujo 
portador necessita de assistência médica imediata. 
Porém, em situações que envolvem as Urgências e as Emergências, os conceitos dessas 
duas palavras possuem significados diferentes em função de quem está envolvido nessas 
ocorrências. Desta forma, para a vítima e seus familiares, as situações de Urgência e 
Emergência podem ser associadas a uma ruptura do curso da vida. É do imprevisto que 
tende a vir a urgência: “eu não posso esperar”. Para os médicos e demais profissionais de 
saúde, a noção de urgência repousa não sobre a ruptura, mas sobre o tempo, relacionado 
com o prognóstico vital em certo intervalo: “ele não pode esperar”. E, por fim, para as 
instituições que prestam assistência médica, a urgência corresponde a uma perturbação de 
sua organização, ou seja, “o que não pode ser previsto”. 
Para conhecermos mais sobre as urgências e emergências, torna-se necessário o 
entendimento sobre os fenômenos da Física, para tanto, será descrito minimamente os 
conceitos da cinemática.
1.2 A cinemática do trauma 
Podemos pensar que, ao sofrer algum tipo de trauma, a vítima está condicionada às 
transferências de energias físicas que podem ser a energia cinética, a energia térmica e a 
eletricidade. 
Cinemática: Parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos, feita a abstração das 
forças que o produzem. Ciência que estuda os movimentos de corpos ou partículas, 
independentemente das forças que os produzem.
Trauma: Evento inesperado e provoca diversas alterações funcionais e anatômicas, que 
podem ser localizadas ou generalizadas que foram causadas por mecanismos que 
envolvem violência.
Ao colocarmos um objeto em movimento, podemos considerar que, esse objeto possui 
energia cinética (EC). Podemos agora imaginar um veiculo, a EC dependerá da massa 
desse veículo e da velocidade em que ele irá se deslocar.
Em situações que envolvem vítimas, o socorrista avalia a cinemática do trauma com a 
finalidade de estabelecer a dinâmica dos acontecimentos e o mecanismo da lesão para que 
possa analisar a situação e prestar os primeiros socorros às vítimas com maior eficácia. 
A energia cinética está envolvida tanto nos traumas contusos quanto nos traumas 
penetrantes. Desta forma, os princípios da cinemática do trauma são descritos a seguir:
“Um corpo em movimento, permanecerá em movimento até que a ação de uma força 
externa seja executada. A velocidade da carga aplicada determina o dano, nesse caso, a 
força = massa x aceleração. Desta forma, a velocidade de um veículo ao colidir torna-se 
mais significativa do que o peso dos passageiros. O tecido é deslocado para o mesmo lado 
do objeto que está em movimento. Em objeto deformável, o tempo do impacto, interfere em 
sua deformação. A transferência da energia cinética é aditiva.” (NAYDUCH, 2012, p 22-23).
Podemos pensar que a energia cinética, presente nos veículos em movimento, ao colidir 
com uma barreira física estática, a energia cinética é transformada em outro tipo de energia 
que torna os ocupantes do veículo vítimas de traumas graves. 
O socorrista ao chegar na cena onde encontra-se a vítima, deverá observar as 
circunstâncias a fim de estabelecer correlação entre o evento e os traumas encontrados na 
vítima. Desta forma algumas questões deverão ser levantadas: O que aconteceu? Que tipo 
de energia foi envolvida? Em qual parte do corpo a vítima sofreu um impacto? Em qual 
direção a força foi exercida? 
Além disso, deve-se observar alguns fatores que servirão de pistas para o atendimento à 
vítima, por exemplo: se ocorreu uma colisão frontal, lateral ou traseira do veículo, os tipos de 
deformidades encontradas no veículo, se houve queda estimar a altura, considerar a 
velocidade dos veículos envolvidos no acidente, o calibre da arma de fogo, o tipo de arma 
penetrante, dentre outros fatores. Assim, torna-se importante, na avaliação da vítima, 
considerar possíveis lesões internas, mesmo quando não houver sintomatologia por parte 
da vítima.
Caso a vítima foi ferida por arma branca, o socorrista deverá determinar o tipo de arma, o 
sexo do agressor, o número de ferimentos, a profundidade dos ferimentos, a posição que a 
vítima foi encontrada e o possível trajeto do ferimento. nos ferimentos causados por arma de 
fogo, podemos pensar no tipo do projétil e seu formato, na possível fragmentação do projetil 
ter atingido outras estruturas, na velocidade do impacto, verificar o número de orifícios e a 
posição em que a vítima foi encontrada.
Vamos fazeruma analogia entre um jogo de sinuca e um trauma causado por colisão.
Quando aplicamos a força em um taco de sinuca, ao tocar na bola branca iniciamos o seu 
movimento em direção as bolas coloridas. A bola branca ao colidir com as bolas coloridas 
transfere a energia cinética para todas as outras bolas coloridas fazendo-as movimentar. O 
passageiro de um automóvel que está em movimento, ao colidir, irá receber a energia 
cinética em um determinado ponto, porém, essa energia poderá se dissipar e atingir outras 
partes do corpo ou órgãos como podemos observar na figura 1.
Figura 1: Transferência da energia cinética no trauma.
Fonte: Acervo Uniube. 
Nas colisões frontais é comum observarmos o para-brisa do veículo quebrado com o 
formato de “teia de aranha” ocasionado pela colisão da cabeça da vítima com vidro, nesse 
caso, se a vítima não estiver com o cinto de segurança, é esperado que ela sofra múltiplas 
lesões, tais como a de coluna cervical, trauma no crânio e na face, trauma de tórax e 
abdome dentre outros tipos de fraturas diversas. Os resultados das forças produzidas pelo 
impacto frontal podem ser observados nas figuras 2, 3 e 4.
Figura 2: Colisão frontal com a projeção da vítima para frente e para cima.
Fonte: Acervo Uniube. 
Figura 3: Colisão frontal com a projeção da vítima.
Fonte: Acervo Uniube. 
Figura 4: Colisão frontal com projeção da vítima para baixo.
Fonte: Acervo Uniube. 
Em colisões laterais, também encontramos diversos tipos de traumas com lesões nas 
regiões cervicais, torácica, abdominal e fraturas de arcos costais, ombro, bacia, dentre 
outras. As figuras 5 e 6 representam esses tipos de colisões.
Figura 5: Colisão lateral e traumas torácicos e abdominais.
Fonte: Acervo Uniube. 
Figura 6: Colisão lateral e trauma de clavícula e cervical.
Fonte: Acervo Uniube. 
1.3 Avaliação da cena do acidente 
Uma das primeiras coisas a se pensar quando está em uma cena em que ocorreu um 
acidente é levantar as questões: Eu estou seguro? Os espectadores estão seguros? A 
vítima está segura?
Portanto, a segurança na cena do acidente deve ser prioridade, para que, se possa evitar 
novos acidentes e consequentemente mais vítimas a serem socorridas. 
Desta forma, ao chegar na cena do acidente, o socorrista deverá garantir a segurança para 
si mesmo e para os outros indivíduos presentes, evitar de se expor caso não tenha 
treinamento para essas situações e/ou equipamento de proteção e segurança. 
Na avaliação da cena o socorrista assegura de que a cena seja segura e considerar 
cuidadosamente a natureza exata da situação:
 Fogo: os incêndios podem fugir ao controle e tomar grandes proporções, além dos 
gases e vapores serem perigosos para as pessoas não treinadas;
 Estruturas instáveis: podem levar ao desabamento de estruturas, desmoronamento 
de áreas, além de poços, valas, silos em que a vítima pode ficar soterrada ou 
aprisionada;
 Eletricidade: fique atento aos fios elétricos soltos e postes caídos, pois eles podem 
estar ativos e chicotear;
 Água: nunca entre em água para realizar o resgate, mesmo que você saiba nadar, 
ao contrário, permaneça em um local seguro e ofereça a vítima um objeto para ela 
agarrar;
 Veículos motorizados: os outros veículos continuam a trafegar pela via e são uma 
ameaça para pessoas que estão presentes próximas ao local do acidente, além 
disso, vazamento de gasolina, destroços dos veículos e outros materiais perigosos 
podem causar novas vítimas;
 Hostilidade: a vítima pode estar hostil e agressiva, desta forma, deve-se ficar em 
uma distância segura. 
Se a cena do acidente garantir estabilidade e segurança. O socorrista poderá voltar a sua 
atenção à vítima, nesse caso a prioridade para todos os envolvidos em um incidente é a 
avaliação das condições que possam resultar em perda de vida, em seguida para perda de 
membros e por fim, as outras condições em que não haja ameaça. Desta forma as 
habilidades do socorrista são a agilidade, a tomada de decisão, o levantamento dos perigos 
presentes no local, o afastamento das pessoas, a avaliação da vítima, dentre outras. 
O socorrista presente na cena do acidente deverá considerar:
 As substâncias corporais e outros fluídos da vítima;
 A avaliação da situação de risco real;
 A definição do número de vítimas feridas;
 A definição do número de vítimas envolvidas;
 A determinação dos recursos disponíveis no local.
O socorrista presente na cena do acidente deve-se questiona-se:
 O que realmente aconteceu?
 Porque foi solicitado ajuda?
 Qual foi o mecanismo de trauma?
 Quantas pessoas envolvidas?
 Quais são as idades das vítimas?
 São necessárias quantas unidades para tratamento e transporte?
 São necessárias ajuda mútua (SAMU, corpo de bombeiros, polícia, companhia 
elétrica)?
A CONDUTA esperada para a cena do acidente será:
 A redução do número de pessoas presentes no local do acidente;
 O posicionamento do veículo em local seguro (acostamento);
 A iluminação do veículo pelo pisca-alerta e faróis;
 O posicionamento dos triângulos de sinalização;
 A checagem dos riscos presentes no local;
 O cuidado com a sua segurança e de terceiros;
 A manutenção das crianças dentro do veículo;
 Nunca acender fósforos ou isqueiros.
Contudo, se o socorrista avaliar que o local da cena permanece sem condições de oferecer 
segurança, sua atitude perante a cena será o seu posicionamento em local considerado 
seguro, aguardar a chegada do pessoal habilitado para controle da situação de risco, 
oferecer as ações básicas de segurança para o controle do local da cena, aguardar 
orientação do pessoal especializado e ajudar a garantir a sua segurança, a da vítima e de 
terceiros. Desta forma, o quadro 1 estabelece as ações do socorrista para manter-se 
seguro.
Cena insegura Posicionamento do socorrista
Rede elétrica afetada Procurar postes intactos
Materiais tóxicos inaláveis ou 
fumaça
levar em consideração a direção do 
vento (a favor) distância do local - 50m
Escoamento de combustível 
Explosão
direção contrária ao sentido do 
escoamento
Risco de inundação local alto e distante
Risco de colapso de estruturas possibilidade de extensão dos danos e 
posicionar-se em local seguro
Cenários hostis 
(armas, indivíduos hostis, animais, 
etc.).
manter-se afastado em local seguro até 
a chegada de apoio
Quadro 1: Ações de segurança para o socorrista
Fonte: própria autora, 2021.
Sumarizando, a regra dos três Ss para avaliação do trauma é demonstrada na figura 7:
Figura 7: A regra dos 3 Ss aplicadas em situação de trauma.
Fonte: Própria autora (2021). 
1.4 Acionamento dos recursos voltados ao atendimento à vítima no pré-hospitalar.
Ao se deparar com uma cena que envolve vítimas de acidentes, o socorrista deverá atentar-
se para alguns fatores. Desta forma, podemos citar:
 A observação da cena do acidente;
 A necessidade de manter e preservar a segurança das pessoas presentes na cena 
do acidente;
 O acesso da vítima o mais rápido possível e o acionamento do Serviço Médico de 
Urgência (SAMU) ou outros serviços de atendimento emergencial à vítima;
 O oferecimento do Suporte Básico de Vida (SBV).
Segurança
Segurança da equipe;
Uso de equipamento 
individual;
Sinalização do trânsito;
Controle da velocidade 
dos veículos;
Distância segura dos 
veículos.
Cena
Ampla avaliação da 
cena;
Relato de vítima e 
testemunhas;
Análise da cena ao 
redor;
Levantamento dos 
riscos.
Trauma
Situação
Descobrir as causas do 
acidente;
Levantar as informações 
sobre as vítimas;
Solicitar apoio 
especializado.
Uma das primeiras atitudes das pessoas presentes na cena do acidente é acionar o SAMU 
ou Serviço de Resgate dos Bombeiros, desta forma, você deve-se estar se perguntando: 
Quando devo acionar o Serviço de Resgate dos Bombeiros ou o Serviço de Atendimento 
Móvel de Urgência (SAMU)?
Ambos os serviços de Resgate dos Bombeiros ou do SAMU realizam o atendimento das 
vítimas relacionadas aos diversos tipos de acidentes, muitas vezes uma apoiando a outra. 
Porém, em algumas situações, essesserviços que prestam assistência à vítima de Urgência 
e Emergência são acionados de forma equivocada. Desta forma, a figura 8 elucida sobre as 
diferenças entre acionar o Serviço de Resgate dos Bombeiros ou o SAMU.
Figura 8: As situações para acionamento do SAMU ou Corpo de Bombeiros.
Fonte: BRASIL (2014). 
O SAMU também deverá ser acionado é em casos que envolvam vítimas de intoxicação 
exógena e envenenamento; acidente e trauma; afogamento; com suspeita de infarto do 
miocárdio ou acidente vascular encefálico (AVE); crises convulsivas; soterramento ou 
desabamento; agressão por arma de fogo ou arma branca e tentativas de suicídio. 
Ao acionar o Serviço de Resgate dos Bombeiros, os socorristas deverão considerar as 
emergências que envolvem riscos, além dos danos pessoais causados pelo próprio 
acidente, devem contar com a presença dos bombeiros a fim de estabilizar as condições de 
insegurança. 
Afim de evitar que o SAMU ou o Serviço de Resgate dos Bombeiros sejam acionados de 
forma indevida, e que não ocorra prejuízos de fato a quem necessita desse tipo de serviço, 
não devemos solicitar atendimento em casos de febre prolongada; dores crônicas; vômito e 
diarreia; dor de dente; trocas de sonda; corte com pouco sangramento, entorses; cólicas 
renais; transporte de óbito ou de pacientes para consulta ou exames. 
Ao acionar os serviços de Urgência e Emergência, é imprescindível fornecer algumas 
informações ao atendente, para que o mesmo, possa avaliar a prioridade do atendimento e 
direcionar a viatura mais apropriada. Ao telefonar para o SAMU, utilize o número 192; para o 
Serviço de Resgate dos Bombeiros, o número 193; e o 190 para a Policia Militar.
 
Para conhecer mais sobre a implantação do SAMU em território brasileiro leia o artigo 
intitulado: “O processo de implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no 
Brasil: estratégias de ação e dimensões estruturais” de autoria de O’Dwyer e colaboradores 
(2017). Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/csp/v33n7/1678-4464-csp-33-07-
e00043716.pdf
 
Ao realizar a chamada telefônica aos serviços de Emergência, identifique-se, informe ao 
atendente a localização da vítima com detalhes (endereço completo, condomínio, edifício, 
andar, uma boa referência do local do acidente); forneça um número de telefone para 
contato; faça um pequeno histórico do que aconteceu e informe o número de vítimas e suas 
condições. 
A figura 9 exemplifica os acontecimentos após uma chamada telefônica ter sido recebida 
pelo atendente do SAMU e mostra o do fluxo de atendimento às Urgências e Emergências.
Figura 9: Fluxo do atendimento à vítima pelo SAMU.
Fonte: Secretaria Estadual de Saúde RS (2015). 
Para o atendimento móvel pré-hospitalar, as ambulâncias possuem seis tipos de 
classificações:
 Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal 
de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter 
eletivo.
 Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de 
pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes 
com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de 
intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino.
 Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências pré- hospitalares de 
pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com 
equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas).
 Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de 
pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-
hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os 
equipamentos médicos necessários para esta função.
 Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para 
transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de 
resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de 
Aviação Civil - DAC.
 Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao 
transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos 
necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade.
1.5 Conclusão
Nesse capítulo foi possível diferenciar as terminologias utilizadas em situações de urgência 
e emergência e os principais objetivos a serem alcançados nesses eventos; puderam 
entender como a cinemática no trauma pode causar diversos tipos de lesões e que as 
condições em que se encontram os veículos e as vítimas nos auxiliam na elaboração da 
determinação da gravidade do evento; a cena do acidente pode levar a insegurança dos 
indivíduos presentes no local do acidente e que o socorrista não deve expor a sua 
integridade física e, existem diferentes serviços móveis de emergência que podem ser 
acionados a fim de socorrer a vítima e transportá-la a uma unidade de atendimento 
especializada. 
Resumo
Os primeiros socorros é o atendimento inicial da vítima em ambiente extra-hospitalar e, se 
bem realizado, fornece ao paciente maiores chances de sobrevivência, recuperação e 
qualidade de vida após o evento. Desta forma, reconhecer a diferença entre urgência e 
emergência e aplicar os conhecimentos acerca dos primeiros socorros é fundamental para 
os profissionais da saúde.
A cinemática envolvida no trauma pode causar danos extremamente graves à vítima, com 
lesões traumáticas, penetrantes ou contusas. Procurar por pistas que ajudem a entender a 
dinâmica do acidente é fundamental para estabelecer os possíveis agravos à vítima e 
oferecer uma assistência voltada às suas necessidades.
A segurança na cena do acidente deve ser considerada pelo socorrista, já que, se as 
medidas de segurança para evitar novos acidentes não forem implementadas, podem 
ocorrer outros tipos de acidentes no local ferindo mais pessoas ou agravando o estado das 
vítimas. Existem diversas ações para tornar a cena segura e permitir que as equipes 
possam socorrer à vítima sem ser exposta aos riscos.
O socorrista na cena do acidente não possui recursos adequados ou formas de atendimento 
mais especializado à vítima, assim, torna-se necessário acionar o SAMU ou o Serviço de 
Resgate dos Bombeiros. O acionamento desses serviços deve ser feito de maneira 
adequada para cada tipo de evento e o socorrista deve informar o máximo de detalhes à 
atendente para que ela possa deslocar a viatura mais apropriada para socorrer à vítima. 
Leitura(s)
O’DWYER, Gisele et al. O processo de implantação do serviço de atendimento móvel 
de urgência no Brasil: estratégias de ação e dimensões estruturais. Cad. Saúde 
Pública, Rio de Janeiro, v. 33, n. 7, e00043716, 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 08 Fev 2021.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Hospitalar às Urgências. Coordenação Geral da Força Nacional do SUS. Protocolos de 
Suporte Básico de Vida. Brasília, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 354, de 10 de março de 
2014. Publica a proposta de Projeto de Resolução "Boas Práticas para Organização e 
Funcionamento de Serviços de Urgência e Emergência". Brasília, 2014. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Você sabe em quais casos deve chamar o SAMU ou Corpo 
de Bombeiros? Blog da Saúde, 2014. Disponível em: 
. Acesso em: 08 fev. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU 192). 
2020. Disponível em: . Acesso em: 08 fev. 2021.
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