A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
100 pág.
Apostila_Endodontia_UFU

Pré-visualização | Página 1 de 12

EndoUFU 
 
1 | P á g i n a 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2012 
Endodontia Pré-Clinica 
Endo-UFU (roteiro de aula) 
Universidade Federal de 
Uberlândia 
Faculdade de Odontologia 
EndoUFU 
 
2 | P á g i n a 
 
Apresentação 
O presente material didático tem por finalidade servir de guia como 
roteiro de aula aos alunos do 3º período da Faculdade de Odontologia da 
Universidade Federal de Uberlândia nas aulas teóricas e práticas junto à 
disciplina URIAE 3. Toda a parte escrita e as imagens fotográficas estão de 
acordo com o projeto pedagógico atual da Área de Endodontia. 
Esse material está sendo disponibilizado on line aos alunos, 
incentivando-os também a buscar na literatura subsídios que possam 
enriquecer os seus conhecimentos. Essa sistemática permitirá ao aluno criar 
uma análise crítica do conteúdo fornecido, permitindo estabelecer 
discussões sobre os temas abordados durante o período letivo. 
O Programa Institucional de Bolsas do Ensino de Graduação 
(PIBEG) favoreceu a adequação do material didático tendo como finalidade 
criar um roteiro de aula e disponibilizar on-line a quem tiver interesse no 
tema. 
A equipe organizadora teve como orientador o Prof. Dr. João 
Carlos Gabrielli Biffi, como coordenadora a mestranda Maria Antonieta 
Veloso Carvalho de Oliveira e como bolsista do PIBEG a aluna de 
graduação Mariele dos Reis Sousa. 
 
 
 
 
 
Prof. Dr. João Carlos Gabrielli Biffi 
 
EndoUFU 
 
3 | P á g i n a 
 
Sumário 
 
 
Semiologia Endodôntica 04 
Instrumental e Material Endodôntico 10 
Morfologia das Cavidades Pulpares 21 
Irrigação do canal radicular 32 
Neutralização Progressiva 42 
Abertura Coronária 46 
Preparo do Terço Cervical e Médio 57 
Odontometria 62 
Preparo do Terço Apical 68 
Medicação Intracanal 77 
Obturação do canal radicular 83 
Retratamento do canal 91 
Instrumentação Rotatória 95 
Referências Bibliográficas 100 
 
 
 
 
 
EndoUFU 
 
4 | P á g i n a 
 
Semiologia Endodôntica 
I. Conceito 
Pesquisa os sinais e sintomas clínicos, sistematizando os dados com a finalidade de 
construir o diagnóstico, planejar o tratamento e deduzir o prognóstico. 
II. Preenchimento da Ficha Clínica 
1. Semiologia Subjetiva 
É a sensação relatada pelo paciente referente à dor, à origem, à sede, à duração, à 
frequência, à intensidade, ao tipo de dor e se é exacerbada; as suas características devem 
ser minuciosamente descritas pelo paciente e anotadas. 
2. Semiologia Objetiva 
Consiste na manifestação clínica da patologia podendo ser observada pelo 
profissional. Os seguintes exames podem ser utilizados para a coleta clínica dos dados: 
1. Estrutura dental: íntegra, cariada, restaurada, fratura, exposição pulpar, 
alteração da cor e mobilidade na palpação. 
2. Tecidos moles: edema, alteração da cor, fístula e bolsa periodontal. 
3. Teste de percussão: Vertical e Horizontal. 
4. Testes de sensibilidade pulpar: frio, calor e elétrico. Verificar a resposta da 
polpa a esses testes em estado normal, exacerbada, aliviada e ausente. 
5. Teste de cavidade: sensível e insensível. 
 
 
EndoUFU 
 
5 | P á g i n a 
 
3. Exame Radiográfico 
É um recurso indispensável para auxiliar no diagnóstico. A radiografia deve ser de 
boa qualidade para a sua adequada visualização e interpretação. Durante o exame 
radiográfico deve-se observar: 
1. Câmara pulpar: normal, presença de cálculos, ampla, atresiada, calcificada, 
cariada, obturada, perfurada. 
2. Canal radicular: normal, amplo, atresiado, calcificado, reabsorção interna ou 
externa, obturação total, parcial ou sobre obturação, rizogênese incompleta, 
fratura da raiz, perfuração, instrumento “lima endodôntica” fraturado no terço 
cervical, médio ou apical. 
3. Região periapical: Normal, espessamento do ligamento, hipercementose, 
rarefação óssea, circunscrita ou difusa, condensação óssea. 
 
4. Diagnóstico Clínico-Radiográfico 
 
 
 
Trata-se de uma previsão da situação clínica do dente, baseada na interpretação de todos os 
dados colhidos. Algumas vezes, o diagnóstico somente é confirmado após o início do 
tratamento. As seguintes situações devem ser consideradas e podem levar ao tratamento 
endodôntico: 
 
EndoUFU 
 
6 | P á g i n a 
 
5. Tratamento Indicado 
O tratamento endodôntico pode ser conservador ou radical. Em geral, o 
tratamento conservador é caracterizado pela realização da Pulpotomia. 
O tratamento endodôntico radical é classificado com base na presença ou ausência de 
vitalidade pulpar. Há situações em que o tratamento endodôntico é necessário durante a 
realização de um tratamento protético (colocação de núcleo intra-radicular). Em outros 
casos, o tratamento endodôntico já existe, porém não é satisfatório. Portanto, o 
tratamento indicado pode ser: 
1. Tratamento endodôntico com vitalidade pulpar 
2. Tratamento endodôntico sem vitalidade pulpar 
3. Tratamento endodôntico com finalidade protética 
Os detalhes do tratamento endodôntico devem ser todos descritos na ficha clínica. Os 
procedimentos realizados, em cada sessão, devem ser anotados e devidamente 
conferidos pelo docente. É importante registrar também anormalidade eventualmente 
verificada no pós-operatório ou observada na radiografia final. 
6. Proservação 
Controle clínico e radiográfico realizado após o tratamento endodôntico para avaliar o 
seu sucesso ou insucesso. 
Em geral, o período mínimo de controle é de 6 meses para os casos de tratamento 
endodôntico com vitalidade pulpar e de 1 a 2 anos para os casos de tratamento 
endodôntico sem vitalidade, principalmente quando a reabsorção óssea é visível 
radiograficamente. 
Para facilitar o planejamento do tratamento endodôntico, utiliza-se uma ficha clínica 
com as informações necessárias para se obter o diagnóstico provável de cada caso. 
 
 
EndoUFU 
 
7 | P á g i n a 
 
 
 
EndoUFU 
 
8 | P á g i n a 
 
 
 
EndoUFU 
 
9 | P á g i n a 
 
 
 
 
 
 
EndoUFU 
 
10 | P á g i n a 
 
Instrumental e material endodôntico 
Para a realização dos tratamentos endodônticos, é essencial a utilização dos 
instrumentos de maneira adequada. Eles atuam como os meios mecânicos do preparo 
dos canais radiculares. 
Para uma melhor compreensão, eles podem ser classificados em: 
1. Instrumental e material auxiliar. 
2. Instrumental e material endodôntico 
3. Instrumental e material complementar. 
I. Objetivos 
 Identificar o instrumental endodôntico, conhecendo suas características físicas e suas 
indicações para o uso. 
 Reconhecer os princípios de padronização dos instrumentos. 
 Organizar o instrumental na caixa endodôntica. 
II. Instrumental e Material 
1. Instrumental e Material Auxiliar 
1.1. Clínico 
(1) Espelho, (2) Pinça clínica, (3) Sonda endodôntica, (4) Sonda clínica, (5) Escavador duplo, 
(6) Tesoura, (7) Placa de vidro, (8) Espátula. 
 
 
Figura 1- A: clínico; B: 1 (sonda clínica), 2 (sonda reta) 
Endo-UFU 
EndoUFU 
 
11 | P á g i n a 
 
1.2. Diagnóstico 
Aparelho Radiográfico, filme radiográfico, bastão de gelo ou gás refrigerante, bastão de 
guta-percha. 
1.3. Anestesia 
Seringa Carpule, agulhas descartáveis, anestésico tópico e em tubetes. 
1.4. Isolamento do Campo Operatório 
Perfurador de Ainsworth, pinça porta-grampos, porta dique de borracha (dobrável), 
lençol de borracha, grampos para isolamento. 
 
 
 
Figura 2 - A: 1 (grampos para isolamento), 2 (pinça porta grampos) 
B: 1 (perfurador), 2 (porta dique de borracha), 3 (lençol de borracha)

Acesse esse e outros materiais grátis

Ao se conectar, você aceita os Termos de Uso e a Política de Privacidade.

Já tem cadastro?