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Conceitos Básicos de Topografia - prof. Alexandre V. Diniz

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FUMEC - FEA 
 
 
TOPOGRAFIA - CONCEITOS BÁSICOS 
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Figura 12 
 
 
Observamos que os quatro valores são diferentes, bem como a posição 
relativa do NV e NM. Como NM pode estar à esquerda ou à direita do NV, 
devemos adotar uma convenção. 
 
 
 
Para o NM à esquerda do NV Para o NM à direita do NV 
a DECLINAÇÃO MAGNÉTICA é dita a DECLINAÇÃO MAGNÉTICA é dita 
 OESTE ou OCIDENTAL ESTE ou ORIENTAL 
 
 NM NV NV NM 
 
 
 d d 
 
 A A 
 
 Figura 13 
 
 
 
Para o NM à direita do NV, 
a DECLICAÇÃO MAGNÉTICA 
é dita ESTE OU ORIENTAL 
 
 
 NV NM 
 
 
 
 d 
 
 
 
 A 
Para o NM à esquerda do NV, 
a DECLINAÇÃO MAGNÉTICA 
é dita OESTE OU OCIDENTAL 
 
 
 
 NM NV 
 
 
 
 d 
 
 
 
 A 
D
NM 
NV 
A 
B 
C 
dD 
dA 
dB 
Equador 
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8.5.1.2– VARIAÇÃO SECULAR (ver Figura 14) 
Considerando um ponto fixo sobre a superfície da terra a DECLINAÇÃO 
varia com o tempo. Observando a Figura 14, na qual foi seguido o 
mesmo raciocínio da figura anterior, vamos agora considerar um ponto 
fixo P sobre a superfície da terra e deixar o tempo correr, isto é, o NM 
girar em torno do NV. 
 
 NM 
 
 
 
 
 NV 
 
 
 
 
 
 
 Figura 14 
 
 
Inicialmente o NM estaria na posição 1 e a declinação seria d1 ocidental. 
Com o passar do tempo, o NM iria ocupar a posição 2 e a declinação seria 
d2 ocidental, até chegar à posição 4 de declinação nula. À partir deste 
ponto, a declinação iria crescer até o ponto 5 de declinação d5 que seria o 
valor máximo oriental. Continuando, iria decrescer no sentido oriental até o 
ponto 6 de d = 0 novamente, e assim por diante. 
 
 
8.5.2 – VARIAÇÕES DE SEGUNDA ÓRDEM ? Mensal 
 ? Diária 
 ? Local 
 ? Acidental 
OBS: São de muito pouca importância para a TOPOGRAFIA e a 
 CARTOGRAFIA. 
 
 
Equador 
7 
1 
 4 
 
6 
2 
5 
3 
d1 
d2 
d3 
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9. Rumos e Azimutes 
Se considerarmos dois pontos sobre a superfície da terra, P e Q, chamamos 
ALINHAMENTO PQ a interseção do PLANO VERTICAL que passa por P e Q com o 
Plano Topográfico e é representado em planta pela reta PQ. 
Chamamos de RUMO do alinhamento PQ ao ângulo formado pelo mesmo com a 
direção NORTE e contado de 0º à 90º em cada quadrante NE, SE, SO, NO e seria 
RUMO MAGNÉTICO se considerarmos o NORTE MAGNÉTICO e RUMO 
VERDADEIRO se considerarmos o NORTE VERDADEIRO. 
Chamamos de AZIMUTE do alinhamento PQ ao ângulo formado pelo mesmo com 
a direção NORTE e contado de 0º à 360º no sentido horário. Seria AZIMUTE 
MAGNÉTICO se considerarmos o NORTE MAGNÉTICO e AZIMUTE 
VERDADEIRO se considerarmos o NORTE VERDADEIRO. 
Existem bússolas que têm graduações para fornecer rumos e outras azimutes. A 
transformação é bastante simples. 
 
 
 
 
Figura 15 
FONTE: CURSO DE TOPOGRAFIA - LÉLIS ESPARTEL-1980 
 
 RUMO OU AZIMUTE VERDADEIRO RUMO OU AZIMUTE MAGNÉTICO 
 RUMOS AZIMUTES 
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10. Atualização de Rumos 
 
Quando fazemos um LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO, nos trabalhos de campo 
temos a direção do NM dada pela bússola e a DECLINAÇÃO MAGNÉTICA ou é 
medida no local ou obtida em tabelas, programas especializados de 
computadores, etc. 
Temos também os RUMOS ou AZIMUTES MAGNÉTICOS de vários alinhamentos. Na 
data de utilização ou locação das obras projetadas, como os RUMOS e AZIMUTES 
MAGNÉTICOS variam com o tempo, devemos atualizá-los para a data da locação. 
Esta correção coincide com a variação da declinação do período. Se 
trabalharmos com RUMOS e AZIMUTES VERDADEIROS não há correção. 
 
 
11. Mapas Isogônicos e Isopóricos 
 
Para a obtenção da DECLINAÇÃO e como também sua variação anual, podemos 
usar os mapas ou cartas MAGNÉTICAS. 
Na Figura 16 temos o MAPA ISOGÔNICO. Poderíamos definir LINHA OU CURVA 
ISOGÔNICA como sendo o LUGAR DOS PONTOS QUE TINHAM A MESMA DECLINAÇÃO 
NA DATA DA ELABORAÇÃO DO MAPA. A isogônica, portanto nos fornece declinação 
Magnética no local que desejamos para o ano da carta (no nosso exemplo, 
janeiro de 1965). 
 
Na Figura 17 temos o MAPA ISOPÓRICO. Poderíamos definir LINHA ou CURVA 
ISOPÓRICA como sendo o LUGAR DOS PONTOS QUE TINHAM A MESMA VARIAÇÃO 
ANUAL DE DECLINAÇÃO. 
 
Com as CURVAS ISOGÔNICAS podemos obter a DECLINAÇÃO em qualquer local na 
data do MAPA e com as CURVAS ISOPÓRICAS, podemos obter a variação anual de 
DECLINAÇÃO MAGNÉTICA e fazer a correção para qualquer data. 
 OBS.Quando um ponto está entre CURVAS ISOGÔNICAS ou ISOPÓRICAS, devemos 
fazer a interpolação gráfica para termos valores mais exatos. 
 
 
 
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 CARTA ISOGÔNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 16 
Fonte - OBSERVATÓRIO NACIONAL - MEC 
 
 
 
 
 74º 7Oº 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 
-18º 
-17º 
-16º 
-15º 
-14º -13º -12º -11º 
-10º -9º -8º -7º -6º 
-5º 
-4º -3º 
-2º 
-1º 
-3º 
-2º 
+1º 0º 
+3º 
+2º 0º 
-3º 
-1º 
-2º 
-4º 
-5º 
-6º 
-5º -6º 
-4º 
-4º -5º 
-6º 
-7º 
-8º 
-9º -10º 
-11º 
-12º 
-13º 
-14º 
-15º 
-16º -17º -18º 
-19º 
-29º 
-21º 
-21,5º 
-21º 
-21º 
-20º 
-19º 
OBSERVATÓRIO NACIONAL - MEC
CARTA ISOGÔNICA - 1965.0 
Por LELIO I. GAMA 
Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisas 
78º 74º 70º 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 34º 
+ 
+ 
+ 
+ 
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+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
 
OBSERVATÓRIO NACIONAL – MEC 
 
CARTA ISOGÔNICA – 1965.0(Janeiro) 
 
 Por LÉLIO I. GAMA 
Pesquisa do 
Conselho Nacional de Pesquisas 
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CARTA ISOPÓRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17 
Fonte - OBSERVATÓRIO NACIONAL - MEC 
 
 
 
74º 7Oº 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 
-7º 
-10º -8º 
-8º 
-7º 
-7º 
-8º -9.5º 
-10º 
-9º 
-10.5º 
-6º 
-10º 
-5º 
-8º 
-7º 
-5º 
-6º 
OBSERVATÓRIO NACIONAL - MEC
CARTA ISOGÔNICA - 1965.0 
Por LELIO I. GAMA 
Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisas 
78º 74º 70º 66º 62º 58º 54º 50º 46º 42º 38º 34º 
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+ 
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+ + + 
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+ + 
+ 
+ 
+ 
+ + 
+ 
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+ 
+ 
+ 
+ 
+ + 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
-9.5º 
-6º -5º 
 
OBSERVATÓRIO NACIONAL – MEC 
 
CARTA ISOGÔNICA – 1965.0(Janeiro) 
 
 Por LÉLIO I. GAMA 
Pesquisa do 
Conselho Nacional de Pesquisas 
 
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 12 – Exemplos práticos 
 12.1 – 1º Problema - Em uma