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Manual Ambiental - CREA 2010

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Ambiental (EIA) – documento elaborado por equipe multidis-
ciplinar, com o objetivo de demonstrar a viabilidade ambiental do empreendimento ou 
atividade a ser instalada. Contém conjunto de atividades técnicas destinadas a:
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a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto;
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impactos relevantes;
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cada uma delas.
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Gerenciamento de Aspectos Ambientais – o gerenciamento pode ser definido pelo 
ato, arte, ou maneira de administrar, manipulando, controlando, dirigindo, etc. No caso 
das atividades ou empreendimentos que necessitam do Gerenciamento de Aspectos Am-
bientais através da Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF), este ato envolve 
implantação, operação, monitoramento, e controle.
Impacto ambiental – qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas 
do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das ativi-
dades humanas que, direta ou indiretamente, afetem: 
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Imperícia – erro próprio do agente. Revela ignorância, inabilidade, ausência de prática e/
ou de conhecimentos. 
Imprudência – ocorre quando o agente não prevê o resultado que podia ou deveria ser 
previsto.
Indicador de Impacto – elemento ou parâmetro de um fator ambiental que fornece a 
medida da magnitude de um impacto. 
Licença Ambiental de Instalação (LI) – processo que autoriza a instalação do empre-
endimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas 
e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionan-
tes advindos do cumprimento das exigências da Licença Prévia. 
Licença Ambiental de Operação (LO) – processo que autoriza a operação da atividade 
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ou empreendimento após fiscalização prévia obrigatória para verificação do efetivo cum-
primento do que consta das licenças anteriores, tal como as medidas de controle ambien-
tal e as condicionantes porventura determinadas para a operação. Por ser concedida com 
prazo determinado, a LO está sujeita à revalidação periódica e é passível de cancelamento. 
Licença Ambiental Prévia (LP) – processo que aprova, na fase preliminar de planeja-
mento do empreendimento ou atividade, a localização e a concepção do empreendimento, 
bem como atesta a viabilidade ambiental e estabelece os requisitos básicos e condicionan-
tes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. 
Licença Corretiva – ocorre quando o empreendimento ou atividade está na fase de ins-
talação ou de operação. Nesse caso, dependendo da fase em que é apresentado, o reque-
rimento pode ser de Licença de Instalação de Natureza Corretiva (LIC) ou a Licença de 
Operação de Natureza Corretiva (LOC). 
Medidas Compensatórias – ações, equipamentos ou dispositivos destinados a ressarcir 
ou indenizar por danos ambientais, inerentes à atividade, já ocorridos ou inevitáveis.
Medidas Mitigadoras – ações, equipamentos ou dispositivos destinados a reduzir, cor-
rigir ou eliminar os impactos.
Medidas Preventivas – determinações para coibir condutas que resultariam em perigo 
e dano.
Meio Ambiente – conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, 
química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (Lei Federal 
nº 6.938/81).
Negligência – desatenção, falta de cuidado e de precaução ou inobservância de dever do 
agente.
Outorga – instrumento legal que assegura ao usuário o direito de utilizar os recursos hí-
dricos superficiais ou subterrâneos. A outorga não dá ao usuário a propriedade de água ou 
sua alienação, apenas o direito de seu uso. 
Plano de Controle Ambiental (PCA) – documento por meio do qual são apresentados 
os planos e projetos capazes de prevenir e/ou controlar os impactos ambientais decorren-
tes da instalação e da operação do empreendimento para o qual está sendo requerida a 
licença, bem como para corrigir as não conformidades identificadas. 
Plano de Monitoramento dos Impactos – programas propostos no Estudo de Impacto 
Ambiental ou no Plano de Controle Ambiental, destinados a acompanhar os impactos e a 
eficiência das medidas mitigadoras adotadas durante as fases de implantação, operação e/
ou desativação da atividade, comparando-os com os dados coletados, de modo a permitir, 
em tempo, a adoção das medidas corretivas complementares que se façam necessárias.
Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental (RADA) – relatório exigido de 
desempenho ambiental para a avaliação periódica de conformidade com os requisitos / 
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condicionantes para a manutenção da licença. É o procedimento necessário e formal para 
a revalidação da LO.
Relatório de Controle Ambiental (RCA) – relatório exigido em caso de dispensa do 
EIA. É por meio do RCA que são identificadas as não conformidades efetivas ou poten-
ciais decorrentes da instalação e da operação do empreendimento para o qual está sendo 
requerida a licença. 
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) – explicita as conclusões do EIA e neces-
sariamente o acompanha. Deve ser elaborado por equipe multidisciplinar, redigido em 
linguagem acessível, devidamente ilustrado com mapas, gráficos e tabelas que facilitem a 
compreensão das consequências ambientais e sociais do projeto por parte dos segmentos 
sociais interessados, principalmente a comunidade da área diretamente afetada. 
Reserva Legal (RL) – área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, 
ressalvada a de preservação permanente, representativa do ambiente natural da região e 
necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos pro-
cessos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora 
nativas, equivalente a, no mínimo, 20% (vinte por cento) da área total da propriedade.
Responsabilidade Civil – designa a obrigação de reparar ou ressarcir o dano causado a 
terceiros.
Risco – probabilidade de ocorrência de um efeito adverso para a saúde, para a proprieda-
de ou para o meio ambiente. 
4. ÓRGÃOS INSTITUCIONAIS DE MEIO AMBIENTE
Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) – órgão consultivo e deliberati-
vo do Governo Federal, subordinado ao Ministério de Meio Ambiente, Recursos Hídricos 
e Amazônia Legal. Tem por finalidade deliberar sobre normas, padrões e critérios de con-
trole ambiental, através de Resoluções.
Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) – órgão normativo, colegiado, 
consultivo e deliberativo, subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desen-
volvimento Sustentável – SEMAD. Tem por finalidade deliberar sobre diretrizes, políticas, 
normas regulamentares e técnicas, padrões e outras medidas de caráter operacional para 
proteção e conservação do meio ambiente e dos recursos ambientais.
Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) – órgão normativo, colegiado, 
consultivo e deliberativo, subordinado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Tem 
por finalidade promover o aperfeiçoamento dos mecanismos de planejamento, compatibi-
lização, avaliação e controle dos Recursos Hídricos do Estado,