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1. CAPACIDADE CIVIL PLENA
Capacidade plena é a que decorre da titularização das capacidades de direito e de fato.
A capacidade civil plena é aquela em que a própria pessoa poderá exercer seus direitos e obrigações. Por inteligência do art. 5º do Código Civil de 2002, a capacidade civil plena se dará quando a pessoa atingir os 18 anos ou em alguma das situações de emancipação.
2. DESCONSIDERAÇÃO DE PERSONALIDADE JURÍDICA INVERSA
Código Civil brasileiro também admite a desconsideração inversa. 
Nessa desconsideração, como o próprio nome diz, desconsidera-se a pessoa natural do sócio ou administrador de uma pessoa jurídica para o fim de atingir o patrimônio da própria pessoa jurídica da qual faz parte o primeiro. Um exemplo pode aclarar o instituto. Imagine que alguém que deseja se separar de seu cônjuge sem ter de repartir bens que está em seu nome, passe tais bens para uma pessoa jurídica da qual é sócio, ficando esvaziado patrimonialmente como pessoa natural. 
Nesse caso, a desconsideração inversa atua para o fim de, na separação judicial, o juiz desconsiderar a autonomia da pessoa natural em relação à pessoa jurídica, determinando que os bens que pertencem à última sejam partilhados com o cônjuge prejudicado, como se fossem bens pertencentes à pessoa natural do cônjuge que perpetrou a fraude. 
A desconsideração inversa não estava expressa no Código Civil, mas a doutrina e a jurisprudência a admitiam, tendo em vista que essa desconsideração visa a evitar e reprimir justamente a mesma conduta, qual seja, o abuso da personalidade. Todavia, o atual Código de Processo Civil faz menção expressa à desconsideração inversa da personalidade jurídica (art. 133, § 2º).
Confira também o Enunciado 283 das JDC/CJF, que comenta o art. 50 do CC: “é cabível a desconsideração da personalidade denominada inversa para alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens pessoais, com prejuízo de terceiros”.
Hipóteses que ensejam a desconsideração
O Código Civil adotou a teoria maior da desconsideração. De acordo com essa teoria, para que a desconsideração se dê, é necessário, além da dificuldade em responsabilizar a pessoa jurídica, a presença de outros requisitos.
No caso, exige-se que tenha havido abuso de personalidade. Esse abuso, nos termos do art. 50 do Código Civil, pode ser de duas espécies: 
a) desvio de finalidade: é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza; vale salientar que a lei é clara no sentido de que não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica (art. 50, § 5º)
b) confusão patrimonial: é a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por: 
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa; 
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor proporcionalmente insignificante; 
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. 
A confusão patrimonial é típica das situações em que o sócio recebe, para si, créditos da pessoa jurídica, ou em que esta recebe para si créditos do sócio. 
Existem empresas que não têm bens em nome próprio, mas somente no nome dos sócios. Isso pode prejudicar credores, que poderão pedir a desconsideração da personalidade. 
3. PESSOA JURIDICA
Pode-se conceituar pessoa jurídica como o grupo humano criado na forma da lei e dotado de personalidade jurídica própria para a realização de fins comuns. As pessoas jurídicas são, então, sujeitos de direito personalizados, de modo que têm aptidão genérica para adquirir direitos e obrigações compatíveis com sua natureza. 
4. BENS IMATERIAIS
Bem seria tudo aquilo que possa ser objeto de direito, ou seja, tudo aquilo que, direta ou indiretamente, satisfaça um interesse ou necessidade humano e como tal possa ser tutelado pelo Direito. Deve existir palpavelmente ou ser tangível.
Coisas simples, em direito, são as que formam um todo homogêneo, cujas partes, unidas pela natureza ou pelo engenho humano, nenhuma determinação especial reclamam da lei [...] podem ser materiais (um cavalo, uma planta) ou imateriais (como um crédito).”.
Nessa perspectiva, uma planta, um animal, uma cadeira, um livro, uma obra de arte, todos estes, são bens materiais, enquanto um crédito, a honra ou os direitos autorais sobre uma obra constituem bens imateriais, isto é, dotados de abstração.
OUTRA RESPOSTA:
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5. CONSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO CIVIL
O Direito Civil Constitucional, por sua vez, refere-se à aplicação dos princípios constitucionais no âmbito do Direito Civil. Nesse contexto, os princípios estabelecidos na Constituição exercem uma influência significativa na elaboração e interpretação das normas que regem o Direito Civil. Os princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a liberdade e a propriedade, são fundamentais para a compreensão do Direito Civil Constitucional. Eles servem como diretrizes para a criação de normas que garantam a proteção dos direitos individuais e das relações jurídicas entre os cidadãos. Além disso, esses princípios também são utilizados na interpretação das leis civis, buscando compatibilizar as normas infraconstitucionais com os valores e direitos fundamentais estabelecidos na Constituição.
ípios constitucionais, que regem a organização e funcionamento do Estado.
O Direito Civil Constitucional é um ramo do Direito que engloba a análise das relações jurídicas privadas à luz da Constituição. Ele busca compreender como os direitos e garantias fundamentais presentes na Constituição Federal influenciam as normas e princípios do Direito Civil. Dessa forma, é possível perceber a importância de se estudar as aplicações e casos práticos do Direito Civil Constitucional.
 O objetivo do Direito Civil Constitucional é garantir a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos, bem como a igualdade jurídica e a segurança jurídica.
a constitucionalização do direito civil, também chamada de direito civil constitucional, nada mais é do que a imposição de uma leitura dos institutos de direito civil conforme a Constituição Federal. A norma não deixa de ser de direito privado, mas direito privado interpretado conforme a Constituição. Exemplos:
1. Concessão de alimentos nas uniões homoafetivas é o artigo 1.694, CC, interpretado à luz da dignidade da pessoa humana e da isonomia constitucional.
2. Teoria dos contratos o contrato não pode ser um instrumento de abuso econômico, um instrumento de opressão. Assim, a teoria do contrato foi reconstruída com o objetivo de, sem aniquilar a autonomia da vontade (Teoria Liberal dos contratos), condicioná-la a parâmetros constitucionais, a exemplo da função social do contrato, da boa-fé objetiva e da doutrina da eficácia horizontal dos direitos fundamentais.
6. AUSENTES (SUCESSÃO)
Ausência, ou seja, de uma pessoa desaparecer de seu domicílio sem deixar notícias ou procurador a quem caiba administrar seus bens e tenha interesse em fazê-lo
· Passado 1 (um) ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se há procurador, passados 3 (três) anos, poderão os interessados requerer que se: a) declare a ausência; e que se b) abra provisoriamente a sucessão, que produzirá efeitos após 180 dias da publicação da respectiva sentença pela imprensa, efetuando-se o inventário e partilha dos bens (fase da sucessão provisória). Vide arts. 26 a 36 do CC.
· Passados 10 (dez) anos do trânsito em julgado da sentença que abriu a sucessãoprovisória ou 5 (cinco) anos das últimas notícias do ausente que já contar com 80 (oitenta) anos, poderão os interessados requerer a sucessão definitiva.
· Caso o ausente não apareça nos 10 (dez) anos seguintes à abertura da sucessão definitiva, não terá mais direito algum às coisas deixadas.
7. ATO JURIDICO (INCAPACIDADE)
Incapacidade também pode ser conceituada como a restrição legal genérica ao exercício dos atos jurídicos. Outro conceito é o seguinte: inexistência de parte ou de toda capacidade de fato. 
Toda pessoa tem capacidade de direito (ou de gozo). Portanto, a incapacidade a que faz referência a lei (arts. 3º e 4º) é tão somente a incapacidade de fato (ou de exercício). Não seria conveniente, por exemplo, que uma criança de três anos, que tem capacidade para adquirir direitos e contrair deveres, exercesse-os sozinha.
Tipos de incapacidade : Absoluta (Absolutamente incapazes) e relativa (Relativamente incapazes)
8. PERSONALIDADE CIVIL ( TEORIA CONSEPCIONALISTA)
Personalidade é a qualificação conferida pela lei a certos entes, que entrega a estes, aptidão ou capacidade genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. Ou seja, é uma qualificação legal que confere capacidade jurídica a certos entes. O direito confere tal qualificação jurídica a toda pessoa, inclusive à pessoa jurídica. 
Adotamos, portanto, a teoria natalista, segundo a qual o nascimento com vida faz nascer a personalidade, em detrimento de outras teorias, como a concepcionista, para qual a personalidade já se inicia com a fecundação do óvulo e as que consideram que o início da personalidade depende de outros fatores, como a viabilidade de vida.
9. CAPACIDADE DE GOZO
Capacidade de direito gozo/fruição: consiste na aptidão genérica conferida pela ordem jurídica para adquirir direitos e contrair deveres. A aptidão é genérica, ou seja, é possível adquirir todos os direitos e contrair todos os deveres que não forem vedados. Essa aptidão genérica para a prática de atos da vida civil é consequência de se ter personalidade, pois, segundo o CC, “toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil” (art. 1º). Assim, uma criança de três anos, um adulto, uma pessoa jurídica, todos, só por serem pessoas, terão capacidade de direito. Isso possibilita que uma criança receba uma herança (aquisição de direitos) e tenha um imóvel em seu nome locado (o que importa em contrair deveres).
10. INCAPACIDADE RELATIVA
 Será relativa quando não se tenha parte da capacidade de fato, como ocorre com o pródigo, por exemplo, que pode praticar alguns atos jurídicos sozinhos e outros, não.
Relativamente incapazes são os que não podem exercer sozinhos a grande maioria dos atos civis, necessitando de assistência de alguém com capacidade plena, que praticará junto com o incapaz os atos jurídicos de seu interesse (art. 4º do CC). 
Com as modificações legislativas, hoje os relativamente incapazes são as seguintes pessoas:
a) entre 16 e 18 anos; 
b) ébrios habituais e viciados em tóxico;]
c) aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (exemplo, também, a situação de alguns portadores da síndrome de Down.)
d) pródigos. (Podemos definir pródigo como aquele que dissipa seu patrimônio sem controle.
A prodigalidade pode se dar das seguintes formas: a) oniomania, perturbação mental que provoca o portador a adquirir descontroladamente tudo o que tiver vontade; b) cibomania, perturbação que leva à dilapidação patrimonial em jogos de azar; c) imoralidade, que leva ao descontrole de gastos para satisfação de impulsos sexuais)

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