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como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade da União, onde quer que ele se localize. 
§ 2º Presumir-se-á de modo absoluto a intenção a que se refere este artigo, quando, cessados os atos de posse, deixar o proprietário de satisfazer os ônus fiscais. 
18. Enfiteuse: O Projeto do novo Código Civil suprime a vetusta e reprovada instituição da enfiteuse e subenfiteuse (instituto obsoleto, em franco desuso, segundo Orlando Gomes), também conhecida como emprazamento ou aforamento, proibindo novas constituições (Livro Complementar), contudo, submetendo, a bem do direito adquirido, as situações "existentes, até sua extinção, às disposições do Código Civil, de 1º de janeiro de 1916, e leis posteriores", e impondo-lhe "limitações desestimuladoras de seu prolongamento precário", tudo em consonância com a função social da propriedade 
19. Multa para o condômino problemático e redução do valor máximo da multa por atraso de pagamento: o condômino que criar incompatibilidade de convivência com os outros moradores pode ser multado. O Novo Código Civil prevê punição ao condômino que apresente comportamento anti-social, a ser deliberada pela assembléia do condomínio, podendo ser multa (até dez vezes o valor de sua contribuição) e culminando mesmo com a obrigação de desocupação. 
Art. 1337. A multa para quem atrasa o pagamento do condomínio é limitada ao valor máximo de 2% 
Art. 1337 - O condômino, ou possuidor, que não cumpre reiteradamente com os seus deveres perante o condomínio poderá, por deliberação de três quartos dos condôminos restantes, ser constrangido a pagar multa correspondente até ao quíntuplo do valor atribuído à contribuição para as despesas condomíniais, conforme a gravidade das faltas e a reiteração, independentemente das perdas e danos que se apurem. 
Parágrafo único. O condômino ou possuidor que, por seu reiterado comportamento anti-social, gerar incompatibilidade de convivência com os demais condôminos ou possuidores, poderá ser constrangido a pagar multa correspondente ao décuplo do valor atribuído à contribuição para as despesas condominiais, até ulterior deliberação da assembléia." 
Art. 1.336. São deveres do condômino: 
I - Contribuir para as despesas do condomínio, na proporção de suas frações ideais. 
"§ 1º O condômino que não pagar a sua contribuição ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de um por cento ao mês e multa de até dois por cento sobre o débito." 
20. Prestação de serviços à comunidade como pena civil : os artigos 948 e 949 abrem margem à possibilidade de se adotar a técnica de prestação de serviços, como sucedâneo da reparação de danos. 
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações: 
I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; 
II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. 
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. 
21. Nova abrangência da família: Na esteira do comando do art. 226 da Constituição Federal, o Projeto acaba com expressões discriminatórias do Código atual que se referem a "família legítima", sendo aquelas formadas pelo casamento, como se gozassem de uma proteção especial do Estado.Como conseqüência, utiliza-se, simplesmente, a expressão "família" ou "entidade familiar" para designar aquelas formadas: a) pelo casamento civil ou religioso com efeitos civis, b) pela união estável, e se pela comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes (mãe solteira). 
22.Nova conformação do casamento: o objetivo do casamento deixa de ser apenas a constituição da família, que pode ser formada de outras formas, mas passa a ser o de estabelecer uma comunhão de vida entre os cônjuges 
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges 
23. Proibição do Estado intervir na família: salvo para sua proteção e para propiciar recursos educacionais e científicos, a exemplo do planejamento familiar, que serão entretanto livre decisão do casal. 
Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família 
24. Disciplinamento do casamento religioso: dá efeitos civis ao casamento religioso, mediante o cumprimento das formalidades que enumera 
Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do civil, equipara-se a este, desde que inscrito no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração. 
25. Casamento grátis: são isentas todas as custas do casamento, para as pessoas que se declararem pobres. Art. 1512 
Artigo 1.512 - O casamento é civil e gratuita a sua celebração. 
Parágrafo Único - A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei 
26. Uso do sobrenome: também o marido poderá acrescer o sobrenome da mulher 
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família. 
§ 1º - Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro 
27. Igualdade total entre homem e mulher: Datado de 1.916, o Código Civil em vigor traz em seu bojo a cultura machista da época. Assim é que, em homenagem à nova ordem constitucional, logo no artigo 1º (Todo homem é sujeito de direitos e obrigações) a expressão "homem" foi substituída no Senado por "ser humano", o que, para alguns é preciosismo de linguagem. Aqui na Câmara optamos por usar a expressão "pessoa". 
28. Defloramento da mulher: Desaparece a possibilidade de anulação do casamento em caso de "defloramento da mulher, ignorado pelo marido" , bem como a deserdação por "desonestidade da filha que vive na casa paterna" Os aspectos penais em matéria de defloramento (perda da virgindade) continuam a ser regidos em legislação específica, entretanto, em matéria cível o assunto é tratado como coisa do passado. 
29. Adultério: configura motivo para dissolução da sociedade conjugal, mas não impede o cônjuge adúltero ao novo casamento, como faz o código atual. A questão da criminalização é matéria do código penal. 
Art. 1.573 - Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos: 
I -adultério; 
30. Emancipação : A emancipação do filho, cuja concessão, atualmente, só pode ser feita pelo pai (art. 9º, § 1º, I), poderá, também ser concedida pela mãe 
31. Pátrio Poder: O conceito de "pátrio poder" dá lugar ao "poder familiar". 
32. Direção da sociedade conjugal compete igualmente a ambos os cônjuges: as divergências serão resolvidas em juízo 
Art. 1.567. A direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos. 
"Parágrafo Único - Havendo divergência, qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz, que decidirá tendo em consideração aqueles interesses 
33. Guarda dos filhos na separação: não fica necessariamente com a mãe, mas com quem tiver as melhores condições de exercê-la. 
Art. 1.584. Decretada a separação judicial ou o divórcio, sem que haja entre as partes acordo quanto à guarda dos filhos, será ela atribuída a quem revelar melhores condições para exercê-la . 
Parágrafo único - Verificando que os filhos não devem permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, o juiz deferirá a sua guarda à pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, de preferência levando em conta o grau de parentesco e relação de afinidade e afetividade, de acordo com o disposto na lei específica 
34. Igualdade dos filhos adotados: fica