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é aquele definitivamente incluído no patrimônio do indivíduo, consoante a lei que presidiu a sua aquisição, a salvo da vontade de terceiros e exercitável de plano pelo seu titular.
	É o chamado actus perfectus da doutrina medieval, que se contrapõe ao actus praeteritus nondum finitus. Esses conceitos antigos continuam vivos e remanescem na doutrina moderna, no esforço de caracterizar o ato definitivamente consubstanciado e gerador de efeitos intocáveis.
	O primeiro, no dizer de Eduardo Espíndola, no seu "Tratado de Direito Civil Brasileiro", pág. 271, é aquele definitivamente completado em todos os seus passos e sob o regime de uma determinada lei anterior.
	O segundo é um ato passado, iniciado sob a vigência de uma determinada lei, mas impedido de se completar quando ainda pendente de complementação e aperfeiçoamento.
	Daí, é de se notar que o direito adquirido é aquele cujos elementos constitutivos e exercitáveis já estejam inteiramente implementados, que já constitua o chamado ato perfeito, que se contrapõe ao assim denominado ato imperfeito ou inacabado, que são aqueles ainda em formação ou aperfeiçoamento.
	Todo ato perfeito percorre uma sucessão de etapas de constituição e exercício para que se possa considerar adquirido.
	Todo direito adquirido, tem, por assim dizer, períodos aquisitivos próprios que, em se tratando de vantagens periódicas e sucessivas, também se repetem e se sucedem.
	Explicando melhor: quando se trata de direitos repetitivos, sucessivos, de índole naturalmente periódica, os períodos aquisitivos respectivos também se repetem na mesma proporção da sucessividade do direito que se adquire.
	Para cada direito corresponde um período aquisitivo e um período de exercício. Tome-se, como exemplo, o direito ás férias. A cada 12 meses percorre-se período aquisitivo de mais trinta dias de repouso com remuneração e segue-se o tempo de sua utilização.
	O doutrinador Roubier, analisando a noção do direito adquirido, como aquele livre de qualquer possibilidade de alteração, recorreu a noção da situação jurídica com momentos sucessivos para explicar a gênese de sua constituição.
	Afirmou o mesmo que:
		"Há uma fase dinâmica, que corresponde ao momento de constituição dessa situação (como também ao momento de sua extinção); e há uma fase estática que corresponde ao momento em que esta situação produz seus efeitos. "(Cf. Limongi França - in direito Intertemporal Brasileiro, pág. 74)".
	Caracterizada cada etapa desse direito ele se torna adquirido. Transforma-se de direito in abstrato, em direito in concreto.
	Razão teve Epitácio Pessoa, quando disse: 
	"Para que se tenha direito a alguma coisa é preciso, primeiramente, que essa coisa exista. enquanto isso não ocorre, ter-se-á, quando muito, uma expectativa."
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DIREITO CIVIL
L I C C
I – NOÇÕES GERAIS
Repositório de normas preliminares à totalidade do ordenamento jurídico nacional.
É um conjunto de normas sobre normas.
É a lei de Hermenêutica para toda a legislação e aplicação do direito no âmbito nacional.
II – TEM POR FUNÇÕES REGULAMENTAR:
a)o início da obrigatoriedade da lei (art. 1º);
b) o tempo da obrigatoriedade da lei (art. 2º);a eficácia global da ordem jurídica, não admitindo a ignorância da lei vigente, que a comprometeria (art. 3º);
c) os mecanismo de integração das normas, quando houver lacunas (art. 4º);
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d) os critérios de hermenêutica jurídica (art. 5º);
e) o direito intertemporal, para assegurar a estabilidade do ordenamento jurídico-positivo, preservando as situações consolidadas (art. 6º);
f) o direito internacional privado brasileiro (arts. 7º a 17);
g) os atos civis praticados, no estrangeiro, pelas autoridades consulares brasileiras.
Lei (vigência da lei) – Fases:
a) elaboração;
b) promulgação;
c) publicação – início da vigência (art. 1º, LICC). 
PUBLICAÇÃO - ENTRADA EM VIGOR
(VACATIO LEGIS - é o intervalo entre a data da publicação da lei e a sua entrada em vigor).
INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DAS NORMAS
NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO
APLICAÇÃO - ESCOLAS
EXEGÉTICA
HISTÓRICA
DIREITO LIVRE
TÉCNICAS DE INTERPRETAÇÃO
GRAMATICAL
LÓGICA
TELEOLÓGICA
EXTENSIVA
RESTRITIVA
SISTEMÁTICA
INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DAS NORMAS
ART. 4º LICC — OMISSÃO 
A LEI FOR OMISSA
JUIZ DECIDIRÁ DE ACORDO COM A: 
ANALOGIA;
OS COSTUMES E
OS PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO
ART. 5º LICC — FINS SOCIAIS
O JUIZ ATENDERÁ AOS FINS SOCIAIS
E ÀS EXIGÊNCIAS DO BEM COMUM.
PARTE GERAL NOÇÕES GERAIS – Arts. 1º - 21
I - PESSOA NATURAL
CAPACIDADE DE 
DIREITOS
DEVERES
2. PERSONALIDADE
COMEÇA COM NASCIMENTO
A SALVO DESDE A CONCEPÇÃO
3. INCAPACIDADE ABSOLUTA – Art 3º
4. INCAPACIDADE RELATIVA – Art 4º 
PARTE GERAL NOÇÕES GERAIS
5. MAIORIDADE – Art. 5º
PLENA AOS 18 ANOS	
6. EMANCIPAÇÃO – Art. 5º § ÚNICO
7. FIM DA PERSONALIDADE – Art. 6º
MORTE
MORTE PRESUMIDA – Art. 7	
8. COMORIENTES – Art. 8º
9. LIMITAÇÃO DE DIREITOS – Art 13
10. DISPOSIÇÃO DO PRÓPRIO CORPO 
PESSOA JURÍDICA – Arts. 40 - 69
1. NOÇÃO E TENTATIVA DE CONCEITUAÇÃO
2. NATUREZA JURÍDICA E CLASSIFICAÇÃO
DE DIREITO PÚBLICO
A ÚNIÃO
OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
OS MUNICÍPIOS
AS AUTARQUIAS
DEMAIS ENTIDADES DE CARÁTER PÚBLICO CRIADAS POR LEI
DE DIREITO PÚBLICO EXTERNO
DE DIREITO PRIVADO
AS ASSOCIAÇÕES
AS SOCIEDADES
AS FUNDAÇÕES
PESSOA JURÍDICA
4. REQUISITOS PARA A EXISTÊNCIA LEGAL DAS PESSOAS JURÍDICAS
INSCRIÇÃO DO ATO CONSTITUTIVO
PODE DEPENDER DE AUTORIZAÇÃO ESTATAL
5. DA CAPACIDADE E REPRESENTAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS
6. DA RESPONSABILIDADE DAS PESSOAS JURÍDICAS
7. DESCONSIDERAÇÃO - PERSONALIDADE
8. DA EXTINÇÃO DAS PESSOA JURÍDICAS
9. DAS FUNDAÇÕES
DOMICÍLIO – Arts. 70 - 78
Conceito de domicílio				
Não existe diferença entre domicílio e residência
Domicílio das pessoas jurídicas de direito público interno – Art. 75
Domicílio necessário
O incapaz
O servidor público
O militar
O marítimo
O preso
DOS BENS – Arts. 79 - 103
1 - Conceito de “bens”. 
2 – Classificação
Bens considerados em si mesmos
Bens imóveis
Bens móveis
Bens fungíveis e consumíveis
Bens divisíveis
Bens singulares e coletivos
Bens reciprocamente considerados
Bens públicos
Dos Fatos jurídicos – Arts. 104 - 188
A validade do negócio júridico pede: 
Agente capaz
Objeto lícito, possível, determinado ou determinável
Forma prescrita ou não defesa em lei
Da representação
Por lei
Pelo interessado
Da condição
Do termo
Do encargo
Dos Fatos jurídicos – Arts. 104 – 188
Defeitos do negócio jurídico
Do erro ou ignorância
Do dolo
Dolo acidental
Dolo de terceiro
Dolo do representante legal
Da coação
Fundado temor
Dano iminente
À pessoa, família ou bens
Do estado de perigo
Da lesão
Da fraude contra credores
Dos Fatos jurídicos – Arts. 104 – 188
Invalidade do negócio jurídico – Art. 166
É nulo o negócio jurídico quando:
celebrado por pessoa absolutamente incapaz;
for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto;
o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito;
não revestir a forma prescrita em lei;
for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade;
tiver por objetivo fraudar lei imperativa;
a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática sem cominar sanção.
Dos Fatos jurídicos – Arts. 104 – 188
Atos jurídicos lícitos
Dos atos ilícitos
Aquele que, por ação ou omissão voluntária,
negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem,
ainda que exclusivamente moral,
comete ato ilícito. 
Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons