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Pedogênese

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dos solos
O manejo sustentável dos solos é aquele que permita sua utilização agrícola sem destruição total da cobertura vegetal natural e da biodiversidade local, que utilize técnicas, equipamentos e insumos para aproveitar , potencializar e melhorar sua capacidade produtiva sem promover sua degradação física e biológica e consequente erosão, assoreamene de nascentes, córregos, rios e açudes, garantindo sua produtividade e o equilíbrio ecológico para as gerações futuras, diminuindo o impacto sobre as áreas florestais remanescentes.
PROCEDIMENTO DA ANÁLISE ESTRUTURAL
A- Análise da Paisagem e escolha da vertente representativa.
1-Obsevação da paisagem, análise de mapas e cartas, percurso em campo e escolha da áreas onde se farão os estudos detalhados. 2-Escolha dos locais para a abertura de trincheiras 3-Abertura de trincheiras e descrição dos perfis.
B- Passos da descrição do perfil .
1-Reconhecer as principais variações verticais em termos de :
cores 
agregados 
texturas 
porosidades 
feições pedológicas 
atividade biológica 
umidade 
Concluir com uma primeira delimitação dos principais horizontes . Descrever os limites que separam os horizontes .
2-Para cada horizonte descrever as organizações elementares :
Cor : descrever e medir as cores dos horizontes e das feições pedológicas . 
Agregação : forma , tamanho, nitidez e as relações entre os diversos tipos de agregados de 
um mesmo horizonte . 
Constituintes : textura e morfologia 
Porosidade : abundância , morfologia e orientação . 
Feições pedológicas : tipos, formas, tamanhos, localização e relações com agregados, porosidades e constituintes . 
Solidez dos agregados : estimar 
Enraizamento e atividade biológica : descrever a distribuição em relação às estruturas 
Umidade : estimação 
Descrever as transições entre os horizontes . 
Coletar amostras para o pedocomparador de cada horizonte . 
Coletar amostras indeformadas para estudo micromorfológico (conforme os objetivos do estudo) . 
Coletar amostras para análise laboratorial . 
Desenhar em escala o perfil ( horizontes, transições, feições, etc .) 
Fotografar 
Localizar o perfil em carta planialtimétrica ( 1: 10.000; 1: 5.000; 1: 1.000) 
C- Levantamento feito com o trado .
1-Escolha e demarcação no mapa dos locais onde serão feitas as tradagens. 2-Coletar amostras a cada 10 centímetros, guarda-las no pedocomparador e descrever :
cor (descrever e medir) 
textura 
umidade 
feições pedológicas possíveis de se observar na amostra obtida com o trado . 
localizar a tradagem na carta planialtimétrica 
D- Representação Cartográfica da Estruturas Pedológicas
1-Desenho em escala, a distribuição dos horizontes pedológicos e das frentes de transformação. 2-representação bidimensional 3- representação tridimensional 4- carta politemática para orientação do manejo dos solos
E- Interpretação dos resultados
Capacidade produtiva ( situação das culturas, fertilidade potencial) 
Impactos Ambientais ( erosões, assoreamentos, desertificação) 
Equilíbrio ecológico (diversidade biológica, fitossanidade) 
Manejo necessário. 
 - Horizontes
Os horizontes são os volumes pedológicos mais ou menos paralelos à superfície, caracterizados pela presença de um ou mais tipos de assembléia e de suas relações. Sua espessura é variável, seus limites superiores e inferiores são nítidos ou difusos. Lateralmente, sua extensão pode ir desde o metro, até vários quilômetros. Sua formação resulta de mecanismos de alteração, como desagregação das rochas, dissolução e gênese de novos minerais; mecanismos biológicos e de acumulação de matéria orgânica; mecanismos de liberação, migração e acumulação de constituintes, que se dá verticalmente (da base ao topo ou do topo à base do perfil), e lateralmente (da alta para a baixa encosta); e mecanismos de organização e de agregação, que dão origem às cores dos solos, aos agregados, aos poros e às feições pedológicas. Os horizontes podem ser diferenciados por etapas, em função dos processos pedogenéticos do solo. Na primeira etapa, os mecanismos de alteração e as dinâmicas biológica e de acumulação de matéria orgânica atuam simultaneamente, surgindo na superfície o horizonte A (organo-mineral) com estrutura pedológica, podendo estar coberto por um horizonte O; e em profundidade o horizonte C, com estrutura litológica, e isovolumétrico em relação à rocha. Estes solos são pouco desenvolvidos. Na segunda etapa os mecanismos de alteração se acentuam, e um novo horizonte (ou um grupo de horizontes) aparecem entre o A e o C. O novo horizonte, chamado S, possui estrutura pedológica, e não é mais isovolumétrico em relação à rocha. A cobertura é medianamente desenvolvida.
Na terceira etapa os mecanismos de hidrólise, lixiviação, transporte de partículas, gênese de minerais secundários se acentuam, resultando no aparecimento dos horizontes eluviais E, pobres em argilas e hidróxidos, que aparecem quase sempre sob o horizonte A e dos horizontes iluviais B, enriquecidos em argila, em hidróxidos e/ou em matéria orgânica e sais solúveis. Esses solos são chamados muito desenvolvidos. (RUELLAN E DOSSO, 1993).
- Principais tipos de horizontes
Segundo RUELLAN E DOSSO (1993) existem seis tipos de horizontes do solo, sendo eles:
Horizontes orgânicos (O): horizontes orgânicos (liteiras, serrapilheiras), que são encontrados geralmente sob cobertura arbórea, resultam do depósito, na superfície do solo, de material vegetal morto (folhas, galhos), aos quais podem se somar detritos de origem animal. Quando a atividade biológica é forte, os horizontes O não têm tempo de se espessar, mas em climas frios ou onde há muita umidade no solo, esses horizontes podem atingir vários centímetros de espessura. Chama-se mull o horizonte orgânico em que a atividade biológica é suficiente para decompor e incorporar no solo subjacente os materiais vegetais e animais mortos à medida que esses são depositados. Chama-se mor o horizonte orgânico em que a atividade biológica é lenta para decompor os materiais vegetais e animais e incorporá-los ao solo subjacente devido às baixas temperaturas ou à umidade exagerada, ou ainda à acidez do solo. Os horizontes orgânicos situam-se sobre os horizontes do solo.
Horizontes (A): são organo-minerais, e constituem o primeiro horizonte do solo, freqüentemente alterados pelo homem; são ricos em matéria orgânica em comparação aos horizontes subjacentes, a depender do clima, da cobertura vegetal, do tipo de rocha, da topografia, etc; apresentam cores mais escuras do que aquelas dos horizontes inferiores devido à presença da matéria orgânica; apresentam estrutura arredondada, granular, muito influenciada pela matéria orgânica e pela atividade biológica; apresentam presença abundante de pedotúbulos; são freqüentemente empobrecidos em constituintes minerais (argilas, carbonatos, hidróxidos) e enriquecidos de sais solúveis, em cátions e ânions.
Horizontes eluviais (E): horizontes empobrecidos em partículas de dimensão argilosa (< ) . Encontram-se, geralmente, sob o horizonte A; apresentam,(2 devido à migração das partículas finas, uma concentração relativa de constituintes maiores, como os siltes e as areias; apresentam cores mais claras do que a dos horizontes subjacentes; sua estrutura é geralmente contínua, fragmentar, pouco evoluída; seu pH é normalmente ácido, por ser destituído das bases.
Horizontes iluviais (B): horizontes enriquecidos em constituintes, minerais ou orgânicos, devido à migração de matéria, vertical ou lateral. Somente pode-se chamar um horizonte de B se houver provas de que pelo menos uma parte da acumulação é resultado de migração de matéria. As provas mais certas são a presença de feições pedológicas de acumulação, como revestimentos (cutans), nódulos ou bandas. Esses horizontes encontram-se, geralmente, na parte intermediária do perfil. Sua cor é função do tipo de elemento acumulado. Os principais tipos de horizontes B