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1 Victória Rodrigues XLI. 2023 
GO - HUAV 
ANAMNESE 
1) IDENTIFICAÇÃO: (10) 
Nome, Idade, Raça, Religião, Escolaridade, Profissão, 
Estado civil, Procedência, Naturalidade, Endereço 
1) QP e duração (... mais alguma coisa?) 
2) HMA - (duração, início e principais características 
relacionadas) – recapitular. 
Dor: (12) 
Quando começou 
Como começou 
Como evoluiu 
Localização 
Irradiação 
Caráter 
Intensidade 
Duração – aguda/crônica 
Sintomas associados – habito intestinal, urinário, 
questionar dispareunia, relação com os esforços, 
relação com o ciclo menstrual, relação com 
atividade sexual 
Fator de melhora – uso de medicação 
Fator de piora 
Como está agora 
 
Sangramento: 
Associação com ciclo menstrual, intensidade, 
duração, traumatismos, associação com uso de 
medicação. 
 
Corrimento: 
Cor, odor, aspecto, quantidade, prurido, 
dispareunia, associação com o uso de medicação, 
uso de anticoncepcionais/ terapia hormonal. 
 
Tumor: 
Localização, evolução, tamanho, dor, origem. 
 
3) ANTECEDENTES PESSOAIS FISIOLÓGICOS 
- ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS: 
Menarca 
DUM 
Ciclo menstrual – regularidade (se vem todo mês e por 
quantos dias), quantidade (número de absorventes) 
Dismenorreia (cólica) - intensidade 
Sexarca e vida sexual (ativa, quantos parceiros, se usa 
preservativo, qual preservativo) 
MAC: Uso de contraceptivo – qual tipo 
Tipo de relação sexual – oral, vaginal, anal 
Corrimentos 
Dispareunia (dor na relação sexual) 
IST 
Qual a data do último exame preventivo 
Problemas mamários 
*sintomas climatéricos – fogachos, sangramento, 
diminuição da lubrificação e libido, dispareunia. 
Problemas mamários – dor, nódulos, cirurgias, secreções. 
 
- ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS: 
GPAC – numero de gestações, tipo de parto, intervalo entre 
as gestações, prematuridade, filhos vivos, intercorrências no 
pré-natal, caso de eclampsia, gravidez tubária, gravidez 
molar, idade da primeira gestação, tempo de 
amamentação. 
Infertilidade- há quanto tempo tenta engravidar, se faz 
tratamento. 
Cirurgias ginecológicas. 
 
4) ANTECEDENTES PESSOAIS PATOLÓGICOS 
Doenças previas/ viroses – HAS, DM, cardíacas, 
pulmonares 
vacinação 
Uso de medicamentos 
Cirurgias - transfusão **cirurgias ginecológicas 
principalmente (perinioplastias, miomectomia...) 
Alergias 
Traumatismos/Fraturas 
Internações 
Tabagismo – tipo de cigarro, quantidade 
(maços/dia), há quanto tempo 
Etilismo – quantidade, tipo de bebida 
Uso de drogas – tipo e frequência 
Queixas intestinais 
Queixas urinárias 
Alimentação 
Atividade física 
 
5) ANTECEDENTES FAMILIARES 
Mae, pai, irmãos 
HAS, DM, tireoide, abortos na família 
Histórico de CA, câncer de mama, de ovário, colo 
do útero. 
 
Sintomas associados (HMA) 
 
Atraso menstrual: questionar possibilidade de gravidez, 
mudanças corporais, náuseas, vômitos, sonolência, dor nas 
mamas, se teve sangramentos, corrimentos, se tem parceiro 
fixo, se teve relação sexual desprotegida no período, ISTs 
(questionar vacinação HPV), uso de medicamentos, álcool, 
cigarro e drogas. 
HD: gravidez 
DD: SOP, mioma, disfunção tireoidiana. 
EXAMES: b-hCG, prolactina, TSH. 
 
 
GESTANTE 
DPP: calculo da data provável de parto 
DUM → janeiro, fevereiro, março → +7dias + 9m 
DUM → abril a dezembro → +7dias -3m +1ano 
 
DUM conhecida: 
1º dia da DUM + data atual → somar e dividir por 7 
 
 
CHECK LIST DE OBSTETRÍCIA 
1- Checar os materiais 
- sonar – estetoscópio de pinard 
- fita métrica 
- avental 
- maca com cabeceira pouco elevada se possível. 
2- Pesar a gestante antes de começar a consulta 
3- Anamnese com idade gestacional em destaque 
4- Aferir a pressão arterial no braço direito ao nível do 
coração com a paciente sentada 
5- Avaliar as mucosas, coloração e hidratação, 
ausculta cardíaca e palpação das mamas, com 
expressão. 
6- Realizar manobras de leopold se data gestacional 
permitir 
7- Medir altura uterina e circunferência abdominal 
8- Auscultar BCF se possível 
9- Toque vaginal quando necessário 
 
2 Victória Rodrigues XLI. 2023 
10- Avaliar necessidade de citologia oncótica, pelo 
histórico da paciente. E proceder caso positivo, aos 
passos do exame ginecológico. 
 
 CHECK LIST DA GINECOLOGIA 
1- checar material 
a) maca 
 - arrumar lençol na maca 
 - colocar a maca reta 
 - posicionar a perneira 
 - pegar o avental para paciente (ao entregar o avental 
pedir para a mesma urinar) 
b) checar o foco 
c) ordenar os materiais 
 - espéculo 
 - pinça de cheron 
 - espátula de ayres 
 - escovinha endocervical 
 - lâmina ( identificar o frasco com nome e datá-lo, 
identificar a lamina com iniciais e data de nascimento da 
paciente) 
 - fixador 
 - luvas 
d) formulário da citologia preenchido 
2- exame clínico (aferir pa, ausculta cardíaca e pumonar) 
3- exame de mama 
• paciente sentada de frente 
• inspeção estática obeservar e descrever 
• inspeção dinâmica 
- manobras com os braços 
 - manobras com mamas pendentes 
• palpação dos linfonodos principalmente das axilas 
• deitar a paciente em decúbito dorsal com as mãos atrás 
da cabeça e palpar as mamas 
 - realizar expressão mamilar 
4- palpação abdominal – como aprendido na 
propedêutica 
5- posicionar a paciente em posição de litotomia 
6- realizar a inspeção estática da vulva - descrever pelos; 
observar clitóris, meato vulvar, pequenos e grandes 
lábios 
7- realizar inspeção dinâmica para possíveis alterações 
- como prolapsos (pedir para paciente tossir) 
8- introduzir o espéculo e abrir até a visualização 
completa do colo uterino (afastar os grandes lábios, 
introduzir o aparelho verticalmente e com a válvula de 
abertura apontada para a direita, introduzir 
verticalmente e inclinar a 45º até chegar no fundo, 
posicionar o especulo a 90º e ir abrindo até visualização 
completa do colo) 
9- realizar coleta da citologia com a espátula de ayres e 
depois com a escovinha na cérvice do colo 
10- passar a espátula na lâmina sentido vertical e depois a 
escovinha no sentido horizontal 
11- fixar as células com o fixador 
12- retirar o espéculo, fechando-o durante o trajeto 
observando a vagina 
13- realizar o toque bimanual (uma mao no abdome/útero 
e 2 dedos no colo de útero, sentir mobilidade, anexos) 
14- ajudar a paciente descer pela frente da maca 
 
Anamnese Pré-Natal 
1ª consulta: Anamnese (formulário especial) 
 Exame Físico geral (AVC e AR) 
 Exame específico (gineco-obstétrico) 
Anamnese: 
- Antecedentes pessoais e familiares 
- História ginecológica e menstrual: 
 Menarca, periodicidade do ciclo, uso de contraceptivo, 
data do último preventivo 
- História Obstétrica: G, P, Ab, FV, Nat, Neo 
 Evolução de gestações anteriores, peso e condições 
do RN 
- História Obstétrica atual: DUM, DPP, IG 
 Regra de Naegele = +7d -3 m + 1a adicionam-se 7 dias 
ao 1º dia da última menstruação e subtrai 3 meses do mês, 
(se for mês 01, 02 ou 03 → +7d +9m. EX: DUM 02/02/13 
DPP 09/11/13 
**se DUM desconhecida (inicio do mês= dia 5, 
meio do mês = dia 15, final do mês= dia 25) 
IG= DUM + data atual → ÷7 
 
*pela US: pega a IG da última US e soma com o tempo 
decorrido até o dia de hoje 
 
- Exame Físico Geral: Inspeção da pele e mucosas, PA, 
Peso, FC, ausculta cardíaca, respiratória, palpação pescoço, 
abdome, exame de extremidades. 
- Ganho de peso na gestação: Peso atual, IMC 
 
- Exame especifico: Inspeção de vulva, exame especular 
(colheita da secreção vaginal para exame citológico),teste 
com ácido acético e lugol, Toque e exame das mamas. 
 
- Exames complementares: 
Mensalmente coombs indireto (se mãe Rh-) 
12 e 16 semanas repetir urocultura 
Hemograma entre 28 a 32 semanas 
TTGO entre 24 e 28 semanas com 75g de dextrosol. 
Jejum, 1 e 2h. 
Bimensalmente sorologia para toxoplasmose se gestante 
IgG e IgM negativo 
1º trimestre 
Até 13s6d 
2º trimestre 
14s a 27s6d 
3ºtrimestre 
28s a 40s6d 
-hemograma 
- ABO + Rh 
- coombs indireto 
- eletroforese de 
hb 
- TSH 
- toxoplasmose 
- VDRL 
- HIV 
- Hep B 
- GJ 
- Urina I e II 
- *CO (após 1 trim) 
- US (até 12 sem) 
*morfológico se 
tiver FR. 
- Toxoplasmose 
(se IgM e IgG -) 
- coombs ind. (se 
Rh -) 
- VDRL 
- HIV 
- TOTG (após 
24sem) 
- proteinúria (se 
suscp pré eclamp/ 
PA↑) 
- US morfológico 
(20 a 24 sem) 
 
- Hemograma 
- coombs ind. (se rh- 
- VDRL 
- HIV 
- toxopl.(se suscep) 
- GJ 
- Urina I e II 
- hep B 
- Streptococcus β 
hemolítico (35-37 
sem) com coleta de 
secr. Vaginal. 
- US 
 
Consultas subsequentes - avaliar a evolução no intervalo 
entre as consultas 
• Revisão da ficha de 1ª consulta. 
• Anamnese atual: QP, HMA. 
• Cálculo e anotação da IG (pela DUM e pelo US). 
• Anotar e fazer a interpretação dos exames. 
• Exame clínico geral. 
 
3 Victória Rodrigues XLI. 2023 
• Exame gineco-obstétrico. 
• Solicitação de outros exames. 
• Agendamento das consultas subsequentes. 
• Controle do calendário vacinal. 
 
- Retorno com 15 dias após a 1ª consulta para resultado 
exames solicitados 
- até 28 semanas: mensal, 28 a 36 s quinzenal, 36s à 
termo semanal. 
 
1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 
Até 13 sem e 6d 14 sem – 27 sem e 6d 28 sem – 40sem e 6d 
 
Exame Físico: 
Exame de mamas, PA, FC, exame de extremidades, 
manobras de Leopold (a partir de 28 sem) (1º- acha o fundo 
uterino, 2º - achar o dorso D/E, 3º mão em gancho, verificar 
o grau de penetração na pelve, 4º determinar se está 
cefálico/pélvico) 
– situação: longitudinal ou transversa 
– apresentação: cefálica ou pélvica (longitudinal), 
vazio (transversa/córmica) 
– posição: D ou E 
– insinuação: quando está encaixado na pelve, as 
mãos não conseguem se encontrar 
 
AUF – altura útero fita (após 16/20 sem) 
Ausculta fetal - 12 semanas: sonar /16 semanas: Pinard 
– Apresentação cefálica: ausculta nos quadrantes inf 
do abdome. 
– Apresentação pélvica: ausculta nos quadrantes sup 
do abdome 
– Apresentação córmica: ausculta na linha média, 
próximo ao umbigo. 
BCF = ausculta apenas após 12 sem (VR= 120 a 160bpm) 
*contar quantos batimentos tem em 15s e x4. 
 
Percepção de movimentos fetais: de 18 a 20 semanas 
 
Exames complementares 
– Coombs indireto em gestante RH negativo mensal 
- Toxoplasmose bimensalmente em IgG e IgM negativo 
- Teste de tolerância à glicose 24 a 26 s 
 
Interpretação dos exames 
ABO-Rh/Coombs indireto (se Rh negativo) – pesquisa de 
AC maternos contra hm do filho 
❖ CI negativo: repetir com 24 semanas e após isso, mensal. 
Repetir mesmo se o pai forem Rh negativo. 
❖ CI positivo: isoimunizada pelo fator Rh. Encaminhada 
para gestação de alto risco. 
 
Glicemia de jejum: normal até 92mg/dl. Acima disso, é DM 
gestacional e encaminha para o alto risco. 
Glicemia jejum ≥ 92 e 11mg/dl: sulfato ferroso após 20 semanas, 1 
comprimido ao dia. Dose profilática. 
❖ Hb entre 8 e 11mg/dl: até 5 comprimidos ao dia. Dose 
terapêutica. 
❖ Hb 10 leucócitos/campo, 
nitrito e/ou bactérias +, leucocitúria, piúria, 
bacteriúria e hematúria. 
 
 
 
4 Victória Rodrigues XLI. 2023 
2º trimestre 
❖ TOTG 75g: curva glicêmica. 
➢ Jejum: 7dias prevalece a IG da US. 
 
CALENDÁRIO VACINAL: 
dT: 3 doses, intervalo de 30 a 60 dias. Ultima dose precisa 
ser pelo menos 20dias antes do parto. – se ultima dose foi a 
mais de 5 anos → fazer reforço. 
dTpa: entre 27 e 36 sem – em TODAS as gestações. 
Hep B: 3 doses, olhar esquema vacinal. 
Influenza: feita anualmente 
COVID-19: permitida pra gestante. 
**outras: raiva – sem contraindicação. Rubéola e FA – 
contraindicadas. 
 
EVOLUÇÃO: 
# Evolução GO# 
(data, hora) avalio paciente em leito, desacompanhada, 
LOTE, sem queixas, boa aceitação da dieta, diurese 
presente, paciente deambulando, nega evacuação, 
ausência de flatos, mamas secretantes (se puerpera), 
ausência/presença de fissura nas mamas, hiperemia 
mamária +/-, útero contraído e palpável. 
Cicatriz cirúrgica com secreção presente/ ausente, cicatriz 
cirúrgica com sinais flogísticos presente/ ausente 
Períneo (se episiorrafia): 
Loquiação presente/ausente – cor (rubro, seroso), 
quantidade, se tem coágulos. 
(puerpera): útero a cm da cicatriz umbilical 
MMII: Panturrilhas edemasiadas +/-, Bandeira +/-; 
panturrilhas livres, sem edema. 
 
EF: 
Ectoscopia: BEG, normocorada, hidratada, AAA, sem 
edema 
SSVV: PA, FC, satO2 
ACV: BRNF 2T sem sopros 
AR: MVF, sem RA 
Exame obstétrico: BCF, AU 
AGI (se não for gestante): RHA presentes, abdome livre, 
indolor a palpação, ausência de massas ou visceromegalias.EVOLUÇÃO PÓS-PARTO IMEDIATO 
Globo de segurança – palpar fundo uterino, investigar 
firmeza do útero (globo de segurança Pinard), involução 
uterina – cm acima da cicatriz umbilical. 
Sinais vitais: PA, FC 
Queixa de dor e sangramento na cicatriz cirúrgica e no 
períneo (episorrafia) 
Verificar se houve uso de ocitocina 
Estimular a amamentação 
 
EVOLUÇÃO DE ROTINA 
Sinais vitais: PA, FC 
Avaliação de mucosas (corada, hidratada...) 
Verificar as mamas (turgidas, secretantes, assecretantes, 
hiperemiadas,...) 
Ver a involução uterina 
Ver se diurese presente, ruídos hidroaérios em abdome 
Avaliação do loquios (rubro em média, pequena 
quantidade, com ou se coágulos) 
Cicatriz cirúrgica, região perineal 
Alimentação 
Edema em MMII 
Deambulação 
Amamentação 
 
DECLARAÇÃO MÉDICA 
Declaro para fins de ---------- que fulano, portador do RG 
(XXX) esteve em consulta médica no dia de hoje, xx/xx/xx 
no período de Xh até Yh. 
CID 
 
DATA. ASS. 
 
 
PRONTUÁRIO 
USGTV (transvaginal): (Data) 
Útero: ecotextura do útero (miométrio homogêneo..) 
registrar mioma se tiver 
Endométrio: aspecto, textura 
Ovários: anotar volume, se há cisto e quanto mede, 
aspectos e dimensões 
 
CO: (data) COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA 
Epitélios: escamoso/glandular/metaplasico 
Presença de cândida/ gardinerela/ tricomonas 
Negativo para neoplasia/ presença de alteração celular 
(especificar: ASC-US, ASC-H, LSIL, HSIL, etc.) 
- ASC- US: atipia de significado indefinido (não é NIC, rever 
citologia) → repetir em 6m (ou 12m secervical: Secreção cervical clara e de aspecto normal, 
sem características sugestivas de infecção. 
Realizado coleta de CO. 
 
Toque vaginal: colo indolor a mobilização, útero 
 
Exame de Toque Vaginal (ou Toque Pélvico): 
• Palpação da Vagina: Sem sinais de dor à palpação. 
Mucosa vaginal íntegra, sem lesões ou indurações. Não 
há presença de massas ou nódulos palpáveis na parede 
vaginal. 
• Útero: Útero de tamanho normal, em posição 
antevertida, móvel, indolor à palpação. Sem aumento 
de volume ou rigidez. Sem sinais de dor à mobilização 
uterina. 
• Anexos: Sem massas ou nódulos palpáveis nos anexos 
(ovários e trompas). Ovarios de tamanho normal, não 
dolorosos à palpação, sem sinais de cistos ou outras 
alterações. Não há sinais de dor ou distensão nas 
regiões anexiais. 
• Douleur à la mobilisation (se necessário): Sem dor à 
mobilização de útero e anexos. 
 
Materiais: lâmina (identificar: iniciais da paciente + data de 
nascimento), luva de procedimento, foco, especulo, gel de 
US, espátula de Ayres, escova endocervical, lubrificar o 
especulo com gel de US, spray de fixação. 
 
Introduzir o especulo de forma obliqua 
Inspeção dinâmica: pedir para paciente tossir 
 
• O material da espátula deve ser distendido na porção 
proximal à parte fosca, no sentido transversal da 
lâmina. 
• O material da escova deve ser distendido na porção 
distal à parte fosca, no sentido longitudinal da lâmina 
 
PUERPÉRIO 
Imediato: 24h pós parto. 
Subagudo: 2 a 42 dias 
Tardio: a partir de 42 dias. 
 
Anamnese 
Consulta de rotina é feita 40dias pós parto 
❖ Condições da gestação. (HAS, hipotireoidismo, anemia, 
ITU...) 
❖ Condições do atendimento ao parto. 
❖ Dados do parto: data, tipo de parto, se cesárea qual a 
indicação). Se foi parto induzido ou não (uso de 
misoprostol) 
Se teve laceração ou se precisou de episiostomia. 
❖ Intercorrências na gestação, parto ou pós-parto: febre, 
hemorragia, convulsões, trauma, sensibilização Rh. 
❖ Realizou testagem para sífilis e HIV na gestação e parto. 
❖ Uso de medicamentos: ácido fólico, sulfato ferroso, anti-
hipertensivo, levotiroxina sódica?... Investigar 
❖ Aleitamento: frequência das mamadas, dificuldades... 
❖ Alimentação, sono, atividades. 
❖ Dor, fluxo, sangramento vaginal, queixas urinárias, febre. 
❖ Planejamento familiar: se deseja ter mais filhos, uso de 
método contraceptivo, métodos já utilizados. 
➢ Orientar espaço de 2 anos para a próxima 
gestação. 
➢ Caso haja indicação de contraceptivos, os 
hormonais progestínicos (apenas com 
progesterona) não influenciam na produção e 
liberação do leite materno, podendo ser utilizados 
com segurança no período de lactação. 
➢ Anticoncepcionais combinados: em mulheres 
que não amamentam. Não deve ser prescrito nas 
primeiras 6 semanas devido à ação trombogênica. 
❖ Condições psicoemocionais: humor, preocupações, 
desânimo, fadiga. 
❖ Condições sociais. 
 
Método lactação-amenorreia: 98% eficaz enquanto a 
mulher amamenta em intervalos fixos, inclusive à noite. 
 
Imunizações: orientar atualização do calendário vacinal, 
podendo ser administradas as vacinas vivas e as inativadas 
com segurança. 
 
 
7 Victória Rodrigues XLI. 2023 
Exame físico na consulta puerperal 
• Verificar dados vitais. (PA, temp, FC, FR) 
• Avaliar estado psíquico. 
• Observar estado geral: pele, mucosas, edema, 
cicatriz (cesárea, episiorrafia). 
• Examinar mamas (edema, sinais flogísticos). 
• Examinar abdome (dor à palpação?). 
• Examinar períneo e genitais: sinais de infecção? 
• Verificar possíveis intercorrências, como 
hipertensão, febre, dor em baixo ventre, 
corrimento, alterações emocionais, sangramento 
anormal... 
REGRESSÃO UTERINA: 
• Útero na cicatriz umbilical ou 2cm acima nas 
primeiras 24h (globo de segurança de Pinard) 
• Em 1 semana: entre a sínfise púbica e a cicatriz 
umbilical. 
• Na 2ª semana: o útero não é mais palpável no 
abdome. 
• Após a 4ª semana: o útero retorna às dimensões 
anteriores à gestação 
Lóquios 
– Primeiros dias até 6 dias– rubro/ vermelho (quantidade 
de eritrócitos) 
– Após 6 dias até 3 semanas – seroso/ cor castanha 
– Alba: duração: 24 a 36 dias (mais de 1 mês) 
 
Retorno à menstruação: 
Não lactantes: 1 a 9 sem (45 dias), podem ovular depois de 
aprox. 25 dias 
Lactantes: atraso no retorno – prolactina inibe GnRH. 
 
*Atividade sexual permitida após 40 dias. 
 
Cuidados durante o puerpério Imediato: 
• Sinais vitais. 
• Avaliar involução uterina. 
• Avaliar lóquios, se há muito coágulo... 
• Avaliar a genitália e cicatriz operatória 
• Ausculta de RHA. 
• Trocar os curativos, se necessário. 
• Estimular a deambulação. 
• Orientar higiene corporal e perineal. 
• Avaliar as mamas. 
 
 
*Infecção puerperal: dor pélvica, febre (≥ 38°) e 
corrimento vaginal anormal. 
 
Infecção canal de parto: 
Cefalosporina de 1ª geração por VO 7dias (deixando fechar 
por 2ª intenção) 
Casos graves: gentamicina 5mg/kg em dose única diária + 
clindamicina 600mg 8/8h no mínimo 48h. 
 
Infecção ferida cesárea: 
Se infecção recente – pensar em Streptococcus b hem A. 
Cefalosporina de 1ª geração VO por 7 a 10 dias. 
Se celulite: amox/clavulanato 
Se comprometimento sistêmico: clindamicina e 
gentamicina EV. 
 
Endometrite: 
Tríade de Bumm: útero doloroso + hipoinvoluído + 
amolecido. 
Restrita ao útero, após parto vaginal: Amoxicilina 500mg VO 
8/8h por 7 dias. 
Mais grave: clindamicina 600mg EV 8/8h + gentamicina 
5mg/kg EV dose única. 
 
Profilaxia: atb profilático na ceraria (60min antes): 
cefalotina 1g EV 
 
Hemorragia pós parto: perda de 500ml no parto vaginal 
ou acima de 100ml na cesárea nas primeiras 24h ou perda 
de sangue que cause instabilidade hemodinâmica. 
Causas 4T: 
• Tônus: atonia uterina 
• Trauma: laceração, hematoma 
• Tecido: retenção de tecido placentário 
• Trombina: coagulopatias. 
 
Síndrome de Sheehan: necrose da hipófise. espasmos da 
artéria pituitária cursam com hipóxia da região, o que leva a 
necrose hipofisária isquêmica. É uma complicação tardia, 
que pode ser por atonia uterina e DPP (descolamento 
prematuro de placenta), ocorre após hemorragias intensas 
durante ou pós parto. Cursa com agalactia, amenorreia, 
hipotireoidismo, insuficiência da adrenal, atrofia 
genital. 
 
Síndrome de Asherman 
Formada por aderências intrauterinas/ sinéquias que 
podem ocorrer após cirurgias uterinas, curetagem, 
infecções. Causa amenorreia, infertilidade, dor pélvica. 
 
 
DROGAS UTEROTÔNICAS: 
– Ocitocina: primeira escolha 
– Ergotamina/derivados: risco de hipotensão. 
– Misoprostol: quando não resolveu com ocit e ergot. 
– Ácido tranexâmico: infundir 1g IV lento em 10 min nas 
primeiras 3h (iniciar imediatamente o inicio do 
sangramento ou até 3h). 
ANTICONCEPCIONAIS 
Como prescrever? 
Para: Fulana de Tal 
Uso oral: 
1) nome do medicamento ---------------------------- 
Iniciar no primeiro dia da menstruação. 
Tomar um comprimido ao dia por 21/22/24/28 dias, sempre 
no mesmo horário. 
Dar intervalo de 7 dias/ 6 dias/ 4 dias/ sem intervalo entre 
as cartelas 
DATA: 
 
Orientações: 
• Iniciar 1º dia do ciclo. 
• Usar preservativo na primeira cartela. 
• Tomar sempre no mesmo horário 
• Pós parto + amamentação: após 6 meses ou quando 
parar de amamentar. 
• Pós parto sem amamentar: 3 a 6 semanas. (após 6sem 
ter certeza de que não está gravida) 
• Após aborto: se até 12sem gest – começar no 
momento. >12 sem – esperar a próxima menstruação. 
 
Trocar: 
Formulações diferentes: emendar as cartelas, desprezar 
placebos se tiver. 
Formulações iguais: continuar normalmente 
Injetável para oral: começar no 1º dia do ciclo 
Oral para injetável: até o 5º dia de menstruação. 
 
 
8 Victória Rodrigues XLI. 2023 
Se esqueceu: 
• 1 pílula: tomar imediatamente quando lembrar, 
podendo tomar até 2 de uma vez. 
• 2 pílulas ou mais: uso de preservativo. Tomar 1 
imediatamente. 
Ex: Se hoje é sexta e você esqueceu desde terça, você toma a de 
terça quando lembrar, a de quarta no horário certo da sexta,a de 
quinta no horário certo do sábado e assim vai. 
 
Redução da eficácia dos ACOs combinados: Rifampicina, 
Fenitoína, Fenobarbital, Carbamazepina, Topiramato, 
Cetoconazol, Itraconazol, Penicilinas (Ampicilina), 
Tetraciclina. 
 
Combinados: 
– Diane 35, Selene, Dunia, Diclin: EE+ Ciproterona/ anti-
androgênicos, SOP. 
– Microvlar, Level 21: EE+ levonogestrel/ maior efeito 
androgênico. 
– Iumi, Elani, Ciclo 21, Yasmin, Yas: EE+ Drospirenona/ 
anti-androgênico, causa tpm forte 
– Belara, Belarina, Chariva, Amora: EE+ Clomadinona/ 
anti-androgênicos. 
– Cerazette, Tamisa, Allestra, Microdiol: EE+ 
Desogestrel/ gestodeno. Menor efeito androgênico, 3ª 
geração. 
 
*Qlaira: oral combinado – polifásico. Deve ser tomado em 
ordem, mais próximo do ciclo fisiológico. 
 
Clifemin: alivio de sintomas pré-menopausa. rubor, ondas 
de calor, suor excessivo, palpitações e alterações 
depressivas de humor. 
D’Orto (risedronato sódico): tratamento da osteoporose em 
mulheres no período pós-menopausa com aumento no 
risco de fraturas. 
 
Anel vaginal NuvaRing®: hormonal combinado. Evita 
enjoo. Mantido por 3 semanas e retira 1 semana (quando 
sangra). 1 anel por ciclo. Aumenta candidíase. Inicio: do 1º 
até o 5º dia do ciclo. 
 
Pílula transdérmica Evra®: hormonal combinado. 3 
adesivos: 3 semanas com e 1 semana sem. Locais ideais de 
aplicação: abdome, glúteo, braço ou costas. Não indicado 
se a mulher molha muito, reduz a adesividade. 
 
PROGESTERONA ISOLADO 
Minipílula: progesterona de baixa dose. Mulher no pós 
parto imediato que está amamentando com menos de 6 
meses de vida. Por si só não causa anovulação, precisa estar 
amamentando. 
Tomada sempre no mesmo horário. Sem pausas. 
Inicio de uso: 
• Se amamenta: 6 semanas após o parto 
• Se não amamenta: 4 semanas após parto 
• Após aborto: imediatamente. 
• Se menstrua: no 1º dia do ciclo 
 
 
Média dose: anovulatórios. Não tem risco de 
tromboembolismo, pode na enxaqueca. Uso contínuo. 
Mulher não menstrua ou pequenos escapes. 
Lactantes: 6 semanas após parto. 
 
Slinda: 4mg de Drosperinona. Uso contínuo, sem pausas. 4 
placebos no fim da cartela. 
 
IMPLANTES: 
Implanon: apenas progesterona. Colocado na face medial 
do braço. 3 anos de duração. Caro. LARC. Médico que 
coloca. 
Imediatamente após aborto de até 12 sem ou após 21 a 28 
dias do parto ou aborto do 2 trim. Em mulheres 
menstruando: iniciar a qualquer momento do ciclo, na 
certeza de que não está gravida. 
 
INJETAVEIS: (IM) 
Mensais (hormonal combinado): Mesigyna. ganho de 
peso. Iniciar até o 5 dia do ciclo. Tomar sempre naquele 
mesmo dia do mês, se passar de 3 dias, usar preservativo. 
Trimestrais (apenas progesterona): Depo-provera e 
Sayana. Própria paciente aplica. Revezar local de aplicação. 
Ganho de peso, efeitos androgênicos. Reduz mineralização 
óssea a longo prazo. Pode ser usado por lactantes após 6 
sem de parto. Ajuda na endometriose. Início mulheres 
menstruando: 7 primeiros dias de menstruação. 7 dias após 
aborto. Uso de método de barreira se atrasar mais de 15 
dias a aplicação. 
 
Pílula do dia seguinte 
ACO de emergência: até 72h pós coito. 
Levonogestrel 1,5mg (2 comprimidos de 0,75mg em dose 
única). 
Postinor-2®, Norlevo®, Pilem®, Pozato®, Nogravid®, Poslov®, 
Hora H®, Diad®. 
Efeitos secundários: náuseas, vômitos, tontura, fadiga, 
cefaleia, mastalgia, diarreia, dor abdominal e irregularidade 
menstrual. 
 
DOENÇA HEMOLÍTICA 
PERINATAL – DHPN 
Aloimunização Rh 
Mãe Rh – e filho Rh + 
 
*variante Du: Rh- com Du + → Rh+ (toda Rh- deve ser 
investigada para variante Du). 
 
*teste de Kleiheuer: quando se tem dúvidas de que o 
sangue fetal atingiu a cs materna. Pesquisa de HbF no 
sangue materno. Destrói Hm maternas na amostra 
identificando se alguma permanece 
 
Teste de coombs: 
• Coombs direto: feito no sg fetal. Pesquisa de IgG 
materna no sangue fetal, mas apenas depois do 
nascimento, gera diagnóstico tardio. 
• Coombs indireto: feito com sangue materno. Pesquisa 
de IgG no sg materno. Soro mat + rh post + soro de 
coombs – anti-IgG. Se aglutinar o teste é positivo. 
 
Rotina de investigação de isoimunização: 
Exames de 1º trim: 
– Grupo sg + fator Rh 
– Coombs ind 
 
1- Rh+ ou Rh- com Du+: 
– Coombs ind +: tem IgG no sg mat. → rotina para 
paciente isoimunizado. 
– Coombs ind- : não tem IgG no sg mat → PN de rotina. 
 
 
9 Victória Rodrigues XLI. 2023 
2- Rh- ou Du-: 
– Coombs ind +: → rotina pac isoimunizada 
– Coombs ind -: repetir mensalmente após 20 sem 
Se coombs +: rotina pac isoimuniada. 
Se manter-: profilaxia→imunoglobulina anti-Rh 
300μg IM com 28 sem. 
 
ROTINA DE PACIENTE ISOIMUNIZADA: coombs+ 
Titulação de coombs ind 
• Se 1:16 → dopplerfluxometria de ACM a partir de 20 
sem. 
– Se vel >1,5 MoM: comprometimento fetal → 
cessaria se >34sem 
– Se 5mm → investigar infecção ativa 
• se não: fazer profilaxia ISONIAZIDA 
• se tosse há mais de 15 dias: pedir 3 amostras de 
escarro (BAAR) 
 
Sorologia para Chagas: se tiver fatores de risco/ zona 
endêmica 
 
Anti-HAV: 1ª consulta → vacinar se anti-HAV neg 
 
Função renal (TENOFOVIR/TDF): 1ª consulta e a cada 
3meses 
 
Função hepática (RALUTEGRAVIR e NEVIRAPINA): 1ª 
consulta e a cada 3 meses. 
 
VACINAÇÃO: se TCD4>200 
 
PROFILAX. IO: 
• P.jiroveci: se CD434 sem – definir a via de parto 
LTCD4: 
• 1ª consulta 
• A cada 3 meses – se tiver em inicio de tratamento 
• Se CV indetectável: 1ª consulta e com 34 sem 
GENOTIPAGEM: 
• Coletar antes do inicio da TARV 
• Coletar em casos de falha virológica ao tratamento 
 
DIAGNÓSTICO: 
– 1ª consulta PN 
– Rotina 3º trim 
– Hora do parto (VDRL, HIV, tipo sng) 
... ademais: 
– Quando suspeita de imunossupressão acentuada 
– Pac de situação de risco/ vida sexual promiscua 
 
TRAMENTO - TARV 
LAMIVUDINA(3TC) + TENOFOVIR (TDF) + 
RALUTEGRAVIR (RAL) 
 
Aguardar o termino do 1ºtrim para iniciar TARV se: 
• Assintomática 
• CD4>350 
• Ausência de IO 
 
*se começar o PN já no 2º trim: já inicia TARV antes dos 
resultados de CV e CD4. 
 
*Gestante com TARV prévia e CV indetectável ou10 Victória Rodrigues XLI. 2023 
ÚLCERAS GENITAIS 
Doença autoimune ou infecciosa (IST) 
Descrever: 
– Única ou múltipla 
– Indolor ou dolorosa, prurido 
– Borda elevada ou plana 
– Necrose 
– Linfadenomegalia associada 
– Drenagem de material muco purulento 
– sangramento 
Agentes: Sífilis, herpes, cancro, clamídia, linfogranuloma 
venério, danovanose. 
 
SÍFILIS 
Transmissão sexual e vertical 
PN – pedir VDRL em todos os trimestres. 
– Sífilis recente (primária, secundária, latente recente) – 
até 1 ano de evolução 
– Sífilis tardia (latente e terciária) – mais de 1 ano de 
evolução 
• Sífilis primária: 
Tempo de incubação: 10 a 90 dias – média de 3 sem 
Manifestações: ulcera única, rica em treponemas, indolor, 
bordas elevadas, bem definida e regular, base endurecida 
e fundo limpo, sem pus ou sangue – cancro duro/ 
protossifiloma. Pode ter linfoadenopatia regional. 
• Sífilis secundária: 
6 sem a 6m após cicatrização do cancro. Pode haver clinica 
da fase primaria junto. 
Manifestações: erupção macular eritematosa na raiz de 
membros e no tronco. Lesões acinzentadas na mucosa, 
placas mucosas – “roséola em boca”. Evolui para lesões 
papulosas eritematoacastanhadas (sifilides) plantar e 
palmar, não pruriginosas em maioria – semelhante à 
catapora. Evolui para condilomas planos nas dobras de 
mucosas na região anogenital (difere do HPV por ser plana). 
Mais raro: alopecia em clareira, madarose. 
Sintomas: febre baixa, cefaleia, mal-estar. 
 
* Neurossífils meningovascular (pode ocorrer em 
qualquer fase): acometimento dos pares cranianos, quadros 
meníngeos e isquêmicos 
 
• Sífilis latente: 
Fase assintomática. Positividade da sorologia 
Latente recente e latente tardia (mais de 1 ano) 
 
• Sífilis terciária: 
Reação secundaria a infecção, não ocorre transmissão pela 
lesão. Infecção gera destruição tecidual, acometimento do 
SN e CV. Gomas sifilíticas (tumorações com liquefação). 
 
DIAGNÓSTICO: 
Métodos indiretos: 
– Treponêmicos: FAT-abs, teste rápido: detectam o 
Ac produzidos contra o treponema. Primeiros a se 
tornarem reagentes. Podem permanecer reag 
mesmo após o tto, não servem para 
monitoramento. 
– Não treponêmicos: VDRL: pesquisa de ac 
anticardiolipina, inespecífico para o treponema. 
Análise quantitativa e qualitativa. (atenção ao efeito 
Prozona). Torna-se reagente após 1-3 sem após 
aparecimento do cancro, nesse caso, fazer o diag 
clinico. 
 
TRATAMENTO: 
Gestantes, vítimas de violência sexual, pessoas com risco de 
não segmento são tratadas mesmo com 1 teste positivo. 
Tratar os parceiros e monitorar evolução laborat. 
PENICILINA BENZATINA – IM 
*Se gestante for alérgica: aplicar em hospital e remediar a 
anafilaxia, pois não há outra opção. 
➢ OBS! Reação de Jarish-Herxheimer: pode ocorrer 
após o tratamento pela liberação maciça de toxinas 
pela morte de trponemas, é uma resposta esperada e 
regride após 12-24h. controlar com analgésicos 
simples, sem descontinuar o tratamento. 
• Sífilis primária, secundária, latente recente: 
Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM dose única (1,2 em 
cada glúteo) **tto também para os parceiros dos últimos 90 
dias independente do resultado do teste. 
• Sífilis latente tardia, terciária: 
Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM 1x/sem por 3 sem 
(total: 7,2 milhões UI) 
• Neurossífilis: 
Penicilina cristalina/potássica, 3-4 UI, 4/4h IV ou BIC por 14 
dias (total: 18-24 UI por dia) 
 
Monitoramento pós-tratamento: VDRL 0, 3, 6, 9, 12 meses 
após o tratamento (em gestante é a cada mês). 
 
Resposta imune esperada após tratamento: 
VDRL NR ou queda na titulação em duas diluições (÷4) em 
até 6 meses para sífilis recente e em até 12 meses para 
sífilis tardia. (ex: 1/64 para 1/16). *para gestante a queda 
tem que ser mensal na gestação e 3/3m pós parto. 
 
**cicatriz sorológica: VDRL positivo com resposta imune 
adequada → não é falha terapêutica (1:8 não é cicatriz) 
 
Critérios de retratamento – reativação ou reinfecção: 
– Ausência de redução da titulação e duas diluições 
durante 6 meses – s. recente. Ou 12 meses s. tardia, 
após tto adequado. 
– Aumento da titulação em duas ou mais diluições 
– Persistência/ recorrência de sintomas clínicos 
 
NEUROSSÍFILIS: 
** punção lombar (se plaq >60.000) para 
investigação de neurossifilis caso não tenha rel 
sexual/ reinfecção, em PVHIV indep de rl sexual. 
Caso tenha sintomas neurológicos ou oftálmicos, 
em caso de sífilis terciária ativa. 
Manifestações: envolvimento ocular (uveíte), auditivo, 
paresia geral, def cognitivo, mud comportamentais, 
demência, depressão, mania, psicose, etc. 
Diagnóstico: alterações LCR (pleocitose, mononucleares), 
VDRL + no liquor. Níveis de prot no LCR para controle tto. 
Tratamento: 4UI de penicilina cristalina/potássica IV 4/4h ou 
BIC por 14d. 
Monitoramento pós tratamento: punção após 6m. se 
persistir alt LCR: retratamento e punções de controle a cada 
6m até normalidade e VDRL NR. 
 
HERPES GENITAL 
HSV-1 (oral), HSV-2 (genital) 
Primo infecção herpática e surtos recorrentes 
Manifestações: lesões múltiplas, pequenas, dolorosas, 
fundo limpo, com linfadenomegalia associada e pode haver 
corrimento associado. Ulceras se formam após rompimento 
das feridas. 
• Primo infecção herpética: 
Intubação média de 6 dias. Lesões eritematopapuloas que 
evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito 
 
11 Victória Rodrigues XLI. 2023 
dolorosas na região genital. Aspecto cristalino, conteúdo 
citrino 
Manif gerais: febre, mal-estar, mialgia, disúria. 
Linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral. Pode haver 
corrimento protuso no colo do útero (colpite herpética) 
*fazer abstinência sexual enquanto houver lesão 
• Latência e reativação herpática: 
Vesículas agrupadas sobre a base eritematosa, que 
evoluem para ulceras arredendadas. Mucosas: incomum 
vesículas. Lesões tem regressão espontânea, com ou sem 
cicatriz. 
**gestante com herpes ativa = cesárea. 
** imunossuprimidas: tratamento EV. 
 
DIAGNÓSTICO: 
Não se faz sorologia, muito comum na população. Biopsia, 
cultura, diag clínico. 
 
TRATAMENTO: 
Sintomáticos: analgésicos e anti-histaminicos. Hig local, atb 
tópicos para inf sec, antiviral oral. Banho de acento, etc. 
– Primo infecção: ACICLOVIR 200mg, 2cp VO, 3x/dia, por 
7-10 dias. 
– Reinfecção: ACICLOVIR 200mg, 1cp VO, 3x/dia, por 5-
7 dias. 
 
CANCRO MOLE 
Ag: Haemophilus ducreyi 
IST – transmissão por microabrasões nas rl sexuais 
Lesões dolorosas, múltiplas, elevada de borda irregular, 
contornos eritemato-edematosos, fundo heterogêneo, 
recoberto por exsudato necrótico, amarelado de odor 
fétido, sangra fácil. 
Pode atingir linfonodos inguinais – bubão que tendem a 
liquenificar. Cicatrização das lesões podem ser 
desfigurantes. 
 
DIAGÓSTICO: clínico, dd com sífilis. Bacterioscopia com 
coloração de gram, exame direto da ulcera pela aspiração 
do bubão. Cultura (mais sensível, mas difícil realização). 
Presuntivo: clínica + ausência de treponema em campo 
escuro ou sorologia, teste negativo para herpes vírus. 
 
TRATAMENTO: 
Axitromicina 500mg 2cp VO dose única ou ceftriaxona 
500mg, IM, dose única 
** gestante: apenas CEFTRIAXONA ou ERITROMICINA, se 
não houver resposta. 
 
LINFOGRANULOMA VENÉRIO 
IST – transmissão sexual 
Ag: Clamydia trachomatis, sorotipos L1, L2, L3. 
Quadro clínico: linfadenopatia iguinal e/ou femoral 
Três fases de evolução: inoculação, disseminação linfática 
regional, sequelas. 
 
DIAGNÓSTICO: 
Recomenda-se a pesquisa de C.trachomatis em praticantes 
de sexo anal que apresentem úlceras anorretais (muito 
comum). 
considerar em todos os casos de adenite inguinal, 
elefantíase genital e estenose uretral ou retal. 
ELISA, PCR, teste microimunnofluorescência, teste 
intradermorreação de Frei, histopatológico, cultura (McCoy 
ou de HeLa), radiológicos. 
➢ McCoy: igual na cervicite. 
 
TRATAMENTO: 
DOXICIXLINA 100mg, VO, 1cp, 2x ao dia por 21dias 
**gestantes: AZITROMICINA 500mg, 2cp, VO, 1x/sem, por 
21 dias. 
 
DANOVANOSE: 
Ag: Klebsiella granulomatis. 
Acomete pelee mucosas das regiões genitais, perianais e 
inguinais, desconfigura a região. 
Manifestação: 
Ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada, 
com fundo granuloso, de aspecto vermelho vivo e de 
sangramento fácil. Cresce lenta e progressivamente. Ulcera 
em espelho 
DIAGNÓSTICO: geralmente clinico, biopsia (corpúsculo de 
Donovan), esfregaço. 
TRATAMENTO: DOXICICLINA 100mg, 1cp VO 2x/dia por 
pelo menos 21 dias - até desap das lesões. 
 
 
 
 
ISTs 
CERVICITES: 
Infecção do canal endocervical causada por IST 
Mais frequentes: gonorreia e clamídia. 
Clínica: corrimento vaginal, sangramento, dispareunia, 
disúria, dor pélvica crônica. 
 
CERVICITE NA GESTAÇÃO: 
Tratamento: Azitromicina 1g VO dose única (clamídia) 
e/ou Ceftriaxona 250mg IM dose única. 
 
Gonorreia: Neisseria gonorrheae 
Diplococo gram – 
Tropismo pelo epitélio glandular transicional (bexiga e vias 
urinárias) 
Sempre rastrear HIV. 
Colo com secreção purulenta. 
Diagnóstico: NAAT – biologia molecular e captura hibrida 
 
Clamídia: Chlamydia trachomatis 
Bacilo gram – 
Tropismo por células da conjuntiva, uretra, endocérvice e 
trompas. 
Comum agente de DIP 
Diagnóstico: triagem PCR e ELISA em DNA de amostra 
urinária e captura híbrida. 
 
Abordagem sindrômica: cobre clamídia e gonorreia. 
Azitromicina 500mg 2 comprimidos (1g no total) VO em 
dose única + Ceftriaxona 500mg IM em dose única. 
O controle de cura para clamídia deve ser feito após 3 
semanas do tratamento; para a gonorreia, é desnecessário. 
 
DIP 
Infecção trato genial superior feminino 
Patógenos mais comuns: clamídia e gonococo. 
Todas devem ser rastreadas para HIV, sífilis e hepatites. 
Fisiopatologia: ascensão da infecção. Facilitada no período 
perimenstrual: abertura do colo, fluidez estrogênica do 
muco, sucção vaginal por contratilidade uterina. 
Pode causar endometrite, acometer tubas, ovários, 
peritônio 
Diagnóstico: 
 
12 Victória Rodrigues XLI. 2023 
• Endometrite – biopsia endometrial: “plasmócito 
no estroma endometrial”→ patognomônico de 
DIP 
• Se acometer ovários, trompa ou pelve: 
videolaparoscopia. 
Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: são cicatrizes que se forma 
na goteira hepática, aspecto de corda de violino. Quando a 
infecção atinge a pelve os microorganismos se espalham 
seguindo o fluxo de fluidos abdominais, que se acumulam 
na goteira hepática, podem infeccionar causando abcessos 
e depois formam cicatrizes. 
 
**DIU é fator predisponente no início da colocação, depois 
é protetor: irritativo na parede uterina, modifica o mudo 
cervical, evita a colonização por patógenos. 
 
Quadro clínico: 
Tríade: secreção vaginal purulenta + dor infraumbical 
nos anexos + dor a mobilização do colo uterino. 
- febre, dispareunia, sintomas urinários, náuseas, 
sangramento anormal. 
 
Diagnóstico: 3 critérios maiores + 1 critério menor OU 1 
critério elaborado. 
MAIORES 
• Dor no 
hipogástrio 
• Dor a 
palpação de 
anexos 
• Dor a 
mobilização 
do colo 
MENORES 
• Tem axilar> 37,5 ou 
retal>38,3 
• Secreção vaginal ou 
endocervical 
anormal 
• Massa pélvica 
• Leucocitose 
• PCR ou VHS elevada 
• Lab – confimado 
gonococo, clamídia 
ou micoplasma 
ELABORADO 
• Endometrite na 
histop 
• Abcesso tubo-
ovariano ou de 
fundo de saco 
de D em exame 
de imagem 
• Laparoscopia 
com evidência 
de DIP 
 
**1 já confirma 
diagnóstico 
 
Estadiamento – classificação de Monif 
• Estagio 1 – ausência de descompressão brusca 
positiva. Trat ambulatorial com atb e reavaliar em 72h. 
• Estagio 2 – presença de peritonite. Trat hospitalar. 
• Estagio 3 – presença de abcesso tubo ovariano 10cm ou queda 
no estado geral com abdome agudo e sepse. Trat hosp. 
Clínico + cirúrgico (punção guiada por imagem ou 
laparoscopia). 
** se peritonite ou abcesso = tratamento hospitalar. 
 
Tratamento: 
Ambulatorial: CEFTRIAXONA 500mg IM dose única + 
DOXICICLINA 100mg 1 cp VO 12/12h por 14 dias + 
METRONIDAZOL 250mg 2cp VO 12/12h por 14dias. 
 
Hospitalar: CEFTRIAXONA 1g EV 1x/dia por 14 dias + 
DOXICICLINA 100mg 1cp VO 12/12h por 14 dias + 
METRONIDAZOL 400mg EV de 12/12h. 
 
➔ Parceiros dos últimos 2 meses: CEFTRIAXONA 
500mg + AZITROMICINA 1g VO, ambos dose 
única. 
 
CORRIMENTO URETRAL 
Uretrite= inflamação + corrimento uretral 
Contágio via sexual anal, vaginal, oral 
Corrimento associado a dor uretral (independente da 
micção), disúria, prurido e eritema. 
Etiologia: a mesma das cervicites → clamídia e gonorreia, 
principais. 
Tratamento: CEFTRIAXONA 500mg IM dose única + 
AZITROMICINA 500 mg 2cp VO dose única. 
 
VULVOVAGINITES 
Secreção diferenciada em relação a quantidade, aspecto 
e/ou odor. 
Vulvovaginites inespecíficas: comum em crianças, má 
higiene, corpo estranho. 
Vulvovaginites infecciosas: 
• VAGINOSE BACTERIANA: Gardnerella vaginalis. 
Não há processo inflamatório (negam dispareunia, irritação 
vulvar, disúria) 
Secreção: branca acinzentada, microbolhas e cheiro de 
peixe podre. Corrimento fluido. Não gera alteração no colo 
e na vagina. Corrimento costuma ocorrer após relação 
sexual ou durante a menstruação, por alt PH. 
 
DIAGNÓSTICO: 3 dos 4 critérios: 
1. Corrimento acinzentado ou branco, homogêneo, fino. 
2. Ph vaginal >4,5 
3. Teste aminas vaginal +: odor de peixe podre 
4. clue cells – patog. 
 
TRATAMENTO: 
METRONIDAZOL 250mg 8/8h por 7 dias 
**Não ingerir álcool – Antabuse. 
 
 
• CANDIDÍASE 
Clínica: corrimento, prurido vaginal e disúria. Ocorre reação 
inflamatória, há edema, hiperemia, escoriações, fissuras. 
Secreção: corrimento branco, geralmente é grumoso/nata 
de leite, pode ter odor. 
Ph 4,5 – básico. 
Inflamação no colo uterino de aspecto “tigriode”/ colo em 
framboesa – pontos hiperemiados. → achado altamente 
específico da doença. 
 
TRATAMENTO: (apenas VO!) 
METRONIDAZOL 2g VO dose única ou 500 mg VO de 
12/12h por 7 dias ou 250 mg de 8/8h por 7 dias. 
 
VAGINITES EM GESTANTES: 
• Vaginose bacteriana – gardinerela: 
METRONIDAZOL 250mg 2 cp VO 2x/dia durante 5 dias ou 
250mg VO 3x/dia por 5 dias. 
• Tricomoníase: 
METRONIDAZOL 2g VO dose única 
 
13 Victória Rodrigues XLI. 2023 
• Candidíase: 
** somente tópico 
MICONAZOL (2%) creme vaginal – aplicar a noite antes de 
deitar por 7 dias. 
DMG 
2ª metade da gestação – hLP (hormônio lactogênio 
placentário). Aumenta a resistência periférica à insulina, 
reduz tolerância materna à glicose, reduz estoque de glicg 
hepático e aumenta a produção de glicose pelo fígado. 
Quando a função pancreática não é suficiente para vencer a 
resistência à insulina, ocorre o DMG. 
** curva glicêmica após 24 semanas (2º trim) devido a 
ação do hLP. 
** gestante com DM ou DMG que usam insulina devem ser 
acompanhadas semanalmente, as que possuem bom 
controle com dieta, a cada 15d. 
 
DIAGNÓSTICO: 
Rotina 1º trim: 
GJ ≥ 126 paciente previamente DM. 
GJ entre 92 e 125: DMG 
GJdomiciliar de 3 vezes por dia, em 
jejum, 1h pós almoço e 1h pós jantar. 
Controle: Gj 90dias. 
*300 
– Preteinúria/creatinúria ≥ 0,3 
– Proteinúria de fita≥ 1,1 (+) 
*Não espera resultado de exame se PA elevada e sintomas! 
 
• Pré-eclampsia leve: 
Proteinúria+ PA acima de 140/90 
Ausência de sinais de comprometimento 
Assintomática ou sint leves (edema, PA acima de 14/9 e 
abaixo de 16/11) 
Se alterações fetais 
CD: PN semanal, dieta baixo sódio, controle pressórico 
vigoroso, CTG semanal, uso de ansiolítico se necessário, ex 
lab semanais na presença de piora clínica, USG a cada 16 
dias com doppler (índice de pulsatilidade >p95 → alerta!) 
META! PAD 80-90 
 
• Pré-eclampia grave: 
PA acima de 160/110 + sintomas graves 
Presença de sinais de comprometimento (cefaleia intensa, 
epigastralgia, náuseas, vômitos, oliguria, etc) 
PA> 160/110 
Sinais de eminencia de eclampsia + lab alterados: 
Plaquetopenia (1,1 ou dobro do basal, alt 
hematológicas (CIVD, hemólise), AU aumentado, 
↓antitrombina III, ↓ calciúria (24hP95: risco – fluxo de alta pressão. 
Diagnóstico: sintomas + exames laboratoriais. 
***índice de proteinúria não são critérios de diag. 
CD: internação, terapia anti-hipertensiva, avaliação bem-
estar fetal (CTG, USG com doppler), ex lab, via de parto (se 
estável: esperar se o feto for premat.) 
 
MEDICAÇÕES: 
- Inicio de ação lento: 
METILDOPA – 750-2000mg/dia; inicio: 250mg de 8/8h. 
(ou CLONIDINA, NIFEDIPINA-retard, ANLODIPINO, HIDRALAZINA-
VO, METOPROLOL, CARVEDILOL). 
• Tratamento de CRISE HIPERTENSIVA na gestação: 
- Inicio de ação rápido: 
HIDRALAZINA EV: (se pac com PA>160/110 e sintomática) 
Diluir 1ml(1 ampola) + 19ml ABD → Fazer 5ml – 1ml/min, 
monitorar feto com CTG. 
Esperar 20min a cada 5ml (max 20 ml – 4x dose de 5ml – 1 
ampola) para repetir se for preciso. 
**se melhorar, introduzir anti-hip de longa ação: 
NIFEDIPINO (não retard) VO 10mg a cada 20/30 min. 
 
• CRISE CONVULSIVA ECLÂMPTICA: 
SULFATO DE MAGNÉSIO 
– (Pritchard) IM (glúteo profundo) – transp da 
paciente, lib lenta. 
Dose de ataque: 
4g EV + 10mg IM 
Manutenção: 
5g IM a cada 4h 
** se convulsionar na manutenção → fazer metade dose de 
ataque 2g EV in bolus. 
 
– (Zuspan) EV – hospitalar 
Ataque: 
4-6g IV lento 
Manutenção: 
1-2g/h EV em BIC 
**manter sulf Mg 24h após a crise ou pós parto. 
 
Controle clínico do sulfato de Mg – sinais de intoxicação: 
– Volume urinário deve ser > 25ml/h SVD 
– Reflexo osteotendinoso: presente 
– FR>16 rmp 
– Consciência, orientação espacial. 
 
ANTÍDOTO: GLUCONATO DE CÁLCIO 
Gluconato de cálcio (10%) 10ml IV lento de 3 a 5min 
 
Parto e interrupção da gestação 
• Pré-eclampsia grave: 
IG 20sem. 
CONVULSÃO (>20sem) + PA≥140/90 = ECLÂMPSIA 
 
Manejo (10 passos) 
1- Aspirar secreção e coloc prot bucal 
2- Oxigênio 3L/min 
3- Instalar SGI (5%) – soro glicosado isoto veia perif 
4- Coletar sangue e urina 
5- Paciente em DLE ou DDH com cab elevada 
6- Sulfato de Mg 
7- Anti-hip EV se PA >160/110 (crise hipert) 
8- Inserir SVD (diurese) 
9- Aguardar recuo do sensório 
10- Interromper gestação após estabilizar 
***sempre verificar vitalidade fetal! 
 
HELLP SÍNDROME 
PLAQUETOPENIA + ↑ENZ HEP + HEMÓLISE 
 
15 Victória Rodrigues XLI. 2023 
– ↑BT, ↑DHL, lamina sg periférico – esquizocitos e 
equinócito 
– TGO≥70 
– PlaquetasAborto: expulsão ou extração do concepto com peso 12sem, uso de 
misoprostol para expulsar o feto e depois curetagem. 
 
Aborto incompleto: sangramento exagerado, cólica 
insuportável, útero não compatível com a IG, colo aberto. 
(houve perda de partes fetais ou placenta). 
CD: se 12sem, uso de 
misoprostol para expulsar o feto e depois curetagem. 
 
Aborto completo: eliminação de coágulos, cólica forte com 
posterior interrupção de sangramento e da cólica. Útero 
não compatível com IG. 
CD: não requer curetagem, monitorar hemorragia ou 
infecção. 
 
Aborto retido: sangramento discreto, cólicas leves, colo 
fechado, útero não compatível com a IG. 
**difere da ameaça de aborto pois na ameaça o feto esta 
vivo e o útero é compatível com a IG. 
CD: 
12 semanas, usar Misoprostol seguido da curetagem 
uterina. Pedir coagulograma quando a retenção é maior 
que 4 semanas. 
 
Aborto infectado: febre, infecção, pus saindo pela vagina, 
sangramento grande ou normal, muita dor ao toque. Colo 
aberto, útero não compatível com IG, feto já morto. 
CD: CLINDAMICINA 900mg IV 8/8h + GENTAMICINA 
1,5mg/kg IV 8/8h + PENICILINA CRISTALINA 2,5UI IV 4/4h) 
➔ Medicações EV após 2 dias sem febre, VO por 
24h. se persistir sem febre, tratamento em casa 
por 10 dias. 
Na alta: CLINDAMICINA 300mg 12/12h a 600mg VO 8/8h 
+ AMPICILINA 500mg VO 6/6h + AMOXICILINA 500mg + 
CLAVULANATO 125mg VO 8/8h. 
 
Aborto habitual: 2 ou mais consecutivos 
CD: avaliação ginec e exames pesquisa de SAAF e 
trombofilias. Se incompetência istmo cervical: cerclagem do 
colo uterino. 
 
Aborto previsto por lei: uso de misoprostol, hospitalar. 
 
Uso de misoprostol – expulsar o feto 
– Até 12sem – 800mcg via vaginal a cada 12h 
 
16 Victória Rodrigues XLI. 2023 
– Maior que 12 sem – 400 mcg via vaginal a cada 3h (max 
5 doses em 24h) ou 600mcg a cada 12h 
 
 
GRAVIDEZ ECTÓPICA 
 
Obs! Mulher grávida com cisto no ovário: pedir b-hCG e 
repetir em 48 horas (deve dobrar para indicar gestação 
viável) 
 
**sempre pedir teste de gravidez para mulher em idade 
fértil com dor pélvica!! (independente da vida sexual) 
 
Reação de ARIAS STELLA: crescimento do endométrio 
mesmo quando há gravidez ectópica. 
 
Etiologias: DIP, ectopia prévia, tabagismo, cirurgias 
tubárias, endometriose, idade avançada, tabagismo, 
reprodução assistida. 
 
GRAVIDEZ HETEROTÓPICA: tópica + ectópica 
 
DIAGNÓSTICO: 
Tríade clínica: dor abdominal + atraso menstrual + 
sangramento transvaginal. 
Fazer dosagem de b-hCG: >2000 
Sinais: 
• Cullen (equimose periumbilical) 
• Lafont (dor escapular por irritação do nervo 
frênico) 
• Proust (dor ao toque de fundo de saco) 
 
USG TV: não visualiza saco gestacional. 
Pode apresentar massa em anexos, presença de anel 
tubário, e/ou liq livre no fundo de saco de Douglas. 
 
TRATAMENTO: 
Cirúrgico: 
Laparoscopia: gravidez íntegra, pouco 
sangramento 
Laparotomia: choque hipovolêmico. 
Salpingectomia: quando há sangramento 
incontrolável 
Salpingostomia: abre, retira a gravidez e fecha, 
pode causar grav ectópica, pois gera lesão. 
 
Clínico: 
METOTREXATO (50mg/m² - IM) (altura x peso / 1600) 
Pré-requisitos: 
– Saco gestacional 15%, ou repete a dose ou vai para tratamento 
cirúrgico. 
• Se diferença> 15%: repetir semanalmente até

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