Prévia do material em texto
1 Victória Rodrigues XLI. 2023 GO - HUAV ANAMNESE 1) IDENTIFICAÇÃO: (10) Nome, Idade, Raça, Religião, Escolaridade, Profissão, Estado civil, Procedência, Naturalidade, Endereço 1) QP e duração (... mais alguma coisa?) 2) HMA - (duração, início e principais características relacionadas) – recapitular. Dor: (12) Quando começou Como começou Como evoluiu Localização Irradiação Caráter Intensidade Duração – aguda/crônica Sintomas associados – habito intestinal, urinário, questionar dispareunia, relação com os esforços, relação com o ciclo menstrual, relação com atividade sexual Fator de melhora – uso de medicação Fator de piora Como está agora Sangramento: Associação com ciclo menstrual, intensidade, duração, traumatismos, associação com uso de medicação. Corrimento: Cor, odor, aspecto, quantidade, prurido, dispareunia, associação com o uso de medicação, uso de anticoncepcionais/ terapia hormonal. Tumor: Localização, evolução, tamanho, dor, origem. 3) ANTECEDENTES PESSOAIS FISIOLÓGICOS - ANTECEDENTES GINECOLÓGICOS: Menarca DUM Ciclo menstrual – regularidade (se vem todo mês e por quantos dias), quantidade (número de absorventes) Dismenorreia (cólica) - intensidade Sexarca e vida sexual (ativa, quantos parceiros, se usa preservativo, qual preservativo) MAC: Uso de contraceptivo – qual tipo Tipo de relação sexual – oral, vaginal, anal Corrimentos Dispareunia (dor na relação sexual) IST Qual a data do último exame preventivo Problemas mamários *sintomas climatéricos – fogachos, sangramento, diminuição da lubrificação e libido, dispareunia. Problemas mamários – dor, nódulos, cirurgias, secreções. - ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS: GPAC – numero de gestações, tipo de parto, intervalo entre as gestações, prematuridade, filhos vivos, intercorrências no pré-natal, caso de eclampsia, gravidez tubária, gravidez molar, idade da primeira gestação, tempo de amamentação. Infertilidade- há quanto tempo tenta engravidar, se faz tratamento. Cirurgias ginecológicas. 4) ANTECEDENTES PESSOAIS PATOLÓGICOS Doenças previas/ viroses – HAS, DM, cardíacas, pulmonares vacinação Uso de medicamentos Cirurgias - transfusão **cirurgias ginecológicas principalmente (perinioplastias, miomectomia...) Alergias Traumatismos/Fraturas Internações Tabagismo – tipo de cigarro, quantidade (maços/dia), há quanto tempo Etilismo – quantidade, tipo de bebida Uso de drogas – tipo e frequência Queixas intestinais Queixas urinárias Alimentação Atividade física 5) ANTECEDENTES FAMILIARES Mae, pai, irmãos HAS, DM, tireoide, abortos na família Histórico de CA, câncer de mama, de ovário, colo do útero. Sintomas associados (HMA) Atraso menstrual: questionar possibilidade de gravidez, mudanças corporais, náuseas, vômitos, sonolência, dor nas mamas, se teve sangramentos, corrimentos, se tem parceiro fixo, se teve relação sexual desprotegida no período, ISTs (questionar vacinação HPV), uso de medicamentos, álcool, cigarro e drogas. HD: gravidez DD: SOP, mioma, disfunção tireoidiana. EXAMES: b-hCG, prolactina, TSH. GESTANTE DPP: calculo da data provável de parto DUM → janeiro, fevereiro, março → +7dias + 9m DUM → abril a dezembro → +7dias -3m +1ano DUM conhecida: 1º dia da DUM + data atual → somar e dividir por 7 CHECK LIST DE OBSTETRÍCIA 1- Checar os materiais - sonar – estetoscópio de pinard - fita métrica - avental - maca com cabeceira pouco elevada se possível. 2- Pesar a gestante antes de começar a consulta 3- Anamnese com idade gestacional em destaque 4- Aferir a pressão arterial no braço direito ao nível do coração com a paciente sentada 5- Avaliar as mucosas, coloração e hidratação, ausculta cardíaca e palpação das mamas, com expressão. 6- Realizar manobras de leopold se data gestacional permitir 7- Medir altura uterina e circunferência abdominal 8- Auscultar BCF se possível 9- Toque vaginal quando necessário 2 Victória Rodrigues XLI. 2023 10- Avaliar necessidade de citologia oncótica, pelo histórico da paciente. E proceder caso positivo, aos passos do exame ginecológico. CHECK LIST DA GINECOLOGIA 1- checar material a) maca - arrumar lençol na maca - colocar a maca reta - posicionar a perneira - pegar o avental para paciente (ao entregar o avental pedir para a mesma urinar) b) checar o foco c) ordenar os materiais - espéculo - pinça de cheron - espátula de ayres - escovinha endocervical - lâmina ( identificar o frasco com nome e datá-lo, identificar a lamina com iniciais e data de nascimento da paciente) - fixador - luvas d) formulário da citologia preenchido 2- exame clínico (aferir pa, ausculta cardíaca e pumonar) 3- exame de mama • paciente sentada de frente • inspeção estática obeservar e descrever • inspeção dinâmica - manobras com os braços - manobras com mamas pendentes • palpação dos linfonodos principalmente das axilas • deitar a paciente em decúbito dorsal com as mãos atrás da cabeça e palpar as mamas - realizar expressão mamilar 4- palpação abdominal – como aprendido na propedêutica 5- posicionar a paciente em posição de litotomia 6- realizar a inspeção estática da vulva - descrever pelos; observar clitóris, meato vulvar, pequenos e grandes lábios 7- realizar inspeção dinâmica para possíveis alterações - como prolapsos (pedir para paciente tossir) 8- introduzir o espéculo e abrir até a visualização completa do colo uterino (afastar os grandes lábios, introduzir o aparelho verticalmente e com a válvula de abertura apontada para a direita, introduzir verticalmente e inclinar a 45º até chegar no fundo, posicionar o especulo a 90º e ir abrindo até visualização completa do colo) 9- realizar coleta da citologia com a espátula de ayres e depois com a escovinha na cérvice do colo 10- passar a espátula na lâmina sentido vertical e depois a escovinha no sentido horizontal 11- fixar as células com o fixador 12- retirar o espéculo, fechando-o durante o trajeto observando a vagina 13- realizar o toque bimanual (uma mao no abdome/útero e 2 dedos no colo de útero, sentir mobilidade, anexos) 14- ajudar a paciente descer pela frente da maca Anamnese Pré-Natal 1ª consulta: Anamnese (formulário especial) Exame Físico geral (AVC e AR) Exame específico (gineco-obstétrico) Anamnese: - Antecedentes pessoais e familiares - História ginecológica e menstrual: Menarca, periodicidade do ciclo, uso de contraceptivo, data do último preventivo - História Obstétrica: G, P, Ab, FV, Nat, Neo Evolução de gestações anteriores, peso e condições do RN - História Obstétrica atual: DUM, DPP, IG Regra de Naegele = +7d -3 m + 1a adicionam-se 7 dias ao 1º dia da última menstruação e subtrai 3 meses do mês, (se for mês 01, 02 ou 03 → +7d +9m. EX: DUM 02/02/13 DPP 09/11/13 **se DUM desconhecida (inicio do mês= dia 5, meio do mês = dia 15, final do mês= dia 25) IG= DUM + data atual → ÷7 *pela US: pega a IG da última US e soma com o tempo decorrido até o dia de hoje - Exame Físico Geral: Inspeção da pele e mucosas, PA, Peso, FC, ausculta cardíaca, respiratória, palpação pescoço, abdome, exame de extremidades. - Ganho de peso na gestação: Peso atual, IMC - Exame especifico: Inspeção de vulva, exame especular (colheita da secreção vaginal para exame citológico),teste com ácido acético e lugol, Toque e exame das mamas. - Exames complementares: Mensalmente coombs indireto (se mãe Rh-) 12 e 16 semanas repetir urocultura Hemograma entre 28 a 32 semanas TTGO entre 24 e 28 semanas com 75g de dextrosol. Jejum, 1 e 2h. Bimensalmente sorologia para toxoplasmose se gestante IgG e IgM negativo 1º trimestre Até 13s6d 2º trimestre 14s a 27s6d 3ºtrimestre 28s a 40s6d -hemograma - ABO + Rh - coombs indireto - eletroforese de hb - TSH - toxoplasmose - VDRL - HIV - Hep B - GJ - Urina I e II - *CO (após 1 trim) - US (até 12 sem) *morfológico se tiver FR. - Toxoplasmose (se IgM e IgG -) - coombs ind. (se Rh -) - VDRL - HIV - TOTG (após 24sem) - proteinúria (se suscp pré eclamp/ PA↑) - US morfológico (20 a 24 sem) - Hemograma - coombs ind. (se rh- - VDRL - HIV - toxopl.(se suscep) - GJ - Urina I e II - hep B - Streptococcus β hemolítico (35-37 sem) com coleta de secr. Vaginal. - US Consultas subsequentes - avaliar a evolução no intervalo entre as consultas • Revisão da ficha de 1ª consulta. • Anamnese atual: QP, HMA. • Cálculo e anotação da IG (pela DUM e pelo US). • Anotar e fazer a interpretação dos exames. • Exame clínico geral. 3 Victória Rodrigues XLI. 2023 • Exame gineco-obstétrico. • Solicitação de outros exames. • Agendamento das consultas subsequentes. • Controle do calendário vacinal. - Retorno com 15 dias após a 1ª consulta para resultado exames solicitados - até 28 semanas: mensal, 28 a 36 s quinzenal, 36s à termo semanal. 1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre Até 13 sem e 6d 14 sem – 27 sem e 6d 28 sem – 40sem e 6d Exame Físico: Exame de mamas, PA, FC, exame de extremidades, manobras de Leopold (a partir de 28 sem) (1º- acha o fundo uterino, 2º - achar o dorso D/E, 3º mão em gancho, verificar o grau de penetração na pelve, 4º determinar se está cefálico/pélvico) – situação: longitudinal ou transversa – apresentação: cefálica ou pélvica (longitudinal), vazio (transversa/córmica) – posição: D ou E – insinuação: quando está encaixado na pelve, as mãos não conseguem se encontrar AUF – altura útero fita (após 16/20 sem) Ausculta fetal - 12 semanas: sonar /16 semanas: Pinard – Apresentação cefálica: ausculta nos quadrantes inf do abdome. – Apresentação pélvica: ausculta nos quadrantes sup do abdome – Apresentação córmica: ausculta na linha média, próximo ao umbigo. BCF = ausculta apenas após 12 sem (VR= 120 a 160bpm) *contar quantos batimentos tem em 15s e x4. Percepção de movimentos fetais: de 18 a 20 semanas Exames complementares – Coombs indireto em gestante RH negativo mensal - Toxoplasmose bimensalmente em IgG e IgM negativo - Teste de tolerância à glicose 24 a 26 s Interpretação dos exames ABO-Rh/Coombs indireto (se Rh negativo) – pesquisa de AC maternos contra hm do filho ❖ CI negativo: repetir com 24 semanas e após isso, mensal. Repetir mesmo se o pai forem Rh negativo. ❖ CI positivo: isoimunizada pelo fator Rh. Encaminhada para gestação de alto risco. Glicemia de jejum: normal até 92mg/dl. Acima disso, é DM gestacional e encaminha para o alto risco. Glicemia jejum ≥ 92 e 11mg/dl: sulfato ferroso após 20 semanas, 1 comprimido ao dia. Dose profilática. ❖ Hb entre 8 e 11mg/dl: até 5 comprimidos ao dia. Dose terapêutica. ❖ Hb 10 leucócitos/campo, nitrito e/ou bactérias +, leucocitúria, piúria, bacteriúria e hematúria. 4 Victória Rodrigues XLI. 2023 2º trimestre ❖ TOTG 75g: curva glicêmica. ➢ Jejum: 7dias prevalece a IG da US. CALENDÁRIO VACINAL: dT: 3 doses, intervalo de 30 a 60 dias. Ultima dose precisa ser pelo menos 20dias antes do parto. – se ultima dose foi a mais de 5 anos → fazer reforço. dTpa: entre 27 e 36 sem – em TODAS as gestações. Hep B: 3 doses, olhar esquema vacinal. Influenza: feita anualmente COVID-19: permitida pra gestante. **outras: raiva – sem contraindicação. Rubéola e FA – contraindicadas. EVOLUÇÃO: # Evolução GO# (data, hora) avalio paciente em leito, desacompanhada, LOTE, sem queixas, boa aceitação da dieta, diurese presente, paciente deambulando, nega evacuação, ausência de flatos, mamas secretantes (se puerpera), ausência/presença de fissura nas mamas, hiperemia mamária +/-, útero contraído e palpável. Cicatriz cirúrgica com secreção presente/ ausente, cicatriz cirúrgica com sinais flogísticos presente/ ausente Períneo (se episiorrafia): Loquiação presente/ausente – cor (rubro, seroso), quantidade, se tem coágulos. (puerpera): útero a cm da cicatriz umbilical MMII: Panturrilhas edemasiadas +/-, Bandeira +/-; panturrilhas livres, sem edema. EF: Ectoscopia: BEG, normocorada, hidratada, AAA, sem edema SSVV: PA, FC, satO2 ACV: BRNF 2T sem sopros AR: MVF, sem RA Exame obstétrico: BCF, AU AGI (se não for gestante): RHA presentes, abdome livre, indolor a palpação, ausência de massas ou visceromegalias.EVOLUÇÃO PÓS-PARTO IMEDIATO Globo de segurança – palpar fundo uterino, investigar firmeza do útero (globo de segurança Pinard), involução uterina – cm acima da cicatriz umbilical. Sinais vitais: PA, FC Queixa de dor e sangramento na cicatriz cirúrgica e no períneo (episorrafia) Verificar se houve uso de ocitocina Estimular a amamentação EVOLUÇÃO DE ROTINA Sinais vitais: PA, FC Avaliação de mucosas (corada, hidratada...) Verificar as mamas (turgidas, secretantes, assecretantes, hiperemiadas,...) Ver a involução uterina Ver se diurese presente, ruídos hidroaérios em abdome Avaliação do loquios (rubro em média, pequena quantidade, com ou se coágulos) Cicatriz cirúrgica, região perineal Alimentação Edema em MMII Deambulação Amamentação DECLARAÇÃO MÉDICA Declaro para fins de ---------- que fulano, portador do RG (XXX) esteve em consulta médica no dia de hoje, xx/xx/xx no período de Xh até Yh. CID DATA. ASS. PRONTUÁRIO USGTV (transvaginal): (Data) Útero: ecotextura do útero (miométrio homogêneo..) registrar mioma se tiver Endométrio: aspecto, textura Ovários: anotar volume, se há cisto e quanto mede, aspectos e dimensões CO: (data) COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA Epitélios: escamoso/glandular/metaplasico Presença de cândida/ gardinerela/ tricomonas Negativo para neoplasia/ presença de alteração celular (especificar: ASC-US, ASC-H, LSIL, HSIL, etc.) - ASC- US: atipia de significado indefinido (não é NIC, rever citologia) → repetir em 6m (ou 12m secervical: Secreção cervical clara e de aspecto normal, sem características sugestivas de infecção. Realizado coleta de CO. Toque vaginal: colo indolor a mobilização, útero Exame de Toque Vaginal (ou Toque Pélvico): • Palpação da Vagina: Sem sinais de dor à palpação. Mucosa vaginal íntegra, sem lesões ou indurações. Não há presença de massas ou nódulos palpáveis na parede vaginal. • Útero: Útero de tamanho normal, em posição antevertida, móvel, indolor à palpação. Sem aumento de volume ou rigidez. Sem sinais de dor à mobilização uterina. • Anexos: Sem massas ou nódulos palpáveis nos anexos (ovários e trompas). Ovarios de tamanho normal, não dolorosos à palpação, sem sinais de cistos ou outras alterações. Não há sinais de dor ou distensão nas regiões anexiais. • Douleur à la mobilisation (se necessário): Sem dor à mobilização de útero e anexos. Materiais: lâmina (identificar: iniciais da paciente + data de nascimento), luva de procedimento, foco, especulo, gel de US, espátula de Ayres, escova endocervical, lubrificar o especulo com gel de US, spray de fixação. Introduzir o especulo de forma obliqua Inspeção dinâmica: pedir para paciente tossir • O material da espátula deve ser distendido na porção proximal à parte fosca, no sentido transversal da lâmina. • O material da escova deve ser distendido na porção distal à parte fosca, no sentido longitudinal da lâmina PUERPÉRIO Imediato: 24h pós parto. Subagudo: 2 a 42 dias Tardio: a partir de 42 dias. Anamnese Consulta de rotina é feita 40dias pós parto ❖ Condições da gestação. (HAS, hipotireoidismo, anemia, ITU...) ❖ Condições do atendimento ao parto. ❖ Dados do parto: data, tipo de parto, se cesárea qual a indicação). Se foi parto induzido ou não (uso de misoprostol) Se teve laceração ou se precisou de episiostomia. ❖ Intercorrências na gestação, parto ou pós-parto: febre, hemorragia, convulsões, trauma, sensibilização Rh. ❖ Realizou testagem para sífilis e HIV na gestação e parto. ❖ Uso de medicamentos: ácido fólico, sulfato ferroso, anti- hipertensivo, levotiroxina sódica?... Investigar ❖ Aleitamento: frequência das mamadas, dificuldades... ❖ Alimentação, sono, atividades. ❖ Dor, fluxo, sangramento vaginal, queixas urinárias, febre. ❖ Planejamento familiar: se deseja ter mais filhos, uso de método contraceptivo, métodos já utilizados. ➢ Orientar espaço de 2 anos para a próxima gestação. ➢ Caso haja indicação de contraceptivos, os hormonais progestínicos (apenas com progesterona) não influenciam na produção e liberação do leite materno, podendo ser utilizados com segurança no período de lactação. ➢ Anticoncepcionais combinados: em mulheres que não amamentam. Não deve ser prescrito nas primeiras 6 semanas devido à ação trombogênica. ❖ Condições psicoemocionais: humor, preocupações, desânimo, fadiga. ❖ Condições sociais. Método lactação-amenorreia: 98% eficaz enquanto a mulher amamenta em intervalos fixos, inclusive à noite. Imunizações: orientar atualização do calendário vacinal, podendo ser administradas as vacinas vivas e as inativadas com segurança. 7 Victória Rodrigues XLI. 2023 Exame físico na consulta puerperal • Verificar dados vitais. (PA, temp, FC, FR) • Avaliar estado psíquico. • Observar estado geral: pele, mucosas, edema, cicatriz (cesárea, episiorrafia). • Examinar mamas (edema, sinais flogísticos). • Examinar abdome (dor à palpação?). • Examinar períneo e genitais: sinais de infecção? • Verificar possíveis intercorrências, como hipertensão, febre, dor em baixo ventre, corrimento, alterações emocionais, sangramento anormal... REGRESSÃO UTERINA: • Útero na cicatriz umbilical ou 2cm acima nas primeiras 24h (globo de segurança de Pinard) • Em 1 semana: entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical. • Na 2ª semana: o útero não é mais palpável no abdome. • Após a 4ª semana: o útero retorna às dimensões anteriores à gestação Lóquios – Primeiros dias até 6 dias– rubro/ vermelho (quantidade de eritrócitos) – Após 6 dias até 3 semanas – seroso/ cor castanha – Alba: duração: 24 a 36 dias (mais de 1 mês) Retorno à menstruação: Não lactantes: 1 a 9 sem (45 dias), podem ovular depois de aprox. 25 dias Lactantes: atraso no retorno – prolactina inibe GnRH. *Atividade sexual permitida após 40 dias. Cuidados durante o puerpério Imediato: • Sinais vitais. • Avaliar involução uterina. • Avaliar lóquios, se há muito coágulo... • Avaliar a genitália e cicatriz operatória • Ausculta de RHA. • Trocar os curativos, se necessário. • Estimular a deambulação. • Orientar higiene corporal e perineal. • Avaliar as mamas. *Infecção puerperal: dor pélvica, febre (≥ 38°) e corrimento vaginal anormal. Infecção canal de parto: Cefalosporina de 1ª geração por VO 7dias (deixando fechar por 2ª intenção) Casos graves: gentamicina 5mg/kg em dose única diária + clindamicina 600mg 8/8h no mínimo 48h. Infecção ferida cesárea: Se infecção recente – pensar em Streptococcus b hem A. Cefalosporina de 1ª geração VO por 7 a 10 dias. Se celulite: amox/clavulanato Se comprometimento sistêmico: clindamicina e gentamicina EV. Endometrite: Tríade de Bumm: útero doloroso + hipoinvoluído + amolecido. Restrita ao útero, após parto vaginal: Amoxicilina 500mg VO 8/8h por 7 dias. Mais grave: clindamicina 600mg EV 8/8h + gentamicina 5mg/kg EV dose única. Profilaxia: atb profilático na ceraria (60min antes): cefalotina 1g EV Hemorragia pós parto: perda de 500ml no parto vaginal ou acima de 100ml na cesárea nas primeiras 24h ou perda de sangue que cause instabilidade hemodinâmica. Causas 4T: • Tônus: atonia uterina • Trauma: laceração, hematoma • Tecido: retenção de tecido placentário • Trombina: coagulopatias. Síndrome de Sheehan: necrose da hipófise. espasmos da artéria pituitária cursam com hipóxia da região, o que leva a necrose hipofisária isquêmica. É uma complicação tardia, que pode ser por atonia uterina e DPP (descolamento prematuro de placenta), ocorre após hemorragias intensas durante ou pós parto. Cursa com agalactia, amenorreia, hipotireoidismo, insuficiência da adrenal, atrofia genital. Síndrome de Asherman Formada por aderências intrauterinas/ sinéquias que podem ocorrer após cirurgias uterinas, curetagem, infecções. Causa amenorreia, infertilidade, dor pélvica. DROGAS UTEROTÔNICAS: – Ocitocina: primeira escolha – Ergotamina/derivados: risco de hipotensão. – Misoprostol: quando não resolveu com ocit e ergot. – Ácido tranexâmico: infundir 1g IV lento em 10 min nas primeiras 3h (iniciar imediatamente o inicio do sangramento ou até 3h). ANTICONCEPCIONAIS Como prescrever? Para: Fulana de Tal Uso oral: 1) nome do medicamento ---------------------------- Iniciar no primeiro dia da menstruação. Tomar um comprimido ao dia por 21/22/24/28 dias, sempre no mesmo horário. Dar intervalo de 7 dias/ 6 dias/ 4 dias/ sem intervalo entre as cartelas DATA: Orientações: • Iniciar 1º dia do ciclo. • Usar preservativo na primeira cartela. • Tomar sempre no mesmo horário • Pós parto + amamentação: após 6 meses ou quando parar de amamentar. • Pós parto sem amamentar: 3 a 6 semanas. (após 6sem ter certeza de que não está gravida) • Após aborto: se até 12sem gest – começar no momento. >12 sem – esperar a próxima menstruação. Trocar: Formulações diferentes: emendar as cartelas, desprezar placebos se tiver. Formulações iguais: continuar normalmente Injetável para oral: começar no 1º dia do ciclo Oral para injetável: até o 5º dia de menstruação. 8 Victória Rodrigues XLI. 2023 Se esqueceu: • 1 pílula: tomar imediatamente quando lembrar, podendo tomar até 2 de uma vez. • 2 pílulas ou mais: uso de preservativo. Tomar 1 imediatamente. Ex: Se hoje é sexta e você esqueceu desde terça, você toma a de terça quando lembrar, a de quarta no horário certo da sexta,a de quinta no horário certo do sábado e assim vai. Redução da eficácia dos ACOs combinados: Rifampicina, Fenitoína, Fenobarbital, Carbamazepina, Topiramato, Cetoconazol, Itraconazol, Penicilinas (Ampicilina), Tetraciclina. Combinados: – Diane 35, Selene, Dunia, Diclin: EE+ Ciproterona/ anti- androgênicos, SOP. – Microvlar, Level 21: EE+ levonogestrel/ maior efeito androgênico. – Iumi, Elani, Ciclo 21, Yasmin, Yas: EE+ Drospirenona/ anti-androgênico, causa tpm forte – Belara, Belarina, Chariva, Amora: EE+ Clomadinona/ anti-androgênicos. – Cerazette, Tamisa, Allestra, Microdiol: EE+ Desogestrel/ gestodeno. Menor efeito androgênico, 3ª geração. *Qlaira: oral combinado – polifásico. Deve ser tomado em ordem, mais próximo do ciclo fisiológico. Clifemin: alivio de sintomas pré-menopausa. rubor, ondas de calor, suor excessivo, palpitações e alterações depressivas de humor. D’Orto (risedronato sódico): tratamento da osteoporose em mulheres no período pós-menopausa com aumento no risco de fraturas. Anel vaginal NuvaRing®: hormonal combinado. Evita enjoo. Mantido por 3 semanas e retira 1 semana (quando sangra). 1 anel por ciclo. Aumenta candidíase. Inicio: do 1º até o 5º dia do ciclo. Pílula transdérmica Evra®: hormonal combinado. 3 adesivos: 3 semanas com e 1 semana sem. Locais ideais de aplicação: abdome, glúteo, braço ou costas. Não indicado se a mulher molha muito, reduz a adesividade. PROGESTERONA ISOLADO Minipílula: progesterona de baixa dose. Mulher no pós parto imediato que está amamentando com menos de 6 meses de vida. Por si só não causa anovulação, precisa estar amamentando. Tomada sempre no mesmo horário. Sem pausas. Inicio de uso: • Se amamenta: 6 semanas após o parto • Se não amamenta: 4 semanas após parto • Após aborto: imediatamente. • Se menstrua: no 1º dia do ciclo Média dose: anovulatórios. Não tem risco de tromboembolismo, pode na enxaqueca. Uso contínuo. Mulher não menstrua ou pequenos escapes. Lactantes: 6 semanas após parto. Slinda: 4mg de Drosperinona. Uso contínuo, sem pausas. 4 placebos no fim da cartela. IMPLANTES: Implanon: apenas progesterona. Colocado na face medial do braço. 3 anos de duração. Caro. LARC. Médico que coloca. Imediatamente após aborto de até 12 sem ou após 21 a 28 dias do parto ou aborto do 2 trim. Em mulheres menstruando: iniciar a qualquer momento do ciclo, na certeza de que não está gravida. INJETAVEIS: (IM) Mensais (hormonal combinado): Mesigyna. ganho de peso. Iniciar até o 5 dia do ciclo. Tomar sempre naquele mesmo dia do mês, se passar de 3 dias, usar preservativo. Trimestrais (apenas progesterona): Depo-provera e Sayana. Própria paciente aplica. Revezar local de aplicação. Ganho de peso, efeitos androgênicos. Reduz mineralização óssea a longo prazo. Pode ser usado por lactantes após 6 sem de parto. Ajuda na endometriose. Início mulheres menstruando: 7 primeiros dias de menstruação. 7 dias após aborto. Uso de método de barreira se atrasar mais de 15 dias a aplicação. Pílula do dia seguinte ACO de emergência: até 72h pós coito. Levonogestrel 1,5mg (2 comprimidos de 0,75mg em dose única). Postinor-2®, Norlevo®, Pilem®, Pozato®, Nogravid®, Poslov®, Hora H®, Diad®. Efeitos secundários: náuseas, vômitos, tontura, fadiga, cefaleia, mastalgia, diarreia, dor abdominal e irregularidade menstrual. DOENÇA HEMOLÍTICA PERINATAL – DHPN Aloimunização Rh Mãe Rh – e filho Rh + *variante Du: Rh- com Du + → Rh+ (toda Rh- deve ser investigada para variante Du). *teste de Kleiheuer: quando se tem dúvidas de que o sangue fetal atingiu a cs materna. Pesquisa de HbF no sangue materno. Destrói Hm maternas na amostra identificando se alguma permanece Teste de coombs: • Coombs direto: feito no sg fetal. Pesquisa de IgG materna no sangue fetal, mas apenas depois do nascimento, gera diagnóstico tardio. • Coombs indireto: feito com sangue materno. Pesquisa de IgG no sg materno. Soro mat + rh post + soro de coombs – anti-IgG. Se aglutinar o teste é positivo. Rotina de investigação de isoimunização: Exames de 1º trim: – Grupo sg + fator Rh – Coombs ind 1- Rh+ ou Rh- com Du+: – Coombs ind +: tem IgG no sg mat. → rotina para paciente isoimunizado. – Coombs ind- : não tem IgG no sg mat → PN de rotina. 9 Victória Rodrigues XLI. 2023 2- Rh- ou Du-: – Coombs ind +: → rotina pac isoimunizada – Coombs ind -: repetir mensalmente após 20 sem Se coombs +: rotina pac isoimuniada. Se manter-: profilaxia→imunoglobulina anti-Rh 300μg IM com 28 sem. ROTINA DE PACIENTE ISOIMUNIZADA: coombs+ Titulação de coombs ind • Se 1:16 → dopplerfluxometria de ACM a partir de 20 sem. – Se vel >1,5 MoM: comprometimento fetal → cessaria se >34sem – Se 5mm → investigar infecção ativa • se não: fazer profilaxia ISONIAZIDA • se tosse há mais de 15 dias: pedir 3 amostras de escarro (BAAR) Sorologia para Chagas: se tiver fatores de risco/ zona endêmica Anti-HAV: 1ª consulta → vacinar se anti-HAV neg Função renal (TENOFOVIR/TDF): 1ª consulta e a cada 3meses Função hepática (RALUTEGRAVIR e NEVIRAPINA): 1ª consulta e a cada 3 meses. VACINAÇÃO: se TCD4>200 PROFILAX. IO: • P.jiroveci: se CD434 sem – definir a via de parto LTCD4: • 1ª consulta • A cada 3 meses – se tiver em inicio de tratamento • Se CV indetectável: 1ª consulta e com 34 sem GENOTIPAGEM: • Coletar antes do inicio da TARV • Coletar em casos de falha virológica ao tratamento DIAGNÓSTICO: – 1ª consulta PN – Rotina 3º trim – Hora do parto (VDRL, HIV, tipo sng) ... ademais: – Quando suspeita de imunossupressão acentuada – Pac de situação de risco/ vida sexual promiscua TRAMENTO - TARV LAMIVUDINA(3TC) + TENOFOVIR (TDF) + RALUTEGRAVIR (RAL) Aguardar o termino do 1ºtrim para iniciar TARV se: • Assintomática • CD4>350 • Ausência de IO *se começar o PN já no 2º trim: já inicia TARV antes dos resultados de CV e CD4. *Gestante com TARV prévia e CV indetectável ou10 Victória Rodrigues XLI. 2023 ÚLCERAS GENITAIS Doença autoimune ou infecciosa (IST) Descrever: – Única ou múltipla – Indolor ou dolorosa, prurido – Borda elevada ou plana – Necrose – Linfadenomegalia associada – Drenagem de material muco purulento – sangramento Agentes: Sífilis, herpes, cancro, clamídia, linfogranuloma venério, danovanose. SÍFILIS Transmissão sexual e vertical PN – pedir VDRL em todos os trimestres. – Sífilis recente (primária, secundária, latente recente) – até 1 ano de evolução – Sífilis tardia (latente e terciária) – mais de 1 ano de evolução • Sífilis primária: Tempo de incubação: 10 a 90 dias – média de 3 sem Manifestações: ulcera única, rica em treponemas, indolor, bordas elevadas, bem definida e regular, base endurecida e fundo limpo, sem pus ou sangue – cancro duro/ protossifiloma. Pode ter linfoadenopatia regional. • Sífilis secundária: 6 sem a 6m após cicatrização do cancro. Pode haver clinica da fase primaria junto. Manifestações: erupção macular eritematosa na raiz de membros e no tronco. Lesões acinzentadas na mucosa, placas mucosas – “roséola em boca”. Evolui para lesões papulosas eritematoacastanhadas (sifilides) plantar e palmar, não pruriginosas em maioria – semelhante à catapora. Evolui para condilomas planos nas dobras de mucosas na região anogenital (difere do HPV por ser plana). Mais raro: alopecia em clareira, madarose. Sintomas: febre baixa, cefaleia, mal-estar. * Neurossífils meningovascular (pode ocorrer em qualquer fase): acometimento dos pares cranianos, quadros meníngeos e isquêmicos • Sífilis latente: Fase assintomática. Positividade da sorologia Latente recente e latente tardia (mais de 1 ano) • Sífilis terciária: Reação secundaria a infecção, não ocorre transmissão pela lesão. Infecção gera destruição tecidual, acometimento do SN e CV. Gomas sifilíticas (tumorações com liquefação). DIAGNÓSTICO: Métodos indiretos: – Treponêmicos: FAT-abs, teste rápido: detectam o Ac produzidos contra o treponema. Primeiros a se tornarem reagentes. Podem permanecer reag mesmo após o tto, não servem para monitoramento. – Não treponêmicos: VDRL: pesquisa de ac anticardiolipina, inespecífico para o treponema. Análise quantitativa e qualitativa. (atenção ao efeito Prozona). Torna-se reagente após 1-3 sem após aparecimento do cancro, nesse caso, fazer o diag clinico. TRATAMENTO: Gestantes, vítimas de violência sexual, pessoas com risco de não segmento são tratadas mesmo com 1 teste positivo. Tratar os parceiros e monitorar evolução laborat. PENICILINA BENZATINA – IM *Se gestante for alérgica: aplicar em hospital e remediar a anafilaxia, pois não há outra opção. ➢ OBS! Reação de Jarish-Herxheimer: pode ocorrer após o tratamento pela liberação maciça de toxinas pela morte de trponemas, é uma resposta esperada e regride após 12-24h. controlar com analgésicos simples, sem descontinuar o tratamento. • Sífilis primária, secundária, latente recente: Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM dose única (1,2 em cada glúteo) **tto também para os parceiros dos últimos 90 dias independente do resultado do teste. • Sífilis latente tardia, terciária: Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM 1x/sem por 3 sem (total: 7,2 milhões UI) • Neurossífilis: Penicilina cristalina/potássica, 3-4 UI, 4/4h IV ou BIC por 14 dias (total: 18-24 UI por dia) Monitoramento pós-tratamento: VDRL 0, 3, 6, 9, 12 meses após o tratamento (em gestante é a cada mês). Resposta imune esperada após tratamento: VDRL NR ou queda na titulação em duas diluições (÷4) em até 6 meses para sífilis recente e em até 12 meses para sífilis tardia. (ex: 1/64 para 1/16). *para gestante a queda tem que ser mensal na gestação e 3/3m pós parto. **cicatriz sorológica: VDRL positivo com resposta imune adequada → não é falha terapêutica (1:8 não é cicatriz) Critérios de retratamento – reativação ou reinfecção: – Ausência de redução da titulação e duas diluições durante 6 meses – s. recente. Ou 12 meses s. tardia, após tto adequado. – Aumento da titulação em duas ou mais diluições – Persistência/ recorrência de sintomas clínicos NEUROSSÍFILIS: ** punção lombar (se plaq >60.000) para investigação de neurossifilis caso não tenha rel sexual/ reinfecção, em PVHIV indep de rl sexual. Caso tenha sintomas neurológicos ou oftálmicos, em caso de sífilis terciária ativa. Manifestações: envolvimento ocular (uveíte), auditivo, paresia geral, def cognitivo, mud comportamentais, demência, depressão, mania, psicose, etc. Diagnóstico: alterações LCR (pleocitose, mononucleares), VDRL + no liquor. Níveis de prot no LCR para controle tto. Tratamento: 4UI de penicilina cristalina/potássica IV 4/4h ou BIC por 14d. Monitoramento pós tratamento: punção após 6m. se persistir alt LCR: retratamento e punções de controle a cada 6m até normalidade e VDRL NR. HERPES GENITAL HSV-1 (oral), HSV-2 (genital) Primo infecção herpática e surtos recorrentes Manifestações: lesões múltiplas, pequenas, dolorosas, fundo limpo, com linfadenomegalia associada e pode haver corrimento associado. Ulceras se formam após rompimento das feridas. • Primo infecção herpética: Intubação média de 6 dias. Lesões eritematopapuloas que evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito 11 Victória Rodrigues XLI. 2023 dolorosas na região genital. Aspecto cristalino, conteúdo citrino Manif gerais: febre, mal-estar, mialgia, disúria. Linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral. Pode haver corrimento protuso no colo do útero (colpite herpética) *fazer abstinência sexual enquanto houver lesão • Latência e reativação herpática: Vesículas agrupadas sobre a base eritematosa, que evoluem para ulceras arredendadas. Mucosas: incomum vesículas. Lesões tem regressão espontânea, com ou sem cicatriz. **gestante com herpes ativa = cesárea. ** imunossuprimidas: tratamento EV. DIAGNÓSTICO: Não se faz sorologia, muito comum na população. Biopsia, cultura, diag clínico. TRATAMENTO: Sintomáticos: analgésicos e anti-histaminicos. Hig local, atb tópicos para inf sec, antiviral oral. Banho de acento, etc. – Primo infecção: ACICLOVIR 200mg, 2cp VO, 3x/dia, por 7-10 dias. – Reinfecção: ACICLOVIR 200mg, 1cp VO, 3x/dia, por 5- 7 dias. CANCRO MOLE Ag: Haemophilus ducreyi IST – transmissão por microabrasões nas rl sexuais Lesões dolorosas, múltiplas, elevada de borda irregular, contornos eritemato-edematosos, fundo heterogêneo, recoberto por exsudato necrótico, amarelado de odor fétido, sangra fácil. Pode atingir linfonodos inguinais – bubão que tendem a liquenificar. Cicatrização das lesões podem ser desfigurantes. DIAGÓSTICO: clínico, dd com sífilis. Bacterioscopia com coloração de gram, exame direto da ulcera pela aspiração do bubão. Cultura (mais sensível, mas difícil realização). Presuntivo: clínica + ausência de treponema em campo escuro ou sorologia, teste negativo para herpes vírus. TRATAMENTO: Axitromicina 500mg 2cp VO dose única ou ceftriaxona 500mg, IM, dose única ** gestante: apenas CEFTRIAXONA ou ERITROMICINA, se não houver resposta. LINFOGRANULOMA VENÉRIO IST – transmissão sexual Ag: Clamydia trachomatis, sorotipos L1, L2, L3. Quadro clínico: linfadenopatia iguinal e/ou femoral Três fases de evolução: inoculação, disseminação linfática regional, sequelas. DIAGNÓSTICO: Recomenda-se a pesquisa de C.trachomatis em praticantes de sexo anal que apresentem úlceras anorretais (muito comum). considerar em todos os casos de adenite inguinal, elefantíase genital e estenose uretral ou retal. ELISA, PCR, teste microimunnofluorescência, teste intradermorreação de Frei, histopatológico, cultura (McCoy ou de HeLa), radiológicos. ➢ McCoy: igual na cervicite. TRATAMENTO: DOXICIXLINA 100mg, VO, 1cp, 2x ao dia por 21dias **gestantes: AZITROMICINA 500mg, 2cp, VO, 1x/sem, por 21 dias. DANOVANOSE: Ag: Klebsiella granulomatis. Acomete pelee mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais, desconfigura a região. Manifestação: Ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada, com fundo granuloso, de aspecto vermelho vivo e de sangramento fácil. Cresce lenta e progressivamente. Ulcera em espelho DIAGNÓSTICO: geralmente clinico, biopsia (corpúsculo de Donovan), esfregaço. TRATAMENTO: DOXICICLINA 100mg, 1cp VO 2x/dia por pelo menos 21 dias - até desap das lesões. ISTs CERVICITES: Infecção do canal endocervical causada por IST Mais frequentes: gonorreia e clamídia. Clínica: corrimento vaginal, sangramento, dispareunia, disúria, dor pélvica crônica. CERVICITE NA GESTAÇÃO: Tratamento: Azitromicina 1g VO dose única (clamídia) e/ou Ceftriaxona 250mg IM dose única. Gonorreia: Neisseria gonorrheae Diplococo gram – Tropismo pelo epitélio glandular transicional (bexiga e vias urinárias) Sempre rastrear HIV. Colo com secreção purulenta. Diagnóstico: NAAT – biologia molecular e captura hibrida Clamídia: Chlamydia trachomatis Bacilo gram – Tropismo por células da conjuntiva, uretra, endocérvice e trompas. Comum agente de DIP Diagnóstico: triagem PCR e ELISA em DNA de amostra urinária e captura híbrida. Abordagem sindrômica: cobre clamídia e gonorreia. Azitromicina 500mg 2 comprimidos (1g no total) VO em dose única + Ceftriaxona 500mg IM em dose única. O controle de cura para clamídia deve ser feito após 3 semanas do tratamento; para a gonorreia, é desnecessário. DIP Infecção trato genial superior feminino Patógenos mais comuns: clamídia e gonococo. Todas devem ser rastreadas para HIV, sífilis e hepatites. Fisiopatologia: ascensão da infecção. Facilitada no período perimenstrual: abertura do colo, fluidez estrogênica do muco, sucção vaginal por contratilidade uterina. Pode causar endometrite, acometer tubas, ovários, peritônio Diagnóstico: 12 Victória Rodrigues XLI. 2023 • Endometrite – biopsia endometrial: “plasmócito no estroma endometrial”→ patognomônico de DIP • Se acometer ovários, trompa ou pelve: videolaparoscopia. Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: são cicatrizes que se forma na goteira hepática, aspecto de corda de violino. Quando a infecção atinge a pelve os microorganismos se espalham seguindo o fluxo de fluidos abdominais, que se acumulam na goteira hepática, podem infeccionar causando abcessos e depois formam cicatrizes. **DIU é fator predisponente no início da colocação, depois é protetor: irritativo na parede uterina, modifica o mudo cervical, evita a colonização por patógenos. Quadro clínico: Tríade: secreção vaginal purulenta + dor infraumbical nos anexos + dor a mobilização do colo uterino. - febre, dispareunia, sintomas urinários, náuseas, sangramento anormal. Diagnóstico: 3 critérios maiores + 1 critério menor OU 1 critério elaborado. MAIORES • Dor no hipogástrio • Dor a palpação de anexos • Dor a mobilização do colo MENORES • Tem axilar> 37,5 ou retal>38,3 • Secreção vaginal ou endocervical anormal • Massa pélvica • Leucocitose • PCR ou VHS elevada • Lab – confimado gonococo, clamídia ou micoplasma ELABORADO • Endometrite na histop • Abcesso tubo- ovariano ou de fundo de saco de D em exame de imagem • Laparoscopia com evidência de DIP **1 já confirma diagnóstico Estadiamento – classificação de Monif • Estagio 1 – ausência de descompressão brusca positiva. Trat ambulatorial com atb e reavaliar em 72h. • Estagio 2 – presença de peritonite. Trat hospitalar. • Estagio 3 – presença de abcesso tubo ovariano 10cm ou queda no estado geral com abdome agudo e sepse. Trat hosp. Clínico + cirúrgico (punção guiada por imagem ou laparoscopia). ** se peritonite ou abcesso = tratamento hospitalar. Tratamento: Ambulatorial: CEFTRIAXONA 500mg IM dose única + DOXICICLINA 100mg 1 cp VO 12/12h por 14 dias + METRONIDAZOL 250mg 2cp VO 12/12h por 14dias. Hospitalar: CEFTRIAXONA 1g EV 1x/dia por 14 dias + DOXICICLINA 100mg 1cp VO 12/12h por 14 dias + METRONIDAZOL 400mg EV de 12/12h. ➔ Parceiros dos últimos 2 meses: CEFTRIAXONA 500mg + AZITROMICINA 1g VO, ambos dose única. CORRIMENTO URETRAL Uretrite= inflamação + corrimento uretral Contágio via sexual anal, vaginal, oral Corrimento associado a dor uretral (independente da micção), disúria, prurido e eritema. Etiologia: a mesma das cervicites → clamídia e gonorreia, principais. Tratamento: CEFTRIAXONA 500mg IM dose única + AZITROMICINA 500 mg 2cp VO dose única. VULVOVAGINITES Secreção diferenciada em relação a quantidade, aspecto e/ou odor. Vulvovaginites inespecíficas: comum em crianças, má higiene, corpo estranho. Vulvovaginites infecciosas: • VAGINOSE BACTERIANA: Gardnerella vaginalis. Não há processo inflamatório (negam dispareunia, irritação vulvar, disúria) Secreção: branca acinzentada, microbolhas e cheiro de peixe podre. Corrimento fluido. Não gera alteração no colo e na vagina. Corrimento costuma ocorrer após relação sexual ou durante a menstruação, por alt PH. DIAGNÓSTICO: 3 dos 4 critérios: 1. Corrimento acinzentado ou branco, homogêneo, fino. 2. Ph vaginal >4,5 3. Teste aminas vaginal +: odor de peixe podre 4. clue cells – patog. TRATAMENTO: METRONIDAZOL 250mg 8/8h por 7 dias **Não ingerir álcool – Antabuse. • CANDIDÍASE Clínica: corrimento, prurido vaginal e disúria. Ocorre reação inflamatória, há edema, hiperemia, escoriações, fissuras. Secreção: corrimento branco, geralmente é grumoso/nata de leite, pode ter odor. Ph 4,5 – básico. Inflamação no colo uterino de aspecto “tigriode”/ colo em framboesa – pontos hiperemiados. → achado altamente específico da doença. TRATAMENTO: (apenas VO!) METRONIDAZOL 2g VO dose única ou 500 mg VO de 12/12h por 7 dias ou 250 mg de 8/8h por 7 dias. VAGINITES EM GESTANTES: • Vaginose bacteriana – gardinerela: METRONIDAZOL 250mg 2 cp VO 2x/dia durante 5 dias ou 250mg VO 3x/dia por 5 dias. • Tricomoníase: METRONIDAZOL 2g VO dose única 13 Victória Rodrigues XLI. 2023 • Candidíase: ** somente tópico MICONAZOL (2%) creme vaginal – aplicar a noite antes de deitar por 7 dias. DMG 2ª metade da gestação – hLP (hormônio lactogênio placentário). Aumenta a resistência periférica à insulina, reduz tolerância materna à glicose, reduz estoque de glicg hepático e aumenta a produção de glicose pelo fígado. Quando a função pancreática não é suficiente para vencer a resistência à insulina, ocorre o DMG. ** curva glicêmica após 24 semanas (2º trim) devido a ação do hLP. ** gestante com DM ou DMG que usam insulina devem ser acompanhadas semanalmente, as que possuem bom controle com dieta, a cada 15d. DIAGNÓSTICO: Rotina 1º trim: GJ ≥ 126 paciente previamente DM. GJ entre 92 e 125: DMG GJdomiciliar de 3 vezes por dia, em jejum, 1h pós almoço e 1h pós jantar. Controle: Gj 90dias. *300 – Preteinúria/creatinúria ≥ 0,3 – Proteinúria de fita≥ 1,1 (+) *Não espera resultado de exame se PA elevada e sintomas! • Pré-eclampsia leve: Proteinúria+ PA acima de 140/90 Ausência de sinais de comprometimento Assintomática ou sint leves (edema, PA acima de 14/9 e abaixo de 16/11) Se alterações fetais CD: PN semanal, dieta baixo sódio, controle pressórico vigoroso, CTG semanal, uso de ansiolítico se necessário, ex lab semanais na presença de piora clínica, USG a cada 16 dias com doppler (índice de pulsatilidade >p95 → alerta!) META! PAD 80-90 • Pré-eclampia grave: PA acima de 160/110 + sintomas graves Presença de sinais de comprometimento (cefaleia intensa, epigastralgia, náuseas, vômitos, oliguria, etc) PA> 160/110 Sinais de eminencia de eclampsia + lab alterados: Plaquetopenia (1,1 ou dobro do basal, alt hematológicas (CIVD, hemólise), AU aumentado, ↓antitrombina III, ↓ calciúria (24hP95: risco – fluxo de alta pressão. Diagnóstico: sintomas + exames laboratoriais. ***índice de proteinúria não são critérios de diag. CD: internação, terapia anti-hipertensiva, avaliação bem- estar fetal (CTG, USG com doppler), ex lab, via de parto (se estável: esperar se o feto for premat.) MEDICAÇÕES: - Inicio de ação lento: METILDOPA – 750-2000mg/dia; inicio: 250mg de 8/8h. (ou CLONIDINA, NIFEDIPINA-retard, ANLODIPINO, HIDRALAZINA- VO, METOPROLOL, CARVEDILOL). • Tratamento de CRISE HIPERTENSIVA na gestação: - Inicio de ação rápido: HIDRALAZINA EV: (se pac com PA>160/110 e sintomática) Diluir 1ml(1 ampola) + 19ml ABD → Fazer 5ml – 1ml/min, monitorar feto com CTG. Esperar 20min a cada 5ml (max 20 ml – 4x dose de 5ml – 1 ampola) para repetir se for preciso. **se melhorar, introduzir anti-hip de longa ação: NIFEDIPINO (não retard) VO 10mg a cada 20/30 min. • CRISE CONVULSIVA ECLÂMPTICA: SULFATO DE MAGNÉSIO – (Pritchard) IM (glúteo profundo) – transp da paciente, lib lenta. Dose de ataque: 4g EV + 10mg IM Manutenção: 5g IM a cada 4h ** se convulsionar na manutenção → fazer metade dose de ataque 2g EV in bolus. – (Zuspan) EV – hospitalar Ataque: 4-6g IV lento Manutenção: 1-2g/h EV em BIC **manter sulf Mg 24h após a crise ou pós parto. Controle clínico do sulfato de Mg – sinais de intoxicação: – Volume urinário deve ser > 25ml/h SVD – Reflexo osteotendinoso: presente – FR>16 rmp – Consciência, orientação espacial. ANTÍDOTO: GLUCONATO DE CÁLCIO Gluconato de cálcio (10%) 10ml IV lento de 3 a 5min Parto e interrupção da gestação • Pré-eclampsia grave: IG 20sem. CONVULSÃO (>20sem) + PA≥140/90 = ECLÂMPSIA Manejo (10 passos) 1- Aspirar secreção e coloc prot bucal 2- Oxigênio 3L/min 3- Instalar SGI (5%) – soro glicosado isoto veia perif 4- Coletar sangue e urina 5- Paciente em DLE ou DDH com cab elevada 6- Sulfato de Mg 7- Anti-hip EV se PA >160/110 (crise hipert) 8- Inserir SVD (diurese) 9- Aguardar recuo do sensório 10- Interromper gestação após estabilizar ***sempre verificar vitalidade fetal! HELLP SÍNDROME PLAQUETOPENIA + ↑ENZ HEP + HEMÓLISE 15 Victória Rodrigues XLI. 2023 – ↑BT, ↑DHL, lamina sg periférico – esquizocitos e equinócito – TGO≥70 – PlaquetasAborto: expulsão ou extração do concepto com peso 12sem, uso de misoprostol para expulsar o feto e depois curetagem. Aborto incompleto: sangramento exagerado, cólica insuportável, útero não compatível com a IG, colo aberto. (houve perda de partes fetais ou placenta). CD: se 12sem, uso de misoprostol para expulsar o feto e depois curetagem. Aborto completo: eliminação de coágulos, cólica forte com posterior interrupção de sangramento e da cólica. Útero não compatível com IG. CD: não requer curetagem, monitorar hemorragia ou infecção. Aborto retido: sangramento discreto, cólicas leves, colo fechado, útero não compatível com a IG. **difere da ameaça de aborto pois na ameaça o feto esta vivo e o útero é compatível com a IG. CD: 12 semanas, usar Misoprostol seguido da curetagem uterina. Pedir coagulograma quando a retenção é maior que 4 semanas. Aborto infectado: febre, infecção, pus saindo pela vagina, sangramento grande ou normal, muita dor ao toque. Colo aberto, útero não compatível com IG, feto já morto. CD: CLINDAMICINA 900mg IV 8/8h + GENTAMICINA 1,5mg/kg IV 8/8h + PENICILINA CRISTALINA 2,5UI IV 4/4h) ➔ Medicações EV após 2 dias sem febre, VO por 24h. se persistir sem febre, tratamento em casa por 10 dias. Na alta: CLINDAMICINA 300mg 12/12h a 600mg VO 8/8h + AMPICILINA 500mg VO 6/6h + AMOXICILINA 500mg + CLAVULANATO 125mg VO 8/8h. Aborto habitual: 2 ou mais consecutivos CD: avaliação ginec e exames pesquisa de SAAF e trombofilias. Se incompetência istmo cervical: cerclagem do colo uterino. Aborto previsto por lei: uso de misoprostol, hospitalar. Uso de misoprostol – expulsar o feto – Até 12sem – 800mcg via vaginal a cada 12h 16 Victória Rodrigues XLI. 2023 – Maior que 12 sem – 400 mcg via vaginal a cada 3h (max 5 doses em 24h) ou 600mcg a cada 12h GRAVIDEZ ECTÓPICA Obs! Mulher grávida com cisto no ovário: pedir b-hCG e repetir em 48 horas (deve dobrar para indicar gestação viável) **sempre pedir teste de gravidez para mulher em idade fértil com dor pélvica!! (independente da vida sexual) Reação de ARIAS STELLA: crescimento do endométrio mesmo quando há gravidez ectópica. Etiologias: DIP, ectopia prévia, tabagismo, cirurgias tubárias, endometriose, idade avançada, tabagismo, reprodução assistida. GRAVIDEZ HETEROTÓPICA: tópica + ectópica DIAGNÓSTICO: Tríade clínica: dor abdominal + atraso menstrual + sangramento transvaginal. Fazer dosagem de b-hCG: >2000 Sinais: • Cullen (equimose periumbilical) • Lafont (dor escapular por irritação do nervo frênico) • Proust (dor ao toque de fundo de saco) USG TV: não visualiza saco gestacional. Pode apresentar massa em anexos, presença de anel tubário, e/ou liq livre no fundo de saco de Douglas. TRATAMENTO: Cirúrgico: Laparoscopia: gravidez íntegra, pouco sangramento Laparotomia: choque hipovolêmico. Salpingectomia: quando há sangramento incontrolável Salpingostomia: abre, retira a gravidez e fecha, pode causar grav ectópica, pois gera lesão. Clínico: METOTREXATO (50mg/m² - IM) (altura x peso / 1600) Pré-requisitos: – Saco gestacional 15%, ou repete a dose ou vai para tratamento cirúrgico. • Se diferença> 15%: repetir semanalmente até