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apresINFILTRAÇÃO

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rente com uma tesoura e não arrancada, para não perturbar a estrutura da camada superficial do solo que não deve sofrer qualquer tipo de revolvimento ou perturbação.
O cilindro de maior diâmetro deve ser cravado em primeiro lugar, até metade de sua altura. Deve-se apoiar sobre o mesmo, o caibro de madeira. A seguir bate-se com a marreta no centro do caibro para que o cilindro penetre verticalmente no solo. A posição do caibro deve ser constantemente trocada (giros de 45). O nível de bolha deve ser utilizado durante essa operação para garantir que o cilindro não esteja se inclinando enquanto penetra o solo. A seguir deve ser cravado o cilindro interno, seguindo o mesmo procedimento.
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Recomenda-se, para fins de comparação com testes feitos em outros locais, retirar uma amostra de solo com estrutura natural ao lado do local onde foram instalados os cilindros para determinar a densidade do solo e sua umidade. Para dar início à determinação da infiltrabilidade, coloca-se o filme plástico, o suporte e a régua no cilindro interno e acrescenta-se água suficiente para formar uma lâmina com altura em torno de 5 cm, como está ilustrado na Figura 6.3. A seguir coloca-se água no cilindro externo até que se forme em seu interior uma lâmina equivalente à que existirá no cilindro interno. Retira-se rapidamente o filme plástico disparando o cronômetro nesse instante, dando início ao teste. A altura inicial da lâmina de água deve ser lida e registrada.
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Em tempos previamente estabelecidos, registrados num quadro de anotações, deverá ser feita a leitura da altura da lâmina de água no cilindro interno, na marca de referência existente no suporte da régua. Deve-se evitar que haja impedimento à livre flutuação da régua, para o correto registro da variação da altura da lâmina de água no interior do cilindro interno. 
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Recomenda-se que durante os primeiros 5 a 10 minutos, as leituras sejam feitas a intervalos curtos (30s a 1min em solos arenosos, dois a cinco minutos nos argilosos). A partir daí, se for observada uma redução na taxa de infiltração, as leituras podem passar a ser mais espaçadas. O intervalo de tempo entre leituras deve ser definido de forma que a variação da lâmina d’água entre duas leituras consecutivas não ultrapasse 3,0cm.
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O desenrolar do teste consiste nas leituras do nível da água no cilindro interno, por meio da régua. Deve-se observar a redução do nível da água no anel interno: caso esteja próxima de 3,0cm, deve-se completar o nível da água, preferencialmente no momento da leitura, até atingir o valor registrado na régua no início do teste. As adições de água devem ser registradas no quadro de anotações. O nível da água no cilindro externo deve acompanhar o nível do cilindro interno durante todo o teste, mas os registros da altura de água são feitos só no cilindro interno.
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Em solos com umidade inferior à da saturação, a variação da altura da lâmina de água usualmente torna-se menor à medida que o processo de infiltração da água no solo prossegue. Ou seja, a infiltrabilidade é decrescente com o tempo. 
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Quando encerrar:
O teste deverá prosseguir até que taxa de infiltração, calculada através dos dados da Tabela, mostrar valores semelhantes durante duas ou três leituras consecutivas. Com base na experiência, pode-se dizer que em solos de perfil uniforme e suficientemente profundo, a duração do teste é de uma a duas horas em solos arenosos e de 3 a 4 horas em solos argilosos.
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Análise dos dados obtidos no campo:
A representação dos dados obtidos no plano cartesiano permite analisar a variação da taxa de infiltração com o tempo e fazer comparação entre solos de características diferentes. Os valores das colunas B e F deram origem aos pontos representados no gráfico da Figura 6.5. Os dados obtidos na determinação feita a campo também podem ser ajustados a um modelo matemático que expresse a variação da infiltrabilidade com o tempo. Uma opção bastante aceita por sua simplicidade é a Equação de Horton. É uma equação empírica, na qual se assume que a infiltração inicia com uma taxa f0 e decresce exponencialmente com o tempo t. Depois de um tempo variável, quando a umidade do solo atinge um grau elevado (próximo da saturação), a taxa de infiltração converge para um valor constante fc.
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