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Andson Cícero da Silva EFEITOS E BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE CARDIOVASCULAR CURSO DE EDUCAÇÃO FISICA BACHARELADO 2025 Andson Cícero da Silva EFEITOS E BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE CARDIOVASCULAR Projeto de Intervenção da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Educação Física Bacharelado – Faculdade Única EaD, como requisito obrigatório para conclusão do curso. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 0. Apresentação 0. Situação Problema 0. Local da Intervenção 0. Sujeitos Envolvidos na Intervenção 1. OBJETIVOS 1. Geral 1. Específicos 1. JUSTIFICATIVA 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1. PERCURSO METODOLÓGICO 1. RECURSOS 1. AVALIAÇÃO 1. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 1. RESULTADOS ESPERADOS REFERÊNCIAS ANEXOS CURSO DE EDUCAÇÃO FISICA BACHARELADO 1. INTRODUÇÃO 1.1. Apresentação As doenças cardiovasculares (DCV) fazem parte de um grupo chamado de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), sendo mais comuns as isquêmicas do coração, acidente vascular encefálico (AVE) e doença vascular periférica (DVP). Hoje, representam uma ameaça à saúde, sendo alvo constante das políticas de saúde pública no mundo devido às morbidades associadas. Causam redução significativa da produtividade, incapacidades, efeitos adversos na qualidade de vida e custos materiais diretos aos pacientes e familiares, além de um importante impacto financeiro sobre o sistema de saúde (Roth et al, 2015; Ranquinen et al,2015; Campos et al, 2013). A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é considerada um importante fator de risco para ocorrência de eventos cardíacos. É uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), podendo causar lesões em órgãos vitais, como cérebro, coração e rins, e de alta prevalência em todos os países, sejam desenvolvidos, sejam em desenvolvimento (Ranquinen et al,2015; Tan et al, 2012; Moran et al, 2015). Estima-se que exista um bilhão de pessoas hipertensas no mundo: só nos EUA, entre 24 a 29% de adultos economicamente ativos; enquanto, no Brasil, a estimativa é de 22 a 44%. A HAS tem sido um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade por estar diretamente relacionada às DCV e seus agravos (Roth et al, 2015; Tan et al, 2012). A HAS associa-se ao aumento da adiposidade abdominal, sendo responsável por 65 a 75% dos casos de hipertensão primária (Hall et al, 2015). Cronicamente, esses estados levam a maiores agravos, como o desenvolvimento de HAS de difícil tratamento, resistência à insulina, diabetes mellitus (DM), e lesões de órgãos alvo, como insuficiência renal (IR), DVP, maiores chances de AVE e infarto agudo do miocárdio (IAM) (Campos et al, 2015; Tan et al, 2012), exigindo maiores gastos do sistema de saúde (Hall et al, 2015; Silva et al, 2013), e frequentemente necessitando do uso de múltiplas drogas e do tratamento de outros fatores de risco, incluindo dislipidemia (Hall et al, 2015). Entre os fatores de risco que provocam o desenvolvimento das DCV, também se encontram as dislipidemias, que são distúrbios do metabolismo lipídico, com repercussões sobre os níveis das lipoproteínas na circulação sanguínea. Altos níveis de triglicerídeos (TG) e de lipoproteína de baixa densidade (LDL-Colesterol), associados a baixos níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL-Colesterol) no sangue, costumam estar relacionados com a obesidade abdominal (Silva e Zanesco, 2010). Os programas de exercícios físicos representam uma importante estratégia na prevenção e tratamento das DCV (Ranquinen et al,2015; Campos et al, 2013; Lavie et al, 2015). Tratam-se de terapêuticas não farmacológicas que agem diretamente nos fatores de risco associados, como hipertensão arterial sistêmica (HAS), obesidade, dislipidemia e diabetes mellitus (DM) (Lavie at al, 2015). A prática regular de exercícios pode reduzir significativamente o risco de mortalidade cardiovascular em até 60%. No entanto, a prescrição deve levar em conta a avaliação do risco cardiovascular global, as condições sociais e interesses do paciente, a fim de promover a boa aderência às mudanças no estilo de vida (Ranquinen et al,2015; Campos et al, 2013; Lavie et al, 2015; Lavie at al, 2015; Tan et al, 2012). 1. 2 Situação problema As doenças cardiovasculares e os fatores de risco associados constituem um problema de saúde pública, sendo necessária a implantação de ações de promoção da saúde (Roth et al, 2015; Campos et al, 2013). Trata-se de uma maneira de capacitação da comunidade e maior participação no processo de melhoria da sua qualidade de vida, descrita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, enfatizando aspectos pessoais bem como as capacidades físicas, e não só a ausência de doença (Campo et al, 2004; Tahan, 2010). Dessa forma, os programas de incentivo à prática de exercícios físicos são um importante recurso no combate ao sobrepeso e à adiposidade abdominal, promovendo aumento do gasto energético, tanto agudamente, durante a sua realização, quanto cronicamente, estando relacionado à alterações da taxa metabólica de repouso (TMR) devido a modificações na composição corporal (Kloster R, Liberali, R; 2008). O exercício físico tem sido amplamente reconhecido por seus efeitos benéficos no sistema cardiovascular, influenciando tanto adaptações agudas quanto crônicas. As respostas imediatas do corpo ao exercício, conhecidas como adaptações agudas, incluem alterações temporárias na frequência cardíaca, pressão arterial e no fluxo sanguíneo (Fernandes et al, 2015; Rondon et al, 2013). Essas mudanças são cruciais para o aumento da demanda metabólica durante o exercício físico e demonstram a capacidade do sistema cardiovascular de responder rapidamente ao estresse físico (Fernandes et al, 2015). Em contraste, as adaptações crônicas resultam de exercícios regulares e contínuos, levando a modificações estruturais e funcionais permanentes no sistema cardiovascular. Entre essas adaptações estão a redução da pressão arterial em repouso, aumento da capacidade aeróbica, e melhorias na eficiência do sanguíneos (Jouffroy et al, 2015) coração e dos vasos Estas mudanças são fundamentais para a promoção da saúde cardiovascular e a prevenção de doenças cardiovasculares. O presente trabalho buscou avaliar os efeitos da prática de exercícios na redução dos fatores de risco cardiovascular. 4 2. OBJETIVOS 2.1. Geral Ressaltar a importância e os benefícios da prática de atividade física para a saúde cardiovascular. 2.2. Específicos · Analisar as adaptações agudas e crônicas do exercício físico no sistema cardiovascular e avaliar a eficácia do exercício; · A prática regular de exercícios, adaptada às características individuais, é essencial para a saúde cardiovascular; · O exercício físico avaliado como fator de proteção cardiovascular, reduzindo riscos como hipertensão, inflamação e dislipidemias. 3. JUSTIFICATIVA Globalmente, as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte, e a atividade física é recomendada como intervenção eficaz. Lee et al, 2019 mostram que a prática regular pode reduzir a mortalidade cardiovascular. Lavie et al, 2018 e Blair et al, 2018 reforçam esses achados, evidenciando a melhora da função cardíaca e vascular, além da redução de marcadores inflamatórios. 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Destaca-se o importante efeito hipotensor dos exercícios aeróbios na proteção contra eventos cardiovasculares (SBC, 2013). Uma redução de apenas 3 mmHg para a pressão arterial sistólica (PAS) pode significar diminuição de 5-9% e 8-14% para risco cardiovascular e de infarto agudo do miocárdio (IAM), respectivamente. Esse efeito pode ser observado após exercícios aeróbios de baixa, moderadae elevada intensidades, porém só tem valor significativo se permanecer ao longo das 24 horas subsequentes. Uma única sessão de exercícios aeróbiosproduz uma hipotensão pós-exercício associada a uma sustentada vasodilatação (Anunciação, Polito, 2011). Dessa forma, mostra-se ainda mais relevante a prática por indivíduos pré-hipertensos. De acordo com a I Diretriz de Prevenção Cardiovascular (SBC, 2013), recomenda-se pelo menos 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, de exercício moderado, para indivíduos idosos ou não, com ou sem HAS. 10 5. PERCURSO METODOLÓGICO Foi realizada uma pesquisa da literatura com abordagem descritiva, a partir de leitura de artigos científicos nas bases de dados SciELO e PubMed e em livros na área da saúde. Foram utilizadas os descritores: atividade física, saúde cardiovascular, treinamento físico e benefícios. Para ajudar na seleção de artigos foram estabelecidos alguns critérios de inclusão e exclusão. Foram incluídos artigos em português, completos, de livre acesso, publicados entre 2015 e 2025, e excluídos artigos duplicados. Os artigos foram organizados com base no fluxograma de PRISMA (Page et al., 2021). Dos quais 40 artigos foram recuperados; 10 foram excluídos por serem duplicatas. Dos 30 documentos, 8 foram excluídos após a leitura do título. Dos 22 restantes, 16 foram excluídos após leitura do resumo, sendo que ao final os revisores decidiram pela inclusão de 6 artigos (Figura 1). Figura 1 - Fluxograma de amostra final dos artigos referente à busca eletrônica na SciELO e PubMed Identificação dos artigos nas bases de dados Triagem Identificação AArtigos duplicados e removidos: (n= 10) Artigos identificados através das bases de dados: (n= 40) Inclusão a aaaaArtigos selecionados: (n=22) Artigos excluídos: -Tese e dissertação (n=6) - Não respondiam ao problema de pesquisa (n=6) -Tipo de metodologia (=4) Artigos incluídos na revisão de literatura: (n=6) Excluídos após leitura do resumo: (16) Excluídos após leitura do título: (n=8) Artigos selecionados: (n=30) O compilado dos trabalhos selecionados estão listados de forma resumida na tabela abaixo: TÍTULO DO TRABALHO AUTOR E ANO RESUMO O impacto do exercício físico na saúde cardiovascular: uma revisão de literatura Teixeira et al, 2025 O exercício regular pode melhorar a variabilidade da frequência cardíaca e prevenir o endurecimento arterial. Faltam estudos de longo prazo que abordem os efeitos de diferentes intensidades em populações específicas. A prática regular de exercícios, adaptada às características individuais, é essencial para a saúde cardiovascular. Estudos futuros devem explorar regimes personalizados, integrando fatores genéticos e fisiológicos para otimizar benefícios e reduzir riscos. Efeitos de exercícios físicos sobre fatores de risco cardiovascular em idosos hipertenso Hortencio et al 2018 O efeito do programa de exercícios foi eficaz na redução dos fatores de risco cardiovascular dos idosos sedentários e hipertensos estudados Efeitos do exercício físico na saúde cardiovascular Silva et al, 2024 O exercício físico é essencial para a saúde cardiovascular, proporcionando benefícios em curto e longo prazo. Em pacientes com síndrome metabólica, o exercício é uma intervenção eficaz para melhorar diversos parâmetros de saúde, sendo uma estratégia valiosa na prevenção de complicações cardiovasculares. Intervenções de exercício físico e fatores risco cardiovasculares em usuários da atenção primária à saúde Brunheroti, et al., 2023 Houve uma melhora na pressão sistólica e diastólica em pacientes de atividade física com pressão arterial elevada. Benefícios do exercício físico no sistema cardiovascular: uma revisão de literatura Rodrigues, 2023 A prática constante de exercícios físicos tanto aeróbios quanto anaeróbios, geram benefícios cardiometabólicos, como o aumento de HDL-colesterol, redução da glicemia de jejum e redução da pressão arterial e também benefícios funcionais como a redução do duplo produto durante o esforço físico, sendo um importante fator de proteção cardiovascular. Contudo novas pesquisas devem ser realizadas para se entender cada vez mais os benefícios do exercício físico para o sistema cardiovascular bem como os mecanismos envolvidos nestes benefícios. Treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) para maximizar os benefícios cardíacos do treinamento físico? Wisloff et al, 2020 O treinamento aeróbico intervalado de alta intensidade resulta em uma maior adaptação benéfica do coração em comparação com a observada após exercícios de intensidade baixa a moderada. Isso é apoiado por estudos epidemiológicos, experimentais e clínicos recentes. Os mecanismos celulares e moleculares da adaptação miocárdica ao treinamento físico são discutidos nesta revisão. Os estudos de Martins et al, 2025 demonstram que o exercício físico é amplamente aceito como fator de proteção cardiovascular, reduzindo riscos como hipertensão, inflamação e dislipidemias. Avalia evidências sobre os efeitos do exercício na saúde cardiovascular, focando nos benefícios e riscos associados à intensidade da atividade e lacunas, como a dosagem ideal para diferentes populações e a personalização dos regimes. No compilado de seus estudos mostram que exercícios moderados a vigorosos reduzem a mortalidade cardiovascular em até 30% (LEE et al., 2019). Lavie et al. (2018) relatam melhora da função endotelial e controle lipídico. O exercício também contribui para o controle do peso e da diabetes tipo 2, fatores de risco para doenças cardiovasculares. Contudo, há divergências sobre a intensidade ideal. Em contraste, Wisløff et al. (2020) indicam que o HIIT é seguro e eficaz em diversas populações, incluindo pacientes com insuficiência cardíaca. Para idosos, Levine et al. (2018) relatam que o exercício regular pode melhorar a variabilidade da frequência cardíaca e prevenir o endurecimento arterial. Faltam estudos de longo prazo que abordem os efeitos de diferentes intensidades em populações específicas. A prática regular de exercícios, adaptada às características individuais, é essencial para a saúde cardiovascular. O trabalho de Hortêncio et al, 2018 avaliou os efeitos de um programa de exercícios na redução dos fatores de risco cardiovascular em idosos sedentários e hipertensos. Trata-se de ensaio clínico não randomizado, realizado em uma clínica escola de fisioterapia em São Paulo, em 2016, com amostra de 34 idosos que realizaram um programa de exercícios de noventa minutos, duas vezes por semana, durante o período de três meses. As variáveis avaliadas foram: pressão arterial, índice de massa corporal, frações de colesterol, colesterol total e triglicérides. Houve comparação dos dados em dois momentos, antes do início e ao término do programa de exercícios, considerando-se palém de melhorar a força e a capacidade funcional. O exercício físico é essencial para a saúde cardiovascular, proporcionando benefícios em curto e longo prazo. Em pacientes com síndrome metabólica, o exercício é uma intervenção eficaz para melhorar diversos parâmetros de saúde, sendo uma estratégia valiosa na prevenção de complicações cardiovasculares. O trabalho de Rodrigues, 202 demonstra os benefícios cardiovasculares do exercício físico aeróbio e ou anaeróbio. A prática constante de exercícios físicos tanto aeróbios quanto anaeróbios, geram benefícios cardiometabólicos, como o aumento de HDL-colesterol, redução da glicemia de jejum e redução da pressão arterial e também benefícios funcionais como a redução do duplo produto durante o esforço físico, sendo um importante fator de proteção cardiovascular. 6. RECURSOS Foi realizada uma pesquisa da literatura com abordagem descritiva, a partir de leitura de artigos científicos nas bases de dados SciELO e PubMed e em livros na área da saúde. 7. AVALIAÇÃO 8. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES Busca em bases de dados de artigos em português, completos, de livre acesso, publicados entre 2015 e 2025, a mesma foi realizada entre os meses de março e junho de 2025. 9. RESULTADOS ESPERADOS Diante dos artigos estudados, conclui-se que a atividade física pode ser benéfica para a saúde cardiovascular. A prática constante de atividades físicas tanto aeróbias quanto anaeróbias, geram benefícios cardiometabólicos, como o aumento de HDL-colesterol, redução da glicemia de jejum e redução da pressão arterial e também benefícios funcionais como a redução do duplo produto durante o esforço físico, sendo um importante fator de proteção cardiovascular. A prática regular de exercícios, adaptada às características individuais, é essencial para o coração. Contudo novas pesquisas devem ser realizadas para se entender cada vez mais os benefícios do exercício físico para o sistema cardiovascular bem como os mecanismos envolvidos nestes benefícios e as diversas populações envolvidas. REFERÊNCIAS Anunciação PG, Polito MD. Hipotensão pós-exercício em indivíduos hipertensos: Revisão. Arq Bras Cardiol. 2011;96(5): 425-6 Blair SN, Morrow JR, Kampert JB, et al. Exercise and inflammation. Am J Med. 2018;130(3):368-76. Brunheroti, K. A, et al. 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