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biologia do solo

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se encontram organismos aeróbios, esporulantes e não esporulantes, Gram (+) e Gram (-) fixadores do N atmosférico e não fixadores do mesmo.
Bactérias esporulantes 
São numerosas no solo. As 3 espécies mais comuns (Bacillus mycoides, B. cereus e B. megatherium) são facilmente reconhecíveis pelo método da "placa de gelatina".
Bactérias termófilas - foram encontradas no lodo dos rios, excreta animais, poeira o solo. Cedo se constatou a existência no solo de várias bactérias capazes de crescerem sob temperatura de 50-70ºC e não na temperatura do laboratório. No esterco de curral foram achadas bactérias desenvolvendo-se a temperaturas acima de 79-5ºC.
O auto-aquecimento e queima do feno, algodão, turfa e esterco são causados por bactérias que Schloensing chamou, em 1892, de "bactérias termogênicas". Alguns destes organismos são mais propriamente termotolerantes do que estritamente termofílicos. Sua distribuição na natureza depende do solo: as areias do Saara possuem tais organismos enquanto solos das florestas, não. A natureza e o teor de estrume e fertilizantes aplicados ao solo, exercem efeito notável sobre a abundância deles: solos de jardim, fortemente adubados com esterco, podem conter de 1-10% de formas termofílicas (determinação pelo método das placas) solos de campo possuem apenas cerca de 0,25% ou menos, e solos não cultivados podem ser inteiramente livres de tais organismos.
Além das bactérias, outros grupos de microrganismos também possuem formas termofílicas, como as indicadas sob as denominações de Thermomyces, Thermoactinomyces e Actinomyces thermophilus. 
Mixobactérias - ocorrem abundantes no esterco e no solo, algumas são encontradas somente em solos alcalinos ou fracamente ácidos (PH de 3,7-5,9) e outras mais são indiferentes à reação do meio. Desenvolvem-se melhor nos solos úmidos. Algumas mixobactérias desempenham importante a celulose Cytophaga, o mais ativo grupo desintegrador da celulose, tem sido considerado como um dos componentes das mixobactérias.
Bactérias desnitrificantes - (ou nitrato-redutoras) um elevado número de microrganismos é capaz de reduzir nitratos e nitritos ou amônia. Contudo, apenas bactérias específicas podem reduzir, sob certas condições, nitrato a N elementar e a óxido de N, que assim se difundem na atmosfera. Sob condições anaeróbicas, o nitrato pode servir como uma fonte de oxigênio para estas bactérias, com os compostos orgânicos funcionando como fonte de energia. Tal processo é usualmente referido como uma completa desnitrificação, e a bactéria é denominada desnitrificante. Várias bactérias desnitrificantes têm sido isoladas se esterco de cavalo, de gado vacum e do solo. As mais conhecidas bactérias desnitrificantes são: Pseudomonas stutzeri, P.denitro-fluorescens, P. vulpinus, P.pyocyanes, Denitrobacillus licheniformis, Microsseus denitrificans e Thiobacillus denitrificans. 
A decomposição da celulose do solo pode se dever à simbiose entre 2 bactérias, uma reduzindo o nitrato a N atmosférico e a outra desintegrando a celulose; os produtos da atividades da bactéria desintegradora da celulose são usados pelo outro organismos como fonte de energia, possibilitando o, então, reduzir, o nitrato, enquanto o oxigênio libertado neste processo, torna possível ao organismos desintegrar da celulose viver sob condições anaeróbicas.
Bactérias redutoras do sulfato - muitos organismos capazes de reduzir sulfato a H2S têm sido descritos. O mais importante é o Vibrio desulfuricans, isolado do solo e de outros substratos. Trata-se de uma bactéria anaeróbia escrita, Gram (-), crescendo a 30-55ºC, e capaz de usar ácidos orgânicos como fontes de energia.
Bactéria desintegradoras da uréia - Pasteur foi o primeiro a reconhecer em 1860, que a formação de amônia, a partir a uréia, corria por conta de um organismo, por ele chamado Trula ammoneacale. Mais tarde, estabeleceu-se que microrganismos capazes de decompor a uréia eram encontrados em muitas famílias de bactérias, actinomicetos e fungos, porém que somente certas bactérias específicas, cujo metabolismo está estreitamente relacionado com a transformação dessa substância, são designados "uréia bactérias".
Estas se dividem em cocos e bacilos: os primeiros são destruídos geralmente a 60-70ºC, enquanto os últimos podem suportar temperaturas de 90-95ºC por muitas horas, devido à possibilidade de formarem endosporos. O ótimo ficam em torno de 30ºC. Esses organismos comportam-se melhor, usualmente, em meio contendo uréia (2%), de modo particular quando este se torna alcalino com carbonato de amônio.
A acumulação de amônia pela hidrólise da uréia na cultura é tão grande que chega a matar, muitas vezes, os próprios organismos. As bactérias da uréia tem um pH limite de 6,6 para o Urobacillus dulauxii, 7,0 para o U. maddoxii e 8,1 para o U. pasteurii.
Bactérias anaeróbias - estas bactérias desempenham um ativo papel na formação dos compostos nas pilhas de restolhos culturais, sempre que a aeração é insuficiente. O fenômeno da ''putrefação'' é , principalmente, um resultado oxidação incompleta em face da aeração precária.
A ausência de ar nas camadas profundas da pilha de esterco, a reação fracamente alcalina e a presença em grande quantidade de substâncias orgânicas não decompostas, criam condições propícias ao desenvolvimento das bactérias anaeróbias.
Várias bactérias anaeróbias da uréia, bem como, organismos termófilos, também encontram condições favoráveis ao seu crescimento no seio das estrumeiras.
Esterco de cavalo bem curtido contém bactérias termófilas, esporulantes, anaeróbias cujos limites de temperatura para o crescimento são 60-65ºC e o ponto térmico mortal se situa entre 110-120ºC.
Alguns desses microrganismos são altamente proteolíticos. Um número considerável de bactérias anaeróbias esporuladas é sem dúvida, levado ao solo juntamente com as dejeções de muitos animais.
Várias bactérias anaeróbias patogênicas são capazes de sobrevivência no solo. Clostridium welchii foi encontrado em 100% dos solos examinados, C. putrificus verrucausus, em 71%, amylobacter, em 65% e C. tetani, em 11%.
Bactérias desintegradoras da celulose - numerosos grupos de microrganismos decompõe a celulose na natureza. Dentre eles destacam-se as bactérias, notadamente as formas aeróbias. Nas turfeiras e no trato digestivo dos animais, contudo, as bactérias anaeróbias são mais ativas.
Formas termófilas, relacionadas com a decomposição da celulose no esterco do curral e formas desnitrificantes que atacam a celulose somente em presença de nitratos, têm sido reconhecidas.
Khouvine isolou, do intestino do homem, uma bactéria anaeróbia obrigatória - Bacillus celulose dissolvens, capaz de decompor a celulose.
A natureza anaeróbia das bactérias desintegradoras da celulose no tubo digestivo do cavalo, boi, cupins e larvas de insetos, tem sido exuberantemente confirmada, e o mecanismo da decomposição daquela substância, especialmente com relação à nutrição dos animais herbívoros, está estudado em detalhe por Woodman.
Muita confusão em torno da sistematização das bactérias aeróbias da celulose. Winogradsky fez um detalhado estudado sistemático de várias bactérias aeróbias da celulose encontradas no solo, considerando os seguintes gêneros: Cytophaga, Cellivibrio, Cellfacicula.
Outras bactérias - numerosos outros grupos de bactérias são ainda encontrados com abundância no solo, tais como mycobactérias, corynebactérias, fixadoras simbióticas e assimbióticas de N, produtoras de antibióticos ( Bacillus subtilis, B. brevis, B. polymyxa ), coli- bactérias, etc.
Actinomicetos - os actinomicetos formam de bactérias são ainda como Mycobacterium e Corynebacterium e os eumicetos. São caracterizados pela formação de um micélio unicelular, composto de hifas ramificadas, semelhante às do fungos. As hifas são extensas e medem usualmente de 0,5 - 0,8m diâmetro, crescendo no seio do substrato ou na superfície.
O micélio fragmenta-se em curtos pedaços, semelhante a bastonetes bacterianos, os quais possuem