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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO – CAMPUS CUIABÁ
UFMT
ICET
Departamento de Química
Bacharelado em Química
REAÇÕES QUÍMICAS
Cuiabá – MT
Agosto, 2017
GEOVANE DE OLIVEIRA
GLEYDSON CHRISTIAN OUZUNA DE AQUINO
NATALIA ARAÚJO DIAS
RAFAEL MAIFREDE MOTTA
THAINARA AGNIS DOURADO
REAÇÕES QUÍMICASRelatório referente a aula prática realizada no dia 23 de agosto de 2017 sob docência da Profa. Dra. Virgínia Claudia da Silva, dentro da disciplina de Química Geral Experimental I.
Cuiabá – MT
Agosto, 2017
Sumário	
Pg.
1. INTRODUÇÃO	03
2. OBJETIVOS	03
3. MATERIAIS E REAGENTES	04
4. PROCEDIMENTOS	04
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES	05
6. CONCLUSÃO	11
REFERÊNCIAS	12
1. INTRODUÇÃO
	Reações químicas são processos que resultam de transformações de substâncias em outras, por meio de rearranjos de átomos que envolvam mudanças de conectividade e consequentemente causem alterações geométricas que se transformarão em novos compostos. As transformações que ocorrem resultam em novas moléculas, que são denominadas de produto. Para que uma reação ocorra e/ou seja considerada rápida ou lenta dependerá de vários fatores, tais como as condições de temperatura, a concentração de substâncias que irão reagir e o contato entre os compostos. Na Química as reações também são separadas em dois tipos, sendo elas exotérmicas que liberam energia e endotérmicas que absorvem energia.
	Para a identificação de cada tipo de reação, um critério adotado principalmente em compostos inorgânicos é classificar as reações avaliando a quantidade de substâncias que vão reagir e que serão produzidas. Assim sendo são divididas em quatro grupos: reações de síntese ou adição, análise ou decomposição, simples troca ou substituição, e dupla troca. 
	Didaticamente, as reações são apresentadas em forma de equações químicas que envolvem reagentes e produtos. Na representação das mesmas, são utilizados os símbolos dos elementos químicos e os números que indicam as proporções das substâncias que entram no processo. Segundo ATKINS et al, 2012, uma equação química expressa uma reação em termos de fórmulas químicas, balanceada simboliza as mudanças qualitativa e quantitativa que ocorrem em uma reação química. Os coeficientes estequiométricos mostram os números relativos de mols dos reagentes e produtos que tomam parte na reação.
	Na prática foram realizadas experimentações com compostos inorgânicos, de tal modo que também foram observadas suas reações. Assim com base nesses procedimentos foram realizados os devidos métodos experimentais e anotado os resultados que serão discutidos e apresentados ao longo deste relatório.
2. OBJETIVOS
	Observar reações químicas entre compostos inorgânicos em solução aquosa.
3. MATERIAIS E REAGENTES
· 
12
· 13 Tubos de ensaio;
· Conta gotas;
· Solução de HCl 0,1 mol L-1;
· Solução de HCl 4 mol L-1;
· HCl concentrado;
· Solução de AgNO3 0,1 mol L-1;
· Solução de CuSO4 0,1 mol L-1;
· Solução de Na2SO4 0,1 mol L-1;
· Solução Ba(NO3)2 0,1 mol L-1;
· Solução de KI 0,1 mol L-1;
· Solução de NaOH 4 mol L-1;
· Solução de Pb(NO3)2;
· Óxido de cálcio (CaO);
· Zinco metálico;
· Magnésio metálico;
· Fio de cobre metálico;
· Bicarbonato de sódio (NaHCO3);
· Água destilada;
· Fenolftaleína;
· Bico de Bunsen.
4. PROCEDIMENTOS
	No primeiro tubo foram adicionadas uma alíquota de HCl 0,1 mol L-1 e uma alíquota de AgNO3 0,1 mol L-1, foi observada a reação.
	No segundo tubo foram adicionadas alíquotas de CuSO4 e NaOH, foi observada a reação.
	No terceiro tubo foram reagidos a solução de Ba(NO3)2 e Na2SO4, foi observada a reação.
	No quarto tubo foram adicionadas alíquotas de Pb(NO3)2 e KI, foi observada a reação.
	No quinto tubo de ensaio foram adicionadas as soluções de Pb(NO3)2 e HCl diluído, foram adicionadas duas gotas de HCl concentrado para acelerar a reação observada.
	No sexto tubo foram misturadas 40 gotas de HCl 4 mol L-1 com 40 gotas de NaOH 4 mol L1, foi observada a reação.
	No sétimo tubo foi adicionada uma ponta de espátula de óxido de cálcio e em seguida adicionado água destilada, a reação foi observada e o pH do meio pôde ser testado com fenolftaleína.
	Com o auxílio de uma pinça, foi queimada no bico de Bunsen uma fita de magnésio, evitando sempre olhar diretamente para a luminosidade emitida pela mesma. O magnésio oxidado foi colocado no oitavo tubo de ensaio e, em seguida, foi adicionado água. O pH foi observado com a adição de fenolftaleína.
	No nono tubo de ensaio foi adicionado um pedaço de zinco metálico e foi adicionado em seguida HCl diluído e, devido a não observação da reação, foram adicionadas também 2 gotas de HCl concentrado ao meio. Foi observada a reação.
	No décimo tubo foi adicionado uma ponta de espátula de bicarbonato de sódio (NaHCO3) sólido e, em seguida, foi adicionado ácido clorídrico diluído. Foi observada a reação.
	No decimo primeiro tubo foi adicionada a solução de nitrato de prata e, em seguida, foi colocado um fio de cobre imerso nesta solução. Aguardou-se a reação que foi observada.
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
1° Reação: 
HCl(aq) + AgNO3(aq) AgCl(s) + HNO3(aq) 
	Os discentes observaram a coloração inicial dos reagentes, constatando que o primeiro (HCl) era incolor e o segundo (AgNO3) apresentava uma coloração amarelada. Após serem misturados formou-se um precipitado branco, devido ao AgCl ser um sal insolúvel em água. Ocorreu uma reação de dupla troca. A reação foi exposta a luz solar, onde ocorreu uma reação de oxidação, ao qual a prata foi o agente oxidante, assim pôde-se observar que o precipitado branco adquiriu uma coloração escura.
Fig.1: Formação de precipitado branco.
. 
Fig.2: Reação após a exposição à luz solar.
2° Reação: 
CuSO4(aq) + 2 NaOH(aq) Cu(OH)2(aq) + Na2SO4(s)
	Foi observada a coloração inicial dos reagentes, constatando que o primeiro tinha coloração azul e o segundo era incolor. Após ter sido feita a mistura no tubo de ensaio, obteve-se um precipitado com coloração azul, e sobrenadante incolor. Essa é uma reação de dupla troca, onde se obteve a formação de um novo sal e uma nova base. 
Fig.3: Formação de precipitado 
 
3° Reação:
 Ba(NO3)2(aq) + Na2SO4(aq) 2NaNO3(aq) + BaSO4(s)
	Os discentes observaram que nessa reação ambos reagentes eram incolores em sua coloração inicial. Posteriormente foi feita a mistura dos reagentes ocasionando uma reação de dupla troca, com formação de precipitado com coloração branca, proveniente da formação de Sulfato de Bário.
Fig.4: Formação de 2NaNO3(aq) + BaSO4(s)
 
4° Reação: 
Pb(NO3)2(aq) + 2KI(aq) 2KNO3(aq) + PbI2(s)
	Os discentes observaram que ambos reagentes eram incolores. Após a observação foi realizado a mistura dos reagentes em um tubo de ensaio, que ocasionou em uma reação de dupla troca, com formação de precipitado com cor amarela, proveniente da formação de Iodeto de Chumbo II.
Fig.5: Formação de precipitado amarelo.
5° Reação: 
Pb(NO3)2(aq) + 2HCl(aq) PbCl2 + 2HNO3(aq)
	Os discentes observaram que ambos reagentes eram incolores. Fez-se o procedimento misturando os reagentes, que ocasionou em uma reação de dupla troca com formação de precipitado branco, devido à formação do Cloreto de Chumbo II, sal insolúvel e formação de líquido sobrenadante, formado por Ácido Nítrico.
Fig.6: Formação de precipitado branco.
 
6° Reação:
HCl(aq) + NaOH(aq) NaCl(aq) + H2O(l)
	Observou-se que a reação descrita é exotérmica, sendo uma reação de neutralização ácido-base entre um ácido forte e uma base forte. Visualmente, o sistema continuou incolor.
Fig.7: Neutralização entre HCl e NaOH.
7° Reação:
CaO(s) + H2O(l) Ca(OH)2 (aq)
	Foi observado que a reação é exotérmica. Como o hidróxido de cálcio é pouco solúvel em água (Kps = 7,9 x 10-6) observou-se também a formação de corpo de fundo no tubo de ensaio.
Fig.8: Formação de hidróxido de cálcio.
8° Reação:
2 Mg(s) + O2(g) 2 MgO(s)
MgO(s) + H2O(l) Mg(OH)2 (aq)
	Ao entrar em combustão, é uma característica do magnésio emitir uma intensa luminosidade, a qual foi evitada de se olhar diretamente para evitar danos à visão. A segunda etapa deste procedimentoé similar à do experimento anterior, tendo como produto o hidróxido de magnésio, que também é uma base de metal alcalino terroso. A formação da base foi confirmada utilizando o indicador fenolftaleína, que adquiriu coloração rósea, indicando pH acima de 8,2 (seu ponto de viragem).
Fig.9: Formação do hidróxido de magnésio
9° Reação: 
Zn(s) + HCl(aq) ZnCl2(aq) + H2(g) 
	Inicialmente não foi observado reação, porem após a adição de HCl concentrado foi observado o desprendimento do gás hidrogênio, formando cloreto de zinco II.
Fig.10: oxidação do zinco em HCl
10° Reação:
NaHCO3(s) + HCl(aq) NaCl(aq) + H2CO3(aq) 
	H2CO3(aq) H2O(l) + CO2(g)
	Inicialmente o ácido clorídrico reage com o hidrogenocarbonato de sódio (bicarbonato de sódio) formando cloreto de sódio e ácido carbônico. Porém o ácido carbônico é pouco estável, o mesmo rapidamente se decompõe formando água e gás carbônico. 
Fig.11: Reação de bicarbonato de sódio com ácido clorídrico 
11° Reação:
Ag(NO)3(aq) + Cu(s) Cu(No3)2(s) + Ag(s) 
	Observou-se que ao inserir o fio de cobre a prata reduz à prata metálica e o cobre oxida a cobre II, formando nitrato de cobre II. Observa-se que a prata reduzida depositada no fio.
Fig.12: Prata reduzida depositada em fio de cobre
6. CONCLUSÃO
	A aula sobre reações químicas permitiu aos alunos o contado prático com diversos assuntos já vistos em sala de aula na disciplina de Química Geral I. Essa ligação proporcionou a absorção do conteúdo, demonstrada pelos discentes, da forma mais eficiente possível. 
	Reações de precipitação, dupla troca, oxidação, entre outras, foram apresentadas aos discentes, que além da complementação de conteúdo que a prática permitiu, também manifestaram uma grande animação, não apenas com a prática realizada, como também com a beleza que se pode enxergar na atividade científica, tanto teórica como experimental. 
REFERÊNCIAS
ATKINS, P. W.; JONES, Loretta. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 5.ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.
RODRIGUES S., Mário. Química Inorgânica: Reações Químicas. Material didático alternativo. Disponível em: Acesso em 25 de agosto de 2017. 
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