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AULA 3- Diferenças entre conciliações

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Aula de Processo Civil – 12/08/13
1) Diferenças entre conciliações – com relação ao comparecimento nas audiências:
Juizado Especial Cível 
– Autor – presença obrigatória sob pena de arquivamento e condenação em custas;
-Réu – presença obrigatória sob pena de revelia e confissão. Empresa pode encaminhar um preposto.
Justiça do Trabalho – 
Reclamante – presença obrigatória sob pena de arquivamento.
Reclamado – presença obrigatória sob pena de revelia e confissão. Empresa pode encaminhar um preposto.
Justiça Comum Estadual- 
Autor – pode se fazer representar por advogado se tiver procuração para transigir; Desta forma, pode se ausentar, ou,s e preferir, pode, também, encaminhar um preposto.
Réu - pode se fazer representar por advogado se tiver procuração para transigir; Desta forma, pode se ausentar, ou,s e preferir, pode, também, encaminhar um preposto.
2) Demais informações sobre Audiência de tentativa de conciliação:
As partes serão intimadas, por seus advogados, a comparecer à audiência preliminar, na qual poderão fazer-se representar por preposto ou por advogado com poderes para transigir.
Situações possíveis de ocorrer:
pode comparecer a parte e seu advogado;
pode comparecer a parte sem seu advogado, caso em que a conciliação poderá ser tentada;
pode comparecer o advogado com poderes para transigir, sem a parte. A conciliação poderá ser tentada já que os advogados têm poderes para transigir (fazer acordo).
pode comparecer o advogado sem poderes para transigir e sem a parte. Nesse caso a conciliação ficará prejudicada, prosseguindo-se com o saneamento do processo e demais atos da audiência;
a parte e o advogado podem não comparecer, caso em que ficará prejudicada a conciliação; os demais atos da audiência serão realizados, e a parte ausente reputar-se-á intimada do saneamento, fixação dos pontos controvertidos e provas: ciente da audiência, reputa-se intimada de todos os atos nela praticados, próprios dela.
3) Procedimentos:
O artigo 331 apresenta a audiência de conciliação, que, frustrada, acarretará no saneamento processual propriamente dito e na organização da instrução processual. 
O despacho passa a ser uma decisão saneadora proferida em audiência, na qual se reconhece que o processo se acha regularmente formalizado até então, não contendo vícios, inclusive os referentes aos pressupostos processuais e condições da ação.
 O processo está limpo, sem vícios ou irregularidades e apto para, através dele, realizarem-se os demais atos processuais destinados à composição da lide. Fixados serão, também, nesse momento, os pontos controvertidos sobre os quais recairão as provas a serem produzidas, o que importa em dizer que, com tal decisão, se abre a fase instrutória. (Moacyr Amaral Santos) 
4) Passos do saneamento. 
Audiência de conciliação. 
Realizada a conciliação é reduzida a termo nos autos, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito; 
Frustrada a conciliação, o juiz fixará os pontos controvertidos, para fins de produção das provas; 
A fixação dos pontos controvertidos pode ser revista pelo juiz. Além disso, tal determinação aproxima o juiz das partes, pois ficam evidenciados os pontos fáticos que necessitam de prova.
Decide sobre as questões processuais pendentes.
Declaração de saneamento do processo. 
O juiz delibera quanto às provas requeridas nos autos, para fins de posterior produção; 
Conforme os fatos noticiados nos autos, determinará a realização de exame pericial; 
O juiz deferirá ou não as provas requeridas nos autos, para fins de produção em audiência de instrução; 
Decidirá sobre requerimentos para fins de produção de prova, através de cartas precatória ou rogatória; 
Por fim, designará audiência de instrução e julgamento. 
5) Preclusão no saneamento. 
A decisão saneadora é uma decisão interlocutória (proferida no curso no processo, e não acarreta extinção do feito). Da decisão saneadora cabe agravo. Não impugnada a decisão saneadora, há ocorrência da preclusão consumativa.