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CURSO DE FISIOLOGIA VEGETAL

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plantas 142 
 
15.1 Introdução 142 
 
15.2 Conceitos básicos 143 
 
15.2.1 Crescimento 144 
 
15.2.2 Desenvolvimento 144 
 
15.2.3 Diferenciação 144 
 
15.3 Medidas do crescimento 150 
 
15.3.1 Dimensões lineares 150 
 
15.3.2 Numero de unidades estruturais 151 
 
15.3.3 Medidas de superfícies 151 
 
15.3.4 Massa da matéria fresca 152 
 
15.3.5 Massa da matéria seca 153 
 
15.3.6 Volume 153 
 
15.4 Critérios de amostragens 153 
 
15.4.1 Objetivo do trabalho 153 
 
 7 
15.4.2 Tamanho da amostragem 153 
 
15.4.3 Intervalo de amostragem 155 
 
15.4.4 Determinação em raízes 155 
 
15.5 Padrões de crescimento exponencial e sigmóide 156 
 
15.6 Parâmetros de análise de crescimento 158 
 
15.6.1 Taxa de crescimento absoluto 158 
 
15.6.2 Taxa de crescimento relativo 158 
 
15.6.3 Razão de área foliar 160 
 
15.6.4 Taxa assimilatória líquida 161 
 
15.6.5 Taxa de crescimento foliar relativo 161 
 
15.6.6 Taxa de crescimento da cultura 162 
 
15.6.7 Índice de área foliar 162 
 
15.6.8 Duração de área foliar 163 
 
15.6.9 Índice de colheita 164 
 
Referencias bibliográficas 165 
 
Exercícios 167 
 
Seguimento Prático 169 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO AO CURSO DE FISIOLOGIA VEGETAL 
 
 
 
 
As plantas, juntamente com os animais representam a parte viva da natureza. Em 
todos ambientes em que vive o homem existem plantas. Delas dependem o próprio 
homem e a maioria dos animais para sua alimentação e sobrevivência. As plantas 
satisfazem muitas das exigências humanas, na forma de madeiras, fibras têxteis, gorduras 
e óleos, borracha, polpa (papel), drogas e outros materiais. É natural, pois que o homem, 
desde tempos imemoriais, atentasse para as plantas, seja por necessidade imediata, por 
curiosidade intelectual ou por interesse estético. A ciência das plantas, no entanto, é 
relativamente recente. 
As plantas verdes são arquitetos fundamentais da natureza para a manutenção da 
vida na terra. São os únicos organismos capazes de captar a luz solar e substancias 
simples e transforma-las em complexas moléculas. Ocupam quase toda a área do globo 
terrestre, inclusive o fitoplancton, no mar, estando virtualmente ausentes em áreas 
extremamente frias ou secas. 
O estudo das plantas verdes em seus aspectos biológicos é um ramo fundamental 
do conhecimento humano. De forma empírica o homem estuda as plantas desde que 
aprendeu a lançar sementes e verificar que elas cresciam onde eles queriam. Entretanto, 
na complexa civilização moderna, o conhecimento empírico não é suficiente. Apenas 
pelo estudo disciplinado e cientificamente organizado das plantas o homem consegue 
sobre elas um conhecimento útil e vantajoso par si. 
As plantas são estudadas sob vários pontos de vista, dividindo a ciência da vida 
vegetal (Botânica) em vários segmentos, entre os quais, a Fisiologia, a Morfologia, a 
Anatomia, a Genética, a Fitopatologia e a Taxonomia, entre outras. Estes embora possam 
sugerir compartimentos diferentes, a fronteira entre os mesmos é apenas arbitrária ou 
didática, vez que há sempre interdependência entre um e outro segmento. 
A Fisiologia Vegetal pode ser definida como a ciência que estuda os fenômenos 
vitais das plantas. Embora pertença ao grupo das chamadas “ciências biológicas”, seu 
campo de estudo abrange conhecimento não só de Biologia – ou, mais particularmente, 
 9 
de Botânica – mas também de Química, Física e mesmo de Matemática. A fisiologia 
constitui o ramo que abrange o conhecimento dos processos e funções naturais que 
ocorrem nas plantas. 
 Processos vitais ou processos fisiológicos são qualquer transformação química ou 
física que ocorre dentro de uma célula ou organismo, ou qualquer troca entre a célula ou 
organismo e o seu meio. Nas plantas são processos químicos a fotossíntese, a respiração, 
digestão e sínteses de substancias diversas. São processos físicos a absorção de gás 
carbônico, a absorção e perda de água pela planta. Muitos processos fisiológicos como a 
fotossíntese e o crescimento, são complexos, e envolvem tanto transformações químicas 
como físicas. 
 Para explicar fenômenos fisiológicos utiliza-se da Química, da Física, da 
Bioquímica e de outras ciências. Os processo vegetais não ocorrem em espaços vazios e 
sim em estruturas celulares (cloroplastos, mitocôndrias, etc.). Forma e função estão 
intimamente relacionados, por isso, conhecimentos de Morfologia (da célula e do 
organismo) constituem base indispensável para o estudo da Fisiologia Vegetal. Por sua 
vez, Ecologia, Fitopatologia requer conhecimentos de Fisiologia. 
 A infra-estrutura básica de qualquer ciência consiste em dados e resultados 
obtidos por meio da observação e da experimentação científica. Os processo fisiológicos 
resolvem-se em termos de fenômenos físicos e químicos. Física e Química (e obviamente 
Matemática) representam o fundamento da Fisiologia. Leis físicas e químicas e evidência 
experimental direta constituem as duas fontes principais de informação, em todos os 
setores da Fisiologia. Uma conclusão merece confiança se ela é apoiada em evidência 
experimental e em leis físicas e químicas, que podem indicar a conclusão mais provável, 
dentro de um grupo de conclusões alternativas. 
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 Duas leis físicas particularmente úteis na Fisiologia são a primeira e a segunda lei 
da termodinâmica, ou sejam, leis da conservação da energia e da degradação da 
energia, respectivamente. 
1ª Lei: “a energia não pode ser criada ou destruída, mas somente transformada de uma 
forma a outra”. Em outras palavras: “a soma de todas as energias num sistema isolado 
é constante”. Sabe-se que a energia pode ser transformada em matéria e vice-versa, 
mas isso não ocorre sob condições fisiológicas. A implicação dessa lei na Fisiologia é 
que todo o processo que consome energia deve estar conjugado com outro processo 
que forneça energia. Por exemplo, crescimento com respiração. 
2ª Lei: “energia calorífica de um sistema só permite a realização de um trabalho útil 
num segundo sistema se a temperatura do primeiro sistema for maior que a 
temperatura do segundo”. Essa lei estende-se a todas as formas de energia. Assim para 
que a energia de um sistema produza trabalho noutro sistema, há necessidade de uma 
diferença de potencial energético. Durante o nivelamento ou equilíbrio dos potenciais, 
parte da energia é transformada em calor. A experiência mostra que calor não pode ser 
convertido completamente em outras formas de energia (ou trabalho). Calor é, pois 
uma forma degradada de energia. Não há aqui contradição com a lei da conservação da 
energia, pois esta diz meramente que a quantidade de energia é constante, mas não 
estabelece limitações às transformações de energia. As leis da difusão, por exemplo, 
derivam da segunda lei da termodinâmica. 
 
 
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A importância da Fisiologia Vegetal 
 
1. Para a Agricultura 
 
 A tecnologia de exploração de plantas envolve a aplicação de diversas ciências. 
Na Agronomia, a Horticultura e a Silvicultura, entre outras, que são disciplinas no campo 
da Agricultura que utilizam conhecimentos provindos da Botânica, da Edafologia, da 
Mecânica, da Zoologia (pragas), da Climatologia e de outros setores do conhecimento, 
visando à produção agrícola e que decorre do crescimento e desenvolvimento das plantas. 
Um controle da produtividade das plantas só é possível, pois, conhecendo-se os