Atenção - Conceito, relação com o processo de aprendizagem e TDHA

Atenção - Conceito, relação com o processo de aprendizagem e TDHA


DisciplinaProcessos e Fenômenos Psicológicos I29 materiais123 seguidores
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ATENÇÃO 
Conceito, relação com o processo de 
aprendizagem e TDAH 
 
Professora Ms. Isabelle Tavares \u2013 Aula 4 
- Definição: 
 
 Refere-se à seletividade do processamento 
 
\u201cÉ o processo pelo qual a mente toma posse, de forma clara e 
viva, de um ou vários objetos ou sequências de pensamentos 
que parecem simultaneamente possíveis. A essência da 
atenção é constituida pela focalização, concentração e 
consciência.\u201d 
 William James (1890) 
 
Em que consiste a atenção? 
 
William James 
\u2022 Atenção é a habilidade de estar ciente dos estímulos 
a que um organismo está exposto, incluindo 
estímulos internos como pensamento e memória e 
estímulos externos como cenas e sons. 
\u2022 É a base de toda atividade mental como por exemplo 
pensamento, linguagem, resolução de problemas. 
\u2022 Requisito para a maior parte dos processos 
cognitivos especialmente a memória. 
\u2022 Pode ser considerada como o clímax da integração 
mental e maior pré-requisito para a manifestação 
tanto da capacidade intelectual quanto da 
capacidade reflexiva. 
 
\u2022 Em todo momento de alerta, imensa 
quantidade de estímulos compete por nossa 
atenção. Comumente, as pessoas e outros 
animais concentram-se em uma mera gota de 
impressões. 
\u2022 A essa abertura seletiva a uma pequena 
porção de fenômenos sensoriais incidentes 
chamamos de atenção. 
Atenção Seletiva 
 (ou Focalizada) 
Atenção Dividida 
- Apresenta-se aos sujeitos 
 mais do que um estímulo 
 em simultâneo; 
- Solicita-se resposta 
 apenas a um dos 
 estímulos; 
- Apresentam-se pelo 
 menos dois estímulos 
 ao sujeito; 
- Solicita-se resposta 
 a todos os estímulos 
 apresentados; 
 
 
 
 
 
Atenção Seletiva Atenção Dividida 
Utilidade do estudo da: 
Estudo da Atenção Seletiva Estudo da Atenção Dividida 
- Permite analisar o processo 
 de seleção; 
- Torna possivel aferir do 
 destino do estímulo não 
 captado; 
- Permite obter informação sobre 
 as limitações do processamento; 
- Permite obter dados acerca 
 da capacidade dos mesmos 
 mecanismos; 
 
- A atenção seletiva verificada pode ser abordada com base numa 
ideia de \u201ccompetição integrada\u201d de Desimone e Duncan (1995): 
vários estímulos competem para serem conduzidos pelos 
neurônios e chegarem à consciência; 
 
- Os estímulos salientes têm vantagem competitiva e por isso 
atraem mais a atenção (sistema bottom-up); mas os estímulos 
aos quais decidimos dar atenção também têm alguma 
vantagem (sistema top-down); 
 
- Segundo Desimone e Duncan (1995) o princípio de \u201ctudo ou 
nada\u201d enviesa a competição entre os vários sistemas sensoriais, 
ou seja, embora não haja áreas cerebrais \u201cespecializadas\u201d em 
atenção seletiva, \u201cganha\u201d a informação mais forte/saliente; 
 
 
\u2022 O ato de perceber requer seletividade. 
\u2022 Demonstramos a seletividade da atenção ao olhar 
uma foto, ou quando estamos lendo algo. 
\u2022 Apenas alguns detalhes são registrados, depois, com 
base nos indícios, completamos o todo. 
\u2022 Na seletividade o primeiro passo é a recepção dos 
estímulos através de nossos receptores sensoriais. 
 
\u2022 Estudos sobre atenção dividida dizem que 
podemos fazer duas tarefas complicadas ao 
mesmo tempo, porém, há restrições. 
\u2022 Em geral, a capacidade de atenção depende 
dos recursos que estão sendo requeridos 
pelas tarefas em execução 
\u2022 Se você deseja praticar duas tarefas ao mesmo 
tempo, deverá praticar uma delas até que se 
torne relativamente automática e requeira 
pouca atenção 
\u2022 Vigilância 
\u2013 Esperamos atentamente detectar o aparecimento de um estímulo 
específico. 
 
\u2013 Tentamos vigilantemente detectar se percebemos ou não um sinal, 
um determinado estímulo alvo de interesse. 
 
\u2013 Por meio da atenção vigilante para detectar sinais, estamos prontos 
para agir rapidamente quando detectamos os estímulos sinais. 
\u2013 Exemplo: em uma rua escura, podemos tentar detectar cenas ou 
sons indesejáveis; ou após um terremoto, podemos ser 
cuidadosos quanto ao cheiro de vazamento de gás ou de fumaça; 
ou em uma exploração submarina, podemos ficar alertas quanto 
a sinais incomuns de sonar. 
 
Funções da Atenção 
\u2022 Sondagem 
\u2013 Procura ativa de estímulos particulares. 
Freqüentemente envolvemo-nos em uma ativa 
sondagem quanto a estímulos específicos. 
\u2013 Por exemplo: se detectamos fumaça (em 
conseqüência à nossa vigilância), podemos 
envolver-nos em uma ativa sondagem quanto à 
origem da fumaça; podemos estar procurando 
chaves, óculos, etc. 
 
Funções da Atenção 
\u2022 Necessidades, interesses e valores são 
importantes influências sobre a atenção. 
\u2022 Exemplo: Eu dando aula, absorvida no 
assunto, esqueço da hora e de fazer a 
chamada. Enquanto vocês, loucos pra irem 
embora, estão conscientes do horário. 
\u2022 Paramos de prestar atenção a experiências 
repetitivas ou conhecidas. 
\u2022 Exemplo: um quadro que sempre olhávamos, 
uma mancha no tapete 
Funções Desempenhadas pela Atenção 
 
- Identificação de eventos e objetos 
importantes no ambiente; 
 
- Capacidade dos sujeitos para prestar atenção 
a um campo de estimulação, por um 
periodo de tempo prolongado; 
 
- Capacidade de acompanhar um determinado 
estímulo enquanto se ignora outros; 
 Abordagens Teóricas da Atenção 
 
I \u2013 Modelos de Filtro (Estudos Iniciais) 
 Colin Cherry (1953) 
 Donald Broadbent (1958) 
 Anne Treisman (1966) 
 
II \u2013 Outros Modelos Teóricos 
 Deutsch and Deutsch (1963) 
 Kahneman (1973 ) 
 Lavie e Tsal (1994) 
 
 Modelo de Filtro 
Colin Cherry (1953) 
- Estudos em audição dicótica 
 em tarefas mascaradas 
 
 
 
Repetição de uma mensagem 
auditiva em voz alta, enquanto era 
transmitida uma outra mensagem no 
outro ouvido; 
 Modelos de Filtro (Cont.) 
 
 
Donald Broadbent (1958) 
Experiência de escuta dicótica com dígitos: 
Três dígitos eram apresentados dicóticamente, ouvidos um a seguir ao 
outro por um ouvido; e em simultâneo três dígitos distintos eram apresentados 
ao outro ouvido; 
Resultados: 
- Participantes tentam lembrar-se dos números pela ordem da sua preferência; 
- Verifica-se uma nítida tendência para tentar relembrar os dígitos ouvido por 
 ouvido e não a par ou paralelo; 
 
Em suma Donald Broadbent colocou e estudou a questão do modo de 
processamento da informação; 
 Modelos de Filtro (Cont.) 
Anne Treisman (1966) 
 
Apresentar uma história num modelo de escuta dicótica: 
 
- A história é contada mudando de ouvido para ouvido 
 
Resultados: 
É mais fácil reconhecer a mensagem quando esta vem antes de 
outra, ao invés de quando a sucede. 
 
 
 Outros Modelos Teóricos 
 
Teoria do Filtro Tardio 
 
Deutsch and Deutsch (1963) 
- Deram respostas aos inúmeros problemas e críticas do 
modelo de Broadbent invocando que há uma análise do 
significado de todos os estímulos; 
- Sugerem que a seleção ou filtro só acontece depois da 
análise semântica; 
- Todos os estímulos são processados ; 
- O afunilamento na atenção seletiva ocorreria tardiamente no 
processamento da informação; 
 
 
 
 Outras Teorias 
 
Modelos de capacidade 
 
Kahneman (1973 ) 
 
 
- É menos importante a localização do afunilamento para a 
atenção seletiva do que a compreensão das exigências colocadas 
ao sujeito pela tarefa; 
 - Tarefas pouco exigentes podem ser efetuadas 
simultaneamente; 
 - A atenção pode ser concebida como o conjunto de processos e 
recursos cognitivos para a categorização e reconhecimento dos 
estímulos; 
 
 
Outras Teorias