A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
40 pág.
Petroleo e seus derivados

Pré-visualização | Página 4 de 9

C-C são rela-
tivamente estáveis, difíceis de quebrar e são apolares. Eles não reagem com ácidos, bases, 
metais ou agentes oxidantes. Pode parecer surpreendente, mas o petróleo (em que o octano é 
um dos principais componentes) não reage com ácido sulfúrico concentrado, metal sódio ou 
manganato de potássio. Esta neutralidade é a origem do termo parafinas (do Latim pa-
ra+affinis, que significa “pouca afinidade”). 
6.2.1. Alcanos de cadeia não-ramificada 
O nome de todos os alcanos termina com -ano. Alcanos de cadeia normal com oito ou 
menos carbonos são nomeados conforme a seguinte tabela, que também dá o nome do radical 
alcoila ou alquila, formado pelo destacamento de uma ligação de hidrogênio. Deve-se trocar a 
terminação em il ou -ila. 
Nome do Al-
cano 
Fórmula do 
Alcano 
Grupo Al-
coil 
Fórmula do grupo 
Alcoil 
Metano CH4 Metil(a) CH3 
Etano C2H6 Etil(a) C2H5 
Propano C3H8 Propil(a) C3H7 
Butano C4H10 Butil(a) C4H9 
Pentano C5H12 Pentil(a) C5H11 
Hexano C6H14 Hexil(a) C6H13 
Heptano C7H16 Heptil(a) C7H15 
Octano C8H18 Octil(a) C8H17 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
6.2.2. Alcanos de cadeia ramificada 
 
Quando o número de átomos de carbono na cadeia carbonada é superior a 3, as cadeias 
carbonadas podem se ramificadas. Exemplo de duas cadeias carbonadas ramificadas: 
 
Os grupos de átomos que constituem as ramificações chamam-se radicais alquilo ou 
grupos alquilo e são simbolizados por R. Os nomes dos radicais alquilo obtêm-se a partir do 
alcano respectivo, substituindo a terminação ano por ilo. Exemplo: 
 
– CH3 ® metilo; 
– C2H5 ® etilo; 
– C3H7 ® propilo; 
1ª Para dar o nome aos alcanos 
de cadeia ramificada, escolhe-se, 
para cadeia principal a que con-
tém maior número de átomos de 
carbono. 
2ª Cada átomo de carbono da cadeia principal é, em seguida, numerado em sequência, come-
çando pela extremidade que originará a menor soma dos números dos átomos de carbono (ín-
dices) ligados às ramificações (grupos alquilo). 
16 
 
3ª Cada ramificação é indicada pelo nome e posição na cadeia principal, antes do nome do 
alcano. A posição do grupo 
alquilo é separada do seu 
nome por um hífen (-). 
 
4ª Se existirem dois ou mais grupos alquilo iguais acrescenta-se o prefixo multiplicativo di, 
tri, tetra, ao nome do grupo alquilo, e a 
sua posição deve ser indicada por ordem 
crescente. As posições ocupadas por 
esses grupos alquilo são assinaladas 
antes do respectivo prefixo e separadas entre si por vírgulas. 
5ª Os diferentes grupos alquilo 
ligados à cadeia principal de-
vem ser indicados por ordem 
alfabética. 
 
6.3. Hidrocarbonetos e o Petróleo 
O óleo cru é formado basicamente de hidrocarbonetos – compostos de carbono e hi-
drogênio combinados em moléculas de disposição e tamanho diversos. As moléculas meno-
res, com um a quatro átomos de carbono, formam os gases; moléculas maiores (de quatro a 
cerca de dez átomos de carbono) constituem a gasolina; moléculas ainda maiores, de até cin-
qüenta átomos de carbono, são as dos combustíveis leves e óleos lubrificantes; e moléculas 
gigantes, de várias centenas de átomos de carbono, compõem combustíveis pesados, ceras e 
asfaltos. Junto aos hidrocarbonetos gasosos há apreciáveis quantidades (até 15%) de nitrogê-
nio, dióxido de carbono e ácido sulfídrico, além de pequena porção de hélio e outros gases. 
Nos hidrocarbonetos líquidos em geral se encontram traços de oxigênio, enxofre e nitrogênio, 
na forma elementar ou combinados com as moléculas de hidrocarbonetos. 
Os átomos de carbono unem-se nas moléculas de hidrocarbonetos de duas matérias di-
ferentes: para formar compostos em forma de anel (hidrocarboneto cíclico) ou de cadeia (hi-
17 
 
drocarboneto acíclico ou alifático). Além disso, cada átomo de carbono pode ser completado 
de maneira total ou apenas parcial por átomos de hidrogênio e assim formar, respectivamente, 
moléculas saturadas ou não – saturadas. Os hidrocarbonetos saturados cíclicos chamam-se 
naftenos e os acíclicos, parafinas; os não saturados cíclicos chamam-se aromáticos e os acícli-
cos, olefinas ou alcenos. 
O óleo cru contém milhares de compostos químicos, desde gases até materiais semi-
sólidos, como asfalto e parafina. Sob grande pressão no interior da Terra, os gases estão dis-
solvidos nos componentes mais pesados, mas ao atingirem a superfície podem vaporizar-se. 
Do mesmo modo, a parafina (muito utilizada na fabricação de velas e outros objetos decorati-
vos, é uma mistura de Alcanos de massa molecular elevada) encontra-se dissolvida no petró-
leo cru, do qual pode separar-se na superfície ao resfriar. 
Fisicamente, o petróleo é uma mistura de compostos de diferentes pontos de ebulição. 
Esses componentes dividem-se em grupos, ou frações, delimitados por seu ponto de ebulição. 
Os intervalos de temperatura e a composição de cada fração variam com o tipo de petróleo. 
As frações cujo ponto de ebulição é inferior a 200º C, entre eles a gasolina, costumam receber 
o nome genérico de benzinas. A partir do mais baixo ponto de ebulição, de 20º C, até o mais 
alto, de 400º C, tem-se, pela ordem: éter de petróleo, benzina, nafta ou ligroína, gasolina, que-
rosene, gasóleo (óleo diesel), óleos lubrificantes. Com os resíduos da energética, com o con-
trole rigoroso do consumo, utilização de fontes de energia alternativa e, quando possível, co-
mo no caso do Brasil, incremento da exploração de suas jazidas. 
 
Divisão de Hidrocarbonetos derivados do Petróleo 
Frações Composição aproximada 
Ponto de buli-
ção/°C 
Utilização principal 
Gás natural 
1 a 2 carbonos CH4 (70% a 99%) C2H6 
(de 0,5 a 7%) H2S, CO2, N2, He, etc. 
-162 a -75 
Combustível e matéria-prima 
na síntese de compostos or-
gânicos e na fabricação de 
plásticos. 
GLP (gás lique-
feito do petró-
leo) 
3 a 4 carbonos -42 a 20 
Combustível, gás de cozinha 
e matéria-prima na síntese de 
compostos orgânicos e na 
fabricação de borracha. 
18 
 
Éter de petróleo 5 a 6 carbonos 20 a 60 
Solventes em lavagens a seco. 
O nome éter vem da alta 
volatilidade desses hidrocar-
bonetos. 
Benzina 7 a 8 carbonos 60 a 90 Solvente orgânico 
Nafta ou ligroí-
na 
8 a 9 carbonos 90 a 120 
Solvente e matéria-prima na 
indústria petroquímica. 
Gasolina 6 a 10 carbonos 40 a 200 
Combustível de motores de 
explosão. 
Querosene 10 a 16 carbonos 150 a 300 
Iluminação, solvente, com-
bustível doméstico, e com-
bustível para aviões. 
Óleo diesel 15 a 18 carbonos 250 a 350 Combustível de ônibus e 
caminhões. 
Óleo lubrifican-
te 
16 a 20 carbonos 300 a 400 
Lubrificantes de máquinas e 
motores. 
Vaselina Acima de 20 carbonos ------- 
Lubrificante, pomadas, cos-
méticos, indústria alimentícia. 
Parafina Sólidos de massa molar elevada 47 a 65 
Fabricação de velas, indústria 
de alimentos, indústria cos-
mética, impermebealização, 
revestimento de papel. 
Asfalto 
Mistura de hidrocarbonetos pa-
rafínicos, aromáticos e compostos hete-
rocíclicos que contém enxofre, nitrogênio 
e oxigênio. 
132 (ponto de in-
flamação) 
Pavimentação de ruas e cal-
çadas, vedação de encana-
mentos e paredes, impermea-
bilização de cascos de embar-
cações, adesivos e laminados 
elétricos, revestimentos anti-
oxidantes. 
Coque 
Resíduo sólido da destilação destrutiva 
(carbonização do petróleo) 
------- 
Redução do ferro em alto 
forno, revestimento de fornos 
refratários, obtenção do alu-
mínio e como fonte de gás de 
síntese. 
 
 
 
19 
 
6.4. Aplicações do petróleo 
 Cerca de 90% do petróleo é utilizado com fins energéticos, seja nas centrais termoelétricas, 
seja como combustível para os meios de transporte ou fornos industriais. Dos 10% restantes 
são extraídos os produtos que abastecerão