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A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n. 4.657/1942) surgiu na 
Era Vargas e é uma das leis mais importantes do nosso ordenamento, porque ela dispõe das 
regras gerais que são utilizadas em todos os ramos do Direito, de forma subsidiária. Assim, 
a lei traz expressas regras sobre interpretação de leis, sobre preenchimento de lacunas de 
lei, sobre a entrada em vigor de normas etc. É por ser aplicável a todas as leis do Direito, 
respeitadas as normas especiais, que a LINDB recebe a alcunha de lex legum (“lei das leis”).
Dentro da LINDB, alguns assuntos se sobressaem em importância. Tratemos, a partir 
desse ponto, de alguns deles, a começar por formação de leis.
FORMAÇÃO DAS LEIS
Por esse assunto ter uma interface com o processo legislativo, disciplinado na Consti-
tuição Federal, é comum ser abordado em provas tanto de Direito Civil quanto de Direito 
Constitucional.
No que tange à formação de uma lei, em sentido amplo, temos as seguintes fases: 
• Fase de Elaboração
Esta fase compreende ao momento inicial do processo legislativo, no que se refere às 
espécies legislativas dispostas no art. 59 da Constituição Federal – por exemplo, emenda à 
Constituição, medida provisória etc. Observe que cada espécie possui um tipo de processo 
legislativo. A medida provisória, por exemplo, tem iniciativa do Presidente da República, para 
daí ser convertida em lei no Parlamento. Nos casos de lei ordinária ou lei complementar, a 
fase de elaboração encerra-se quando da sanção ou do veto integral ou parcial dado pelo 
Presidente da República.
Observe que o veto presidencial, integral ou parcial, pode ser derrubado por comissão 
mista composta por deputados e senadores. É o que ocorreu com a Lei n. 14.010/2020, que 
recebeu o veto parcial de alguns dispositivos pelo Presidente da República. Automatica-
mente, os artigos não vetados entraram em vigor, pertencentes à lei referida. Por outro lado, 
os artigos vetados foram a uma espécie de “repescagem legislativa” no Congresso Nacional. 
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Meses após os vetos parciais, o Congresso Nacional derrubou alguns deles, o que resultou 
em edição de nova lei. Assim, essa lei foi editada para ser inserida na Lei n. 14.010/2020. 
Desta forma, na Lei n. 14.010/2020, é possível conferir os dispositivos frutos de repescagem. 
É do momento da sanção ou da derrubada do veto que nasce, de fato, uma lei. Em ana-
logia com o nascimento humano, é o momento da concepção em si, em que o bebê nasce, 
após período de gestação. Isto conforme pensamento dos constitucionalistas. Civilistas, 
por outro lado, alegam que uma lei nasce na segunda fase, a fase da promulgação.
ATENÇÃO
Para fins de prova, alegar que uma lei nasce a partir da sanção ou da derrubada do veto ou 
que uma lei nasce a partir de sua promulgação são ambas alegações válidas.
Por fim, note que a sanção ou a derrubada do veto é aplicável para lei ordinária e para lei 
complementar, o que não é o caso de emenda à Constituição. Uma emenda à Constituição 
passa pelo cenário de bicameralismo perfeito, em que o mesmo texto aprovado pelo Senado 
é aprovado pela Câmara, salvo mudanças meramente redacionais; não passa, portanto, pelo 
Presidente. Quando ambas as casas aprovam o texto do projeto de emenda à Constituição, o 
próprio Congresso se encarrega de sancionar. Neste caso, pode-se entender que a emenda 
à Constituição nasce quando da aprovação da segunda casa. 
• Fase de Promulgação
Promulgação é o ato que atesta a existência formal da lei. Note que “atestar a existên-
cia formal de uma lei” pressupõe a existência anterior da lei, nascida na fase anterior. Nesta 
fase, há a preparação da lei para ser promulgada, como adição do cabeçalho da lei e de sua 
numeração. Trata-se de um processo de edição semelhante à edição editorial. É nesta fase 
em que ocorrem as assinaturas da lei.
Em lei ordinária e em lei complementar, a promulgação é feita pelo Presidente da Repú-
blica. No caso de emenda à Constituição, a promulgação é atribuída ao Congresso. 
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• Fase de Publicação
Por fim, temos a fase de publicação. Por definição, publicação consiste em uma condi-
ção de eficácia da lei. É nessa fase que a lei se torna pública, no sentido de que os cidadãos 
passam a ter ciência da lei, a fim de que possam a cumprir devidamente. Logo, publicar uma 
lei é dar ciência erga omnes; isto é, ciência a todos.
Atente-se ao fato de que a entrada em vigor da lei somente ocorrerá após a chamada 
vacatio legis, conforme disposto no art. 1º da LINDB; assim, uma lei não entra em vigor a 
partir da data de sua publicação. Entenda-se vacatio legis como o período que compreende 
da publicação de uma lei até a entrada em vigor dessa lei. Observe que, durante esse perí-
odo, a lei já é existente, mas ainda não cabe obediência a lei. Nesse período de vacatio legis, 
uma lei anterior continua em vigor, uma vez que ainda não foi revogada pela nova lei, se for 
o caso. Por fim, note que o objetivo da vacatio legis é permitir que os cidadãos se preparem 
do ponto de vista comportamental, tomando ciência da lei em questão. Por regra geral, o 
período de vacatio legis será de 45 dias, salvo disposição contrária. Desta forma, é possível 
estabelecer que uma lei entrará em vigor na data de sua publicação, por exemplo, desde que 
a determinação seja expressa, conforme art. 1º da LINDB. 
Há, contudo, uma exceção a isso. Para que uma lei brasileira tenha vigência no exterior, 
haverá estabelecido prazo de três meses de vacatio legis, conforme dispõe art. 1º, § 1º, da 
LINDB. Esta determinação é baseada no entendimento de que é demandado mais tempo 
para tomar ciência de uma lei por quem está no exterior.
DEMAIS OBSERVAÇÕES
Confira as demais observações referentes ao tema, distribuídos em tópicos a seguir.
• Vacatio constitutionis
Vacatio constitutionis compreende um período de vacatio legis para a Constituição Fede-
ral ou para as emendas à Constituição. Difere-se da vacatio legis justamente por não se tratar 
de lei infraconstitucional. 
Observe que as emendas à Constituição podem prever uma vacatio. Ademais, note que 
a Constituição Federal de 1988, como regra geral, entrou em vigor na data de sua promul-
gação; contudo, o art. 34 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 1988 esta-
beleceu uma vacatio constitutionis para a parte que trata do sistema tributário nacional e do 
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sistema financeiro da Constituição que entrava em vigor. Isto porque a nova Constituição 
eliminava tributos que existiam, como o ICM, que fora substituído pelo ICMS. Assim, este 
período servia para que a Receita Federal mudasse seu sistema, para que ela capacitasse 
os auditores e para as pessoas saberem dos novos tributos etc.
• Emenda à Constituição silente
Uma emenda à Constituição silente – isto é, que não dispõe de data para entrada em 
vigor – entra em vigor imediatamente à data da sua publicação. Ou seja, não há vacatio con-
titutionis.
Note que não é aplicado nesse caso o art. 1º da LINDB. Isto porque esse artigo somente 
é aplicado para leis infraconstitucionais.
• Portaria, provimento, ato administrativo ou decreto editado pelo Presidente 
da República
Atos infralegais não são submetidos à LINDB, justamente por não serem leis. Assim, uma 
portaria, provimento ou ato administrativo entra em vigor na data de sua publicação, segundo 
regras de Direito Administrativo. 
Note quedecreto editado pelo Presidente da República também não é submetido à 
LINDB, uma vez que decreto nada mais é do que um exercício do poder regulamentar do 
Presidente da República.
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���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Carlos Elias. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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