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Encefalomielite Equina
Doenças Infecciosas Veterinária (Universidade Estadual do Ceará)
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Encefalomielite Equina
Doenças Infecciosas Veterinária (Universidade Estadual do Ceará)
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Downloaded by Luana Bugary (aluno.luana.santa@doctum.edu.br)
lOMoARcPSD|52492445
ENCEFALOMIELITE EQUINA
 Doença infecto-contagiosa
 Zoonose
 Afeta cavalos, mulos, podendo infectar aves e o homem (EEV)
 Curso clínico agudo
 Causa inflamações a nível cerebral, meníngea e medular.
 Sinais nervosos
 P.I: Até 9 dias.
Agente Etiológico
- Vírus RNA envelopado
- Fita simples
- Icosaédrico
- Família Togaviridae, Gênero Alphavirus
- 3 espécies: Vírus da encefalite equina do leste (EEL)
 Vírus da encefalite equina do oeste (EEO) 
 Vírus da encefalite equina venezuelana (EEV) 
*De acordo com a localização de sua primeira identificação.
- Encefalomielite americana (do leste e do oeste) podem ser diferenciados do 
vírus da EEV pela virulência e comportamento sorológico e imunológico.
 Encefalomielite equina americana (EEL/EEO)
- Tamanho: 30-50nm
- RNA
- Sensível ao éter e clorofórmio
 Encefalomielite equina venezuelana (EEV)
- Tamanho: 40-80nm
- Termosensível e ao éter
- 6 Subtipos  Subtipo I (I-AB E I-C) alta virulência!
Epidemiologia
-> Vírus da encefalite equina do leste (EEL)
 Está presente no Brasil (AM,PA,MTS,BA,MG,RJ,SP,PN,MS)
 
-> Vírus da encefalite equina do oeste (EEO) 
 Não está presente no Brasil
 Já foi isolado no Brasil em vetores 
 Já foram encontrados anticorpos em equinos e humanos
 
-> Vírus da encefalite equina venezuelana (EEV) 
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 + importante!
 Não tem no Brasil
- P.I: Até 9 dias.
- Infecto-contagiosa zoonóticas
- Curso clínico agudo
- Grande variedade de hospedeiros e reservatórios
- Rápida disseminação
- Caráter emergente ( Em desenvolvimento ou com grande potencial de crescer.)
- Intenso tropismo pelo SNC
- O vírus é mantido na natureza por meios de ciclos alternados em hospedeiros 
vertebrados e mosquitos
- Surtos recorrentes
- A doença ocorre pela inoculação do agente pela picada do mosquito vetor
- Mosquitos se infectam em hospedeiros virêmicos e após período de replicação nos 
insetos o agente é transmitido a outro hospedeiro pela inoculação da saliva 
contaminada, produzindo viremia e as vezes enfermidade.
- A saliva dos mosquitos possui vírus com alto título e, através da picada, promovem 
uma infecção subcutânea que atinge a musculatura esquelética no ponto de 
inoculação, atingindo, posteriormente, as células de Langerhans que levam os vírus até
os linfonodos locais.
- A atividade vírica máxima acontece no início do verão em reservatórios (aves e 
pássaros), que apresentam viremia com altos títulos, suficientes para infectar vetores, 
principalmente do gênero Culex. 
- Os humanos e animais domésticos são considerados hospedeiros definitivos das 
encefalites pois não desenvolvem um título de vírus circulante suficientemente alto ao 
ponto de serem considerados reservatórios. 
transmissões equino-equino e equino-homem não ocorrem.
Diferentemente da transmissão do vírus da EEV, que pode ser eliminado por secreções
orais e nasais, tanto por contato direto como indireto(aerossóis).
Humanos e equinos são hospedeiros acidentais, que apresentam viremia com títulos 
baixos. ???
Patogenia
1. Inoculação do agente pela picada do mosquito vetor
2. Vírus replica-se em tecidos próximos ao local de inoculação e nos linfonodos 
regionais, produzindo viremia primária.
3. Ganha corrente sanguínea e vai para tecidos extraneurais, células endoteliais
dos vasos e céls dos músculos estriados. 
Que servem de fontes para um fluxo contínuo de vírus para corrente sanguínea,
ocorrendo nova viremia, chamada secundária, que é intensa e prolongada.
4. Pelo sangue, o vírus pode invadir o cérebro por transporte passivo através do
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endotélio vascular, replicação nas céls endoteliais, infecção plexo coróide e 
epêndima ou também sendo transportado no interior de monócitos e 
linfócitos.
5. O vírus pode replicar-se no trato respiratório superior, pâncrease fígado, 
também nos órgãos linfoides.
OBS:
1. A habilidade de atingir o sistema nervoso central (SNC) depende da duração, 
do grau da viremia e das características da cepa viral. 
A forma de penetração no SNC é ainda desconhecida, porém, sugere-se que a 
dos vírus da encefalite do leste e do oeste se dê através do plexo coróide, 
enquanto a do vírus da encefalite venezuelana pelo nervo olfativo.
2.Na EEO não tem envolvimento linforreticular e sistêmico (fígado, baço e sist. 
respiratório).
 Após a inoculação por um mosquito, ocorre replicação viral próximo ao local de 
entrada e nos linfonodos regionais. A viremia é acompanhada por febre. A 
viremia primaria persiste por vários dias e possibilita a infecção viral em 
diversos órgãos do corpo, o que coincide com a viremia secundaria. (QUINN et 
al., 2005) Em casos graves, se o nível da viremia for suficiente, o vírus invade o 
SNC, por meio das terminações nervosas ou junções neuromusculares expostas, 
e causa necrose neuronal e infiltrado perivascular linfoide, ou seja, resultando 
em uma encefalite necrosante no período de 1 a 3 semanas. Ocorrem lesões na 
substancia cinzenta do cérebro, com degeneração neuronal, manguito 
perivascular, infiltração de neutrófilos e, posteriormente, linfócitos, proliferação 
da micróglia e hemorragia
Sinais Clínicos
P.I: Até 9 dias.
Sinais: 4 a 9 dias.
Equinos: 
- Conjuntivite, febre, alterações de reflexo, andar em círculo; postura de 
cavalete, movimento de pedalagem, paralisia e morte.
- Animais infectados pelo vírus da EEV podem morrer subitamente, sem 
manifestar sinais clínicos!
Naurológicos -> incluem fotofobia, cegueira, pressão da cabeça contra objetos, 
andar em círculos, ataxia e incapacidade de deglutição
Humanos: 
- A doença se instala de forma súbita
- Febre, dor de cabeça, conjuntivite, vômitos e letargia, progredinto 
rapidamente para delírio e coma.
Sinais nervosos como rigidez de nuca, convulsões e reflexos alterados.
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Diagnóstico
- Isolamento viral em cultivo celular ou camundongos lactentes 
Identificação: Teste de neutralização
 Teste de fixação de complemento (FC)
 Imunofluorescência direta ou indireta
 ELISA
 Inibição da hemaglutinação
EEV  diagnóstico clínico-epidemiológico!
- Aspectos clínicos: doença sistêmica progressiva grave, podendo apresentar 
sinais neurológicos.
- Epidemiológico: histórico na região, presença de mosquitos vetores, equinos 
afetados.
Diagnóstico Diferencial
- Diferentes encefalites, peste equina, tétano, raiva, meningite bacteriana e 
algumas intoxicações.
Profilaxia
 Vacina 
- Bilalente: EEL e EEO
- Inativada
A partir do 3º mês
Revacinação semestral
 Controle de vetores 
Pulverização de habitats, destruição de áreas de procriação, uso de repelentes e 
estabulação noturna de equinos em instalações a prova de insetos são medidas de
controle do vetor.
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