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MORTE CELULAR
Profa. Ma. Vanessa Silva
MORTE CELULAR
PROCESSO OU SUCESSÃO DE EVENTOS
EM QUE A CÉLULA SOB AÇÃO DE
AGENTES LESIVOS PERDE SUAS
FUNÇÕES VITAIS E CARACTERÍSTICAS
MORFOLÓGICAS.
MORTE CELULAR
A CÉLULA É AFETADA EM SUAS FUNÇÕES
VITAIS:
PRODUÇÃO DE ENERGIA
SÍNTESES
FUNCIONAMENTO DE ORGANELAS:LISOSSOMOS
AUTÓLISE
AUTÓLISE
DIGESTÃO DOS TECIDOS EM VIRTUDE DA
LIBERAÇÃO DE HIDROLASES CAPAZES
DE DIGERIR SUBSTRATOS CELULARES.
TIPOS DE MORTE CELULAR
NECROSE:
MORTE CELULAR SEGUIDA DE
AUTÓLISE
APOPTOSE:
FENÔMENO ONDE A CÉLULA É
ESTIMULADA A ACIONAR
MECANISMOS QUE LEVEM A SUA
MORTE.
A etiologia da necrose envolve todos os fatores relacionados às
agressões, podendo ser agrupadas em agentes físicos, agentes
químicos, agentes biológicos, Imunes e Distúrbios Nutricionais :
1) Agentes físicos:
Ex.: traumatismos mecânicos
variações de temperatura
variações repentinas de pressão atmosférica
radiações ionizantes, que produzem radicais livres
2) Agentes químicos: compreendem substâncias tóxicas
Ex.: drogas, que podem produzir lesões celulares
venenos biológicos
arsênico, álcool, medicamentos, detergentes, fenóis
substâncias de uso diário:
- poluentes ambientais
- inseticidas
- herbicidas etc.
Etiologia das necroses:
3) Agentes biológicos: Ex.: vírus
parasitos
bactérias
protozoários
fungos
4) Mecanismos Imunes: Ex.:
- Reação anafilática
- Enfermidades auto-imunes
5 ) Distúrbios Nutricionais: Ex.:
- Deficiências nutricionais, especialmente def. vitamínicas
- Excesso de alimentos
NECROSE
CAUSAS
REDUÇÃO DE ENERGIA
PRODUÇÃO DE RADICAIS LIVRES
INIBIÇÃO ENZIMÁTICA
AGRESSÃO DIRETA À MEMBRANA
CITOPLASMÁTICA
NECROSE - CARCTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
ASPECTOS MACROSCÓPICOS
NATUREZA DA NECROSE
COR DOS TECIDOS
CONSISTÊNCIA DOS TECIDOS
ASPECTO HEMORRÁGICO
ASPECTO DE MASSA DE QUEIJO
ASPECTO DE GOMA
ASPECTO SEMIFLUIDO
NECROSE
TIPOS DE NECROSE:
NECROSE DE COAGULAÇÃO
NECROSE DE LIQUEFAÇÃO
NECROSE CASEOSA
NECROSE GORDUROSA
NECROSE - CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ASPECTOS MICROSCÓPICOS:
ALTERAÇÕES NUCLEARES
PICNOSE
CARIÓLISE
CARIORREXE
ALTERAÇÕES CITOPLASMÁTICAS
ACIDOFILIA
GRÂNULOS
Morfologia Microscópica
As mudanças se dão, principalmente, nos núcleos, os quais apresentam
alteração de volume e de coloração à microscopia óptica. Essas
alterações são denominadas de:
1) Picnose (gr. "Picnos" = espessamento) : o núcleo apresenta um
volume reduzido e torna-se hipercorado, tendo sua cromatina
condensada; característico também na apoptose;
2) Cariorrexe (gr. "Rhexes" = Ruptura) : a cromatina adquire uma
distribuição irregular, podendo se acumular em grumos na membrana
nuclear; há perda dos limites nucleares;
3) Cariólise ou cromatólise (gr. "lysis" = dissolução) : há dissolução da
cromatina e perda da coloração do núcleo, o qual desaparece
completamente.
Alterações nucleares:
Alterações citoplasmáticas:
Aumento da acidofilia citoplasmática: devido ao desacoplamento
ribossômico (Diminuição de RNA no citosol), ao aumento de acido
láctico no citosol, e à desnaturação de cadeias peptídicas com
incremento de cargas negativas.
Granulação citoplasmática: devido a tumefação e posterior ruptura de
organelas (principalmente mitocôndrias e REL).
Homogeneização citoplasmática: com a lise das organelas e coagulação
das proteínas forma-se uma massa opaca e acidófila, vista
principalmente nas necroses coagulativas.
Ruptura da membrana celular: com liberação do material intracelular,
formando uma massa indistinta eosinofílica homogênea, vista
principalmente nas necroses de caseificação.
Características Macroscópica:
Perda da cor do tecido, que fica pálido
Perda da elasticidade do tecido, que torna-se friável
Os músculos assumem um aspecto de “carne cozida”
Tipos de Necrose: Padrões Morfológicos
1) Necrose de Coagulação
É o tipo mais comum de necrose podendo ser chamada de Necrose
Isquêmica
macroscopicamente:
- Amarelo pálido
- Sem brilho
- Limites mais ou menos precisos de forma irregular ou
triangular, dependendo do órgão atingido e do tipo de circulação.
Em 99% das vezes é dependente da obstrução de ramo arterial em órgão
com circulação terminal
Na sua grande maioria a necrose de coagulação é observadas nos
Infartos:
- Coração
- Rim,
- Baço
- Tumores de crescimento rápido
Necrose de Coagulação
Podemos observar:
Preservação do contorno básico da célula coagulada por pelo
menos alguns dias
- O aumento da acidose intracelular
- desnatura as proteínas estruturais e enzimáticas
-bloqueia a proteólise da célula
" O processo de necrose coagulativa é característico da morte
provocada por hipóxia células, em todos os tecidos exceto no cérebro
Exemplos:
Infarto do miocárdio
Necrose focal da placenta bovina na Brucelose
Necrose focal em ruminantes em infecções pelo Fusobacterium
Infarto agudo do miocárdio (necrose de coagulação)
2) Necrose de Liquefação
Ao contrário da necrose de coagulação o tecido morto se encontra
liquefeito
Resulta da ação de enzimas hidrolíticas
- Com dissolução enzimática rápida e total do tecido morto
- Favorecida pela estrutura e constituição do mesmo.
É característica de infecções bacterianas focais
- presença de grande quantidade de neutrófilos e outras células
inflamatórias (os quais originam o pus)
O pus, é o resultado da agressão celular por agentes que
evocam reação inflamatória supurativa
- Quando localizado é denominado: Abscesso
- Se difuso, sem limites definidos: Flegmão
- Se em cavidade pré-formada, como toráxica, vesícula
biliar, etc é
denominado: Empiema
Necrose de Liquefação
É encontrada, principalmente, no Tecido Nervoso que é
rico em lipóides, água e enzimas lisossomais e pobre em
proteínas
- Apresenta pouca capacidade de coagulação
- O que facilita a sua liquefação e a
molecimento
NECROSE POR LIQUEFAÇÃO
CONSISTÊNCIA MOLE
FREQUENTE APÓS ANÓXIA: TECIDO NERVOSO,
SUPRA RENAL E MUCOSA GÁSTRICA
OCORRE EM INFLAMAÇÕES PURULENTAS-
LEUCÓCITOS
Características:
Estrutura semelhante a “caseum” (queijo branco e fresco)
- Apresenta- se como:
Massa amorfa e esbranquiçada
Sem brilho e consistência pastosa
Friável e seca
Microscopicamente, o tecido exibe uma massa amorfa
composta predominantemente por proteínas.
3) Necrose Caseosa ou de Caseificação
- É frequente em focos de infecções crônicas granulomatosas:
Tuberculose bovina ( Mycobacterium bovis)
Linfadenite caseosa dos ovinos (Corynebacterium
pseudotuberculosis)
Tularemia ( Pasteurella tularensis)
3) Necrose Caseosa ou de Caseificação
Necrose caseosa em tuberculose pulmonar. Esse tipo de necrose é
caracterizado pela perda dos contornos celulares, diferentemente da
necrose por coagulação. No citoplasma, bastante eosinofílico, notam-se
também vacuolizações (setas).
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NECROSE CASEOSA
MASSA DE QUEIJO(MACROSCOPIA)
ACIDOFILIA
HOMOGENEIDADE
NÚCLEOS PERIFÉRICOS
NÚCLEOS FRAGMENTADOS(CARIORREXE)
Tuberculose pulmonar
exsudativa com extensa
necrose caseosa
4) Necrose Gordurosa enzimática
É uma forma de necrose do tecido adiposo na qual a gordura é desdobrada
pela ação de lipases pancreáticas
Mecanismo:
Lesão liberação de Lipases pancreáticas células adiposas
liberando os triglicerídeos, que são hidrolisados pela lipase pancreática,
produzindo Ácidos Graxos liberados se combinam com o Cálcio para
produzir áreas brancas saponificadas.
Ocorre:
No tecido peripancreático ( pancreatite aguda)
No tecido gorduroso da glândula mamária
Necrose Enzimática
Esteatonecrose
Necrose enzimática gordurosa (NE) em pâncreas. Há intensa liberação
de lipases nesse órgão, as quais podem atingir o próprio tecido adiposo
pancreático, destruindo-o.
Corte longitudinal de pâncreas exibindo extensa área de necrose enzimática (NE).
Do grego “ cair fora” introduzida em 1972
É uma forma distinta de morte celular ( morte programada)
Manifestada pela condensação da cromatina
Fragmentação do DNA
Cuja a função é de:
Deleção de células no desenvolvimento normal
Organogênese
Funcionamento imune
APOPTOSE
Conceito: Morte celular programada em tecidos normais como uma
forma de regulação da população celular
É responsável por vários eventos fisiológicos e patológicos:
- Destruição programada das células durante a embriogênese
- Involução hormônio-dependente do adulto:
- atresia folicular ovariana
- regressão da mama após a lactação
- descolamento das células endometriais durante o ciclo
menstrual
- Descamação celular do epitélio da cripta intestinal
- Morte celular em tumores
- Morte de células imunológicas ( Linfócitos B e T )
- Histologicamente:
- não há inflamação no local, em contraste a necrose
APOPTOSE
Corpo apoptótico em carcinoma em língua.
NECROSE X APOPTOSE
Diferenças básicas entre apoptose e necrose
Características APOPTOSE
Morte Celular
Programada
NECROSE
Morte Celular Acidental
Estímulo
Fisiológico (Ativação de
um relógio bioquímico,
geneticamente
regulado) ou patológico.
Patológico (Agressão
ou ambiente hostil).
Ocorrência
Acomete células
individuais, de maneira
assincrônica.
Eliminação seletiva de
células.
Acomete um grupo de
células. Fenômeno
degenerativo,
conseqüência de lesão
celular severa e
irreversível.
Reversibilidade Irreversível, depois da
ativação da
endonuclease.
Irreversível, após o
"ponto de não retorno"-
Deposição de material
floculento e amorfo na
matriz mitocondrial.
Morfologia:
•Célula
Enrugamento, projeções
digitiformes da
membrana celular e
formação de corpos
apoptóticos.
Tumefação celular, perda
da integridade da
membrana e posterior
desintegração.
Adesões entre células e
Membrana Basal
Perda (precoce) Perda (tardia)
Liberação de enzimas
lisossômicas
Ausente. Presente.
Fagocitose pelas células
da vizinhança
Presente, antes mesmo
da lise celular
("Canibalismo celular").
Ausente -
Macrofagocitose pode
ocorrer, após a lise
celular.
Formação de cicatrizes Ausente.
Pode ocorrer, se a área de
necrose for ampla.