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Apostila DE Fisiologia Vegetal T&P_2013

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sofre uma 
pressão de embebição, com isso ocorre ruptura do tegumento e a emergência do embrião. 
2o) Reativação do Metabolismo da Semente:
• Há aumento da respiração para produção de energia.
• Produção de giberelinas, que induzem a síntese de enzimas hidrolíticas (lípases, α-amilases, β-
glucanases, proteases e ribonucleases), estas quebram polímeros, que são a maior parte da reserva da 
semente.
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• Reativação de organelas e macromoléculas preexistentes para retomada da divisão e alongamento 
celular.
3º) Utilização das reservas:
Quando todos os sistemas preexistentes estão em operação, há produção de novas organelas, proteínas 
estruturais e enzimas. Quando a parte aérea é verde e fotossintetizante e raízes absorvem nutrientes do solo, a 
planta se torna independente das reservas da planta-mãe.
5- TIPOS DE GERMINAÇÃO:
- EPÍGEA. 
- HIPÓGEA.
6- FATORES QUE AFETAM A GERMINAÇÃO:
 Longevidade das sementes: é o tempo durante o qual a semente conserva sua viabilidade. Viabilidade: 
capacidade de uma semente reter seu potencial germinativo.
 Água: a absorção de água pela semente é controlada pela:
- Permeabilidade do tegumento.
- Disponibilidade de água.
- Composição química das reservas.
 Gases: importante na germinação e no desenvolvimento, a presença de O2 para a respiração das reservas e 
produção de energia.
 Temperatura: nas espécies tropicais a temperatura ótima está entre 15 e 30oC.
 Luz: é importante o fotoperíodo (fitocromo) e a qualidade da luz.
 Nutrição mineral.
 Morfologia da semente: tegumento, tamanho, desempenho germinativo.
7- DORMÊNCIA:
A dormência induz um atraso temporal na germinação.
7.1. VANTAGENS:
 Fornece maior tempo para a dispersão da semente. 
 Aumenta a sobrevivência das plântulas em condições desfavoráveis. 
7.2. SEMENTES PODEM TER:
 Dormência primária: quando as sementes são liberadas da planta-mãe em estado dormente. A dormência já 
está instalada na semente ao final da maturação.
 Dormência secundária: quando as sementes são liberadas em estado não dormente, mas em condições 
desfavoráveis para a germinação, tornam-se dormentes.
7.3. TIPOS DE DORMÊNCIA:
 Dormência exógena ou extra-embrionária (quando está associada aos tecidos adjacentes ao embrião ou à 
semente):
- Impedimento da absorção da água (impermeabilidade);
- Restrição mecânica;
- Interferência com as trocas gasosas;
- Retenção de inibidores;
- Produção de inibidores;
Quebra da dormência: escarificação (mecânica, química e com água), isolamento do embrião.
 Dormência embrionária ou endógena (os fatores de restrição da germinação estão associados ao embrião):
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- Intrínseca do embrião. Pode ser devido a presença de inibidores (ABA) ou ausência de 
promotores do crescimento (GA).
- Imaturidade do embrião. 
Quebra da dormência: imersão em água, estratificação (temperatura crítica), despolpamento. 
7.4. FATORES QUE CONTROLAM A LIBERAÇÃO DA DORMÊNCIA:
 Pós-maturação
 Vernalização.
 Luz.
CAPÍTULO IX: CRESCIMENTO VEGETATIVO
1. INTRODUÇÃO:
ZIGOTO (célula simples) → crescimento, desenvolvimento, diferenciação, morfogênese → organismo adulto 
multicelular.
CRESCIMENTO: aumento em tamanho. Internamente ocorre divisão e alongamento celular, que são 
componentes fundamentais do crescimento. Mudanças quantitativas. 
DESENVOLVIMENTO: crescimento associado a mudanças de forma na planta (Diferenciação e Morfogênese) 
MORFOGÊNESE: desenvolvimento da forma das células e órgãos. 
DIFERENCIAÇÃO: alterações bioquímicas e estruturais das células para desenvolver funções especializadas. 
Células, tecidos e órgãos se diferenciam a medida que crescem. 
2. CARACTERÍSTICAS DO CRESCIMENTO:
- CRESCIMENTO PRIMÁRIO: em ápices de brotos e raízes e em apêndices laterais (folhas e gemas). Na 
maioria das plantas significa CRESCIMENTO NO COMPRIMENTO. É de responsabilidade do 
MERISTEMA APICAL (1ário). 
- CRESCIMENTO SECUNDÁRIO: aumento no DIÂMETRO de hastes e raízes. É de responsabilidade dos 
MERISTEMAS LATERAIS (2ários), que levam ao aumento no crescimento secundário. Tipos de meristema 
lateral: Câmbio vascular e felogênio. 
3. CONDIÇÕES PARA O CRESCIMENTO:
ENDÓGENAS: 
DO MEIO AMBIENTE:
4. PASSOS DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO CELULAR:
As diferentes formas vegetais existentes são explicadas por três eventos que ocorrem ao nível celular: 
1º. DIVISÃO CELULAR;
2º. EXPANSÃO CELULAR;
3º. DIFERENCIAÇÃO CELULAR. 
 
4.1. O CICLO CELULAR (divisão nuclear):
Divisão nuclear→interfase/mitose.
Formação de nova parede celular. 
4.2. CRESCIMENTO CELULAR EM VOLUME:
Há entrada de água na célula, síntese de novos materiais da membrana e da parede celular, ou seja, expansão 
celular.
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4.3. MORFOGÊNESE: DIFERENCIAÇÃO E TOTIPOTÊNCIA:
- Diferenciação → Desdiferenciação.
-Totipotência.
5. MEDIDA DO CRESCIMENTO VEGETAL:
1. Aumento de tamanho por aumento volume → medida da expansão em 1 ou 2 direções (comprimento, diâmetro, 
área). 
2. Aumento de tamanho por aumento de protoplasma.
3. Aumento do tamanho por multiplicação celular.
4. Aumento de tamanho por aumento na massa → medida de peso fresco ou peso seco da planta ou de órgãos da 
planta.
5. Dosagem de determinada substância.
6. CINÉTICA DO CRESCIMENTO: 
As medidas de tamanho ou peso de um organismo x tempo dão uma curva de crescimento. Curva de 
crescimento na forma de S – SIGMÓIDE. 
CAPÍTULO X: CRESCIMENTO REPRODUTIVO
É um conjunto de processos e fenômenos que se refere à formação de flores, frutos e sementes. 
Principais acontecimentos: iniciação dos primórdios florais, desenvolvimento das peças florais, dos grãos de pólen, 
do saco embrionário, polinização, formação dos gametas masculinos, crescimento do tubo polínico, fecundação, 
fusão tripla, desenvolvimento do embrião, do endosperma, da semente e do fruto. As 2 fases principais são a 
FLORAÇÃO e a FRUTIFICAÇÃO.
FLORAÇÃO, FOTOPERÍODO E FITOCROMO:
FLORAÇÃO:
 CONCEITO: A floração representa o término do ciclo de vida nas plantas anuais ou bianuais e nas perenes 
marca o final de mais um ciclo de crescimento. 
 CLASSIFICAÇÃO DAS PLANTAS:
- Planta hermafrodita.
- Planta monóica.
- Planta dióica.
- Planta poligâmica.
 FASES DO DESENVOLVIMENTO DO VEGETAL:
1. Fase juvenil.
2. Fase adulta vegetativa.
3. Fase adulta reprodutiva.
Nas plantas, a mudança de fase é centralizada numa única região, o meristema apical do caule. Em 
condições ambientais favoráveis, o meristema apical do caule adquire MATURAÇÃO PARA FLORIR, sofre 
mudanças nas suas características e forma o MERISTEMA DE REPRODUÇÃO. Quando o meristema apical pára 
de produzir folhas fotossintetizantes e inicia a organização de uma inflorescência ou flor, sofre grandes 
modificações morfológicas. Estas modificações pelo menos estão, em parte, relacionadas com a interrupção do 
crescimento indeterminado, característico do estágio vegetativo. Tendo em vista as diferenças morfológicas e 
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funcionais entre as várias peças florais, conclui-se que uma série sucessiva de condições fisiológicas adequadas 
estão provavelmente envolvidas na diferenciação de uma flor. Esta suposição recebe apoio de experimentos feitos 
em primórdios florais. Estes experimentos, realizados em diferentes etapas de desenvolvimento, revelaram que o 
meristema perde sucessivamente sua capacidade de produzir as diferentes peças florais à medida que o primórdio 
seccionado envelhece. A transição de uma fase para outra é chamada mudança de fase. A distinção entre as 
fases vegetativas jovem e o adulto é que a primeira não tem capacidade de formar estruturas de reprodução: 
flores em angiospermas, cones em gimnospermas. A capacidade reprodutiva do meristema apical e das gemas 
axilares é chamada competência. Porém,