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@viciodeumaestudante / @metodovde
43º Exame de Ordem
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
066.708.921-79
COMO JÁ CAIU...
No Preâmbulo da Constituição do Estado Alfa
consta: “Nós, Deputados Estaduais Constituintes,
no pleno exercício dos poderes outorgados pelo
artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da
Constituição da República Federativa do Brasil,
promulgada em 5 de outubro de 1988, reunidos
em Assembleia, no pleno exercício do mandato,
de acordo com a vontade política dos cidadãos
deste Estado, dentro dos limites autorizados pelos
princípios constitucionais que disciplinam a
Federação Brasileira, promulgamos, sob a
proteção de Deus, a presente Constituição do
Estado Alfa.”
Diante de tal fragmento e de acordo com a teoria
do poder constituinte, o ato em tela deve ser
corretamente enquadrado como forma de
expressão legítima do poder constituinte
a) originário
b) derivado difuso
c) derivado decorrente
d) derivado reformador 
Gabarito: C
Comentários: 
a) Errada. O Poder Originário dá origem a uma nova
Constituição, este poder inaugura uma ordem jurídica,
o que não é caso, pois conforme fragmento do texto o
ato foi exercido nos plenos poderes “outorgados pelo
artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da
Constituição da República Federativa do Brasil,
promulgada em 5 de outubro de 1988”.
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
DICA 01 
Poder Constituinte Originário
É aquele que INSTAURA uma nova ordem
jurídica, ou seja, CRIA uma nova Constituição
Federal.
Características: 
Inicial
Autônomo
Limitado
Incondicionado
A criação de nova Constituição
implica na  revogação  de todas as
normas jurídicas inseridas na
Constituição anterior, ainda que
compatíveis com a Constituição ora
vigente. 
Pode importar na  RECEPÇÃO das
normas infraconstitucionais
anteriores à vigência da nova
Constituição, desde que sejam
materialmente compatíveis com ela,
mediante o fundamento imediato de
validade.
Ou seja... 
Normas da constituição anterior = são
revogadas mesmo que compatíveis. 
Normas infraconstitucionais (lei ordinária,
complementar etc) = receptação desde
que materialmente compatíveis. 
DICA 02 
Poder Constituinte Derivado
É aquele que REFORMA/ALTERA a Constituição
Federal já existente. 
Características: 
Secundário 
Limitado
Condicionado
Poder Constituinte Derivado Decorrente
É o poder que CRIA e MODIFICA a
Constituição dos ESTADOS MEMBROS; 
Apesar de ser um Poder Constituinte
Derivado, além de modificar, também CRIA a
Constituição dos Estados, que precisam
obedecer à Constituição Federal, no que diz
as normas de reprodução obrigatória.
Poder Constituinte Derivado Reformador
Aquele que ALTERA as normas da Constituição
Federal pelo processo das emendas
constitucionais, através do art. 60 CF.
Só é possível alterar o texto da Constituição por
meio desse procedimento formal. 
Poder Constituinte Derivado Revisor
É responsável por fazer alterações na
Constituição por via extraordinária (art. 3
ADCT). 
O STF entende que esse artigo já teve sua
aplicabilidade esgotada e eficácia exaurida, de
modo que não é mais possível a manifestação
desse poder revisor no nosso ordenamento. 
@viciodeumaestudante / @metodovde
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
066.708.921-79
Iniciativa (quem pode propor uma PEC): 
1) Membros da Câmara de Deputados OU
do Senado Federal 
→ Quórum a ser preenchido: no mínimo,
1/3
2) Presidente da República
3) Assembleias Legislativas das unidades
da Federação. 
→ Quórum a ser preenchido: mais da
metade das assembleias + cada uma
delas precisa de maioria relativa dos seus
membros. 
Matéria constante de proposta de 
emenda rejeitada ou havida por prejudicada
NÃO pode ser objeto de nova proposta na
mesma sessão legislativa. 
b) Errada. Não existe esse poder, apenas existe o Poder
Decorrente, Reformador e Revisor.
c) Correta. Poder constituinte derivado decorrente é
aquele conferido aos Estados para criarem as suas
próprias Constituições Estaduais.
É a competência constitucional outorgada pelo Poder
Constituinte Originário ao Poder Legislativo Estadual
para criar a Constituição estadual.
d) Errada. Esse poder (Derivado Reformador)
corresponde à possibilidade de alteração do texto
constitucional, por meio das emendas ao texto original,
o que não é o caso.
DICA 03 
Mutação Constitucional
É o processo INFORMAL de mudança da
Constituição. 
Não muda o texto do artigo, mas somente o
sentido (interpretação). 
Realizado pelo Poder Judiciário, após uma
decisão com efeito erga omnes. 
Não confunda com EMENDA
CONSTITUCIONAL! 
Que é o processo formal de alteração literal
(texto) do artigo da Constituição.
É feita somente pelo Poder Legislativo,
obedecendo o procedimento e requisitos do
art. 60 CF. 
DICA 04 
Emendas Constitucionais - Procedimento
Discussão e Votação:
 
A proposta será discutida e votada em
cada Casa do Congresso Nacional, em 2
turnos.
→ Quórum para ser aprovada: se tiver, em
ambos, 3/5 dos votos dos respectivos
membros.
Promulgação:
 
Será promulgada pelas Mesas da Câmara
dos Deputados e do Senado Federal.
ATENÇÃO!! A sequência deve ser
obedecida, ou seja, primeiro a Câmera e
depois o Senado.
A Emenda NÃO DEPENDE de sanção presidencial
para ser aprovada!
MUITO IMPORTANTE! 
A Constituição NÃO poderá ser emendada na
vigência de:
Intervenção FEDERAL
Estado de DEFESA 
Estado de SÍTIO
Cuidado pra não cair em pegadinha... 
Durante a Intervenção ESTADUAL é possível ter
processo de emenda à Constituição.
DICA 05 
Cláusulas Pétreas
São dispositivos da Constituição Federal que
não podem ser alterados (com objetivo de
diminuir ou abolir). 
@viciodeumaestudante / @metodovde
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
066.708.921-79
Cuidado pra não cair em pegadinha... 
O voto obrigatório não é cláusula pétrea.
Assim, o voto facultativo é possível no Brasil,
através de uma emenda. 
COMO JÁ CAIU...
Por entender que o voto é um direito, e não
um dever, um terço dos membros da Câmara
dos Deputados articula proposição de
emenda à Constituição de 1988, no sentido de
tornar facultativo a todos os cidadãos o voto
nas eleições a serem realizadas no país.
Sabendo que a proposta gerará grande
polêmica, o grupo de parlamentares resolve
consultar um advogado especialista na
matéria.
De acordo com o sistema jurídico-
constitucional brasileiro, assinale a opção
que indica a orientação correta a ser dada
pelo advogado. 
A) Não é possível sua supressão por meio de
Emenda Constitucional, porque o voto
obrigatório é considerado cláusula pétrea da
Constituição da República, de 1988. 
B) Não há óbice para que venha a ser objeto
de alteração por via de Emenda
Constitucional, embora o voto obrigatório
tenha estatura constitucional. 
C) Para que a proposta de Emenda
Constitucional seja analisada pelo Congresso
Nacional, é necessária manifestação de um
terço de ambas as Casas. 
D) A emenda, sendo aprovada pelo
Congresso Nacional, somente será
promulgada após a devida sanção
presidencial.
Gabarito: B
Comentários: 
a) Errada. O enunciado informa que a Câmara dos
Deputados pretende por emenda constitucional para
tornar o voto facultativo. 
O que não pode ser objetivo de Emenda com o
objetivo de abolir ou diminuir:
A forma federativa de Estado;
O voto direto, secreto, universal e periódico;
A separação dos Poderes;
Os direitos e garantias individuais. 
As cláusulas pétreas poderão ser objeto
de emendas constitucionais SOMENTE
se o objetivo for de AMPLIAR os
assuntos relacionados no 60, §4 CF. 
A assertiva está errada porque assevera que não é
possível a referida emenda porque o voto
obrigatório é cláusula pétrea. Todavia, apesar do
status constitucional do voto, não está vedado de
sofrer a referida emenda, uma vez que a
Constituição destaca que não será objeto a
deliberação da proposta de emenda que tende a
abolir o voto direto, secreto, universal e periódico
(art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não menciona acerca
da obrigatoriedade.
b) Correta. A Constituição Federal destaca que não
será objeto a deliberação da proposta de emenda
que tende a abolir o votosão
exercidas por meio de decreto legislativo! 
DICA 48
Requisitos para ser eleito
Ser brasileiro nato ou
naturalizado;
Maior de 21 anos de
idade;
Estar em gozo dos
seus direitos políticos;
Alistamento eleitoral;
Filiação Partidária;
Domicílio eleitoral na
circunscrição.
Deputado Federal Senador 
Ser braileiro nato ou
naturalizado;
Maior de 35 anos de
idade;
Estar em gozo dos
seus direitos políticos;
Alistamento eleitoral;
Filiação Partidária;
Domicílio eleitoral na
circunscrição.
ATENÇÃO! 
Apenas os presidentes das Casas deverão
obrigatoriamente ser brasileiros natos.
DICA 49
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
Criada para fins investigatórios e não jurisdicionais,
ou seja, a CPI não pode impor penalidades ou
condenações. 
REQUISITOS para criação das CPIs:
Requerimento de 1/3 dos Membros da casa
Legislativa;
Na constituição das Mesas e de cada Comissão,
é assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos ou dos
blocos parlamentares que participam da
respectiva Casa;
Fato determinado (não pode ser tema genérico);
Prazo certo à prorrogação admitida (caso não
ultrapasse a legislatura que foi instalada);
Não submetido à deliberação plenária da Casa;
Concluída a CPI o Relatório poderá ser
encaminhada à autoridade policial. 
Promoção da responsabilidade civil ou criminal à
competência do Ministério Público ou à
Advocacia-Geral da União. 
DICA 50
O QUE A CPI 
PODE FAZER
O QUE A CPI 
NÃO PODE FAZER
-Convocar particulares
e autoridades públicas;
-Realização de perícias
e exames
-Determinar quebra de
sigilo telefônico,
bancário e fiscal (CPI
estadual pode, 
municipal não)
-Requisitar informações
e documentos públicos
-Decretar medidas
cautelares e busca e
apreensão;
-Determinar anulação
de atos do Executivo;
-Determinar
Interceptação
telefônica;
-Apreciar decisões
judiciais;
-Impedir ou restringir
assistência jurídica dos
investigados ou
depoentes;
-Determinar prisão.
 O § 2º do art. 27 da CRFB/88 estabelece que
a remuneração dos Deputados Estaduais
não pode ultrapassar 75% do valor
estabelecido para os Deputados Federais.
Permissões e proibições da CPI
Em juízo de delibação, não é possível a
convocação de governadores de estados-
membros da Federação por CPI instaurada
pelo Senado Federal.
@viciodeumaestudante / @metodovde
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
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COMO JÁ CAIU...
Deputados Federais da oposição articularam-se
na Câmara dos Deputados e obtiveram apoio de
1/3 (um terço) dos respectivos membros para
instaurarem Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI), visando a apurar supostos ilícitos praticados
pelo Presidente da República. Para evitar que
integrantes da base governista se imiscuíssem e
atrapalhassem as investigações, foi deliberado
que somente integrantes dos partidos
oposicionistas comporiam a Comissão.
Diante do caso hipotético narrado, com base na
ordem constitucional vigente, assinale a afirmativa
correta. 
a) O procedimento está viciado porque não foi
atingido o quórum mínimo de maioria simples,
exigido pela Constituição de 1988, para a
instauração da Comissão Parlamentar de
Inquérito. 
b) O procedimento encontra-se viciado porque
não assegurou a representação proporcional dos
partidos ou blocos parlamentares que participam
da Casa Legislativa. 
c) O procedimento encontra-se viciado em razão
da inobservância do quórum mínimo exigido, de
maioria absoluta. 
d) O procedimento narrado não apresenta
quaisquer vícios de ordem material e formal,
estando de acordo com os preceitos da
Constituição de 1988.
Gabarito: B
Comentários:
a) Errada. O quórum é um terço e não maioria simples. 
b)Correta. Art. 58 CF § 1º Na constituição das Mesas e de
cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos ou dos blocos
parlamentares que participam da respectiva Casa (visa
assegurar o princípio representativo).
Podem ser criadas comissões temporárias ou
permanentes, mas, independentemente disso, em
qualquer delas deve ser mantida uma representação
proporcional dos partidos ou blocos parlamentares com
representação nas Casas.
c) Errada. O quórum é um terço.
d) Errada. Encontra vício na questão em não assegurar
a representação proporcional dos partidos ou blocos
parlamentares que participam da Casa Legislativa.
DICA 51
Imunidade Parlamentar Material 
É a exclusão da prática de crimes por qualquer
palavra, opinião e voto, civil e penalmente, proferidos
por deputados e senadores. Essa inviolabilidade deve
ter uma pertinência com o exercício da função.
A imunidade será ABSOLUTA quando as ofensas
forem feitas dentro do parlamento, mesmo que a
manifestação não tenha relação direta com o
exercício de seu mandato;
A imunidade será RELATIVA quando as ofensas
forem feitas fora do parlamento, é necessário
que a manifestação feita tenha relação com o
exercício do seu mandato.
Cuidado pra não cair em pegadinha!
O vereador só possui a imunidade material
(inviolável civil e penalmente por suas
palavras, opiniões e votos) limitada à
circunscrição do Município.
COMO JÁ CAIU...
Josué, deputado federal no regular exercício do
mandato, em entrevista dada, em sua residência,
à revista Pensamento, acusa sua adversária
política Aline de envolvimento com escândalos de
desvio de verbas públicas, o que é objeto de
investigação em Comissão Parlamentar de
Inquérito instaurada poucos dias antes. Não
obstante, após ser indagado sobre os motivos que
nutriam as acaloradas disputas entre ambos,
Josué emite opinião com ofensas de cunho
pessoal, sem qualquer relação com o exercício do
mandato parlamentar. Diante do caso hipotético
narrado, conforme reiterada jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a
afirmativa correta. 
a) Josué poderá ser responsabilizado penal e
civilmente, inclusive por danos morais, pelas
ofensas proferidas em desfavor de Aline que não
guardem qualquer relação com o exercício do
mandato parlamentar.
b) Josué encontra-se protegido pela imunidade
material ou inviolabilidade por suas opiniões,
palavras e votos, o que, considerado o caráter
absoluto dessa prerrogativa, impede a sua
responsabilização por quaisquer das declarações
prestadas à revista.
c) Josué poderá ter sua imunidade material
afastada em virtude de as declarações terem sido
prestadas fora da respectiva casa legislativa,
independentemente de estarem, ou não,
relacionadas ao exercício do mandato.
@viciodeumaestudante / @metodovde
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
066.708.921-79
d) A imunidade material, consagrada
constitucionalmente, foi declarada inconstitucional
pelo Supremo Tribunal Federal, de modo que Josué
não poderá valer-se de tal prerrogativa para se
isentar de eventual responsabilidade pelas ofensas
dirigidas a Aline.
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. A imunidade material (ou inviolabilidade) é
uma prerrogativa relativa do parlamentar que o protege
em suas opiniões, votos e palavras desde que ligadas
às suas funções. 
Quando incidir a imunidade material, não haverá
processo civil ou criminal contra o parlamentar. 
Ofensas feitas DENTRO do parlamento: a imunidade é
absoluta. O parlamentar é imune mesmo que a
manifestação não tenha relação direta com o exercício
de seu mandato.
Ofensas feitas FORA do Parlamento: a imunidade é
relativa. Para o parlamentar ser imune, é necessário que
a manifestação feita tenha relação com o exercício do
seu mandato.
Art. 53 da CRFB/88: Os Deputados e Senadores são
invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas
opiniões, palavras e votos”. 
b) Errada. A imunidade não é de caráter absoluta, é de
caráter relativo, por isso, palavras e votos que não
sejam em razão de suas funções parlamentares, no
exercício e do nexo de causalidade ao mandato, podem
ser responsabilizadas;
c) Errada. A imunidade material garante a
inviolabilidade civil e penal quando em razão das
funções parlamentares;
d) Errada. A imunidade é constitucional consagrada no
art. 53 da CRFB/88, portanto, não prospera a alegação
de que foi declarada inconstitucional.
DICA 52
ImunidadeParlamentar Formal
A CF/88 protege o parlamentar contra a prisão nos
crimes cometidos após a diplomação:
Só podem ser presos em flagrante de crime
inafiançável;
Os autos serão remetidos dentro de 24 horas à
Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria
dos seus membros, resolva-se sobre a prisão.
Prisão 
Processo
Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado,
por crime ocorrido após a diplomação, o STF dará
ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de
partido político nela representado e pelo voto da 
maioria de seus membros, poderá, até a decisão
final, sustar o andamento da ação. A sustação do
processo suspende a prescrição, enquanto durar o
mandato.
COMO JÁ CAIU...
José foi eleito deputado estadual por determinado
Estado da Federação. Uma semana após a sua
posse e fora do recinto da Assembleia Legislativa
do seu respectivo Estado, o deputado encontra
João, candidato não eleito e seu principal opositor
durante a campanha eleitoral, vindo a agredi-lo,
causando-lhe lesões corporais gravíssimas, cuja
persecução em juízo é iniciada mediante denúncia
oferecida pelo Ministério Público.
Diante de tal contexto, levando em consideração
as imunidades do parlamentar estadual, de
acordo com o Direito Constitucional brasileiro,
assinale a opção correta.
a) Em relação à imunidade formal de processo,
recebida a denúncia oferecida contra o deputado
estadual José, por crime cometido após a posse, a
Casa legislativa a que pertence o parlamentar
denunciado poderá apenas sustar a tramitação
da ação penal.
b) Por gozar da mesma imunidade material
(inviolabilidade parlamentar) de deputados
federais e senadores, o deputado estadual José
não poderá ser responsabilizado por qualquer tipo
de crime praticado durante o seu mandato eletivo.
c) Em relação à imunidade formal de processo, o
deputado estadual José está sujeito a julgamento
judicial pelo crime comum cometido, desde que a
análise da denúncia oferecida contra ele seja
autorizada pela respectiva casa legislativa.
d) Por não possuir as mesmas imunidades formais
de deputados federais e senadores, mas apenas a
imunidade material relativa aos atos praticados
em razão do seu mandato, o deputado estadual
José será julgado pelo crime comum cometido,
não sendo possível que seja sustada a tramitação
da ação penal.
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. A Constituição Federal estabelece que os
deputados e senadores são invioláveis, a imunidade
formal encontra amparo no art. 53. § 3º, da CRFB/88
Art. 53, § 3º da CRFB/88: Recebida a denúncia contra o
Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a
diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à
Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político
nela representado e pelo voto da maioria de seus
membros, poderá, até a decisão final, sustar o
andamento da ação. 
b) Errada. O §2° do art. 53 da CRFB/88 estabelece que os
membros do Congresso Nacional não poderão ser
presos, salvo em flagrante de crime inafiançável.
Além disso, a imunidade afasta responsabilidade
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por palavras, opiniões e votos que guardem relação
com o exercício da atividade legislativa.
Art. 53, § 2º da CRFB/88: Desde a expedição do diploma,
os membros do Congresso Nacional não poderão ser
presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse
caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro
horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria
de seus membros, resolva sobre a prisão. 
c) Errada. Não há necessidade de autorização da Casa
Legislativa, visto que ela não é responsável pelo juízo
acerca da denúncia, conforme a letra “a” apenas pode
sustar o andamento da ação penal.
d) Errada. Assertiva é contrária à jurisprudência do STF,
visto que os deputados estaduais, em regra, são
protegidos pelas regras de inviolabilidade.
Para que seja processado penalmente pelo
STF pela prática de um crime comum, é
necessário que pratique o crime no exercício
do mandato e guardar relação com este.
DICA 53
Foro Privilegiado 
Os Deputados Federais e Senadores, desde a
expedição do diploma, serão submetidos a
julgamento perante o STF. 
É aplicado aos Deputados e Senadores somente em
relação aos crimes cometidos durante o exercício do
cargo e relacionados às funções desempenhadas. 
Para fins de segurança jurídica, o STF estabeleceu
um marco temporal a partir do qual a competência
para processar e julgar ações penais não será mais
afetada em razão de posterior investidura ou
desinvestidura do cargo por parte do acusado. 
Assim, temos:
Se o réu deixou de ocupar o cargo ANTES de
terminar a instrução: Cessa a competência do
STF e o processo deve ser remetido para a
primeira instância.
Se o réu deixou de ocupar o cargo DEPOIS de
terminar a instrução: O STF permanece sendo
competente para julgar a ação penal.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 27 CF
Art. 44 CF
Art. 49 CF
Art. 50 CF
Art. 53 CF
Art. 55 CF
Art. 58 CF
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não menos de 3/10 dos eleitores em
cada um desses cinco estados;
Disponham sobre os servidores públicos da
União e Territórios, seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria; 
Disponham sobre a organização do Ministério
Público e da Defensoria Pública da União;
Disponham sobre a criação e extinção de
Ministérios e órgãos da administração pública.
PROCESSO LEGISLATIVO
DICA 54
Fases do Processo Legislativo 
Iniciativa
Nessa fase ocorre a apresentação da proposição.
Essa proposição pode ser um projeto de lei ordinária,
um projeto de lei complementar etc. A iniciativa das
leis complementares e ordinárias cabe a qualquer
membro ou Comissão da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao
Presidente da República, ao Supremo Tribunal
Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-
Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos
casos previstos nesta Constituição.
DICA 55
no mínimo, 1% do eleitorado
nacional;
distribuído por pelo menos cinco
estados;
Os indivíduos devem ser cidadãos.
DICA 56
Leis que fixem ou modifiquem os efetivos das
Forças Armadas;
Disponham sobre a criação de cargos, funções
ou empregos públicos na administração direta e
autárquica ou aumento de sua remuneração;
Disponham sobre a organização administrativa
e judiciária, matéria tributária e orçamentária,
serviços públicos e pessoal da administração
dos Territórios;
O Presidente da República poderá solicitar
urgência para apreciação de projetos de sua
iniciativa. A Câmara e o Senado têm, cada um, 45
dias para apreciar. 
Se houver emendas da Casa Revisora, a Casa
Iniciadora terá mais 10 dias para apreciar. Não
havendo a observância do prazo, haverá o
trancamento da pauta. 
DICA 57
É a fase na qual há discussão e votação!
O projeto de lei é apresentado, discutido e votado
nas duas Casas do Congresso. 
Fase Constitutiva
Deputado Federal Deputado Federal 
Para que o projeto de lei
ordinária seja aprovado
no Plenário basta ter
uma maioria simples
(relativa), ou seja,
metade mais um dos
presentes, desde que
haja pelo menos a
maioria absoluta dos
membros da Casa. 
Sendo uma lei
complementar, é
necessária uma maioria
absoluta. Nesse caso,
para haver a aprovação
do projeto de LC, será
preciso metade mais um
da integralidade dos
parlamentares da casa.
O projeto, se aprovado na Casa Iniciadora,
será encaminhado à Casa revisora, onde,
caso seja rejeitado, será arquivado. Quando
o projeto de lei é arquivado, não poderá
mais ser proposto naquela sessão
legislativa.
Iniciativa Popular
Iniciativa Privativa do Presidente da
República:
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A sanção do Presidente da República poderá ser:
Expressa: é formalizada no prazo de 15 (quinze)
dias úteis, a contar da data de recebimento;
Tácita: ocorre após o transcurso do prazo de 15
(quinze) dias úteis.
Caso não concorde com o projeto de lei, o
Presidente irá VETAR, mas deve serfeito dentro do
prazo de 15 dias. 
Além disso, é preciso que haja a comunicação do
veto ao presidente do Senado. Essa comunicação
deve ser feita no prazo de 48 (quarenta e oito)
horas. 
O veto será apreciado pelo Congresso Nacional, a
qual se dará em sessão conjunta, devendo
acontecer no prazo de 30 dias, a contar do
recebimento.
O veto poderá ser derrubado pela maioria
absoluta dos deputados e dos senadores,
sendo exigida votação aberta e nominal.
COMO JÁ CAIU...
No processo legislativo afeto ao projeto de Lei
Complementar nº XXX e à proposta de Emenda
Constitucional nº YYY, o Congresso Nacional
aprovou a redação final de ambas. 
Como divulgado pela imprensa, auxiliares do
Presidente da República entendiam que, tanto o
projeto de Lei Complementar quanto a proposta
de Emenda Constitucional melhor atenderiam aos
seus objetivos se fossem suprimidos alguns
dispositivos de ambos. Com essa convicção,
sugeriram que o Presidente da República usasse
do seu poder de veto, a fim de adequar os
referidos textos àquilo que entendiam ser melhor
para os interesses do país.
Sobre o poder de veto do Poder Executivo, segundo
o sistema jurídico constitucional brasileiro, assinale
a afirmativa correta. 
a) A Constituição da República não concede o
poder de veto ao Chefe do Poder Executivo, por ser
um instituto jurídico que desequilibraria a divisão
de poderes. 
b) O Presidente da República pode vetar parte do
projeto de Lei Complementar nº XXX, mas não têm
poderes para fazer o mesmo em relação à
proposta de Emenda Constitucional nº YYY.
DICA 58
Sanção ou Veto
b) O Presidente da República pode vetar parte do
projeto de Lei Complementar nº XXX, mas não têm
poderes para fazer o mesmo em relação à
proposta de Emenda Constitucional nº YYY. 
c) O poder de veto do Presidente da República se
restringe às leis ordinárias, logo, não poderá vetar
dispositivos do projeto de Lei Complementar nº XXX
e da proposta de Emenda Constitucional nº YYY.
d) Os dispositivos pertencentes ao projeto de Lei
Complementar nº XXX e à proposta de Emenda
Constitucional nº YYY podem ser vetados,
conforme as competências concedidas àquele
que detém a Chefia do Poder Executivo.
Gabarito: B
Comentários:
a) Errada. A Constituição da República concede o poder
de veto ao Chefe do Poder Executivo, no entanto, o
mesmo poderá vetar quando for lei complementar ou
lei ordinária. 
b) Correta. As leis ordinárias e complementares se
submeterão à sanção ou veto do Presidente da
República, em contrapartida, Emendas Constitucionais
não se submetem à sanção ou veto do Chefe do Poder
Executivo, pois a proposta de emenda segue direto para
a promulgação das mesas das casas legislativas,
conforme o art. 60, §3º da CF/88. 
Art. 60, §3º. CF. A emenda à Constituição será
promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e
do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
c) Errada. O poder de veto do Presidente da República
não se restringe somente às leis ordinárias, logo, terá o
direito de veto também quando se tratar de leis
complementares.
d) Errada. O projeto de lei complementar poderá ser
submetido a veto presidencial, todavia, as Emendas à
Constituição não poderão ser submetidas a veto
presidencial, conforme o art. 60, §3º da CF/88.
DICA 59
Leis Ordinárias e Complementares 
Apesar de não existir hierarquia, se uma lei ordinária
invadir a competência de lei complementar, essa
lei ordinária será considerada inconstitucional. 
De outro modo, se lei complementar invadir a
competência de lei ordinária, essa lei
complementar não será inconstitucional, pois
prevalece a ideia de “quem pode mais, pode
menos”.
Lei complementar: 
-o conteúdo a ser tratado é dito expressamente na
Cf;
-exige maioria absoluta; 
-pode tratar de matéria de Lei ordinária;
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Laynne Dias Rodrigues
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DICA 61
ATENÇÃO!!
Existem certas matérias que a MP não pode dispor,
como: 
Matéria relativa a nacionalidade, cidadania,
direitos políticos, partidos políticos e direito
eleitoral: tudo relacionado à capacidade
eleitoral ativa ou passiva;
Matéria de direito penal, processual penal e
processual civil;
Matéria sobre a organização do Poder
Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a
garantia de seus membros;
Matérias que tratem de planos plurianuais,
diretrizes orçamentárias, orçamento e
créditos adicionais e suplementares,
ressalvado o previsto no art. 167, §3o; 
Matérias que visem à detenção ou ao
sequestro de bens, de poupança popular ou
de qualquer outro ativo financeiro; 
Matérias reservadas à lei complementar;
Matéria já disciplinada em projeto de lei
aprovado pelo Congresso Nacional e pendente
de sanção ou veto do Presidente da República. 
Procedimento 
Caso seja rejeitada, é vedada a sua reedição
na mesma sessão legislativa.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 61 CF
Art. 62 CF
Art. 167, § 3º CF
Art. 64 CF
Art. 65 CF
Art. 66 CF
Art. 67 CF
Art. 69 CF
Apreciação e parecer de uma Comissão Mista -
parecer opinativo
As medidas provisórias PERDERÃO A EFICÁCIA,
no prazo de 60 dias, prorrogável 1 vez por igual
período
A votação é feita em separado, iniciando-se na
Casa Iniciadora (Câmara dos Deputados) e,
depois, sendo enviada à Casa Revisora (Senado)
Se não for apreciada dentro do prazo de 45 dias,
entrará em regime de urgência, onde haverá o
trancamento da pauta da Casa de onde estiver
É a função legislativa do Presidente da República
em casos de urgência e relevância, as medidas
provisórias têm caráter excepcional e terão força de
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso
Nacional. 
Medida Provisória 
DICA 60
 Lei Ordinária: 
-conteúdo a ser tratado é residual (quando não
couber outra);
-exige maioria simples;
- não pode tratar de temas de Lei complementar
(nesse caso, há inconstitucionalidade).
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PODER EXECUTIVO
DICA 62
Impedimento 
É um afastamento temporário, situação em que
caberá ao Vice-Presidente substituí-lo no exercício
pleno da Presidência.
Presidente da Câmara dos
Deputados 
Presidente do Senado
Federal 
Presidente do Supremo
Tribunal Federal 
O Supremo Tribunal Federal decidiu que,
caso os substitutos eventuais do Presidente
da República ostentem a posição de réus
criminais perante o STF, esses ficarão
impossibilitados de exercer o ofício de
Presidente da República.
DICA 63
Vacância 
É a impossibilidade definitiva de exercer o cargo do
poder executivo, como morte, renúncia ou perda do
mandato. 
Em caso de dupla vacância (ou seja, presidente e
vice estiverem impossibilitados definitivamente de
exercer), o que acontecerá?
Se esta ocorrer nos primeiros 2 anos do mandato
→ serão realizadas eleições diretas em 90 dias;
Se ela ocorrer nos 2 últimos anos do mandato →
serão realizadas eleições indiretas pelo
Congresso Nacional em 30 dias.
Nessas eleições, qualquer pessoa que preencher
os requisitos eleitorais poderá concorrer para ser
Presidente da República.
Cuidado pra não cair em pegadinha... 
Quem ganhar essa eleição, seja ela direta ou
indireta, somente irá completar o período dos
antecessores. É chamado de “mandato
tampão”, que serve somente para completar o
período restante dos quatro anos.
DICA 64
Competência do Presidente da República
O Presidente da República desempenha o papel de
chefe de Estado e chefe de Governo, sendo-lhe
atribuídas atividades privativas:
Dispor, mediante decreto (DECRETO AUTÔNOMO),
sobre: 
-a organização e o funcionamento da
administração federal, quando não implicar aumento
de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos;
-a extinção de funções ou cargos públicos, quando
vagos;
Decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
Decretar e executar a intervenção federal;
Prover e extinguir os cargos públicos federais, na
forma da lei;
Editar medidas provisórias com força de lei, nos
termos do art. 62;
Propor ao Congresso Nacional a decretação do
estado de calamidade pública de âmbito
nacional.
ATENÇÃO!
Em regra, tais competências são indelegáveis,salvo nos casos em que o Presidente delegar aos
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da
República ou ao Advogado-Geral da União as
seguintes atribuições:
Dispor sobre a organização e o funcionamento
da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção
de órgãos públicos;
Dispor sobre extinção de funções ou cargos
públicos, quando vagos;
Conceder indulto e comutar penas;
Prover e extinguir os cargos públicos federais,
na forma da lei.
Exemplo: dispõe a CF/88 que o Presidente e o Vice
não podem se ausentar do país por mais de 15 dias,
sem autorização do Congresso Nacional, sob pena de
perda do cargo (art 83 CF).
Linha Sucessória do cargo do Presidente da
República e Vice:
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Julgado pelo STF. 
A Câmara de Deputados autoriza a acusação por
2/3 dos membros. 
O Presidente fica afastado por 180 dias do seu
cargo, se recebida a denúncia ou queixa pelo STF.
Enquanto não sobrevier sentença condenatória, o
Presidente da República NÃO poderá ser preso
(imunidade quanto à prisão).
DICA 65
Crime comum praticado pelo Presidente
Cláusula de responsabilidade penal relativa: 
Só poderá ser responsabilizado penalmente no
mandato por atos praticados em ofício ou em
razão do ofício, ou seja, não pode ser
responsabilizado penalmente por atos que
praticou antes do mandato e nem por aqueles
que são praticados durante o mandato, mas que
não guardam relação com o ofício. Se o crime
comum for praticado antes do mandato ou
durante sua vigência, mas sem relação com a
função, terá sua prescrição suspensa até o fim do
mandato.
DICA 66
Crime de Responsabilidade praticado pelo
Presidente
 Se, eventualmente, for condenado pelo crime de
responsabilidade, além de perder o cargo, o
presidente ficará inabilitado, por 8 anos, para o
exercício de funções públicas - além de outras
sanções que podem ser previstas.
Julgado pelo Senado Federal.
A Câmara de Deputados autoriza a acusação por
2/3 dos membros. 
O Presidente fica afastado por 180 dias do seu
cargo, após a instauração do processo pelo
Senado Federal. 
Serão atos que atentam contra a CF e contra (rol
exemplificativo):
a existência da União;
o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes
constitucionais das unidades da Federação;
o exercício dos direitos políticos, individuais e
sociais;
a segurança interna do País;
a probidade na administração;
a lei orçamentária;
o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
É inconstitucional a norma da Constituição
Estadual que condicione a instauração de
ação penal contra Governador à autorização
prévia da Assembleia Legislativa ou que
preveja a suspensão automática do
Governador de suas funções pela mera
aceitação de denúncia ou queixa. 
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 80 CF
Art. 81 CF
Art. 83 CF
Art. 84 CF
Art. 85 CF
Art. 86 CF
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PODER JUDICIÁRIO
DICA 67
O Poder Judiciário é o principal responsável pelo
julgamento de questões conflituosas que são da sua
competência, garantindo, assim, o direito de acesso
à justiça previsto constitucionalmente.
Ademais, a função típica do Poder Judiciário é julgar,
com base na lei, a fim de dirimir e solucionar
conflitos. Outrossim, o Poder Judiciário é composto
pelos seguintes órgãos:
Conceito e Composição 
Cada órgão tem seu próprio rol de
competências, bem como um espaço
definido de abrangência (definido por tema
e também por localização). 
DICA 68
Vitaliciedade
Aplicada aos magistrados, membros do Ministério
Público e Conselheiros do Tribunal de Contas;
Alcançada após 2 anos de estágio probatório;
Perda do cargo apenas por sentença judicial
com trânsito em julgado.
O desembargador que entra pelo quinto
constitucional adquire vitaliciedade
imediatamente após a posse.
COMO JÁ CAIU...
Carlos, conhecido advogado de notório saber
jurídico e de reputação ilibada, com 30 (trinta)
anos de efetiva atividade profissional, acaba de
ser nomeado Desembargador junto ao Tribunal de 
Justiça do Estado Alfa. Em razão da natureza do
cargo que passará a ocupar e do grau de
responsabilidade de suas novas funções, Carlos
gozará da prerrogativa da vitaliciedade, que
garante que a perda de seu cargo apenas pode
ocorrer mediante sentença judicial transitada em
julgado.
A vitaliciedade no cargo do Carlos será adquirida
a) imediatamente, no momento de sua posse e
exercício, não sendo necessária a observância de
qualquer prazo ou a prática de qualquer ato
administrativo específico. 
b) após 2 (dois) anos de efetivo exercício, período
no qual desempenhará estágio probatório
supervisionado pelo Tribunal de Justiça estadual. 
c) após 3 (três) anos de efetivo exercício, durante
os quais cumprirá estágio probatório
supervisionado, em conjunto, pela seccional da
Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Tribunal de
Justiça estadual. 
d) no prazo de 30 (trinta) dias após sua posse, por
meio de ato administrativo complexo a ser
praticado pela seccional da Ordem dos
Advogados do Brasil e pelo Tribunal de Justiça
estadual.
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. A vitaliciedade, para os juízes de primeiro
grau, somente será adquirida após 2 anos de exercício.
Todavia, para os desembargadores, ou seja, conforme é
o caso de Carlos, será a partir da posse conforme a Lei
Complementar 35/99.
Art. 22, LC n° 35/99: São vitalícios: I - a partir da posse: e)
os Desembargadores, os Juízes dos Tribunais de Alçada
e dos Tribunais de segunda instância da Justiça Militar
dos Estados;
Art. 95 da CRFB/88. Os juízes gozam das seguintes
garantias:
I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida
após dois anos de exercício, dependendo a perda do
cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o
juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença
judicial transitada em julgado.
b) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre
imediatamente;
c) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre
imediatamente;
d) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre
imediatamente;
DICA 69
Súmula Vinculante
Competência do STF, de ofício ou mediante
provocação;
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Poderá editar, revisar ou cancelar enunciado, por
meio do voto de 2/3 membros;
Objeto a validade, a interpretação e a eficácia das
normas constitucionais;
Tem como legitimado para propor os mesmos
para propor ADI e ADC + o Defensor Público-Geral
da União e os Tribunais Superiores, os Tribunais
de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e
Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os
Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais
Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares;
Possui efeito vinculante;
Não vincula o próprio STF (que pode mudar de
ideia a qualquer momento);
Se houver descumprimento ou desrespeito, ou
mesmo aplicação indevida da súmula vinculante,
é cabível reclamação constitucional ao STF.
COMO JÁ CAIU...
À luz de um caso concreto, que envolvia um cliente
do escritório, dois advogados iniciaram um debate
sobre a relevância do instituto da Súmula
Vinculante como instrumento de interpretação.
O primeiro advogado ressaltou que a importância
destas súmulas é justificada por vincularem todas
as estruturas estatais de poder, com exceção do
Supremo Tribunal Federal (STF), criando, assim,
uma estabilidade jurídica dos significados da
Constituição. O segundo advogado disse que
achava que o colega estava equivocado, pois o
STF também estaria vinculado ao seu
entendimento. Sobre o impasse surgido, de acordo
com o sistema jurídico-constitucional brasileiro,
assinale a afirmativa correta. 
a) Os dois advogados estão equivocados, pois as
súmulas vinculantes não vinculam o STF, que as
edita e revê, nem tampouco o Poder Legislativo,
que possui plena autonomia para legislar, mesmo
em sentido contrário ao das súmulas vinculantes. 
b) Os dois advogados estão equivocados, pois as
súmulasvinculantes não vinculam o STF, que as
edita e revê, nem tampouco o Superior Tribunal de
Justiça, por ser o intérprete da legislação federal. 
c) O primeiro advogado está certo e o segundo
errado, pois as súmulas vinculantes, de acordo
com a Constituição, vinculam todas as estruturas
estatais de poder, com exceção apenas do STF,
que zela pela adaptabilidade da Constituição à
realidade. 
d) O segundo advogado está certo e o primeiro
equivocado, pois as súmulas vinculantes, de
acordo com a Constituição, vinculam todas as
estruturas estatais de poder, sem exceção, em
razão da rigidez constitucional.
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. As súmulas vinculantes possuem efeito
vinculante, isto é, devem ser seguidas pelos órgãos do
Poder Judiciário, pela Administração Pública direta e
indireta e os órgãos nas suas esferas (federal, estadual e
municipal). Ocorre que, o Supremo Tribunal Federal é o
órgão responsável pela edição, revisão e cancelamento,
uma vez que se trata de enunciados aprovados pelo
próprio STF após diversas decisões sobre determinada
matéria.
Entendimento da Lei 11.417/06, art. 2°, § 2º. Por isso, não
vincula o STF, além disso, também não fica vinculado ao
Legislativo, por ausência de menção no art. 103-A da
CRFB/88.
Art. 2º, Lei 11.417/06: O Supremo Tribunal Federal poderá,
de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões
sobre matéria constitucional, editar enunciado de
súmula que, a partir de sua publicação na imprensa
oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais
órgãos do Poder Judiciário e à administração pública
direta e indireta, nas esferas federal, estadual e
municipal, bem como proceder à sua revisão ou
cancelamento, na forma prevista nesta Lei. (...) § 2º O
Procurador-Geral da República, nas propostas que não
houver formulado, manifestar-se-á previamente à
edição, revisão ou cancelamento de enunciado de
súmula vinculante.
b) Errada. Conforme alternativa “a” não vinculam ao STF,
por outro lado, a súmula vinculante vincula o STJ.
c) Errada. Ambos os advogados estão equivocados,
conforme letra “a”.
d) Errada. Ambos os advogados estão equivocados,
conforme letra “a”.
DICA 70
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
O Conselho Nacional de Justiça tem como
objetivo melhorar o funcionamento do sistema
judiciário brasileiro, no entanto, não exerce uma
função jurisdicional.
É formado por 15 membros que possuem
mandato de 2 anos (admite-se uma
recondução). 
O CNJ será presidido pelo Presidente do STF e, nas
suas ausências e impedimentos, pelo Vice-
Presidente do STF.
Já os demais membros do Conselho serão
nomeados pelo Presidente da República,
aprovada a escolha pela maioria absoluta do
Senado Federal.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 92 CF
Art. 95 CF
Art. 103-A CF
Art. 103-B CF
Art. 2º Lei 11417/06
 Art. 3º Lei 11417/06
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DICA 71
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Controle Difuso/Concreto
A inconstitucionalidade é analisada como
pressuposto para o julgamento do objeto
principal do processo, ou seja, a questão da
inconstitucionalidade não é o foco do processo. 
Pode ser feita por qualquer juiz em um caso
concreto. 
Efeito ex tunc e inter partes.
DICA 72
Aplicado ao controle DIFUSO de
constitucionalidade nos tribunais.
Tem como objetivo dar maior segurança jurídica
às decisões desse controle quando proferidas
pelos Tribunais.
Os tribunais somente poderão declarar a
inconstitucionalidade de leis e atos normativos
pelo voto da maioria absoluta de seus membros
(do pleno) ou pelo órgão especial.
Cláusula de Reserva de Plenário 
Súmula vinculante 10: “Viola a cláusula de
reserva de plenário a decisão de órgão
fracionário de tribunal que, embora não
declare expressamente a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
do Poder Público, afasta sua incidência, no
todo ou em parte.”
DICA 73
Controle Concentrado/Abstrato
É aquele em que visa proteger a Constituição
Federal. 
O objetivo principal do processo é discutir a
constitucionalidade ou não da lei ou ato normativo,
portanto, não há lide e nem partes confrontantes. 
É realizado somente pelo STF. 
Efeito ex tunc e erga omnes.
A Representação de Inconstitucionalidade (ADI
Estadual), não é de competência do STF, mas sim
do TJ ou TRF e visa proteger a Constituição
Estadual.
Tabelinha para fixar! 
Controle Concentrado Controle Difuso 
Qualquer juiz;
Qualquer ação;
Qualquer parte do
processo;
Há lide e partes;
Efeito inter partes.
Competência do STF;
Ações de controle
concentrado (ADI,
ADC, ADO e ADPF);
Legitimados do art. 103
CF;
Efeito erga omnes
DICA 74
Legitimados Ativos 
Presidente da República;
Mesa do Senado Federal
e da Câmara dos
Deputados;
PGR;
CFOAB;
Partido político com
representação no
Congresso Nacional.
Legitimados
Universais (aqueles
que não precisam
comprovar nada ao
propor a ação)
Legitimados Especiais
(precisam demonstrar
pertinência temática
para propor a ação)
Mesa de Assembleia
Legislativa ou da
Câmara legislativa do
DF;
Governador do Estado
ou do DF;
Confederação sindical
ou entidade de classe
de âmbito nacional.
COMO JÁ CAIU...
O atual governador do Estado Delta entende que,
de acordo com a CRFB/88, a matéria enfrentada
pela Lei X, de 15 de agosto de 2017, aprovada pela
Assembleia Legislativa de Delta, seria de iniciativa
privativa do Chefe do Poder Executivo estadual.
Porém, na oportunidade, o projeto de lei foi
proposto por um deputado estadual.
Sem saber como proceder, o atual Chefe do Poder
Executivo buscou auxílio junto ao Procurador-geral
do Estado Delta, que, com base no sistema
jurídico-constitucional brasileiro, afirmou que o
Governador
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a) poderá tão somente ajuizar uma ação pela via
difusa de controle de constitucionalidade, pois, no
caso em tela, não possui legitimidade para propor
ação pela via concentrada. 
b) poderá, pela via política, requisitar ao Poder
Legislativo do Estado Delta que suspenda a
eficácia da referida Lei X, porque, no âmbito
jurídico, nada pode ser feito. 
c) poderá propor uma ação direta de
inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal
Federal, alegando vício de iniciativa, já que possui
legitimidade para tanto. 
d) não poderá ajuizar qualquer ação pela via
concentrada, já que apenas a Mesa da Assembleia
Legislativa de Delta possuiria legitimidade
constitucional para tanto.
Gabarito: C
Comentários:
a) Errada. A ADI e ADC podem ser propostas pelo
Governador do Estado ou DF;
b) Errada. Não é possível a suspensão da eficácia de
uma lei por meio da via política, devendo ser proposta
uma ADI.
c) Correta. Conforme previsto no art. 103, V da CF, o
governador do Estado possui legitimidade ativa para
propor ADI perante o STF, alegando vício de iniciativa. 
d) Errada. Não é apenas a Mesa da Assembleia
Legislativa que tem legitimidade, mas o Governador do
Estado também.
DICA 75
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
Visa declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo FEDERAL ou ESTADUAL, que viole a
Constituição Federal. 
Lei ou ato normativo federal ou estadual;
Emendas constitucionais (decorrem do poder
constituinte derivado);
Constituição Estadual;
Leis (complementares, ordinárias, delegadas,
provisórias).
Não cabe ADI para tratar a
inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos anteriores à CF vigente. Nesse
caso, a ação cabível seria a ADPF!
COMO JÁ CAIU...
Vários municípios, pertencentes a diferentes
estados-membros da Federação, vêm
reproduzindo o teor da Lei XXX/2019, do Município
Alfa. Esses diplomas vêm causando grande
polêmica no mundo jurídico, já que diversos
Tribunais de Justiça têm se dividido quanto à
constitucionalidade ou inconstitucionalidade das
referidas leis municipais. Os componentes da Mesa
do Senado Federal, cientes da insegurança que tal
divergência gera ao ambiente jurídico, analisam a
possibilidade de, diante da grande disparidade das
posições assumidas pelos diversos Tribunais de
Justiça, ajuizar uma Ação Declaratóriade
Constitucionalidade (ADC). Em consonância com o
sistema jurídico-constitucional brasileiro, assinale a
opção que deve ser apresentada aos componentes
da Mesa do Senado Federal. 
a) A ação prevista não geraria os resultados
esperados quanto à segurança jurídica, pois uma
decisão nesta espécie de ação não produz efeitos
erga omnes. 
b) AMesa do Senado Federal não possui
legitimidade ativa para a proposição de ação de
controle concentrado do tipo apresentado. 
c) Embora a decisão proferida na ação produza
efeitos erga omnes, as normas municipais não
poderiam ser objeto de avaliação por esta ação
específica. 
d) A Lei XXX/2019, em razão da natureza do ente
federativo que a produziu, somente pode ser objeto
de análise pela via do controle difuso de
constitucionalidade.
Gabarito: C
DICA 76
Ação Declaratória de Constitucionalidade
(ADC) 
Pretende confirmar a constitucionalidade de lei ou
ato normativo FEDERAL.
É necessário que exista uma CONTROVÉRSIA
JUDICIAL, ou seja, vários juízes proferindo decisões
diferentes. Cabe quando for:
Lei ou ato normativo federal;
Emendas constitucionais (decorrem do poder
constituinte derivado);
Leis federais (complementares, ordinárias,
delegadas, provisórias).
Não cabe:
Norma municipal e estadual (está fora do
âmbito de atuação da ADC);
Atos regulamentares;
Normas originárias da CF.
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Comentários: 
a) Errada. A Ação Declaratória de Constitucionalidade
(ADC) possui efeitos erga omnes. Além disso, conforme
art. 102, I, “a” da CRFB/88 a ADC não é cabível em face de
norma municipal.
b) Errada. A mesa do Senado Federal possui a
legitimidade para propor a ação nos termos do art. 103, II
da CRFB/88 
c) Correta. A ADC possui efeito erga omnes e conforme
previsto no art. 102, I, alínea “a” da CRFB/88 esta ação é
cabível em face de lei ou ato normativo federal.
d) Errada. A Lei xxx/2019 do enunciado pode ser objeto de
análise por controle concentrado, como, por exemplo, a
Ação Direta de Inconstitucionalidade, conforme
precedente do STF (ADI 409-RS (DJU de 26.4.2002). Rcl
595-SE, rel. Min. Sydney Sanches, 28.8.2002.(RCL-595)
DICA 77
Ação Direta de Inconstitucionalidade por
Omissão (ADO)
Visa combater a síndrome da inefetividade das
normas constitucionais que dependem de
regulamentação, ou seja, normas de eficácia limitada
(normas dependentes da atuação do legislador
infraconstitucional para que possam produzir seus
efeitos). 
Declarada a inconstitucionalidade por omissão de
medida para tornar efetiva norma constitucional, será
dada ciência ao Poder competente para a adoção
das providências necessárias e, em se tratando de
órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.
(Observa-se que não há OBRIGAÇÃO)!
DICA 78
Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF)
Visa declarar qualquer ato do Poder Público que
ameace ou viole preceito fundamental, seja ele
federal, estadual ou municipal. 
É uma AÇÃO RESIDUAL, ou seja, é cabível quando não
há nenhuma outra ação do controle concentrado
capaz de remediar a violação à Constituição. 
Utilizada para evitar ou reparar lesão a preceito
fundamental resultado de qualquer ato do Poder
Público, incluindo aí decisões judiciais, atos
normativos, etc.. 
Somente vai para o efeito ex nunc quando
houver aprovação de 2/3 dos membros do
Supremo Tribunal Federal (MODULAÇÃO DOS
EFEITOS).
Efeito vinculante aos demais órgãos do Poder
Judiciário e à Administração Pública direta e indireta,
nas esferas federal, estadual e municipal (art. 102, §2º
da CF). 
Não vincula o STF e não vincula o PODER LEGISLATIVO
em sua função típica de legislar, para evitar o
fenômeno da Fossilização Constitucional.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 61 CF
Art. 62 CF
Art. 167, § 3º CF
Art. 64 CF
Art. 65 CF
Art. 66 CF
Art. 67 CF
Art. 69 CF
Exemplos de preceitos fundamentais, que podem ser
protegidos por ADPF:
Princípios fundamentais (art. 1 a 4 CF);
Direitos e garantias constitucionais (art. 5 a 17 CF);
Princípio federativo (art. 18 CF);
Princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII CF);
Princípios da administração pública (art. 37 caput
CF);
Cláusulas pétreas (art. 60, parágrafo 4 CF);
Quanto aos seus efeitos são erga omnes e ex tunc 
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O Presidente escuta o Conselho da República
e o Conselho de Defesa Nacional, que emitem
pareceres meramente opinativos.
O Presidente decreta o Estado de Defesa.
O Estado de defesa tem duração máxima de 30
dias, prorrogados por mais 30 dias, uma única
vez, sendo no máximo 60 dias.
Havendo necessidade de mais prorrogação, deve
ser decretado o Estado de Sítio.
Havendo ocupação e uso temporário de bens e
serviços públicos, na hipótese de calamidade
pública, a União deve responder pelos danos e
custos decorrentes.
COMO JÁ CAIU...
Dois Estados de determinada região do Brasil foram
atingidos por chuvas de tal magnitude que o
fenômeno foi identificado como calamidade de
grandes proporções na natureza. A ocorrência
gerou graves ameaças à ordem pública, e o
Presidente da República, após ouvir o Conselho da
República e o de Defesa Nacional, decretou o
estado de defesa, a fim de reestabelecer a paz
social. No decreto instituidor, indicou, como medida
coercitiva, a ocupação e o uso temporário de bens
e serviços públicos dos Estados atingidos, sem
direito a qualquer ressarcimento ou indenização
por danos e custos decorrentes. Segundo o sistema
jurídico-constitucional brasileiro, no caso em
análise, 
a) houve violação ao princípio federativo, já que o
uso e a ocupação em tela importam em violação à
autonomia dos Estados atingidos pela calamidade
natural de grandes proporções. 
b) a medida coercitiva é constitucional, pois a
decretação de estado de defesa confere à União
poderes amplos para combater, durante um prazo
máximo de noventa dias, as causas geradoras da
crise. 
c) a medida coercitiva em tela viola a ordem
constitucional, pois a União deve ser
responsabilizada pelos danos e custos decorrentes
da ocupação e uso temporário de bens e serviços
de outros entes. 
d) a medida coercitiva, nos termos acima
apresentados, somente será constitucional se
houver prévia e expressa autorização de ambas as
casas do Congresso Nacional.
Gabarito: C
Comentários: 
a) Errada. Não houve violação ao princípio federativo,
conforme previsão do Art. 136, CF: O Presidente da
República pode, ouvidos o Conselho da República e o
Conselho de Defesa Nacional, decretar Estado de Defesa
para preservar ou prontamente restabelecer, a ordem
pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente
instabilidade institucional ou atingidas por calamidades.
DEFESA DO ESTADO
DICA 79
Estado de Defesa
Quando a localidade não consegue superar
sozinha a calamidade pela qual está passando, o
Estado de Defesa é criado para que vários pontos
sejam flexibilizados com vistas a superar o
momento de forma mais eficiente.
Medida mais branda.
Objetivo de preservar ou prontamente
restabelecer, em locais determinados e restritos, a
ordem pública ou a paz social ameaçadas por
grave e iminente instabilidade institucional ou
atingidas por calamidades de grandes proporções
na natureza.
Deve haver data e área determinada para que a
medida seja decretada.
DICA 80
Procedimento 
O Presidente submeterá o ato, com a
respectiva justificação, ao Congresso
Nacional em 24 horas. Se o Congresso
Nacional estiver em recesso, será convocado,
extraordinariamente, no prazo de 5 dias. A
convocação é feita pelo Presidente do
Senado Federal.
O Congresso deverá apreciar o decreto
dentro de 10 dias contados de seu
recebimento, por meio da maioria absoluta
de seus membros. O Congresso continuará
funcionando enquanto vigorar o Estado de
Defesa.
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b) Errada. Art.136, § 2º, CF: O tempo de duração do
estado de defesa não será superior a trinta dias,
podendo ser prorrogado uma vez, por igual período,se
persistirem as razões que justificaram a sua decretação.
c) Correta. Art.136, II, CF: Ocupação e uso temporário de
bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade
pública, respondendo a União pelos danos e custos
decorrentes.
d) Errada. Art. 136, § 4º, CF: Decretado o estado de defesa
ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro
de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a
respectiva justificação ao Congresso Nacional, que
decidirá por maioria absoluta.
DICA 81
Estado de Sítio 
O Estado de Sítio é mais “radical” do que o Estado
de Defesa em razão das circunstâncias na qual
poderá ser decretado e pelas restrições que a
população pode sofrer.
Determinado em situações mais graves, como:
 a) comoção grave de repercussão nacional ou
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia da
medida tomada durante o Estado de Defesa;
 b) declaração de estado de guerra ou resposta à
agressão armada estrangeira. 
No caso de comoção grave de
repercussão nacional, não poderá ser
superior a 30 dias, podendo ser
prorrogado sucessivamente;
No caso da declaração de estado de
guerra, poderá ser decretado por todo o
tempo que perdurar a guerra ou a
agressão armada estrangeira. 
Aprovar Estado de Defesa e autorizar o Estado
de Sítio é competência exclusiva do Congresso
Nacional.
Compete PRIVATIVAMENTE ao Presidente da
República decretar estado de defesa e de sítio,
NÃO SENDO POSSÍVEL a delegação. 
A Constituição não poderá ser emendada na
vigência de intervenção federal, de estado de
defesa ou de estado de sítio.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 84 CF
Art. 136 CF
Art. 137 CF
Art. 138 CF
Art. 139 CF
Art. 142 CF
Art. 49 CF
DICA 82
Procedimento 
O Presidente escuta o Conselho da República
e o Conselho de Defesa Nacional, que emitem
pareceres meramente opinativos.
O presidente encaminha o pedido para o
Congresso Nacional que se manifestará pela
maioria absoluta dos seus membros
Se autorizado pelo Congresso, o presidente
decreta o estado de sítio e designa as áreas
abrangidas e os executores das medidas 
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O direito à saúde é garantido a todos, sendo o
atendimento integral uma das diretrizes do Sistema
Único de Saúde. A cobertura é, também, igualitária e
universal.
COMO JÁ CAIU...
Em uma cidade situada no município Gama, José
Silva sofreu grave acidente ao ser atropelado por
um caminhão. Com lesões pelo corpo, ele foi
conduzido ao hospital municipal situado na cidade
e, ao passar pelo setor de identificação, alegou
não possuir consigo qualquer documento. Na
dúvida sobre se José poderia ter acesso aos
serviços de saúde do SUS (Sistema Único de
Saúde), a direção do hospital consultou a
Procuradoria do Município. Sobre o caso
apresentado, em consonância com o sistema
jurídicoconstitucional brasileiro, assinale a
afirmativa que apresenta a resposta correta. 
a) Para fazer jus aos serviços de saúde ofertados
pelo SUS, José deve comprovar a condição de
contribuinte do sistema previdenciário brasileiro. 
b) Para fazer jus aos serviços de saúde ofertados
pelo SUS, José deve comprovar, formalmente, a
condição de trabalhador. 
c) Os serviços de saúde ofertados pelo SUS
somente são disponibilizados para os brasileiros
natos ou naturalizados. 
d) O atendimento pelo SUS deve ser realizado,
independentemente de José possuir
nacionalidade brasileira, ser trabalhador ou
contribuir com a Previdência Social.
Gabarito: D
Comentários:
a) Errada. A saúde é um direito de todos, conforme art.
196 da CF. Ainda, a lei n° 8.080/90 que dispõe sobre as
condições para a promoção, proteção e recuperação
da saúde, a organização e o funcionamento dos
serviços correspondentes estabelece que o Estado tem
o dever de garantir a saúde e assegurar o acesso
universal e igualitário.
COMO JÁ CAIU...
O governador do Estado Alfa, como represália às
críticas oriundas dos professores das redes
públicas de ensino, determinou cortes na educação
básica do referido ente, bem como instituiu a
necessidade de pagamento de mensalidades pelos
alunos de estabelecimentos oficiais de ensino que
não comprovassem ser oriundos de famílias de
baixa renda. Sobre a conduta do governador, com
base na CRFB/88, assinale a afirmativa correta. 
a) Está errada, pois a gratuidade do ensino público
em estabelecimentos oficiais está prevista na
ordem constitucional, de modo que o seu não
oferecimento ou o oferecimento irregular pode
ensejar, inclusive, a responsabilização do
governador do Estado Alfa. 
b) Está errada, pois o Estado deve garantir a
educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17
anos de idade, de modo que ele apenas poderia
restringir sua oferta gratuita em relação àqueles
que a ela não tiveram acesso na idade própria. 
ORDEM SOCIAL
DICA 83
Saúde 
ATENÇÃO!! Esse direito também é garantido
para estrangeiros que estiverem no Brasil.
b) Errada. José não deve fazer essa comprovação, posto
que o acesso ao Sistema Único de Saúde é universal e
igualitário. 
c) Errada. Conforme o caput do art. 5° da CRFB/88,
todos são iguais perante a lei e sem distinção,
garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade dos direitos fundamentais. 
d) Correta. Conforme o art. 196 da CF é direito de todos
e dever do Estado, portanto, ser trabalhador ou
brasileiro não pode constituir motivos para restringir o
acesso à saúde.
Art. 196 da CRFB/88: A saúde é direito de todos e dever
do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doença e
de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação.
DICA 84
Educação 
O dever do Estado com a educação será efetivado
mediante a garantia de:
Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos
17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta
gratuita para todos os que a ela não tiveram;
Atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino;
Educação infantil, em creche e pré-escola, às
crianças até 5 (cinco) anos de idade.
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c) Está certa, pois a gratuidade do ensino público,
com a promulgação da Constituição de 1988,
deixou de ser obrigatória, sendo facultado o
exercício das atividades de ensino pela inciativa
privada.
d) Está errada, pois os Estados e o Distrito Federal
devem atuar, exclusivamente, no ensino médio e
fundamental, de sorte que o governador do Estado
Alfa não poderia adotar medida que viesse a
atingir, indistintamente, todos os alunos da
educação básica. 
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. Pois está de acordo com o art. 206, IV da CF
que preleciona o princípio da gratuidade do ensino
público em estabelecimentos oficiais;
CF “Art. 206. O ensino será ministrado com base nos
seguintes princípios:
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos
oficiais;
b) Errada. A CF garante o princípio da gratuidade dos
princípios.
Art. 208, CF. “O dever do Estado com a educação será
efetivado mediante a garantia de:
I - Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro)
aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive
sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram
acesso na idade própria; [...]
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito
público subjetivo.
§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo
Poder Público, ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade da autoridade competente. 
c) Errada. A gratuidade do ensino não é facultativa, a CF
garante expressamente;
d) Errada. Os princípios que ministram a educação são o
da gratuidade do ensino público em estabelecimentos
oficiais.
DICA 85
Desporto
Justiça desportiva não é órgão do Poder Judiciário, é
instância administrativa. 
Assim, nas demandas referentes à disciplina e
competições desportivas, apenas será possível
acessar o Poder Judiciário após esgotar as instâncias
da própria justiça desportiva ou caso não profira
decisãofinal no prazo de 60 dias. 
DICA 86
Indígenas
São reconhecidos aos povos indígenas sua
organização social, costumes, línguas, crenças e
tradições, e os direitos originários sobre as terras
que tradicionalmente ocupam, competindo à
União demarcá-las, proteger e fazer respeitar
todos os seus bens.
O aproveitamento dos recursos hídricos,
incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e
a lavra das riquezas minerais em terras
indígenas só podem ser efetivados com
autorização do Congresso Nacional, ouvidas as
comunidades afetadas, ficando-lhes
assegurada participação nos resultados da lavra,
na forma da lei. 
As terras de que trata este artigo são
inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre
elas, imprescritíveis.
COMO JÁ CAIU...
Ubirajara é membro de uma comunidade indígena
situada em terras regularmente demarcadas, ali
vivendo conforme as tradições dos seus ancestrais.
Em determinado momento, ele resolveu tentar nova
vida em uma cidade brasileira. Sem recursos para
dar início a esse projeto, decidiu vender a terra em
que habitava desde seu nascimento para um
grupo de agricultores, que pretende ali se instalar
definitivamente. Sobre a hipótese narrada, segundo
a ordem jurídico-constitucional brasileira, assinale
a afirmativa correta. 
a) Ubirajara somente poderá dispor das terras se a
alienação, comprovadamente, atender aos
imperativos da ordem econômica brasileira. 
b) Ubirajara, caso figure como proprietário das
terras no registro de imóveis da localidade, poderá
aliená-las, assegurado o direito de participação da
comunidade no valor da venda. 
c) Ubirajara não pode efetivar a venda almejada,
pois as terras em questão não são passíveis de
alienação e nem mesmo de disposição. 
d) Ubirajara somente poderia alienar as terras após
a devida autorização por parte da comunidade
indígena, que é a proprietária das terras.
Gabarito: C
Comentários:
Antes de avaliar cada uma das assertivas é preciso ter
em mente que o Supremo Tribunal Federal (STF), no
tema 1.031 de Repercussão Geral sobre a demarcação de
terras indígenas, estabeleceu diretrizes fundamentais
sobre a posse tradicional indígena.
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As terras indígenas são inalienáveis, indisponíveis e
imprescritíveis, com posse permanente dos indígenas e
usufruto exclusivo das riquezas naturais nelas
existentes. A ocupação indígena deve ser compatível
com a tutela ambiental, e os povos indígenas têm
capacidade civil, sendo partes legítimas em processos
que envolvem seus interesses, além da legitimidade
concorrente da FUNAI e da atuação do Ministério Público
como fiscal da lei.
a) Errada. No caso em comento, conforme a decisão do
STF, Ubirajara não pode alienar a terra, posto que ela é
regularmente demarcada, portanto, é inalienável, ou
seja, por força de lei não pode ser objeto de alienação.
b) Errada. No caso em comento, quem é proprietário das
terras indígenas é a União, por isso, não é possível
afirmar “caso figure como proprietário”, posto que não é,
mas é a União e o mero registro de imóveis não tem o
condão de alterar a natureza de inalienabilidade da
terra.
Art. 20, CRFB/88: São bens da União :XI - as terras
tradicionalmente ocupadas pelos índios.
c) Correta. Conforme julgados vistos nas explicações
acima, as terras demarcadas possuem a condição de
inalienabilidade, portanto, não são passíveis de
alienação, por força de disposição legal, eis que esta
condição é prevista na Constituição Federal.
O STF, no tema de repercussão geral 1.031 reforçou a
preocupação de omissão da Administração Pública em
proteger esses territórios e a integridade física dos povos
indígenas, especialmente aqueles isolados ou de recente
contato, expõe essas comunidades a riscos graves,
justificando a necessidade de medidas efetivas para
sanar essas irregularidades. Portanto, a inalienabilidade
das terras indígenas é uma medida essencial para
garantir a preservação da vida, cultura e identidade
desses povos. Nesse sentido, Ubirajara não pode alienar
a sua terra. 
Art. 231, CRFB/88: São reconhecidos aos índios sua
organização social, costumes, línguas, crenças e
tradições, e os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo à União
demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus
bens.
§ 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e
indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
d) Errada. A Constituição Federal, no art. 231, §4°, ao
tratar sobre a inalienabilidade das terras, não faz
ressalva ou condição, portanto, tem-se uma
inalienabilidade absoluta. Por essa razão, ainda que
Ubirajara obtenha autorização de parte da comunidade
indígena, trata-se de bem da União e não pode ser
alienada.
DICA 87
Seguridade Social 
É um conjunto de ações de iniciativa dos poderes
públicos e da sociedade com a finalidade de
assegurar o direito relativo à saúde, à previdência
e à assistência social.
O Estado deve garantir o direito à proteção das
necessidades humanas básicas.
DICA 88
Previdência Social 
É uma política pública que garante uma renda
para o trabalhador e sua família em caso de
incapacidade de trabalho, doença, acidente,
velhice, maternidade, morte ou reclusão.
É organizada sob a forma do Regime Geral de
Previdência Social, de caráter contributivo e de
filiação obrigatória.
Ainda que o segurado tenha uma previdência
privada, isso não exclui a obrigatoriedade da
previdência social.
DICA 89
É um direito de todos os cidadãos que dela
necessitem e um dever do Estado.
Enquanto a Previdência Social é uma proteção de
caráter contributivo, a lógica da Assistência
Social funciona a partir da demanda e
necessidade com o objetivo de efetivar a
proteção à dignidade da pessoa humana e de
erradicar a pobreza.
Assistência Social 
IMPORTANTE!! Em 2017 o STF decidiu que os
estrangeiros residentes no Brasil, desde
que cumpram os requisitos legais, são
beneficiários da assistência social.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 196 CF
Art. 199 CF
Art. 200 CF
Art. 203 CF
Art. 206 CF
Art. 207 CF
Art. 208 CF
Art. 210 CF
Art. 212 CF
Art. 217 CF
Art. 220 CF
Art. 231 CF
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066.708.921-79direto, secreto, universal
e periódico (art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não
menciona acerca da obrigatoriedade, razão pela
qual a proposta da Câmara dos Deputados não
encontra óbice.
c) Errada. Não há necessidade da manifestação de
ambas as casas, conforme o art. 60, I da CRFB/88,
para a proposta basta a manifestação de 1/3 dos
membros da Câmara dos Deputados OU do Senado
Federal. 
Agora, a proposta será discutida e votada em cada
Casa do Congresso nacional, ocorrerá em 2 turnos
e será aprovada se obtiver o quorum de 3/5 dos
votos dos respectivos membros nos termos do art.
60, § 2º da CRFB/88.
d) Errada. A Emenda não é feita pela sanção
presidencial, a participação do Presidente da
República pode ocorrer no momento da
propositura conforme art. 60, II da CRFB/88.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA..
Art 60 CF
Art. 62 CF
Art. 66, §1º CF
Art. 3 ADCT
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Rito normal
DICA 06
Aplicabilidade dos Direitos Fudamentais
De acordo com o art 5º, §1º da Constituição
Federal, as normas definidoras de direitos e
garantias fundamentais possuem aplicação
imediata. 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
DICA 07
Hierarquia das Normas
DICA 08
DICA 09
Força dos Tratados Internacionais em
matéria de Direitos Humanos
Se os tratados internacionais com matéria de
direitos humanos forem aprovados em 2 turnos
por 3/5 dos votos, serão EQUIPARADOS à
Emenda Constitucional. 
Lembre-se que os direitos fundamentais
são CLÁUSULAS PÉTREAS, ou seja, não
podem ser abolidos da CF em nenhuma
hipótese: art. 60 § 4 CF.
COMO JÁ CAIU...
Os tratados internacionais sobre direitos humanos
firmados pela República Federativa do Brasil serão
equivalentes às emendas constitucionais, se forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional,
a) em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros.
b) em dois turnos, por maioria absoluta dos votos
dos respectivos membros.
c) em único turno, por maioria absoluta dos votos
dos respectivos membros.
d) em único turno, por três quintos dos votos dos
respectivos membros.
Gabarito: A
Comentários: 
A alternativa A está correta por força do artigo 5º, §3º
da Constituição Federal. Esse parágrafo foi
acrescentado pela Emenda Constitucional 45 de 2004
dispondo que “os tratados e convenções internacionais
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos serão equivalentes às emendas
constitucionais.
Art. 5º, §3º. CF. Os tratados e convenções internacionais
sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três
quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais. 
Constitucionais
Supra legais
Infraconstitucionais
Infralegais
Cuidado pra não cair em pegadinha... 
Se os Tratados Internacionais não versarem
sobre matéria de direitos humanos serão
recepcionados como LEI e não como emendas
constitucionais.
Tabelinha para fixar! 
SOBRE DIREITOS HUMANOS SOBRE OUTROS TEMAS
Rito especial 
(art. 5, § 3 CF) - 3/5 dos
votos em 2 turnos.
STATUS DE EMENDA
CONSTITUCIONAL = 
NORMA CONSTITUCIONAL
STATUS DE 
LEI ORDINÁRIA 
Artigo 5º da Constituição Federal
Na colisão entre direitos fundamentais no caso
concreto, é preciso equilibrar e verificar o que
vai prevalecer em cada caso. Não existe direito
fundamental absoluto!
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Nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o
dano e a decretação do perdimento de bens
ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o
limite do valor do patrimônio transferido.
ATENÇÃO! Tema interdisciplinar!
Pode ser cobrado tanto em constitucional
quanto em processo penal.
COMO JÁ CAIU...
O parlamentar José, em apresentação na Câmara
dos Deputados, afirmou que os direitos à
informação e à liberdade jornalística possuem
normatividade absoluta e, por esta razão, não
podem ceder quando em colisão com os direitos à
privacidade e à intimidade, já que estes últimos
apenas tutelam interesses meramente individuais.
Preocupado com o que reputou “um discurso
radical”, o deputado Pedro recorreu a um
advogado constitucionalista, a fim de que este lhe
esclarecesse sobre quais direitos devem
prevalecer quando os direitos à intimidade e à
privacidade colidem com os direitos à liberdade
jornalística e à informação. O advogado afirmou
que, segundo o sistema jurídicoconstitucional
brasileiro, o parlamentar José
a) está correto, pois, em razão do patamar
atingido pelo Estado Democrático de Direito
contemporâneo, os direitos à liberdade jornalística
e à informação possuem valor absoluto em
confronto com qualquer outro direito fundamental.
b) está equivocado, pois os tribunais entendem
que os direitos à intimidade e à privacidade têm
prevalência apriorística sobre os direitos à
liberdade jornalística e à informação.
c) está equivocado, pois, tratando-se de uma
colisão entre direitos fundamentais, se deve buscar
a conciliação entre eles, aplicando-se cada um
em extensão variável, conforme a relevância que
apresentem no caso concreto específico.
d) está correto, pois a questão envolve tão
somente um conflito aparente de normas, que
poderá ser adequadamente solucionado se
corretamente utilizados os critérios da hierarquia,
da temporalidade e da especialidade.
Gabarito: C
Comentários: 
a) Errada. O direito à informação não é absoluto, pois
quando colide com outro direito fundamental há que
ser feito o sopesamento;
b) Errada. Não há o entendimento da prevalência do
direito à intimidade e à privacidade sobre à liberdade
jornalística, à luz de cada caso concreto é preciso haver
a ponderação dos valores;
c) Correta. Existe aqui clara colisão entre direitos
fundamentais, que devem ser conciliados. É possível
haver colisão entre os direitos fundamentais. Para
resolver esse conflito, o Juízo deve adotar o critério da
ponderação de valores, isto é, “tentar harmonizar ou
combinar os bens jurídicos em conflito, de forma que
um deles não prevalece em detrimento do outro”.
A liberdade de expressão está prevista no art. 5º, IX, da
CRFB/88, e só será restringida em caráter excepcional,
por exemplo, quando a liberdade de expressão
extrapolar os direitos de personalidade de outrem;
FONTE: LENZA, Pedro. Direito constitucional
esquematizado. 21. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
d) Errada. Não é conflito aparente de normas que é
duas ou mais normas disputando a regência em
relação ao mesmo fato típico.
DICA 11
DICA 12
Princípio da Pessoalidade 
DICA 10
Liberdade da expressão Artística 
É livre a expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença.
Exemplos: músicas, produções audiovisuais,
artes plásticas, etc.
Inviolabilidade Domiciliar 
Em regra, a casa é inviolável, só podendo entrar
com o consentimento do morador. Mas como
nenhum direito é absoluto, há duas exceções:
Por
determinação
judicial - busca
e apreensão
judicial
(somente
durante o dia)
Flagrante
delito,
desastre,
para prestar
socorro (em
qualquer
horário).
Além dessas restrições ao direito da
inviolabilidade domiciliar, previstas no art.
5º CF, temos outra exceção na Constituição
Federal: DURANTE O ESTADO DE SÍTIO. De
acordo com o art. 139, V CF, durante o
Estado de Sítio, poderá ser determinada
busca e apreensão domiciliar
independentemente de ordem judicial. 
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COMO JÁ CAIU...
Carlos, praticante de religião politeísta, é
internado em hospital de orientação cristã e
solicita assistência espiritual a ser conduzida por
um líder religioso de sua crença.
Os parentes de Carlos, mesmo cientes de que a
assistência solicitada se resumiria a uma discreta
conversa, estão temerosos de que a presença do
referido líder coloque em risco a permanência de
Carlos no hospital, em virtudede representar uma
vertente religiosa não aderente à fé adotada pela
instituição hospitalar.
Os parentes de Carlos o procuram, como
advogado(a), para conhecer os procedimentos
adequados à situação narrada.
Você os informou que, segundo o sistema
jurídico-constitucional brasileiro, o hospital:
a) pode negar a autorização para a assistência
espiritual em religião diversa daquela
preconizada pela instituição, embora não fosse o
caso de Carlos perder a vaga.
b) não pode negar o apoio espiritual solicitado,
mesmo que a assistência seja prestada em bases
religiosas diversas daquela oficialmente
preconizada pelo hospital.
c) somente está obrigado a autorizar a
assistência religiosa caso já tivesse permitido que
sacerdote de outra religião exercesse atividades
religiosas em suas instalações. 
d)tem, como instituição privada, total autonomia
para estabelecer regras para situações como
esta, podendo permitir ou negar o pedido, de
acordo com seu regulamento interno.
Gabarito: C
Comentários: 
a) Errada. A assistência espiritual não pode ser negada
em virtude de religião diversa daquela adotada pela
instituição, visto que contrária ao direito fundamental
consagrado no art. 5°, VII da CRFB/88.
Art. 5°, VII da CRFB/88: Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de
assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva; 
b) Correta. O artigo 5°, VII da CRFB/88 assegura a
prestação de assistência religiosa nas entidades civis e
militares de internação coletiva. É irrelevante se o
hospital adota crença diferença, visto que particulares
também devem respeitar os direitos fundamentais.
c) Errada. Não há essa condição, além disso, conforme
o art. 5°, VII da CRFB/88 a assistência religiosa é um
direito fundamental.
d) Errada. Ainda que o hospital seja uma entidade
privada, deve observar e respeitar os direitos
fundamentais.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA..
Art. 5º, XI CF
Art. 5º, VII CF
Art. 5º, IX CF
Art. 5º, XIII CF
Art. 5º, XVII CF
 Art. 5º, XXII CF
 Art. 5.º, XXXIII CF
Art. 5º, XXXVI CF
Art. 5º, XLV CF
Art. 210 CF
É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício
ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer; 
Se aplica a estrangeiro que vem trabalhar no
Brasil.
Liberdade ao exercício de qualquer
trabalho 
O STF entendeu que a CF/88 não proíbe
que sejam oferecidas aulas de uma
religião específica, que ensine os
dogmas ou valores daquela religião. 
Não há qualquer problema nisso, desde
que se garanta oportunidade a todas
as doutrinas religiosas. ADI 4439/DF.
DICA 14
É possível que o legislador restrinja a
liberdade de trabalho se a atividade
implicar risco à saúde, à ordem pública,
entre outros.
É assegurada, nos termos da lei, a prestação
de assistência religiosa nas entidades civis e
militares de internação coletiva.
Assistência Religiosa 
DICA 13
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r
COMO JÁ CAIU...
João pretende ter acesso às suas informações
pessoais que constam de bancos de dados de
entidade governamental. Em assim sendo, o
particular procura um advogado, para ser
informado sobre como deve proceder. Nesse
cenário, considerando os instrumentos de controle
judicial da Administração Pública, é correto afirmar
que João poderá impetrar, em juízo, um
a) mandado de segurança, instruindo a petição
inicial com prova da recusa ao acesso às
informações na esfera administrativa ou do
decurso de mais de quinze dias sem decisão.
b) habeas data, instruindo a petição inicial com
prova da recusa ao acesso às informações na
esfera administrativa ou do decurso de mais de
quinze dias sem decisão.
c) habeas data, instruindo a petição inicial com
prova da recusa ao acesso às informações na
esfera administrativa ou do decurso de mais de
dez dias sem decisão.
d) mandado de segurança, independentemente
da comprovação de recusa ao acesso às
informações na esfera administrativa.
Gabarito: C
Comentários: 
a) Errada. Como se trata de informações pessoais, o
remédio cabível é o Habeas Data. O Mandado de
Segurança é para assegurar direito líquido e certo e não
São ferramentas jurídicas que protegem os
direitos fundamentais dos cidadãos. São
previstos na Constituição Federal e podem ser
usados para evitar ilegalidades ou abuso de
poder. 
Visa assegurar o acesso às informações, 
Promover a retificação de informações e 
Proceder à anotação de informações
referente à pessoa do impetrante.
Informações constantes no registro ou
bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público. 
A ação é personalíssima. 
DICA 15
DICA 16
Habeas Data
exige a prova da recusa administrativa ou mais de 15
(quinze) dias sem a decisão, tão somente a prova pré-
constituída porque não admite dilação probatória. Art.
5°, LXXII da CRFB/88: conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações
relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
O prazo de 10 dias a Lei 9.507/97 faz a menção no art. 8°,
parágrafo único inciso I:
Art. 8°, parágrafo único, I, Lei 9.507/97: A petição inicial,
que deverá preencher os requisitos dos , será
apresentada em duas vias, e os documentos que
instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na
segunda.
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída
com prova:
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso
de mais de dez dias sem decisão;
c) Correta. É cabível Habeas Data, pois o objetivo é
assegurar a informação do impetrante e conforme o art.
8°, parágrafo único inciso I da Lei 9.507/97 e necessita
da recusa ou do decurso de mais de 10 (dez) dias,
porque se trata de acesso às informações.
Quando se tratar de retificação (o que não é o caso), o
prazo é de 15 dias, conforme art. 8°, parágrafo único,
inciso II da Lei 9.507/97.
d) Errada. O remédio constitucional para assegurar o
direito a informações pessoais é o Habeas Data, porém,
de fato, o Mandado de Segurança não exige a recusa
na esfera administrativa, porém não é o remédio
cabível. 
DICA 17
Habeas Corpus
Cabível sempre que alguém sofrer (REPRESSIVO)
ou se achar ameaçado (PREVENTIVO) de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
A legitimidade ativa para impetrar o HC é
de qualquer pessoa, universal;
Único remédio constitucional que
independe de advogado. 
Conceito
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
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COMO JÁ CAIU...
Emenda à Constituição inseriu novo direito social
na Constituição Federal de 1988. Da análise do
dispositivo normativo extraiu-se que a fruição do
direito ali previsto somente seria possível com sua
devida disciplina legal. Passados sete anos sem
que o Congresso Nacional tivesse elaborado a
referida regulamentação, mesmo após decisões
do Supremo Tribunal Federal que reconheciam a
mora e determinavam prazo razoável para a
edição da norma regulamentadora, Fernando, que
entende fazer jus a tal direito, procurou você, como
advogado(a), a fim de saber se há alguma
providência judicial a ser tomada para que possa
usufruir do direito constitucionalmente previsto.
Sobre a hipótese, de acordo com o sistema
jurídico-constitucional vigente, assinale a
afirmativa que apresenta, corretamente, sua
orientação. 
a) A via judicial não é cabível, posto que, com base
no princípio da separação de poderes, somente a
produção de lei regulamentadora pelo Congresso
Nacional viabilizará a fruição do referido direito
social.
b) Fernando poderá ingressar com mandado de
injunção perante o Superior Tribunal de Justiça, o
qual,reconhecendo a existência de mora por parte
do Congresso Nacional, poderá determinar que
este Tribunal edite a lei regulamentadora
imediatamente.
c) O mandado de injunção, a ser impetrado por
Fernando perante o Supremo Tribunal Federal,
pode ser utilizado para requerer que o Tribunal
estabeleça as condições em que se dará o
exercício do referido direito social, de modo a
permitir a sua fruição.
d) Fernando tem a possibilidade de ajuizar uma
ação direta de inconstitucionalidade por omissão
perante o Supremo Tribunal Federal, requerendo
que o Tribunal promova sua implementação
imediata para todos que façam jus ao direito
social. 
Gabarito: C
Comentários:
a) Errada. A via judicial é cabível, posto que o Mandado
de Injunção é um remédio constitucional (uma ação)
cabível sempre que a falta de norma regulamentadora
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania, na forma do
art. 5°, LXXI da CRFB/88;
Art. 5°, LXXI da CRFB/88: conceder-se-á mandado de
injunção sempre que a falta de norma
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
Também pode ser COLETIVO, sendo os legitimados
os mesmos do mandado de segurança incluindo
aqui somente o MP e a Defensoria Pública.
Viabiliza o exercício de direitos, liberdades ou
prerrogativas constitucionais inviabilizadas pela falta
de norma reguladora.
Mandado de Injunção 
DICA 19
Individuais homogêneos (os decorrentes
de origem comum e da atividade ou
situação específica da totalidade ou de
parte dos associados ou membros do
impetrante). 
Direitos coletivos (os transindividuais, de
natureza indivisível, de que seja titular
grupo ou categoria de pessoas ligadas
entre si;
Prazo decadencial de 120 dias para impetração;
O MS pode ser COLETIVO, visando tutelar a
proteção dos:
Cabível quando qualquer direito líquido e certo do
indivíduo for violado por ato de autoridade
governamental ou de agente que esteja no exercício
de atribuição do Poder Público. 
Mandado de Segurança 
DICA 18
Legitimados
Partido Político com representação
no Congresso Nacional
Organização Sindical
Entidade de classe
Associações constituídas e em
funcionamento há pelo menos 1 ano.
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liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes
à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
b) Errada. O remédio constitucional cabível de fato é o
Mandado de Injunção, porém não é competência do
Superior Tribunal de Justiça, mas do Supremo Tribunal
Federal, na forma do art. 102, I, “q” da CRFB/88;
c) Correta. O remédio constitucional cabível é o
mandado de injunção por força do art. 5° LXXI da
CRFB/88 e a competência é do Supremo Tribunal
Federal (STF), pois conforme art. 102, I, “q” da CRFB/88
caberá ao STF processar e julgar originariamente o
Mandado de Injunção quando a norma
regulamentadora for atribuição do Congresso Nacional
e, conforme narrado pelo enunciado, o Congresso
Nacional deveria ter elaborado a regulamentação, mas
não o fez. Art. 102, I, q) da CRFB/88: o mandado de
injunção, quando a elaboração da norma
regulamentadora for atribuição do Presidente da
República, do Congresso Nacional, da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma
dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da
União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio
Supremo Tribunal Federal;
d) Errada. Fernando não tem legitimidade para ajuizar a
ação direta de inconstitucionalidade por omissão
(ADO), uma vez que não está inserido no rol do art. 103,
da CRFB/88.
Visa anular ato lesivo ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e
ao patrimônio histórico e cultural. 
A legitimidade ativa pertence ao CIDADÃO
(portador do número de eleitor), ou seja, PJ NÃO
tem legitimidade para propor ação popular.
O autor fica isento de custos judiciais e ônus de
sucumbência, exceto se comprovada má-fé.
DICA 20
Atenção! Não confunda ADO X Mandado de
Injunção! 
A ADO visa tornar efetiva uma norma
constitucional que não foi aplicada
corretamente pelo Poder Público.
O Mandado de Injunção visa tornar concreto um
direito subjetivo que não está sendo exercido.
Ação Popular
A ação SEMPRE será impetrada em juiz de
1º instância, independentemente contra
quem seja a ação.
COMO JÁ CAIU...
Maria, cidadã moradora do Município Alfa,
constatou que uma área de preservação
ambiental estava sendo diariamente desmatada,
de modo que ela pudesse ceder lugar a pastagens
para a criação de bovinos. Irresignada com essa
situação, procurou um advogado e solicitou
esclarecimentos a respeito da medida que poderia
adotar, sendo respondido, corretamente, que ela:
a) pode ajuizar uma ação popular visando à
interrupção do desmatamento e à recuperação da
área de preservação ambiental;
b) pode ajuizar ação popular ou ação civil pública
visando à interrupção do desmatamento e à
recuperação da área de preservação ambiental;
c) apenas pode exercer o direito de petição,
peticionando aos poderes públicos para que
identifiquem e multem os responsáveis pelo
desmatamento;
d) apenas pode exercer o direito de petição, para a
adoção de medidas administrativas ou
representar ao Ministério Público ou a outro
legitimado para o ajuizamento de ação civil
pública;
e) pode impetrar mandado de segurança para
que os responsáveis pelo desmatamento
observem o seu direito líquido e certo ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado.
Gabarito: A
Comentários:
a) Correta. A Ação Popular é o remédio constitucional
cabível para anular ou pleitear a declaração de
nulidade de atos lesivos contra o patrimônio da União,
DF, Estados e Municípios, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. O
enunciado informou que Maria é cidadã, ou seja, possui
a legitimidade para manejar a ação.
Art. 5°, LXXIII da CRFB/88: qualquer cidadão é parte
legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas
judiciais e do ônus da sucumbência;
b) Errada. Maria tem legitimidade para ajuizar Ação
Popular, todavia não tem legitimidade para ajuizar a
Ação Civil Pública (ACP), uma vez que a legitimidade é
do Ministério Público, Defensoria Pública, União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios; autarquia,
empresa pública, fundação ou sociedade de economia
mista; e Associações, que estejam constituídas há pelo
menos 1 ano nos termos da lei civil e inclua, entre suas
finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio
público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à
ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de
grupos raciais, étnicos ou religiosos, ou ao patrimônio
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico,
conforme art. 5° da Lei 7.347/85.
c) Errada. No caso, conforme letra “a” Maria pode ajuizar
Ação Popular.
d) Errada. Conforme art. 5°, LXIX da CRFB/88, o Mandado
de Segurança é para assegurar direito líquido e certo. 
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É uma ação de natureza coletiva, de procedimento
comum, que visa defender interesses
metaindividuais (difusos, coletivos e individuais
homogêneos).
Ação Civil Pública 
DICA 21
Considerando os fatos narrados não se tem uma
situação de direito líquido e certo, mas um ato lesivo ao
meio ambiente e nos termos da Constituição Federal
cabível a Ação Popular.
Legitimados
MP e Defensoria Pública
A União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios
A autarquia, empresa pública,
fundação ou sociedade de economia
mista
Associação que esteja constituída há
pelo menos 1 ano
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA..
Art 5º, LXVIII CF
Art 5º, LXIX CF
Art 5º, LXX CF
Art 5º, LXXI CF
Art. 8º LEI 13300/16
Art 5º, LXXII CF
Art 5º, LXXIII CF
Art. 1º Lei 7.347/85
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Os nascidos no Brasil,
ainda que de pais
estrangeiros, desde que
estes não estejam a
serviço de seu país;
Os nascidos no
estrangeiro, de pai
brasileiro OU mãe
brasileira, desde que
qualquer deles esteja a
serviço do Brasil;
Os nascidos no
estrangeiro de pai
brasileiro OU de mãe
brasileira, registrados em
repartição brasileira OU
os que venham a residir
no Brasil e optem, em
pela nacionalidade
brasileira.
ATENÇÃO! Tema interdisciplinar!
Pode ser cobrado tanto em constitucional
quanto em internacional.
DICA 22
Brasileiro Nato X Naturalizado
NATO NATURALIZADO
Os que, na forma da lei,
adquiram a
nacionalidade brasileira,
exigidas aos originários
de países de língua
portuguesa apenas
residência por um ano
ininterrupto e idoneidade
moral; (naturalização
ordinária);
Os estrangeiros de
qualquer nacionalidade,
residentes na República
Federativa do Brasil há +
de 15 anos ininterruptos
e sem condenação
penal, desde que
requeiram a
nacionalidade brasileira
(naturalização
extraordinária).
DICA 23
NACIONALIDADE
Perda da Nacionalidade 
Perderá a nacionalidade quando:
tiver cancelada sua naturalização, por sentença
judicial, em virtude de fraude relacionada ao
processo de naturalização ou de atentado
contra a ordem constitucional e o Estado
Democrático;
Antes, a previsão era somente "atividade nociva ao
interesse nacional".
ATENÇÃO! Atualização legislativa!
Mudanças promovidas pela EC 131/23.
fizer pedido expresso de perda da nacionalidade
brasileira perante autoridade brasileira
competente, ressalvadas situações que
acarretem apatridia.
A renúncia da nacionalidade, não impede o
interessado de readquirir sua nacionalidade
brasileira originária.
Antes, a regra era a perda da nacionalidade por
adquirir outra nacionalidade, mas agora só perde a
nacionalidade mediante PEDIDO EXPRESSO, além
disso, não é possível fazer esse pedido e a pessoa
ficar sem nacionalidade (apatridia), ou seja, para
ser aceito, precisa ter outra nacionalidade.
COMO JÁ CAIU...
(Questão de Direito Internacional)
Sofia, brasileira nata, com dupla nacionalidade,
portuguesa e brasileira, decidiu renunciar à
nacionalidade brasileira e procurou você, como
advogado(a), para receber a orientação jurídica
adequada sobre os efeitos de tal decisão. Depois
da avaliação do caso, você afirmou, corretamente,
à sua cliente que 
a) renúncia sendo feita de forma expressa, perante
autoridade brasileira competente, dará causa à
declaração da perda da nacionalidade brasileira. 
b) a renúncia, sendo feita de forma tácita, dará
causa à declaração da perda da nacionalidade
brasileira. 
c) após a efetivação da perda da nacionalidade,
ela não poderá readquirir a nacionalidade
brasileira originária.
d) a renúncia não será aceita pela autoridade
brasileira competente, em razão do risco de
geração de situação de apatridia.
Gabarito: A
Comentários:
A) Correta. Conforme o Artigo 12, § 4º, II da Constituição
Federal:
"Art. 12, § 4º, CF: - Será declarada a perda da
nacionalidade do brasileiro que:
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade
brasileira perante autoridade brasileira competente,
ressalvadas situações que acarretem apatridia."
B) Errada. A renúncia não poderá ser realizada de forma
tácita, apenas de forma expressa. 
C) Errada. A renúncia não impede de readquirir a
nacionalidade brasileira originária. 
D) Errada. No caso apresentado pelo enunciado, a
perda da nacionalidade brasileira por renúncia expressa
não acarretará a apatridia, tendo em vista a
nacionalidade portuguesa.
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COMO JÁ CAIU...
Jean Oliver, nascido em Paris, na França, naturalizou-se
brasileiro no ano de 2003. Entretanto, no ano de 2016, foi
condenado, na França, por comprovado envolvimento
com tráfico ilícito de drogas (cocaína), no território
francês, entre os anos de 2010 e 2014. Antes da
condenação, em 2015, Jean passou a residir no Brasil.
A França, com quem o Brasil possui tratado de
extradição, requer a imediata extradição de Jean, a fim
de que cumpra, naquele país, a pena de oito anos à qual
foi condenado. Apreensivo, Jean procura um advogado
e o questiona acerca da possibilidade de o Brasil
extraditá-lo. O advogado, então, responde que, segundo
o sistema jurídico-constitucional brasileiro, a extradição
a) não é possível, já que, a Constituição Federal, por não
fazer distinção entre o brasileiro nato e o brasileiro
naturalizado, não pode autorizar tal procedimento. 
b) não é possível, pois o Brasil não extradita seus
cidadãos nacionais naturalizados, por crime comum
praticado após a oficialização do processo de
naturalização. 
c) é possível, pois a Constituição Federal prevê a
possibilidade de extradição em caso de comprovado
envolvimento com tráfico ilícito de drogas, ainda que
praticado após a naturalização. 
d) é possível, pois a Constituição Federal autoriza que o
Brasil extradite qualquer brasileiro quando comprovado
o seu envolvimento na prática de crime hediondo em
outro país.
Gabarito: C
Comentários:
a) Errada. A extradição no caso de Jean é permitida,
uma vez que a CRFB/88 no art. 5° inciso LI dispõe que
será extraditado, em caso de comprovado envolvimento
tráfico ilícito. O naturalizado será extraditado em caso
de crime comum, se ocorrido antes da naturalização.
b) Errada. É possível a extradição, na forma do art. 5°,
inciso LI da CRFB/88 e Jean praticou crime de tráfico
ilícito de entorpecentes e não crime comum.
Art. 5°, LI, da CRFB/88: nenhum brasileiro será
extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime 
Cuidado pra não cair em pegadinha!
E os brasileiros? Podem ser extraditados?
Não. Nenhum brasileiro será extraditado,
salvo o naturalizado, em caso de crime
comum, praticado antes da naturalização, ou
de comprovado envolvimento em tráfico de
drogas (art. 5º, LI CF).
A extradição é um mecanismo internacional de
cooperação entre o Brasil e outra nação estrangeira
com a finalidade de entregar um criminoso de uma
nação para a outra a fim de puni-lo devidamente.
Extradição 
DICA 24 b) Errada. É possível a extradição, na forma do art. 5°,
inciso LI da CRFB/88 e Jean praticou crime de tráfico
ilícito de entorpecentes e não crime comum.
Art. 5°, LI, da CRFB/88: nenhum brasileiro será
extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime.
c) Correta. Conforme o art. 5°, LI da CRFB/88 o nato não
pode ser extraditado, o naturalizado pode em duas
hipóteses: (i) o crime tiver ocorrido antes da
naturalização; e (ii) quando o crime for de tráfico de
drogas, antes ou depois da naturalização.
Em regra, a lei não pode distinguir brasileiros natos dos
naturalizados, mas a Constituição Federal pode fazer,
como faz nessa questão de extradição, por exemplo. 
d) Errada. O brasileiro nato não será extraditado.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 12 CF
Art. 5, LI CF
art. 109, X CF
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Iniciativa Popular 
A CF estabelece que não será objeto de
Emenda a proposta que tende a abolir o
voto direto, secreto, universal e periódico.
(CLÁUSULA PÉTREA). 
É um instrumento de exercício do sufrágio. São
características do voto:
Personalíssimo
Obrigatório 
Secreto
Direto
Periódico 
DICA 26
É o direito de eleger e ser eleito que o cidadão possui,
englobando a capacidade eleitoral ativa (direito de
votar) e a capacidade eleitoral passiva (direito de ser
votado).
DICA 25
Vale salientar que o voto direito é a regra do Brasil,
contudo, existe uma exceção, em se tratando de
uma eleição indireta no caso de vacância do cargo
presidencial (tanto do Presidente, quanto do Vice)
na segunda metade do mandato, nos moldes do
art. 81, § 1º da CRFB/88. É o chamado “mandato-
tampão” em que a eleição indireta é feita pelos
parlamentares federais.
DICA 27
Plebiscito X Referendo X Iniciativa Popular 
A iniciativa popular consiste na apresentação de projeto
de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo,
1% do eleitoradonacional, distribuído pelo menos por
cinco Estados, com não menos de três décimos por cento
dos eleitores de cada um deles.
DICA 28
Alistabilidade
É o direito de emitir o título de eleitor.
O alistamento é vedado aos menores de 16 anos,
estrangeiros e conscritos. 
É obrigatório para aqueles que possuem entre 18
e 70 anos. 
É facultativo para os maiores de 16 anos e
menores de 18, maiores de 70 anos e analfabetos.
DICA 29
Corresponde a capacidade
passiva, isto é, possibilidade
de eleger-se para concorrer a
um mandato eletivo. 
A CF estabelece que são
condições de elegibilidade: 
nacionalidade brasileira, 
pleno exercício dos
direitos políticos, 
alistamento eleitoral; 
domicílio eleitoral na
circunscrição; 
filiação partidária; e 
idade mínima para o
cargo que pretende se
candidatar.
Elegibilidade 
Elegibilidade Inelegibilidade 
São absolutamente
inelegíveis (rol taxativo):
Inalistáveis: estrangeiros,
conscritos, privados de
exercer os direitos políticos
e absolutamente
incapazes.
Analfabetos
São relativamente inelegíveis
(rol exemplificativo):
em razão do cargo; 
em razão do parentesco; e
inelegibilidade relativa
estabelecida por lei
complementar.
Sufrágio
DIREITOS POLÍTICOS
Voto
Plebiscito 
É a consulta popular que é feita pelo legislativo ANTES de
tomar uma decisão para saber qual a posição da
população sobre aquele determinado assunto.
Referendo 
Também é uma consulta popular feita pelo legislativo,
mas APÓS a aprovação da lei ou da medida adotada.
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Exemplo: Um Prefeito, eleito em 2020 e que se
reelegeu em 2024, decide se candidatar para o cargo
de Vereador para o pleito de 2026. Nesse caso,
deverá renunciar ao cargo de Prefeito 6 meses antes
do pleito de 2026 para poder entrar na disputa. 
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 14 CF
Art. 16 CF
DICA 30
Desincompatibilização
Para concorrer a outros cargos, os membros do
Poder Executivo (Presidente da República, os
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os
Prefeitos) devem renunciar aos respectivos
mandatos até 6 meses antes do pleito, para
concorrer a outros cargos.
DICA 31
Inelegibilidade em razão do Parentesco
São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o
cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
segundo grau ou por adoção, do Presidente da
República, de Governador de Estado ou Território, do
Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja
substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito,
salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à
reeleição. 
ATENÇÃO! A inelegibilidade parte do Poder
Executivo para o Poder Legislativo e não o
contrário. Em outras palavras, se você tem
um parente que é titular de cargo do Poder
Legislativo, isso não impedirá que você se
candidate a um cargo político (seja do
Executivo, seja do Legislativo), já que a
inelegibilidade advém de cargo do Poder
Executivo. 
De acordo com a súmula vinculante 18-STF, a
dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no
curso do mandato, não afasta a inelegibilidade em
razão do parentesco, prevista no § 7º do artigo 14 da
Constituição Federal.
ATENÇÃO! Há uma exceção na aplicação
da súmula, quando se tratar de dissolução
da sociedade ou vínculo conjugal por
conta de morte. Conforme o tema 678
(repercussão geral) a súmula Vinculante
18 do STF não se aplica aos casos de
extinção do vínculo conjugal pela morte
de um dos cônjuges. 
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A União é pessoa jurídica de direito público interno. A
pessoa jurídica de direito público externo é a
República Federativa do Brasil.
COMO JÁ CAIU...
Após cumprimento de todas as formalidades
constitucionais e legais exigíveis, o Estado Alfa se
desmembra (desmembramento por formação),
ocasionando o surgimento de um novo Estado-
membro: o Estado Beta. Preocupados com a
possibilidade de isso influenciar nas grandes
decisões políticas regionais, um grupo de cidadãos
inicia um movimento exigindo a imediata
elaboração de uma Constituição para o novo
Estado Beta. Os líderes políticos locais, sem
maiores conhecimentos sobre a temática, buscam
assessoramento jurídico junto a advogados
constitucionalistas, sendo-lhes corretamente
informado que, segundo a inteligência do sistema
jurídico-constitucional brasileiro,
a) com a criação do Estado Beta no âmbito da
República Federativa do Brasil, passou este a fazer
parte do pacto federativo, subordinando-se tão
somente à Constituição Federal, e não a qualquer
outra constituição. 
b) tendo passado o Estado Beta a ser reconhecido
como um ente autônomo, adquiriu poderes para
se estruturar por meio de uma Constituição, sem a
necessidade desta se vincular a padrões de
simetria impostos pela Constituição Federal. 
c) pelo fato de o Estado Beta ter sido reconhecido
como um ente federado autônomo, passa a ter
poderes para se estruturar por meio de uma
Constituição, que deverá observar o princípio da
simetria, conforme os padrões fixados na 
DICA 32
Princípio da Simetria Constitucional 
É aquele que exige que os Estados, o Distrito Federal e
os Municípios adotem, sempre que possível, em suas
respectivas Constituições Estaduais e Leis
Orgânicas, os princípios fundamentais e as regras de
organização existentes na Constituição Federal.
DICA 33
União 
União representa a República Federativa do
Brasil, portanto, cabe à União exercer as
prerrogativas da República nas relações
internacionais, sendo que essas
prerrogativas são de atribuição exclusiva
da União.
DICA 34
Estados
Os estados-membros são dotados de autonomia,
que começa com a auto-organização, elaborando
suas próprias Constituições Estaduais, sendo
obrigatória a observância dos princípios da
Constituição Federal, sob pena de Intervenção
Federal. Estão previstos no art. 34, VII, da CF, sendo,
portanto, princípios sensíveis:
forma republicana, sistema representativo e
regime democrático;
direitos da pessoa humana;
autonomia municipal;
prestação de contas da administração pública,
direta e indireta;
aplicação do mínimo exigido da receita
resultante de impostos estaduais.
A ofensa a esses princípios poderá ensejar
a REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA, proposta
pelo Procurador Geral da República
perante o STF.
DICA 35
Criação, Desmembramento, Incorporação e
Fusão dos Estados 
Necessita do cumprimento de alguns requisitos: 
Aprovação do
Congresso Nacional por
lei complementar. 
Aprovação da população
diretamente interessada 
por plebiscito
Oitiva das assembleias
legislativas
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
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O município é organizado por meio de uma lei
orgânica, votada em dois turnos, com intervalo
mínimo de 10 dias entre os dois turnos, e aprovada
por 2/3 dos membros da Câmara Municipal,
devendo observar alguns preceitos constitucionais. 
COMO JÁ CAIU...
Ao apreciar as contas anuais do chefe do Poder
Executivo do Município Y, o Tribunal de Contas
emitiu parecer técnico contrário à sua aprovação,
por entender que diversos dispositivos da Lei de
Responsabilidade Fiscal teriam sido violados. Ainda
assim, em contrariedade a tal entendimento, a
Câmara Municipal, por decisão dos seus membros,
com apenas um voto vencido, julgou e aprovou
tais contas. À luz da hipótese narrada, com
fundamento no texto constitucional, assinale a
afirmativa correta. 
Alternativas
a) A aprovação das contas do Prefeito do
Município Y se deu em conformidade com o
disposto no texto constitucional, já que parecer
prévio do Tribunal de Contas não possui caráter
vinculante, deixando de prevalecer por voto de, ao
menos, dois terços dos membros da Câmara
Municipal. 
b) O parecer técnico emitido pelo Tribunal de
Contas possui, excepcionalmente, caráter
vinculante, de modo que, no caso em análise, as
contas anuais apresentadas pelo Chefe do
Executivo não poderiam ter sido aprovadas pela
Câmara Municipal. 
c) O Tribunal de Contas, órgão de controle externoauxiliar do Poder Legislativo, tem competência
para analisar, julgar e rejeitar, em caráter definitivo,
as contas anuais apresentadas pelo Chefe do
Executivo local; portanto, é desnecessária a
submissão do seu parecer à Câmara Municipal. 
d) Como corolário da autonomia financeira e
orçamentária inerente aos três poderes, as contas
anuais do Chefe do Executivo municipal não se
submetem à aprovação da Câmara local, eis que
tal situação implica em indevida ingerência do
Poder Legislativo sobre o Poder Executivo.
Gabarito: A 
Comentários:
Como exposto, o controle externo dos municípios será
realizado pelo poder legislativo municipal. No entanto,
esse controle não é vinculante e pode ser
desconsiderado mediante decisão de 2/3 dos membros
da Câmara Municipal. Conforme dispõe art. 31 da
Constituição Federa.
Art. 31. CF. A fiscalização do Município será exercida pelo
Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e
pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo
Municipal, na forma da lei.
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será
exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos
Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais
de Contas dos Municípios, onde houver.
§ 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente
sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar,
só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Câmara Municipal.
Constituição Federal. 
d) o reconhecimento do Estado Beta como um
ente federado autônomo assegurou-lhe poderes
para se estruturar por meio de uma Constituição,
cujo texto, porém, não poderá se diferenciar
daquele fixado pela Constituição Federal.
Gabarito: C
Comentários:
Essa possibilidade de reorganização político-
administrativa está prevista constitucionalmente.
Conforme dispõe art. 18. §3º da Constituição Federal.
Art. 18, §3º. CF. Os Estados podem incorporar-se entre si,
subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a
outros, ou formarem novos Estados ou Territórios
Federais, mediante aprovação da população
diretamente interessada, através de plebiscito, e do
Congresso Nacional, por lei complementar. Logo, o
surgimento do novo Estado, ente autônomo, necessita
da existência de uma Constituição, norma central do
ente. Observa-se, portanto, que as Constituições
estaduais não são meras cópias da Constituição
Federal, no entanto, deverão observar certos padrões
fixados nesta última, em respeito ao princípio da
simetria. Conforme o art. 25 da CF.
Art. 25. CF. Os Estados organizam-se e regem-se pelas
Constituições e leis que adotarem, observados os
princípios desta Constituição.
Como limite à atividade do poder decorrente são
impostas a ele as normas de observância obrigatória
(também denominadas normas de reprodução
compulsória).
DICA 36
Municípios
Atualmente a criação de novos municípios
NÃO é possível, por falta de lei
complementar. 
DICA 37
Fiscalização dos Municípios 
Controle Interno, poder EXECUTIVO MUNICIPAL. 
Controle externo, poder LEGISLATIVO MUNICIPAL
(Ex. Tribunal de contas, Conselhos). Não é
vinculante e pode ser desconsiderado mediante
decisão de 2/3 dos membros da Câmara
Municipal. 
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DICA 38
Criação de Territórios Federais
Os Territórios integram a União, e sua criação,
transformação em Estado ou reintegração ao Estado
de origem serão reguladas em lei complementar,
possui natureza jurídica de autarquias
administrativas territoriais da União, sem autonomia
política e, portanto, sem capacidade de
autolegislação, autoadministração ou autogoverno. 
ATENÇÃO! Apesar de ser possível a criação
 de Territórios Federais, não existe, hoje, 
no Brasil.
COMO JÁ CAIU...
Um agente público federal, em entrevista a jornal
de grande circulação, expressou sua insatisfação
com o baixo índice de desenvolvimento
econômico e social de aproximadamente 25 por
cento do amplo território ocupado pelo Estado Alfa,
mais precisamente da parte sul do Estado. Por
entender que a autoridade estadual não possui os
recursos necessários para implementar políticas
que desenvolvam essa região, afirma que faz parte
da agenda do governo federal transformar a
referida área em território federal. O Governador de
Alfa, preocupado com o teor do pronunciamento,
solicita que os procuradores do Estado informem
se tal medida é possível, segundo os parâmetros
estabelecidos na Constituição Federal de 1988. O
corpo jurídico, então, responde que
a) embora na atual configuração da República
Federativa do Brasil não conste nenhum território
federal, caso venha a ser criado, constituirá um
ente dotado de autonomia política plena. 
b) embora não exista território federal na atual
configuração da República Federativa do Brasil, a
Constituição Federal de 1988 prevê,
expressamente, a possibilidade de sua criação. 
c) em respeito ao princípio da autonomia estadual,
somente seria possível a criação de território pelo
Governador de Alfa, a quem caberia a
responsabilidade pela gestão. 
d) ainda que o Brasil já tenha tido territórios
federais, a Constituição Federal não prevê tal
modalidade, o que afasta a possibilidade de sua
criação. 
Gabarito: B
Comentários:
a) Errada. Os Territórios não possuem autonomia
política;
b) Correta. Há previsão constitucional para os Territórios
Federais serem criados ou transformados em Estado, ou
reintegrados ao Estado de origem, que sendo reguladas
em lei complementar (art. 18, § 2º, CRFB/88), com regime
jurídico a ser definido por lei federal (ordinária), nos
termos do art. 33, caput, da CRFB/88.
Porém, hoje, não existe nenhum território federal no
Brasil.
Art. 18, § 2º da CRFB/88: A organização político-
administrativa da República Federativa do Brasil
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, todos autônomos, nos termos desta
Constituição.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua
criação, transformação em Estado ou reintegração ao
Estado de origem serão reguladas em lei
complementar.
c) Errada. Conforme a CRFB/88 não dá autonomia para
o Governador Alfa para criar em seus estados, territórios
estaduais. A sua criação precisa observar o art. 18, § 2º,
CRFB/88/88.
d) Errada. A Constituição Federal faz expressa menção,
sendo possível sua criação:
Art. 33 da CRFB/88. A lei disporá sobre a organização
administrativa e judiciária dos Territórios.
§ 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios,
aos quais se aplicará, no que couber, o disposto no
Capítulo IV deste Título.
§ 2º As contas do Governo do Território serão
submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio
do Tribunal de Contas da União.
§ 3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil
habitantes, além do Governador nomeado na forma
desta Constituição, haverá órgãos judiciários de
primeira e segunda instância, membros do Ministério
Público e defensores públicos federais; a lei disporá
sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua
competência deliberativa.
DICA 39
Distrito Federal
O Distrito Federal terá as mesmas ideias de
autoadministração, autogoverno e auto-
organização, mas não tem competência para
organizar e manter o Poder Judiciário.
O Distrito Federal não pode ser dividido
em municípios.
Em relação à autonomia legislativa, o DF acumula
as atribuições de Estado e de Município. Contudo,
ATENÇÃO! O DF não terá Constituição, mas sim Lei
Orgânica do Distrito Federal (art. 32 da CRFB/88),
que deverá respeitar as normas da Constituição
Federal.
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DICA 40
Princípio da Separação de Poderes
Os Poderes da União são o Legislativo, o Executivo
e o Judiciário, considerados cláusula pétrea, sendo
independentes e harmônicos entre si.
COMO JÁ CAIU...
A discussão a respeito das funções executiva,
legislativa e judiciária parece se acirrar em torno
dos limites do seu exercício pelos três tradicionais
Poderes. Nesse sentido, sobre a estrutura adotada
pela Constituição brasileira de 1988, assinale a
afirmativa correta. 
Alternativasa) O exercício da função legislativa é uma
atribuição concedida exclusivamente ao Poder
Legislativo, como decorrência natural de ser
considerado o Poder que mais claramente
representa o regime democrático.
b) O exercício da função jurisdicional é atribuição
privativa do Poder Judiciário, embora se possa
dizer que o Poder Executivo, no uso do seu poder
disciplinar, também faça uso da função
jurisdicional.
c) O exercício de funções administrativas,
judiciárias e legislativas deve respeitar a mais
estrita divisão de funções, não existindo
possibilidade de que um Poder venha a exercer,
atipicamente, funções afetas a outro Poder.
d) A produção de efeitos pelas normas elaboradas
pelos Poderes Legislativo e Executivo pode ser
limitada pela atuação do Poder Judiciário, no
âmbito de sua atuação típica de controlar a
constitucionalidade ou a legalidade das normas
do sistema.
Gabarito: D
Comentários:
A Constituição brasileira atribui competências típicas e
atípicas a cada um dos poderes. O Legislativo tem a
função típica de legislar e fiscalizar as contas do
Executivo, possui funções atípicas de natureza executiva
ao dispor sobre sua organização, provendo cargos,
concedendo férias. Também atua judicialmente ao
julgar crimes de responsabilidade do Presidente. A
função típica do Executivo é realizar atos
administrativos, de chefia de Estado e governo. De
forma atípica, atua legislando com medidas provisórias
e julga processos administrativos. O Judiciário tem
função típica jurisdicional, mas também atua como
legislador ao elaborar os regimentos internos de seus
tribunais e como executivo ao administrar seus
servidores.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 2º CF
Art. 18 CF
Art. 19 CF
Art. 60 CF
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Competência legislativa. Pode ser delegada aos
Estados e ao DF, desde que seja sobre questões
específicas e por lei complementar. Compete
privativamente à União legislar sobre:
direito civil, comercial, penal, processual,
eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico,
espacial e do trabalho; 
regime dos portos, navegação lacustre, fluvial,
marítima, aérea e aeroespacial;
populações indígenas;
diretrizes e bases da educação nacional;
registros públicos;
proteção e tratamento de dados pessoais.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de
2022);
Entre outros.
ATENÇÃO! Mnemônico para decorar!
CAPACETE de PM: 
C – civil, A – agrário, P – penal, A – aeronáutico, C
– comercial, E – eleitoral, T – trabalho, E – espacial,
P – processual, M – marítimo.
COMO JÁ CAIU...
A Lei Y do Estado Beta obriga pessoas físicas ou
jurídicas, independentemente da atividade que
exerçam, a oferecer estacionamento ao público, a
cercar o respectivo local e a manter funcionários
próprios para garantia da segurança, sob pena de
pagamento de indenização em caso de prejuízos
causados ao dono do veículo. A Confederação
Nacional do Comércio procurou seus serviços,
como advogado(a), visando obter
esclarecimentos quanto à constitucionalidade da
referida lei estadual. Sobre a Lei Y, com base na
ordem jurídico-constitucional vigente, assinale a
afirmativa correta.
a) É inconstitucional, pois viola a competência
privativa da União de legislar sobre matéria
concernente ao Direito Civil. 
b) É inconstitucional, pois, conforme a Constituição
Federal, compete ao ente municipal legislar sobre
Direito do Consumidor. 
A União limita-se a estabelecer normas gerais. 
Os Estados e DF podem legislar de forma
suplementar às normas gerais e, caso não tenha
norma geral sobre o assunto, terá a competência
plena para legislar. 
DICA 41
Competência privativa da União 
c) É constitucional, pois versa sobre matéria afeta
ao Direito do Consumidor, cuja competência
legislativa privativa pertence ao Estado Beta. 
d) É constitucional, pois, tratando a Lei de temática
afeta ao Direito Civil, a competência legislativa
concorrente entre a União e os Estados permite
que Beta legisle sobre a matéria. 
Gabarito: A 
Comentários:
A) Correta: Por se tratar de matéria de Direito Civil não
compete ao Estado Beta elaborar a lei, mas sim, a
União.
“Art. 22 CF. Compete, privativamente, à União legislar
sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral,
agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho.”
B) Errada: Matéria de direito civil compete à União.
C) Errada: É inconstitucional, por se tratar de matéria de
Direito Civil e a competência ser da União.
D) Errada: A competência é privativa (não concorrente)
da União.
DICA 42
Competência Concorrente 
A competência legislativa concorrente
envolve a União, os Estados e o DF. O
Município NÃO está incluído neste artigo.
ATENÇÃO! 
Lei federal nunca pode revogar uma lei estadual,
pois, tecnicamente, a revogação só pode ocorrer
quando a norma é emanada do mesmo ente.
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3
COMO JÁ CAIU...
O Governador do Estado Alfa, recém-empossado,
apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa
no qual propôs políticas de proteção específicas,
direcionadas às pessoas com deficiência no
âmbito do seu Estado, visto ser esta uma de suas
pautas durante a campanha eleitoral. 
Com base na situação hipotética narrada e no
sistema jurídico-constitucional brasileiro, em
relação ao projeto de lei, assinale a opção correta. 
a) A competência para legislar sobre a proteção
das pessoas com deficiência é matéria de
interesse local, de competência dos Municípios. 
b) Os Estados podem legislar concorrentemente
com a União sobre a matéria.
c) À União compete, privativamente, legislar sobre
a proteção das pessoas com deficiência.
d) O projeto de lei está de acordo com a CRFB/88,
visto que trata de matéria que o texto
constitucional dispõe, expressamente, ser afeta à
competência residual dos Estados.
Gabarito: B
Comentários:
A) Errada. Conforme o art. 24, XIV da CRFB/88 a
competência é concorrente e não somente dos
Municípios.
B) Correta. Conforme o art. 24, XIV da CRFB/88 a
competência é concorrente.
CRFB/88: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao
Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XIV
- proteção e integração social das pessoas portadoras
de deficiência;
C) Errada. A competência não é privativa da União, mas
concorrente, na forma do art. 24, XIV da CRFB/88.
D)Errada. Não se trata de competência residual, mas de
competência concorrente.
Legislar sobre temas de interesse local (Esses
interesses locais seriam também de interesse
regional, estadual, nacional);
Suplementar a legislação federal e a estadual no
que couber.
DICA 43
Competência dos Municípios 
A legislação suplementar só pode ser
exercida quando não se tratar de matéria
de competência exclusiva ou privativa da
União ou dos estados.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 21 CF
Art. 22. CF
Art. 23 CF
Art. 24 CF
Art. 25 CF
Art. 29 CF
Art. 29-A CF
Art. 30 CF
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É medida excepcional de natureza política que
consiste na possibilidade de afastamento
temporário da autonomia política de um ente
federativo.
Somente podem ser sujeitos ativos de uma
intervenção a UNIÃO (na intervenção federal) e os
ESTADOS MEMBROS (intervenção estadual).
ATENÇÃO! 
Enquanto durar a intervenção federal, assim como
na decretação do estado de defesa ou de sítio, a
Constituição Federal não pode sofrer nenhuma
alteração por emenda constitucional. 
DICA 44
Conceito
Não há intervenção promovida pelo
município, este somente pode SOFRER
intervenção.
DICA 45
Intervenção Federal
O Congresso Nacional poderá aprovar ou suspender
a decretação da intervenção federal. Caso SUSPENDA
o decreto, a intervenção federal passará a ser
inconstitucional. A intervenção possui duas
modalidade: espontânea e provocada.
ESPONTÂNEADecretada diretamente pelo Chefe do
Poder Executivo, para:
manter a integridade nacional;
repelir invasão estrangeira ou de
uma unidade da Federação em
outra;
pôr termo a grave
comprometimento da ordem
pública; (a intervenção do estado
do Rio de Janeiro foi baseada aqui) 
reorganizar as finanças da unidade
da Federação
PROVOCADA
Depende da provocação de algum
órgão para o Chefe do Poder Executivo
decretar, nas seguintes hipóteses:
garantir o livre exercício de
qualquer dos Poderes nas unidades
da Federação;
Se for SOLICITAÇÃO do Poder Legislativo
ou Executivo, o Presidente não é
obrigado a decretar intervenção. 
Se for REQUISIÇÃO do STF, o Presidente
é obrigado a decretar a intervenção,
pois está vinculado à requisição.
prover a ordem ou decisão judicial;
assegurar a observância dos
princípios constitucionais;
prover a execução de lei federal.
Tanto a Intervenção espontânea como a
intervenção provocada para garantir o livre e
exercício de qualquer dos poderes serão
sujeitadas à avaliação do Congresso Nacional,
no prazo de 24 horas (art 49, IV CF), que possui
competência para APROVAR a intervenção
federal e o estado de defesa. 
Para fixar! 
CONGRESSO
NACIONAL 
Aprova
Estado de defesa e
Intervenção Federal
Autoriza
Estado de sítio 
Somente haverá apreciação do Congresso
quando houver uma discricionariedade do
Presidente da República. Nos casos em que a foi
decidido pelo Poder Judiciário, e o Presidente da
República estiver vinculado àquela decisão, não
haverá a submissão do decreto de intervenção
ao Congresso Nacional.
INTERVENÇÃO
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COMO JÁ CAIU...
O Presidente da República, após ser informado da
existência de movimentos separatistas em
determinada região do país, iniciou estudos sobre
a conveniência de ser decretada a intervenção
federal nos Estados envolvidos. Após ouvir os
Conselhos da República e de Defesa Nacional,
decretou a intervenção, sendo o respectivo
decreto encaminhado para a apreciação do
Congresso Nacional nas vinte e quatro horas
seguintes.À luz da sistemática constitucional, o
proceder do Presidente da República está:
Alternativas
a) errado, pois somente o Supremo Tribunal
Federal poderia decretar a intervenção nas
circunstâncias indicadas; 
b) certo, pois o Presidente da República tem
competência para a medida e as providências
adotadas foram corretas; 
c) errado, pois a intervenção deveria ser decretada
pelo Congresso Nacional e não apenas
homologada; 
d) certo, pois o procedimento adotado pelo
Presidente da República, embora sem base
constitucional, é justo; 
Gabarito: B
Comentários:
a) Errada. Conforme letra “b” o procedimento foi correto,
além disso, o Presidente tem competência. 
b) Correto. O Presidente da República é competente
para decretar a intervenção (art. 84, X da CRFB/88), a
existência de movimentos separatistas ameaça a
integridade nacional, por isso, é uma hipótese prevista
no art. 34, I da CRFB/88 que autoriza a intervenção.
Além disso, as providências foram corretamente
adotadas. Para ser realizada a intervenção federal, o
decreto deve ser encaminhado ao Congresso Nacional,
nas 24h seguintes, conforme art. 36, §1º, da CF/88.
c) Errada. Conforme art. 84, X da CRFB/88, compete ao
Presidente da República decretar a intervenção federal.
d) Errada. Conforme letra “b” o procedimento adotado
está respaldado na Constituição Federal.
ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA...
Art. 34 CF
Art. 35 CF
Art. 36 CF
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Deputados 
Senadores 
Salvo disposição constitucional em
contrário, as DELIBERAÇÕES de cada Casa
do Congresso Nacional e de suas
Comissões serão tomadas por maioria dos
votos, presente a maioria absoluta de seus
membros.
ATENÇÃO! O § 2º do art. 27 da CRFB/88 estabelece
que a remuneração dos Deputados Estaduais
deve ser fixada pela Assembleia Legislativa para
a legislatura seguinte. Ademais, a remuneração
dos Deputados Estaduais não pode ultrapassar
75% do valor estabelecido para os Deputados
Federais.
COMO JÁ CAIU...
O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado
Alfa, almejando que fosse respeitada a igualdade
jurídica entre parlamentares estaduais e federais e
considerando a autonomia dos distintos entes
federativos, tencionava levar à votação do plenário
da Casa Legislativa o projeto de lei que fixa o 
DICA 46
Estrutura 
É exercido pelo Congresso Nacional, composto pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
A legislatura corresponde ao período de 4 anos e
coincide sempre com a duração do mandato dos
Deputados Federais. 
Uma legislatura é composta de quatro sessões
legislativas ordinárias, cada uma corresponde
aos períodos de trabalhos anuais das Casas
Legislativas.
Têm mandato de 4 anos,
ou seja, 1 legislatura, e
são eleitos pelo sistema
proporcional.
Têm mandato de 8 anos,
logo, corresponde ao
período de 2 legislaturas,
e são eleitos pelo sistema
majoritário. 
subsídio dos Deputados Estaduais em valor idêntico
ao dos Deputados Federais. 
Com esse objetivo, consultou você, como
procurador(a) jurídico(a) da Assembleia Legislativa,
a respeito da compatibilidade do projeto de lei com
a Constituição da República. Com base na situação
descrita e no sistema jurídico−constitucional
brasileiro de 1988, assinale a opção que apresenta,
corretamente, sua resposta. 
a) A CRFB/88 estabelece que deve haver igualdade
jurídica de tratamento entre os parlamentares,
sendo assim, o projeto de lei atende aos ditames
constitucionais ao igualar o subsídio dos Deputados
Estaduais ao dos Deputados Federais. 
b) O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado
Alfa pode levar à votação o projeto de lei,
entretanto, por se tratar de matéria constitucional,
subsídios de parlamentares, há a necessidade de
que o projeto seja aprovado por três quintos dos
votos em dois turnos de votação. 
c) A CRFB/88 estabelece a paridade de subsídios
entre Deputados Estaduais e Senadores, pois os
últimos são os representantes dos
Estados−membros no Congresso Nacional,
havendo, portanto, necessidade de se alterar o
projeto de lei. 
d) O projeto de lei não está em harmonia com a
CRFB/88, pois o subsídio dos Deputados Estaduais
está limitado ao máximo de 75% do subsídio
estabelecido para os Deputados Federais.
Gabarito: D
Comentários: 
A) Errada. A CRFB/88 não estabelece que deve haver
igualdade jurídica de tratamento entre os parlamentares,
sendo assim, o art. 27, §2º estabelece que o subsídio dos
Deputados Estaduais será fixado em no máximo 75% do
subsídio fixado para os Deputados Federais.
Art. 27, § 2º. CF. O subsídio dos Deputados Estaduais será
fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na
razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele
estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais.
B) Errada. O quórum de 3/5 em dois turnos refere-se à
proposta de emenda constitucional.
C) Errada. A CRFB/88 não estabelece a paridade de
subsídios entre Deputados Estaduais e Senadores.
D) Correta. A Constituição não estabelece paridade de
subsídios entre Deputados Federais e Estaduais, o
subsídiodos Deputados Estaduais será até 75% do
subsídio dos Deputados Federais, conforme o art. 27, §2º
da CF/88.
PODER LEGISLATIVO
@viciodeumaestudante / @metodovde
Laynne Dias Rodrigues
laynedias31@gmail.com
066.708.921-79
DICA 47
Competência do Congresso Nacional 
AUTORIZAR o Presidente da República a declarar
guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou
nele permaneçam temporariamente, ressalvados
os casos previstos em lei complementar;
AUTORIZAR o Presidente e o Vice-Presidente da
República a se ausentarem do País, quando a
ausência exceder a 15 dias;
APROVAR o estado de defesa e a intervenção
federal;
AUTORIZAR o estado de sítio, ou SUSPENDER
qualquer uma dessas medidas;
SUSTAR os atos normativos do Poder Executivo
que exorbitem do poder regulamentar ou dos
limites de delegação legislativa;
ATENÇÃO! Essas competências

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