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@viciodeumaestudante / @metodovde 43º Exame de Ordem Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... No Preâmbulo da Constituição do Estado Alfa consta: “Nós, Deputados Estaduais Constituintes, no pleno exercício dos poderes outorgados pelo artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, reunidos em Assembleia, no pleno exercício do mandato, de acordo com a vontade política dos cidadãos deste Estado, dentro dos limites autorizados pelos princípios constitucionais que disciplinam a Federação Brasileira, promulgamos, sob a proteção de Deus, a presente Constituição do Estado Alfa.” Diante de tal fragmento e de acordo com a teoria do poder constituinte, o ato em tela deve ser corretamente enquadrado como forma de expressão legítima do poder constituinte a) originário b) derivado difuso c) derivado decorrente d) derivado reformador Gabarito: C Comentários: a) Errada. O Poder Originário dá origem a uma nova Constituição, este poder inaugura uma ordem jurídica, o que não é caso, pois conforme fragmento do texto o ato foi exercido nos plenos poderes “outorgados pelo artigo 11 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988”. TEORIA DA CONSTITUIÇÃO DICA 01 Poder Constituinte Originário É aquele que INSTAURA uma nova ordem jurídica, ou seja, CRIA uma nova Constituição Federal. Características: Inicial Autônomo Limitado Incondicionado A criação de nova Constituição implica na revogação de todas as normas jurídicas inseridas na Constituição anterior, ainda que compatíveis com a Constituição ora vigente. Pode importar na RECEPÇÃO das normas infraconstitucionais anteriores à vigência da nova Constituição, desde que sejam materialmente compatíveis com ela, mediante o fundamento imediato de validade. Ou seja... Normas da constituição anterior = são revogadas mesmo que compatíveis. Normas infraconstitucionais (lei ordinária, complementar etc) = receptação desde que materialmente compatíveis. DICA 02 Poder Constituinte Derivado É aquele que REFORMA/ALTERA a Constituição Federal já existente. Características: Secundário Limitado Condicionado Poder Constituinte Derivado Decorrente É o poder que CRIA e MODIFICA a Constituição dos ESTADOS MEMBROS; Apesar de ser um Poder Constituinte Derivado, além de modificar, também CRIA a Constituição dos Estados, que precisam obedecer à Constituição Federal, no que diz as normas de reprodução obrigatória. Poder Constituinte Derivado Reformador Aquele que ALTERA as normas da Constituição Federal pelo processo das emendas constitucionais, através do art. 60 CF. Só é possível alterar o texto da Constituição por meio desse procedimento formal. Poder Constituinte Derivado Revisor É responsável por fazer alterações na Constituição por via extraordinária (art. 3 ADCT). O STF entende que esse artigo já teve sua aplicabilidade esgotada e eficácia exaurida, de modo que não é mais possível a manifestação desse poder revisor no nosso ordenamento. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Iniciativa (quem pode propor uma PEC): 1) Membros da Câmara de Deputados OU do Senado Federal → Quórum a ser preenchido: no mínimo, 1/3 2) Presidente da República 3) Assembleias Legislativas das unidades da Federação. → Quórum a ser preenchido: mais da metade das assembleias + cada uma delas precisa de maioria relativa dos seus membros. Matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. b) Errada. Não existe esse poder, apenas existe o Poder Decorrente, Reformador e Revisor. c) Correta. Poder constituinte derivado decorrente é aquele conferido aos Estados para criarem as suas próprias Constituições Estaduais. É a competência constitucional outorgada pelo Poder Constituinte Originário ao Poder Legislativo Estadual para criar a Constituição estadual. d) Errada. Esse poder (Derivado Reformador) corresponde à possibilidade de alteração do texto constitucional, por meio das emendas ao texto original, o que não é o caso. DICA 03 Mutação Constitucional É o processo INFORMAL de mudança da Constituição. Não muda o texto do artigo, mas somente o sentido (interpretação). Realizado pelo Poder Judiciário, após uma decisão com efeito erga omnes. Não confunda com EMENDA CONSTITUCIONAL! Que é o processo formal de alteração literal (texto) do artigo da Constituição. É feita somente pelo Poder Legislativo, obedecendo o procedimento e requisitos do art. 60 CF. DICA 04 Emendas Constitucionais - Procedimento Discussão e Votação: A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos. → Quórum para ser aprovada: se tiver, em ambos, 3/5 dos votos dos respectivos membros. Promulgação: Será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. ATENÇÃO!! A sequência deve ser obedecida, ou seja, primeiro a Câmera e depois o Senado. A Emenda NÃO DEPENDE de sanção presidencial para ser aprovada! MUITO IMPORTANTE! A Constituição NÃO poderá ser emendada na vigência de: Intervenção FEDERAL Estado de DEFESA Estado de SÍTIO Cuidado pra não cair em pegadinha... Durante a Intervenção ESTADUAL é possível ter processo de emenda à Constituição. DICA 05 Cláusulas Pétreas São dispositivos da Constituição Federal que não podem ser alterados (com objetivo de diminuir ou abolir). @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Cuidado pra não cair em pegadinha... O voto obrigatório não é cláusula pétrea. Assim, o voto facultativo é possível no Brasil, através de uma emenda. COMO JÁ CAIU... Por entender que o voto é um direito, e não um dever, um terço dos membros da Câmara dos Deputados articula proposição de emenda à Constituição de 1988, no sentido de tornar facultativo a todos os cidadãos o voto nas eleições a serem realizadas no país. Sabendo que a proposta gerará grande polêmica, o grupo de parlamentares resolve consultar um advogado especialista na matéria. De acordo com o sistema jurídico- constitucional brasileiro, assinale a opção que indica a orientação correta a ser dada pelo advogado. A) Não é possível sua supressão por meio de Emenda Constitucional, porque o voto obrigatório é considerado cláusula pétrea da Constituição da República, de 1988. B) Não há óbice para que venha a ser objeto de alteração por via de Emenda Constitucional, embora o voto obrigatório tenha estatura constitucional. C) Para que a proposta de Emenda Constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, é necessária manifestação de um terço de ambas as Casas. D) A emenda, sendo aprovada pelo Congresso Nacional, somente será promulgada após a devida sanção presidencial. Gabarito: B Comentários: a) Errada. O enunciado informa que a Câmara dos Deputados pretende por emenda constitucional para tornar o voto facultativo. O que não pode ser objetivo de Emenda com o objetivo de abolir ou diminuir: A forma federativa de Estado; O voto direto, secreto, universal e periódico; A separação dos Poderes; Os direitos e garantias individuais. As cláusulas pétreas poderão ser objeto de emendas constitucionais SOMENTE se o objetivo for de AMPLIAR os assuntos relacionados no 60, §4 CF. A assertiva está errada porque assevera que não é possível a referida emenda porque o voto obrigatório é cláusula pétrea. Todavia, apesar do status constitucional do voto, não está vedado de sofrer a referida emenda, uma vez que a Constituição destaca que não será objeto a deliberação da proposta de emenda que tende a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico (art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não menciona acerca da obrigatoriedade. b) Correta. A Constituição Federal destaca que não será objeto a deliberação da proposta de emenda que tende a abolir o votosão exercidas por meio de decreto legislativo! DICA 48 Requisitos para ser eleito Ser brasileiro nato ou naturalizado; Maior de 21 anos de idade; Estar em gozo dos seus direitos políticos; Alistamento eleitoral; Filiação Partidária; Domicílio eleitoral na circunscrição. Deputado Federal Senador Ser braileiro nato ou naturalizado; Maior de 35 anos de idade; Estar em gozo dos seus direitos políticos; Alistamento eleitoral; Filiação Partidária; Domicílio eleitoral na circunscrição. ATENÇÃO! Apenas os presidentes das Casas deverão obrigatoriamente ser brasileiros natos. DICA 49 Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Criada para fins investigatórios e não jurisdicionais, ou seja, a CPI não pode impor penalidades ou condenações. REQUISITOS para criação das CPIs: Requerimento de 1/3 dos Membros da casa Legislativa; Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa; Fato determinado (não pode ser tema genérico); Prazo certo à prorrogação admitida (caso não ultrapasse a legislatura que foi instalada); Não submetido à deliberação plenária da Casa; Concluída a CPI o Relatório poderá ser encaminhada à autoridade policial. Promoção da responsabilidade civil ou criminal à competência do Ministério Público ou à Advocacia-Geral da União. DICA 50 O QUE A CPI PODE FAZER O QUE A CPI NÃO PODE FAZER -Convocar particulares e autoridades públicas; -Realização de perícias e exames -Determinar quebra de sigilo telefônico, bancário e fiscal (CPI estadual pode, municipal não) -Requisitar informações e documentos públicos -Decretar medidas cautelares e busca e apreensão; -Determinar anulação de atos do Executivo; -Determinar Interceptação telefônica; -Apreciar decisões judiciais; -Impedir ou restringir assistência jurídica dos investigados ou depoentes; -Determinar prisão. O § 2º do art. 27 da CRFB/88 estabelece que a remuneração dos Deputados Estaduais não pode ultrapassar 75% do valor estabelecido para os Deputados Federais. Permissões e proibições da CPI Em juízo de delibação, não é possível a convocação de governadores de estados- membros da Federação por CPI instaurada pelo Senado Federal. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... Deputados Federais da oposição articularam-se na Câmara dos Deputados e obtiveram apoio de 1/3 (um terço) dos respectivos membros para instaurarem Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), visando a apurar supostos ilícitos praticados pelo Presidente da República. Para evitar que integrantes da base governista se imiscuíssem e atrapalhassem as investigações, foi deliberado que somente integrantes dos partidos oposicionistas comporiam a Comissão. Diante do caso hipotético narrado, com base na ordem constitucional vigente, assinale a afirmativa correta. a) O procedimento está viciado porque não foi atingido o quórum mínimo de maioria simples, exigido pela Constituição de 1988, para a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito. b) O procedimento encontra-se viciado porque não assegurou a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares que participam da Casa Legislativa. c) O procedimento encontra-se viciado em razão da inobservância do quórum mínimo exigido, de maioria absoluta. d) O procedimento narrado não apresenta quaisquer vícios de ordem material e formal, estando de acordo com os preceitos da Constituição de 1988. Gabarito: B Comentários: a) Errada. O quórum é um terço e não maioria simples. b)Correta. Art. 58 CF § 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa (visa assegurar o princípio representativo). Podem ser criadas comissões temporárias ou permanentes, mas, independentemente disso, em qualquer delas deve ser mantida uma representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares com representação nas Casas. c) Errada. O quórum é um terço. d) Errada. Encontra vício na questão em não assegurar a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares que participam da Casa Legislativa. DICA 51 Imunidade Parlamentar Material É a exclusão da prática de crimes por qualquer palavra, opinião e voto, civil e penalmente, proferidos por deputados e senadores. Essa inviolabilidade deve ter uma pertinência com o exercício da função. A imunidade será ABSOLUTA quando as ofensas forem feitas dentro do parlamento, mesmo que a manifestação não tenha relação direta com o exercício de seu mandato; A imunidade será RELATIVA quando as ofensas forem feitas fora do parlamento, é necessário que a manifestação feita tenha relação com o exercício do seu mandato. Cuidado pra não cair em pegadinha! O vereador só possui a imunidade material (inviolável civil e penalmente por suas palavras, opiniões e votos) limitada à circunscrição do Município. COMO JÁ CAIU... Josué, deputado federal no regular exercício do mandato, em entrevista dada, em sua residência, à revista Pensamento, acusa sua adversária política Aline de envolvimento com escândalos de desvio de verbas públicas, o que é objeto de investigação em Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada poucos dias antes. Não obstante, após ser indagado sobre os motivos que nutriam as acaloradas disputas entre ambos, Josué emite opinião com ofensas de cunho pessoal, sem qualquer relação com o exercício do mandato parlamentar. Diante do caso hipotético narrado, conforme reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, assinale a afirmativa correta. a) Josué poderá ser responsabilizado penal e civilmente, inclusive por danos morais, pelas ofensas proferidas em desfavor de Aline que não guardem qualquer relação com o exercício do mandato parlamentar. b) Josué encontra-se protegido pela imunidade material ou inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, o que, considerado o caráter absoluto dessa prerrogativa, impede a sua responsabilização por quaisquer das declarações prestadas à revista. c) Josué poderá ter sua imunidade material afastada em virtude de as declarações terem sido prestadas fora da respectiva casa legislativa, independentemente de estarem, ou não, relacionadas ao exercício do mandato. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 d) A imunidade material, consagrada constitucionalmente, foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, de modo que Josué não poderá valer-se de tal prerrogativa para se isentar de eventual responsabilidade pelas ofensas dirigidas a Aline. Gabarito: A Comentários: a) Correta. A imunidade material (ou inviolabilidade) é uma prerrogativa relativa do parlamentar que o protege em suas opiniões, votos e palavras desde que ligadas às suas funções. Quando incidir a imunidade material, não haverá processo civil ou criminal contra o parlamentar. Ofensas feitas DENTRO do parlamento: a imunidade é absoluta. O parlamentar é imune mesmo que a manifestação não tenha relação direta com o exercício de seu mandato. Ofensas feitas FORA do Parlamento: a imunidade é relativa. Para o parlamentar ser imune, é necessário que a manifestação feita tenha relação com o exercício do seu mandato. Art. 53 da CRFB/88: Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. b) Errada. A imunidade não é de caráter absoluta, é de caráter relativo, por isso, palavras e votos que não sejam em razão de suas funções parlamentares, no exercício e do nexo de causalidade ao mandato, podem ser responsabilizadas; c) Errada. A imunidade material garante a inviolabilidade civil e penal quando em razão das funções parlamentares; d) Errada. A imunidade é constitucional consagrada no art. 53 da CRFB/88, portanto, não prospera a alegação de que foi declarada inconstitucional. DICA 52 ImunidadeParlamentar Formal A CF/88 protege o parlamentar contra a prisão nos crimes cometidos após a diplomação: Só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável; Os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria dos seus membros, resolva-se sobre a prisão. Prisão Processo Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o STF dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. COMO JÁ CAIU... José foi eleito deputado estadual por determinado Estado da Federação. Uma semana após a sua posse e fora do recinto da Assembleia Legislativa do seu respectivo Estado, o deputado encontra João, candidato não eleito e seu principal opositor durante a campanha eleitoral, vindo a agredi-lo, causando-lhe lesões corporais gravíssimas, cuja persecução em juízo é iniciada mediante denúncia oferecida pelo Ministério Público. Diante de tal contexto, levando em consideração as imunidades do parlamentar estadual, de acordo com o Direito Constitucional brasileiro, assinale a opção correta. a) Em relação à imunidade formal de processo, recebida a denúncia oferecida contra o deputado estadual José, por crime cometido após a posse, a Casa legislativa a que pertence o parlamentar denunciado poderá apenas sustar a tramitação da ação penal. b) Por gozar da mesma imunidade material (inviolabilidade parlamentar) de deputados federais e senadores, o deputado estadual José não poderá ser responsabilizado por qualquer tipo de crime praticado durante o seu mandato eletivo. c) Em relação à imunidade formal de processo, o deputado estadual José está sujeito a julgamento judicial pelo crime comum cometido, desde que a análise da denúncia oferecida contra ele seja autorizada pela respectiva casa legislativa. d) Por não possuir as mesmas imunidades formais de deputados federais e senadores, mas apenas a imunidade material relativa aos atos praticados em razão do seu mandato, o deputado estadual José será julgado pelo crime comum cometido, não sendo possível que seja sustada a tramitação da ação penal. Gabarito: A Comentários: a) Correta. A Constituição Federal estabelece que os deputados e senadores são invioláveis, a imunidade formal encontra amparo no art. 53. § 3º, da CRFB/88 Art. 53, § 3º da CRFB/88: Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. b) Errada. O §2° do art. 53 da CRFB/88 estabelece que os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Além disso, a imunidade afasta responsabilidade @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 por palavras, opiniões e votos que guardem relação com o exercício da atividade legislativa. Art. 53, § 2º da CRFB/88: Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. c) Errada. Não há necessidade de autorização da Casa Legislativa, visto que ela não é responsável pelo juízo acerca da denúncia, conforme a letra “a” apenas pode sustar o andamento da ação penal. d) Errada. Assertiva é contrária à jurisprudência do STF, visto que os deputados estaduais, em regra, são protegidos pelas regras de inviolabilidade. Para que seja processado penalmente pelo STF pela prática de um crime comum, é necessário que pratique o crime no exercício do mandato e guardar relação com este. DICA 53 Foro Privilegiado Os Deputados Federais e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o STF. É aplicado aos Deputados e Senadores somente em relação aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. Para fins de segurança jurídica, o STF estabeleceu um marco temporal a partir do qual a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de posterior investidura ou desinvestidura do cargo por parte do acusado. Assim, temos: Se o réu deixou de ocupar o cargo ANTES de terminar a instrução: Cessa a competência do STF e o processo deve ser remetido para a primeira instância. Se o réu deixou de ocupar o cargo DEPOIS de terminar a instrução: O STF permanece sendo competente para julgar a ação penal. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 27 CF Art. 44 CF Art. 49 CF Art. 50 CF Art. 53 CF Art. 55 CF Art. 58 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 não menos de 3/10 dos eleitores em cada um desses cinco estados; Disponham sobre os servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; Disponham sobre a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União; Disponham sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. PROCESSO LEGISLATIVO DICA 54 Fases do Processo Legislativo Iniciativa Nessa fase ocorre a apresentação da proposição. Essa proposição pode ser um projeto de lei ordinária, um projeto de lei complementar etc. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador- Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. DICA 55 no mínimo, 1% do eleitorado nacional; distribuído por pelo menos cinco estados; Os indivíduos devem ser cidadãos. DICA 56 Leis que fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; Disponham sobre a criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; Disponham sobre a organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. A Câmara e o Senado têm, cada um, 45 dias para apreciar. Se houver emendas da Casa Revisora, a Casa Iniciadora terá mais 10 dias para apreciar. Não havendo a observância do prazo, haverá o trancamento da pauta. DICA 57 É a fase na qual há discussão e votação! O projeto de lei é apresentado, discutido e votado nas duas Casas do Congresso. Fase Constitutiva Deputado Federal Deputado Federal Para que o projeto de lei ordinária seja aprovado no Plenário basta ter uma maioria simples (relativa), ou seja, metade mais um dos presentes, desde que haja pelo menos a maioria absoluta dos membros da Casa. Sendo uma lei complementar, é necessária uma maioria absoluta. Nesse caso, para haver a aprovação do projeto de LC, será preciso metade mais um da integralidade dos parlamentares da casa. O projeto, se aprovado na Casa Iniciadora, será encaminhado à Casa revisora, onde, caso seja rejeitado, será arquivado. Quando o projeto de lei é arquivado, não poderá mais ser proposto naquela sessão legislativa. Iniciativa Popular Iniciativa Privativa do Presidente da República: @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 A sanção do Presidente da República poderá ser: Expressa: é formalizada no prazo de 15 (quinze) dias úteis, a contar da data de recebimento; Tácita: ocorre após o transcurso do prazo de 15 (quinze) dias úteis. Caso não concorde com o projeto de lei, o Presidente irá VETAR, mas deve serfeito dentro do prazo de 15 dias. Além disso, é preciso que haja a comunicação do veto ao presidente do Senado. Essa comunicação deve ser feita no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. O veto será apreciado pelo Congresso Nacional, a qual se dará em sessão conjunta, devendo acontecer no prazo de 30 dias, a contar do recebimento. O veto poderá ser derrubado pela maioria absoluta dos deputados e dos senadores, sendo exigida votação aberta e nominal. COMO JÁ CAIU... No processo legislativo afeto ao projeto de Lei Complementar nº XXX e à proposta de Emenda Constitucional nº YYY, o Congresso Nacional aprovou a redação final de ambas. Como divulgado pela imprensa, auxiliares do Presidente da República entendiam que, tanto o projeto de Lei Complementar quanto a proposta de Emenda Constitucional melhor atenderiam aos seus objetivos se fossem suprimidos alguns dispositivos de ambos. Com essa convicção, sugeriram que o Presidente da República usasse do seu poder de veto, a fim de adequar os referidos textos àquilo que entendiam ser melhor para os interesses do país. Sobre o poder de veto do Poder Executivo, segundo o sistema jurídico constitucional brasileiro, assinale a afirmativa correta. a) A Constituição da República não concede o poder de veto ao Chefe do Poder Executivo, por ser um instituto jurídico que desequilibraria a divisão de poderes. b) O Presidente da República pode vetar parte do projeto de Lei Complementar nº XXX, mas não têm poderes para fazer o mesmo em relação à proposta de Emenda Constitucional nº YYY. DICA 58 Sanção ou Veto b) O Presidente da República pode vetar parte do projeto de Lei Complementar nº XXX, mas não têm poderes para fazer o mesmo em relação à proposta de Emenda Constitucional nº YYY. c) O poder de veto do Presidente da República se restringe às leis ordinárias, logo, não poderá vetar dispositivos do projeto de Lei Complementar nº XXX e da proposta de Emenda Constitucional nº YYY. d) Os dispositivos pertencentes ao projeto de Lei Complementar nº XXX e à proposta de Emenda Constitucional nº YYY podem ser vetados, conforme as competências concedidas àquele que detém a Chefia do Poder Executivo. Gabarito: B Comentários: a) Errada. A Constituição da República concede o poder de veto ao Chefe do Poder Executivo, no entanto, o mesmo poderá vetar quando for lei complementar ou lei ordinária. b) Correta. As leis ordinárias e complementares se submeterão à sanção ou veto do Presidente da República, em contrapartida, Emendas Constitucionais não se submetem à sanção ou veto do Chefe do Poder Executivo, pois a proposta de emenda segue direto para a promulgação das mesas das casas legislativas, conforme o art. 60, §3º da CF/88. Art. 60, §3º. CF. A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. c) Errada. O poder de veto do Presidente da República não se restringe somente às leis ordinárias, logo, terá o direito de veto também quando se tratar de leis complementares. d) Errada. O projeto de lei complementar poderá ser submetido a veto presidencial, todavia, as Emendas à Constituição não poderão ser submetidas a veto presidencial, conforme o art. 60, §3º da CF/88. DICA 59 Leis Ordinárias e Complementares Apesar de não existir hierarquia, se uma lei ordinária invadir a competência de lei complementar, essa lei ordinária será considerada inconstitucional. De outro modo, se lei complementar invadir a competência de lei ordinária, essa lei complementar não será inconstitucional, pois prevalece a ideia de “quem pode mais, pode menos”. Lei complementar: -o conteúdo a ser tratado é dito expressamente na Cf; -exige maioria absoluta; -pode tratar de matéria de Lei ordinária; @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 DICA 61 ATENÇÃO!! Existem certas matérias que a MP não pode dispor, como: Matéria relativa a nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral: tudo relacionado à capacidade eleitoral ativa ou passiva; Matéria de direito penal, processual penal e processual civil; Matéria sobre a organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; Matérias que tratem de planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, §3o; Matérias que visem à detenção ou ao sequestro de bens, de poupança popular ou de qualquer outro ativo financeiro; Matérias reservadas à lei complementar; Matéria já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. Procedimento Caso seja rejeitada, é vedada a sua reedição na mesma sessão legislativa. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 61 CF Art. 62 CF Art. 167, § 3º CF Art. 64 CF Art. 65 CF Art. 66 CF Art. 67 CF Art. 69 CF Apreciação e parecer de uma Comissão Mista - parecer opinativo As medidas provisórias PERDERÃO A EFICÁCIA, no prazo de 60 dias, prorrogável 1 vez por igual período A votação é feita em separado, iniciando-se na Casa Iniciadora (Câmara dos Deputados) e, depois, sendo enviada à Casa Revisora (Senado) Se não for apreciada dentro do prazo de 45 dias, entrará em regime de urgência, onde haverá o trancamento da pauta da Casa de onde estiver É a função legislativa do Presidente da República em casos de urgência e relevância, as medidas provisórias têm caráter excepcional e terão força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. Medida Provisória DICA 60 Lei Ordinária: -conteúdo a ser tratado é residual (quando não couber outra); -exige maioria simples; - não pode tratar de temas de Lei complementar (nesse caso, há inconstitucionalidade). @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 PODER EXECUTIVO DICA 62 Impedimento É um afastamento temporário, situação em que caberá ao Vice-Presidente substituí-lo no exercício pleno da Presidência. Presidente da Câmara dos Deputados Presidente do Senado Federal Presidente do Supremo Tribunal Federal O Supremo Tribunal Federal decidiu que, caso os substitutos eventuais do Presidente da República ostentem a posição de réus criminais perante o STF, esses ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. DICA 63 Vacância É a impossibilidade definitiva de exercer o cargo do poder executivo, como morte, renúncia ou perda do mandato. Em caso de dupla vacância (ou seja, presidente e vice estiverem impossibilitados definitivamente de exercer), o que acontecerá? Se esta ocorrer nos primeiros 2 anos do mandato → serão realizadas eleições diretas em 90 dias; Se ela ocorrer nos 2 últimos anos do mandato → serão realizadas eleições indiretas pelo Congresso Nacional em 30 dias. Nessas eleições, qualquer pessoa que preencher os requisitos eleitorais poderá concorrer para ser Presidente da República. Cuidado pra não cair em pegadinha... Quem ganhar essa eleição, seja ela direta ou indireta, somente irá completar o período dos antecessores. É chamado de “mandato tampão”, que serve somente para completar o período restante dos quatro anos. DICA 64 Competência do Presidente da República O Presidente da República desempenha o papel de chefe de Estado e chefe de Governo, sendo-lhe atribuídas atividades privativas: Dispor, mediante decreto (DECRETO AUTÔNOMO), sobre: -a organização e o funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; -a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; Decretar o estado de defesa e o estado de sítio; Decretar e executar a intervenção federal; Prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; Editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; Propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional. ATENÇÃO! Em regra, tais competências são indelegáveis,salvo nos casos em que o Presidente delegar aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União as seguintes atribuições: Dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; Dispor sobre extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; Conceder indulto e comutar penas; Prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei. Exemplo: dispõe a CF/88 que o Presidente e o Vice não podem se ausentar do país por mais de 15 dias, sem autorização do Congresso Nacional, sob pena de perda do cargo (art 83 CF). Linha Sucessória do cargo do Presidente da República e Vice: @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Julgado pelo STF. A Câmara de Deputados autoriza a acusação por 2/3 dos membros. O Presidente fica afastado por 180 dias do seu cargo, se recebida a denúncia ou queixa pelo STF. Enquanto não sobrevier sentença condenatória, o Presidente da República NÃO poderá ser preso (imunidade quanto à prisão). DICA 65 Crime comum praticado pelo Presidente Cláusula de responsabilidade penal relativa: Só poderá ser responsabilizado penalmente no mandato por atos praticados em ofício ou em razão do ofício, ou seja, não pode ser responsabilizado penalmente por atos que praticou antes do mandato e nem por aqueles que são praticados durante o mandato, mas que não guardam relação com o ofício. Se o crime comum for praticado antes do mandato ou durante sua vigência, mas sem relação com a função, terá sua prescrição suspensa até o fim do mandato. DICA 66 Crime de Responsabilidade praticado pelo Presidente Se, eventualmente, for condenado pelo crime de responsabilidade, além de perder o cargo, o presidente ficará inabilitado, por 8 anos, para o exercício de funções públicas - além de outras sanções que podem ser previstas. Julgado pelo Senado Federal. A Câmara de Deputados autoriza a acusação por 2/3 dos membros. O Presidente fica afastado por 180 dias do seu cargo, após a instauração do processo pelo Senado Federal. Serão atos que atentam contra a CF e contra (rol exemplificativo): a existência da União; o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do País; a probidade na administração; a lei orçamentária; o cumprimento das leis e das decisões judiciais. É inconstitucional a norma da Constituição Estadual que condicione a instauração de ação penal contra Governador à autorização prévia da Assembleia Legislativa ou que preveja a suspensão automática do Governador de suas funções pela mera aceitação de denúncia ou queixa. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 80 CF Art. 81 CF Art. 83 CF Art. 84 CF Art. 85 CF Art. 86 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 PODER JUDICIÁRIO DICA 67 O Poder Judiciário é o principal responsável pelo julgamento de questões conflituosas que são da sua competência, garantindo, assim, o direito de acesso à justiça previsto constitucionalmente. Ademais, a função típica do Poder Judiciário é julgar, com base na lei, a fim de dirimir e solucionar conflitos. Outrossim, o Poder Judiciário é composto pelos seguintes órgãos: Conceito e Composição Cada órgão tem seu próprio rol de competências, bem como um espaço definido de abrangência (definido por tema e também por localização). DICA 68 Vitaliciedade Aplicada aos magistrados, membros do Ministério Público e Conselheiros do Tribunal de Contas; Alcançada após 2 anos de estágio probatório; Perda do cargo apenas por sentença judicial com trânsito em julgado. O desembargador que entra pelo quinto constitucional adquire vitaliciedade imediatamente após a posse. COMO JÁ CAIU... Carlos, conhecido advogado de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com 30 (trinta) anos de efetiva atividade profissional, acaba de ser nomeado Desembargador junto ao Tribunal de Justiça do Estado Alfa. Em razão da natureza do cargo que passará a ocupar e do grau de responsabilidade de suas novas funções, Carlos gozará da prerrogativa da vitaliciedade, que garante que a perda de seu cargo apenas pode ocorrer mediante sentença judicial transitada em julgado. A vitaliciedade no cargo do Carlos será adquirida a) imediatamente, no momento de sua posse e exercício, não sendo necessária a observância de qualquer prazo ou a prática de qualquer ato administrativo específico. b) após 2 (dois) anos de efetivo exercício, período no qual desempenhará estágio probatório supervisionado pelo Tribunal de Justiça estadual. c) após 3 (três) anos de efetivo exercício, durante os quais cumprirá estágio probatório supervisionado, em conjunto, pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Tribunal de Justiça estadual. d) no prazo de 30 (trinta) dias após sua posse, por meio de ato administrativo complexo a ser praticado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Tribunal de Justiça estadual. Gabarito: A Comentários: a) Correta. A vitaliciedade, para os juízes de primeiro grau, somente será adquirida após 2 anos de exercício. Todavia, para os desembargadores, ou seja, conforme é o caso de Carlos, será a partir da posse conforme a Lei Complementar 35/99. Art. 22, LC n° 35/99: São vitalícios: I - a partir da posse: e) os Desembargadores, os Juízes dos Tribunais de Alçada e dos Tribunais de segunda instância da Justiça Militar dos Estados; Art. 95 da CRFB/88. Os juízes gozam das seguintes garantias: I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado. b) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre imediatamente; c) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre imediatamente; d) Errada. No caso do quinto constitucional ocorre imediatamente; DICA 69 Súmula Vinculante Competência do STF, de ofício ou mediante provocação; @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Poderá editar, revisar ou cancelar enunciado, por meio do voto de 2/3 membros; Objeto a validade, a interpretação e a eficácia das normas constitucionais; Tem como legitimado para propor os mesmos para propor ADI e ADC + o Defensor Público-Geral da União e os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares; Possui efeito vinculante; Não vincula o próprio STF (que pode mudar de ideia a qualquer momento); Se houver descumprimento ou desrespeito, ou mesmo aplicação indevida da súmula vinculante, é cabível reclamação constitucional ao STF. COMO JÁ CAIU... À luz de um caso concreto, que envolvia um cliente do escritório, dois advogados iniciaram um debate sobre a relevância do instituto da Súmula Vinculante como instrumento de interpretação. O primeiro advogado ressaltou que a importância destas súmulas é justificada por vincularem todas as estruturas estatais de poder, com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF), criando, assim, uma estabilidade jurídica dos significados da Constituição. O segundo advogado disse que achava que o colega estava equivocado, pois o STF também estaria vinculado ao seu entendimento. Sobre o impasse surgido, de acordo com o sistema jurídico-constitucional brasileiro, assinale a afirmativa correta. a) Os dois advogados estão equivocados, pois as súmulas vinculantes não vinculam o STF, que as edita e revê, nem tampouco o Poder Legislativo, que possui plena autonomia para legislar, mesmo em sentido contrário ao das súmulas vinculantes. b) Os dois advogados estão equivocados, pois as súmulasvinculantes não vinculam o STF, que as edita e revê, nem tampouco o Superior Tribunal de Justiça, por ser o intérprete da legislação federal. c) O primeiro advogado está certo e o segundo errado, pois as súmulas vinculantes, de acordo com a Constituição, vinculam todas as estruturas estatais de poder, com exceção apenas do STF, que zela pela adaptabilidade da Constituição à realidade. d) O segundo advogado está certo e o primeiro equivocado, pois as súmulas vinculantes, de acordo com a Constituição, vinculam todas as estruturas estatais de poder, sem exceção, em razão da rigidez constitucional. Gabarito: A Comentários: a) Correta. As súmulas vinculantes possuem efeito vinculante, isto é, devem ser seguidas pelos órgãos do Poder Judiciário, pela Administração Pública direta e indireta e os órgãos nas suas esferas (federal, estadual e municipal). Ocorre que, o Supremo Tribunal Federal é o órgão responsável pela edição, revisão e cancelamento, uma vez que se trata de enunciados aprovados pelo próprio STF após diversas decisões sobre determinada matéria. Entendimento da Lei 11.417/06, art. 2°, § 2º. Por isso, não vincula o STF, além disso, também não fica vinculado ao Legislativo, por ausência de menção no art. 103-A da CRFB/88. Art. 2º, Lei 11.417/06: O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. (...) § 2º O Procurador-Geral da República, nas propostas que não houver formulado, manifestar-se-á previamente à edição, revisão ou cancelamento de enunciado de súmula vinculante. b) Errada. Conforme alternativa “a” não vinculam ao STF, por outro lado, a súmula vinculante vincula o STJ. c) Errada. Ambos os advogados estão equivocados, conforme letra “a”. d) Errada. Ambos os advogados estão equivocados, conforme letra “a”. DICA 70 Conselho Nacional de Justiça (CNJ) O Conselho Nacional de Justiça tem como objetivo melhorar o funcionamento do sistema judiciário brasileiro, no entanto, não exerce uma função jurisdicional. É formado por 15 membros que possuem mandato de 2 anos (admite-se uma recondução). O CNJ será presidido pelo Presidente do STF e, nas suas ausências e impedimentos, pelo Vice- Presidente do STF. Já os demais membros do Conselho serão nomeados pelo Presidente da República, aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 92 CF Art. 95 CF Art. 103-A CF Art. 103-B CF Art. 2º Lei 11417/06 Art. 3º Lei 11417/06 @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 DICA 71 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Controle Difuso/Concreto A inconstitucionalidade é analisada como pressuposto para o julgamento do objeto principal do processo, ou seja, a questão da inconstitucionalidade não é o foco do processo. Pode ser feita por qualquer juiz em um caso concreto. Efeito ex tunc e inter partes. DICA 72 Aplicado ao controle DIFUSO de constitucionalidade nos tribunais. Tem como objetivo dar maior segurança jurídica às decisões desse controle quando proferidas pelos Tribunais. Os tribunais somente poderão declarar a inconstitucionalidade de leis e atos normativos pelo voto da maioria absoluta de seus membros (do pleno) ou pelo órgão especial. Cláusula de Reserva de Plenário Súmula vinculante 10: “Viola a cláusula de reserva de plenário a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” DICA 73 Controle Concentrado/Abstrato É aquele em que visa proteger a Constituição Federal. O objetivo principal do processo é discutir a constitucionalidade ou não da lei ou ato normativo, portanto, não há lide e nem partes confrontantes. É realizado somente pelo STF. Efeito ex tunc e erga omnes. A Representação de Inconstitucionalidade (ADI Estadual), não é de competência do STF, mas sim do TJ ou TRF e visa proteger a Constituição Estadual. Tabelinha para fixar! Controle Concentrado Controle Difuso Qualquer juiz; Qualquer ação; Qualquer parte do processo; Há lide e partes; Efeito inter partes. Competência do STF; Ações de controle concentrado (ADI, ADC, ADO e ADPF); Legitimados do art. 103 CF; Efeito erga omnes DICA 74 Legitimados Ativos Presidente da República; Mesa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados; PGR; CFOAB; Partido político com representação no Congresso Nacional. Legitimados Universais (aqueles que não precisam comprovar nada ao propor a ação) Legitimados Especiais (precisam demonstrar pertinência temática para propor a ação) Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara legislativa do DF; Governador do Estado ou do DF; Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. COMO JÁ CAIU... O atual governador do Estado Delta entende que, de acordo com a CRFB/88, a matéria enfrentada pela Lei X, de 15 de agosto de 2017, aprovada pela Assembleia Legislativa de Delta, seria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo estadual. Porém, na oportunidade, o projeto de lei foi proposto por um deputado estadual. Sem saber como proceder, o atual Chefe do Poder Executivo buscou auxílio junto ao Procurador-geral do Estado Delta, que, com base no sistema jurídico-constitucional brasileiro, afirmou que o Governador @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 a) poderá tão somente ajuizar uma ação pela via difusa de controle de constitucionalidade, pois, no caso em tela, não possui legitimidade para propor ação pela via concentrada. b) poderá, pela via política, requisitar ao Poder Legislativo do Estado Delta que suspenda a eficácia da referida Lei X, porque, no âmbito jurídico, nada pode ser feito. c) poderá propor uma ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, alegando vício de iniciativa, já que possui legitimidade para tanto. d) não poderá ajuizar qualquer ação pela via concentrada, já que apenas a Mesa da Assembleia Legislativa de Delta possuiria legitimidade constitucional para tanto. Gabarito: C Comentários: a) Errada. A ADI e ADC podem ser propostas pelo Governador do Estado ou DF; b) Errada. Não é possível a suspensão da eficácia de uma lei por meio da via política, devendo ser proposta uma ADI. c) Correta. Conforme previsto no art. 103, V da CF, o governador do Estado possui legitimidade ativa para propor ADI perante o STF, alegando vício de iniciativa. d) Errada. Não é apenas a Mesa da Assembleia Legislativa que tem legitimidade, mas o Governador do Estado também. DICA 75 Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) Visa declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo FEDERAL ou ESTADUAL, que viole a Constituição Federal. Lei ou ato normativo federal ou estadual; Emendas constitucionais (decorrem do poder constituinte derivado); Constituição Estadual; Leis (complementares, ordinárias, delegadas, provisórias). Não cabe ADI para tratar a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos anteriores à CF vigente. Nesse caso, a ação cabível seria a ADPF! COMO JÁ CAIU... Vários municípios, pertencentes a diferentes estados-membros da Federação, vêm reproduzindo o teor da Lei XXX/2019, do Município Alfa. Esses diplomas vêm causando grande polêmica no mundo jurídico, já que diversos Tribunais de Justiça têm se dividido quanto à constitucionalidade ou inconstitucionalidade das referidas leis municipais. Os componentes da Mesa do Senado Federal, cientes da insegurança que tal divergência gera ao ambiente jurídico, analisam a possibilidade de, diante da grande disparidade das posições assumidas pelos diversos Tribunais de Justiça, ajuizar uma Ação Declaratóriade Constitucionalidade (ADC). Em consonância com o sistema jurídico-constitucional brasileiro, assinale a opção que deve ser apresentada aos componentes da Mesa do Senado Federal. a) A ação prevista não geraria os resultados esperados quanto à segurança jurídica, pois uma decisão nesta espécie de ação não produz efeitos erga omnes. b) AMesa do Senado Federal não possui legitimidade ativa para a proposição de ação de controle concentrado do tipo apresentado. c) Embora a decisão proferida na ação produza efeitos erga omnes, as normas municipais não poderiam ser objeto de avaliação por esta ação específica. d) A Lei XXX/2019, em razão da natureza do ente federativo que a produziu, somente pode ser objeto de análise pela via do controle difuso de constitucionalidade. Gabarito: C DICA 76 Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) Pretende confirmar a constitucionalidade de lei ou ato normativo FEDERAL. É necessário que exista uma CONTROVÉRSIA JUDICIAL, ou seja, vários juízes proferindo decisões diferentes. Cabe quando for: Lei ou ato normativo federal; Emendas constitucionais (decorrem do poder constituinte derivado); Leis federais (complementares, ordinárias, delegadas, provisórias). Não cabe: Norma municipal e estadual (está fora do âmbito de atuação da ADC); Atos regulamentares; Normas originárias da CF. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Comentários: a) Errada. A Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) possui efeitos erga omnes. Além disso, conforme art. 102, I, “a” da CRFB/88 a ADC não é cabível em face de norma municipal. b) Errada. A mesa do Senado Federal possui a legitimidade para propor a ação nos termos do art. 103, II da CRFB/88 c) Correta. A ADC possui efeito erga omnes e conforme previsto no art. 102, I, alínea “a” da CRFB/88 esta ação é cabível em face de lei ou ato normativo federal. d) Errada. A Lei xxx/2019 do enunciado pode ser objeto de análise por controle concentrado, como, por exemplo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade, conforme precedente do STF (ADI 409-RS (DJU de 26.4.2002). Rcl 595-SE, rel. Min. Sydney Sanches, 28.8.2002.(RCL-595) DICA 77 Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) Visa combater a síndrome da inefetividade das normas constitucionais que dependem de regulamentação, ou seja, normas de eficácia limitada (normas dependentes da atuação do legislador infraconstitucional para que possam produzir seus efeitos). Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias. (Observa-se que não há OBRIGAÇÃO)! DICA 78 Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) Visa declarar qualquer ato do Poder Público que ameace ou viole preceito fundamental, seja ele federal, estadual ou municipal. É uma AÇÃO RESIDUAL, ou seja, é cabível quando não há nenhuma outra ação do controle concentrado capaz de remediar a violação à Constituição. Utilizada para evitar ou reparar lesão a preceito fundamental resultado de qualquer ato do Poder Público, incluindo aí decisões judiciais, atos normativos, etc.. Somente vai para o efeito ex nunc quando houver aprovação de 2/3 dos membros do Supremo Tribunal Federal (MODULAÇÃO DOS EFEITOS). Efeito vinculante aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 102, §2º da CF). Não vincula o STF e não vincula o PODER LEGISLATIVO em sua função típica de legislar, para evitar o fenômeno da Fossilização Constitucional. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 61 CF Art. 62 CF Art. 167, § 3º CF Art. 64 CF Art. 65 CF Art. 66 CF Art. 67 CF Art. 69 CF Exemplos de preceitos fundamentais, que podem ser protegidos por ADPF: Princípios fundamentais (art. 1 a 4 CF); Direitos e garantias constitucionais (art. 5 a 17 CF); Princípio federativo (art. 18 CF); Princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII CF); Princípios da administração pública (art. 37 caput CF); Cláusulas pétreas (art. 60, parágrafo 4 CF); Quanto aos seus efeitos são erga omnes e ex tunc @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 O Presidente escuta o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, que emitem pareceres meramente opinativos. O Presidente decreta o Estado de Defesa. O Estado de defesa tem duração máxima de 30 dias, prorrogados por mais 30 dias, uma única vez, sendo no máximo 60 dias. Havendo necessidade de mais prorrogação, deve ser decretado o Estado de Sítio. Havendo ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, a União deve responder pelos danos e custos decorrentes. COMO JÁ CAIU... Dois Estados de determinada região do Brasil foram atingidos por chuvas de tal magnitude que o fenômeno foi identificado como calamidade de grandes proporções na natureza. A ocorrência gerou graves ameaças à ordem pública, e o Presidente da República, após ouvir o Conselho da República e o de Defesa Nacional, decretou o estado de defesa, a fim de reestabelecer a paz social. No decreto instituidor, indicou, como medida coercitiva, a ocupação e o uso temporário de bens e serviços públicos dos Estados atingidos, sem direito a qualquer ressarcimento ou indenização por danos e custos decorrentes. Segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, no caso em análise, a) houve violação ao princípio federativo, já que o uso e a ocupação em tela importam em violação à autonomia dos Estados atingidos pela calamidade natural de grandes proporções. b) a medida coercitiva é constitucional, pois a decretação de estado de defesa confere à União poderes amplos para combater, durante um prazo máximo de noventa dias, as causas geradoras da crise. c) a medida coercitiva em tela viola a ordem constitucional, pois a União deve ser responsabilizada pelos danos e custos decorrentes da ocupação e uso temporário de bens e serviços de outros entes. d) a medida coercitiva, nos termos acima apresentados, somente será constitucional se houver prévia e expressa autorização de ambas as casas do Congresso Nacional. Gabarito: C Comentários: a) Errada. Não houve violação ao princípio federativo, conforme previsão do Art. 136, CF: O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar Estado de Defesa para preservar ou prontamente restabelecer, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades. DEFESA DO ESTADO DICA 79 Estado de Defesa Quando a localidade não consegue superar sozinha a calamidade pela qual está passando, o Estado de Defesa é criado para que vários pontos sejam flexibilizados com vistas a superar o momento de forma mais eficiente. Medida mais branda. Objetivo de preservar ou prontamente restabelecer, em locais determinados e restritos, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. Deve haver data e área determinada para que a medida seja decretada. DICA 80 Procedimento O Presidente submeterá o ato, com a respectiva justificação, ao Congresso Nacional em 24 horas. Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinariamente, no prazo de 5 dias. A convocação é feita pelo Presidente do Senado Federal. O Congresso deverá apreciar o decreto dentro de 10 dias contados de seu recebimento, por meio da maioria absoluta de seus membros. O Congresso continuará funcionando enquanto vigorar o Estado de Defesa. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 b) Errada. Art.136, § 2º, CF: O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período,se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. c) Correta. Art.136, II, CF: Ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes. d) Errada. Art. 136, § 4º, CF: Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta. DICA 81 Estado de Sítio O Estado de Sítio é mais “radical” do que o Estado de Defesa em razão das circunstâncias na qual poderá ser decretado e pelas restrições que a população pode sofrer. Determinado em situações mais graves, como: a) comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia da medida tomada durante o Estado de Defesa; b) declaração de estado de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira. No caso de comoção grave de repercussão nacional, não poderá ser superior a 30 dias, podendo ser prorrogado sucessivamente; No caso da declaração de estado de guerra, poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. Aprovar Estado de Defesa e autorizar o Estado de Sítio é competência exclusiva do Congresso Nacional. Compete PRIVATIVAMENTE ao Presidente da República decretar estado de defesa e de sítio, NÃO SENDO POSSÍVEL a delegação. A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 84 CF Art. 136 CF Art. 137 CF Art. 138 CF Art. 139 CF Art. 142 CF Art. 49 CF DICA 82 Procedimento O Presidente escuta o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, que emitem pareceres meramente opinativos. O presidente encaminha o pedido para o Congresso Nacional que se manifestará pela maioria absoluta dos seus membros Se autorizado pelo Congresso, o presidente decreta o estado de sítio e designa as áreas abrangidas e os executores das medidas @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 O direito à saúde é garantido a todos, sendo o atendimento integral uma das diretrizes do Sistema Único de Saúde. A cobertura é, também, igualitária e universal. COMO JÁ CAIU... Em uma cidade situada no município Gama, José Silva sofreu grave acidente ao ser atropelado por um caminhão. Com lesões pelo corpo, ele foi conduzido ao hospital municipal situado na cidade e, ao passar pelo setor de identificação, alegou não possuir consigo qualquer documento. Na dúvida sobre se José poderia ter acesso aos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), a direção do hospital consultou a Procuradoria do Município. Sobre o caso apresentado, em consonância com o sistema jurídicoconstitucional brasileiro, assinale a afirmativa que apresenta a resposta correta. a) Para fazer jus aos serviços de saúde ofertados pelo SUS, José deve comprovar a condição de contribuinte do sistema previdenciário brasileiro. b) Para fazer jus aos serviços de saúde ofertados pelo SUS, José deve comprovar, formalmente, a condição de trabalhador. c) Os serviços de saúde ofertados pelo SUS somente são disponibilizados para os brasileiros natos ou naturalizados. d) O atendimento pelo SUS deve ser realizado, independentemente de José possuir nacionalidade brasileira, ser trabalhador ou contribuir com a Previdência Social. Gabarito: D Comentários: a) Errada. A saúde é um direito de todos, conforme art. 196 da CF. Ainda, a lei n° 8.080/90 que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes estabelece que o Estado tem o dever de garantir a saúde e assegurar o acesso universal e igualitário. COMO JÁ CAIU... O governador do Estado Alfa, como represália às críticas oriundas dos professores das redes públicas de ensino, determinou cortes na educação básica do referido ente, bem como instituiu a necessidade de pagamento de mensalidades pelos alunos de estabelecimentos oficiais de ensino que não comprovassem ser oriundos de famílias de baixa renda. Sobre a conduta do governador, com base na CRFB/88, assinale a afirmativa correta. a) Está errada, pois a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais está prevista na ordem constitucional, de modo que o seu não oferecimento ou o oferecimento irregular pode ensejar, inclusive, a responsabilização do governador do Estado Alfa. b) Está errada, pois o Estado deve garantir a educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, de modo que ele apenas poderia restringir sua oferta gratuita em relação àqueles que a ela não tiveram acesso na idade própria. ORDEM SOCIAL DICA 83 Saúde ATENÇÃO!! Esse direito também é garantido para estrangeiros que estiverem no Brasil. b) Errada. José não deve fazer essa comprovação, posto que o acesso ao Sistema Único de Saúde é universal e igualitário. c) Errada. Conforme o caput do art. 5° da CRFB/88, todos são iguais perante a lei e sem distinção, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos fundamentais. d) Correta. Conforme o art. 196 da CF é direito de todos e dever do Estado, portanto, ser trabalhador ou brasileiro não pode constituir motivos para restringir o acesso à saúde. Art. 196 da CRFB/88: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. DICA 84 Educação O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram; Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; Educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 c) Está certa, pois a gratuidade do ensino público, com a promulgação da Constituição de 1988, deixou de ser obrigatória, sendo facultado o exercício das atividades de ensino pela inciativa privada. d) Está errada, pois os Estados e o Distrito Federal devem atuar, exclusivamente, no ensino médio e fundamental, de sorte que o governador do Estado Alfa não poderia adotar medida que viesse a atingir, indistintamente, todos os alunos da educação básica. Gabarito: A Comentários: a) Correta. Pois está de acordo com o art. 206, IV da CF que preleciona o princípio da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; CF “Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; b) Errada. A CF garante o princípio da gratuidade dos princípios. Art. 208, CF. “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I - Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; [...] § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente. c) Errada. A gratuidade do ensino não é facultativa, a CF garante expressamente; d) Errada. Os princípios que ministram a educação são o da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. DICA 85 Desporto Justiça desportiva não é órgão do Poder Judiciário, é instância administrativa. Assim, nas demandas referentes à disciplina e competições desportivas, apenas será possível acessar o Poder Judiciário após esgotar as instâncias da própria justiça desportiva ou caso não profira decisãofinal no prazo de 60 dias. DICA 86 Indígenas São reconhecidos aos povos indígenas sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei. As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis. COMO JÁ CAIU... Ubirajara é membro de uma comunidade indígena situada em terras regularmente demarcadas, ali vivendo conforme as tradições dos seus ancestrais. Em determinado momento, ele resolveu tentar nova vida em uma cidade brasileira. Sem recursos para dar início a esse projeto, decidiu vender a terra em que habitava desde seu nascimento para um grupo de agricultores, que pretende ali se instalar definitivamente. Sobre a hipótese narrada, segundo a ordem jurídico-constitucional brasileira, assinale a afirmativa correta. a) Ubirajara somente poderá dispor das terras se a alienação, comprovadamente, atender aos imperativos da ordem econômica brasileira. b) Ubirajara, caso figure como proprietário das terras no registro de imóveis da localidade, poderá aliená-las, assegurado o direito de participação da comunidade no valor da venda. c) Ubirajara não pode efetivar a venda almejada, pois as terras em questão não são passíveis de alienação e nem mesmo de disposição. d) Ubirajara somente poderia alienar as terras após a devida autorização por parte da comunidade indígena, que é a proprietária das terras. Gabarito: C Comentários: Antes de avaliar cada uma das assertivas é preciso ter em mente que o Supremo Tribunal Federal (STF), no tema 1.031 de Repercussão Geral sobre a demarcação de terras indígenas, estabeleceu diretrizes fundamentais sobre a posse tradicional indígena. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 As terras indígenas são inalienáveis, indisponíveis e imprescritíveis, com posse permanente dos indígenas e usufruto exclusivo das riquezas naturais nelas existentes. A ocupação indígena deve ser compatível com a tutela ambiental, e os povos indígenas têm capacidade civil, sendo partes legítimas em processos que envolvem seus interesses, além da legitimidade concorrente da FUNAI e da atuação do Ministério Público como fiscal da lei. a) Errada. No caso em comento, conforme a decisão do STF, Ubirajara não pode alienar a terra, posto que ela é regularmente demarcada, portanto, é inalienável, ou seja, por força de lei não pode ser objeto de alienação. b) Errada. No caso em comento, quem é proprietário das terras indígenas é a União, por isso, não é possível afirmar “caso figure como proprietário”, posto que não é, mas é a União e o mero registro de imóveis não tem o condão de alterar a natureza de inalienabilidade da terra. Art. 20, CRFB/88: São bens da União :XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. c) Correta. Conforme julgados vistos nas explicações acima, as terras demarcadas possuem a condição de inalienabilidade, portanto, não são passíveis de alienação, por força de disposição legal, eis que esta condição é prevista na Constituição Federal. O STF, no tema de repercussão geral 1.031 reforçou a preocupação de omissão da Administração Pública em proteger esses territórios e a integridade física dos povos indígenas, especialmente aqueles isolados ou de recente contato, expõe essas comunidades a riscos graves, justificando a necessidade de medidas efetivas para sanar essas irregularidades. Portanto, a inalienabilidade das terras indígenas é uma medida essencial para garantir a preservação da vida, cultura e identidade desses povos. Nesse sentido, Ubirajara não pode alienar a sua terra. Art. 231, CRFB/88: São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. § 4º As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis. d) Errada. A Constituição Federal, no art. 231, §4°, ao tratar sobre a inalienabilidade das terras, não faz ressalva ou condição, portanto, tem-se uma inalienabilidade absoluta. Por essa razão, ainda que Ubirajara obtenha autorização de parte da comunidade indígena, trata-se de bem da União e não pode ser alienada. DICA 87 Seguridade Social É um conjunto de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade com a finalidade de assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. O Estado deve garantir o direito à proteção das necessidades humanas básicas. DICA 88 Previdência Social É uma política pública que garante uma renda para o trabalhador e sua família em caso de incapacidade de trabalho, doença, acidente, velhice, maternidade, morte ou reclusão. É organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória. Ainda que o segurado tenha uma previdência privada, isso não exclui a obrigatoriedade da previdência social. DICA 89 É um direito de todos os cidadãos que dela necessitem e um dever do Estado. Enquanto a Previdência Social é uma proteção de caráter contributivo, a lógica da Assistência Social funciona a partir da demanda e necessidade com o objetivo de efetivar a proteção à dignidade da pessoa humana e de erradicar a pobreza. Assistência Social IMPORTANTE!! Em 2017 o STF decidiu que os estrangeiros residentes no Brasil, desde que cumpram os requisitos legais, são beneficiários da assistência social. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 196 CF Art. 199 CF Art. 200 CF Art. 203 CF Art. 206 CF Art. 207 CF Art. 208 CF Art. 210 CF Art. 212 CF Art. 217 CF Art. 220 CF Art. 231 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79direto, secreto, universal e periódico (art. 60, § 4º , II da CRFB/88), não menciona acerca da obrigatoriedade, razão pela qual a proposta da Câmara dos Deputados não encontra óbice. c) Errada. Não há necessidade da manifestação de ambas as casas, conforme o art. 60, I da CRFB/88, para a proposta basta a manifestação de 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados OU do Senado Federal. Agora, a proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso nacional, ocorrerá em 2 turnos e será aprovada se obtiver o quorum de 3/5 dos votos dos respectivos membros nos termos do art. 60, § 2º da CRFB/88. d) Errada. A Emenda não é feita pela sanção presidencial, a participação do Presidente da República pode ocorrer no momento da propositura conforme art. 60, II da CRFB/88. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA.. Art 60 CF Art. 62 CF Art. 66, §1º CF Art. 3 ADCT @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Rito normal DICA 06 Aplicabilidade dos Direitos Fudamentais De acordo com o art 5º, §1º da Constituição Federal, as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais possuem aplicação imediata. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS DICA 07 Hierarquia das Normas DICA 08 DICA 09 Força dos Tratados Internacionais em matéria de Direitos Humanos Se os tratados internacionais com matéria de direitos humanos forem aprovados em 2 turnos por 3/5 dos votos, serão EQUIPARADOS à Emenda Constitucional. Lembre-se que os direitos fundamentais são CLÁUSULAS PÉTREAS, ou seja, não podem ser abolidos da CF em nenhuma hipótese: art. 60 § 4 CF. COMO JÁ CAIU... Os tratados internacionais sobre direitos humanos firmados pela República Federativa do Brasil serão equivalentes às emendas constitucionais, se forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, a) em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros. b) em dois turnos, por maioria absoluta dos votos dos respectivos membros. c) em único turno, por maioria absoluta dos votos dos respectivos membros. d) em único turno, por três quintos dos votos dos respectivos membros. Gabarito: A Comentários: A alternativa A está correta por força do artigo 5º, §3º da Constituição Federal. Esse parágrafo foi acrescentado pela Emenda Constitucional 45 de 2004 dispondo que “os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos serão equivalentes às emendas constitucionais. Art. 5º, §3º. CF. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. Constitucionais Supra legais Infraconstitucionais Infralegais Cuidado pra não cair em pegadinha... Se os Tratados Internacionais não versarem sobre matéria de direitos humanos serão recepcionados como LEI e não como emendas constitucionais. Tabelinha para fixar! SOBRE DIREITOS HUMANOS SOBRE OUTROS TEMAS Rito especial (art. 5, § 3 CF) - 3/5 dos votos em 2 turnos. STATUS DE EMENDA CONSTITUCIONAL = NORMA CONSTITUCIONAL STATUS DE LEI ORDINÁRIA Artigo 5º da Constituição Federal Na colisão entre direitos fundamentais no caso concreto, é preciso equilibrar e verificar o que vai prevalecer em cada caso. Não existe direito fundamental absoluto! @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido. ATENÇÃO! Tema interdisciplinar! Pode ser cobrado tanto em constitucional quanto em processo penal. COMO JÁ CAIU... O parlamentar José, em apresentação na Câmara dos Deputados, afirmou que os direitos à informação e à liberdade jornalística possuem normatividade absoluta e, por esta razão, não podem ceder quando em colisão com os direitos à privacidade e à intimidade, já que estes últimos apenas tutelam interesses meramente individuais. Preocupado com o que reputou “um discurso radical”, o deputado Pedro recorreu a um advogado constitucionalista, a fim de que este lhe esclarecesse sobre quais direitos devem prevalecer quando os direitos à intimidade e à privacidade colidem com os direitos à liberdade jornalística e à informação. O advogado afirmou que, segundo o sistema jurídicoconstitucional brasileiro, o parlamentar José a) está correto, pois, em razão do patamar atingido pelo Estado Democrático de Direito contemporâneo, os direitos à liberdade jornalística e à informação possuem valor absoluto em confronto com qualquer outro direito fundamental. b) está equivocado, pois os tribunais entendem que os direitos à intimidade e à privacidade têm prevalência apriorística sobre os direitos à liberdade jornalística e à informação. c) está equivocado, pois, tratando-se de uma colisão entre direitos fundamentais, se deve buscar a conciliação entre eles, aplicando-se cada um em extensão variável, conforme a relevância que apresentem no caso concreto específico. d) está correto, pois a questão envolve tão somente um conflito aparente de normas, que poderá ser adequadamente solucionado se corretamente utilizados os critérios da hierarquia, da temporalidade e da especialidade. Gabarito: C Comentários: a) Errada. O direito à informação não é absoluto, pois quando colide com outro direito fundamental há que ser feito o sopesamento; b) Errada. Não há o entendimento da prevalência do direito à intimidade e à privacidade sobre à liberdade jornalística, à luz de cada caso concreto é preciso haver a ponderação dos valores; c) Correta. Existe aqui clara colisão entre direitos fundamentais, que devem ser conciliados. É possível haver colisão entre os direitos fundamentais. Para resolver esse conflito, o Juízo deve adotar o critério da ponderação de valores, isto é, “tentar harmonizar ou combinar os bens jurídicos em conflito, de forma que um deles não prevalece em detrimento do outro”. A liberdade de expressão está prevista no art. 5º, IX, da CRFB/88, e só será restringida em caráter excepcional, por exemplo, quando a liberdade de expressão extrapolar os direitos de personalidade de outrem; FONTE: LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 21. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. d) Errada. Não é conflito aparente de normas que é duas ou mais normas disputando a regência em relação ao mesmo fato típico. DICA 11 DICA 12 Princípio da Pessoalidade DICA 10 Liberdade da expressão Artística É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Exemplos: músicas, produções audiovisuais, artes plásticas, etc. Inviolabilidade Domiciliar Em regra, a casa é inviolável, só podendo entrar com o consentimento do morador. Mas como nenhum direito é absoluto, há duas exceções: Por determinação judicial - busca e apreensão judicial (somente durante o dia) Flagrante delito, desastre, para prestar socorro (em qualquer horário). Além dessas restrições ao direito da inviolabilidade domiciliar, previstas no art. 5º CF, temos outra exceção na Constituição Federal: DURANTE O ESTADO DE SÍTIO. De acordo com o art. 139, V CF, durante o Estado de Sítio, poderá ser determinada busca e apreensão domiciliar independentemente de ordem judicial. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... Carlos, praticante de religião politeísta, é internado em hospital de orientação cristã e solicita assistência espiritual a ser conduzida por um líder religioso de sua crença. Os parentes de Carlos, mesmo cientes de que a assistência solicitada se resumiria a uma discreta conversa, estão temerosos de que a presença do referido líder coloque em risco a permanência de Carlos no hospital, em virtudede representar uma vertente religiosa não aderente à fé adotada pela instituição hospitalar. Os parentes de Carlos o procuram, como advogado(a), para conhecer os procedimentos adequados à situação narrada. Você os informou que, segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, o hospital: a) pode negar a autorização para a assistência espiritual em religião diversa daquela preconizada pela instituição, embora não fosse o caso de Carlos perder a vaga. b) não pode negar o apoio espiritual solicitado, mesmo que a assistência seja prestada em bases religiosas diversas daquela oficialmente preconizada pelo hospital. c) somente está obrigado a autorizar a assistência religiosa caso já tivesse permitido que sacerdote de outra religião exercesse atividades religiosas em suas instalações. d)tem, como instituição privada, total autonomia para estabelecer regras para situações como esta, podendo permitir ou negar o pedido, de acordo com seu regulamento interno. Gabarito: C Comentários: a) Errada. A assistência espiritual não pode ser negada em virtude de religião diversa daquela adotada pela instituição, visto que contrária ao direito fundamental consagrado no art. 5°, VII da CRFB/88. Art. 5°, VII da CRFB/88: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; b) Correta. O artigo 5°, VII da CRFB/88 assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. É irrelevante se o hospital adota crença diferença, visto que particulares também devem respeitar os direitos fundamentais. c) Errada. Não há essa condição, além disso, conforme o art. 5°, VII da CRFB/88 a assistência religiosa é um direito fundamental. d) Errada. Ainda que o hospital seja uma entidade privada, deve observar e respeitar os direitos fundamentais. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA.. Art. 5º, XI CF Art. 5º, VII CF Art. 5º, IX CF Art. 5º, XIII CF Art. 5º, XVII CF Art. 5º, XXII CF Art. 5.º, XXXIII CF Art. 5º, XXXVI CF Art. 5º, XLV CF Art. 210 CF É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; Se aplica a estrangeiro que vem trabalhar no Brasil. Liberdade ao exercício de qualquer trabalho O STF entendeu que a CF/88 não proíbe que sejam oferecidas aulas de uma religião específica, que ensine os dogmas ou valores daquela religião. Não há qualquer problema nisso, desde que se garanta oportunidade a todas as doutrinas religiosas. ADI 4439/DF. DICA 14 É possível que o legislador restrinja a liberdade de trabalho se a atividade implicar risco à saúde, à ordem pública, entre outros. É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. Assistência Religiosa DICA 13 @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 r COMO JÁ CAIU... João pretende ter acesso às suas informações pessoais que constam de bancos de dados de entidade governamental. Em assim sendo, o particular procura um advogado, para ser informado sobre como deve proceder. Nesse cenário, considerando os instrumentos de controle judicial da Administração Pública, é correto afirmar que João poderá impetrar, em juízo, um a) mandado de segurança, instruindo a petição inicial com prova da recusa ao acesso às informações na esfera administrativa ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. b) habeas data, instruindo a petição inicial com prova da recusa ao acesso às informações na esfera administrativa ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. c) habeas data, instruindo a petição inicial com prova da recusa ao acesso às informações na esfera administrativa ou do decurso de mais de dez dias sem decisão. d) mandado de segurança, independentemente da comprovação de recusa ao acesso às informações na esfera administrativa. Gabarito: C Comentários: a) Errada. Como se trata de informações pessoais, o remédio cabível é o Habeas Data. O Mandado de Segurança é para assegurar direito líquido e certo e não São ferramentas jurídicas que protegem os direitos fundamentais dos cidadãos. São previstos na Constituição Federal e podem ser usados para evitar ilegalidades ou abuso de poder. Visa assegurar o acesso às informações, Promover a retificação de informações e Proceder à anotação de informações referente à pessoa do impetrante. Informações constantes no registro ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. A ação é personalíssima. DICA 15 DICA 16 Habeas Data exige a prova da recusa administrativa ou mais de 15 (quinze) dias sem a decisão, tão somente a prova pré- constituída porque não admite dilação probatória. Art. 5°, LXXII da CRFB/88: conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; O prazo de 10 dias a Lei 9.507/97 faz a menção no art. 8°, parágrafo único inciso I: Art. 8°, parágrafo único, I, Lei 9.507/97: A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos , será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na segunda. Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova: I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão; c) Correta. É cabível Habeas Data, pois o objetivo é assegurar a informação do impetrante e conforme o art. 8°, parágrafo único inciso I da Lei 9.507/97 e necessita da recusa ou do decurso de mais de 10 (dez) dias, porque se trata de acesso às informações. Quando se tratar de retificação (o que não é o caso), o prazo é de 15 dias, conforme art. 8°, parágrafo único, inciso II da Lei 9.507/97. d) Errada. O remédio constitucional para assegurar o direito a informações pessoais é o Habeas Data, porém, de fato, o Mandado de Segurança não exige a recusa na esfera administrativa, porém não é o remédio cabível. DICA 17 Habeas Corpus Cabível sempre que alguém sofrer (REPRESSIVO) ou se achar ameaçado (PREVENTIVO) de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. A legitimidade ativa para impetrar o HC é de qualquer pessoa, universal; Único remédio constitucional que independe de advogado. Conceito REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... Emenda à Constituição inseriu novo direito social na Constituição Federal de 1988. Da análise do dispositivo normativo extraiu-se que a fruição do direito ali previsto somente seria possível com sua devida disciplina legal. Passados sete anos sem que o Congresso Nacional tivesse elaborado a referida regulamentação, mesmo após decisões do Supremo Tribunal Federal que reconheciam a mora e determinavam prazo razoável para a edição da norma regulamentadora, Fernando, que entende fazer jus a tal direito, procurou você, como advogado(a), a fim de saber se há alguma providência judicial a ser tomada para que possa usufruir do direito constitucionalmente previsto. Sobre a hipótese, de acordo com o sistema jurídico-constitucional vigente, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, sua orientação. a) A via judicial não é cabível, posto que, com base no princípio da separação de poderes, somente a produção de lei regulamentadora pelo Congresso Nacional viabilizará a fruição do referido direito social. b) Fernando poderá ingressar com mandado de injunção perante o Superior Tribunal de Justiça, o qual,reconhecendo a existência de mora por parte do Congresso Nacional, poderá determinar que este Tribunal edite a lei regulamentadora imediatamente. c) O mandado de injunção, a ser impetrado por Fernando perante o Supremo Tribunal Federal, pode ser utilizado para requerer que o Tribunal estabeleça as condições em que se dará o exercício do referido direito social, de modo a permitir a sua fruição. d) Fernando tem a possibilidade de ajuizar uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão perante o Supremo Tribunal Federal, requerendo que o Tribunal promova sua implementação imediata para todos que façam jus ao direito social. Gabarito: C Comentários: a) Errada. A via judicial é cabível, posto que o Mandado de Injunção é um remédio constitucional (uma ação) cabível sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, na forma do art. 5°, LXXI da CRFB/88; Art. 5°, LXXI da CRFB/88: conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e Também pode ser COLETIVO, sendo os legitimados os mesmos do mandado de segurança incluindo aqui somente o MP e a Defensoria Pública. Viabiliza o exercício de direitos, liberdades ou prerrogativas constitucionais inviabilizadas pela falta de norma reguladora. Mandado de Injunção DICA 19 Individuais homogêneos (os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante). Direitos coletivos (os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si; Prazo decadencial de 120 dias para impetração; O MS pode ser COLETIVO, visando tutelar a proteção dos: Cabível quando qualquer direito líquido e certo do indivíduo for violado por ato de autoridade governamental ou de agente que esteja no exercício de atribuição do Poder Público. Mandado de Segurança DICA 18 Legitimados Partido Político com representação no Congresso Nacional Organização Sindical Entidade de classe Associações constituídas e em funcionamento há pelo menos 1 ano. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; b) Errada. O remédio constitucional cabível de fato é o Mandado de Injunção, porém não é competência do Superior Tribunal de Justiça, mas do Supremo Tribunal Federal, na forma do art. 102, I, “q” da CRFB/88; c) Correta. O remédio constitucional cabível é o mandado de injunção por força do art. 5° LXXI da CRFB/88 e a competência é do Supremo Tribunal Federal (STF), pois conforme art. 102, I, “q” da CRFB/88 caberá ao STF processar e julgar originariamente o Mandado de Injunção quando a norma regulamentadora for atribuição do Congresso Nacional e, conforme narrado pelo enunciado, o Congresso Nacional deveria ter elaborado a regulamentação, mas não o fez. Art. 102, I, q) da CRFB/88: o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal; d) Errada. Fernando não tem legitimidade para ajuizar a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), uma vez que não está inserido no rol do art. 103, da CRFB/88. Visa anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. A legitimidade ativa pertence ao CIDADÃO (portador do número de eleitor), ou seja, PJ NÃO tem legitimidade para propor ação popular. O autor fica isento de custos judiciais e ônus de sucumbência, exceto se comprovada má-fé. DICA 20 Atenção! Não confunda ADO X Mandado de Injunção! A ADO visa tornar efetiva uma norma constitucional que não foi aplicada corretamente pelo Poder Público. O Mandado de Injunção visa tornar concreto um direito subjetivo que não está sendo exercido. Ação Popular A ação SEMPRE será impetrada em juiz de 1º instância, independentemente contra quem seja a ação. COMO JÁ CAIU... Maria, cidadã moradora do Município Alfa, constatou que uma área de preservação ambiental estava sendo diariamente desmatada, de modo que ela pudesse ceder lugar a pastagens para a criação de bovinos. Irresignada com essa situação, procurou um advogado e solicitou esclarecimentos a respeito da medida que poderia adotar, sendo respondido, corretamente, que ela: a) pode ajuizar uma ação popular visando à interrupção do desmatamento e à recuperação da área de preservação ambiental; b) pode ajuizar ação popular ou ação civil pública visando à interrupção do desmatamento e à recuperação da área de preservação ambiental; c) apenas pode exercer o direito de petição, peticionando aos poderes públicos para que identifiquem e multem os responsáveis pelo desmatamento; d) apenas pode exercer o direito de petição, para a adoção de medidas administrativas ou representar ao Ministério Público ou a outro legitimado para o ajuizamento de ação civil pública; e) pode impetrar mandado de segurança para que os responsáveis pelo desmatamento observem o seu direito líquido e certo ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Gabarito: A Comentários: a) Correta. A Ação Popular é o remédio constitucional cabível para anular ou pleitear a declaração de nulidade de atos lesivos contra o patrimônio da União, DF, Estados e Municípios, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. O enunciado informou que Maria é cidadã, ou seja, possui a legitimidade para manejar a ação. Art. 5°, LXXIII da CRFB/88: qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; b) Errada. Maria tem legitimidade para ajuizar Ação Popular, todavia não tem legitimidade para ajuizar a Ação Civil Pública (ACP), uma vez que a legitimidade é do Ministério Público, Defensoria Pública, União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; e Associações, que estejam constituídas há pelo menos 1 ano nos termos da lei civil e inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos, ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, conforme art. 5° da Lei 7.347/85. c) Errada. No caso, conforme letra “a” Maria pode ajuizar Ação Popular. d) Errada. Conforme art. 5°, LXIX da CRFB/88, o Mandado de Segurança é para assegurar direito líquido e certo. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 É uma ação de natureza coletiva, de procedimento comum, que visa defender interesses metaindividuais (difusos, coletivos e individuais homogêneos). Ação Civil Pública DICA 21 Considerando os fatos narrados não se tem uma situação de direito líquido e certo, mas um ato lesivo ao meio ambiente e nos termos da Constituição Federal cabível a Ação Popular. Legitimados MP e Defensoria Pública A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios A autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista Associação que esteja constituída há pelo menos 1 ano ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA.. Art 5º, LXVIII CF Art 5º, LXIX CF Art 5º, LXX CF Art 5º, LXXI CF Art. 8º LEI 13300/16 Art 5º, LXXII CF Art 5º, LXXIII CF Art. 1º Lei 7.347/85 @viciodeumaestudante / @metodovdeLaynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Os nascidos no Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro OU mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço do Brasil; Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro OU de mãe brasileira, registrados em repartição brasileira OU os que venham a residir no Brasil e optem, em pela nacionalidade brasileira. ATENÇÃO! Tema interdisciplinar! Pode ser cobrado tanto em constitucional quanto em internacional. DICA 22 Brasileiro Nato X Naturalizado NATO NATURALIZADO Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; (naturalização ordinária); Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há + de 15 anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira (naturalização extraordinária). DICA 23 NACIONALIDADE Perda da Nacionalidade Perderá a nacionalidade quando: tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; Antes, a previsão era somente "atividade nociva ao interesse nacional". ATENÇÃO! Atualização legislativa! Mudanças promovidas pela EC 131/23. fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. A renúncia da nacionalidade, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária. Antes, a regra era a perda da nacionalidade por adquirir outra nacionalidade, mas agora só perde a nacionalidade mediante PEDIDO EXPRESSO, além disso, não é possível fazer esse pedido e a pessoa ficar sem nacionalidade (apatridia), ou seja, para ser aceito, precisa ter outra nacionalidade. COMO JÁ CAIU... (Questão de Direito Internacional) Sofia, brasileira nata, com dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira, decidiu renunciar à nacionalidade brasileira e procurou você, como advogado(a), para receber a orientação jurídica adequada sobre os efeitos de tal decisão. Depois da avaliação do caso, você afirmou, corretamente, à sua cliente que a) renúncia sendo feita de forma expressa, perante autoridade brasileira competente, dará causa à declaração da perda da nacionalidade brasileira. b) a renúncia, sendo feita de forma tácita, dará causa à declaração da perda da nacionalidade brasileira. c) após a efetivação da perda da nacionalidade, ela não poderá readquirir a nacionalidade brasileira originária. d) a renúncia não será aceita pela autoridade brasileira competente, em razão do risco de geração de situação de apatridia. Gabarito: A Comentários: A) Correta. Conforme o Artigo 12, § 4º, II da Constituição Federal: "Art. 12, § 4º, CF: - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia." B) Errada. A renúncia não poderá ser realizada de forma tácita, apenas de forma expressa. C) Errada. A renúncia não impede de readquirir a nacionalidade brasileira originária. D) Errada. No caso apresentado pelo enunciado, a perda da nacionalidade brasileira por renúncia expressa não acarretará a apatridia, tendo em vista a nacionalidade portuguesa. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... Jean Oliver, nascido em Paris, na França, naturalizou-se brasileiro no ano de 2003. Entretanto, no ano de 2016, foi condenado, na França, por comprovado envolvimento com tráfico ilícito de drogas (cocaína), no território francês, entre os anos de 2010 e 2014. Antes da condenação, em 2015, Jean passou a residir no Brasil. A França, com quem o Brasil possui tratado de extradição, requer a imediata extradição de Jean, a fim de que cumpra, naquele país, a pena de oito anos à qual foi condenado. Apreensivo, Jean procura um advogado e o questiona acerca da possibilidade de o Brasil extraditá-lo. O advogado, então, responde que, segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, a extradição a) não é possível, já que, a Constituição Federal, por não fazer distinção entre o brasileiro nato e o brasileiro naturalizado, não pode autorizar tal procedimento. b) não é possível, pois o Brasil não extradita seus cidadãos nacionais naturalizados, por crime comum praticado após a oficialização do processo de naturalização. c) é possível, pois a Constituição Federal prevê a possibilidade de extradição em caso de comprovado envolvimento com tráfico ilícito de drogas, ainda que praticado após a naturalização. d) é possível, pois a Constituição Federal autoriza que o Brasil extradite qualquer brasileiro quando comprovado o seu envolvimento na prática de crime hediondo em outro país. Gabarito: C Comentários: a) Errada. A extradição no caso de Jean é permitida, uma vez que a CRFB/88 no art. 5° inciso LI dispõe que será extraditado, em caso de comprovado envolvimento tráfico ilícito. O naturalizado será extraditado em caso de crime comum, se ocorrido antes da naturalização. b) Errada. É possível a extradição, na forma do art. 5°, inciso LI da CRFB/88 e Jean praticou crime de tráfico ilícito de entorpecentes e não crime comum. Art. 5°, LI, da CRFB/88: nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime Cuidado pra não cair em pegadinha! E os brasileiros? Podem ser extraditados? Não. Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico de drogas (art. 5º, LI CF). A extradição é um mecanismo internacional de cooperação entre o Brasil e outra nação estrangeira com a finalidade de entregar um criminoso de uma nação para a outra a fim de puni-lo devidamente. Extradição DICA 24 b) Errada. É possível a extradição, na forma do art. 5°, inciso LI da CRFB/88 e Jean praticou crime de tráfico ilícito de entorpecentes e não crime comum. Art. 5°, LI, da CRFB/88: nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime. c) Correta. Conforme o art. 5°, LI da CRFB/88 o nato não pode ser extraditado, o naturalizado pode em duas hipóteses: (i) o crime tiver ocorrido antes da naturalização; e (ii) quando o crime for de tráfico de drogas, antes ou depois da naturalização. Em regra, a lei não pode distinguir brasileiros natos dos naturalizados, mas a Constituição Federal pode fazer, como faz nessa questão de extradição, por exemplo. d) Errada. O brasileiro nato não será extraditado. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 12 CF Art. 5, LI CF art. 109, X CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Iniciativa Popular A CF estabelece que não será objeto de Emenda a proposta que tende a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico. (CLÁUSULA PÉTREA). É um instrumento de exercício do sufrágio. São características do voto: Personalíssimo Obrigatório Secreto Direto Periódico DICA 26 É o direito de eleger e ser eleito que o cidadão possui, englobando a capacidade eleitoral ativa (direito de votar) e a capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). DICA 25 Vale salientar que o voto direito é a regra do Brasil, contudo, existe uma exceção, em se tratando de uma eleição indireta no caso de vacância do cargo presidencial (tanto do Presidente, quanto do Vice) na segunda metade do mandato, nos moldes do art. 81, § 1º da CRFB/88. É o chamado “mandato- tampão” em que a eleição indireta é feita pelos parlamentares federais. DICA 27 Plebiscito X Referendo X Iniciativa Popular A iniciativa popular consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, no mínimo, 1% do eleitoradonacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. DICA 28 Alistabilidade É o direito de emitir o título de eleitor. O alistamento é vedado aos menores de 16 anos, estrangeiros e conscritos. É obrigatório para aqueles que possuem entre 18 e 70 anos. É facultativo para os maiores de 16 anos e menores de 18, maiores de 70 anos e analfabetos. DICA 29 Corresponde a capacidade passiva, isto é, possibilidade de eleger-se para concorrer a um mandato eletivo. A CF estabelece que são condições de elegibilidade: nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral; domicílio eleitoral na circunscrição; filiação partidária; e idade mínima para o cargo que pretende se candidatar. Elegibilidade Elegibilidade Inelegibilidade São absolutamente inelegíveis (rol taxativo): Inalistáveis: estrangeiros, conscritos, privados de exercer os direitos políticos e absolutamente incapazes. Analfabetos São relativamente inelegíveis (rol exemplificativo): em razão do cargo; em razão do parentesco; e inelegibilidade relativa estabelecida por lei complementar. Sufrágio DIREITOS POLÍTICOS Voto Plebiscito É a consulta popular que é feita pelo legislativo ANTES de tomar uma decisão para saber qual a posição da população sobre aquele determinado assunto. Referendo Também é uma consulta popular feita pelo legislativo, mas APÓS a aprovação da lei ou da medida adotada. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Exemplo: Um Prefeito, eleito em 2020 e que se reelegeu em 2024, decide se candidatar para o cargo de Vereador para o pleito de 2026. Nesse caso, deverá renunciar ao cargo de Prefeito 6 meses antes do pleito de 2026 para poder entrar na disputa. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 14 CF Art. 16 CF DICA 30 Desincompatibilização Para concorrer a outros cargos, os membros do Poder Executivo (Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos) devem renunciar aos respectivos mandatos até 6 meses antes do pleito, para concorrer a outros cargos. DICA 31 Inelegibilidade em razão do Parentesco São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. ATENÇÃO! A inelegibilidade parte do Poder Executivo para o Poder Legislativo e não o contrário. Em outras palavras, se você tem um parente que é titular de cargo do Poder Legislativo, isso não impedirá que você se candidate a um cargo político (seja do Executivo, seja do Legislativo), já que a inelegibilidade advém de cargo do Poder Executivo. De acordo com a súmula vinculante 18-STF, a dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade em razão do parentesco, prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. ATENÇÃO! Há uma exceção na aplicação da súmula, quando se tratar de dissolução da sociedade ou vínculo conjugal por conta de morte. Conforme o tema 678 (repercussão geral) a súmula Vinculante 18 do STF não se aplica aos casos de extinção do vínculo conjugal pela morte de um dos cônjuges. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 A União é pessoa jurídica de direito público interno. A pessoa jurídica de direito público externo é a República Federativa do Brasil. COMO JÁ CAIU... Após cumprimento de todas as formalidades constitucionais e legais exigíveis, o Estado Alfa se desmembra (desmembramento por formação), ocasionando o surgimento de um novo Estado- membro: o Estado Beta. Preocupados com a possibilidade de isso influenciar nas grandes decisões políticas regionais, um grupo de cidadãos inicia um movimento exigindo a imediata elaboração de uma Constituição para o novo Estado Beta. Os líderes políticos locais, sem maiores conhecimentos sobre a temática, buscam assessoramento jurídico junto a advogados constitucionalistas, sendo-lhes corretamente informado que, segundo a inteligência do sistema jurídico-constitucional brasileiro, a) com a criação do Estado Beta no âmbito da República Federativa do Brasil, passou este a fazer parte do pacto federativo, subordinando-se tão somente à Constituição Federal, e não a qualquer outra constituição. b) tendo passado o Estado Beta a ser reconhecido como um ente autônomo, adquiriu poderes para se estruturar por meio de uma Constituição, sem a necessidade desta se vincular a padrões de simetria impostos pela Constituição Federal. c) pelo fato de o Estado Beta ter sido reconhecido como um ente federado autônomo, passa a ter poderes para se estruturar por meio de uma Constituição, que deverá observar o princípio da simetria, conforme os padrões fixados na DICA 32 Princípio da Simetria Constitucional É aquele que exige que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotem, sempre que possível, em suas respectivas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas, os princípios fundamentais e as regras de organização existentes na Constituição Federal. DICA 33 União União representa a República Federativa do Brasil, portanto, cabe à União exercer as prerrogativas da República nas relações internacionais, sendo que essas prerrogativas são de atribuição exclusiva da União. DICA 34 Estados Os estados-membros são dotados de autonomia, que começa com a auto-organização, elaborando suas próprias Constituições Estaduais, sendo obrigatória a observância dos princípios da Constituição Federal, sob pena de Intervenção Federal. Estão previstos no art. 34, VII, da CF, sendo, portanto, princípios sensíveis: forma republicana, sistema representativo e regime democrático; direitos da pessoa humana; autonomia municipal; prestação de contas da administração pública, direta e indireta; aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. A ofensa a esses princípios poderá ensejar a REPRESENTAÇÃO INTERVENTIVA, proposta pelo Procurador Geral da República perante o STF. DICA 35 Criação, Desmembramento, Incorporação e Fusão dos Estados Necessita do cumprimento de alguns requisitos: Aprovação do Congresso Nacional por lei complementar. Aprovação da população diretamente interessada por plebiscito Oitiva das assembleias legislativas ORGANIZAÇÃO DO ESTADO @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 O município é organizado por meio de uma lei orgânica, votada em dois turnos, com intervalo mínimo de 10 dias entre os dois turnos, e aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Municipal, devendo observar alguns preceitos constitucionais. COMO JÁ CAIU... Ao apreciar as contas anuais do chefe do Poder Executivo do Município Y, o Tribunal de Contas emitiu parecer técnico contrário à sua aprovação, por entender que diversos dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal teriam sido violados. Ainda assim, em contrariedade a tal entendimento, a Câmara Municipal, por decisão dos seus membros, com apenas um voto vencido, julgou e aprovou tais contas. À luz da hipótese narrada, com fundamento no texto constitucional, assinale a afirmativa correta. Alternativas a) A aprovação das contas do Prefeito do Município Y se deu em conformidade com o disposto no texto constitucional, já que parecer prévio do Tribunal de Contas não possui caráter vinculante, deixando de prevalecer por voto de, ao menos, dois terços dos membros da Câmara Municipal. b) O parecer técnico emitido pelo Tribunal de Contas possui, excepcionalmente, caráter vinculante, de modo que, no caso em análise, as contas anuais apresentadas pelo Chefe do Executivo não poderiam ter sido aprovadas pela Câmara Municipal. c) O Tribunal de Contas, órgão de controle externoauxiliar do Poder Legislativo, tem competência para analisar, julgar e rejeitar, em caráter definitivo, as contas anuais apresentadas pelo Chefe do Executivo local; portanto, é desnecessária a submissão do seu parecer à Câmara Municipal. d) Como corolário da autonomia financeira e orçamentária inerente aos três poderes, as contas anuais do Chefe do Executivo municipal não se submetem à aprovação da Câmara local, eis que tal situação implica em indevida ingerência do Poder Legislativo sobre o Poder Executivo. Gabarito: A Comentários: Como exposto, o controle externo dos municípios será realizado pelo poder legislativo municipal. No entanto, esse controle não é vinculante e pode ser desconsiderado mediante decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal. Conforme dispõe art. 31 da Constituição Federa. Art. 31. CF. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei. § 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. § 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. Constituição Federal. d) o reconhecimento do Estado Beta como um ente federado autônomo assegurou-lhe poderes para se estruturar por meio de uma Constituição, cujo texto, porém, não poderá se diferenciar daquele fixado pela Constituição Federal. Gabarito: C Comentários: Essa possibilidade de reorganização político- administrativa está prevista constitucionalmente. Conforme dispõe art. 18. §3º da Constituição Federal. Art. 18, §3º. CF. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. Logo, o surgimento do novo Estado, ente autônomo, necessita da existência de uma Constituição, norma central do ente. Observa-se, portanto, que as Constituições estaduais não são meras cópias da Constituição Federal, no entanto, deverão observar certos padrões fixados nesta última, em respeito ao princípio da simetria. Conforme o art. 25 da CF. Art. 25. CF. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. Como limite à atividade do poder decorrente são impostas a ele as normas de observância obrigatória (também denominadas normas de reprodução compulsória). DICA 36 Municípios Atualmente a criação de novos municípios NÃO é possível, por falta de lei complementar. DICA 37 Fiscalização dos Municípios Controle Interno, poder EXECUTIVO MUNICIPAL. Controle externo, poder LEGISLATIVO MUNICIPAL (Ex. Tribunal de contas, Conselhos). Não é vinculante e pode ser desconsiderado mediante decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 DICA 38 Criação de Territórios Federais Os Territórios integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar, possui natureza jurídica de autarquias administrativas territoriais da União, sem autonomia política e, portanto, sem capacidade de autolegislação, autoadministração ou autogoverno. ATENÇÃO! Apesar de ser possível a criação de Territórios Federais, não existe, hoje, no Brasil. COMO JÁ CAIU... Um agente público federal, em entrevista a jornal de grande circulação, expressou sua insatisfação com o baixo índice de desenvolvimento econômico e social de aproximadamente 25 por cento do amplo território ocupado pelo Estado Alfa, mais precisamente da parte sul do Estado. Por entender que a autoridade estadual não possui os recursos necessários para implementar políticas que desenvolvam essa região, afirma que faz parte da agenda do governo federal transformar a referida área em território federal. O Governador de Alfa, preocupado com o teor do pronunciamento, solicita que os procuradores do Estado informem se tal medida é possível, segundo os parâmetros estabelecidos na Constituição Federal de 1988. O corpo jurídico, então, responde que a) embora na atual configuração da República Federativa do Brasil não conste nenhum território federal, caso venha a ser criado, constituirá um ente dotado de autonomia política plena. b) embora não exista território federal na atual configuração da República Federativa do Brasil, a Constituição Federal de 1988 prevê, expressamente, a possibilidade de sua criação. c) em respeito ao princípio da autonomia estadual, somente seria possível a criação de território pelo Governador de Alfa, a quem caberia a responsabilidade pela gestão. d) ainda que o Brasil já tenha tido territórios federais, a Constituição Federal não prevê tal modalidade, o que afasta a possibilidade de sua criação. Gabarito: B Comentários: a) Errada. Os Territórios não possuem autonomia política; b) Correta. Há previsão constitucional para os Territórios Federais serem criados ou transformados em Estado, ou reintegrados ao Estado de origem, que sendo reguladas em lei complementar (art. 18, § 2º, CRFB/88), com regime jurídico a ser definido por lei federal (ordinária), nos termos do art. 33, caput, da CRFB/88. Porém, hoje, não existe nenhum território federal no Brasil. Art. 18, § 2º da CRFB/88: A organização político- administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. c) Errada. Conforme a CRFB/88 não dá autonomia para o Governador Alfa para criar em seus estados, territórios estaduais. A sua criação precisa observar o art. 18, § 2º, CRFB/88/88. d) Errada. A Constituição Federal faz expressa menção, sendo possível sua criação: Art. 33 da CRFB/88. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. § 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que couber, o disposto no Capítulo IV deste Título. § 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União. § 3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador nomeado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. DICA 39 Distrito Federal O Distrito Federal terá as mesmas ideias de autoadministração, autogoverno e auto- organização, mas não tem competência para organizar e manter o Poder Judiciário. O Distrito Federal não pode ser dividido em municípios. Em relação à autonomia legislativa, o DF acumula as atribuições de Estado e de Município. Contudo, ATENÇÃO! O DF não terá Constituição, mas sim Lei Orgânica do Distrito Federal (art. 32 da CRFB/88), que deverá respeitar as normas da Constituição Federal. @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 DICA 40 Princípio da Separação de Poderes Os Poderes da União são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, considerados cláusula pétrea, sendo independentes e harmônicos entre si. COMO JÁ CAIU... A discussão a respeito das funções executiva, legislativa e judiciária parece se acirrar em torno dos limites do seu exercício pelos três tradicionais Poderes. Nesse sentido, sobre a estrutura adotada pela Constituição brasileira de 1988, assinale a afirmativa correta. Alternativasa) O exercício da função legislativa é uma atribuição concedida exclusivamente ao Poder Legislativo, como decorrência natural de ser considerado o Poder que mais claramente representa o regime democrático. b) O exercício da função jurisdicional é atribuição privativa do Poder Judiciário, embora se possa dizer que o Poder Executivo, no uso do seu poder disciplinar, também faça uso da função jurisdicional. c) O exercício de funções administrativas, judiciárias e legislativas deve respeitar a mais estrita divisão de funções, não existindo possibilidade de que um Poder venha a exercer, atipicamente, funções afetas a outro Poder. d) A produção de efeitos pelas normas elaboradas pelos Poderes Legislativo e Executivo pode ser limitada pela atuação do Poder Judiciário, no âmbito de sua atuação típica de controlar a constitucionalidade ou a legalidade das normas do sistema. Gabarito: D Comentários: A Constituição brasileira atribui competências típicas e atípicas a cada um dos poderes. O Legislativo tem a função típica de legislar e fiscalizar as contas do Executivo, possui funções atípicas de natureza executiva ao dispor sobre sua organização, provendo cargos, concedendo férias. Também atua judicialmente ao julgar crimes de responsabilidade do Presidente. A função típica do Executivo é realizar atos administrativos, de chefia de Estado e governo. De forma atípica, atua legislando com medidas provisórias e julga processos administrativos. O Judiciário tem função típica jurisdicional, mas também atua como legislador ao elaborar os regimentos internos de seus tribunais e como executivo ao administrar seus servidores. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 2º CF Art. 18 CF Art. 19 CF Art. 60 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Competência legislativa. Pode ser delegada aos Estados e ao DF, desde que seja sobre questões específicas e por lei complementar. Compete privativamente à União legislar sobre: direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; populações indígenas; diretrizes e bases da educação nacional; registros públicos; proteção e tratamento de dados pessoais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022); Entre outros. ATENÇÃO! Mnemônico para decorar! CAPACETE de PM: C – civil, A – agrário, P – penal, A – aeronáutico, C – comercial, E – eleitoral, T – trabalho, E – espacial, P – processual, M – marítimo. COMO JÁ CAIU... A Lei Y do Estado Beta obriga pessoas físicas ou jurídicas, independentemente da atividade que exerçam, a oferecer estacionamento ao público, a cercar o respectivo local e a manter funcionários próprios para garantia da segurança, sob pena de pagamento de indenização em caso de prejuízos causados ao dono do veículo. A Confederação Nacional do Comércio procurou seus serviços, como advogado(a), visando obter esclarecimentos quanto à constitucionalidade da referida lei estadual. Sobre a Lei Y, com base na ordem jurídico-constitucional vigente, assinale a afirmativa correta. a) É inconstitucional, pois viola a competência privativa da União de legislar sobre matéria concernente ao Direito Civil. b) É inconstitucional, pois, conforme a Constituição Federal, compete ao ente municipal legislar sobre Direito do Consumidor. A União limita-se a estabelecer normas gerais. Os Estados e DF podem legislar de forma suplementar às normas gerais e, caso não tenha norma geral sobre o assunto, terá a competência plena para legislar. DICA 41 Competência privativa da União c) É constitucional, pois versa sobre matéria afeta ao Direito do Consumidor, cuja competência legislativa privativa pertence ao Estado Beta. d) É constitucional, pois, tratando a Lei de temática afeta ao Direito Civil, a competência legislativa concorrente entre a União e os Estados permite que Beta legisle sobre a matéria. Gabarito: A Comentários: A) Correta: Por se tratar de matéria de Direito Civil não compete ao Estado Beta elaborar a lei, mas sim, a União. “Art. 22 CF. Compete, privativamente, à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho.” B) Errada: Matéria de direito civil compete à União. C) Errada: É inconstitucional, por se tratar de matéria de Direito Civil e a competência ser da União. D) Errada: A competência é privativa (não concorrente) da União. DICA 42 Competência Concorrente A competência legislativa concorrente envolve a União, os Estados e o DF. O Município NÃO está incluído neste artigo. ATENÇÃO! Lei federal nunca pode revogar uma lei estadual, pois, tecnicamente, a revogação só pode ocorrer quando a norma é emanada do mesmo ente. REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3 COMO JÁ CAIU... O Governador do Estado Alfa, recém-empossado, apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa no qual propôs políticas de proteção específicas, direcionadas às pessoas com deficiência no âmbito do seu Estado, visto ser esta uma de suas pautas durante a campanha eleitoral. Com base na situação hipotética narrada e no sistema jurídico-constitucional brasileiro, em relação ao projeto de lei, assinale a opção correta. a) A competência para legislar sobre a proteção das pessoas com deficiência é matéria de interesse local, de competência dos Municípios. b) Os Estados podem legislar concorrentemente com a União sobre a matéria. c) À União compete, privativamente, legislar sobre a proteção das pessoas com deficiência. d) O projeto de lei está de acordo com a CRFB/88, visto que trata de matéria que o texto constitucional dispõe, expressamente, ser afeta à competência residual dos Estados. Gabarito: B Comentários: A) Errada. Conforme o art. 24, XIV da CRFB/88 a competência é concorrente e não somente dos Municípios. B) Correta. Conforme o art. 24, XIV da CRFB/88 a competência é concorrente. CRFB/88: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; C) Errada. A competência não é privativa da União, mas concorrente, na forma do art. 24, XIV da CRFB/88. D)Errada. Não se trata de competência residual, mas de competência concorrente. Legislar sobre temas de interesse local (Esses interesses locais seriam também de interesse regional, estadual, nacional); Suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. DICA 43 Competência dos Municípios A legislação suplementar só pode ser exercida quando não se tratar de matéria de competência exclusiva ou privativa da União ou dos estados. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 21 CF Art. 22. CF Art. 23 CF Art. 24 CF Art. 25 CF Art. 29 CF Art. 29-A CF Art. 30 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 É medida excepcional de natureza política que consiste na possibilidade de afastamento temporário da autonomia política de um ente federativo. Somente podem ser sujeitos ativos de uma intervenção a UNIÃO (na intervenção federal) e os ESTADOS MEMBROS (intervenção estadual). ATENÇÃO! Enquanto durar a intervenção federal, assim como na decretação do estado de defesa ou de sítio, a Constituição Federal não pode sofrer nenhuma alteração por emenda constitucional. DICA 44 Conceito Não há intervenção promovida pelo município, este somente pode SOFRER intervenção. DICA 45 Intervenção Federal O Congresso Nacional poderá aprovar ou suspender a decretação da intervenção federal. Caso SUSPENDA o decreto, a intervenção federal passará a ser inconstitucional. A intervenção possui duas modalidade: espontânea e provocada. ESPONTÂNEADecretada diretamente pelo Chefe do Poder Executivo, para: manter a integridade nacional; repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; (a intervenção do estado do Rio de Janeiro foi baseada aqui) reorganizar as finanças da unidade da Federação PROVOCADA Depende da provocação de algum órgão para o Chefe do Poder Executivo decretar, nas seguintes hipóteses: garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; Se for SOLICITAÇÃO do Poder Legislativo ou Executivo, o Presidente não é obrigado a decretar intervenção. Se for REQUISIÇÃO do STF, o Presidente é obrigado a decretar a intervenção, pois está vinculado à requisição. prover a ordem ou decisão judicial; assegurar a observância dos princípios constitucionais; prover a execução de lei federal. Tanto a Intervenção espontânea como a intervenção provocada para garantir o livre e exercício de qualquer dos poderes serão sujeitadas à avaliação do Congresso Nacional, no prazo de 24 horas (art 49, IV CF), que possui competência para APROVAR a intervenção federal e o estado de defesa. Para fixar! CONGRESSO NACIONAL Aprova Estado de defesa e Intervenção Federal Autoriza Estado de sítio Somente haverá apreciação do Congresso quando houver uma discricionariedade do Presidente da República. Nos casos em que a foi decidido pelo Poder Judiciário, e o Presidente da República estiver vinculado àquela decisão, não haverá a submissão do decreto de intervenção ao Congresso Nacional. INTERVENÇÃO @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 COMO JÁ CAIU... O Presidente da República, após ser informado da existência de movimentos separatistas em determinada região do país, iniciou estudos sobre a conveniência de ser decretada a intervenção federal nos Estados envolvidos. Após ouvir os Conselhos da República e de Defesa Nacional, decretou a intervenção, sendo o respectivo decreto encaminhado para a apreciação do Congresso Nacional nas vinte e quatro horas seguintes.À luz da sistemática constitucional, o proceder do Presidente da República está: Alternativas a) errado, pois somente o Supremo Tribunal Federal poderia decretar a intervenção nas circunstâncias indicadas; b) certo, pois o Presidente da República tem competência para a medida e as providências adotadas foram corretas; c) errado, pois a intervenção deveria ser decretada pelo Congresso Nacional e não apenas homologada; d) certo, pois o procedimento adotado pelo Presidente da República, embora sem base constitucional, é justo; Gabarito: B Comentários: a) Errada. Conforme letra “b” o procedimento foi correto, além disso, o Presidente tem competência. b) Correto. O Presidente da República é competente para decretar a intervenção (art. 84, X da CRFB/88), a existência de movimentos separatistas ameaça a integridade nacional, por isso, é uma hipótese prevista no art. 34, I da CRFB/88 que autoriza a intervenção. Além disso, as providências foram corretamente adotadas. Para ser realizada a intervenção federal, o decreto deve ser encaminhado ao Congresso Nacional, nas 24h seguintes, conforme art. 36, §1º, da CF/88. c) Errada. Conforme art. 84, X da CRFB/88, compete ao Presidente da República decretar a intervenção federal. d) Errada. Conforme letra “b” o procedimento adotado está respaldado na Constituição Federal. ARTIGOS QUE MERECEM LEITURA... Art. 34 CF Art. 35 CF Art. 36 CF @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 Deputados Senadores Salvo disposição constitucional em contrário, as DELIBERAÇÕES de cada Casa do Congresso Nacional e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. ATENÇÃO! O § 2º do art. 27 da CRFB/88 estabelece que a remuneração dos Deputados Estaduais deve ser fixada pela Assembleia Legislativa para a legislatura seguinte. Ademais, a remuneração dos Deputados Estaduais não pode ultrapassar 75% do valor estabelecido para os Deputados Federais. COMO JÁ CAIU... O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado Alfa, almejando que fosse respeitada a igualdade jurídica entre parlamentares estaduais e federais e considerando a autonomia dos distintos entes federativos, tencionava levar à votação do plenário da Casa Legislativa o projeto de lei que fixa o DICA 46 Estrutura É exercido pelo Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A legislatura corresponde ao período de 4 anos e coincide sempre com a duração do mandato dos Deputados Federais. Uma legislatura é composta de quatro sessões legislativas ordinárias, cada uma corresponde aos períodos de trabalhos anuais das Casas Legislativas. Têm mandato de 4 anos, ou seja, 1 legislatura, e são eleitos pelo sistema proporcional. Têm mandato de 8 anos, logo, corresponde ao período de 2 legislaturas, e são eleitos pelo sistema majoritário. subsídio dos Deputados Estaduais em valor idêntico ao dos Deputados Federais. Com esse objetivo, consultou você, como procurador(a) jurídico(a) da Assembleia Legislativa, a respeito da compatibilidade do projeto de lei com a Constituição da República. Com base na situação descrita e no sistema jurídico−constitucional brasileiro de 1988, assinale a opção que apresenta, corretamente, sua resposta. a) A CRFB/88 estabelece que deve haver igualdade jurídica de tratamento entre os parlamentares, sendo assim, o projeto de lei atende aos ditames constitucionais ao igualar o subsídio dos Deputados Estaduais ao dos Deputados Federais. b) O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado Alfa pode levar à votação o projeto de lei, entretanto, por se tratar de matéria constitucional, subsídios de parlamentares, há a necessidade de que o projeto seja aprovado por três quintos dos votos em dois turnos de votação. c) A CRFB/88 estabelece a paridade de subsídios entre Deputados Estaduais e Senadores, pois os últimos são os representantes dos Estados−membros no Congresso Nacional, havendo, portanto, necessidade de se alterar o projeto de lei. d) O projeto de lei não está em harmonia com a CRFB/88, pois o subsídio dos Deputados Estaduais está limitado ao máximo de 75% do subsídio estabelecido para os Deputados Federais. Gabarito: D Comentários: A) Errada. A CRFB/88 não estabelece que deve haver igualdade jurídica de tratamento entre os parlamentares, sendo assim, o art. 27, §2º estabelece que o subsídio dos Deputados Estaduais será fixado em no máximo 75% do subsídio fixado para os Deputados Federais. Art. 27, § 2º. CF. O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais. B) Errada. O quórum de 3/5 em dois turnos refere-se à proposta de emenda constitucional. C) Errada. A CRFB/88 não estabelece a paridade de subsídios entre Deputados Estaduais e Senadores. D) Correta. A Constituição não estabelece paridade de subsídios entre Deputados Federais e Estaduais, o subsídiodos Deputados Estaduais será até 75% do subsídio dos Deputados Federais, conforme o art. 27, §2º da CF/88. PODER LEGISLATIVO @viciodeumaestudante / @metodovde Laynne Dias Rodrigues laynedias31@gmail.com 066.708.921-79 DICA 47 Competência do Congresso Nacional AUTORIZAR o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; AUTORIZAR o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a 15 dias; APROVAR o estado de defesa e a intervenção federal; AUTORIZAR o estado de sítio, ou SUSPENDER qualquer uma dessas medidas; SUSTAR os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; ATENÇÃO! Essas competências