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Direito Societário - meu material

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Identificação própria pela qual a parte se relaciona e se vincula no mundo jurídico. O nome que se atribui é a forma pela qual a parte será apresentada ao mundo jurídico.
NACIONALIDADE: Nesse ponto é importante esclarecer que não deve haver confusão com a nacionalidade da pessoa jurídica com as dos seus sócios.
Será considerada como nacional uma empresa que tenha sede em território brasileiro e organizada sob as formas das Leis Brasileiras. (art. 1.126 do CC).
Art. 1.126. É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração.
Parágrafo único. Quando a lei exigir que todos ou alguns sócios sejam brasileiros, as ações da sociedade anônima revestirão, no silêncio da lei, a forma nominativa. Qualquer que seja o tipo da sociedade, na sua sede ficará arquivada cópia autêntica do documento comprobatório da nacionalidade dos sócios.
Exemplo: Site google: Nascido nos EUA. Contudo, foi criada uma sociedade no Brasil chamada, Google do Brasil Ltda, registrada na JUSESP e com sede no Estado de SP.
Foi estruturada pelas normas do Direito brasileiro, e tem sede no Brasil, sendo, portanto, uma sociedade nacional.
Poderá ter uma empresa estrangeira atuando no Brasil? Sim, é incomum, mas pode ter.
Se a empresa estrangeira que deseja vir ao Brasil for regulado por agencia, será essa agencia quem dará a autorização para que funcione aqui. Caso a atividade da empresa não seja regulada por nenhuma agencia, será o DNRC (Departamento Nacional de Registro de Comercio), quem dará essa autorização.
 DOMICÍLIO: Ponto importantíssimo para a conferência de tributação. No direito processual civil, sabemos que a regra geral para estabelecimento de competência territorial é a o do domicilio do RÉU.
CAPACIDADE CONTRATUAL: Poderá celebrar negócios jurídicos válidos, neste ponto remeto-lhes ao artigo 104 do CC, que disciplina os requisitos de validade do negocio jurídico. (I. Agente capaz), e por conseguinte, apto a celebrar negócios jurídicos validos.
CAPACIDADE PROCESSUAL: Poderá, a pessoa jurídica, ser parte em um processo, tanto como autora como ré.
EXISTENCIA DISTINTA E INDEPENDENTE: Devemos lembrar bem que a existência da sociedade nada tem a ver com as do seus sócios. Ex: Abílio Diniz morrendo, o grupo pão de açúcar continua viva.
(PRINCÍPIO DA) AUTONOMIA PATRIMONIAL: Hoje em dia tudo é chamado de principio, não há apresso à boa técnica da teoria dos princípios.
E para Ruy Andrade a autonomia patrimonial não deveria ser considerado um principio.
Em concursos públicos e manuais em geral, certamente verei a autonomia como um principio de fato.
Autonomia patrimonial: Existem dois sócios: A e B.
‘A’ tem o seu patrimônio pessoal
‘B’ tem o seu patrimônio pessoal.
Em algum momento ‘A e B’ se juntam com o intuito de fundar uma sociedade.
“A” vai pegar uma porção do seu patrimônio e “B” vai pegar uma porção do seu patrimônio, e eles vão conjuntamente formar uma sociedade que eu chamarei de PJ, no momento em que eles aportaram os seus bens para formar a PJ as fatias correspondentes a cada patrimônio individuo tornaram-se patrimônio da PJ.
Em alguma medida, isso irá se refletir na blindagem dos patrimônios.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
Se não for assegurado ao investidor a garantia de limitação do seu prejuízo, ele simplesmente não estaria disposto a investir em nenhuma atividade de risco como, por exemplo, o investimento em empresa de petróleo. 
Haverão duas possibilidades que autorizarão a desconsideração da personalidade jurídica:
1ª) A fraude: Coisa mais comum de se ver nessa vida. No contrato social da empresa, o pai, com 99,99% do capital da empresa, e Jr com 0,01% um “agente cítrico”, que nada mais é uma fraude, pois Jr, não sabe nem qual a atividade da empresa, não sabe nem onde ela fica, e etc. Nada mais é do que uma fraude para que PAREÇA uma sociedade, quando na verdade não existe sociedade alguma.
2ª) O abuso de direito: Dilapidação do patrimônio da sociedade. Caso em que a empresa quebra, todos os sócios estão ricos, e todos os credores estão pobres.
Ex: Prestadora de serviços para o poder público.
O juiz pode decretar a suspensão episódica da eficácia do ato constitutivo da pessoa jurídica se verificar que ela foi utilizada como instrumento para realização de fraude ou abuso de direito. Fábio Ulho Coelho. 
Se o credor conseguir comprovar que há fraude ou abuso de direito por parte dos sócios, poderá requerer a Desconsideração da Personalidade Jurídica e o ingresso no patrimônio dos sócios. 
Se outro credor tomar conhecimento que o primeiro credor conseguiu a desconsideração da personalidade jurídica, no entanto, ele não poderá também, de pronto, ingressar no patrimônio dos sócios, porque a desconsideração é especifica para um caso, para quem requereu a desconsideração da personalidade jurídica da PJ.
Aula do dia 13/08/2013:
ASPECTOS IMPORTANTES DA PERSONALIDADE JURÍDICA:
a)Desconsideração da personalidade jurídica somente deverá ocorrer em situações excepcionais.
Na aula passada vimos a logica, o motivo que justifica a autonomia patrimonial, a blindagem patrimonial dos sócios, havendo um interesse coletivo, social de manter o sócio blindado.
A decisão que afasta essa autonomia patrimonial não deve ser, via de regra, corriqueira, há não ser nas hipóteses que já estudamos: Abuso de direito ou fraude.
b)Não há desconstituição, mas sim mera desconsideração episódica da personalidade jurídica. Como efeito teremos que a desconsideração apenas terá efeito naquele caso especifico. Haverá de haver nova decretação de desconsideração.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.
Se não houvesse nenhum artigo que regulamentasse a desconsideração da personalidade poderia a desconsideração ser avocada mesmo assim?
Resposta: Sim, em caso de má fé, por exemplo, poderia haverá desconsideração da personalidade jurídica, em virtude de, por conta dessa atitude de má fé, um terceiro sairá prejudicado.
Quantos julgados já vimos que afastam regras e Leis em virtude de princípios, por exemplo?
TEORIAS DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA: 
DESCONSIDERAÇÃO = DESCUMPRIMENTO DE UMA OBRIGAÇÃO + DESVIRTUAMENTO.
Ao contrario do que aconteceu com as teorias das personalidades jurídicas, todas as teorias acerca da desconsideração da personalidade jurídica são importantes.
TEORIA MAIOR:
De acordo com a teoria maior, para que haja a desconsideração da personalidade jurídica, eu preciso cumprir, cumulativamente, dois requisitos: O descumprimento de uma obrigação pela pessoa jurídica E o desvirtuamento da pessoa jurídica.
Visualizar essa teoria como um instituto que tem como prisma proteger a personalidade jurídica.
Porque a ideia não é preservar o instituto a qualquer custo, a qualquer tempo, a qualquer preço, mas sim pra que ele atenda à sua finalidade social.
- SUBJETIVA: Entende-se que a desconsideração é essa mesma EQUAÇÃO, entretanto, para essa primeira corrente, o desvirtuamento consiste em fraude ou abuso de direito.
- OBJETIVA: Entende-se que a desconsideração é essa mesma EQUAÇÃO, entretanto, para essa corrente, para que se tenha a desconsideração da personalidade jurídica, é preciso que se tenha o desvirtuamento por meio de uma fraude ou abuso de direito somados à confusão patrimonial.
Confusão Patrimonial: Misturar o patrimônio social com o sócio.
TEORIA MENOR: 
Teoria que permite mais situações de desconsideração. Preciso somente do simples descumprimento de uma obrigação, ou seja, para essa teoria o desvirtuamento não é critério. Em suma, se a sociedade não pagar, o sócio sempre responderá.
A justiça do Trabalho adota a teoria menor da desconsideração