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Processo do Trabalho I

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isso será feito na fase de execução, na qual o réu terá a oportunidade de impugnar os valores apresentador pelo reclamante não havendo, portanto, o prejuízo desse requisito.
A caracteristica mais marcante desse procedimento, é a audiência UNA, concentração dos atos processuais num único procedimento (art. 843 da CLT).
Há uma mitigação a essa característica:
- audiência inaugural
- audiência de instrução
- audiência de julgamento
Número máximo de testemunhas: 3.
O procediemento comum ordinário é aquele que será estudado ao longo do curso.
O que é necessário ser apontado são as diferenças entre o procedimento comum ordinário e os demais procedimentos.
- SUMÁRIO: Regido pela Lei 5.584/70. São chamados causas de alçada ou de dissidio e alçada. Neste caso o processo será regido pelo rito sumário, se a sua causa for até 2 salários mínimos.
Já se discutiu acerca da indexação sobre o salário minimo que seria inconstitucional, mas o TST já se manifestou dizendo que é constitucional essa disposição. Súmula 356 do TST.
Pouco comum, porque entrar na justiça do trabalho requerendo algo que é menos do que dois salários minimos é incomum demais.
Esse procedimento é extremamente celere.
O juiz fará uma conclusão de tudo que for sobre matéria fática.
A sentença pode ser dada em audiência, por ser algo muito pequeno para ser resolvido.
Só pode haver recurso dessa sentença quando ferir materia constitucional, e através de RECURSO EXTRAORDINÁRIO, diretamente ao STF. (Súmula 640 do STF).
- SUMARISSÍMO: Lei 9.957/2000 – artigos 852 – A a 852 – I da CLT.
Causas até 40 sálarios mínimos – Dissídios individuais. (2 salários minimos até 40 salários)
Só cabe este rito para os dissídios individuais.
Uma parte da doutrina, quando surgiu esse procedimento, falou que o sumário não iria mais existir, ja que entendem que o sumarissimo abrange o que o sumario abrangeria.
Mas a doutrina majoritaria entende que se for visto pelas regras de revogação de Lei, tem-se a revogação EXPRESSA, quando a nova Lei diz expressamente que a Lei anterior está revogada, só que a Lei 9.957/2000 não falou NADA sobre a revoagação da Lei 5.584/1970 (Procedimento Sumário), não sendo expressa, passando pois a recair sobre a revogação TÁCITA que é quando a Lei posterior trás determinada matéria que torna insuportável a convivência das duas Leis concomitantemente, o que também não aconteceu.
Logo a doutrina majoritária entende que a Lei 9.957/2000 NÃO REVOGOU a Lei 5.584/70.
Pessoas jurídicas de direito público: Administração direta, autárquica e fundacional – exclusão do procedimento.
PARTICULARIDADES DO PROCEDIMENTO SUMARISSÍMO:
Alçada do valor da causa ( de 2 a 40 salários mínimos);
Pedidos liquidos, com indicação precisa do valor da causa; indicação do nome, endereço do réu (não cabe citação por edital).
-pedido certo e determinado - indicação do valor;
-indicação do nome e endereço do réu (não cabe citação por edital). 
Consequência da não observância;
duração máxima do processo no primeiro grau – 15 dias se a audiência for una e prorrogação peremptória de 30 dias se houver interrupção;
Se por acaso houver necessidade de prorrogação, a próxima audiência deve ocorrer no prazo MÁXIMO de 30 dias. Procedimento muito mais célere, visa o término de forma muito mais ágil do processo. 
d) maior liberdade do juiz na direção processual;
e) única tentativa obrigatória de conciliação: No rito comum ordinário há duas tentativas de conciliação, que o Juiz é OBRIGADO a fazer, nesse caso não há a obrigatoriedade de fazer duas tentativas de conciliação, bastanto somente uma única.
 
f) sumária documentação dos atos processuais em audiência; a audiência no rito sumarissímo é una, em qualquer hipótese, não há nenhuma possibilidade. Salvo se houver comprovação de não comparecimento de testemunha através da carta convite, provando que houve o convite de comparecer mas a testemunha não foi. E ainda, no caso da necessidade da prova pericial, que será extremamente necessário a compartimentação da audiência.
g) apreciação liminar dos incidentes que possam interferir no andamento da causa;
h) concentração e oralidade exacerbadas – ex: manifestação sobre documentos em mesa (CLT 852-H); 
i) redução do número de testemunhas – 2 para cada parte; Diferente do que acontece no rito comum ordinário, que são 3 testemunhas para cada lado (para cada polo, no caso de litisconsorcio).
j) restrição da prova técnica ou pericial e o prazo comum é de 5 dias: Quando a pericia é indispensável, o Juiz defere. No rito comum ordinário o Juiz fixa o prazo para manifestação do perito é fixado pelo Juiz de acordo com a sua liberalidade.
 
l) sentença – intimação em audiência, dispensa do relatório e líquida (não obrigatoriedade); 
As partes ficam cientes em audiência do dia em que a sentença será proferida.
m) recorribilidade – CLT 895 § 1º, I e II (distribuição em 10 dias, não tem revisor, parecer oral do MP, cabimento restrito e CLT 896 § 6º (hipóteses de cabimento: contrariedade à Súmula do TST e a CF); 
Cabe recurso ordinário da sentença proferida, entretanto o prazo para ser distribuido é de 10 dias, o que não acontece no procedimento comum ordinário que não tem prazo para oo recurso ordinário ser DISTRIBUIDO (diferente de interposto que continua sendo de 8 dias).
Cabe recurso de revista entretanto o cabimento é restrito. Só caberá RR no rito sumaríssimo quando contrariendade a Súmula do TST ou violação a CF.
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
Adaptações no primeiro grau
 
Espécies mais comuns e cabimento:
  a) consignação em pagamento; 
 b) prestação de contas (CPC 914); 
 c) reintegração de posse (CPC 931); 
 d) habilitação incidente; 
 e) restauração de autos (CPC 1063 a 1069); ação monitória;
 f) ação de depósito; 
 g) embargos de terceiro; 
 h) mandado de segurança; 
 i) ação rescisória
 
 
DEFEITOS DOS ATOS PROCESSUAIS:
Classificação dos vícios dos atos processuais
IRREGULARIDADE: mera irregularidade que pode acarretar ou não em uma sanção para aquele que a pratica.
INEXISTÊNCIA: 
NULIDADE RELATIVA (vício sanável)
NULIDADE ABSOLUTA (vício insanável)
 
TIPOLOGIA DA NULIDADE DOS ATOS PROCESSUAIS
PRINCÍPIOS QUE INFORMAM O REGIME DAS NULIDADES PROCESSUAIS
Instrumentalidade das Formas:
É aquele que diz que um ato só vai ser nulo se não for possivel suprir a falta ou repetir o ato.
Só será nulo quando a Lei prescreve determianda forma e a parte não observa. Se a Lei não prescreve nenhuma forma o ato não será considerado nulo.
(CLT 796 a e CPC 154, 244, 515 § 4º e 560 § único) – todas essas regras têm forte inspiração no princípio da celeridade e da economia – aproveitamento dos atos processuais defeituosos.
 
Art. 796 da CLT: A nulidade não será pronunciada:
a) quando for possível suprir-se a falta ou repetir- se o ato;
Visa o aproveitamento do ato defeituoso. 
Art. 154 do CPC - Os atos e termos processuais não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir, reputando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.
Esse artigo 154 da CPC concretiiza o principio da instrumentalidade das formas.
 
Art. 244 do CPC - Quando a lei prescrever determinada forma, sem cominação de nulidade, o 
Juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade.
A Lei diz que deve ser por instrumento particular registrado em cartório, mas eu fiz por outro 
meio, fiz por escritura publica.
O sujeito fez de uma forma, inclusive, muito melhor do que o disciplinado em Lei.
Quando a Lei não diz uma forma especifica de se fazer determinado ato, pode ser que o ato alcance o seu objetivo final.
Ex: DARF e GRU. (ambos vão para a Receita Federal, embora não tenha sido feito conforme o
determinado alcançou a sua finalidade).
Aproveitamento dos atos defeituosos, principio da instrumentalidade das formas.
Art. 515, § 4º do CPC - Constatando a ocorrência de nulidade