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S5P1 Sistema Nervoso Simpático

Resumo sobre o sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) com diferenças anatômicas e de comprimento das fibras, neurotransmissores (colinérgicas/adrenérgicas), ações fisiológicas e quadro comparativo dos efeitos em órgãos.

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Sistema nervoso simpático/parassimpático 
Tradicionalmente divide-se o sistema nervoso autônomo em simpático e 
parassimpático. Possuímos algumas diferenças como exemplo: 
 
Diferença anatômicas 
• Posição dos neurônios pré-ganglionares: 
- No sistema nervoso simpático: os neurônios pré-ganglionares localizam-se na 
medula torácica e lombar (Entre T1 e L2, o sistema nervoso simpático é 
toracolombar). 
- No sistema nervoso parassimpático: Se localizam no tronco encefálico (Dentro do 
crânio) e na medula sacral (S2,S3,S4 ou seja é crâniosacral). 
• Posição dos neurônios pós-ganglionares: 
- No sistema nervoso simpático: os neurônios pós-ganglionares, ou seja, gânglios, 
localizam-se longe das vísceras e próximo da coluna vertebral. 
- No sistema nervoso parassimpático: os neurônios pós-ganglionares localizam-se 
próximo ou dentro das víseras. 
 
No simpático o neurônio pré-ganglionar 
fica na medula espinhal (T1-L2), sai da 
medula até um gânglio simpático onde fica 
o corpo do neurônio pós-ganglionar. O 
gânglio simpático se encontra perto da 
coluna vertebral (paravertebral). O pré-
ganglionar faz sinapse no pós-ganglionar 
nesse gânglio simpático e vai até o órgão alvo. 
Os gânglios vão estar próximo da 
medula como centrais de distribuição para 
mandar os sinais para várias partes do corpo 
ao mesmo tempo, economizando energia na 
hora da emergência. 
 
 
 
• Com relação ao tamanho da fibra, no simpático a fibra pré-ganglionar é 
curta e a fibra pós-ganglionar é longa, já no parassimpático a fibra pré-
ganglionar é longa e a pós ganglionar é curta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Farmacologicamente, o sistema simpático e parassimpático possuem algumas 
diferenças. Drogas que imitam o sistema nervoso simpático são chamados de 
simpaticomiméticas, drogas que imitam o parassimpático são chamadas de 
parassimpáticomiméticas. Sabemos que a ação da fibra nervosa sobre o efetuador 
(músculo ou glândula) é feita por liberação de neurotransmissores. 
Os mais importantes são acetilcolina e noradrenalina. Fibras colinérgicas liberam 
acetilcolina e fibras adrenérgicas liberam noradrenalina. Os sistema simpático e 
parassimpático diferem à disposição dessas fibras. 
Fibras pré-ganglionares tanto simpáticas quanto parassimpáticas, e a pós ganglionar 
parassimpática são colinérgicas. Já a pós-ganglionar simpática é adrenérgica 
 
 
Fisiologicamente de modo geral o sistema simpático tem ação antagônica à 
do parassimpático em um determinado órgão (Existem exceções, por exemplo nas 
glândulas salivares os dois sistemas aumentam a secreção). 
Na maioria dos órgãos a inervação autônoma é mista simpática e 
parassimpática. Entretanto, alguns órgãos tem inervação puramente simpática, 
como as glândulas sudoríparas, músculos eretores do pelo e a glândula pineal de 
alguns animais. (A parede dos vasos não possui inervação parassimpática sendo a 
vasodilatação dependente de mecanismos como óxido nítrico e etc). 
Pela disposição das fibras, a inervação do sistema simpático tende a ser mais 
difusas atingindo vários órgãos. Já as do parassimpático sempre são mais 
localizadas em apenas um órgão ou setor do organismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em determinadas circunstâncias todo o sistema simpático é ativado produzindo uma descarga em massa 
onde a medula suprarrenal é ativada, lançando no sangue adrenalina que age em todo organismo. Nesse 
caso a adrenalina age como um hormônio, pois tem ação a distância por meio da circulação sanguínea. 
Temos assim uma reação de alarme, como exemplo na síndrome de emergência de Cannon, em que o 
indivíduo deve estar preparado para lutar ou fugir. 
Ao ver um animal impulsos são levados ao cérebro, resultando em uma emoção, medo. Do cérebro, 
especificamente no hipotálamo, partem impulsos que descem pelo tronco encefálico até a medula 
ativando neurônios pré-ganglionares simpáticos paravertebrais preparando o organismo para o esforço 
físico necessário para resolver a situação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anatomia Simpático 
A principal formação anatômica do sistema simpático é o tronco simpático, 
formado por uma cadeia de gânglios unidos através de ramos interganglionares. 
Cada tronco simpático estende-se, de cada, da base do crânio até o cóccix onde 
termina se unindo com o lado oposto. 
Os gânglios do tronco simpático se dispõem de cada lado da coluna vertebral 
em toda sua extensão, e são gânglios paravertebrais. Na porção cervical do tronco 
simpático, temos três gânglios cervical superior, cervical médio e cervical inferior. 
Na porção torácica o número de gânglios simpáticos costuma ser menor que o dos 
nervos espinais vizinhos (10 a 12). Na porção lombar há de 3 a 5 gânglios, na sacral, 
de quatro a cinco e na coccígea apenas um o gânglio impar. 
Unindo o tronco simpático aos nervos espinais existem filetes nervosos 
denominados ramos comunicantes, sendo eles os comunicantes brancos e 
comunicantes cinzentos. 
Os comunicantes brancos são fibras mielinizadas que ligam a medula ao 
tronco simpático, sendo constituído pois de fibras pré-ganglionares (além de fibras 
viscerais aferentes). Já os comunicantes cinzentos são constituídos de fibras pós 
ganglionares, que sendo amielínicas são mais escuras. Como os neurônios pré-
ganglionares só existem de T1-L2 as fibras emergem somente desses níveis o que 
explica a existência de ramos comunicantes brancos apenas nas regiões torácica e 
lombar alta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parassimpático 
Os neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático estão 
localizados no tronco encefálico e na medula sacral. Isso permite dividir esse 
sistema em duas partes, sendo uma craniana e outra sacral. 
 
Parte craniana 
Constituída por alguns núcleos do tronco encefálico. Nos núcleos localizam-
se os corpos dos neurônios pré-ganglionares, cujas fibras pré-ganglionares atingem 
os gânglios através dos pares cranianos III, VII, IX e X. Dos gânglios, saem as fibras 
pós-ganglionares para as glândulas, músculo liso e músculo cardíaco temos os 
seguintes gânglios: 
• Gânglio ciliar: Na cavidade orbitária lateralmente ao nervo óptico, 
recebendo fibras pré-ganglionares do III par. 
• Gânglio pterigopalatino: Situado na fossa pterigopalatina, ligado ao ramo 
maxilar do trigêmeo. Recebe fibras pré ganglionares do VII 
• Gânglio ótico: Situado junto ao ramo mandibular do trigêmeo. Recebe fibras 
pré-ganglionares do IX 
• Gânglio submandibular: Situado junto ao nervo lingual, recebe fibras pré-
ganglionares do VII par. 
 
Parte sacral 
Os neurônios pré-ganglionares estão nos segmentos sacrais em S2, S3 
e S4. As fibras pré-ganglionares saem pelas raízes ventrais dos nervos sacrais 
correspondentes, ganham o tronco desses nervos, dos quais se destacam 
para formar os nervos esplâncnicos pélvicos. Por meio desses nervos, 
atingem as vísceras da cavidade pélvica, onde terminam fazendo sinapse 
nos gânglios (neurônios pós-ganglionares) aí localizados. Os nervos 
esplâncnicos pélvicos são também denominados nervos eretores, pois 
estão ligados ao fenômeno da ereção. Sua lesão causa a impotência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plexos viscerais 
Nas cavidades torácicas, abdominais e pélvicas são formados um 
emaranhado de filetes nervosos e gânglios, chamados de plexos viscerais que não 
são puramente simpáticos ou parassimpáticos, mas que contém elementos dos 
dois sistemas identificamos os seguintes plexos: 
 
Plexos da cavidade torácica 
Existem três plexos, cardíaco, pulmonar e esofágico. Cujas suas fibras 
parassimpáticas se originam do vago, e as simpáticas dos três gânglios cervicais e 
seis primeiros torácicos. 
 
Plexo da cavidade abdominal 
Situamos o plexo celíaco (solar), onde as fibras parassimpáticas do vago 
passam pelos gânglios pré-vertebraisdo simpático sem fazer sinapse e terminam 
estabelecendo sinapses com gânglios e células ganglionares das vísceras 
abdominais. 
Do plexo celíaco, irradiam-se plexos secundários pares: Renal, suprarrenal e 
testicular; e ímpares: hepático, pineal, gástrico, pancreático, mesentérico superior, 
mesentérico inferior e aórtico-abdominal 
Também encontramos os plexos entéricos, localizados no interior das 
paredes do trato gastro-intestinal sendo dois, o miontérico (Auerbach) e o 
submucoso (Meissner) (são constituídos apenas de neurônios pós-ganglionares 
parassimpáticos colinérgicos. 
 
Plexos da cavidade pélvica 
As vísceras pélvicas são inervadas pelo plexo hipogástrico, no qual temos 
uma porção superior e uma inferior. 
 
 
 
 
 
Tipos de Receptores 
Em efetores parassimpáticos encontramos receptores muscarínicos, já em 
receptores em órgãos efetores simpáticos encontramos adrenorreceptores. 
• Alfa 1: Contraem músculo liso, como os vasculares, os esfíncteres 
gastrointestinais e vesicais, pilomotores e o radial da íris. 
• Beta 1: Envolvidos em funções metabólicas, como gliconeogênese, a 
lipólise e a secreção de renina e em todas funções cardíacas 
• Beta 2: Relaxam a musculatura lisa dos bronquíolos, da parede da bexiga e 
da parede do trato gastrointestinal. 
 
Adrenorreceptores 
Os adrenorreceptores estão localizados em diversos tecido-alvo do sistema 
nervoso simpático e se dividem em duas grandes classes.: 
• Alfa: α1 e α2 
• Beta: β1 e β2 
 
Receptores α 
- Α1 
Localização: Musculatura lisa vascular (Pele, esquelético, região esplâncnica), 
esfíncteres do trato gastrointestinal e bexiga, músculo radial da íris. 
Função: Contração dessas musculaturas. 
Mecanismos de ação: Via proteína Gq para elevação de cálcio intracelular. 
- Α2 
Localização: Pré e pós-sinápticos, especialmente nos terminais nervosos 
simpáticos e parassimpáticos 
Função: Inibição da liberação de neurotransmissores 
Mecanismos de ação: 
- Autorreceptores (Pós-Ganglionares Simpático): Inibem a liberação de 
norepinefrina preservando estoque. 
- Heterorreceptores (Pós-Ganglionares Parassimpático): Inibem a liberação de 
acetilcolina indiretamente inibindo o parassimpático. 
 
 
Receptores β 
- β1 
Localização: Coração, glândulas salivares, tecido adiposo, rins. 
Mecanismo de ação: Via proteína Gs, ativa a adenilato ciclase aumentando AMPc 
para maior entrada de cálcio e aumento da contratilidade. (CRONO, DROMO, 
INOTROPIA POSITIVA.) 
- β2 
Localização: musculatura lisa dos vasos dos músculos esqueléticos, trato GI, 
bexigal, brônquios. 
Função: relaxamento/dilatação da musculatura lisa. 
 
Receptores Muscarínicos 
Colinorreceptores localizados em todos órgãos efetores do sistema nervoso 
parassimpático:

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