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Autoria: Dr. Antonio Marcos Feliciano / Dra. Ana Celeste da Cruz David Revisão técnica: Dra. Karine Araujo Silveira METODOLOGIA CIENTÍFICA QUAL É A CONTRIBUIÇÃO DA METODOLOGIA CIENTÍFICA PARA A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO? 18/12/2022 22:29 Página 1 de 30 Introdução Houve um período da história humana em que o conhecimento religioso era utilizado para explicar tudo o que acontecia na sociedade. Assim, aqueles que apresentavam conhecimentos novos, contestando os religiosos, sofriam severas punições, incluindo a pena de morte. Por isso, por um bom tempo, a sociedade acreditou que a Terra não era redonda e que o horizonte era um grande abismo. Hoje em dia, as crianças aprendem nos primeiros anos escolares que a Terra é, de fato, redonda, que gira em torno do sol e que precisa ser preservada, pois é o ambiente de vida da espécie humana e de tantos outros seres vivos. Isso se deu graças aos esforços de inúmeros estudiosos, em que, aos poucos, os conhecimentos de senso comum, fortemente fundamentados pelos conhecimentos religiosos, foram desmistiGcados. Dessa forma, a ciência tomou as rédeas do processo de criação do conhecimento, tendo como sua principal fonte a Terra em todos os seus eventos, sejam sociais, naturais, biológicos e econômicos, que foram gradativamente sistematizados e amparados por modelos metodológicos. Contudo, há conhecimento fora da ciência? Essa pergunta possui uma resposta aGrmativa, sendo que a própria ciência reconhece outros tipos de conhecimentos. No entanto, não devemos pensar esse reconhecimento como sinônimo de conhecimento cientíGco. AGnal, o conhecimento cientíGco, no sentido moderno do termo, surge no século XIX, e como bem aGrma Burke (2016, p. 17), “[...] aplicar o termo a atividade de busca do conhecimento em períodos anteriores a esse propicia o que há de mais odioso para um historiador, o anacronismo”, ou seja, é inadequado a aplicação do termo em um período histórico antecedente à sua formulação. O conhecimento, então, é cientíGco quando sua criação ocorre por meio da aplicação de métodos cientíGcos. Mas quais são os diferentes tipos de conhecimento? De que forma se organiza o método cientíGco? 18/12/2022 22:29 Página 2 de 30 Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo deste primeiro capítulo, em que veremos que há diferenças entre o conhecimento popular e o conhecimento cientíGco, assim como também entenderemos que existem tipos de conhecimentos diferentes. Ainda observaremos que o conhecimento cientíGco é criado a partir da existência de um problema, cabendo à metodologia cientíGca e seu cabedal de instrumentos sistematizar dados e informações, tornando-o, de fato, um conhecimento cientíGco, provável e apresentado sob uma lógica do que o torna compreensível pelas pessoas. Bons estudos! Tempo estimado de leitura: 48 minutos. Você deve conhecer alguém metódico, certo? Mas saberia dizer quais são os atributos ou características de uma pessoa metódica? Ela pode ser identiGcada por seu modo de agir, cuja cautela e sensatez são comuns em suas ações. As pessoas precisam ser norteadas por regras, sejam elas sociais, como a ética, que regula a conduta em sociedade; econômicas, que parametrizam as relações no mercado; ou de legislação trabalhista, que regulamenta o ofício proGssional e as relações de trabalho em empresas. Isso signiGca que as regras são onipresentes, importantes instrumentos para manter o equilíbrio das relações entre as pessoas na sociedade. O mesmo ocorre na execução de trabalhos de caráter cientíGco, em que as regras estão presentes no método de pesquisa. Nesse sentido, podemos aGrmar que o método ou a metodologia se conGgura como uma regra orientadora das práticas investigativas da ciência. Por meio do método, o pesquisador indica os caminhos trilhados para alcançar seus resultados. Assim, além de possibilitar o reconhecimento cientíGco da sua pesquisa, é com o método que o pesquisador conta a história do 1.1 Conhecimento e método científico 18/12/2022 22:29 Página 3 de 30 da sua pesquisa, é com o método que o pesquisador conta a história do seu trabalho, as decisões tomadas, as limitações, entre outros aspectos. Dessa forma, também podemos aGrmar que o conhecimento é reconhecido como cientíGco a partir da aplicação do método cientíGco, caracterizado como sendo objetivo, racional, sistemático, geral e veriGcável. Devemos igualmente acentuar que a ciência reconhece a existência de conhecimento fora dela, isto é, conhecimentos criados sem o emprego de abordagem metodológica tal e qual preconiza a ciência. O conhecimento é o principal fator determinante no desenvolvimento da sociedade, mas você sabe o que é conhecimento? Segundo Magalhães (2005, p. 13, grifos do autor), “A palavra ‘conhecimento’ em nossa língua deriva do latim cognocere, cuja etimologia signiGca ‘conhecer junto’ ou ‘procurar saber’ e que, por sua vez, se relaciona com o grego gnosis, habitualmente traduzido com o próprio sentido de ‘conhecimento’”. O autor ainda lembra que outra palavra que facilita o entendimento sobre o conhecimento é o termo grego logos, que tem por signiGcado “fala”, “razão” ou “entendimento”. Podemos pensar sobre o conhecimento para além da origem e da evolução histórica do termo, ou seja, no contexto da sua história social, posto que diferentes acontecimentos inluenciem o que é considerado conhecimento em épocas e lugares distintos. Na perspectiva marxista, por exemplo, a resposta para essa questão é determinada pela classe social. No âmbito da sociologia do conhecimento, evidencia-se o conhecimento como acontecimento localizado em determinado tempo, lugar e comunidade (BURKE, 2016). Já no âmbito da biologia do conhecimento, Matura e Varela (2011, p. 267) alertam que o conhecimento nos obriga a assumirmos “[...] uma atitude de permanente vigília contra a tentação da certeza”, desde que ele tanto revele quanto cumpra sua função de ocultação. Atualmente, muitas são as fontes de disseminação de informações e conhecimentos. Podemos citar como exemplos os livros, as páginas da internet, os panletos, os artigos, as revistas, os CDs e os DVDs. No entanto, sem as conexões cognitivas, as informações contidas nesses meios de divulgação Gcam sem sentido, uma vez que é o cérebro humano que tem a capacidade de processar e fazer as conexões, oferecendo sentido às informações e criando novos conhecimentos, em um ciclo virtuoso, em que um conhecimento gera outros. Para Maturana e Varela (2011), os fenômenos cognitivos relacionam 18/12/2022 22:29 Página 4 de 30 Para Maturana e Varela (2011), os fenômenos cognitivos relacionam dois mundos singulares: a tradição biológica, comum entre os homens e suas heranças linguísticas; e as culturais, diversas e plurais. Figura 1 - No mundo contemporâneo, o sentido social do conhecimento é poder. Fonte: woaiss, Shutterstock, 2021. #PraCegoVer Na imagem, há escrito a frase "Conhecimento é poder", na cor branca em um fundo escuro. Assim, vimos até aqui o que é considerado conhecimento e o quanto isso pode variar com relação à local, época e grupo social a ser estudado. Por exemplo, em sociedades ocidentais modernas, o conhecimento das parteiras, antes valorizado em suas práticas sociais tradicionais, passou por um período obscuro, fato que vem sendo revisado e retomado em suas origens e valorização. Dessa forma, entendemos que o conhecimento cientíGco em movimento dinâmico vai continuamente estabelecendo rupturas na forma de conhecer, construir tecnologias, elaborar métodos e se relacionar com outros tipos de conhecimento. 1.1.1 O que é ciência? O que é conhecimento científico? 18/12/2022 22:29 Página 5 de 30 A ciência provê seu arcabouço de conceitos e deGnições a partir do que acontece na sociedade, constituindo-a em uma importante fonte para sua criação. No entanto, vale ressaltar que nem tudo que acontece na sociedade é abordado pela ciência. Apesar de relevantes, os conhecimentos sociais, de senso comum ou popular, mantêm-se, mas, em muitos casos, não são objetos de investigações cientíGcas. Dessa forma,deGnir a ciência consiste em uma tarefa complexa, pois, já que a sociedade é mutável, muitos de seus conceitos são efêmeros ou imprecisos. Demo (1995) reconhece que na ciência nada é mais controverso do que sua deGnição. Diante disso, o autor estabelece critérios possíveis para a condição deGnidora do que se pode chamar de ciência: a coerência entre argumentação, o corpo sistemático bem conduzido até suas conclusões congruentes entre si e entre as premissas iniciais, a consistência argumentativa e sua atualidade, a originalidade criativa e a objetivação como busca incessante da realidade (ainda que parcial e provisória). Esses fatores, individualmente, mostram a complexidade de deGnição do tema, e, quando se reúnem em um mesmo estudo, possuem o poder de comprometer completamente qualquer pesquisa. Apesar de apresentar os fatores limitantes à deGnição de ciência, é possível encontrar entre pesquisadores e estudiosos um esforço Desde os avanços da cibernética, a ciência propôs a descrição do funcionamento do sistema nervoso e do raciocínio humano mediante um modelo de lógica matemática, uma vez que muitos são os campos dedicados ao estudo das ciências cognitivas. A Neurociência, a Biologia do Conhecimento e a Inteligência ArtiGcial, por exemplo, utilizam-se do rigor da metodologia cientíGca para continuamente contribuir com a criação do conhecimento. VOCÊ SABIA? 18/12/2022 22:29 Página 6 de 30 possível encontrar entre pesquisadores e estudiosos um esforço autêntico no sentido de encontrar parâmetros capazes de deGnirem esse termo. Assim, para Gil (2011, p. 02), a ciência pode ser considerada “[...] uma forma de conhecimento que tem por objetivo formular, mediante linguagem rigorosa e apropriada — se possível, com auxílio da linguagem matemática —, leis que regem os fenômenos”. A deGnição supracitada indica claramente que a realidade não é ampla, profunda e integralmente explicada em uma pesquisa, mas, sim, na sucessão de pesquisas, pois são os diferentes e descontínuos enfoques que oferecem uma visão mais ampla de compreensão da sociedade, sendo amparados por métodos que robustecem a ciência. Ainda sob o prisma conceitual, a história do conhecimento cientíGco reconhece o pensamento cientíGco em suas diferentes e descontínuas formas, não como uma evolução linear e um progresso sucessivo, mas “[...] como resultado de diferentes maneiras de conhecer e construir os objetos cientíGcos, de elaborar métodos e inventar tecnologias” (CHAUI, 2010, p. 223). 18/12/2022 22:29 Página 7 de 30 Figura 2 - O desenvolvimento científico e o tecnológico transformam a sociedade e a vida no planeta. Fonte: Wichy, Shutterstock, 2021. #PraCegoVer Na imagem, há uma pessoa com a mão esticada e aberta para cima, mostrando um globo terrestre com cadernos em volta do globo. O fato é que podemos reiterar que a ciência evolui tal e qual a sociedade por não haver sentido no afastamento da segunda em relação à primeira, uma vez que a ciência inluencia e é simultaneamente inluenciada pela economia, pela política, pela moral e por tudo que acontece na sociedade. Assim, a ciência busca elementos para a construção do conhecimento, o que ocorre em todas as áreas, fazendo com que ele seja algo amplo e complexo, mas fundamental para o desenvolvimento da espécie humana. O quadro a seguir apresenta alguns exemplos de tipos de conhecimentos e suas aplicações. 18/12/2022 22:29 Página 8 de 30 Quadro 1 - Tipos de conhecimentos e suas aplicações. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em Feliciano, 2013, p. 44. #PraCegoVer Na imagem, há um quadro com três colunas e 11 linhas sobre os tipos de conhecimentos e suas aplicações. Na primeira coluna, há o tipo de conhecimento, na segunda coluna, há a definição e na terceira coluna, há a aplicação/exemplo. O quadro indica a íntima relação da ciência com a sociedade para a criação do conhecimento cientíGco, oferecendo claros sinais da amplitude do conhecimento. Além disso, podemos concluir que o conhecimento cientíGco não é o único existente, além de não ser o único que depende de instrumentos metodológicos para ser aferido. Magalhães (2005) considera que o Homem faz uso do conhecimento para transformar o meio em que vive, mantendo-se dominante na natureza. Isso decorre da sua capacidade intelectual de fazer uso do conhecimento para o desenvolvimento da espécie. Para reforçar a ideia de que há amplas relações entre a sociedade e a ciência — e que o conhecimento popular ou de senso comum é relevante na constituição do conhecimento cientíGco —, Francelin (2004, p. 30) aGrma que “[...] os conceitos nascem do cotidiano, são apropriados pelo meio cientíGco e tornam-se cientíGcos ao romperem com esse cotidiano, com esse senso comum”. Dessa forma, vale destacar que, na relação entre sociedade e ciência, considerando situações coloniais, os conhecimentos dos colonizadores se tornaram dominantes, ao passo que os conhecimentos dos colonizados se tornaram subjugados, esquecidos ou desprestigiados. 18/12/2022 22:29 Página 9 de 30 Com isso, podemos aGrmar que o conhecimento cientíGco não é deGnitivo, portanto, é provisório, podendo ligar um conhecimento ao outro, evidentemente, a partir de novos estudos. Para os atores do senso comum, seus conceitos e conhecimentos são deGnitivos, sendo que as modiGcações são difíceis de serem percebidas, justamente pela ausência de aplicação de método que afere essas mudanças. Em ciências, os movimentos e as transformações se dão mediante a consistência das questões formuladas, da curiosidade em conhecer, da incerteza diante dos fenômenos, da lucidez em propor aos problemas naturais, físicos ou sociais outras possibilidades de investigação. Dessa forma, ciência e conhecimento cientíGco se utilizam de processos metodológicos para a expansão das fronteiras da ciência, acolhendo todas as oportunidades para o avanço cientíGco. Você já imaginou como é complexo estudar a cultura de diferentes povos, o melhoramento genético de plantas e animais ou o próprio comportamento humano? Será que é possível desenvolver atividades 1.2 Metodologia como processo de pesquisa A aventura cibernética Matrix, de Lana Wachowski e Lilly Wachowski, é um clássico do cinema na abordagem de temas como conhecimento e ciência. Matrix, nesse caso, representa um sistema inteligente e artiGcial (criatura) que destrói a inteligência criadora (criador) e, assim, instaura a dúvida entre a realidade e a ilusão de um mundo real. VOCÊ QUER VER? 18/12/2022 22:29 Página 10 de 30 comportamento humano? Será que é possível desenvolver atividades sem registrá-las em detalhes? Na verdade, não é possível para nós, seres humanos, executarmos tarefas complexas sem entendermos sua lógica, e isso é proporcionado ou facilitado pela aplicação de métodos. O registro das atividades de pesquisa são requisitos importantes em qualquer abordagem metodológica, mas, antecipadamente, é comum não registrarmos tudo, e isso não é feito de má fé, mas porque o ser humano possui uma grande diGculdade de colocar no papel o que está pensando ou o que testemunha, sendo este um fator limitador mitigado pelo método cientíGco. Entre seus objetivos, ele facilita a estruturação, o planejamento, o desenvolvimento, a execução e a análise em uma pesquisa. Antes de evoluirmos na discussão conceitual sobre o método, é importante saber o que é pesquisa. Segundo Magalhães (2005), pesquisar signiGca “buscar”, “inquirir”, consistindo em uma atividade que necessita de trabalho manual e mental. Assim, se por meio do método é criado o conhecimento cientíGco, este, por sua vez, é fundamentado por teorias, que, na visão de Magalhães (2005, p. 34) signiGca “ver”, ou seja, “A teoria é uma visão generalizada de fenômeno de qualquer natureza, que possa ser comprovado de alguma forma [...]”. Essa forma de comprovação das visões generalizadas ocorre por meio do emprego do método. Todo método requer registros que identiGquem o passo a passo de uma pesquisa em suas diferentes etapas, por isso, muitos autores deGnem método como o caminho trilhadoem uma pesquisa. Segundo o Houaiss (2004, p. 494), método signiGca “[...] procedimentos, técnica ou meio para atingir um objetivo; processo organizado de ensino, pesquisa, apresentação, etc.”. O método é uma ordem que você deve dispor para que tenha seu curso natural. Destaca-se que quando o pesquisador tem VOCÊ SABIA? 18/12/2022 22:29 Página 11 de 30 A aplicação do método nas pesquisas também objetiva sistematizar dados e informações por meio de processos cientiGcamente reconhecimentos, visando a criação de um conhecimento novo, a partir do conhecimento existente. Não estamos tratando de substituições de conhecimentos, mas de agregação e contribuição da ciência à sociedade. A meta de toda equipe esportiva é vencer, mas você sabe que para reunir um time de vencedores é preciso criar condições para que sejam reunidas competências que se complementam, não é? Além disso, se faz necessário o planejamento, a estratégia, os planos e a tática. Ou seja, não é suGciente jogar e ter sorte, uma vez que é preciso ser metódico. Nesse sentido, Magalhães (2005, p. 19) aGrma que o conhecimento não surge do nada, “[...] mas sim, do legado cultural que cada um de nós recebe na vida”. Por isso, é possível aGrmar que cada pessoa é dotada de conhecimentos, mas, para torná-los cientiGcamente reconhecidos, é necessário o domínio de instrumentos metodológicos e do entendimento das técnicas de pesquisa, bem como da pesquisa por si como um processo de criação do conhecimento. Sem dúvida alguma, mesmo considerando e reconhecendo a existência de conhecimento fora do âmbito cientíGco, deve-se destacar dois aspectos: o primeiro diz respeito a necessidade precípua da aplicação de um método para que o conhecimento resultante de uma pesquisa tenha reconhecimento cientíGco; em segundo lugar, na academia, produz-se conhecimento cientíGco, portanto, há a necessidade de conhecimento e aplicação de métodos para as pesquisas nas diversas áreas. Dessa forma, a metodologia cientíGca aplicada exige dos pesquisadores, mais do que conhecimentos sobre o método e a área, temas ou assuntos pesquisados, muita disciplina para não extrapolar os limites, segurança de que os objetivos especíGcos atendem o objetivo geral, respondendo à pergunta ou ao problema de pesquisa, há condições de se iniciar a pesquisa. Dessa forma, uma pesquisa bem elaborada pode contribuir e revolucionar a ciência (são raras). Contudo, uma pesquisa em que os elementos metodológicos não mantêm interação, tende a marcar a vida do pesquisador como seu grande fracasso. 18/12/2022 22:29 Página 12 de 30 assuntos pesquisados, muita disciplina para não extrapolar os limites, não ser prolixo ou sintético nos registros. Isto é, na pesquisa, o método facilita a compreensão do pesquisador sobre o fenômeno ou o evento investigado. Sem o método, há diGculdades de compreensão ampla e profunda dos fenômenos ou eventos que ocorrem na sociedade, e isso acontece por vários motivos, desde a falta de conhecimento de causas e efeitos, passando pela falta de argumentos e chegando, por exemplo, à não percepção de relações entre eventos ou fenômenos. Nesse sentido, podemos aGrmar que a aplicação de métodos cientíGcos amplia a capacidade de visão do pesquisador sobre o objeto de pesquisa, facilita a compreensão e a análise dos resultados da pesquisa, amplia a compreensão sobre o tema, permite a descoberta de novos assuntos e campos de pesquisa e amplia a visão de mundo dos pesquisadores e leitores. O método cientíGco, portanto, torna-se essencial para o desenvolvimento de qualquer pesquisa, sendo fundamental na criação do conhecimento. Gareth Morgan possui uma biograGa interessante, cujas contribuições para as relexões sobre métodos de pesquisa são amplamente reconhecidas na academia. Em sua obra “Imagens da Organização”, de 2002, o professor faz uma abordagem pragmática da aplicação de diferentes escolas do método cientíGco, como o materialismo histórico, o positivismo e a fenomenologia. Vale a pena conferir! VOCÊ O CONHECE? 18/12/2022 22:29 Página 13 de 30 Figura 3 - A disponibilidade de dados contribui para o avanço do conhecimento científico. Fonte: ESB Professional, Shutterstock, 2021. #PraCegoVer Na imagem, há uma pessoa e um ambiente mais escuro, com as duas mãos viradas para cima mostrando alguns desenhos de gráficos, nesses desenhos, há uma luminosidade como se fosse para dar destaque aos desenhos dos gráficos. Podemos entender, então, que não importa se a pesquisa é de caráter qualitativo ou quantitativo, se terá uso de bancos de dados para o processamento, se os dados serão coletados por meio de modernos instrumentos tecnológicos ou se em um caderno ou prancheta. O importante mesmo é a escolha correta do método, a aplicação adequada de seus instrumentos e a postura ética do pesquisador, bem como a congregação de aspectos que levam ao desenvolvimento suave, natural e sem percalços de uma pesquisa. Atualmente, os conhecimentos retratam com maior Gdelidade a realidade da sociedade, que, por sua vez, consegue perceber com mais clareza sua aplicabilidade para o seu próprio desenvolvimento. A pesquisa baseada em métodos fez evoluir consideravelmente a ciência, afastando o empirismo exacerbado de outros tempos. Inspirado em Magalhães (2005), consideramos que a ciência e a pesquisa devem muito ao empírico, à observação do fato ou evento em sua essência. No entanto, o perigo do empirismo consiste em tornar uma verdade absoluta naquilo que se experimenta pelos sentidos, que 18/12/2022 22:29 Página 14 de 30 uma verdade absoluta naquilo que se experimenta pelos sentidos, que faz parte da percepção individual: “Os sentidos são nossa interface com a realidade, mas são também a origem dos enganos para nosso conhecimento, e que não há tantas realidades quanto existem diferentes olhares” (MAGALHÃES, 2005, p. 30). No atual momento, o rigor metodológico nas pesquisas afasta esse perigo típico do empirismo, qual seja a verdade universal a partir do olhar individual. Respeitados os elementos, a pesquisa tende a gerar conhecimentos relevantes por meio de resultados atraentes, permitindo o surgimento de novas relações de conhecimentos e campos de atuação para a pesquisa com o emprego do método. A metodologia como processo cientíGco é múltipla e diversiGcada, a ponto de abranger todos os procedimentos considerados úteis pelos cientistas. Exige, então, disciplina, clareza, atenção e domínio do campo de investigação para a escolha da metodologia mais adequada às condições da pesquisa a ser realizada. Assim, desde o pesquisador iniciante ao mais experiente, percorrer as etapas da pesquisa cientíGca se torna fundamental. Ver um Glho entrar para uma universidade é o sonho da maioria dos pais, certo? Os jovens fecundam essa ideia durante o Ensino Médio, sendo que, após isso, surgem os vestibulares, as tensões, as festas e as alegrias. Ou seja, diversos sentimentos aloram quando esses indivíduos são aprovados para entrarem no Ensino Superior, quando fazem a matrícula na primeira fase de um curso de graduação. Contudo, muitos estudantes não sabem sobre qual tema e problema de pesquisa devem escrever em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC). Para falar a verdade, a maioria não conhece a metodologia cientíGca, mas os perseverantes que chegarem ao Gnal do curso terão que escrever um trabalho baseado em uma pesquisa acadêmica, com aplicação de método, orientação e defesa. 1.3 Etapas da pesquisa científica: escolha do tema e problema 18/12/2022 22:29 Página 15 de 30 método, orientação e defesa. No mundo acadêmico, especialmente na graduação, o professor orientador precisa ser paciente para compreender que os estudantes não possuem o preparo suGciente para entender teoricamente o método. Além disso, muitos professores conhecem os procedimentos metodológicos, mas poucos conhecem os métodos cientíGcos, sendo que esse aspecto é muito importante quando ocorre o processo de orientação de TCC, em que o professor precisa compreender o tema e o problema propostos pelo estudante para identiGcara melhor abordagem metodológica para a pesquisa a ser feita. O tema e o problema de pesquisa podem até parecer fáceis de serem idealizados, mas a diGculdade está em escrevê-los e, principalmente, descrevê-los. Por isso, quanto mais bem preparado for o professor orientador, menos conturbada será a passagem do estudante pela fase de pesquisa para o TCC. Contudo, é lógico que o estudante orientando, apesar de inúmeros autores aGrmarem que precisam agir com A relação entre orientador e orientando durante o processo de pesquisa precisa ser transparente, honesta e ética, ou seja, uma cumplicidade que possui data de início e término no relacionamento. Sem dúvida, essa relação e o próprio processo de orientação possui diGculdades. O texto “DiGculdades do processo de orientação em trabalhos de conclusão de curso (TCC): um estudo com os docentes do curso de Administração de uma instituição privada de Ensino Superior” traz algumas das diGculdades que podem ser resolvidas nesse processo. Você pode ler clicando no botão a seguir. Acesse (https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/1 011/1147) VOCÊ QUER LER? 18/12/2022 22:29 Página 16 de 30 apesar de inúmeros autores aGrmarem que precisam agir com independência, por atividade e maturidade na relação com os orientadores, isso, na verdade pouco acontece. Por certo, há uma saudável relação de dependência, e isso não ocorre apenas em termos de conhecimentos. Isso signiGca que o professor é possuidor de um espectro de conhecimento mais robusto que o aluno. Com pouca experiência e sem grandes estímulos institucionais, isso acaba por limitar a visão de mundo do estudante, sendo aspectos determinantes para equívocos na deGnição do tema e problema de pesquisa. A compreensão mais ampla e profunda do método cientíGco requer tempo de maturação, esforço e dedicação aos estudos, condições facilitadoras à árdua tarefa da pesquisa. Esses aspectos agem, por outro lado, como facilitadores para o robustecimento da visão de mundo, que consiste em um importante fator nas decisões a serem tomadas. Jovens estudantes podem até implicitamente saber o querem pesquisar, mas, para terem certeza, sobretudo da viabilidade da pesquisa, no amplo sentido do termo, Magalhães (2005, p. 33) sugere que pensem em quatro perguntas: “O que vai ser observado? Que técnicas serão usadas na observação? Como será registrada a observação? Como evitar erros gerados pela observação e interpretação da observação?”. Dessa forma, no dizer de Tunes, Melo e Menezes (2000, p. 98), é “[...] necessário que o O Glme Sociedade dos Poetas Mortos, de Peter Weir, lançado em 1989, exibe uma crítica poética e bem ilustrada sobre a educação tradicional nos Estados Unidos, na década de 1950; a educação centrada na autoridade do professor, sendo repetitiva e mecânica; e uma visão de educação para a liberdade de pensamento, para o estímulo à curiosidade investigativa. Vale a pena conhecer melhor o enredo. VOCÊ QUER VER? 18/12/2022 22:29 Página 17 de 30 no dizer de Tunes, Melo e Menezes (2000, p. 98), é “[...] necessário que o pesquisador saiba escolher o problema de pesquisa, aja com iniciativa e independência do orientador, tenha imaginação criativa e outras qualidades semelhantes”. Essas perguntas nos permitem aGrmar que a boa escolha do método tende a respondê-las com certa facilidade, mas, antes do método, é fundamental o conhecimento amplo e aprofundado sobre o tema da pesquisa, pois é dessa forma que se deGne com clareza o problema. A seguir, vejamos o relato de experiência do professor Macêdo (2004) sobre os estudos apresentados em sua tese de doutorado no Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Paris VIII. O objetivo principal da tese de Macêdo foi a análise de dois programas de educação infantil públicos, em instituições localizadas em bairros periféricos de Salvador, na Bahia, sendo um de concepção compensatória e outro de concepção comunitária. Mas como ele fez para chegar a esse objetivo? O professor relata que após discutir em sua dissertação de mestrado a temática da educação infantil pública, cuja concepção supõe a educação como forma de compensar possíveis deGciências intelectuais, afetivas e culturais; foi instigado a aprofundar o estudo acerca das pedagogias compensatórias, reletindo sobre a natureza dessa concepção em sua própria formação e prática. Esse aprofundamento de estudos o levou a conhecer diferentes programas de educação pré-escolar, oferecidos por organizações comunitárias em bairros da periferia de Salvador. Assim, o professor chegou à questão norteadora do estudo do doutorado “[...] através da análise de programas pré-escolares públicos concretos, como emergem e se dinamizam as perspectivas compensatória e comunitária em educação pré- escolar pública” (MACÊDO, 2004, p. 236). ESTUDO DE CASO 18/12/2022 22:29 Página 18 de 30 Com isso, podemos entender que o problema precisa ser bem deGnido e delimitado, necessitando de objetividade para ser estruturado metodologicamente. O conhecimento profundo do tema permite ao pesquisador navegar em águas calmas. Contudo, um problema deGnido sem critérios tende a gerar confusões conceituais e equívocos teóricos, limitações de ordem para a pesquisa, levando, comumente, o pesquisador a desistir do trabalho. Bonin (2010, p. 06) considera que, no processo de construção da problemática, [...] é preciso trabalhar o olhar para operar com sensibilidade e abertura para o concreto investigado. O olhar atento, aberto e reflexivo capacita a perceber que os objetos concretos podem oferecer resistências, “restos” que não se deixam enquadrar nas proposições explicativas com as quais vamos operando. 18/12/2022 22:29 Página 19 de 30 Figura 4 - Etapas do processo de desenvolvimento do método científico. Fonte: Andrea Danti, Shutterstock, 2021. #PraCegoVer Na imagem, há um quadro de cor verde, com as palavras hipótese, experimento, resultado e conclusão na cor branca, formando um círculo. A palavra hipótese tem uma seta que está na direção da palavra experimento, com uma seta na direção da palavra resultado, com uma seta na direção da palavra conclusão, com uma seta na direção da palavra hipótese. Na imagem, também há um braço de uma pessoa com uma vareta na mão apontando para o quadro. A escolha do problema de pesquisa não é neutra, nem desinteressada, uma vez que se relaciona com condições práticas de produção, fontes de Gnanciamento e condições institucionais. Isso porque muitas dessas pesquisas respondem a demandas de empresas, órgãos governamentais, institutos de pesquisa, centros de tecnologia ou instituições educacionais. A formulação do problema de pesquisa é sempre um desaGo que se impõe ao pesquisador. É recomendado fazer a formulação do problema na forma interrogativa, sendo que essa estrutura poderá favorecer a Gnalização do trabalho no momento de apresentação das 18/12/2022 22:29 Página 20 de 30 do trabalho no momento de apresentação das conclusões, mediante a resposta ao questionamento inicial. Contudo, outras formas de enunciado do problema são encontradas na literatura cientíGca também. O problema de pesquisa em si deve ser viável e adequado a investigação, dentro das condições práticas de sua execução, como tempo, recursos materiais, humanos e Gnanceiros. Características relevantes são a clareza e a precisão com que são empregados os termos na formulação do problema, devendo guardar coerência e coesão dentro do campo de conhecimento delimitado, além de informar os limites de sua aplicabilidade. Os cuidados com os princípios éticos devem ser observados na formulação da pesquisa cientíGca em todas as suas etapas. Ter a real percepção de um problema é bem mais complexo do que “achar” que sabe da existência dele. Para o pesquisador, o problema precisa ser relevante cientiGcamente, socialmente, economicamente ou ambientalmente, isto é, ter relevância para a sociedade. Mas, também, dependendo do tipo de conhecimento criado sobre o problema, o pesquisador poderá optar em descreveraspectos relacionados e possíveis soluções. Assim, a pesquisa poderá ampliar as discussões sobre o problema, sem efetivamente resolvê-lo. Por isso, lembre- se de que o conhecimento é construído e que, muitas vezes, propor a resolução de um problema pode trazer frustrações. Dessa forma, tema e problema assumem 18/12/2022 22:29 Página 21 de 30 Na construção metodológica da pesquisa, a articulação entre escolha do tema e a formulação do problema são o substrato necessário às etapas seguintes de deGnição dos objetivos geral e especíGcos. frustrações. Dessa forma, tema e problema assumem importância no escopo de uma pesquisa, pois oferecem notoriedade à própria pesquisa e ao pesquisador, encontram reconhecimento e relevância por parte da sociedade, possuem escopo metodológico que os fundamentam e reúnem elementos para a viabilidade de uma pesquisa. Você já pensou sobre o motivo de deGnirmos objetivos em uma pesquisa cientíGca ou em um trabalho acadêmico? Ao deGnir os objetivos de um trabalho, você pode apresentar uma abordagem histórica, ser descritivo ou trazer um propósito para o objeto geral, que possui intimidade com o problema e com o tema. Pense, também, que os objetivos especíGcos são deGnidos para estabelecerem etapas e nortearem procedimentos de pesquisa, a Gm de alcançar o objetivo geral. Além disso, vale ressaltar que não se concebe projetos de pesquisa cientíGca ou acadêmica apenas para vermos seus objetivos comprovados, mas, sim, para que demonstre a relevância do tema, a potencialidade do problema para novas investigações e a possibilidade de novos conhecimentos que podem ser criados. 1.4 Etapas da pesquisa científica: objetivos 18/12/2022 22:29 Página 22 de 30 Com isso, na pesquisa cientíGca, é de fundamental importância relacionar o objetivo ao problema e às hipóteses, posto que, no Gnal, o pesquisador constata que cada um desses elementos responde o outro. Sobretudo, quando se trata de pesquisadores com pouca experiência, convém ao orientador o papel de efetivamente debater e atuar, visando a evitar um dos erros mais comuns nos trabalhos acadêmicos: transcrever o problema no objetivo, fazendo o famoso jogo de palavras por meio de sinônimos. Esse é um risco que, se não for percebido, tende a colocar em cheque qualquer pesquisa. Você deve ter claro, também, que a relação entre o problema e o objetivo será mantida durante todo o processo de pesquisa, por isso, são complementares. Essa complementariedade Gca evidente na diGculdade em formular os objetivos. Conforme apresenta Minayo, Deslandes e Gomes (1994, p. 42), em uma pesquisa cientíGca, é possível a formulação de um objetivo geral “[...] de dimensões amplas”, complementados por outros objetivos especíGcos. Os métodos de veriGcação do conhecimento possuem uma história ao longo do tempo. Além disso, os instrumentos de validação do conhecimento sofreram e sofrem mudanças em cada época. A posição ocupada pela tradição oral na validação e na conGabilidade do conhecimento foi substituída pela escrita, contudo, essa transição foi lenta e gradual. Burke (2016, p. 101) apresenta como exemplo uma disputa entre o rei Henrique I e o arcebispo Canterbury, no século XII, em que os defensores do rei se referem a uma carta enviada pelo papa em apoio ao arcebispo como “[...] nada mais do que um pergaminho de pele de ovelha marcado com tinta preta”, indigno de comparação com as falas de três bispos. Atualmente, escrita e tradição oral ocupam espaço como instrumentos de validação e conGabilidade do conhecimento. VOCÊ SABIA? 18/12/2022 22:29 Página 23 de 30 Figura 5 - Características dos tipos de objetivos geral e específicos aplicados em pesquisa científica. Fonte: MINAYO, DESLANDES e GOMES, 1994, p. 42. #PraCegoVer Na imagem, há um esquema com as características dos tipos de objetivos geral e específicos aplicados em pesquisa científica. No esquema, há dois retângulos na cor laranja e duas "lacunas" na cor cinza. O retângulo do lado esquerdo mostra o objetivo geral e o retângulo do lado direito mostra os objetivos específicos. Ademais, vale dizer que o exercício de elaboração dos objetivos é complexo, por isso, o pesquisador deve ter sempre em mente o problema de pesquisa, caso contrário, tende a cometer outro erro comum: dividir o objetivo geral entre os objetivos especíGcos, enquanto que, conforme caracterizado, os objetivos especíGcos são etapas para se alcançar o objetivo geral. Aliás, não pense que esse tipo de erro é cometido apenas por pesquisadores inexperientes, uma vez que ocorre com estudantes de graduação, especialização, mestrado e doutorado. 18/12/2022 22:29 Página 24 de 30 com estudantes de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Objetivos realistas não são deGnidos de forma displicente ou apenas escritos para satisfazer uma etapa do projeto de pesquisa, por isso, também é importante dimensionar a contribuição do trabalho de pesquisa para a ciência. Isso signiGca que, de forma geral, todas as pesquisas oferecem contribuições, mas pouquíssimas revolucionam a ciência, pois esse não é o objetivo máximo da pesquisa, mas, sim, o primeiro, que é robustecer a ciência e criar conhecimento novo. Como você sabe, os objetivos de uma pesquisa podem oferecer possibilidades interessantes para a pesquisa, mas, também, podem signiGcar uma cilada, ou seja, tornar o trabalho sem efeito e genérico, cujo desdobramento é perceptível na vulnerabilidade das conclusões. Nesse contexto, Larocca, Rosso e Souza (2005, p. 126-127) apresentam categorias de objetivos de pesquisa, conforme identiGcados no quadro a seguir. Você pode aprender um pouco mais sobre a complexidade, os requisitos e a importância do processo de elaboração de objetivos para uma pesquisa com a leitura do texto “Como Elaborar Objetivos de Pesquisa”, de Sandra Mattos. Ele está disponível no botão a seguir. Acesse (https://docplayer.com.br/33106200-Como-elaborar- objetivos-de-pesquisa-sandra-mattos.html) VOCÊ QUER LER? 18/12/2022 22:29 Página 25 de 30 Quadro 2 - Classificação geral das categorias de objetivos de pesquisa. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em LAROCCA, ROSSO e SOUZA, 2005. #PraCegoVer Na imagem, há um quadro sobre a classificação geral das categorias de objetivos de pesquisa. No quadro, há quatro retângulos na cor laranja e quatro colunas na cor cinza. O primeiro retângulo mostra os objetivos compreensivos, o segundo retângulo mostra os objetivos avaliativos, o terceiro retângulo mostra os objetivos propositivos e o quarto retângulo mostra os objetivos descritivos. O objetivo de um projeto de pesquisa enfatiza a verdadeira expressão do signiGcado da pesquisa, contudo, ele não é determinante para o êxito, mas, de forma isolada, pode fragilizar signiGcativamente uma pesquisa. Sendo assim, a metodologia cientíGca, desde sua criação histórica e social, tem contribuído de forma signiGcativa para a criação do conhecimento de maneira sistemática, rigorosa e racional, desenvolvendo e aplicando métodos e tecnologias capazes de proporem soluções a problemas e questões emergentes e contemporâneos. Você concluiu os estudos sobre a contribuição da metodologia cientíGca para a criação do conhecimento. Com essa discussão, esperamos que você se sinta competente para deGnir um projeto de pesquisa, distinguir os diferentes tipos de conhecimento, reletir sobre as etapas da CONCLUSÃO 18/12/2022 22:29 Página 26 de 30 pesquisa e compreender a relação estabelecida entre tema, problema e objetivos na pesquisa cientíGca. Nesta unidade, você teve a oportunidade de: entender os princípios da ciência e do conhecimento cientíGco; analisar as relações do conhecimento cientíGco com a sociedade; entender a metodologia cientíGca como um processo de pesquisa; compreender o que são tema e problema de pesquisa; compreender o que são os objetivos de uma pesquisa; identiGcar temas, problema e objetivos de pesquisa. Clique para baixar conteúdo deste tema. BONIN, J. A. Delineamentos para pensar a metodologia como práxis na pesquisa em comunicação.2010. Disponível em: . Acesso em: 24/02/2018. BURKE, P. O que é história do conhecimento?. São Paulo: UNESP, 2016. CHAUI, M. Convite à FilosoYa. São Paulo: Ática, 2010. DEMO, P. Metodologia CientíYca em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 1995. FRANCELIN, M. M. Ciência, senso comum e revoluções cientíYcas: ressonâncias e paradoxos. Ci. Inf. Brasília, v. 33, n. 3, p. 26-34, set./dez. 2004. Disponível em: . Acesso em: 24/02/2018. GIL, A. C. 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