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Fundamentos_de_Economia_2012_-_

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o equilíbrio, quando as filas cessarão.
Analogamente, se a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio E (B, por exemplo), haverá um excesso ou excedente de produção, um acúmulo de estoques não programado do produto, o que provocará uma competição entre os produtores, conduzindo a urna redução dos preços, até que se atinja o ponto de equilíbrio.
Como se observa, quando há competição tanto de consumidores quanto de ofertantes, há uma tendência natural no mercado para se chegar a uma situação de equilíbrio estacionário sem filas e sem estoques não desejados pelas empresas.
Desse modo, se não há obstáculos para a livre movimentação dos preços, ou seja, se o sistema é de concorrência pura ou perfeita, será observada essa tendência natural de o preço e a quantidade atingirem um determinado nível desejado tanto pelos consumidores quanto pelos ofertantes. Para que isso ocorra, é necessário que não haja interferência nem do governo nem de forças oligopólicas, que normalmente impedem quedas de preços dos bens e serviços.
Deslocamento das curvas de demanda e oferta
Como vimos, existem vários fatores que podem provocar deslocamento das curvas de oferta e demanda, com evidentes mudanças do ponto de equilíbrio. Suponhamos, por exemplo, que o mercado do bem x (um bem normal, não inferior) esteja em equilíbrio, o preço de equilíbrio inicial é P0 e a quantidade, Q0 (ponto A).
Se, por hipótese, os consumidores obtêm um aumento de renda real (aumento de poder aquisitivo) coeteris paribus, a demanda do bem x, aos mesmos preços anteriores, será maior. Isso significa um deslocamento da curva de demanda para a direita, para D1. Assim, ao preço P0 teremos um excesso de demanda, que provocará um aumento de preços até que o excesso de demanda se acabe.
O novo equilíbrio se dará ao preço P1 e quantidade Q1 (ponto B).
Da mesma forma, um deslocamento da curva de oferta afetará a quantidade de mercado e o preço de equilíbrio. Suponha, para exemplificar, que haja uma diminuição dos preços das matérias -primas usadas na produção do bem x. Conseqüentemente, a curva de oferta do bem x se deslocará para a direita, e, por raciocínio análogo ao anterior, o preço de equilíbrio se tornará menor e a quantidade, maior. 
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INTRODUÇÃO À TEORIA MONETÁRIA
O QUE É MOEDA?
É um instrumento aceito pela coletividade para intermediar transações econômicas. É aceita e garantida por lei dentro do território nacional (“curso forçado”).
A moeda tem diversas funções reconhecidas, que justificam o desejo de as pessoas a reterem (demanda):
Meio de troca: A moeda é o instrumento intermediário de aceitação geral, para ser recebido em contrapartida da cessão de um bem e entregue na aquisição de outro bem (troca indireta em vez de troca direta). Isto significa que a moeda serve para solver débitos e é um meio de pagamento geral. 
Unidade de conta: Permite contabilizar ou exprimir numericamente os ativos e os passivos, os haveres e as dívidas. 
Esta função da moeda suscita a distinção entre preço absoluto e preço relativo. O preço absoluto é a quantidade de moeda necessária para se obter uma unidade de um bem, ou seja, é o valor expresso em moeda. O preço relativo exige que se considere dois preços absolutos, uma vez que é definido como um quociente. Assim, P1 e P2 designam os preços absolutos dos bens 1 e 2, respectivamente. P1/P2 é o preço relativo do bem 1 expresso em unidades do bem 2. Ou seja, é a quantidade de unidades do bem 2 a pagar por cada unidade do bem 1. 
Reserva de valor: A moeda pode ser utilizada como uma acumulação de poder aquisitivo, a usar no futuro. Assim, tem subjacente o pressuposto de que um encaixe monetário pode ser utilizado no futuro, isto porque pode não haver sincronia entre os fluxos da despesa e das receitas, por motivos de precaução ou de natureza psicológica. A moeda não é o único ativo a desempenhar esta função; o ouro, as ações, as obras de arte e mesmo os imóveis também são reservas de valor. A grande diferença entre a moeda e as outras reservas de valor estão na sua mobilização imediata do poder de compra (maior liquidez), enquanto os outros ativos têm de ser transformados em moeda antes de serem trocados por outro bem. 
Sachs e Larrain (2000) observam ainda que em períodos de alta inflação a moeda deixa de ser utilizada como reserva de valor, mas que em outros casos, que apesar de ser um “ativo dominado” (há ativos tão seguros quanto a moeda, mas que rendem juros), ela é preferida como reserva de valor por alguns grupos (especialmente aqueles que realizam atividades ilegais), pois mantém o anonimato de seu dono - ao contrário, por exemplo, dos depósitos a prazo, que podem ser facilmente rastreados. 
BREVE HISTÓRICO
Antigamente o homem não precisava de dinheiro. Ele caçava, pescava e era nômade. A agricultura permitiu que ele se fixasse em um território e se organizasse em comunidade.
O homem passou a produzir o suficiente para sua subsistência. As atividades produtivas não eram voltadas ao mercado por isso eventuais trocas eram diretas: escambo
Algumas mercadorias utilizadas para escambo: vasilhas, facas, conchas, colares, plumas, tabaco, peles, pedras, sementes, cereais, sal (salário!), gado (pecus),alimentos e outros produtos diversos,...No Brasil: trocava-se pau-brasil por panos de algodão, açúcar, fumo, zimbo (concha). À medida que as trocas foram se intensificando os metais passaram a serem cada vez mais utilizados. Especialmente por serem: homogêneos, duráveis, portáteis, divisíveis, escassos, não-perecíveis,...mas roubáveis! Por esta última característica os comerciantes começaram a depositar em casas de ourives (que trabalhavam com ouro). Em troca dos depósitos os ourives passaram a emitir certificados equivalentes a quantia depositada.
Com o tempo os certificados passaram a ser trocados pelas mercadorias sem a necessidade de retirar o ouro para o pagamento. Os ourives passaram a emprestar os metais ou os certificados (1ºs bancos). Para exercer o controle dos metais em circulação os governantes implantaram a cunhagem da moeda: Moeda Metálica. A partir do século XVII surgiram bancos comerciais privados. Alguns destes bancos receberam o monopólio da emissão de notas bancárias (dando origem aos bancos centrais). Banco da Inglaterra foi o primeiro banco central em 1694 pois financiava o déficit da Coroa. O estado passou a monopolizar e controlar a emissão de papel-moeda lastrado em ouro (padrão-ouro). Com o tempo o padrão-ouro passou a representar um obstáculo à expansão comercial, pois a quantidade existente de ouro é limitada. Em 1920 abandonou-se o padrão-ouro e a emissão monetária foi livre (moeda fiduciária). No acordo de Bretton Woods (1944) só o dólar americano respeitava o padrão-ouro e as demais moedas teriam paridades fixadas em relação ao próprio dólar. Em 1971 todas as moedas passaram a ser fiduciária.
TIPOS DE MOEDA E AFINS:
Moeda metálica
Papel-moeda
Moeda escritural
Quase-moeda: apresentam características de moeda por terem reserva de valor, mas não possuem liquidez imediata.
OFERTA DE MOEDA: CONCEITO DOS MEIOS DE PAGAMENTO
É a moeda total à disposição do setor privado não bancário, de liquidez imediata (Liquidez imediata é a capacidade da moeda de ser um ativo prontamente disponível e aceito para as mais diversas transações). Soma da moeda manual e da moeda escritural (M1).
AGREGADOS MONETÁRIOS
M0: moeda em poder do público (papel moeda e moedas metálicas)
M1: M0 + depósitos à vista nos bancos comerciais
M2: M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias
M3: M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic
M4: M3 + títulos públicos de alta liquidez
CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO DE MOEDA
Criação de moeda: quando há aumento do volume dos meios de pagamento. Ex: aumento do empréstimo ao setor privado, saque de dinheiro da poupança