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Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo Adrenérgico

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na membrana das mitocôndrias dos neurônios, tem também na membrana das mitocôndrias das células dos órgãos efetores, mas a principal localização é nas mitocôndrias do neurônio. A outra enzima para a degradação da NE é a COMT, que é encontrada em células não neuronais e na corrente sanguínea. 
Receptores de NE/E
Todos são metabotrópicos acoplados a proteína G, só muda o tipo de proteína G ao qual ele se acopla preferencialmente. A ligação da molécula de NE se intercala no interior do receptor entre os segmentos transmembranais, mais especificamente nos segmentos 3, 5 e 6.
De acordo com o tipo de receptor existem 2 grupos, alfa e beta. Mas, de acordo com o tipo de proteína G ao qual o receptor está ligado existem 3 grupos, alfa-1, alfa-2 e beta (diferença na cascata de sinalização).
Receptores alfa -1
Estão acoplados a proteína Gq. A Gq ativa a FLC no meio intracelular que catalisa a reação de degradação de fosfolipídios de membrana (inusitolpirofosfato), gerando IP3 e DAG. O IP3 abre canais de cálcio que estão presentes na membrana do reticulo sarcoplasmático ou em algumas células no reticulo endoplasmático e em outras células também é capaz de abrir canais de cálcio membranares. E o DAG ativa a proteina cinase C (PKC) que leva a fosforilação intracelular de canais de membrana, alterando o potencial da membrana. Aumento dos níveis de cálcio intracelular como principal consequência da cascata.
Eles são subdivididos em 3 tipos: alfa-1a, alfa 1-b e alfa 1-d. O mais abundante é o alfa-1a, ele é responsável pela vasoconstrição pela NE/E. O alfa-1b, é o principal receptor alfa-1 no coração, mas não é o principal receptor adrenérgico cardíaco, ele promove o crescimento e estruturação do crescimento do musculo cardíaco (envolvido na hipertrofia cardíaca, desenvolvimento de insuficiência cardíaca). O receptor alfa-1d tem uma distribuição mais restrita, é responsável pela vasoconstrição na aorta e nas artérias coronárias. 
O principal efeito adrenérgico mediados pelos receptores alfa-1 é a vasoconstrição.
Receptores alfa-2
Estão acoplados a proteína Gi. A proteína Gi inibe a adenilatociclase, tendo uma diminuição do AMPc e diminuição da atividade da PKA. 
Também são subdivididos em três: alfa-2a, alfa-2b e alfa-2c. O alfa-2a é o principal autorreceptor noradrenérgico do SNS, e induz pequena ação vasoconstritora em pequenos vasos. O alfa-2b tem papel apenas como vasoconstritor em pequenos vasos. E o alfa-2c é o receptor presente na medula da suprarrenal, sendo responsável pelo feedback negativo da liberação de E pela suprarrenal, o controle da liberação de E na suprarrenal é via ativação de receptores alfa-2c. 
A principal função dos receptores alfa-2 no SNS é o feedback negativo, tanto nos neurônios do SNS quanto na medula adrenal. Controle na liberação de NE/E, ou seja, como autorreceptor controlando o feedback negativo tanto nos neurônios quanto na suprarrenal. 
Receptores beta-adrenérgicos
Todos são acoplados à proteína Gs. A proteína Gs estimula a adenilatociclase, aumentando o AMPc o que estimula a atividade da PKA (aumento da fosforilação das ptns que sejam substratos da PKA, contrario dos receptores alfa-2).
Também são subdivididos em: beta-1, beta-2 e beta-3. O beta-1 é o principal receptor adrenérgico do coração, em todas as estruturas do coração. Os receptores b-2 estão localizados no musculo liso e causam relaxamento da musculatura lisa. Os receptores beta-3 tem distribuição mais restrita, encontrados no tecido adiposo e envolvidos no controle da lipólise. 
Degradação de NE/E
	Reações catalisadas pela MAO e pela COMT. As duas estão em grande concentração no fígado.
COMT
Transfere uma metila para o grupamento catecol para a NE, a mesma reação pode acontecer com a E gerando um metabolito diferente.
MAO
Parte do metabolito gerado pela COMT. Ela oxida o carbono alfa separando ele da amina, gerando um grupamento aldeído. Este aldeído é instável, logo ele deve ser oxidado pela aldeído desidrogenase gerando ácido carboxílico que é um grupamento químico estável, polar e que facilita a eliminação a traves da urina. Essa é a reação que leva ao metabólito ácido vanililmandélico.
Se a degradação começar pela MAO, será gerado o aldeído primeiro que pode ser oxidado tanto para ácido carboxílico como também pode ser reduzido à álcool. Tanto o ac. Carboxílico quanto o álcool podem ser metabolizados pela COMT gerando o mesmo metabólito final. 
Funções do SNS 
	Enquanto SNP é um sistema de reserva de energia, o SNS é de gasto de energia que prepara nosso organismo pra sobrevivência imediata e não futura como o SNP. Então não há preocupação em armazenar energia. Sistema de luta ou fuga.
	A frequência cardíaca aumenta, a força de contração do musculo cardíaco aumenta pra bombear mais sangue e oxigenar mais os tecidos, aumento da perfusão sanguínea no musculo esquelético, glicogenólise no musculo, lipólise no tecido adiposo, quebra de glicogênio no fígado pra gerar glicose para a corrente sanguínea, Inibição do peristaltismo, aumento da frequência respiratória, inibição de secreção de ácido e enzimas digestivas, alerta do SNC, aumento da visão distante, dilatação da pupila (midríase), sudorese, diminuição do tônus da musculatura lisa da bexiga, contração dos esfíncteres. 
Mecanismos
Olhos
Enquanto a inervação colinérgica incide sobre o nervo circular da íris, a inervação adrenérgica incide sobre a musculatura radial da íris. A contração desse musculo leva a dilatação da pupila, esta contração é mediada por receptores alfa-1 (ptn Gq).
O acomodamento da visão também é feito a partir do musculo ciliar, só que enquanto a Ach via receptores M3 leva a contração do musculo ciliar acomodação para a visão pra perto a NE leva ao relaxamento da musculatura ciliar e acomodação da visão pra longe via receptores beta-2.
A secreção lacrimal é aumentada via receptores alfa.
Sistema cardiovascular
Coração
Presença de receptores beta-1.
No nódulo sinoatrial os receptores beta-1 aumenta o efeito cronotrópico positivo que é o aumento da frequência cardiaca.A ativação dos receptores beta-1 nas células de marcapasso levara a ativação de proteína Gs que aumentara os níveis de AMPc, ativando a PKA. Nas células de marcapasso a PKA fosforila canais iônicos presentes na membrana dessas células principalmente canais de sódio. E um canal iônico quando é fosforilado ele tem sua condutância aumentada, ou seja, com a abertura do canal iônico mais sódio vai entrar levando à uma excitação da célula de marcapasso e assim diminuindo a duração do potencial de marcapasso pela despolarização das células de marcapasso e consequentemente diminuição do período refratário de ativação dessas células. E tudo isso aumenta a frequência do potencial de ação na célula e assim aumento da frequência cardíaca. As células de marcapasso são consideradas células auto-excitáveis pois elas podem gerar, sozinhas, o potencial de ação devido ao tipo de canal iônico presente na membrana delas, então elas não tem um potencial de repouso, elas tem um potencial de marcapasso. Ocorre uma despolarização lenta que está relacionada a corrente de sódio, entrada de sódio na célula, até atingir o limiar, após atingir o limiar ocorre o potencial de ação que é influenciado por outros canais iônicos. Uma célula normal entraria em potencial de repouso, após isso, esta célula entra em potencial de marcapasso. É nesse potencial de marcapasso que a inervação adrenérgica atua, atrave da fosforilação dos canais de sódio, aumenta a condutância do sódio, subindo o potencial de marcapasso, atingindo o limiar mais rápido e atingindo o potencial de ação e assim sucessivamente, pois a condutância do sódio está aumentada na célula, logo em um menor número de tempo tem mais potencial de ação (aumento dos batimentos cardíacos).
O mesmo acontece nas células do nódulo atrioventricular (aumento da condutância pro sódio). Há o aumento do efeito dromotropico positivo, que é o aumento da velocidade de condutância do impulso nervoso pelo coração. A diferença é que este