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de grande de médio com permissão, de Cowdry EV: Textbook of Histology. calibre calibre Lea & Febiger, 1944.) SISTEMA CIRCULATÓRIO 217 Fig. 11.16 A e B: Ambas as fotomicrografias são cortes de um corpo carotídeo. Esta estrutura é altamente vascularizada e sensível à hipóxia. Suas células principais possuem grânulos com porção central densa contendo catecolaminas e são envolvidas por células de sustentação semelhantes às células da glia. Coloração: pararrosanilina-azul de toluidina. A, pequeno aumento; B, médio 218 HISTOLOGIA BÁSICA cido conjuntivo do glomus, perde a membrana elástica in- pacotes de pequenas células musculares lisas entremeadas terna e desenvolve uma parede muscular espessa e luz com fibras reticulares e uma rede delicada de fibras elásti- estreita. Há indicações de que estas anastomoses arterio- cas. A camada adventícia é bem desenvolvida e rica em venosas participem de fenômenos fisiológicos, como a re- colágeno. gulação do fluxo de sangue local e da pressão sanguínea. Os grandes troncos venosos, perto do coração, são Todas as anastomoses arteriovenosas são ricamente as de grande calibre. As grandes veias possuem uma inervadas por terminações nervosas simpáticas e parassim- ca íntima bem desenvolvida, mas a média é muito fina, com páticas. poucas camadas de células musculares lisas e abundante tecido conjuntivo. Nas veias, a camada é mais Vênulas Pós-capilares e Capilares espessa e bem desenvolvida das túnicas; elas freqüente- pós-capilares e capilares participam das trocas mente contêm feixes longitudinais de músculo liso (Fig. entre sangue e os tecidos. As vênulas possuem um 11.8). Estas veias, particularmente as maiores, possuem metro de 0,2 a 1 mm. A túnica íntima destes vasos é com- válvulas no seu interior (Fig. 11.9). As válvulas consistem posta de endotélio e de uma camada subendotelial muito em dobras da túnica intima, em forma de meia-lua, que delgada. A camada média das vênulas muito pequenas projetam para interior da luz. Elas são compostas de te pode conter apenas células pericíticas contráteis. Estes cido conjuntivo rico em fibras elásticas e são revestidas em vasos são chamados de vênulas pós-capilares ou vênulas ambos os lados por endotélio. As válvulas são pericíticas. Normalmente diâmetro do lúmen das vênu- te numerosas em vasos dos membros inferiores. Estas las atinge 50 A maioria das vênulas, entretanto, é do truturas, juntamente com a contração do músculo tipo muscular, possuindo pelo menos algumas células lético que circunda as veias, direcionam 0 sangue venoso musculares lisas na sua parede (Figs. 11.1 e 11.9). Vênulas de volta para coração. pós-capilares apresentam várias características em comum com vasos capilares, como, por exemplo, participação em Coração processos inflamatórios e trocas de moléculas entre san- coração é um órgão mus gue e tecidos. As vênulas também podem influenciar 0 flu- te, enquanto bombeia XO de sangue nas através da produção e secre- ção de substâncias vasoativas Também é responsável 261 de 533 chamado fator natriuréti tituídas de três túnicas: a interna, ou endocardio; a Veias ou miocárdio; e a externa, ou pericárdio. A região central A maioria das veias são de pequeno ou médio diâmetro fibrosa do coração, chamada impropriamente de esquele- (Figs. 11.10e 11.17), cujo valor varia de 1a9 mm. A íntima to fibroso, serve de ponto de apoio para as válvulas, além possui normalmente uma camada subendotelial fina que de ser também 0 local de origem e inserção das células pode estar muitas vezes ausente. A média consiste em musculares cardíacas.