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Paredes Abdominais

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cruzando o músculo quadrado lombar e passando entre os músculos transverso e obliquo interno do abdome, supridos por eles. Os nervos terminam com ramos motores (músculo reto abdominal) e emitem, ainda, ramos sensitivos, próximo à linha mediana.
- O nervo genitofemoral (L1,L2) projeta-se sobre a face anterior do músculo psoas maior, onde se bifurca nos ramos genital e femoral, na direção inferior. O ramo genital continua-se pelo anel inguinal superficial (canal inguinal) para o músculo cremaster e o escroto. O ramo femoral, sensitivo, projeta-se pela lacuna dos vasos até a coxa.
- A inervação motora dos músculos laterais e anteriores do abdome é suprida pelos nervos intercostais e pelos nervos do plexo lombar. Os músculos posteriores do abdome são, em sua maior parte, inervados pelos ramos musculares curtos (L1-L3) do plexo lombar.
- A inervação sensitiva da parede do abdome ocorre por meio dos ramos subcutâneos laterais e anteriores dos nervos intercostais e subcostal.
- Ramos do nervo ílio-hipogástrico suprem a pele, a partir da espinha ilíaca antero-superior e a porção lateral do ligamento inguinal até a linha mediana. A área de suprimento do nervo ilioinguinal continua-se caudal e medialmente.
Anatomia topográfica da parede do abdome
- A parede externa do abdome é dividida em 9 regiões, limitadas por duas linhas horizontais (a linha superior atravessa a extremidade inferior do arco costal e a linha inferior conecta as espinhas ilíacas antero-superiores) e duas linhas verticais (seguem as margens laterais do músculo reto abdominal): hipocôndrio direito, epigástrio, hipocôndrio esquerdo, flanco direito, mesogástrio, flanco esquerdo, inguinal direita, hipogástrio e inguinal esquerda.
- Há também uma divisão simplificada na qual o umbigo é utilizado como ponto de intersecção de duas linhas que dividem a parede do abdome em quatro quadrantes: quadrante superior direito, quadrante superior esquerdo, quadrante inferior direito e quadrante inferior esquerdo.
Obs:. A pele sobre o ligamento inguinal não possui tecido adiposo subcutâneo, logo, dependendo do estado nutricional, forma-se um sulco inguinal.
Desenvolvimento da parede do abdome e do canal inguinal
- Os músculos do abdome formam-se a partir da porção ventral dos hipômeros dos miótomos e são supridos pelo ramo anterior do respectivo nervo espinal. 
- Forma-se lateral e dorsalmente na cavidade abdominal, em um primeiro momento, uma massa “pré-muscular” não segmentada. Essa massa dá origem aos blastemas do músculo reto abdominal e dos três músculos laterais da parede abdominal.
- O canal inguinal é uma lacuna na parede muscular do abdome e tem sua origem na descida dos testículos e dos ovários durante o período fetal. 
- Tanto a gônada masculina quanto a feminina formam-se na região retroperitoneal na altura da primeira vértebra lombar. A partir da 9ª semana de gestação os primórdios dos testículos e dos ovários se deslocam para baixo, ao longo de uma estrutura-guia de tecido conjuntivo, o gubernáculo, até a pelve menor.
- Embora a gônada feminina termine sua descida na pelve, o gubernáculo, que se transforma no ligamento redondo do útero, estende-se através do canal inguinal e da parede do abdome para os lábios maiores do pudendo.
- No feto masculino, o gubernáculo estende-se pelo canal inguinal até o escroto. Durante a sua descida o testículo mantém contato permanente com o peritônio parietal. Essa camada do peritônio invade o canal inguinal, como processo vaginal do peritônio, e forma, em ambos os lados, pequenos prolongamentos da cavidade abdominal que se estendem até o escroto. Os testículos permanecem na pelve até o 7º mês do período fetal. Em seguida, completam suas descidas, ao longo do processo vaginal, até alcançar o escroto, nas proximidades do nascimento. Na época do nascimento, o processo vaginal oblitera-se.
- O processo vaginal do peritônio é acompanhado pelas camadas mais externas da parede do abdome e forma, em conjunto, as túnicas do testículo. Após interrupção da conexão entre o peritônio e a túnica vaginal do testículo, somente as camadas externas da parede do abdome envolvem as vias vasculonervosas e o ducto deferente, que se estendem para o escroto, formando, dessa maneira, o funículo espermático.
Livro Gerrard
Diana Marques Moreira