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Paratireoide

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Morfofuncional II – Histologia
Paratireoides
São quatro pequenas glândulas, medindo 3x6 mm, com peso total de cerca de 0,4 g. Localiza-se mais comumente na face posterior da tireoide, nos polos superiores e inferiores da glândula, geralmente na capsula que reveste os lobos da tireoide, embora algumas vezes se situem no interior da glândula. Podem ser também encontradas no mediastino, próximo ao timo, pois ambos se originam de esboços embrionários muito próximos.
Cada paratireoide é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo. Dessa cápsula partem trabéculas para o interior da glândula, que são contínuas com as fibras reticulares que sustentam os grupos de células secretoras.
Células da paratireoide
O parênquima da paratireoide é formado por células epiteliais dispostas em cordões separados por capilares sanguíneos. Há dois tipos de células na paratireoide: as principais e as oxífilas. As células principais são menores e predominantes, de forma poligonal, tem núcleo vesiculoso e citoplasma fracamente acidófilo; estas células são secretoras do paratormônio. Seu citoplasma possui muitos grânulos de secreção, cujo número varia muito de uma célula para outra. Eles se distribuem por todo o citoplasma, porém algumas vezes são mais numerosos na parte da célula voltada para um capilar sanguíneo.
Na espécie humana as células oxífilas aparecem por volta dos sete anos de idade e a partir daí aumentam progressivamente de número. São poligonais, porém maiores do que as principais, e seu citoplasma contém muitos grânulos acidófilos que correspondem a mitocôndrias com numerosas cristas. A função destas células é desconhecida.
Ação do paratormônio e sua interação com a calcitonina
O paratormônio se liga a receptores em osteoblastos. Este é um sinal para estas células produzirem um fator estimulante de osteoclastos que aumentam o número e a atividade dessas células, promovendo assim a reabsorção de matriz óssea calcificada e a liberação de cálcio no sangue. Por outro lado, o aumento da concentração de cálcio suprime a produção de hormônio da paratireoide. A calcitonina produzida na glândula tireoide também influencia os osteoclastos, inibindo tanto sua ação de reabsorção de osso como a liberação de cálcio, diminuindo a concentração deste íon no plasma e estimulando a osteogênese, tendo, portanto, ação oposta à do paratormônio. 
Além de aumentar a concentração de cálcio plasmático, o paratormônio reduz a concentração de fosfato no sangue ao atuar sobre as células dos túbulos renais, diminuindo a reabsorção de fosfato e aumentando sua excreção na urina. O paratormônio aumenta indiretamente a absorção de cálcio no trato digestivo, estimulando a síntese de vitamina D.
Alterações da secreção de paratormônio
- Hiperparatireoidismo: ocorre a redução da concentração de fosfato no sangue e o aumento da concentração de cálcio. Esta condição frequentemente produz depósitos patológicos de cálcio em vários órgãos, como rins e artérias. A doença óssea característica, cujo número de osteoclastos aumenta e formam-se múltiplas cavidades ósseas, é conhecida como osteíte fibrosa sística. Ossos de pacientes com esta doença são mais frágeis e mais propensos a sofrerem fraturas.
- Hipoparatireoidismo: ocorre aumento da concentração de fosfato no sangue e redução da concentração de cálcio. Os ossos ficam mais densos e mineralizados. A menor concentração de cálcio no sangue causa contrações espasmódicas dos músculos esqueléticos e convulsões generalizadas, pois, devido à falta de cálcio no sangue, o sistema nervoso torna-se mais excitado, levando à tetania. Pacientes com este tipo de alteração são tratados com sais de cálcio e vitamina D.