A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
103 pág.
Engenharia Economica

Pré-visualização | Página 10 de 22

OLIVEIRA, J. A. N. Engenharia Econômica: uma abordagem às decisões de investimentos. Mc Graw-Hill 
 
 
60
c) Qual a TIR do investimento após os impostos se o equipamento operar em condições que 
lhe permita taxa máxima de depreciação de 40%. Avalie a variação da rentabilidade 
devido à alteração da taxa máxima de depreciação. 
 
SOLUÇÃO 
a) TIR antes do Imposto de Renda: 
 
 
 
 
b) Análise após o imposto de renda (T = 15%): 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
 
c) Análise após o imposto de renda (T = ): 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61
Propostas que envolvem lucro tributável negativo 
Determinadas alternativas de investimentos podem apresentar o lucro tributável 
negativo. Isto pode ocorrer também devido a quota de depreciação ser maior que o valor do 
fluxo antes do imposto de renda. 
Se a alternativa citada faz parte de uma empresa que apresenta lucro, o lucro tributável 
negativo da alternativa de investimento pode ser considerada como um abatimento no lucro 
tributável da empresa como um todo, reduzindo o imposto de renda a pagar. Esta redução do 
imposto de renda deve ser encarada como uma vantagem fiscal, e deve ser somada ao fluxo 
após o imposto de renda. 
Mesmo quando se analisa projetos independentes de empresas, o fato de aparecer 
lucro tributável negativo não significa que o governo pagará imposto de renda para a empresa 
pelo fato desta estar dando prejuízo, mas sim que o prejuízo acumulado será compensado de 
lucros futuros posteriormente, por meio de mecanismos fiscais, proporcionando economias 
futuras de imposto de renda. 
 
EXEMPLO 
Pretende-se adquirir, em uma indústria, um guindaste de 8 toneladas. O custo de 
aquisição é de $500.000,00, e permitirá reduzir despesas de $ 100.000,00. Espera-se que a 
vida econômica do equipamento atinja 10 anos, após a qual não terá valor de mercado. 
Considerando uma TMA de 16% ao ano e a taxa de imposto de renda de 35%, analise 
a viabilidade da aquisição. 
SOLUÇÃO 
 
 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
 
 
 
 
62
Caso de Propostas que somente apresentam custos 
Quando não há meios de quantificar monetariamente as receitas (ou as reduções de 
custos) proporcionadas por um investimento que é necessário à empresa, a decisão se fará 
através da análise de menor custo. 
Mesmo nestes casos o imposto de renda deverá ser considerado, pois no caso da 
aceitação do projeto, as despesas da empresa se elevarão, diminuindo o lucro tributável e, 
consequentemente o imposto de renda da empresa como um todo. 
As despesas adicionais se dão tanto pela própria despesa anual de operações e 
manutenção, como pela despesa de depreciação do ativo imobilizado. 
Dessa forma a diminuição do imposto de renda causada pelo aumento das despesas 
deve ser considerado como fluxo positivo do projeto. 
 
EXEMPLO 
 Dois sistemas de ar condicionado estão sendo estudados para instalação nos escritórios 
de certa empresa. São os seguintes os parâmetros estimados para cada uma das alternativas: 
Discriminação Sistema A Sistema B 
Investimento inicial $ 15.000 $ 12.000 
Custos anuais de operação e 
manutenção 
$ 2.000 $ 3.000 
Valor residual nulo Nulo 
Vida econômica 5 anos 5anos 
 
 A administração da empresa definiu que, caso os custos anuais não superem $ 5.000, o 
sistema mais econômico deverá ser instalado. Caso contrário, este investimento deverá ser 
adiado para uma época mais oportuna. 
 Sendo a taxa mínima de atratividade da empresa, após os impostos, de 7 % ao ano, 
qual decisão deve ser tomada? 
 Considerar que a taxa de depreciação dos sistemas de ar condicionado seja de 20% e a 
empresa se encontre na faixa de 35% para efeitos de imposto de renda. 
 
SOLUÇÃO 
 
Sistema A: 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
 
 
63
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema B: 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
Considerações adicionais 
Uma fórmula geral para o cálculo do valor presente, considerando o efeito do imposto 
de renda e a depreciação, pode ser extraída da seguinte demonstração: 
Sendo: 
DEPj – Despesa da depreciação no período j 
Cj – Fluxo de caixa, no período j, antes do IR 
C’j – Fluxo de caixa, no período j, após o IR 
τ - Alíquota do imposto de renda 
A fórmula geral do valor presente, após o imposto de renda será dada por: 
 
 
( ) ( ) ( ) jn
j
j
j iDEPi −
==
− ++−⎥⎦
⎤⎢⎣
⎡ ++= ∑∑ 111C C- VPL
1
n
1j
j0 ττ
 
 
64
Onde o terceiro termo do lado direito da equação representa o valor presente da 
economia proporcionada pela dedução da depreciação do lucro antes do imposto de renda. 
 
CUIDADO: A depreciação já foi considerada no fluxo de caixa? 
Um ponto a ser destacado é se a depreciação já foi ou não computada no fluxo de 
caixa antes do imposto de renda. 
Na forma corriqueira da engenharia econômica, os fluxos de caixa são elaborados com 
os recebimentos e desembolsos nos quais ainda não foi computada a depreciação. Assim, na 
análise de investimentos, deve-se proceder conforme orientado até o momento, ou seja, 
considerar a depreciação apenas como um elemento dedutível para efeitos do cálculo do 
imposto de renda. 
Entretanto, na análise de projetos industriais, é comum que o fluxo de caixa seja 
proveniente de uma projeção das demonstrações de resultados. Nesse caso, o lucro líquido já 
considera a depreciação como despesa e o imposto de renda é calculado já com a dedução da 
depreciação. Mas, como a depreciação é uma despesa sem desembolso, e o fluxo de caixa 
deve refletir a movimentação financeira, deve-se somar a depreciação ao lucro líquido após o 
imposto de renda. 
 
 
Problemas 
PROBLEMA 1 
 Visando avaliar a melhor alternativa entre adquirir ou fazer o leasing de equipamentos, 
a UDT (divisão de transportes da USIMINAS) solicitou um estudo à UDE (divisão de 
engenharia industrial) no sentido de tomar a decisão mais viável para a empresa. 
 Entre estes equipamentos está o guindaste telescópico de 13 ton. Para o qual foram 
coletados os seguintes dados: 
• Custo de aquisição: $ 850.000,00 
• Valor de mercado após 5 anos $ 170.000,00 
• Horizonte de planejamento 5 anos 
• Custos mensais de operação e manutenção: $ 9.092 
• Taxa mínima de atratividade da USIMINAS: 18% ao ano 
• Valor do aluguel: $ 218,00 por hora 
 
O valor do aluguel já inclui os custos de operação e manutenção. 
A média mensal de horas a serem trabalhadas pelo guindaste é de 102 horas, entretanto, 
de acordo com a pesquisa efetuada junto às empresas de leasing, existe uma franquia de 200 
horas mensais. 
Pergunta-se: 
a. Qual o melhor, alugar ou comprar? 
b. Faça suas considerações sobre um ponto de equilíbrio entre a compra e o aluguel. 
 
 
 
 
 
 
 
ANOS Fluxo antes do 
IR 
Depreciação 
anual 
Valor 
Contábil 
Lucro 
Tributável
IR Fluxo depois 
do IR 
0 
1 
2 
3 
4 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66
PROBLEMA 2 
 Estuda-se a