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uma "mordida" dada no sólido, para mostrar um detalhe 
pequeno que não justificaria a escolha de outro tipo de corte. 
OPERAÇÃO DE CORTE REPRESENTAÇÃO EM VISTA ÚNICA 
COM CORTE PARCIAL 
No exemplo, a única forma de cotar o detalhe é através de um 
corte, uma vez que não se deve cotar arestas não visíveis; mas o 
sólido não justifica um outro tipo de corte, por sua simplicidade. 
Observação: O corte parcial e sempre limitado por uma 
linha de ruptura, irregular e em traço estreito. 
94 
HACHURAS 
As hachuras são representações convencionais dos materiais 
usados na produção ou construção de objetos; em geral, 
representadas apenas nos cortes. São definidas pela ABNT para 
diversos materiais, a seguir são mostrados alguns deles. 
GERAL / FERRO AÇO COBRE / BRONZE / 
LATÃO / DERIVADOS 
OUTROS METAIS VIDRO / CERÂMICAS / 
MÁRMORE / GRANITO EM CORTE 
ATERRO / SOLOS 
EM GERAL 
CONCRETO EM CORTE MADEIRA EM CORTE LÍQUIDOS 
Devem respeitar as seguintes recomendações gerais: 
> Sempre em traço estreito. 
> Desenhadas com os instrumentos de desenho (com exceções, 
como as de madeira e concreto, que são realizadas à mão livre). 
> Espaçamento e direção do ângulo de inclinação uniformes em 
um mesmo desenho ou objeto, com ângulo de 45° em relação às 
linhas de contorno principais do objeto. 
> No desenho do corte de peças adjacentes, pode-se alterar o 
valor do ângulo de modo a diferenciá-las (normalmente para 30°). 
> A linha da hachura deve ser interrompida para escrever texto 
ou cota no interior de peça hachurada. 
96 
UNIDADE X 
VISTAS ESPECIAIS 
U m a peça, devido a peculiaridade de sua forma, ao ser represen-
tada em projeção poderá requerer um modo diferente de apresentação 
que melhor a caracterize. 
VISTA AUXILIAR 
PROJEÇÃO DO SÓLIDO NO Iº DIEDRO 
VISTAS ORTOGRÁFICAS PRINCIPAIS 
Observe que com a projeção ortogonal, as vistas superior e lateral 
apresentam deformações que dificultam a interpretação dos detalhes 
da peça. 
Com um plano auxiliar de projeção paralelo ao detalhe, obtém-se a 
verdadeira grandeza da face oblíqua da peça em questão. 
PROJEÇÃO DO SÓLIDO NO Ia DIEDRO 
VISTAS ORTOGRÁFICAS PRINCIPAIS 
E VISTA AUXILIAR 
Os detalhes que não apresentam verdadeira grandeza podem ser 
suprimidos por não oferecerem nenhuma informação relevante para a 
compreensão da peça. Esta supressão é indicada através da inter-
rupção da vista com uma linha irregular em traço estreito. 
As vistas com detalhes suprimidos são denominadas como parciais. 
VISTAS DE PEÇAS SIMÉTRICAS 
As vistas de uma peça simétrica podem ser representadas ape-
nas em parte, desde que esta contenha todos os detalhes que 
possibilitam a perfeita interpretação do sólido. 
Podem ser representadas pela metade, quando a linha de simetria 
dividir a vista em duas partes idênticas, ou pela quarta parte, quando 
as linhas de simetria dividirem a vista em quatro partes iguais. 
A representação da simetria pode ser feita de duas formas: 
> As linhas de simetria da vista passam a receber dois traços 
curtos nas suas extremidades, perpendiculares a elas. 
> As linhas da peça (arestas) são traçadas um pouco além das 
linhas de simetria, indicando que continuam naquela direção. 
UNIDADE XI 
EXERCÍCIOS 
1) Executar em esboço as vistas ortográficas principais das peças 
dadas em perspectiva, respeitando as proporções. 
105 
106 
17 18 
19 20 
21 22 
23 24 
107 
25 26 
27 
29 
28 
30 
31 32 
108 
33 34 
35 36 
37 38 
39 40 
109 
41 
43 
45 
42 
44 
46 
47 48 
110 
2) Executar as vistas ortográficas principais das peças dadas em 
perspectiva, utilizando o instrumental. 
112 
113 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 2 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 5 
COTAS EM mm 
ESCALA 2 / 1 
COTAS EM mm 
ESCALA 5 / 1 
COTAS EM Cm 
ESCALA 1 / 2 0 
COTAS EM ITI 
ESCALA 1 / 5 0 
3) Executar as vistas ortográficas principais das peças dadas e pers-
pectiva nas escalas indicadas . 
114 
4) Executar em esboço as vistas ortográficas principais das peças 
dadas em perspectiva, respeitando as proporções. 
10 
11 
13 
12 
14 
116 
7 8 
9 
5) Executar as vistas ortográficas principais das peças dadas em 
perspectiva, utilizando o instrumental. 
COTAS E M m m 
ESCALA 1 / 5 
COTAS EM mm 
ESCALA 2 / 1 
118 
10 COTAS EM mm 
ESCALA 5 / 1 
R40 
COTAS EM Cm 
ESCALA 1 / 2 5 
119 
16 COTAS EM mm ESCALA 2 / 1 
120 
6) Analise as vistas ortográficas dadas e complete com as arestas e 
elementos que faltam. 
121 
122 
7) Analise as vistas ortográficas dadas e desenhe em esboço as pers-
pectivas isométricas correspondentes, respeitando as proporções. 
125 
126 
127 
128 
8) Represente as peças ciadas com as vistas e cortes que julgar 
necessários. 
0 maior 30 
0 menor 20 
furo 010 
040 
024 
020 
130 
COTAS EM mm 
ESCALA 2 / 1 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 5 
COTAS EM Cm 
ESCALA 1 / 1 0 
prof. 5 
132 
010 
prof. 3 
0 maior 15 
0 menor 10 
rebaixo 5 
0 maior 15 
0 menor 8 
prof. 5 
10 
133 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 2 
4x016 
4xR5 
12 COTAS EM Cm ESCALA 1 / 1 2 , 5 
134 
135 
9) Represente as peças dadas com as vistas que julgar necessárias. 
R10 
COTAS EM mm 
ESCALA 2 / 1 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 5 
136 
1 
R7.5 
COTAS EM mm 
ESCALA 2/ 1 
COTAS EM mm 
ESCALA 1 / 2 . 5 
060 
138 
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS 
• Normas técnicas 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-8196: 
Desenho técnico - Emprego de escalas. Rio de Janeiro, 1999. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-8402: 
Execução de caracter pra escrita em desenho técnico. Rio 
de Janeiro, 1994. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-8403: 
Aplicação de linhas em desenhos - Tipos de linhas - Larguras 
das linhas. Rio de Janeiro, 1984. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-10068: 
Folha de desenho - Leiaute e dimensões. Rio de Janeiro, 1987. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-10126: 
Cotagem em desenho técnico. Rio de Janeiro, 1987. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-10582: 
Apresentação da folha para desenho técnico. Rio de Janeiro, 1988. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-10647: 
Desenho Técnico. Rio de Janeiro, 1989. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-12298: 
Representação de área de corte por meio de hachuras em 
desenho técnico. Rio de Janeiro, 1995. 
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-13142: 
Desenho técnico - Dobramento de cópia. Rio de Janeiro, 1999. 
141 
• Links 
- http://www.abnt.org.br - Associação Brasileira de Normas Técnicas 
- http://www.crearj.com.br - Conselho Regional de Engenharia, Ar-
quitetura e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro 
- http://www.creasp.br - Conselho Regional de Engenharia, Arqui-
tetura e Agronomia do Estado de São Paulo 
• Contato 
- Maria Teresa Miceli - miceli@cefet-rj.br 
- Patrícia Ferreira Santos - patricia@cefet-rj.br 
142