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historia da musica ocidenteal

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... Meu querido filho, anda, vem comigo; belos jogos jogarei contigo.
M+SICA SACRA -- O espírito laico, individualista que se generalizou no século xviii teve por efeito aproximar a música sacra do estilo da música profana, e em particular da do teatro. Alguns raros compositores dos países católicos prolongaram condignamente a tradição antiga de Palestrina ou o estilo policoral de Benevoli; entre estes, podemos mencionar o mesmo espanhol Francisco Valls (1665-1747), de Barcelona, e o romano Giuseppe Ottavio Pitoni (1657-1743). Mas a tendÊncia dominante consistiu em transferir para a igreja e as formas da ópera, com acompanhamento orquestral, árias da capo, e recitativos acompanhados. A lista dos principais compositores sacros italianos é quase idÊntica a dos principais compositores de ópera do mesmo período. Mais ainda do que a missa e o motete, a oratória italiana praticamente deixou de se distinguir da ópera. Ao mesmo tempo, alguns compositores, em particular no Norte de Itália e no Sul da Alemanha e da -ustria, chegaram a um compromisso entre elementos conservadores e modernos, e este estilo misto -- influenciado também pelas formas sinfónicas instrumentais do período clássico -- esteve na base das composições sacras de Haydn e Mozart.
A música sacra luterana sofreu um declínio rápido e acentuado após a morte de J.S. Bach. As principais realizações dos compositores da Alemanha setentrional situaram-se no domínio semi-sacro, semi-profano da oratória. As oratórias escritas a partir de 1750 traduzem uma certa reacção contra os excessos do estilo operático. As melhores deste peródo foram as de C.P.E. Bach. Der Tod Jesu (A Morte de Jesus), de Karl Heinrich Graun, estreada em Berlim em 1755, conservou uma grande popularidade na Alemanha até ao fim do século xix.
Em Inglaterra, a influÊncia dominadora de Haendel parece ter desencorajado outras manifestações de originalidade, e o nível geralmente baixo da música sacra só encontra excepção nas obras de um pequeno número de compositores como Maurice Greene (1695-1775) e Samuel Wesley (1766-1837). Wesley, diga-se de passagem, foi um dos primeiros músicos do seu tempo a reconhecer a grandeza de J.S. Bach, e contribuiu bastante para estimular a execução da música de órgão de Bach em Inglaterra. A segunda metade do século xviii não foi, de modo algum, um período de estagnação musical em Inglaterra; realizavam-se muitíssimos concertos, e os músicos estrangeiros encontravam no país um público capaz de os apreciar inteligentemente -- foi o caso de Haydn, que escreveu várias das suas sinfonias mais importantes para o público londrino.
Bibliografia
ColectGneas de música
Música de tecla
A. Longo organizou uma edição completa das sonatas de Domenico Scarlatti (Nova Iorque; G. Ricordi, 1947-51), em 10 vols e suplementos. Uma selecção representativa numa edição de qualidade superior, org. por Ralph Kirkpatrick, foi publ. por G. Schirmer, Nova Iorque, 2 vols; Complete Keyboard Works, ed. facsimilada ed. R. Kirkpatrick, 18 vols. (Nova Iorque: Johnson Reprint, 1972). Para um catálogo temático completo, com incipits e concordGncias, veja-se a tradução alemã revista do Domenico Scarlatti de Kirkpatrick (Munique: Heinrich Ellermann, 1972), vol. 2.
Uma valiosa selecção de composições setecentistas e oitocentistas de Alberti, Platti et al. é Thirteen Keyboard Sonatas, ed. com comentários críticos de W.S. Newman (Chapel Hill: University of North Carolina press, 1947).
As obras completas para instrumento de tecla solista de C.P.E. Bach foram editadas em facs. por D. Berg, 6 vols. (Nova Iorque, Garland, 1985); catálogo temático, ed. A. Wotquenne (Leipzig e Nova Iorque: Breitkopf & Hãrtel, 1905; reed. Wiesbaden, 1964); novo catálogo de E. Helm em preparação. Veja-se também Karl Geiringer, ed., Music of the Bach Family (Cambridge: Harvard University Press, 1955).
Uma selecção das obras de Schobert está publicada in DdT, Vol. 39.
Música sinfónica e de cÂmara
Uma vasta colectGnea de 549 sinfonias, em partituras completas, de 244 compositores diferentes, foi publicada sob a direcção de Barry S. Brook, The Symphony: 1720-1840 (Nova Iorque e Londres: Garland, 1986). Esta colectGnea compõe-se de 60 volumes em seis séries, A-F, cada qual correspondente a sua região geográfica, mais um volume de referÊncia: Contents of the Set and Collected Thematic Indexes.
Encontrar-se-ão mais sinfonias dos compositores de Mannheim in DTB, vols. 3/1, 7/2 e 8/2; há uma reimpressão da música em dois volumes, intitulada Mannheim Symphonists, ed. H. Riemann (Nova Iorque: Broude Bros., 1956). Música de cÂmara de Mannheim in DTB, vols. 15 e 16. Sinfonias de compositores vienenses in DTOe, vols. 31 e 39 (Anos 15/2 e 19/2); sinfonias da Alemanha do Norte, DdT, vols. 51-52; sinfonias de C.P.E. Bach, Das Erbe deutscher Musik, Série I, vol. 18; música sinfónica e de cÂmara de Johann Christian Bach, ibid., vols. 3, 30. Obras instrumentais de Michael Haydn in DTOe, vol. 29 (Ano 14/2); de Dittersdorf, in DTOe, vol. 81 (Ano 43/2). The Symphonies of G.B. Sammartini, ed. B. Churgin (Cambridge: Harvard University Press, 1968-).
As obras completas de J.C. Bach foram editadas em facs. por E. Warburton et al., J.C. Bach: 1735-1782, 48 vols. (Nova Iorque: Garland, 1986-).
+pera, canção e música sacra
O Montezuma de Graun está publicado in DdT, vol. 15; o Fetonte de Jommelli in DdT, vols. 32/33; trechos escolhidos das óperas de Troetta in DTB; vols. 14/1 e 17; o Arminio de Hasse in Das Erbe deutscher Musik, Série I, vols. 27/28.
As principais óperas de Gluck, começando pelo Orfeo, foram publicadas numa edição sumptuosa org. por J. Pelletan et al., Leipzig, 1873-96 (7 vols.); uma nova edição das obras completas, ed. R. Gerber (Kassel: Bãrenreiter, 1951-). Veja-se também DTB, vol. 14/2; e DTOe, vols. 44a, 60, 82 (Anos 21/2, 30/2, 44); catálogo temático de A. Wotquenne (Leipzig e Nova Iorque: Breitkopf & Hãrtel, 1904; reed. Hildesheim 1967).
+peras cómicas italianas publicadas in CDMl, vols. 13 (Galuppi) e 20 (Paisiello); e in CMI, Vol. 7 (Piccini). Para as obras de Pergolesi, veja-se a bibl. do Cap. 10, rubrica "Música Sacra e Oratória".
Uma edição completa das obras de Grétry, em 49 vols, foi publicada pelo governo belga (Leipzig, Breitkopf & Hãrtel, 1884-1936; reed. Nova Iorque, 197-).
Para as ballad operas, veja-se W.H. Rubsamen, ed., The Ballad Opera (facs. de textos e música), 28 vols. (Nova Iorque: Garland, 1974).
Os Singspiels alemães estão disponíveis nas seguintes edições modernas: Vienenses: Die Bergknappen (Os Mineiros), de Ignaz Umlauf (1746-96), in DTOe, vol. 36 (Ano 18/1); Der Dorfbarbier (O Barbeiro da Aldeia), de Johann Schenk (1753-1836), in DTOe, vol. 48 (Ano 24). Vejam-se também as canções in DTOe, vol. 64 (Ano 33/1). Da Alemanha do Norte: Der Jahrmarkt (A Feira), de Georg Benda (1722-95), DdT, vol. 64. Encontrar-se-ão facsímiles de óperas alemãs e austríacas in German Oper, 1770-1800, ed. T. Baumann (Nova Iorque: Garland, 1985-86). Entre outros compositores, estão representados Benda, Reichardt, Zumsteeg, Sussmayr, e Salieri.
A segunda parte do Vol. 1 da obra de Max Friedlãnder Das deutsche Lied im 18. Jahrhundert (Estugarda: J.G. Cotta, 1902) contém 236 canções, na sua maioria extraídas de colectGneas do século xviii. Veja-se também DTOe, vols. 54 e 79 (Anos 37/2 e 42/2); e DdT, vols. 35/36 (Sperontes) e 57.
Música sacra vienense do final do século xviii publicada in DTOe, vols. 62 e 83 (Anos 31/1 e 45). A oratória de Hasse Lar Conversione di S. Agostino está em DdT, vol. 20; a Passione di Gesu Cristo, de Jommelli, em CDMI, vol. 15.
Leitura aprofundada
Importantes fontes de informação acerca da vida musical do século xviii são a General History of Music, de Charles Burney (1776), ed. org. por Frank Mercer (Londres: G.T. Foulis, 1935; reed. Nova Iorque: Dover, 1957), e os seus dois livros de viagens: The Present State of Music in France and Italy (Londres: 1771) e The Present State of Music in Germany,