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historia da musica ocidenteal

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ajustamentos no contraponto. Quase todo o restante material musical destes andamentos é também extraído do motete. No Kyrie a ordem dos motivos segue a do motete. O texto mais longo do Gloria obrigou Arcadelt a introduzir material novo, por exemplo, em Laudamus te (comp. 13), e a alterar a ordem dos motivos. Assim, o tema de Mouton para et elevamini (comp. 74) surge na missa em Domine Deus (comp. 32), precedendo, portanto, o tema de Jacet in praesepio (Mouton, comp. 53), que aparece no compasso 40 da missa. A música do refrão Noe, noe merece especial destaque no início do Kyrie seguinte, mas é omitida no Gloria. De acordo com as convenções das missas de imitação, os compassos finais do motete são transferidos para os compassos finais do Kyrie (comp. 22-25).
Bibliografia
Colectâneas de música
Compositores individuais
Entre as edições modernas de música dos compositores mencionados neste capítulo contam-se as seguintes: Isaac: Opera Omnia, Edward R. Lerner (ed.), CMM, 65, 7 vols. (1974-1984); v. também Choralis Constantinus, livros i e ii, DTOe, vols. 10 e 32, e livro iii, ed. Louise Cuylere, Ann Arbor, University of Michigan Press, 1950, Five Polyphonic Masses, ed. L. Cuyler, Ann Arbor, University of Michigan Press, 1956, Messen, ed. M. Staehelin, Musikalische DenkmSler 7-8, Mainz, B. Schott, 1971-1973; Josquin des Prez: Werken, Albert Smijers (ed.), 13 vols., Amsterdão, Vereniging voor nederlanse muziekgeschiedenis, 1921-1969; La Rue: Liber missarum P. de la Rue, ed. A. Tirabassi, Malines, Maison Dessain, 1941; Mouton: A. C. Minor (ed.), CMM, 43; Obrecht: Werken, ed. J. Wolf, 8 vols., Amsterdão, G. Alsbach e Leipzig, Breitkopf & HSrtel, 1912-1921, reed. 1968; Opera omnia, ed. Marcus van Crevel, 5 vols., Amsterdão, G. Alsbach, 1953-; New Obrecht Edition, Chris Maas (ed.), Amsterdão, Vereniging voor nederlanse musiekgeschiedenis, 1983-; Ockeghem: Collected Works, ed. Dragan Flamenac, 2.a ed., Nova Iorque, American Musicological Society, 1959.
Manuscritos e primeiras publicações musicais
Howard M. Brown, A Florentine Chansonnier from the Time of Lorenzo the Magnificent, 2 vols., MRM, 7, Chicago, University of Chicago Press, 1983; The Musical Manuscript Montecassino 871, ed. Isabel Pope e Masakata Kanazawa, Oxford, Clarendon, 1978; The Medici Codex of 1518, ed. Edward E. Lowinsky, MRM, 3, Chicago, University of Chicago Press, 1968; The Chanson Albums of Marguerite of Austria, ed. Martin Picker, Berkeley, University of California Press, 1965; The Mellon Chansonnier, ed. Leeman Perkins e Howard Garey, 2 vols., New Haven, Yale University Press, 1979, edição completa com fac-símiles; Ottaviano Petrucci, Harmonice Musices Odhecaton A, Veneza, Petrucci, 1504, reed. Nova Iorque, Broude Brother, 1973, ed. organizada por Helen Hewitt, com textos literários revistos por Isabel Pope, Cambridge, MA, Medieval Academy of America, 1946; Petrucci, Canti B numero cinquanta, Veneza, Petrucci, 1502, reed. Nova Iorque, Broude Brothers, 1975, ed. organizada por Helen Hewitt, MRM, 2, Chicago, Unversity of Chicago Press, 1967; Petrucci, Canti C numero cinquanta, Veneza, Petrucci, 1504, reed. Nova Iorque, Broude Brothers, 1978; para uma lista completa e descritiva das publicações de Petrucci, v. Claudio Sartori, Bibliografia delle opere musicali stampate da Ottaviano Petrucci, Biblioteca di Bibliografia Italiana, 18, Florença, L. Olschki, 1948.
Canti carnascialeschi
Federico Ghisi, I canti carnascialeschi nelle fonti musicali del xv e xvi secolo, Florença, L. Olschki, 1937.
Leitura aprofundada
Generalidades
Excelente panorâmica deste período e do seguinte é a obra de Friedrich Blume, Renaissance and Baroque Music, Nova Iorque, W. W. Norton, 1967, Brown, Music in the Renaissance, Englewood Cliffs, NJ, Prentice-Hall, 1976, e Bukofzer, Studies in Medieval and Renaisance Music, Nova Iorque, Norton, 1950, caps. 5-7.
Temas particulares
Sobre a prática da composição: Bonnie J. Blackburn, "On compositional process in the fifteenth century", JAMS, 40, 1987, 210-284.
Sobre o humanismo: v. D. P. Walker, "Musical humanism in the 16th and early centuries", in The Music Review, 2, 1941, 1-3, 111-121, 220-227, 288-308, 3, 1942, 55-71, e GLHWM, 4, e Claude V. Palisca, Humanism in Italian Renaissance Musical Thought, New Haven, Yale University Press, 1985.
Sobre o mecenato, diversos estudos analisam a actividade musical no contexto da cultura e da sociedade renascentistas e a relação entre o mecenato e a produção musical em determinados centros geográficos: Reinhard Strohm, Music in the Late Medieval Bruges, Oxford, Clarendon Press, 1985: um vivo retrato da vida musical numa comunidade flamenga do século xv, documentando de forma particularmente convincente o papel das igrejas e confrarias como protectoras da música; William Prizer, "Music and ceremonial in the low countries: Philip the fair and the order of the golden fleece", EMH, 5, 1985, 113-134; Lewis Lockwood, Music in Renaisasnce Ferrara, 1400-1505: the Creation of a Musicial Center in the Italian Renaissance, Cambridge, MA, Harvard University Press, 1987; Allan Atlas, Music at the Aragonese Court of Naples, Cambridge, Cambridge University Press, 1985; Iain Fenlon, Music Patronage in Sixteenth-Century Mantua, 2 vols., Cambridge, Cambridge University Press, 1980 e 1984; Albert Seay, "The fifteenth-century cappella at Santa Maria del Fiore in Florence", JAMS, 11, 1958, 45-55, e Frank D'Accone, "The singers of San Giovanni in Florence during the 15th century", JAMS, 14, 1961, 307-358, e GLHWM, 3, "Some neglected composers in the Florentine chapels, c. 1475-1525", in Viator, 1, 1970, 363-388, e "The musical chapels at the Florentine cathedral and baptistry during the first half of the sixteenth century", JAMS, 24, 1974, 1-50; Nino Pirrotta, "Music and cultural tendencies in 15th century Italy", JAMS, 19, 1966, 127-161, e GLHWM, 4, e Carl Anthon, "Some aspects of the status of musicians during the sixteenth century", MD, 1, 1946, 111-123 e 222-234, e GLHWM, 3; Denis Arnold, "Music at a Venetian confraternity in the Renaissance", AM, 38, 1965, 62-67, e Jonathan Glixon, "Music at the Venetian scuole grandi, 1440-1540", in Iain Fenlon (ed.), Music in Medieval and Early Modern Europe: Patronage, Sources, and Texts, Cambridge, Cambridge University Press, 1981; Frank Ll. Harrison, Music in Medieval Britain, Londres, Routledge and Keagan Paul, 1958, abarca o período que vai do século xi até à Reforma e estuda o estilo musical e as instituições sob cujo patrocínio a música era composta e interpretada; David Price, Patrons and Musicians of the English Renaissance, Cambridge, Cambridge University Press, 1981.
Sobre a imprensa musical e o uso de partituras: Gustave Reese, "The first printed collection of part music (the odhecaton)", MQ, 20, 1934, 39-76; Charles Hamm, "Interrelationships between manuscript and printed sources of polyphonic music in the early sixteenth century -- an overwiew", in Quellenstudien zur Musik der Renaissance II: Datierung and Filiation von Musikhandschrisften der Josquin-Zeit, Wolfenb_tteler Forschungen 26, Wiesbaden, Harrassowitz, 1983, e outros artigos deste volume; H. M. Brown, Instrumental Music Printed before 1600, Cambridge, MA, Harvard University Press, 1965; Richard Agee, "The Venetian privilege and music-printing in the sixteenth-century", EMH, 3, 1983, 1-42. Faz-se referÊncia aos primeiros impressores de música em França in Daniel Heartz, Pierre Attaignant, Royal Printer of Music, Berkeley, University of California Press, 1968. São apresentados indícios da utilização de partituras pelos compositores do século xvi in Edward Lowinsky, "Early scores in manuscript", JAMS, 13, 1960, 126-173.
Sobre a técnica da imitação ou "paródia": Lewis Lockwood, "On 'parody' as a term and concept", in Jan La Rue (ed.), Aspects of Medieval and Renaisance Music: a Birthday Offering to Gustave Reese, Nova Iorque, W. W. Norton, 1966, 560-575, e GLHWM, 4; H. M. Brown, "Emulation, competition and homage: