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Resumo Fisiologia Humana

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maioria ânions) não podem atravessar a 
membrana, 
o Carga negativa atrai os íons K+ aumentando sua concentração dentro da 
célula, mas estes se difundem para fora da célula (baixa concentração). 
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o Difusão K+ é resistida pela “tração” para dentro da carga das proteínas. 
o Carga negativa da proteína não está completamente neutralizada pelo K+ (diferença 
de potencial). 
o A difusão do K+ tende a deixar carga negativa da proteína; que se opõe à difusão 
de K+ para fora da célula. 
o O potencial negativo, no interior da célula repele os íons Cl-, que ficam 
concentrados no exterior. 
o O íons K+ e Cl- difundem ao longo de qualquer gradiente tentando extingui-lo para 
manter o potencial entre -70 e -90mV. 
 
 GUYTON; HALL, 2002. 
 
POTENCIAL DE DIFUSÃO 
 
 Diferença de potencial quando um íon difunde-se a favor de seu gradiente de 
concentração. 
 Somente quando membrana permeável ao determinado íon. 
 Íons K+: 
o Gradiente de concentração de dentro para fora 
o Eletropositividade para o exterior (eletropositividade) 
o Déficit de cátions no interior (eletronegatividade) e ânions que não se 
difundiram para fora 
o Potencial aumenta e bloqueia qualquer difusão de potássio 
o Cerca de -94mV. 
 
 Íons Na+: 
o Gradiente de concentração de fora para dentro 
o Transporte de cargas positivas para dentro (eletropositividade) 
o Negatividade no exterior 
o Aumento do potencial de membrana bloqueando a difusão de íons sódio para o 
interior 
o Cerca de + 61 mV 
 
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O potencial de repouso da membrana, portanto é determinado por três fatores: 
A. contribuição do potencial de difusão do potássio: -94mV. 
B. contribuição da difusão de sódio: +61mV. 
C. Contribuição da bomba Na+-K+: -4mV. 
 
GUYTON; HALL, 2002. 
POTENCIAL DE AÇÃO 
É necessário compreender o significado de dois termos: despolarização e repolarização: 
Despolarização é a perda e depois a reversão da polarização devido à abertura rápida dos 
canais de íons sódio. 
Repolarização é a recuperação do potencial de membrana de repouso devido à abertura 
mais lenta dos canais de íons potássio e ao fechamento dos canais de íons sódio. 
 Tecidos que geram sinais elétricos conhecidos como POTENCIAL DE AÇÃO: Nervoso e 
Muscular. 
 Nas células eletricamente excitáveis: 
o O Potencial de Membrana é resultado das composições iônicas diferentes entre os 
lados de dentro e fora da célula; 
o Seu valor é determinado pelas permeabilidades relativas dos diferentes íons; 
o A permeabilidade da membrana pode ser alterada pela variação do potencial. 
 O potencial de ação (PA) é uma variação rápida do potencial de membrana, 
seguida por retorno ao potencial de repouso da membrana. 
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POWERS; HOWLEY, 2002. 
Início do Potencial de Ação 
 Fibra nervosa refratária: não há geração de PA 
 Aumento potencial membrana (0mV): abertura canais Na+ voltagem dependentes. 
o rápido influxo de sódio para dentro da célula 
o maior aumento do potencial de membrana 
o abertura de mais canais e mais influxo de sódio 
o aumento do potencial de membrana 
 Início do fechamento dos canais de sódio, abertura dos canais de potássio e o potencial 
termina. 
 Necessária elevação de 15 a 30 mV (limiar) 
 
Etapas do PA 
 Repouso 
 potencial de repouso da membrana (-90mV) 
 Despolarização (entrada Na+) 
 Repolarização (sai potássio) 
 Pós-potencial hiperpolarizante (condutância maior K+) 
 
Canais de sódio e de potássio voltagem-dependentes 
 Ativação do canal de sódio: 
o entre -70mV e -50mV 
o abertura da comporta (estado ativado) 
 Inativação do canal de sódio: 
o aumento de voltagem (abre comporta ativação/ fecha comporta inativação) 
o potencial começa retornar potencial de repouso (repolarização) 
 
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 Canais de Potássio voltagem-dependentes: 
o Repouso: comporta fechada 
o Potencial de membrana aumenta (-90mV-0mV): difusão K+) 
o recuperação do potencial de repouso da membrana. 
 
PERÍODO REFRATÁRIO: 
 Período em que as células excitáveis incapazes de produzir PA. 
o Período refratário absoluto: fração maior dos seus canais de sódio está 
inativada pela voltagem 
o Período refratário relativo: célula capaz de gerar segundo PA (estímulo mais 
intenso que o normal). A condutância ao K+ fica aumentada. 
 
 
PLATÔ DE ALGUNS PA 
 Membrana não repolariza imediatamente após despolarização 
 Prolonga muito o período de despolarização 
 Ocorre devido 2 fatores: 
o canais de cálcio-sódio voltagem-dependentes 
o canais potássio voltagem-dependentes 
 
 
3. TRANSMISSÃO SINÁPTICA 
Sinapse é o local onde a informação é transmitida de uma célula a outra. 
 As células excitáveis geram PA e se comunicam através da transmissão de sinais 
elétricos. 
 Sinapses Elétricas: 
o Corrente flui diretamente de uma célula excitável para a seguinte 
o gap junctions (junções gap ou junções abertas) 
o Sem retardo sináptico 
o Condução pode ocorrer nas duas direções 
 
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 Sinapses Químicas: 
o PA (célula pós-sináptica) abre os canais de cálcio 
o Influxo cálcio (terminal pré-sináptico) 
o Liberação neurotransmissor (vesículas sinápticas) 
o Difusão do neurotransmissor na fenda sináptica 
o Ligação receptores (membrana pós-sináptica) 
o Variação potencial de membrana (célula pós-sináptica): excitatória ou inibitória 
o Unidirecional 
o Há retardo sináptico 
 
 Potenciais Pós-sinápticos Excitatórios 
(PPSEs) 
o Despolarizam a célula pós-sináptica 
o Produzidos pela abertura dos canais de 
Na+ e K+. 
o Neurotransmissores: acetilcolina, 
norepinefrina, epinefrina, dopamina, 
glutamato e serotonina. 
 
 Potenciais Pós-sinápticos Inibitórios 
(PPSIs) 
o Hiperpolarizam célula pós-sináptica 
o Produzidos pela abertura dos canais de 
Cl-. 
o Neurotransmissores inibitórios: GABA e 
a glicina. 
 
 
JUNÇÃO NEUROMUSCULAR – EXEMPLO DE SINAPSE QUÍMICA 
 
Motoneurônios são os que inervam as fibras musculares. Uma Unidade Motora 
compreende um único motoneurônio e as fibras musculares que ele inerva. As UMs variam 
consideravelmente em tamanho. Um único motoneurônio pode ativar poucas a milhares de fibras 
musculares. 
 
Estrutura da Junção Neuromuscular 
À medida que o axônio do motoneurônio se aproxima da junção neuromuscular, ele perde 
sua bainha de mielina e se divide em finos ramos terminais, que cursam pelas goteiras 
sinápticas, na superfície da célula muscular. A membrana plasmática da célula muscular, que 
reveste essa goteira, está organizada em numerosas pregas juncionais. Os ramos axônicos 
terminais contêm muitas vesículas sinápticas, de superfície lisa, que contêm acetilcolina, o 
neurotransmissor dessa sinapse. O terminal axônico e a célula muscular são separados pela 
fenda sináptica. 
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As moléculas do receptor para acetilcolina ficam concentradas perto da abertura das 
pregas juncionais. As vesículas sinápticas, nas terminações neuronais e nos sítios especiatizados 
de liberação (zonas ativas), ficam situadas opostas às aberturas das pregas juncionais. A 
acetilcolinesterase é a enzima que cliva a acetilcolina em acetato e colina e fica situada na 
superfície da membrana pós-juncional. 
 
V. FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO 
 
 Três tipos de tecidos musculares: liso, esquelético e cardíaco. 
 
ESTRUTURA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO 
 Organizado em compartimentos (ventres musculares) envolvidos por fáscias. 
o Epimísio: papel vital na transferência da tensão muscular para o osso 
o Perimísio: capacidade de alongamento e retorno ao comprimento no repouso normal. 
o Endomísio: isolante para a atividade neurológica muscular