A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
18 pág.
II. Fisiologia Celular

Pré-visualização | Página 3 de 5

sempre que houver necessidade de 
maior quantidade de produzir ATP. 
 
- Citoesqueleto: é composto por microfilamentos e microtúbulos. Participa da manutenção 
da forma da célula e auxilia em diferentes tipos de movimento celular. 
 
1.3 SISTEMAS FUNCIONAIS DA CÉLULA 
 
As células são banhadas por um líquido extracelular que é rico em nutrientes e que são 
necessários ao conteúdo da célula e devem, portanto, atravessar a membrana celular. Os 
resíduos celulares que se acumula no interior da célula devem atravessar a membrana para 
serem eliminados do organismo. Existem mecanismos que participam do movimento da água e 
substâncias dissolvidas através da membrana celular. Podem ser divididos em processos 
passivos e ativos. 
A maior parte das substâncias atravessam a membrana celular por difusão ou transporte 
ativo. A difusão significa, simplesmente, o movimento através da membrana, causado pela 
movimentação aleatória das moléculas da substância deslocando-se através dos poros da 
membrana celular ou, no caso das substâncias solúveis em lipídios, através da matriz lipídica 
da membrana. 
O transporte ativo significa o verdadeiro transporte de uma substância através da 
membrana celular, por estrutura protéica física, que cruza toda a espessura da membrana. 
Partículas muito grandes entram nas células por função especializada da membrana 
celular que ocorre pela membrana, mas não através dela, chamada endocitose. 
 
 
ENDOCITOSE 
 
É o processo que permite a entrada de material na célula sem passar através da 
membrana plasmática. 
 
Fig. 6: Processo de endocitose celular 
 
 As principais formas de endocitose são a pinocitose e a fagocitose. 
• Pinocitose: ocorre, continuamente, na membrana celular da maioria das células, de 
forma rápida. É o único meio pelo qual a maior parte das moléculas de macromoléculas, como 
a da maioria das moléculas de proteínas, pode entrar nas células. A velocidade com que se 
formam as vesículas pinocíticas, em geral, fica aumentada quando tais macromoléculas se 
prendem à membrana celular. A pinocitose ocorre da seguinte forma: 
A e B. As moléculas se prendem a receptores protéicos especializados na superfície da 
membrana, que são específicos para o tipo de proteína que deve ser absorvido. Esses 
receptores, geralmente, ficam localizados em depressões na superfície da membrana 
(depressões revestidas - coated pits). Na face interna da membrana, abaixo das 
depressões, existe uma malha de proteína fibrilar (clatrina). 
C. Após a fixação as propriedades superficiais da membrana se alteram, de modo que 
toda a depressão se invagina para dentro da célula e as proteínas fibrilares que 
circundam a depressão invaginante fazem com que suas bordas se fechem sobre as 
proteínas fixadas, bem como sobre a pequena quantidade de líquido extracelular. 
D. A porção invaginada da membrana se separa da superfície da célula, formando uma 
vesícula pinocítica no citoplasma, necessitando energia suprida por ATP e também de 
íons cálcio no líquido extracelular que reagem com proteínas contráteis, por baixo da 
depressão revestida, para gerar força necessária para separação das vesículas da 
membrana celular. 
 
 
Fig. 7: Mecanismo de pinocitose 
 
• Fagocitose: ocorre de modo semelhante à pinocitose, porém envolve partículas 
grandes, em vez de moléculas. Apenas algumas células têm a capacidade de fagocitose, mais 
notavelmente os macrófagos teciduais e alguns dos glóbulos brancos. 
- Inicia-se quando uma partícula (bactéria, célula morta ou detrito tecidual) se fixa aos 
receptores na superfície do fagócito. 
- Os receptores da membrana celular se prendem a ligandos da superfície da partícula. 
- As bordas da membrana se evaginam para fora, circundando a partícula e, então 
progressivamente, mais receptores se prendem aos ligandos, formando a vesícula 
fagocítica. 
- A actina e outras fibrilas contráteis cercam a vesícula e se contraem em torno de sua 
borda externa, empurrando a vesícula para dentro da célula. 
- As proteínas contráteis, em seguida, separam a vesícula da membrana celular, 
deixando-a dentro da célula como na pinocitose. 
 
 
 
 
 
EXOCITOSE 
 
As moléculas podem ser ejetadas pela célula por exocitose. É semelhante à endocitose 
invertida. A liberação de neurotransmissores pelas terminações nervosas pré-sinápticas ocorre 
por exocitose e é responsável pela liberação de proteínas secretoras por muitas células. 
 
 
Fig. 8: Processo de Exocitose 
 
 
FUSÃO DAS VESÍCULAS MEMBRANOSAS 
 
Após o aparecimento das vesículas, pinocítica ou fagocítica, no interior da célula, um ou 
mais lisossomas se prendem a essa vesícula, esvaziando suas hidrolases ácidas no interior da 
vesícula, formando uma vesícula digestiva, começando a hidrolisar as proteínas, carboidratos, 
lipídios e outras substâncias. O que resta da digestão é o corpo residual, que é excretado por 
exocitose. 
 
 
 
Fig. 9: Digestão das vesículas pinocítica e fagocítica pelos lisossomas 
 
TRANSPORTES ATRAVÉS DAS MEMBRANAS 
 
Vários tipos de mecanismo são responsáveis pelo transporte de substâncias através das 
membranas. As substâncias podem ser transportadas a favor de um gradiente eletroquímico 
(passivo) ou contra um gradiente eletroquímico (ativo). O transporte a favor do gradiente não 
necessita da entrada de energia metabólica. O transporte contra o gradiente (ativo) pode ser 
distinguido por ser primário, onde há necessidade de entrada direta de energia metabólica ou 
secundário, onde há a utilização indireta da energia metabólica. Outras diferenças se dão pela 
presença ou não de proteína carreadora. 
 
 
Fig. 10: Movimentos passivos e ativos 
 
 
PROCESSOS PASSIVOS 
 
Os mecanismos de transporte passivo não necessitam de energia adicional sob a forma 
de ATP. Incluem a difusão, a difusão facilitada, a osmose e a filtração. São afetados por vários 
fatores: 
- a concentração das moléculas do soluto e do solvente; 
- temperatura: a taxa de movimento aumenta com o aumento da temperatura 
- pressão exercida pela gravidade e por outras forças. 
 
 
• DIFUSÃO: é o mecanismo de transporte mais comum e é definida como o 
movimento de uma substância de uma área de alta concentração para outra de baixa 
concentração. Ocorre movimento das moléculas até que haja equilíbrio das concentrações e as 
moléculas estejam igualmente distribuídas. Os movimentos envolvem apenas a energia 
cinética de moléculas individuais. 
Todas as moléculas e íons nos líquidos corporais, incluindo as moléculas de água e as 
substâncias nela dissolvidas, estão em constante movimentação, com cada partícula seguindo 
seu próprio caminho. A movimentação dessas partículas é denominada “calor” – quanto maior 
a movimentação – maior a temperatura, e a movimentação nunca cessa, exceto na 
temperatura de zero absoluto. 
Ocorre a difusão devido ao movimento térmico aleatório de átomos e moléculas, também 
denominado movimento browniano. Eventualmente, a difusão resulta na distribuição uniforme 
dos átomos e moléculas. 
 
 
 
 
Fig.11: Um tablete é colocado no recipiente 1. Após algum tempo, ele se dissolve e se espalha de maneira uniforme 
no recipiente 3. 
 
 
 
 
Fig. 12: O O2 se difunde do pulmão (alvéolos) para o sangue e o CO2 se difunde do sangue para os alvéolos. 
 
 
• Difusão Simples: Na difusão simples o movimento das moléculas ou íons ocorre 
através da abertura da membrana, ou através de espaços intermoleculares, sem necessidade 
de proteínas transportadoras na membrana. A velocidade de difusão é determinada: 
- pela quantidade de substância disponível; 
- velocidade do movimento cinético; e 
- pelos tamanhos das aberturas da membrana celular. 
 
Pode ocorrer por dois caminhos: 
(1) através dos interstícios da bicamada lipídica, especialmente se a substância difusora é 
lipossolúvel;