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Artigo - princípios do Código Civil

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de 1.919, que modificou 200 dispositivos do velho Code. (Ibid, p. 21).
Preferimos a terminologia "Direito Empresarial", tal como foi codificada em 2.002. É bom esclarecer que a terminologia inicialmente adotada e preferida pelo legislador foi "Da Atividade Negocial", versão alterada pela Câmara dos Deputados.
Aliás, tal construção unificadora foi obra de Cesare Vivanti, que após alcançar a unificação das obrigações civis e comerciais no Direito Italiano, em 1.942, com a promulgação do Código Civil, retratou-se publicamente pelo equívoco dogmático e metodológico cometido.
REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. 28.ed. São Paulo: Saraiva, 2009, v. I, p. 22
TADDEI, Marcelo Gazzi. O Direito Comercial e o novo Código Civil brasileiro. Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 57, jul. 2002. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3004>. Acesso em: 04 abr. 2009.
REALE, Miguel. Visão geral do novo Código Civil . Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 54, fev. 2002. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2718>. Acesso em: 03 mar. 2009.
Diretrizes elencadas pelo professor Miguel Reale In : REALE, Miguel. Visão geral do novo Código Civil. Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 54, fev. 2002. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2718>. Acesso em: 03 mar. 2009.
LISBOA, Roberto Senise. Manual de Direito Civil (Teoria Geral do Direito Civil). 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 65 – 66.
REALE, Miguel. Visão geral do novo Código Civil . Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 54, fev. 2002. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2718>. Acesso em: 03 mar. 2009.
GAGLIANO, op. cit., p. 44 - 45
Segundo Miguel Reale: "Princípios são, pois, verdades ou juízos fundamentais, que servem de alicerce ou garantia de certeza a um conjunto de juízos, ordenados em um sistema de conceitos relativos a da porção da realidade. Às vezes também se denominam princípios certas proposições que, apesar de não serem evidentes ou resultantes de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos necessários". Filosofia do Direito. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1986, p. 60.
DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil (Teoria Geral do Direito Civil). 26. ed. São Paulo: Saraiva, 2.009, v. I, p.53
Martins-Costa, Judith e Branco, Gerson Luiz Carlos apud GAGLIANO, Pablo Stolze, PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil (Parte Geral). 10.ed. São Paulo: Saraiva, 2.008, v. I, p. 51-52.
REALE, Miguel. Visão geral do novo Código Civil . Jus Navigandi, Teresina, ano 6, n. 54, fev. 2002. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2718>. Acesso em: 03 mar. 2009. Outros exemplos podem ser citados, tais quais a Função Social da Posse (Posse-Trabalho e Posse-Moradia), que diminui o prazo para a usucapião extraordinária de 15 anos para 10 anos se o possuidor tiver estabelecido no imóvel sua moradia e desenvolvido atividade produtiva nesta área possuída. Outrossim, a usucapião ordinária tem o prazo reduzido de 10 anos para 5 anos, caso haja valorização pela produtividade pelo possuidor do imóvel. Verdadeiro leading case acerca do tema Função Social da Posse-Moradia, como expressão de valor relacionado à dignidade humana, foi pronunciada no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde se reconheceu o direito à moradia a uma senhora que vivia na favela e teria sua casa demolida pelo poder municipal em virtude da construção de seu imóvel em área proibida. O desembargador Wellington Pacheco Barros reconheceu o direito à moradia como expressão da dignidade humana. Em seu lapidar voto asseverou: "Dessa feita, do exsurgente dos autos, não há dúvida quanto à irregularidade da construção da apelada, que não apenas não possui projeto, como, igualmente desprovida de alvará de edificação. Além da impossibilidade de regularização da obra, por se situar a construção, em zona fronteiriça à via férrea, área de edificação proibida. Outrossim, não contestara, a recorrido, os fatos referidos acima, pelo que se tornaram incontroversos, conforme bem acentuara o magistrado a quo (fls. 66-72).Desse modo, tem-se que a área onde se situa a moradia da apelada é uma favela construída junto aos trilhos da linha férrea, no Município de Bento Gonçalves. Por óbvio, que sendo moradora de uma favela e, como por ela mesmo alegado na sua contestação, é o recorrido pessoa pobre, totalmente desprovida de recursos para, no caso de ter sua habitação demolida, conseguir outra para morar, seja por aquisição ou aluguel. Portanto, decisão, neste momento, de provimento da apelação do Município acarretaria o ônus de jogar a recorrida, juntamente com sua família, literalmente na rua, quiçá para inflar ainda mais o número dos brasileiros, que sem casa para morar, vêem-se obrigados a recorrer à cobertura das pontes e viadutos. Dessa feita, diante das circunstâncias do caso concreto, sendo o nosso Brasil, país onde a desigualdade sócio-econômica é absolutamente vergonhosa e indignante, a responsabilidade do Poder Judiciário não pode ser apenas frente ao direito, mas, também, com a sociedade como um todo e com próprio ser humano, para, nos casos em que for de seu alcance, resguardar a dignidade de sua condição. Ademais, decisão em sentido inverso poderia advir se o Município tivesse agido no momento em que ocorreram as invasões, cumprindo, assim, seu papel fiscalizatório, mas não após uma omissão de anos. Por tais fundamentos, não se está, aqui, a dizer que as construções, como a da apelada, no local objeto deste feito, não constituem uma irregularidade e uma insegurança não só para os usuários da linha férrea, como, também, para os próprios habitantes do local, e que ao Município está vedada a demolição das construções irregulares, pois, posicionamento, nesse sentido, caracterizaria afronta ao direito positivo do ente municipal, mas, sim, que tal agir administrativo deve se dar concomitante com o de transferir a apelada e sua família para uma casa popular, que possa lhes ser assegurado o direito à dignidade da pessoa humana, princípio, este, de natureza constitucional. Ante o exposto, nego provimento à apelação, nos termos enunciados. Ementa: "Apelação cível. Constitucional, administrativo e processual civil. Ação demolitória. Casa, em favela, construída junto à via férrea. Irregularidade. Inexistência de projeto e alvará de edificação. APELAÇÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Necessidade de se analisar não apenas o aspecto técnico-jurídico da questão, como, também, seu aspecto sócio-econômico. Para ser possível a demolição, tem o Município que assegurar à apelada outra habitação que garanta sua dignidade como pessoa humana. APELAÇÃO PROVIDA, VOTO VENCIDO".(TJRS, Apelação n. 70008877755, 4ª Câmara Cível).
A doutrina civilista, em especial Orlando Gomes, faz distinção na terminologia "contrato de adesão" e "contrato por adesão". Nos primeiros, o ofertante detém o monopólio de fato e de direito dos serviços a serem prestados, v. g., serviços relacionados ao fornecimento de luz, água, gás. No segundo caso, o predisponente oferta seu contrato de forma uniforme, sem deter, no entanto, o monopólio da prestação de serviços. Como exemplos, citem-se os bancos. Com a adoção, tanto no Código de Defesa do Consumidor, quanto no Código Civil de 2.002, da nomenclatura Contrato de Adesão, parece-nos mais consentâneo designarmos tais negócios por tal nomenclatura.
GOMES, Orlando. Contratos. 26. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008, p.128.
RIPERT, George. A Regra Moral nas Obrigações Civis. Tradução Osório de Oliveira. Campinas: Bookseller, 2000. p.111. Severas críticas são feitas por Ripert quanto ao modo de formação dos contratos de adesão. A adesão, para Ripert, não quer dizer consentimento, pois "consentir num contrato é debater as suas cláusulas com a outra parte depois duma luta mais ou menos dura, cuja convenção traduzirá as alternativas. Aderir é submeter-se ao contrato no íntimo contra a dura lei que lhe é imposta