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Colheita, Isolamento Primário Semeadura, tempo de observação dos isolamentos primários de fungos Prof. Dr. Bruno Jaegger Laranjeira Coleta e Transporte Etapa + importante; Coleta incorreta: Inutilização de todos os procedimentos posteriores; Pode redundar em resultados falsos. Perguntar ao paciente qto ao uso de antifúngicos Uso tópico = suspensão durante 15 dias; Uso sistêmico = 1 mês. Suspensão do medicamento deve ser acordada com o médico do paciente. Ficha Padrão Dados epidemiológicos do paciente: Identificação, origem, residência, tempo de evolução da doença; Localização e aspecto clínico da lesão, possível contato com animais; Uso de drogas antifúngicas nos últimos 30 dias; Suspeita clínica. Processamento da amostra: em até 2 horas ou em 24 horas mantidas sobre refrigeração. Pele Raspado das bordas da ferida com lâmina de bisturi, ou com uma lâmina de microscopia recém quebrada ao meio; Método de Porto Pêlos Coletar em áreas de alopécia (rarefação de pêlos) Coleta por arrancamento com pinça. Não cortar, pois foco infeccioso se encontra no bulbo piloso. Raspado de Pele Alopécia Unhas Material: tesouras, limas, alicates e diversas curetas dermatológicas; Retirar material da região de progressão e confluência do tecido são com o doente; Raspagem profunda das áreas quebradiças, distróficas e descoloradas; Paroníquia=coletar pus com swab. Mucosas, orifícios naturais e secreções diversas Swab estéril: 2 amostras (exame direto e cultura); Casos particulares: Boca (lesão vegetante): biópsia ou raspagem com cureta dermatológica Ânus: Lesão escamosa: escamas da periferia; Lesão ulcerada: curetagem ou biópsia; Vagina: 2 swabs de fundo de saco e 2 da endocérvix. Conjuntiva e córnea Raspagem ou debridação pelo oftalmologista; Semear rapidamente=evita a dessecação Tecidos ou órgãos Biópsia do centro e periferia das lesões; Histopatológico: formol Micológico: solução salina. Micoses subcutâneas e profundas Pus e líquidos patológicos Exudato aspirado com seringa e agulha estéreis. Sangue e medula óssea Coleta de sangue venoso feito por punção com seringa e agulha estéreis. Líquido cefalorraquidiano (LCR) Punção lombar; Se o processamento não for imediato, deixar a temperatura ambiente. Fezes Colher uma pequena qtde em frasco estéril; Processar em 2 horas; Urina 20 a 30 ml jato médio em frasco estéril; Sonda vesical implantada no momento da coleta; Punção suprapúbica; Analisar após, no máximo, em 2 horas. Material Respiratório Se não tiver escarro, poderá ser estimulado com neublização com salina; Colocar escarro em frasco estéril e enviar ao laboratório em até 2 horas; Lavados brônquicos e aspirados traqueais constituem melhores espécimes clínicos. Microscopia Exame direto: Material clínico montado entre lâmina e lamínula, imerso em solução clarificante; Hidróxido de sódio ou potássio a 40% ou tinta da china. Fragmentos de biópsia: prata-metenamina ( Grocott- Gomori), PAS, ou HE. Auxiliar primário no diagnóstico clínico. Cryptococcus neoformans em contraste com tinta da China Aspergilose invasiva. corte longitudinal de uma arteríola pulmonar cuja luz encontra-se invadida por hifas,muitas delas septadas e ramificando-se em ângulo agudo. Coloração PAS. Montagem de lâmina para exame direto: Sobre uma lâmina colocar 2 gotas de solução clarificante (KOH ou NaOH 40%); Colocar sobre as gotas as escamas de pele e cobrir com a lamínula; Aguardar 5 a 10 min. e observar na objetiva de 40X; Pêlo e cabelos: dar preferência àqueles quebrados, anormais e aos bulbos pilosos; Unhas: quanto mais fino for o fragmento, melhor será a visualização dos fragmentos fúngicos. Isolamento primário Utilização, em geral de 3 meios: Ágar Sabouraud simples; Ágar Sabouraud com cloranfenicol; Ágar Sabouraud com cloranfenicol e cicloeximida. Exceções Suspeita de pitiríase versicolor: Ágar Sabouraud + azeite de oliva; Meio Dixon. Quando houver presença de leveduras no E.D.: Semear em placas contendo o meio CHROMagar (meio cromogênico); Fezes: Sabouraud + clor + gentamicina, Sabou. +cicloex + genta CHROMagar Semeadura Pele, pêlo, cabelos e unhas: Semeio com garfo na profundidade do meio, em 3 pontos equidistantes do tubo contendo ágar; Mucosas, orifícios naturais e secreções diversas: Semear com swab a superfície do meio e no CHROMagar semear um ponto e continuar com alça de platina; Biópsias de tecidos: Semear os fragmentos de tecido com garfo. Sangue periférico, medula óssea, LCR, escarro, pus e líquidos patológicos: Semear com alça de platina ou colocar uma alíquota de 0,1 ml nos tubos, com seringa ou pipeta Pasteur. Urina: Semelhante aos outros líquidos e no CHROMagar semear com alça calibrada. Tempo de observação Escamas de pele, pêlo, cabelos e unhas: No máximo de 15 dias para dermatófito, com observação diária após 3º dia de semeadura; Suspeita de levedura: 5 dias, observação diária após 2º dia de observação. Demais amostras: Máximo de 30 dias para fungos filamentosos e dimórficos, com observação diária; Suspeita de leveduras: 24-72h, com observação diária. Temperatura de incubação Temperatura ambiente; Malassezia sp. 32ºC Aspectos Gerais de Fungos Filamentosos Caracterização das colônias: Tamanho da colônia; Características das bordas; Textura; relevo.; Pigmentação. Achados micromorfológicos Importante na identificação final; Pesquisa de estruturas de reprodução e ornamentação; Montagem em lâmina e lamínula de uma alíquota da cultura, com 1 gota de lactofenol azul de algodão; Hifas estéreis: Usar meios de enriquecimento (ágar lactrimel). Microcultivo em lâmina (ágar-batata: 4-5mm) Leveduras Crescem bem em 48h; Temperatura entre 25-37 ºC; Em meios micológicos e bacteriológicos comuns, incluindo ASA e ágar BHI; Colônias glabas, cor branca ou bege, textura cremosa e superfície lisa; E.D.: estruturas arredondadas ou ovais em brotamento (blastoconídios), associados ou não a presença de hifas ou pseudo-hifas. Métodos específicos de identificação Pesquisa de: Presença de cápsula, ascos, blastoconídios, clamidoconídios, artroconídios, hifas,pseudo- hifas; Formação de tubo germinativo Prova do tubo germinativo Distinção entre Candida albicans e C. dubliniensis; Projeção alongada, que emerge da levedura, qdo entra em contato com soro humano; Inocula-se a levedura em 0,5-1 ml de soro (humano,cavalo, coelho); Incuba-se a suspensão a 37ºC, 2-3 horas Tubo germinativo de Candida albicans Prova do microcultivo Meios: Ágar-arroz-twen80 (melhor para clamidoconídios); Ága-fubá-twen80 (melhor para blastoconídios); Rotina: ágar sabouraud dextrose. Microcultivo de C. albicans Candida tropicalis Geotrichum Técnica: Tocar as colônias de leveduras recentes (24-48h), com alça de platina estéril; Fazer de 3-4 estrias paralelas sobre o ágar (em placa de petri), sem perfurar o meio; Cobrir as estrias com uma lamínula, na porção central, e pressiona levemente com a pinça; Incubar a placa a 25-30ºC, 48-96 horas. Microcultivo leveduras Outros sistemas de identificação Manuais; Automatizados; Características gerais Alteração somente da camada mais superficial do estrato córneo; Não causam resposta inflamatória; Induzem apenas alterações estéticas. Tiposde micoses superficiais estritas Pitiríase versicolor (Malassezia sp.); Piedra negra (Piedraia hortae); Piedra branca (Trichosporon sp.); Tinea nigra (Phaeoannellomyces werneckii). Pitiríase versicolor Fungos do gênero Malassezia spp.; Assintomática, benigna, recidivante; Não contagiosa. Forma de levedura da Malassezia sp.= microbiota cutânea; Prevalentes em áreas seborréicas (tórax e membros superiores); Pitiríase versicolor Aspectos clínicos Lesões maculares e descamativas de tamanho, forma e coloração variável; Branca ou vermelhas e marrons Bordas bem definidas; Braços, tronco, face, braços e região escapular. Pitiríase versicolor Coleta Raspagem das regiões descamativas Método de porto Pitiríase versicolor Fatores predisponentes: Alta temperatura e alta umidade relativa do ar; Pele gordurosa Elevada sudorese Uso de terapias imunossupressora Pitiríase versicolor Diagnóstico laboratorial Exame direto: leveduras com brotamento agrupadas em cachos, associadas ou não a hifas curtas e tortuosas, a partir do material clínico coletado; KOH a 10-40%; Método de Porto. Pitiríase versicolor Diagnóstico laboratorial Meio de Dixon ou Sabouraud com azeite de oliva; Cultura de 3-6 dias; Colônias do tipo glabrosa, relevo rugoso, coloração variável de amarelo- creme e reverso da mesma cor da colônia. Pitiríase capitis (caspa) Forma leve de dermatite seborréica; Aparece no couro cabeludo; Incidência aumentada na adolescência Agente etiológico: Pityrosporum ovale (Malassezia furfur); Tratamento: xampu de cetoconazol. Outras patologias: Onicomicose; Foliculite pitirospórica; Infecções sistêmicas Pitiríase Versicolor Foliculite Dermatite seborréica Onicomicose Piedra branca Fungos do gênero Trichosporon sp. Tricopatia pura, assintomática, Benigna; Baixo contágio; Relacionada à condições sócio-econômicas desfavoráveis. Acomete os cabelos e pêlos das regiões axilares, pubianas, perianal, barba e bigode. Piedra branca Aspectos clínicos Aparecimento de pequenas nodosidades de coloração branca-amarelada ou amarela-acastanhada, aspecto fusiforme e consistência mucilaginosa. Piedra branca Diagnóstico laboratorial Observação do pêlo com lupa para descartar outras doenças; Retirar o pêlo e enviar pro laboratório; Exame direto com KOH 10-40% em lâmina-lamínula; Microscopia dos nódulos observam-se hifas hialinas, artroconídeos e blastoconídeos. Piedra branca Diagnóstico laboratorial Cultura (Sabouraud sem ATB, com ATB e ATB e cicloeximida) por 2-5 dias; Macroscopia da colônia: colônias de textura glabrosa, relevo variando entre rugoso e cerebriforme, coloração creme a castanha e reverso com a mesma coloração da colônia. Piedra negra Piedraia hortae; Nódulos endurecidos e de coloração escura nos cabelos e pêlos do corpo; Benigna, crônica, recidivante; Baixo contágio; Feo-hifomicose superficial; Relativamente frequente no Brasil Piedra negra Aspectos clínicos Nódulos de consistência pétrea e coloração que varia do castanho ao negro fortemente aderidos ao pêlo. Piedra negra Diagnóstico laboratorial Exame direto com KOH 10-40% em lâmina-lamínula; A longo do pêlo são vistas estruturas de coloração acastanhada; Artroconídeos de coloração castanhado e ascos Dermatofitoses Dermatófitos: definição - Filamentosos - hialinos, septados - Artroconidiados - Queratinofílicos - Pêlos e extrato córneo de homens e animais - DERMATOFITOSES Resposta inflamatória - Sensíveis à griseofulvina Dermatófitos Gêneros • Thichophyton sp. • Microsporum sp. • Epidermophyton sp. Dermatófitos Dermatófitos Microspórica - placas grandes - Fluorescente à Lâmpada de Wood -Microsporum -+ comum M. canis - Parasitismo ectotrix microspórico Dermatófitos - placas pequenas - Muito descamativa - Não fluorescentes -Trichophyton -+ comum T. tonsurans (NE) -Ectotrix megaspórico ou endotrix (+comum) Tricofítica Dermatófitos Parasitismo microspórico ectotrix Parasitismo megaspórico ectotrix Parasitismo endotrix Dermatófitos Tinea Supurativa -Crianças e adultos Criança e mulher – c. cabeludo Homem – barba e bigode -Inflamação + sec purulenta - perda do cabelo/pêlos - lesão única: Kerion de Celse - T. mentagrophytes (ectotrix micróide) Dermatófitos Herpes Circinada (Tinea corporis) Thichophyton sp. / Microsporum sp. / Epidermophyton sp. -Lesão superficial, circular, descamativa -Única ou múltipla Dermatofitoses Lesões de Grandes Pregas (Tinea cruris) - Região inguinal (manchas avermelhadas, úmidas, prurido); - Axilas, inframamárias, interglúteas; • Eczema marginado de hebra; • Contagioso (contato íntimo, sala de ginástica...); •homem: 18-30 anos; •Calor, humidade, maceração •T. rubrum, E. floccosum Dermatofitoses Lesões de Grandes Pregas (Tinea cruris) Dermatofitoses Lesões interdigitoplantares/palmares (Tinea pedis e tinea manum) -Países industrializados -Vesículas, placas escamosas -Pé de atleta (maceração→ fissuras) – odor fétido - T. tonsurans, T, rubrum e T. mentagrophytes Dermatofitoses Lesões interdigitoplantares/palmares (Tinea pedis e tinea manum) Dermatofitoses Onicomicoses Dermatofíticas (Tinea Ungueum) -Subungueal Distal – 90% -Subungueal Proximal (Aidéticos) -Branca superficial ou leuconicomicose superficial: trauma -Onicodistrofia total: evolução das anteriores T. rubrum Dermatofitoses Onicomicose Subungueal Distal/Lateral Onicomicose Subungueal Proximal Onicomicose Distrófica Total Onicomicose Superficial Branca Principais dermatófitos Dermatófitos - colônias: formas macroscópicas formas microscópicas ≠ entre espécies - Profissionais especializados - ± 20 espécies – micologia médica - Brasil: M. canis, M. gypseum, T. rubrum, T. tonsurans, T. mentagrophytes, T. verrucosum, E. floccosum Principais dermatófitos Microsporum canis - Zoofílico - Tineas, epidermofitíases e onicomicoses - Crescimento: 6-10 dias - colônias: brancas, algodonosas, relevo umbilicado pigmento amarelo – limão no reverso Com o tempo - castanho Principais dermatófitos Microsporum canis - Microscopia: - Macrocroconídios Fusiformes - Parede rugosa - Numerosas septações -Hifas estéreis – ágar arroz (6-10dias) Principais dermatófitos Microsporum gypseum - geofílico - epidermofitíases e tineas - Crescimento: 3-5 dias - colônias: - planas - bordos irregulares - arenosa - pigmento castanho – Verso - reverso: alaranjado a marrom Principais dermatófitos Microsporum gypseum - microscopia: - Extremidade arredondada - Septos finos - Parede fina Principais dermatófitos Trichophyton rubrum - Antropofílico - Crescimento: 12-16 dias - Colônias: - algodonosas - reverso avermelhado - pigmento difusível no meio Principais dermatófitos - Microscopia: - Microconídios delicados, regulares e piriformes - Dispostos em acládio Trichophyton rubrum Principais dermatófitos Trichophyton tonsurans - Antropofílico - Couro cabeludo (+ comum) - Crescimento: 12-16 dias - Colônias: - Apiculadas ou crateriformes - Brancas – beges - Algodonosas a veludosa - Reverso: castanho –avermelhado - Pigmento difusível no meio Principaisdermatófitos - microscopia: - microconídios grosseiros - Com diferentes aspectos - dispostos em acládio Trichophyton tonsurans Principais dermatófitos Trichophyton mentagrophytes - epidermofitíases, tineas e onicomicoses - Crescimento: 6-11dias - colônias: - algodonosa ou furfurácea - branca – castanha - reverso: castanho – avermelhado Principais dermatófitos - microscopia: - microconídios arredondados - Hifas em espiral - dispostos em acládio Trichophyton mentagrophytes Principais dermatófitos Epidermophyton floccossum - Antropofílico - Lesões de grandes pregas - Crescimento: 7-10 dias - Colônias: - algodonosa - evolui para pulverulenta - amarela ou castanha Principais dermatófitos - microscopia: - Só macroconídios - Paredes finas - dispostos em cachos Epidermophyton floccossum Diagnóstico Exame direto + Cultura + Provas adicionais Diagnóstico Exame direto - Hidróxido de potássio ou sódio - 10 x e 40 x Escama de pele e unha Pêlo Diagnóstico Exame direto Diagnóstico Cultura - Macromorfologia + Micromorfologia - Lâminas com lactofenol azul- algodão ou azul de metileno - 10X e 40X - Estruturas de frutificação e ornamentação Diagnóstico Provas Adicionais Microcultivo Diagnóstico Meios de Cultura de Enriquecimento - Ágar Lactrimel - Ágar arroz - Ágar batata Micoses Subcutâneas Micoses Subcutâneas Introdução - Grupo diversificado de fungos - Acomete homens e animais - Traumatismo - Localizadas e tecidos adjacentes (via hematogênica ou linfática) - Encontrados no solo e vegetais em decomposição Micoses Subcutâneas Introdução - Infecção: Resistência do hospedeiro + Quantidade de inóculo + Virulência do fungo Epidemiologia - Climas tropicais e subtropicais - Fatores favoráveis: calor e umidade - América Central, México, América do Sul Micoses Subcutâneas Cromomicose Esporotricose Doença de Jorge Lobo Cromomicose - crônica - fungo dimórfico - pele e tecido subcutâneo - solo e vegetais decomposição - lesões: pés e pernas - homens : + acometidos - Fonsecaea pedrosoi, Fonsecaea compacta, Phialophora verrucosa, Cladosporium carionii, Rhinocladiella aquaspersa Micoses Subcutâneas Cromomicose - Clínica - variadas apresentações clínicas: nodulares ou placas Micoses Subcutâneas planas, verrucosas, escamosas Cromomicose Diagnóstico: - histopatológico mais indicado que raspado - exame direto: KOH Micoses Subcutâneas Leveduras Globosas Parede espessa Castanha divisões internas Cromomicose Diagnóstico: - histopatológico mais indicado que raspado Micoses Subcutâneas Leveduras Globosas Parede espessa Castanha Septações internas Cromomicose - colônias filamentosas – verde oliva, marron e preto - crescem lentamente – 4 a 6 semanas Micoses Subcutâneas Cromomicose Diagnóstico: - cultura: macromorfologia + micromorfologia - amostra clínica: raspado, secreções e biópsias - macromorfologia ≈ entre espécies - micromorfologia essencial Micoses Subcutâneas Cromomicose - tipos de conídios Micoses Subcutâneas Cladosporium Phialophora - Fiálide em forma de jarro - Cadeias de conídios Cromomicose - tipos de conídios Micoses Subcutâneas Rhinocladiella -Estrutura alongada de onde brotam conídios ovais – extremidade e lateral Cromomicose - tipos de conídios Micoses Subcutâneas Subaguda ou crônica Fungo dimórfico – Sporothrix schenckii Homem e animais Pequenos tumores subcutâneos – ulceração Clima tropical e temperado Endêmica no Brasil Homens mais afetados Solos e vegetais Esporotricose Esporotricose Clínica: -Traumatismos e inoculação do fungo - via respiratória - mãos e braços: mais afetados - 3 formas: Cutâneo-localizada Cutâneo-linfática Extrategumentar ou visceral Esporotricose Cutâneo-localizada: -Reinfecção cutânea em paciente previamente sensibilizado - lesões polimórfica Esporotricose Cutâneo-linfática: -1° contato -Lesão inicial – ulceração - disseminação linfática - ascendente Esporotricose Cutâneo-linfática: -disseminação Esporotricose Extrategumentar ou visceral: - traumatismo ou inalação - disseminação: via linfática e hematogênica - pulmão, coração... Esporotricose Diagnóstico: 1°) Coleta -Limpeza com álcool 70% - raspagem, punção, biópsia 2°) exame direto - KOH: Geralmente negativo - Giemsa e Gram: leveduras Esporotricose Diagnóstico: 2°) exame direto - Histopatológico: Corpos asteróides Estruturas fúngicas revestidas por imunoglobulinas Esporotricose Diagnóstico: 3°) Cultura: -crescimento: 4-12 dias -Forma filamentosa: branco ao cinza Esporotricose Diagnóstico: - Micromorfologia - colônia conídios formando margaridas Doença de Jorge Lobo - crônica - lesões queloidais (+ comum), nodulares, ulceradas e verrucosas - crostas e descamativas – pouco comum - Recife – 1931 - Loboa loboi - não cresce in vitro - América do Sul e Central - n° de casos no Pará e Amazonas Doença de Jorge Lobo Doença de Jorge Lobo - sexo masculino: 20 – 45 anos - trabalhadores rurais, pescadores, seringueiros... - acredita-se que a infecção ocorra por inoculação transcutânea do agente - período de incubação in vivo desconhecido - transmissão: pessoa pessoa animal pessoa Doença de Jorge Lobo - acomete regiões mais frias da pele - início com nódulo pequeno - lesões se multiplicam – placas multilobuladas - lesões extensas – por continuidade ou autoinoculação (coçar) - os nódulos podem fistulizar e drenar secreção com estruturas fúngicas - lesões assintomáticas ou com prurido e dor ao traumatismo acidental Clínica Doença de Jorge Lobo Diagnóstico Exame direto + histopatológico 1°) Coleta - escarificação das lesões, secreções e biópsia 2°) Cultura: não realizada Doença de Jorge Lobo Diagnóstico 3°) Exame direto - KOH - células globosas - leveduriformes - tamanho uniforme - isoladas ou em cadeias (achado clássico) Doença de Jorge Lobo Diagnóstico 3°) Exame direto - histopatológico - células globosas - arredondadas - isoladas ou em cadeias MICOSES PROFUNDAS Micoses Profundas Paracoccidioidomicose (Paracoccidiodes brasiliensis); Histoplasmose (Histoplasma capsulatum) Coccidiomicose (Coccidioides immitis) Blastomicose (Blastomyces dermatitidis) PARACOCCIDIOIDOMICOSE PARACOCCIDIOIDOMICOSE Micose sistêmica de maior prevalência na América Latina 10 milhões de pessoas infectadas, 2% doença Endêmica no Brasil, Venezuela, Colômbia e Argentina Brasil tem o maior número de casos da doença No Brasil: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso Co-infecção com tuberculose em cerca de 10% dos casos. Micélio filamentoso — conídeos-natureza Leveduras — esporulação múltipla FUNGO DIMÓRFICO 25ºC Forma filamentosa 37ºC Forma de levedura Agente etiológico: Paracoccidiodes brasiliensis Habitat, Ecologia e fatores de risco Solos e vegetais Florestas úmidas (tropicais e subtropicais) –temperatura 17 a 24ºC – Índice pluviométrico – 800-2000 mm por ano Fatores de risco: Atividades relacionadas ao manejo do solo Atividades agrícolas Terraplenagem Preparo do solo tabagismo (14 x maior) alcoolismo (3,6 x maior) Áreas endêmicas Formas Clínicas Contágio: Inalação de conídeos – trato respiratório Parasita X Hospedeiro:Diferentes formas clínicas PCM – Infecção: ausência de sintomas e reação positiva à paracoccidioidina PCM – Doença: aparecimento de sintomas. Pode ser aguda ou crônica PCM – Doença Aspectos clínicos da forma crônica da paracoccidioidomicose. A - Lesões cutâneas em face resultantes de disseminação hematogênica. Lesões papulosas e úlcero-crostosas. B - Acometimento peri-oral e mentoniano. C - Linfonodos cervicais e submandibulares fistulizados. D - Lesão vegetante com bordos irregulares em região peri-anal. Manifestações Clínicas Radiologia convencional mostrando imagem em “asa de borboleta Pulmão com múltiplas cavitações Tomografia de pulmão apresentando múltiplas cavitações. Manifestações Clínicas Predomínio do sexo masculino? P.brasiliensis possui receptor para estrógeno; Inibição da fase miceliana para a forma de levedura DIAGNÓSTICO Suspeita clinica ? Micológico: presença de elementos fúngicos de P. brasiliensis em exame a fresco ou biópsia de material biológico) • Exame direto: Material: pus, escarro, biopsia e secreções • Morfologia característica; • Isolamento: Meio Sabouraud – 20 a 30 dias a Temperatura ambiente; • Subcultivo do micélio em BHI ágar. Exame direto • Paredes refráteis duplas; • Brotamentos duplos ou múltiplos (blastoconídeos); • Blastoconídeos ligados à célula-mãe por um istmo estreito roda de leme (brotamentos múltiplos). DIAGNÓSTICO Anátomo-Patológico: Colorações: HE e prata Imunológico: Detecção de Ac ou Ag Molecular: PCR Testes sorológicos: (diagnóstico e acompanhamento do tratamento) Imunofluorescência indireta (IFI) ELISA (Gp43, anticorpos) Imunoblot (IB) (Gp43) PCR Diagnóstico Grocott Micoses Sistêmicas Histoplasmose: Micose profunda pulmonar Ag. Et.: Histoplasma capsulatum Histoplasmose • Micose profunda pulmonar; • Pode ocorrer disseminação via linfática ou hematogênica; • Preferência pelo sistema retículo-endotelial; • Ag. Et.: Histoplasma capsulatum; • Fungo termo-dimórfico Histoplasmose Habitat: Solo com pH ácido e enriquecidos por matéria orgânica – Fezes de aves e morcegos; Adquirida por inalação de conídeos Fungo pode ser isolado da natureza em cavernas com morcegos, galinheiros e em áreas com dejetos de aves (Solo com pH ácido e enriquecidos por matéria orgânica) Manifestações Clínicas • Assintomática: • 90-95% dos casos de histoplasmose; • Não tem sintomas clínicos; • Alguns casos: focos de calcificação nos pulmões – Sintomas semelhante a um processo gripal - Cura espontânea; • Diagnosticado por sorologia, evidências radiológicas e teste cutâneo com histoplasmina Manifestações Clínicas • Histoplasmose pulmonar aguda: • Manifestações mais intensas em lactentes, crianças de pouca idade e idosos acima de 55 anos; • Inalação de grande qtde. de propágulos fúngicos viáveis; • Febre alta, cefaléia, mialgia, astenia, acompanhado de manisfestações respiratórias como tosse. • Casos mais graves: insuficiência respiratória Manifestações Clínicas • Histoplasmose disseminada: • 1 para cada 50.000 casos de infecção pulmonar; • Mais freqüente em pacientes com AIDS e outras patologia como linfomas e leucemias; • Mortalidade nos imunossupremidos chega a 90%; • Sintomas clínicos: Febre, perda de peso, leucopenia, hepatoesplenomegalia, linfoadenopatia, anemia e lesões cutâneas da pele Diagnóstico Micológico: E.d: Difícil interpretação Escarro (KOH a 10%) → Impossível; Giemsa → baixo rendimento; H. capsulatum (forma parasitária) → tamanho reduzido e semelhante a outros fungos patogênicos; Material de biópsias ou punção de medula óssea: Giemsa ou Impregnação com prata → melhor rendimento; Necessidade de cultura Exame Direto Biópsia pulmão - HE Biópsia - prata metenamina • Histopatológico: Células redondas ou ovais, Gram-positivas, apresentando zona clara ao seu redor, fagocitadas em sua maioria, por macrófagos ou células gigantes. CARACTERÍSTICAS DA CULTURA: à temperatura 25-30º C Aspectos macroscópicos: Coloração branca ou bege-clara, reverso branco ou amarelo-acastanhado, textura cotonosa, relevo plano com pequena convexidade e crescimento lento entre 15-21 dias. Colônia de H. capsulatum Histoplasma capsulatum Aspectos microscópicos: São observados macroconídios grandes, esféricos, com paredes celulares espessas, tuberculados ou mamilonados conhecidos como estalagmosporos, hialinos, que germinam no ápice de curtos e finos conidióforos. Microcultivo - estalagmosporos Micoses Sistêmicas Coccidioidomicose: Ag. Et.: Coccidioides immitis; Encontrado em abundância numa profundidade em torno de 10 a 28cm da superfície; Considerado o fungo patogênico de maior virulência A infecção é endêmica em regiões semi-áridas e desérticas Patogenia Inalação de artroconídios Assintomáticos 60% Sintomas semelhantes à influenza-40% 2-4 semanas 1-2 semanas-15% Reações de hipersensibilidade Disseminação-1% Hematogênica ou direta Coccidioidomicose •CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS EM EXAME DIRETO: •esférulas repletas de pequenos endósporos. Biópsia PAS Coccidioides immitis PAS HE Esférulas de C. immitis (10% KOH) Grocott CARACTERÍSTICAS DA CULTURA: à temperatura de 25-30º C e à 37º C Aspectos macroscópicos: Colônia branca e algodonosa no início, depois amarelo- acinzentada e membranosa, de crescimento em 5-10 dias. Colônia de Coccidioides immitis Microcultivo - artroconídios Aspectos microscópicos: • Hifas hialinas, septadas apresentando células com citoplasma corado em azul com aspecto de barril, separadas por espaços vazios não corados. • Os artroconídios são liberadas pelo rompimento da parede dos espaços vazios. Blastomicose A.E.: Blastomyces dermatitidis Reservatório: solo com detritos orgânicos em decomposição, abrigo de animais domésticos (eqüinos, cães, coelhos e galinha) e silvestres (castores) Região endêmica: Centro-sul, Sudoeste e meio-oeste dos EUA e Canadá África e Índia Não foram relatados casos no Brasil Dimórfico Micoses Oportunistas Candidíase: Principal ag. et. Candida albicans; Leveduras da microbiota da vagina e pele Gram Secreção vaginal Urina Diagnóstico laboratorial Meios diferenciais: CHROM ágar; Obs.: C. parapsiloses, C. krusei, C. tropicalis e C. glabata – Não crescem na presença de cicloeximida; Cultivar a 25-30ºC por 24-72 horas; Colônias de textura glabosa com tonalidade branco-amarelada Identificação Final Microcultivo em ágar-fubá-Tween-80 Micoses Oportunistas Criptococose: Ag. Et. Criptococcus neoformans; Possui tropismo para o SNC; Fungo leveduriforme capsulado Diagnóstico Material clínico; líquor, escarro, lavado brônquico e biópsia; Exame direto – líquor com tinta nanquim; Histopatológico: PAS, HE, Gomori e Mucicarmim Cultura: Agar Sabouraud – 30 ou 37 ºC C. neoformans não cresce na presença de cicloheximida Diagnóstico Leveduras capsuladas de Cryptococcus neoformans com tinta nanquim Corte histológico corado por mucarmi, evidenciando em vermelho a cápsula de Cryptococcus neoformans. Cultura ágar Sabouraud dextrose - Temperatura ambiente Testes adicionais Pesquisa do antígeno capsular circulante no líquor ou soro (prova do látex): Rendimento no líquor = +90%; Rendimento no soro = +90% PCR Aspergilose Fungo filamentoso ambiental; Geralmente encontrado no mofo; Causa doenças grave empessoas com baixa imunidade com foco primário no pulmão Pode causar alergias. PNEUMOCISTOSE Pneumocistose Um dos principais agentes oportunistas encontrados em pacientes imunossuprimidos; Pacientes imunossuprimidos: aumento do número de casos; Pacientes com AIDS; maior causa de morte – infecção pulmonar – 80% P. carinii Atualmente = Pneumocystis jirovecii Epidemiologia e Manifestações clínicas Infecção adquirida do ambiente por via respiratória; Pode ficar latente por vários anos; - Manifestações clínicas: Febre, dispnéia, taquipnéia, tosse seca; Pode ocorrer disseminação Material clínico: Lavado broncoalveolar, aspirado transtraqueal, escovado brônquico, biópsias e escarro; Material deve ser tratado com solução mucolítica; Coloração: PAS, Azul de toloidina e Gomori. P. jirovecii Testes complementares Imuno-histoquímica PCR P. carinii não cresce em meios de culturas tradicionais Obrigado!!!!