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AMEBIASE Classificação • Filo- Sarcomastigophora • Subfilo- Sarcodina • Gênero- Entamoeba AMEBÍASE-ENTAMOEBA HISTOLYCA A E. histolytica é o agente etiológico da amebíase Monoxênico MORFOLOGIA Trofozoíto ➢ O trofozoíto mede cerca de 20 até 40 µm, podendo chegar a 60um em lesões tissulares, geralmente tem um só núcleo, o citoplasma diferenciado em ectoplasma (claro e hialino) e endoplasma (finamente granuloso, com vacúolos, núcleo e resto de substâncias alimentares; quando proveniente de casos de disenteria, é comum encontrar eritrócitos no citoplasma ➢ Examinando a fresco, apresenta-se pleomórfico, ativo, alongado, com emissão contínua e rápida de pseudópodes, grossos e hialinos ➢ A presença de hemácias no citoplasma do trofozoíto é uma característica diagnóstica importante para a E. histolytica, indicando a natureza patogênica da ameba ➢ Onde encontrar ✓ Intestino ✓Úlceras ✓Fezes diarreicas Cisto ➢ Os cistos são esféricos ou ovais, medem cerca de 8 a 20 µm e presentam de 1 a 4 núcleos. Os corpos cromatóides podem estar presentes no citoplasma em forma de bastonetes com as extremidades arredondadas. ➢ Onde encontrar ✓Fezes normais ➢ Pré-cisto é uma forma intermediária entre o trofozoíto e o cisto. ➢ Metacisto- É uma forma multinucleada que emerge do cisto no intestino delgado, onde sofre divisões, dando origem aos trofozoítos. BIOLOGIA DA ENTAMOEBA HISTOLYCA ➢ Os trofozoítos da E. histolytica normalmente vivem na luz do intestino grosso podendo, ocasionalmente, penetrar na mucosa e produzir ulcerações intestinais ou em outras regiões do organismo, como fígado, pulmão, rim e mais raramente, no cérebro e pele. ➢ São anaeróbios, mas podem crescer em atmosferas contendo até 5% de oxigênio. ➢ A locomoção por pseudópodes, ➢ Alimentam-se por fagocitose (partículas sólidas: hemácias, bactérias ou restos celulares) e por pinocitose (ingestão de partículas líquidas). ➢ Reproduzem-se por divisão binária dos trofozoítos CICLO BIOLÓGICO CICLO EVOLUTIVO TRANSMISSÃO • Fecal-oral: É a via principal, onde cistos do parasita presentes nas fezes de pessoas infectadas contaminam água, alimentos ou superfícies. • Contato oral-anal: A transmissão sexual por contato oral-anal também é um fator de disseminação. • Contaminação indireta: Mãos, objetos e alimentos podem ser contaminados e atuar como vetores, além de moscas e baratas. • Fatores de risco: Locais com saneamento precário são propensos à disseminação da doença. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A infecção por Entamoeba histolytica é muitas vezes assintomática, mas quando há sintomas, podem variar: Intestinais: ➢ Diarreia: As fezes podem ficar moles e, em casos mais graves, apresentar muco e sangue, configurando um quadro de disenteria amebiana. ➢ Dor abdominal e cólicas. ➢ Febre e náuseas. ➢ Perda de peso. Extraintestinais (Complicações Graves): ➢ Abscesso hepático amebiano: A complicação mais comum fora do intestino, podendo causar dor na parte superior direita do abdômen, febre e hepatomegalia (aumento do fígado). ➢ Outras manifestações raras: A ameba pode atingir outros órgãos, como o pulmão ou o cérebro, embora seja mais raro DIAGNÓSTICO O diagnóstico da amebíase é confirmado através de: ➢ Exame de fezes: Detecção de cistos ou trofozoítos (formas do parasita) nas fezes ➢ sorológicos: Detecção de anticorpos contra o parasita no sangue. ➢ Exames de imagem: Ultrassom ou endoscopia podem ser necessários em casos de suspeita de complicações. TRATAMENTO ➢ Derivados da quinoleína ➢ emetinas ➢ antibióticas com eritromicina ➢ Metronidazol TRICHOMONAS • Reino: Protista • Filo: Sarcomastigopora • Classe: Zoomastigopora • Ordem: Trichomonadida • Família: Trichomonadidae • Gênero: Trichomonas • Espécie: T. vaginalis AS QUATRO ESPÉCIES ENCONTRADAS NO HOMEM SÃO TRICHOMONAS VAGINALIS, TRICHOMONAS TENAX, TRICHOMONAS HOMINIS E TRICHOMITUS FECALIS. TRICHOMONAS VAGINALIS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Forma e tamanho: É um trofozoíto em forma de pera ou oval, medindo entre 7 a 23 μm de comprimento. • Flagelos: Possui quatro flagelos livres na parte anterior do corpo e um quinto flagelo que forma a borda de uma membrana ondulada. • Membrana ondulada: Uma membrana ondulada se estende ao longo do corpo do organismo, sendo mais curta do que o comprimento do parasita. • Axóstilo: Um axóstilo, que é uma estrutura semelhante a uma haste delgada, estende-se por todo o comprimento do corpo do protozoário e se projeta posteriormente. • Hidrogenossomos: Apresenta hidrogenossomos, que são grânulos densos e são característicos do T. vaginalis. • Núcleo: Contém um núcleo elipsóide localizado na porção anterior do parasita. CICLO BIOLOGICO O ciclo biológico do Trichomonas vaginalis é simples e ocorre apenas na forma de trofozoíto, um organismo com flagelos que se alimenta. A transmissão ocorre por via sexual, e o parasita se multiplica por fissão binária longitudinal, sendo encontrado no trato genital inferior feminino e na uretra/próstata masculina. Não há forma de cisto, e a sobrevivência do parasita fora do hospedeiro é limitada. TRANSMISSÃO E PATOLOGIA Transmissão ➢ Contato Sexual:É a principal forma de transmissão, ocorrendo por meio de relações sexuais vaginais, anais ou orais com uma pessoa infetada. ➢ Contato Íntimo:O contato íntimo com secreções de uma pessoa contagiada também pode transmitir o parasita. ➢ De Mãe para Bebê:A transmissão pode ocorrer da mãe para o bebê durante o parto. Patologia SINTOMAS EM MULHERES: ➢ Corrimento vaginal abundante, amarelo- esverdeado, espumoso e com odor desagradável, semelhante a peixe. ➢ Prurido (comichão) na vulva e no períneo ➢ Dor durante o ato sexual (dispareunia) e dor ao urinar (disúria). ➢ Lesões puntiformes na parede vaginal e no colo do útero, com aparência de "morango". ✓ A espécie T vaginalis, patogênica, causa vaginite e uretrite. ✓ O T tenax, não-patogênico, vive na cavidade bucal humana e também de chipanzés e macacos. ✓ O T. hominis, não-patogênico, habita o trato intestinal humano. ✓ O T. fecalis foi encontrado em um único paciente. https://www.google.com/search?client=opera-gx&hs=xX3&sca_esv=1e6a950761a072a4&sxsrf=AE3TifOCyXjCmOTQaIoC79ceayMnzeedkg%3A1757346252450&q=Trichomonas+vaginalis&source=lnms&fbs=AIIjpHydJdUtNKrM02hj0s4nbm4yAFb4PvhjIUcDtaFHkK_tyspyDJg0-Y4Ji8bGEtEDNJGU4La1OXE1fT_NsHcQm_EpeE8VIhdF4ZUQSMGEjw299Z-GDh5tUW72tDuhT4tpe0iIqBcawO3mh0Z1mYkUeHpcIKusnYUmTR2w_BFyz19YBh5XjuIylq_d2nNV9vNBnPsTdybvGPOhdWV9POYA8eh8eDtQ5X7rh4j4QrcOg0HOtGQFN3w&sa=X&ved=2ahUKEwiH94GJwcmPAxXErJUCHWQyDTMQgK4QegQIARAB&biw=1472&bih=678&dpr=0.9&mstk=AUtExfA7H84tbfTZ9cbHs-8CHZumtrVMpgIM9mImYq6L11wQ1cvjgoQ4AIvCahtla8Hc9qrsTW4s7PqmrCfFOCJ_5nOunaJAGaTZId8_cHFN40vSG5ppb54PwRQlVmTBqRyM-ugnUb8nf4M812ho7SHXetZFUzyv7t1tPn4xT6FXhIMKfOGmM13S4OVZ3wv-NR6gB_xQ3UZv1G0M2Sqenqd59gbc6fqXdTVsymQaMNjXePS9O9L9vEpT23Ir-adD9_3hZDolmtfxO1GEUC9mGpeIKfKQAvRaXfUEYIeAkFaDZoaoNw&csui=3 https://www.google.com/search?client=opera-gx&hs=xX3&sca_esv=1e6a950761a072a4&sxsrf=AE3TifOCyXjCmOTQaIoC79ceayMnzeedkg%3A1757346252450&q=trofozo%C3%ADto&source=lnms&fbs=AIIjpHydJdUtNKrM02hj0s4nbm4yAFb4PvhjIUcDtaFHkK_tyspyDJg0-Y4Ji8bGEtEDNJGU4La1OXE1fT_NsHcQm_EpeE8VIhdF4ZUQSMGEjw299Z-GDh5tUW72tDuhT4tpe0iIqBcawO3mh0Z1mYkUeHpcIKusnYUmTR2w_BFyz19YBh5XjuIylq_d2nNV9vNBnPsTdybvGPOhdWV9POYA8eh8eDtQ5X7rh4j4QrcOg0HOtGQFN3w&sa=X&ved=2ahUKEwiH94GJwcmPAxXErJUCHWQyDTMQgK4QegQIARAC&biw=1472&bih=678&dpr=0.9&mstk=AUtExfA7H84tbfTZ9cbHs-8CHZumtrVMpgIM9mImYq6L11wQ1cvjgoQ4AIvCahtla8Hc9qrsTW4s7PqmrCfFOCJ_5nOunaJAGaTZId8_cHFN40vSG5ppb54PwRQlVmTBqRyM-ugnUb8nf4M812ho7SHXetZFUzyv7t1tPn4xT6FXhIMKfOGmM13S4OVZ3wv-NR6gB_xQ3UZv1G0M2Sqenqd59gbc6fqXdTVsymQaMNjXePS9O9L9vEpT23Ir-adD9_3hZDolmtfxO1GEUC9mGpeIKfKQAvRaXfUEYIeAkFaDZoaoNw&csui=3https://www.google.com/search?client=opera-gx&hs=xX3&sca_esv=1e6a950761a072a4&sxsrf=AE3TifOCyXjCmOTQaIoC79ceayMnzeedkg%3A1757346252450&q=fiss%C3%A3o+bin%C3%A1ria+longitudinal&source=lnms&fbs=AIIjpHydJdUtNKrM02hj0s4nbm4yAFb4PvhjIUcDtaFHkK_tyspyDJg0-Y4Ji8bGEtEDNJGU4La1OXE1fT_NsHcQm_EpeE8VIhdF4ZUQSMGEjw299Z-GDh5tUW72tDuhT4tpe0iIqBcawO3mh0Z1mYkUeHpcIKusnYUmTR2w_BFyz19YBh5XjuIylq_d2nNV9vNBnPsTdybvGPOhdWV9POYA8eh8eDtQ5X7rh4j4QrcOg0HOtGQFN3w&sa=X&ved=2ahUKEwiH94GJwcmPAxXErJUCHWQyDTMQgK4QegQIARAE&biw=1472&bih=678&dpr=0.9&mstk=AUtExfA7H84tbfTZ9cbHs-8CHZumtrVMpgIM9mImYq6L11wQ1cvjgoQ4AIvCahtla8Hc9qrsTW4s7PqmrCfFOCJ_5nOunaJAGaTZId8_cHFN40vSG5ppb54PwRQlVmTBqRyM-ugnUb8nf4M812ho7SHXetZFUzyv7t1tPn4xT6FXhIMKfOGmM13S4OVZ3wv-NR6gB_xQ3UZv1G0M2Sqenqd59gbc6fqXdTVsymQaMNjXePS9O9L9vEpT23Ir-adD9_3hZDolmtfxO1GEUC9mGpeIKfKQAvRaXfUEYIeAkFaDZoaoNw&csui=3 https://www.google.com/search?client=opera-gx&hs=xX3&sca_esv=1e6a950761a072a4&sxsrf=AE3TifOCyXjCmOTQaIoC79ceayMnzeedkg%3A1757346252450&q=fiss%C3%A3o+bin%C3%A1ria+longitudinal&source=lnms&fbs=AIIjpHydJdUtNKrM02hj0s4nbm4yAFb4PvhjIUcDtaFHkK_tyspyDJg0-Y4Ji8bGEtEDNJGU4La1OXE1fT_NsHcQm_EpeE8VIhdF4ZUQSMGEjw299Z-GDh5tUW72tDuhT4tpe0iIqBcawO3mh0Z1mYkUeHpcIKusnYUmTR2w_BFyz19YBh5XjuIylq_d2nNV9vNBnPsTdybvGPOhdWV9POYA8eh8eDtQ5X7rh4j4QrcOg0HOtGQFN3w&sa=X&ved=2ahUKEwiH94GJwcmPAxXErJUCHWQyDTMQgK4QegQIARAE&biw=1472&bih=678&dpr=0.9&mstk=AUtExfA7H84tbfTZ9cbHs-8CHZumtrVMpgIM9mImYq6L11wQ1cvjgoQ4AIvCahtla8Hc9qrsTW4s7PqmrCfFOCJ_5nOunaJAGaTZId8_cHFN40vSG5ppb54PwRQlVmTBqRyM-ugnUb8nf4M812ho7SHXetZFUzyv7t1tPn4xT6FXhIMKfOGmM13S4OVZ3wv-NR6gB_xQ3UZv1G0M2Sqenqd59gbc6fqXdTVsymQaMNjXePS9O9L9vEpT23Ir-adD9_3hZDolmtfxO1GEUC9mGpeIKfKQAvRaXfUEYIeAkFaDZoaoNw&csui=3 SINTOMAS EM HOMENS: ➢ Muitas vezes assintomáticos ➢ Uretrite com secreção leve, espumosa ou purulenta ➢ Disúria e polaciúria (urinar com frequência), especialmente pela manhã. FATORES DE RISCO ➢ A infeção facilita a transmissão de outras ISTs, como gonorreia e clamídia. Em grávidas, pode levar ao rompimento prematuro da bolsa amniótica. ➢ Ter múltiplos parceiros sexuais. ➢ Não usar métodos de barreira, como a camisinha, durante o sexo. ➢ Ter um histórico de outras ISTs. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO ➢ Diagnóstico Laboratorial por exame direto a fresco ou corado. ➢ Tratamento: metronidazol um fármaco efetivo contra as infecções pelo tricomonas do trato genitourinário. GIARDÍASE – GIARDIA LAMBLIA Classificação: → Filo: Sarcomastigophora → Sub-filo: Mastigophora ( Flagelos) → Genero: Giardia ✓GIARDIA DUODENALIS QUE INFECTA VÁRIOS MAMÍFEROS, INCLUSIVE HUMANOS. ✓GIARDIA MURIS QUE INFECTA ROEDORES, AVES E RÉPTEIS ✓GIARDIA AGILIS QUE INFECTA ANFÍBIOS. MORFOLOGIA Trofozoíto ➢ Formato: Em forma de Pêra, com a parte anterior mais larga e a posterior afilada. ➢ Tamanho: Geralmente entre 10-20 µm (micrómetros) de comprimento e 5-10 µm de largura. ➢ Núcleos: Dois núcleos, localizados simetricamente na parte anterior do organismo. ➢ Disco Ventral: Uma estrutura adesiva na face ventral, que ajuda a fixar o trofozoíto à mucosa intestinal. ➢ Corpos Parabasais :Duas formações em forma de vírgula na região intermédia do trofozoíto. ➢ Flagelos: Quatro pares de flagelos (anterior, posterior, ventral e caudal) que permitem a locomoção. ➢ Ausência de Mitocôndrias: Os trofozoítos de Giardia não possuem mitocôndrias. Localização e função: ➢ O trofozoíto é a forma ativa e móvel do parasita que se encontra no intestino delgado do hospedeiro. ➢ Multiplica-se por fissão binária. ➢ A sua função é fixar-se ao epitélio intestinal para se alimentar e replicar, sendo está a forma que causa infecção e diarreia. Cisto ➢ Forma e tamanho:O cisto é ovalado ou elipsóide, com a parede cística delicada. O seu tamanho varia entre 8 a 20 µm de comprimento por 7 a 10 µm de largura, de acordo com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). ➢ Conteúdo:Dentro do cisto encontram-se 4 núcleos (visíveis em lâminas coradas ou coradas com Lugol). Um número variável de fibrilas (axonemas de flagelos) E, os corpos escuros com forma de meia-lua e situados no pólo oposto aos núcleos ➢ Resistência:Os cistos são resistentes a fatores ambientais e podem sobreviver por semanas ou meses em ambientes úmidos, como a água de lagos e riachos. ➢ Transmissão:O cisto é a forma de resistência e disseminação do parasita. Ele é eliminado nas fezes e pode causar infecção quando ingerido CICLO BIOLÓGICO TRANSMISSÃO 1. Ingestão de cistos: A pessoa se infecta ao ingerir água ou alimentos contaminados com os cistos do parasita. 2. Contato pessoa a pessoa: O parasita pode ser transmitido diretamente entre pessoas, através de mãos contaminadas que tocam a boca, contato intimo anal 3. Transmissão por animais: Animais de estimação (cães e gatos) também podem ser portadores do parasita e transmitir a infecção para os seres humanos. SNTOMATOLOGIA E PATOLOGIA Sintomatologia variável devido a fatores associados ao parasito (cepa, número de cistos ingeridos) e ao hospedeiro (resposta imune, estado nutricional, pH do suco gástrico, associação com a microbiota intestinal) 2.Sintomáticos ➢ Diarreia aguda e autolimitante, tipo aquosa, explosiva, de odor fétido, acompanhada de gases com distensão e dores abdominais. ➢ Diarreia crônica acompanhada de esteatorréia, perda de peso e problemas de má-absorção. ➢ As principais complicações da giardíase crônica estão associadas à má absorção de gordura e de nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), vitamina B12 e ácido fólico e ferro. EPIDEMIOLOGIA ➢ A giardíase é cosmopolita, afeta principalmente crianças de oito meses a 12 anos. ➢ Regiões tropicais e subtropicais, e de baixo nível econômico. ➢ A infecção é frequentemente adquirida pela ingestão de cisto na água não tratada ou insuficientemente tratada (só cloração). ➢ É um dos agentes etiológicos da "diarréia dos viajantes" que viajam para zonas endêmicas. ➢ O Cisto sobrevive durante muito tempo embaixo das unhas. ➢ A giardíase é uma infecção frequentemente encontrada em ambientes coletivos PROFILAXIA ➢ Medidas de higiene pessoal (lavar as mãos), ➢ Destino correto das fezes (fossas, rede de esgoto) ➢ Proteção dos alimentos e tratamento da água. Pesquisas recentes mostram evidências de que os filtros de areia e de terra de diatomáceas são capazes de remover os cistos de Giardia. Os cistos resistem à cloração da água, porem são destruídos em água fervente. ➢ Tratamentos dos animais domésticos e dos humanos doentes e assintomáticos DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Diagnostico ➢ Crianças de oito meses a 12 anos com diarreia com esteatorréia, irritabilidade, insônia, náuseas e vômitos, perda de apetite e dor abdominal é indicativa clínica de giardíase. ➢ Para confirmar a suspeita clínica, deve-se fazer o exame de fezes identificação de cistos ou trofozoítos nas fezes. • Fezes formadas : cistos • Fezes Diarréicas: Trofozoítos Um aspecto importante com relação ao diagnóstico da giardíase é o fato de que indivíduos parasitados não eliminam cistos continuadamente. (PERIODO NEGATIVO) Para contornar essas limitações sugere-se o exame de três amostras fecais em dias alternados com intervalo de sete dias entre cada uma, conduta que aumenta a positividade da pesquisa de Giárdia nas fezes Tratamento ➢ Secnidazol, via oral em dose única ➢ Metronidazol, via oral 2 vezes ao dia por 5 diasTRYPASOMA CRUZI – DOENÇA DE CHAGAS ➢ O Trypanosoma cruzi é um protozoário, agente etiológico da doença de Chagas. ➢ Descoberto por Carlos Chagas (1909) Classificação • Filo: Sarcomastigophora • Sub-filo: Mastigophora (Flagelos) • Classe: Kinetoplastida • Familia. Trypanosomatidae • Genero: Trypanosoma • Espécie: T. cruzi MORFOLOGIA Tripomastigota: ➢ Formato: Alongado e delgado, com corpo em forma de "C" ou "S" ➢ Características: Possui uma grande membrana ondulante para motilidade e um flagelo que se estende pela sua superfície. ➢ Localização: Encontrada no sangue do hospedeiro vertebrado. ➢ Organelas: Núcleo em posição semi-central e um cinetoplasto na região posterior do corpo. Epimastigota: ➢ Formato: Alongado e fusiforme ➢ Características: Apresenta uma pequena membrana ondulante e um flagelo anterior ➢ Localização: Encontrada no intestino do inseto vetor, o triatomíneo ➢ Organelas: O cinetoplasto está localizado na porção anterior ao núcleo. Amastigota: ➢ Formato: Arredondada ou oval. ➢ Características: Possui um flagelo curto e não é visível à microscopia ótica. ➢ Localização: Encontrada dentro das células de hospedeiros infectados ➢ Organelas: O cinetoplasto é visível e geralmente arredondado CICLO BIOLÓGICO Ciclo biológico heteroxênico Hospedeiro vertebrado - Ciclo intracelular Hospedeiro invertebrado – Triatomíneo (Barbeiro) – Ciclo extra celular Reprodução: assexuada por divisão binária NO HOSPEDEIRO VERTEBRADO (SER HUMANO): 1. Picada do barbeiro e inoculação: O barbeiro infectado, ao se alimentar, defeca fezes que contêm os tripomastigotas metacíclicos (a forma infectante). 2. Entrada do parasita: Esses parasitas entram no corpo através da ferida da picada ou pelas mucosas, como a conjuntiva. 3. Transformação e multiplicação: Dentro das células do hospedeiro, os tripomastigotas se transformam em amastigotas, que se multiplicam por fissão binária. 4. Ciclo na corrente sanguínea: Os amastigotas se diferenciam novamente em tripomastigotas, que se rompem da célula, entram na corrente sanguínea e migram para outros tecidos, infectando novas células. NO HOSPEDEIRO INVERTEBRADO (BARBEIRO): 1. Picada infectante: O barbeiro se infecta ao se alimentar de sangue de um hospedeiro com parasitas circulantes. 2. Transformação no intestino: Os tripomastigotas ingeridos se transformam em epimastigotas no intestino médio do inseto e se multiplicam. 3. Diferenciação para infectante: No intestino posterior, os epimastigotas se diferenciam em tripomastigotas metacíclicos. 4. Transmissão: Os tripomastigotas metacíclicos são eliminados nas fezes do inseto, prontos para infectar outro hospedeiro vertebrado TRANSMISSÃO PELO VETOR A infecção ocorre pela penetração de tripomastígotas metacíclicos (eliminados nas fezes ou na urina de triatomíneos, durante o hematofagismo) em solução de continuidade da pele ou mucosa íntegra. Outras formas: transfusão sanguínea, congênita, transmissão oral transplante, acidente de trabalho, transmissão sexual PATOLOGIA FASE AGUDA Sintomática ➢ Sinal de Romaña (edema bipalpebral unilateral) ➢ Chagoma de inoculação ➢ Febre, edema localizado e generalizado ➢ Hepatomegalia, esplenomegalia FASE CRÔNICA Assintomática ➢ Forma indeterminada ➢ Longo período assintomático (10 a 30 anos) ➢ Positividade de exames sorológicos e/ou parasitológicos ➢ Ausência de sintomas e/ou sinais da doença ➢ Eletrocardiograma convencional normal ➢ Coração, esôfago e cólon radiologicamente normais Sintomática ➢ Forma cardíaca aumentada ➢ Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) ➢ Fenômenos tromboembólicos ➢ Forma digestiva ➢ Forma cardiodigestiva ou mista aumentada DIAGNÓSTICO Clínico ➢ Origem do paciente ➢ Sinais de porta de entrada Laboratorial (parasitológicos) ➢ Exame de sangue a fresco ➢ Exame de sangue em gota espessa • ➢ Esfregaço sanguíneo corado pelo Giemsa ➢ Métodos de Concentração: Creme leucocitário Método de Strout, Laboratorial (sorológicos) ➢ Reação de imunofluorescênciaindireta- Detecção de anticorpos da classe IgM (15º dia) ➢ Enzime – linked immunosorbent assay (ELISA) Detecta classes específicas de anticorpos, utilizando-se conjugado anti- IgM PROFILAXIA ➢ Melhoria das habitações rurais ➢ Combate ao barbeiro ➢ Controle do doador de sangue ➢ Controle da transmissão congênita TRATAMENTO ➢ Nifurtimox: 8 a 12 mg/kg por dia, até 90 dias. ➢ Benzonidazol:5 a 8 mg/kg por dia, durante 60 dias Fase Aguda: A administração precoce desses medicamentos pode levar à cura completa. LESHIMANIA – LESHIMANIOSE ➢ Filo: Sarcomastigophora ➢ Classe: Zoomastigophorea ➢ Ordem: Kinetoplastida ➢ Família: Trypanosomatidae ➢ Gênero: Leishmania ESPÉCIES COMUNS • Leishmania (Leishmania) amazonensis: causa a leishmaniose tegumentar e está distribuída pela Amazônia, mas também em outras regiões do Brasil. • Leishmania (Viannia) braziliensis: a espécie mais importante da leishmaniose tegumentar na América Latina, com ampla distribuição no Brasil. • Leishmania infantum (sinônimo Leishmania chagasi): a principal causadora da leishmaniose visceral (ou calazar) nas Américas. • Leishmania donovani: é o agente etiológico da leishmaniose visceral no Velho Mundo (Ásia e África). MORFOLÓGIA Amastigota: ➢ Localização: Dento das células do hospedeiro vertebrado (mamíferos, incluindo humanos). ➢ Morfologia: Forma redonda ou ovalada, sem flagelo. ➢ Função: Multiplicam-se por divisão binária dentro das células fagocíticas. Promastigota: ➢ Localização: No intestino do flebotomíneo (inseto vetor), como o mosquito-palha. ➢ Morfologia: Forma alongada e filiforme, com um flagelo livre na extremidade anterior. ➢ Função: Diferenciam-se das amastigotas no intestino do inseto, multiplicam-se e migram para a probóscida para serem inoculadas em um novo hospedeiro mamífero. CICLO BIOLÓGICO Ciclo biológico heteroxênico Hospedeiro vertebrado Hospedeiro invertebrado – flebotomíneo (mosquito palha fêmea Reprodução: assexuada por divisão binária HOSPEDEIRO VERTEBRADO (HUMANO OU ANIMAL): 1. Picada infecciosa: A fêmea do flebotomíneo (o mosquito-palha) pica um hospedeiro vertebrado infectado e injeta o parasita na forma promastigota. 2. Fagocitose: Os promastigotas são fagocitados (ingestados) por macrófagos e outras células imunitárias. 3. Transformação em amastigota: Dentro do macrófago, o promastigota transforma-se na forma amastigota. 4. Multiplicação: Os amastigotas multiplicam-se por divisão simples, multiplicando-se em grande número dentro da célula. 5. Rompimento da célula: Após a multiplicação, a célula hospedeira pode romper-se, liberando amastigotas que infectam novos macrófagos. HOSPEDEIRO INVERTEBRADO (FLEBOTOMÍNEO): 1. Ingestão de amastigotas: A fêmea do flebotomíneo, ao se alimentar do sangue de um hospedeiro infectado, ingere macrófagos contendo amastigotas. 2. Transformação em promastigotas: No intestino médio do inseto, os amastigotas transformam-se novamente em promastigotas. https://www.google.com/search?client=opera-gx&q=Leishmania+%28Leishmania%29+amazonensis&sourceid=opera&ie=UTF-8&oe=UTF-8&mstk=AUtExfBmM5tL9MxksA8wWF6B48m7GPFAWkW-o-1KlHcOU96mP25I_8pOkpBhOZQuwka04hFF8HppqnJMVRT20Q5BIHhHOdxpV9ai1xC_WTHW7zlH7Rr8mDcdO4l2T5x6xUKdeIilr9blkbHucHOzmja6CIdVSeQVVrVRO42GD149BNaHmyg&csui=3&ved=2ahUKEwjpgaD2hsqPAxVpq5UCHblqEBsQgK4QegQIBxABhttps://www.google.com/search?client=opera-gx&q=Leishmania+%28Viannia%29+braziliensis&sourceid=opera&ie=UTF-8&oe=UTF-8&mstk=AUtExfBmM5tL9MxksA8wWF6B48m7GPFAWkW-o-1KlHcOU96mP25I_8pOkpBhOZQuwka04hFF8HppqnJMVRT20Q5BIHhHOdxpV9ai1xC_WTHW7zlH7Rr8mDcdO4l2T5x6xUKdeIilr9blkbHucHOzmja6CIdVSeQVVrVRO42GD149BNaHmyg&csui=3&ved=2ahUKEwjpgaD2hsqPAxVpq5UCHblqEBsQgK4QegQIBxAD 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3. Desenvolvimento e migração: Os promastigotas multiplicam-se, desenvolvem-se e migram para as partes bucais do inseto (a probóscide). 4. Transmissão para outro hospedeiro: Ao picar outro vertebrado, a fêmea do inseto injeta os promastigotas, reiniciando o ciclo no novo hospedeiro. TRANSMISSÃO A Leishmaniose é transmitida pela picada de um flebotomíneo (mosquito-palha) infectado com o parasita Leishmania, que, ao picar um mamífero (hospedeiro), injeta as formas do parasita. PATOLOGIA A patologia causada pela Leishmania sp é a leishmaniose, uma doença que pode se manifestar como cutânea, mucocutânea ou visceral, dependendo da espécie do parasita e do hospedeiro. TIPOS DE LEISHMANIOSE E SEUS SINTOMAS Leishmaniose Cutânea e Mucocutânea: Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) Sintomas: Ulceras na pele (lesões com bordas elevadas), com o risco de atingir as mucosas, levando a deformidades no nariz e boca, dependendo da espécie de Leishmania envolvida. Transmissão: Pela picada de mosquitos flebotomíneos infectados. Leishmaniose Visceral: CALAZAR Sintomas: Febre irregular, perda de peso, fraqueza, anemia, aumento do fígado e do baço. Gravidade: Se não tratada, pode ser fatal. Forma Aguda: o início pode se abrupto ou insidioso, a febre é o primeiro sintoma, hepatoesplenomegalia, perda de peso, hemorragia e anemia. Forma Refratária: é uma forma evolutiva do Calazar clássico que não responde ou responde parcialmente ao tratamento com antimoniais. É clinicamente mais grave, devido ao prolongamento da doença sem resposta terapêutica O Parasita (Leishmania spp.) É um protozoário flagelado que se multiplica no interior das células do sistema imunológico do mamífero, como macrófagos, na forma de amastigotas. Diversas espécies de Leishmania podem causar a doença no homem. DIAGNÓSTICO 1. Diagnóstico Clínico Avaliação dos Sintomas: Um profissional de saúde avalia os sintomas do paciente, como úlceras na pele para leishmaniose cutânea ou febre persistente, aumento do baço ou fígado para leishmaniose visceral. Histórico Epidemiológico: A exposição recente a áreas com casos da doença também é um fator importante. Métodos Parasitológicos Exame Direto e Microscopia: O parasita pode ser visualizado diretamente após coloração de amostras (esfregaços ou impressões teciduais) de tecidos infectados, como pele, linfonodo ou medula óssea. Cultura: O parasita pode ser cultivado em meios de cultura específicos para se multiplicar e ser posteriormente identificado em microscopia. Xenodiagnóstico: Em alguns casos, o parasita pode ser inoculado em hamsters, que servem como hospedeiros, para confirmação. Métodos Imunológicos Sorológicos: Exames de sangue que detectam anticorpos produzidos pelo organismo contra a Leishmania, como o ELISA e a RIFI. Montenegro:Um teste cutâneo que injeta um antígeno de Leishmania na pele para verificar uma reação imunológica. Métodos Moleculares PCR (Reação em Cadeia da Polimerase):Detecta o DNA do parasita em amostras biológicas, sendo um método sensível para confirmação diagnóstica. PROFILAXIA A profilaxia da leishmaniose envolve a proteção individual (uso de repelentes, telas, mosquiteiros), o manejo ambiental (limpeza de quintais para eliminar criadouros do inseto vetor) e a proteção de animais de estimação, especialmente cães, através de coleiras repelentes e manutenção da limpeza de seus abrigos. TRATAMENTO Leishmaniose Visceral - Antimoniato de N-Metil Glucamina Leishmaniose Tegumentar (Cutânea e Mucosa) - Antimoniato de N-Metil Glucamina; Miltefosina; Anfotericina B https://www.google.com/search?q=PCR+%28Rea%C3%A7%C3%A3o+em+Cadeia+da+Polimerase%29&client=opera-gx&hs=iwT&sca_esv=48c2a6a335f0c113&biw=1472&bih=678&sxsrf=AE3TifP5n1YqZJZyrhIwpjaF0Htgxc2WGw%3A1757368285157&ei=3U-_aI-wCeXV1sQPmfzR4AE&ved=2ahUKEwiwiJnLlMqPAxXCp5UCHbJMNyUQgK4QegQICRAB&uact=5&oq=leishmania+diagnosticos&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiF2xlaXNobWFuaWEgZGlhZ25vc3RpY29zMgUQIRigAUiyLVCVB1jlKnAAeAKQAQCYAY0CoAHNHaoBBjAuMTUuNbgBA8gBAPgBAZgCD6ACnxfCAgQQABhHwgIKECMYgAQYJxiKBcICBRAAGIAEwgIGEAAYFhgewgIEECMYJ8ICBRAuGIAEwgIUEC4YgAQYlwUY3AQY3gQY3wTYAQHCAggQABgWGAoYHsICBxAAGIAEGBPCAggQABgTGBYYHsICChAAGBMYFhgKGB6YAwDiAwUSATEgQIgGAZAGCLoGBggBEAEYFJIHBTEuOC42oAeNpwGyBwUwLjguNrgHiRfCBwkyLTMuMy44LjHIB7cC&sclient=gws-wiz-serp&mstk=AUtExfBranh-1w2xwxwGAKB5OhmPD76nyckG89T9EamkOp1nG_kVQi5roNyZ39o9ZkjlQwYQpiqztG_tJClY27yyke_t-hFEpe1GtQeM7_h-0HWhk3TvmWCvjTPx6nKI6kJdjkYEvFOx5i7kUNOlGxusQ7gGgHOfWeIJgLLkJYj6jgfc5GIEloIobnysmwxybV5YBZtEUTiDOCsvPaZ5QiBzEbhhkMHqUuKti3xjE5CJRSVEOKI4Zcx4Sv4rhLAZAomW2yRaxCLV75nqsqVtUfrJ6sR57i9KQV7LKcv3p8juVJi4kg&csui=3 https://www.google.com/search?q=Miltefosina&client=opera-gx&sca_esv=48c2a6a335f0c113&biw=1472&bih=678&sxsrf=AE3TifN7fq_2rbB-TUDH1nHs202mvay38A%3A1757368991190&ei=n1K_aMSsC7bS1sQPxMmJwAQ&ved=2ahUKEwjni6j7lcqPAxWtvJUCHSlTBRoQgK4QegQIAxAG&uact=5&oq=leishmania+tratamento&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiFWxlaXNobWFuaWEgdHJhdGFtZW50bzIFEAAYgAQyBhAAGBYYHjIGEAAYFhgeMgYQABgWGB4yCBAAGBYYChgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIGEAAYFhgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHkj0LlDsBFiSKnABeAGQAQCYAZACoAHZHqoBBjAuMTIuOLgBA8gBAPgBAZgCDqACphbCAgoQABiwAxjWBBhHwgIEECMYJ8ICChAjGPAFGCcYyQLCAgoQIxiABBgnGIoFwgIFEC4YgATCAgoQABiABBgUGIcCmAMAiAYBkAYIkgcHMS43LjUuMaAHx8ABsgcHMC43LjUuMbgHhRbCBwgyLTMuMS4xMMgHoQI&sclient=gws-wiz-serp&mstk=AUtExfC6EOyAMu2OFAv20Zge2874Ols1JTmCInwMybs6U8Xi5Zveq5DgaNRhSX6TmU4Ml6jrtdRdSDrBztYr3ahf_R8IokzziMHSvcZnj6jLjLTD8furaV5iBhTZgJBiuxyqf_urKEiMYYxUA_HPHO10CdQqnQKa5ZCxvvETw-gaBNuEIwu-7RsDfyi1KPESfRBQR-PaXWaeW5-fZe0OKN_ZWj0V6cwjWmXVnfL3SlRYEmDXwbxTvFj1tp8gnhhsS303Wz9bpu_RK_40XxKsC8PHQOdDNzooHJHlebJWL9JmI3E1Ew&csui=3