EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL. Resumo
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EIXO HIPOTÁLAMO-HIPÓFISE-ADRENAL. Resumo


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Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
Resumindo:
O eixo Hipotálamo \u2013 Hipófise \u2013 Adrenal (HHA) atua na regulação de respostas a circunstâncias adversas, modulando o metabolismo de carboidratos, proteínas, e lipídios, proporcionando excitabilidade do córtex cerebral, além de produzir efeitos anti-inflamatórios e supressão da resposta imune. (Guyton & Hall, 2006; Costanzo, 2011, Oakley & Cidlowski, 2011). 
As diversas atividades mediadas pelo eixo HHA ocorrem em resposta aos hormônios esteróides, estes secretados pela glândula adrenal (Conceição 2012). O Eixo HHA é ativado por estímulos estressantes, como o jejum, o que leva a liberação de corticotrofina (CRH) pelo hipotálamo (o controlador de todas as secreções hipofisárias), estimulando assim, a síntese e secreção de adrenocorticotrofina (ACTH) pela adeno \u2013 hipófise. (Conceição 2012). Ao cair na corrente sanguínea, o ACTH passa a atuar no córtex adrenal, proporcionando a síntese e liberação de hormônios esteróides, como os glicocorticoides (GC), sintetizado na zona fasciculada (Charmandari, 2005; Plotsky, 1989).
	O hipotálamo e glândula hipófise formam uma unidade que exerce controle sobre a função de várias glândulas endócrinas periféricas, incluindo as adrenais. No hipotálamo, além dos elementos neurais característicos, encontramos neurônios peptidérgicos, especializados em secretar hormônios. Esses neurônios apresentam as mesmas propriedades elétricas das outras células nervosas, inclusive a deflagração de potenciais quando estimulados: o potencial de ação gerado no corpo celular trafega até a terminação do axônio onde, por determinar influxo de Ca++, desencadeia a secreção de hormônios armazenados em vesículas. 
Os neurônios hipotalâmicos que se relacionam com a adeno-hipófise constituem o sistema parvicelular ou túbero-infundibular. Entre eles, estão os neurônios secretores de CRH (hormônios liberados de corticotrofina), cujos corpos celulares encontram-se no núcleo paraventricular do hipotálamo (NPV). Desta região, partem axônios que convergem para a eminência mediana, onde o CRH é secretado. Devido à existência de um sistema vascular altamente especializado, que conecta a eminência mediana à adeno-hipófise (sistema porta hipotálamo-hipofisário), o CRH atinge a adeno- hipófise em altas concentrações. Em humanos, cerca de 80 a 90% do suprimento sanguíneo da adeno-hipófise é dado pelos vasos porta-hipofisários longos. Por meio dessa via, altas concentrações dos hormônios neuro-hipofisários atingem a adeno-hipófise, modulando localmente a liberação de hormônios, incluindo o ACTH. 
 O CRH regula a produção e secreção de hormônios derivados da POMC (pró-ópiomelanocortina) POMC. A POMC é um precursor de pró \u2013 hormonios produzidos pelos corticotrofos da adeno-hipófise. 
A proteína resultante é então processada, gerando ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) e outros produtos (as melanocortinas). Alguns outros peptídeos, como a ocitocina e a vasopressina, também são estimuladores de secreção de ACTH; eles não são tão potentes agindo isoladamente, embora apresentem efeitos marcantes quando associados ao CRH (especialmente a vasopressina). O CRH circula no sangue ligado a proteínas transportadoras, no estado livre, o CRH se liga a receptores específicos localizados na membrana celular das células corticotróficas, o que provocava aumento da geração intracelular de AMPc e consequente síntese e processamento da POMC, com liberação de ACTH.
 	O receptor de CRH também se encontra expresso em outras regiões do SNC, como córtex, sistema límbico, bulbo e medula espinhal, o que explica certos efeitos centrais do CRH como estimulação da atividade simpática e inibição do comportamento de ingestão alimentar e sexual, características do estresse. A secreção de ambos as hormônios (CRH e ACTH) é controlada pelo produto final do eixo HHA, glicocorticoides, que exercem o mecanismo de retroalimentação negativa tanto sobre a hipófise quanto sobre o hipotálamo.
 
Vale ressaltar que o bed nucleus da estria terminal (BST) é a única região do sistema límbico que apresenta projeções diretas sobre os neurônios CRH-érgicos do hipotálamo. O BST, por sua vez, recebe projeções da amígdala, hipocampo e núcleo septal, sugerindo que ele seja um centro integrativo da fundamental importância para a transmissão de informações límbicas ao NPV. Assim, todas essas aferências sinalizam impulsos gerados por estresse, hipovolemia, hipóxia, hiperosmolaridade e dor. 
Além disso, como em outros sistemas fisiológicos, o eixo HPA apresenta ritmicidade circadiana, dada por padrões internos gerados no núcleo supraquiasmático, com o auxílio de pistas externas (quantidade de luz na retina). Atualmente já se sabe que o padrão alimentar é um forte temporizador do eixo HPA, de modo que se o horário de alimentação for invertido para o período de inatividade, também se inverterá o padrão de secreção de cortisol/corticosterona normalmente observado. 
	Como já mencionado, a hipófise é uma glândula endócrina localizada em intima relação anatômica com o hipotálamo, mantendo-se conectada a este através da haste hipofisária ou pedúnculo hipofisário. Em humanos, a hipófise é composta basicamente por 2 porções, como já dito: 1) a hipófise anterior ou adeno-hipófise e a 2) hipófise posterior ou neuro-hipófise. Na maioria dos vertebrados, porém, a pars intermédia apresenta importante papel na secreção do hormônio melanotrófico ( ((MSH), que se origina também a partir de clivagem da POMC, assim como o ACTH. A adeno e a neuro-hipófise são constituídas por células de distintas origem embriológicas. A adeno-hipófise deriva de uma invaginação de teto da cavidade oral, a bolsa de Rathke, apresentando, portanto, características morfológicas de células epiteliais. A neuro-hipófise, por outro lado deriva de uma projeção do assoalho do 3º ventrículo, possuindo uma população de de células gliais (pituícitos) e axônios, cujos corpos celulares encontram-se agrupados em núcleos específicos do hipotálamo. 
Como já mencionado, o ACTH é formado a partir da clivagem da POMC e exerce seus efeitos nas células-alvo através da interação com receptores específicos localizados na membrana plasmática. A ocupação destes receptores resulta na ativação do sistema da adenilil ciclase e da via do fosfatidil-inositol; segue-se a fosforilação de proteínas específicas e a consequente manifestação de seus efeitos biológicos, que se resumem na estimulação da secreção de glicocorticoides, mineralocorticoides e esteroides androgênicos pelo córtex da adrenal. 
	As glândulas adrenais, por sua vez, estão localizadas acima dos rins e são compostas nos adultos por 3 regiões corticais: a zona glomerulosa, mais externa; a zona fasciculada (intermediária) e a zona reticular (mais interna). A medula adrenal, localizada internamente ao córtex, é responsável pela secreção de catecolaminas, especialmente adrenalina e noradrenalina. Esta região é composta pelas células cromafins que, na verdade, são homólogas aos neurônios pós-ganglionares simpáticos. Assim, a medula adrenal é considerada uma gânglio simpático modificado. As três zonas do córtex adrenal, por outro lado, secretam diferentes hormônios esteroidais e estão sob diferente regulação. 
A medula adrenal corresponde à porção central da glândula, constituída por células chamadas de cromafins, responsáveis por sintetizar e secretar catecolaminas, como adrenalina, epinefrina, e outros neurormônios, que atingem a circulação sistêmica e atuam em diferentes tecidos-alvo. Já o córtex apresenta células secretoras de hormônios esteróides, as quais não armazenam os seus produtos de secreção em grânulos, pois a maior parte de seus hormônios é sintetizada após o estímulo e posteriormente secretada (Fonseca, E. A. I. et al. 2009, Aires, M. 2012). Ademais, a região cortical está subdividida em três partes, a zona glomerulosa, fasciculada e a reticulada.
A zona glomerulosa está localizada baixo da cápsula de tecido conjuntivo, sendo, portanto, a camada
Juliana
Juliana fez um comentário
Adorei o seu material. Estou estudando esse conteúdo para uma prova. Vc poderia, por gentileza, me enviar por e-mail?! Grata! jujusenamaral@gmail.com
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José Adriano
José Adriano fez um comentário
Poderia me enviar por email
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silvina
silvina fez um comentário
BOM DIA GOSTARIA DE PEDIR QUE VOCÊ ENVIASSE PARA MEU EMAIL ESSE RESUMÃO sillewell94@com
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