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PROCESSO PENAL I PROFESSOR CANEL Coronel da Polícia Militar de Pernambuco e diretor adjunto da Diretoria de Planejamento Operacional (DPO) da PMPE. Graduado pela Academia de Polícia Militar do Paudalho (1996) e em Direito pela Faculdade Integrada do Recife, é pós- graduado em Gestão de Segurança Pública pela ULBRA e especialista em Ciências Criminais pela Universidade Anhanguera. Atua como professor no curso de Direito da UNINASSAU, ministrando as disciplinas de Direito Penal, Processo Penal e Direito Constitucional, além de atuar como orientador de TCC. mariocanel@gmail.com Professor_canel Graças EMENTA APLICAÇÃO DO DIREITO PROCESSUAL PENAL.PRINCÍPIO, SISTEMAS E HISTÓRIA. DO PROCESSO EM GERAL: INQUERITO POLICIAL AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL I COMPETENCIA JURISDIÇÃO AÇÃO CIVIL PROVAS PROCESSO PENAL I MEIOS DE PROVAS EMENTA Compreender e utilizar de forma clara os conteúdos das disciplinas ofertadas neste semestre, visando o desenvolvimento da interdisciplinaridade, emprego correto dos conceitos e planejamentos, formando assim uma massa crítica aos problemas surgidos, de forma que possa resolvê-los profissionalmente. OBJETIVO DA DISCIPLINA O PROCESSO PENAL O ensino será estruturado para que os alunos possam desenvolver habilidades que atendam às exigências do mercado jurídico e os requisitos de exames como a OAB, além de concursos voltados para áreas como magistratura, defensorias públicas e Ministério Público. Dessa forma, buscamos formar profissionais preparados para atuar com competência, ética e inovação no processo penal.. ONDE VAMOS CHEGAR? COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS Apresentar e analisar a importância desta Ciência do Direito; Capacitar o aluno dentro da perspectiva da área do direito; Levar ao aluno análise crítico sobre os temas relacionados; Identificar os principais recursos de normatização da lei aplicada; Contextualizar a sociedade, refletindo o papel desta ciência do direito; Como serão nossas aulas?AULA EXPOSITIVA (metodologia ativa) TRIBUNAL SIMULADO: desafios do processo penal AVALIAÇÕES DIA: todas às Quintas HORÁRIO: das 18:30h às 22h SALA: 205 e 207 UNIDADE: bloco c AULAS PRESENCIAIS Carga horária total: 40h HORÁRIO DE AULA INÍCIO DA AULA 18:30h SEM INTERVALO FIM DA AULA 20:10h SALA 205 e 207 INÍCIO DA AULA 20:20h SEM INTERVALO FIM DA AULA 22:00h Sistema de Avaliação A1 AVALIAÇÃO 1 A2+ AVALIAÇÃO 2 =MÉDIA PARCIAL 7÷2 O aluno que não alcançar a média parcial faz em exame final onde precisa alcançar média final maior ou igual a 5,0. O exame final é, obrigatoriamente, prova escrita. Atualizado conforme a Lei 15.035/24 - Sobre o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais MANUAL DE PROCESSO PENAL - VOLUME ÚNICO (2025) Atualizado conforme a Lei 15.035/24 Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais CURSO DE PROCESSO PENAL E EXECUÇÃO PENAL (2025) Um clássico da doutrina jurídica - uso profissional | Atualizado conforme a Lei 14.994 de 2024 - Pacote Antifeminicídio COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E SUA JURISPRUDÊNCIA (2025) R E F E R Ê N C IA S B IB LI O G R Á F IC A S ATENÇÃO ! ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE • Lei 15.035/2024 — Altera o Código Penal para permitir a consulta pública do nome completo e do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) das pessoas condenadas por crimes contra a dignidade sexual, garantido o sigilo do processo e das informações relativas à vítima, e a Lei 14.069/2020 para determinar a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais Lei 14.994/2024 — Altera o Código Penal, a Lei das Contravenções Penais, a Lei de ExecuÇÃo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal, para tornar o feminicídio crime autônomo, agravar a sua pena e a de outros crimes praticados contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, bem como para estabelecer outras medidas destinadas a prevenir e coibir a violência praticada contra a mulher. • Lei 14.879/2024 — Altera o Código de Processo Civil para estabelecer que a eleição de foro deve guardar pertinência com o domicílio das partes ou com o local da obrigação e que o ajuizamento de ação em juízo aleatório constitui prática abusiva, passível de declinação de competência de ofício. • Lei 14.857/2024 — Altera a Lei Maria da Penha para determinar o sigilo do nome da ofendida nos processos em que se apuram crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher • Lei 14.843/2024 — Altera a Lei de Execução Penal para dispor sobre a monitoração eletrônica do preso, prever a realização de exame criminológico para progressão de regime e restringir o benefício da saída temporária. • Lei 14.836/2024 — Altera a Lei 8.038/1990 e o Código de Processo Penal para dispor sobre o resultado de julgamento em matéria penal ou processual penal em órgãos colegiados e sobre a concessão de habeas corpus de ofício. • Lei 14.811/2024 — Institui medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos educacionais ou similares, prevê a Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente e altera o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos e o Estatuto da Criança e do Adolescente. PROCESSO PENAL I Professor Canel TEMA NOÇÕES INTRODUTÓRIAS • o processo penal deve conferir efetividade ao direito penal, fornecendo os meios e o caminho para materializar a aplicação da pena ao caso concreto. • Tem como finalidades a pacificação social obtida com a solução do conflito (mediata), e a viabilização da aplicação do direito penal, concretizando-o (imediata). JUS PUNIEND • Segundo Renato Brasileiro, quando o Estado, por intermédio do Poder Legislativo, elabora leis penais, cominando sanções àqueles que vierem a praticar condutas delituosas, surge para ele o direito de punir (ius puniendi) num plano abstrato e, para o particular, o dever de se abster de praticar a infração penal. • No momento que alguém desrespeita a norma penal e pratica a conduta delituosa, o direito de punir (ius puniendi) que era abstrato se transforma em direito de punir concreto. Surge, então, a PRETENSÃO PUNITIVA: poder-dever do Estado de exigir de quem comete um delito a submissão à sanção penal ALOCAÇÃO • É um dos ramos direito público, embora haja uma crítica atual à dicotomia romana entre jus publicum etjus privatum. JUS PUNIEND 01 02 03 O Estado é o titular do poder de punir JUS PUNIEND O exercício do JUS PUNIEND pelo Estado é limitado pelo Direito Processual O Direito processual institui o PROCESSO CRIMINAL como instrumento por meio do qual o Estado exerce o JUS PUNIEND PARA APRENDER DIREITO PERSECUÇÃO PENAL AÇÃO PENAL INQUERITO POLICIAL PROCESSO PENAL NO ESPAÇO CPP: ART 1º Convenção de Viena (dc 103/65); agentes diplomáticos; embaixadores; julgamento no pais de origem; secretários de embaixada e familiares; Membros da ONU; cumprimento de rogatória; homologação de sentença estrangeira; processo de extradição CPP: ART 1º CP: ART 5º CP, ART 7º EXCEPCIONALIDADE EXTRATERRITORIALI DADE TERRITORIALIDADE Normas Processuais Tempus regit actum Efeito imediato (art. 2º) Materiais Incidem as regras da ultratividade ou retroatividade da lei penal benéfica Art. 165 caput (direito de ser interrogado) Heterotópicas Regra material inserida em diploma processual Incidem as regras da ultratividade ou retroatividade da lei penal benéfica Regra processual inserida em diploma material CF, art. 129, I Efeito imediato (art. 2º) Hibridas Possui um comando material (art. 366, 1ª parte) e um comando processual (art. 366,21ª parte) Duas corrente: 1ª c: haverá cisão da norma, a penal pode retroagir e a processual terá aplicação imediata 2ª C: Não admite cisão e se prejudicar, a material não será aplicada(STJ) CPP, Art. 2ᵒ A lei processualpenal aplicar-se- á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. CPP, Art. 366. Se o acusado, citado por EDITAL, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão SUSPENSOS o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. INTERPRETAÇÃO Admissível em processo penal inclusive a Extensiva Forma de extração do real conteúdo da norma INTERPRETAÇÃO X ANALOGIA 02 01 03 05 04 RESE POR INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA EX: REJEIÇÃO DO ADITAMENTO DA DENÚNCIA RESE (ART. 581, I) EX: REJEIÇÃO DA DENÚNCIA ANALOGIA Admissível em processo penal em qualquer situação (favorável ou não favorável) Forma de integração da norma, suprindo lacunas INTERPRETAÇÃO X ANALOGIA 02 01 03 05 04 O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 3 (três), no máximo, para a prova de cada fato. APLICA-SE O 357 § 6º DO NCPC (NÃO HÁ NÚMERO DE TESTEMUNHAS PREVISTOS EM LEI) EX: EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO CONTRA O JUIZ MATERIAIS FORMAIS 1. Autorizado por LC editada pela União + 2. Normas sobre custas e serviços forenses; + 3. Criação, funcionamento e processo dos juizados; + 4. Procedimentos em matéria processual Estados art. 22, pu e art. 24, IV, X, XI, CF) União (art. 22, I, CF) Leis processuais propriamente ditas DIRETAS lei ou tratado internacional INDIRETAS Costume, analogia e princípios gerais de direito FONTES DO PROCESSO PENAL Existem três sistemas processuais penais, os quais são diferenciados com base nos princípios que informam o processo penal. São eles os sistemas inquisitorial, acusatório e misto, estudados a seguir (Busca-se examinar 03 pontos: a) Interação entre o Juiz, o Promotor e a Defesa; b) Papel que o Juiz exerce na produção da prova; c) Exercício do direito de defesa do acusado). SISTEMAS SISTEMA INQUISITIVO • Não há contraditório. Juiz com ampla iniciativa probatória (chamada gestão de provas), na investigação e no processo. • Acusado é mero objeto do processo. • Princípio da verdade real (superado): magistrado deve buscar verdade, podendo, para tanto, utilizar provas ilícitas (ex, tortura admitida). Confissão do réu é a rainha das provas SISTEMA ACUSATÓRIO (ART. 3 -A DO CPP) • Clara distinção entre as atividades de acusar e julgar. • Iniciativa probatória exclusiva das partes e juiz como terceiro imparcial e passivo na coleta da prova. • Vigora o Princípio Dispositivo, por isso em nenhuma fase o juiz pode produzir prova de ofício. Como exemplo do papel do juiz na produção de prova, temos o art. 212 do CPP (método de questionamento das testemunhas) conhecido como exame direto e cruzado. Antes de 2008, cabia ao juiz a formulação de perguntas. Atualmente, as perguntas são feitas diretamente pelas partes, cabendo ao magistrado a atuação residual. • Art. 212, CPP. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. • Acusado é sujeito de direitos. • Vigora a publicidade e oralidade do julgamento. • Presença de contraditório. • Na fase investigatória, juiz só intervém se for provocado. • Princípio da busca da verdade (ou verdade processual) - prova deve ser produzida com contraditório. • Conforme seu art. 129, I, a CF adotou este sistema, outorgando ao MP a titularidade da ação penal pública. SISTEMA MISTO Processo tem 2 fases: • 1 a fase: Inquisitorial, com instrução escrita e secreta, sem acusação e, por isso, sem contraditório. • 2 a fase: Acusatório. Acusador apresenta acusação, réu se defende e Juiz julga, vigorando, em regra, a publicidade e a oralidade. Quando o CPP entrou em vigor, prevalecia que o sistema nele previsto era o misto. Porém, com o advento da CF, que prevê de maneira expressa a separação das funções de acusar e defender, adotou-se o Sistema Acusatório. Art. 5ᵒ Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: II - mediante requisição da autoridade judiciária INQUÉRITO POLICIAL Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: PROVAS Art. 242. A busca poderá ser determinada de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. BUSCA Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. INCOMUNICABILIDADE Art. 127. O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou do ofendido, ou mediante representação da autoridade policial, poderá ordenar o seqüestro, em qualquer fase do processo ou ainda antes de oferecida a denúncia ou queixa. SEQUESTRO A C E DB DESRESPEITO AO SISTEMA ACUSATÓRIO NO CPP/41 NORMATIVI DADE 01 02 03 INSTRUMEN TALIDADE • o direito processual não é submisso ao direito material, isto porque, tem princípios e regras próprias e especializantes. AUTONOMIA • é o meio para fazer atuar o direito material penal, oferecendo as ferramentas e os caminhos a serem seguidos na obtenção de um provimento jurisdicional válido. • é uma disciplina normativa, de caráter dogmático inclusive com codificação própria (Código de Processo Penal: Dl 3689/41 Princípios Processuais (Implícitos) 1. Concernente à relação processual 1.1 Duplo grau de jurisdição 2. Concernente à atuação do Estado 2.1 Promotor Natural e Imparcial 2.2 Obrigatoriedade da ação penal e como consequência, indisponibilidade da ação penal 2.3 Oficialidade 2.4 Intranscedência 2.5 Nemu tenetur se detegere Princípios Regentes 1. Devido Processo Legal – art. 5º, LIV, CF 2. Dignidade da Pessoa Humana – art. 1º, III, CF Princípios Processuais (explícitos) 1. Concernente ao individuo 2. Concernente à relação processual 3. Concernente à atuação do Estado 2.1 Contraditório – art. 5º, LV, CF 1.2 Ampla defesa – art. 5º, LV, CF 1.3 Plenitude de defesa – art. 5º, XXXVIII, a, CF 1.1 Presunção de inocência – art. 5º, LVII, CF 3.1 Juiz natural e imparcial– art. 5º, LIII e XXXVII, CF (vedação ao juízo ou tribunal de exceção) 3.2 Publicidade – art. 5º, XXXIII, LX e 93, IX, CF 3.3 vedação à prova ilícita – art. 5º, LVI CF 3.4 Economia processual – art. 5º, LXXVIII CF(duração razoável do processo e prisão cautelar 3.6 Legalidade Estrita da prisão cautelar – art. 5º, LXI, LXII, LXIII, LXIV, LXV, LXVI, LXVII, todos da CF 3.5 Regentes do Tribunal do Juri, art. 5º, XXXVIII CF 1. Concernente à relação processual 1.1 Busca da verdade Real ou Material 2. Concernente à atuação do Estado 2.1 Impulso oficial 2.2 Persuasão racional 2.3 Colegialidade 1.2 Oralidade (conectado à concentração, imediatidade e identidade física do juiz) 1.3 Indivisibilidade da ação penal privada 1.4 Comunhão da prova Princípios Meramente Processuais (Explícitos ou Implícitos) PRINCIPIOS DO PROCESSO PENAL P R I N C I P I O S NOME CONCEITO FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA PRECEDENTE Devido Processo Legal Ninguém será privado de liberdade ou bens sem as garantias legais. Art. 5º, LIV, CF HC 202.302/SP - STF reafirma garantias formais e materiais no devido processo legal. Presunção de Inocência Ninguém será considerado culpado até trânsito em julgado de sentença penal condenatória. ART. 5º, LVII, CF HC 126.292/SP - STF abordou execução provisória, revisada para reforçar a presunção de inocência. Contraditório e Ampla Defesa Direito de apresentar argumentos, provas e contestar as provas contrárias. ART. 5º, LV, CF RHC 112.805/SC - STJ destacou aplicação do contraditório em processos administrativos penais. Dignidade da Pessoa Humana Respeito ao valor intrínseco de cada ser humano, inclusive em condições processuais ou prisionais.ART. 1º, III, CF HC 126.728/PR - STF vedou condições prisionais degradantes, reafirmando a dignidade humana. Publicidade Decisões devem ser públicas, salvo exceções legais. ART. 93, IX, CF ADI 1.081-DF - STF declarou sigilo processual como exceção. Motivação das Decisões Todas as decisões devem ser fundamentadas. ART. 93, IX, CF HC 598.051/RS - STJ declarou nula decisão sem fundamentação. Legalidade Estrita da Prisão Cautelar Nenhuma prisão será efetuada sem ordem judicial ou flagrante delito, assegurando direitos do preso. ART. 5º, LXI-LXVII, CF HC 186.421/SP - STF reforçou requisitos legais para prisão cautelar como medida excepcional. P R I N C I P I O S NOME CONCEITO FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA PRECEDENTE Obrigatoriedade e Indisponibilidade O Ministério Público deve promover a ação penal pública e não pode desistir dela. ART. 129, I, CF; ART. 28, CPP RHC 79.300/SP - STJ reforçou que o princípio protege interesses públicos. Duração Razoável do Processo Processos devem ser conduzidos sem demora excessiva. ART. 5º, LXXVIII, CF HC 640.729/SP - STJ determinou que dilação indevida pode justificar relaxamento de prisão preventiva. Igualdade das Partes Garantia de tratamento equitativo entre acusação e defesa. ART. 5º, I, CF HC 127.900/AM - STF destacou igualdade na produção de provas. Nemo Tenetur Se Detegere Direito de não produzir prova contra si mesmo. ART. 5º, LXIII, CF; ART. 8.2.G, CADH RE 670.008/RS - STF decidiu que réu não pode ser obrigado a participar de reconstituição de crime. Intranscendência As penas não podem ultrapassar a pessoa do condenado. ART. 5º, XLV, CF HC 84.788/SP - STF reforçou individualização das penas. Impulso Oficial Compete ao juiz ou órgão público dar andamento ao processo penal. ART. 2º, CPP HC 350.015/SP - STJ reconheceu que inércia estatal não pode prejudicar a defesa. Persuasão Racional Decisões devem basear-se em provas e na convicção fundamentada do juiz. ART. 93, IX, CF; ART. 155, CPP RE 748.371/PR - STF reforçou limites constitucionais na liberdade de persuasão. O devido processo penal assegura que o acusado tenha a oportunidade de se defender e que o processo ocorra de maneira justa, protegendo assim a dignidade da pessoa humana e evitando abusos do Estado na persecução penal. SUSTENTAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO PENAL CONSTITUCIONAL 1. Imparcialidade 2.Prazo razoável de duração do processo 3.Garantias • JURISDICIONALIDADE Sistema Acusatório ART. 3 -A DO CPP Pres. de Inocência (CF, art. 5º LVII) Contrad. e Ampla defesa (CF, art. 5º LV) Decisões Judiciais Motivadas (CF, art. 93, IX) CASOS FREQUENTES DE OFENSA DO DUE PROCESS OF LAW Denúncia ou queixa sem os requisitos do art. 41 do CPP A inépcia da denúncia configura desrespeito estatal ao postulado do devido processo legal (STJ, HC 108.226/PE, DJ 18.05.2009). Recebimento da inicial acusatória sem prova de materialidade do crime imputado nas infrações que deixam vestígio A ausência de prova da materialidade nas infrações que deixam vestígio, consubstanciada em laudo pericial confeccionado segundo as formalidades legais, impede, sob pena de ofensa ao devido processo legal, o recebimento da denúncia ou da queixa (art. 158 do CPP). Ressalva-se, apenas, a hipótese em que o vestígio tenha desaparecido, caso em que se admite o suprimento da perícia pela prova testemunhal (art. 167 do CPP). Inobservância do rito processual previsto em lei Importa em violação ao devido processo legal a inobservância do rito previsto em lei para o processamento de determinados crimes. É o caso, por exemplo, de não ser aplicado o procedimento da Lei 11.343/2006 em relação à apuração dos delitos tipificados nesse diploma, compreendendo os Tribunais Superiores, a respeito, que isto produz nulidade absoluta (STJ, HC 127.782/SP, DJ 26.10.2009). Interrogatório do réu sem a presença de defensor, constituído ou nomeado A realização do interrogatório do réu sem a presença do defensor, após a entrada em vigor da Lei 10.792/2003, constitui nulidade absoluta, porquanto a inobservância das formalidades legais previstas nos arts. 185 a 188 do CPP fere o princípio da ampla defesa e do devido processo legal (STJ, HC 70.000/RS, DJ 02.06.2011). Processo conduzido por juiz suspeito ou impedido Viola o princípio a conduta do magistrado que, apesar de suspeito ou impedido por qualquer das razões preceituadas nos arts. 252 e 254 do CPP, respectivamente, insiste em atuar no processo, a despeito de presumida, nos casos elencados, a sua falta de isenção para a condução das diligências instrutórias e julgamento do processo (STJ, HC 64.072/RO, DJ 19.10.2009). Videoconferência em situações não regulamentadas por lei federal A realização de atos processuais mediante videoconferência, nas hipóteses não autorizadas por lei, ofende o due process of law. Não é por outro motivo que a jurisprudência majoritária compreende ser nulo o interrogatório por videoconferência se realizado antes da previsão inserida ao art. 185, §§ 2.º a 7.º, do CPP pela Lei 11.900/2009, visto que não existia lei federal autorizando tal procedimento à época (STJ, RHC 26.190/SP, DJ 01.08.2011). Ocorrência de mutatio libelli sem a aplicação prévia das regras do art. 384 do CPP Há ofensa ao princípio na conduta do magistrado que, reconhecendo circunstância ou elemento não contido explícita ou implicitamente na denúncia ou na queixa, profere sentença condenatória sem a observância do procedimento ditado pelo art. 384 do CPP (mutatio libelli). Ora, condenado o réu por fato de que não se defendeu, resta evidente o desrespeito ao princípio constitucional do contraditório, o qual traduz um dos elementos realizadores do postulado do devido processo legal. Decreto de prisão preventiva sem o exame quanto à possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão A vigência da Lei 12.403/2011, que alterou a sistemática das medidas assecuratórias da ação penal, dotou o magistrado com um rol de medidas restritivas de direitos menos gravosas ao réu, sendo certo que a prisão preventiva, medida excepcional, se revela última providência a ser adotada, ou seja, apenas quando as demais não se mostrarem adequadas ou suficientes (art. 282, § 6.º, do CPP). Assim, a imposição daquela custódia sem a verificação quanto à possibilidade de imposição das medidas cautelares diversas da prisão ofende ao devido processo legal (STJ, HC 206.729/MT, DJ 22.08.2011). 01 06 PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL TERMINOLOGIA Terminologia empregada no art. 566 do CPP (Art. 566. Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa); 02 06 JUSPUNIEND O jus puniendi deve ser exercido com efetividade em relação àquele que praticou ou concorreu para a infração penal. PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL 03 06 SENTENÇA A sentença deve se sustentar em elementos concretos, e não em ficções ou presunções (Art. 5.º, LXIII, da CF e do art. 186 do CPP, determinando que o silêncio do réu não importa em confissão). PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL 04 06 ESFERA CIVEL Esfera cível, verdade formal(resultado das manifestações formuladas pelas partes e limitar sua análise aos fatos por elas debatidos) e a sua mitigação, considerando a doutrina moderna defender apenas uma verdade, devendo esta ser perseguida pelo juiz tanto no processo penal quanto no processo civil, PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL 05 06 OBSTÁCULOS 1. A inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos (art. 5.º, LVI, da CF); 2. Descabimento da revisão criminal contra a sentença absolutória transitada em julgado; 3. Vedação ao testemunho das pessoas que tiverem conhecimento do fato em razão de sua profissão, função, ofício ou ministério, salvo se, desobrigadas, quiserem depor (art. 207 do CPP); 4. Possibilidade de transação penal (art. 72 daLei 9.099/1995). 5. Acordo de não persecução Penal (art. 28-A do CPP) PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL 06 06 OBSTÁCULOS 1. Correspondência e das comunicações telegráficas (art. 5.º, XII, da CF); 2. Violação da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas (art. 5.º, X, da CF); 3. Sigilo telefônico (art. 5.º, XII, da CF e Lei 9.296/1996); 4. Quebra de sigilo bancário realizada sem a observância dos requisitos legais; 5. Provas obtidas a partir de busca e apreensão domiciliar não autorizada pelo juiz (salvo Hipóteses de flagrante, desastre e socorro, ou, em qualquer caso, havendo o consentimento do morador). PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE PUBLICIDADE AMPLA (PLENA) PUBLICIDADE RESTRITA (SEGREDO DE JUSTIÇA) É a regra no processo. O processo é aberto, ou seja, TODOS podem ter acesso, sejam partes, advogados ou o público em geral. Extraem-se três direitos da publicidade ampla: • Direito de acompanhar os atos processuais; • Direito de narração dos atos processuais; • Direito de consulta dos autos. • Há casos em que se faz necessária a proteção da intimidade ou que envolvem questões de interesse social, por isso, a própria CF autoriza a restrição da publicidade. • Admite-se restrição ao público em geral, a exemplo dos processos de crimes sexuais, nos termos do art. 234-B do CP. • Além disso, a restrição pode ser dirigida às partes. Por exemplo, quando o acusado é retirado da sala de audiência. • A publicidade dos atos processuais é a regra, o sigilo pode ser admissível quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem, sem prejuízo do interesse público à informação (artigos 5o , LX e 93, IX da CF/88) ou se dá publicidade do ato puder ocorrer escândalo, inconveniente grave ou perturbação da ordem (artigo 792, §1o do CPP). • Em relação ao inquérito policial, por se tratar de fase pré-processual, é regido pelo princípio da sigilação. Contudo, assegura-se ao advogado a consulta aos autos correspondentes (súmula vinculante 14 do STF). • Diferença entre publicidade ampla (plena) e publicidade restrita (segredo de justiça) PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE PRINCIPIOS (APROFUNDAMENTO) PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (DUDH) OU PRESUNÇÃO DE NÃO CULPABILIDADE (CF) Aqui, aplica-se o princípio pro homine, segundo o qual havendo tratamento diferenciado na legislação internacional e na interna, deve prevalecer o que for mais benéfico ao acusado. Nesse caso, será a CF. No dia 07/11/2019, o STF, ao julgar as ADCs 43, 44 e 54), afirmou que o cumprimento da pena somente pode ter início com o esgotamento de todos os recursos. Assim, é proibida a execução provisória da pena. Atenção: No que tange à execução provisória da pena no Tribunal do Júri, a 1a Turma do STF já vinha decidindo no sentido de que a condenação a uma pena igual ou superior a 15 anos de reclusão autorizava a execução provisória da pena. O Pacote Anticrime positivou esse entendimento no art. 492, I, do CPP, o que, segundo a doutrina, é um dispositivo de constitucionalidade questionada, uma vez que se admite a execução provisória de uma decisão de um juiz de 1º grau. CADH CF Art. 8o , §2º : Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não for legalmente comprovada a sua culpa. Art. 5o (...), LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. AMPLA DEFESA NO PAD: A Súmula Vinculante no 5 não se aplica ao PAD promovido para averiguar o cometimento de falta grave no curso da execução penal, tendo em vista estar em jogo a liberdade de ir e vir. É necessária a presença de defesa técnica. Súmula vinculante no 5: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a constituição” Deve ser assegurada a ampla possibilidade de defesa, lançando-se mão dos meios e recursos disponíveis a ela inerentes (art. 5o , LV da CF/88). LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Desdobramento do princípio do devido processo legal. PRINCIPIO DA AMPLA DEFESA 1 2 3 AMPLA DEFESA E EXECUÇÃO PENAL: A ampla defesa deve ser assegurada no processo de execução penal, conforme entendimento sumulado do STJ. Súmula nº 533 do STJ: “Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado”. CUIDADO No caso de transferência de presos para presídios federais (Lei 11.671/2008), em regra, será necessário observar a ampla defesa. Contudo, em situações excepcionais, devidamente fundamentadas pelo magistrado, o contraditório poderá ser diferido. Súmula nº 639 do STJ: “ Não fere o contraditório e o devido processo decisão que, sem ouvida prévia da defesa, determine transferência ou permanência de custodiado em estabelecimento penitenciário federal. DEFESA TÉCNICA AUTODEFESA Também chamada de defesa processual. Pontos de destaque: 1) É realizada por profissional da advocacia (defensor constituído ou defensor nomeado ou defensor público), regularmente inscrito nos quadros da OAB. 2) É obrigatória, nos termos do art. 261 do CPP; OBSERVAÇÃO: Presença do advogado é obrigatório no processo criminal, mesmo no âmbito dos Juizados Especiais Criminais (em todos os momentos, seja na audiência preliminar (art. 72), na análise da proposta da transação penal (art. 76, §3o ), no curso do procedimento comum sumaríssimo (art. 81), seja no momento da proposta de suspensão condicional do processo (art. 89, §1o ).) 3) A falta de defesa técnica ou quando feita por profissional irregular gera nulidade absoluta. Nesse sentido: Súmula nº 523, STF - No processo penal, a falta da defesa técnica constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. 4) Tem caráter irrenunciável. (Mesmo que o acusado não queira, juiz tem que nomear um defensor). 5) Direito de escolha do defensor: direito do próprio acusado. O juiz não pode se sobrepor à sua vontade. Isto é, quando o advogado constituído abandona o processo, não pode o juiz enviar os autos à Defensoria sem que dê ciência ao acusado para que escolha outro advogado de sua confiança. Apenas em caso de inércia, após a intimação pessoal, é que o juiz poderá remeter os autos à Defensoria. 6) Próprio acusado pode exercer sua defesa técnica? Sim, desde que seja profissional da advocacia habilitado. 7) Defesa técnica de dois ou mais acusados e um único defensor é possível, desde que não ocorra colidência de teses pessoais. 8) No IP, a defesa técnica é limitada. A doutrina aduz que a defesa técnica na fase pré- processual tem uma atuação essencialmente exógena, através do exercício do HC e do MS, que, em última análise, corporificam o exercício do direito de defesa fora do IPL. Dentro do IPL basicamente só existe a possibilidade de solicitar diligências, nos limites do art. 14 do CPP. Contudo, é errado dizer que não existe direito de defesa no IPL. Existir, existe, desde 1941, ainda que não tenha a eficácia que a Constituição exija. Também chamada de defesa material ou genérica. Pontos de destaque: 1) Autodefesa é aquela exercida pelo próprio acusado, em momentos cruciais do processo. Diferencia-se da defesa técnica porque, embora não possa ser desprezada pelo juiz, é renunciável, já que não há como se compelir o acusado a exercer seu direito ao interrogatório nem tampouco a acompanhar os atos da instrução processual. 2) Manifesta-se de várias formas: direito de audiência (interrogatório judicial), direito de presença (direito de acompanhar os atos dainstrução, podendo ser por videoconferência) e capacidade postulatória autônoma. 3) Direito a postular pessoalmente Em alguns momentos específicos do processo penal, confere-se ao acusado capacidade postulatória autônoma, independentemente da presença de seu advogado, para realizar determinados atos processuais, tais como: a) Interpor recursos contra decisões proferidas por juízes de 1º grau; b) Provocar incidentes na execução penal; c) Revisão criminal; d) HC. 4) A Nova Lei de Abuso de Autoridade passou a criminalizar a conduta de privar que o indivíduo se sente ao lado de seu defensor e de com ele comunicar-se durante a audiência (art. 20) PRINCIPIOS (APROFUNDAMENTO) PRINCÍPIO DO NEMO TENETUR SE DETEGERE Para este princípio, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Veda- se a autoincriminação. OBSERVAÇÃO: Sabendo que o titular desse direito é o indivíduo suspeito/investigado/indiciado/acusado, A TESTEMUNHA PODERÁ SE VALER DELE? SIM, desde que, diante do caso concreto, o seu depoimento seja apto a produzir prova contra si mesmo. Por exemplo, se falar o que sabe, acabará confessando um crime. Todavia, na posição de pessoa que conhece fato sobre terceiro, a testemunha não poderá invocar o princípio. ADVERTÊNCIA. Nos termos do art. 5o , LXIII da CF, o cidadão deve ser, obrigatoriamente, informado do seu direito ao silêncio, sob pena de nulidade. Perceba que a não observância de tal dever PODE acarretar a ilicitude das provas. Sobre o tema, temos um julgado (11/05/2021) do STJ (RHC 77.238/PR.) CADH CF Artigo 8o - Garantias judiciais 2. Toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não for legalmente comprovada sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas: g) direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a confessar-se culpada, entre os quais o depermanecer calado; Art. 5o , LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; PRINCÍPIO DO NEMO TENETUR SE DETEGERE DESDOBRAMENTOS DO NEMO TENETUR SE DETEGERE DIREITO AO SILÊNCIO Direito de não responder às perguntas formuladas pela autoridade, funcionando como espécie de manifestação passiva da defesa. DIREITO AO SILÊNCIO NO TRIBUNAL DO JÚRI E A VEDAÇÃO DA SUA UTILIZAÇÃO COMO ARGUMENTO DE AUTORIDADE O direito ao silêncio é válido em qualquer juízo e em qualquer procedimento. Portanto, pode ser exercido no tribunal do júri. (art. 478 II do CPP) DIREITO DE MENTIR Alguns doutrinadores entendem que o acusado possui o direito de mentir, por não existir o crime de perjúrio no ordenamento pátrio. E no caso de mentiras agressivas (incriminar terceiros inocentes)? Haverá responsabilização (calúnia, denunciação caluniosa). DIREITO DE NÃO PRATICAR QUALQUER COMPORTAMENTO ATIVO QUE POSSA INCRIMINÁLO Doutrina e jurisprudência têm adotado o entendimento de que não se pode exigir um comportamento ativo do acusado. Comportamento ativo: um “fazer” por parte do acusado. Exemplo: fornecimento de material escrito para exame grafotécnico e do exame de bafômetro. DIREITO DE NÃO PRODUZIR NENHUMA PROVA INCRIMINADORA INVASIVA Prova invasiva, que implica na penetração do organismo humano e na extração de uma parte dele. Exemplo: coleta de sangue, soprar bafômetro. OBSERVAÇÃO: Prova não invasiva, sem proteção do referido princípio, é aquela em que não há penetração no organismo humano. Admite-se a coleta, mas não deve ser retirada do corpo. Por exemplo, o fio de cabelo coletado de um pente, vale para a coleta de lixo descartado, de placenta descartada. OBSERVAÇÃO: O STJ entende que o raio-x é prova não invasiva, de modo que pode ser realizado mesmo contra a vontade do indivíduo. (HC 149.146/SP) OBRIGADO CHEGAMOS AO FIM @professor_canel Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7: COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44