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Processo Penal I UNINASSAU - alunos (1)

Plano de ensino de Processo Penal I: ementa (princípios, inquérito policial, ação penal, jurisdição, competência, provas), objetivos e competências, metodologia (aulas expositivas, tribunal simulado), carga horária e horário (40h, quintas 18:30–22:00), sistema de avaliação e referências atualizadas.

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PROCESSO PENAL I
PROFESSOR CANEL
Coronel da Polícia Militar de Pernambuco e diretor adjunto da 
Diretoria de Planejamento Operacional (DPO) da PMPE. 
Graduado pela Academia de Polícia Militar do Paudalho (1996) 
e em Direito pela Faculdade Integrada do Recife, é pós-
graduado em Gestão de Segurança Pública pela ULBRA e 
especialista em Ciências Criminais pela Universidade 
Anhanguera. Atua como professor no curso de Direito da 
UNINASSAU, ministrando as disciplinas de Direito Penal, 
Processo Penal e Direito Constitucional, além de atuar como 
orientador de TCC. 
mariocanel@gmail.com
Professor_canel
Graças
EMENTA
APLICAÇÃO DO 
DIREITO PROCESSUAL 
PENAL.PRINCÍPIO, SISTEMAS 
E HISTÓRIA.
DO PROCESSO EM 
GERAL:
INQUERITO POLICIAL
AÇÃO PENAL
PROCESSO PENAL I
COMPETENCIA
JURISDIÇÃO
AÇÃO CIVIL
PROVAS
PROCESSO PENAL I
MEIOS DE PROVAS
EMENTA
Compreender e utilizar de forma clara os conteúdos das disciplinas
ofertadas neste semestre, visando o desenvolvimento da
interdisciplinaridade, emprego correto dos conceitos e
planejamentos, formando assim uma massa crítica aos problemas
surgidos, de forma que possa resolvê-los profissionalmente.
OBJETIVO DA DISCIPLINA
O PROCESSO 
PENAL
O ensino será estruturado para que os alunos possam desenvolver 
habilidades que atendam às exigências do mercado jurídico e os 
requisitos de exames como a OAB, além de concursos voltados para 
áreas como magistratura, defensorias públicas e Ministério Público. 
Dessa forma, buscamos formar profissionais preparados para atuar com 
competência, ética e inovação no processo penal..
ONDE VAMOS 
CHEGAR? 
COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS
Apresentar e analisar a 
importância desta 
Ciência do Direito;
Capacitar o aluno dentro 
da perspectiva da área 
do direito;
Levar ao aluno análise 
crítico sobre os temas 
relacionados;
Identificar os principais recursos de 
normatização da lei aplicada;
Contextualizar a sociedade, 
refletindo o papel desta ciência 
do direito;
Como serão
nossas aulas?AULA EXPOSITIVA
(metodologia 
ativa)
TRIBUNAL 
SIMULADO: 
desafios do 
processo penal
AVALIAÇÕES
DIA: todas às Quintas
HORÁRIO: das 18:30h às 
22h
SALA: 205 e 207
UNIDADE: bloco c
AULAS PRESENCIAIS
Carga
horária
total:
40h
HORÁRIO DE AULA
INÍCIO
DA AULA
18:30h
SEM
INTERVALO
FIM
DA AULA
20:10h
SALA 205 e 207
INÍCIO
DA AULA
20:20h
SEM
INTERVALO
FIM
DA AULA
22:00h
Sistema de Avaliação
A1
AVALIAÇÃO 1
A2+
AVALIAÇÃO 2
=MÉDIA
PARCIAL 7÷2
O aluno que não alcançar a média parcial faz em exame final 
onde precisa alcançar média final maior ou igual a 5,0. O 
exame final é, obrigatoriamente, prova escrita.
Atualizado conforme a Lei 15.035/24 - Sobre o Cadastro 
Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais
MANUAL DE PROCESSO PENAL -
VOLUME ÚNICO (2025)
Atualizado conforme a Lei 15.035/24 Cadastro Nacional de 
Pedófilos e Predadores Sexuais
CURSO DE PROCESSO PENAL E 
EXECUÇÃO PENAL (2025)
Um clássico da doutrina jurídica - uso profissional | Atualizado 
conforme a Lei 14.994 de 2024 - Pacote Antifeminicídio
COMENTÁRIOS AO CÓDIGO DE PROCESSO 
PENAL E SUA JURISPRUDÊNCIA (2025)
R
E
F
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S
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IB
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O
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R
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F
IC
A
S
ATENÇÃO
!
ATUALIZAÇÃO
IMPORTANTE
• Lei 15.035/2024 — Altera o Código Penal para 
permitir a consulta pública do nome completo e do 
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas 
(CPF) das pessoas condenadas por crimes contra a 
dignidade sexual, garantido o sigilo do processo e das 
informações relativas à vítima, e a Lei 14.069/2020 
para determinar a criação do Cadastro Nacional de 
Pedófilos e Predadores Sexuais
Lei 14.994/2024 — Altera o Código Penal, a Lei 
das Contravenções Penais, a Lei de ExecuÇÃo
Penal, a Lei dos Crimes Hediondos, a Lei Maria 
da Penha e o Código de Processo Penal, para 
tornar o feminicídio crime autônomo, agravar a 
sua pena e a de outros crimes praticados contra 
a mulher por razões da condição do sexo 
feminino, bem como para estabelecer outras 
medidas destinadas a prevenir e coibir a 
violência praticada contra a mulher.
• Lei 14.879/2024 — Altera o Código de 
Processo Civil para estabelecer que a 
eleição de foro deve guardar pertinência 
com o domicílio das partes ou com o local da 
obrigação e que o ajuizamento de ação em 
juízo aleatório constitui prática abusiva, 
passível de declinação de competência de 
ofício.
• Lei 14.857/2024 — Altera a Lei Maria da 
Penha para determinar o sigilo do nome da 
ofendida nos processos em que se apuram 
crimes praticados no contexto de violência 
doméstica e familiar contra a mulher
• Lei 14.843/2024 — Altera a Lei de 
Execução Penal para dispor sobre a 
monitoração eletrônica do preso, prever a 
realização de exame criminológico para 
progressão de regime e restringir o benefício 
da saída temporária.
• Lei 14.836/2024 — Altera a Lei 8.038/1990 
e o Código de Processo Penal para dispor 
sobre o resultado de julgamento em matéria 
penal ou processual penal em órgãos 
colegiados e sobre a concessão de habeas 
corpus de ofício.
• Lei 14.811/2024 — Institui medidas de 
proteção à criança e ao adolescente contra a 
violência nos estabelecimentos educacionais 
ou similares, prevê a Política Nacional de 
Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração 
Sexual da Criança e do Adolescente e altera o 
Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos e 
o Estatuto da Criança e do Adolescente.
PROCESSO PENAL I
Professor Canel
TEMA
NOÇÕES 
INTRODUTÓRIAS
• o processo penal deve conferir efetividade ao direito penal, fornecendo os meios e o caminho para 
materializar a aplicação da pena ao caso concreto.
• Tem como finalidades a pacificação social obtida com a solução do conflito (mediata), e a viabilização 
da aplicação do direito penal, concretizando-o (imediata). 
JUS PUNIEND
• Segundo Renato Brasileiro, quando o Estado, por intermédio do Poder 
Legislativo, elabora leis penais, cominando sanções àqueles que vierem a 
praticar condutas delituosas, surge para ele o direito de punir (ius puniendi) 
num plano abstrato e, para o particular, o dever de se abster de praticar a 
infração penal. 
• No momento que alguém desrespeita a norma penal e pratica a conduta 
delituosa, o direito de punir (ius puniendi) que era abstrato se transforma em 
direito de punir concreto. Surge, então, a PRETENSÃO PUNITIVA: poder-dever 
do Estado de exigir de quem comete um delito a submissão à sanção penal
ALOCAÇÃO
• É um dos ramos direito público, embora haja uma crítica atual à 
dicotomia romana entre jus publicum etjus privatum.
JUS PUNIEND
01
02
03
O Estado é o 
titular do poder 
de punir
JUS PUNIEND
O exercício do JUS 
PUNIEND pelo 
Estado é limitado 
pelo Direito 
Processual
O Direito processual 
institui o PROCESSO 
CRIMINAL como 
instrumento por meio 
do qual o Estado 
exerce o JUS PUNIEND
PARA APRENDER 
DIREITO
PERSECUÇÃO 
PENAL
AÇÃO PENAL
INQUERITO 
POLICIAL
PROCESSO PENAL
NO ESPAÇO
CPP: ART 1º
Convenção de Viena (dc 103/65); agentes
diplomáticos; embaixadores; julgamento
no pais de origem; secretários de
embaixada e familiares; Membros da
ONU; cumprimento de rogatória;
homologação de sentença estrangeira;
processo de extradição
CPP: ART 1º
CP: ART 5º
CP, ART 7º
EXCEPCIONALIDADE EXTRATERRITORIALI
DADE
TERRITORIALIDADE
Normas
Processuais Tempus regit actum
Efeito imediato (art. 2º)
Materiais
Incidem as regras da ultratividade ou 
retroatividade da lei penal benéfica
Art. 165 caput
 (direito de ser interrogado)
Heterotópicas
Regra material inserida em diploma 
processual
Incidem as regras da ultratividade ou retroatividade 
da lei penal benéfica
Regra processual inserida em diploma 
material
CF, art. 129, I
Efeito imediato (art. 2º)
Hibridas Possui um comando material (art. 366, 1ª parte) e 
um comando processual (art. 366,21ª parte) 
Duas corrente:
1ª c: haverá cisão da norma, a penal pode retroagir 
e a processual terá aplicação imediata
2ª C: Não admite cisão e se prejudicar, a material 
não será aplicada(STJ)
CPP, Art. 2ᵒ A lei processualpenal aplicar-se-
á desde logo, sem prejuízo da validade dos 
atos realizados sob a vigência da lei anterior.
CPP, Art. 366. Se o acusado, citado por EDITAL, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão SUSPENSOS o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz 
determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
INTERPRETAÇÃO
Admissível em processo 
penal inclusive a Extensiva
Forma de extração do real 
conteúdo da norma
INTERPRETAÇÃO X ANALOGIA
02
01
03
05
04
RESE POR INTERPRETAÇÃO 
EXTENSIVA
EX: REJEIÇÃO DO 
ADITAMENTO DA 
DENÚNCIA 
RESE (ART. 581, I)
EX: REJEIÇÃO DA 
DENÚNCIA 
ANALOGIA
Admissível em processo penal em qualquer 
situação (favorável ou não favorável)
Forma de integração da 
norma, suprindo lacunas
INTERPRETAÇÃO X ANALOGIA
02
01
03
05
04
O número de testemunhas 
arroladas não pode ser superior 
a 10 (dez), sendo 3 (três), no 
máximo, para a prova de cada 
fato.
APLICA-SE O 357 § 6º 
DO NCPC
(NÃO HÁ NÚMERO DE 
TESTEMUNHAS PREVISTOS EM LEI)
EX: EXCEÇÃO DE 
SUSPEIÇÃO CONTRA O JUIZ
MATERIAIS
FORMAIS
1. Autorizado por LC editada pela União 
 +
2. Normas sobre custas e serviços forenses;
+
3. Criação, funcionamento e processo dos juizados; 
+
4. Procedimentos em matéria processual
Estados 
art. 22, pu e art. 
24, IV, X, XI, CF)
União
(art. 22, I, CF)
Leis processuais propriamente ditas
DIRETAS lei ou tratado internacional
INDIRETAS
Costume, analogia e princípios gerais 
de direito
FONTES DO 
PROCESSO PENAL
Existem três sistemas processuais penais, os quais são diferenciados com base nos princípios que informam o processo penal. São eles os sistemas inquisitorial, acusatório e misto, estudados 
a seguir (Busca-se examinar 03 pontos: a) Interação entre o Juiz, o Promotor e a Defesa; b) Papel que o Juiz exerce na produção da prova; c) Exercício do direito de defesa do acusado).
SISTEMAS
SISTEMA
INQUISITIVO
• Não há contraditório. Juiz com ampla iniciativa probatória (chamada gestão de provas), na investigação e no processo. 
• Acusado é mero objeto do processo. 
• Princípio da verdade real (superado): magistrado deve buscar verdade, podendo, para tanto, utilizar provas ilícitas (ex, tortura admitida). 
Confissão do réu é a rainha das provas
SISTEMA 
ACUSATÓRIO
(ART. 3 -A DO CPP)
• Clara distinção entre as atividades de acusar e julgar. 
• Iniciativa probatória exclusiva das partes e juiz como terceiro imparcial e passivo na coleta da prova. 
• Vigora o Princípio Dispositivo, por isso em nenhuma fase o juiz pode produzir prova de ofício. Como exemplo do papel do juiz na produção de 
prova, temos o art. 212 do CPP (método de questionamento das testemunhas) conhecido como exame direto e cruzado. Antes de 2008, cabia 
ao juiz a formulação de perguntas. Atualmente, as perguntas são feitas diretamente pelas partes, cabendo ao magistrado a atuação residual. 
• Art. 212, CPP. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a 
resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. 
• Acusado é sujeito de direitos. 
• Vigora a publicidade e oralidade do julgamento. 
• Presença de contraditório. 
• Na fase investigatória, juiz só intervém se for provocado. 
• Princípio da busca da verdade (ou verdade processual) - prova deve ser produzida com contraditório. 
• Conforme seu art. 129, I, a CF adotou este sistema, outorgando ao MP a titularidade da ação penal pública.
SISTEMA
MISTO
Processo tem 2 fases: 
• 1 a fase: Inquisitorial, com instrução escrita e secreta, sem acusação e, por isso, sem contraditório. 
• 2 a fase: Acusatório. Acusador apresenta acusação, réu se defende e Juiz julga, vigorando, em regra, a publicidade e a oralidade. Quando o CPP 
entrou em vigor, prevalecia que o sistema nele previsto era o misto. Porém, com o advento da CF, que prevê de maneira expressa a separação 
das funções de acusar e defender, adotou-se o Sistema Acusatório. 
Art. 5ᵒ Nos crimes de ação 
pública o inquérito policial 
será iniciado: II - mediante 
requisição da autoridade 
judiciária
INQUÉRITO 
POLICIAL
Art. 156. A prova da alegação 
incumbirá a quem a fizer, sendo, 
porém, facultado ao juiz de ofício: 
PROVAS
Art. 242. A busca poderá ser 
determinada de ofício ou a 
requerimento de qualquer das 
partes.
BUSCA
Art. 21. A incomunicabilidade do 
indiciado dependerá sempre de 
despacho nos autos e somente será 
permitida quando o interesse da 
sociedade ou a conveniência da 
investigação o exigir.
INCOMUNICABILIDADE
Art. 127. O juiz, de ofício, a 
requerimento do Ministério Público ou 
do ofendido, ou mediante 
representação da autoridade policial, 
poderá ordenar o seqüestro, em 
qualquer fase do processo ou ainda 
antes de oferecida a denúncia ou 
queixa.
SEQUESTRO
A C E
DB
DESRESPEITO AO SISTEMA 
ACUSATÓRIO NO CPP/41
NORMATIVI
DADE
01
02
03
INSTRUMEN
TALIDADE
• o direito processual não é submisso ao direito 
material, isto porque, tem princípios e regras 
próprias e especializantes.
AUTONOMIA
• é o meio para fazer atuar o direito material 
penal, oferecendo as ferramentas e os 
caminhos a serem seguidos na obtenção de 
um provimento jurisdicional válido.
• é uma disciplina normativa, de caráter 
dogmático inclusive com codificação própria 
(Código de Processo Penal: Dl 3689/41
Princípios Processuais 
(Implícitos)
1. Concernente à 
relação processual
1.1 Duplo grau de jurisdição
2. Concernente à 
atuação do Estado
2.1 Promotor Natural e Imparcial
2.2 Obrigatoriedade da ação penal e como consequência, 
indisponibilidade da ação penal
2.3 Oficialidade
2.4 Intranscedência
2.5 Nemu tenetur se detegere
Princípios Regentes
1. Devido Processo Legal – art. 5º, LIV, CF
2. Dignidade da Pessoa Humana – art. 1º, III, CF
Princípios Processuais 
(explícitos)
1. Concernente ao 
individuo
2. Concernente à relação 
processual
3. Concernente à atuação 
do Estado
2.1 Contraditório – art. 5º, LV, CF 
1.2 Ampla defesa – art. 5º, LV, CF 
1.3 Plenitude de defesa – art. 5º, XXXVIII, a, CF 
1.1 Presunção de inocência – art. 5º, LVII, CF 
3.1 Juiz natural e imparcial– art. 5º, LIII e XXXVII, CF (vedação ao juízo ou tribunal de exceção) 
3.2 Publicidade – art. 5º, XXXIII, LX e 93, IX, CF 
3.3 vedação à prova ilícita – art. 5º, LVI CF 
3.4 Economia processual – art. 5º, LXXVIII CF(duração razoável do processo e prisão cautelar 
3.6 Legalidade Estrita da prisão cautelar – art. 5º, LXI, LXII, LXIII, LXIV, LXV, LXVI, LXVII, todos da CF
3.5 Regentes do Tribunal do Juri, art. 5º, XXXVIII CF
1. Concernente à relação 
processual
1.1 Busca da verdade Real ou Material
2. Concernente à 
atuação do Estado
2.1 Impulso oficial
2.2 Persuasão racional
2.3 Colegialidade
1.2 Oralidade (conectado à concentração, imediatidade e 
identidade física do juiz)
1.3 Indivisibilidade da ação penal privada
1.4 Comunhão da prova
Princípios Meramente Processuais 
(Explícitos ou Implícitos)
PRINCIPIOS DO 
PROCESSO 
PENAL
P
R
I
N
C
I
P
I
O
S
NOME CONCEITO FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA PRECEDENTE
Devido Processo Legal
Ninguém será privado de liberdade ou bens sem as 
garantias legais.
Art. 5º, LIV, CF
HC 202.302/SP - STF reafirma garantias formais e 
materiais no devido processo legal.
Presunção de Inocência
Ninguém será considerado culpado até trânsito em 
julgado de sentença penal condenatória.
ART. 5º, LVII, CF
HC 126.292/SP - STF abordou execução provisória, 
revisada para reforçar a presunção de inocência.
Contraditório e Ampla Defesa
Direito de apresentar argumentos, provas e contestar 
as provas contrárias.
ART. 5º, LV, CF
RHC 112.805/SC - STJ destacou aplicação do 
contraditório em processos administrativos penais.
Dignidade da Pessoa Humana
Respeito ao valor intrínseco de cada ser humano, 
inclusive em condições processuais ou prisionais.ART. 1º, III, CF
HC 126.728/PR - STF vedou condições prisionais 
degradantes, reafirmando a dignidade humana.
Publicidade Decisões devem ser públicas, salvo exceções legais. ART. 93, IX, CF
ADI 1.081-DF - STF declarou sigilo processual como 
exceção.
Motivação das Decisões Todas as decisões devem ser fundamentadas. ART. 93, IX, CF
HC 598.051/RS - STJ declarou nula decisão sem 
fundamentação.
Legalidade Estrita da Prisão 
Cautelar
Nenhuma prisão será efetuada sem ordem judicial ou 
flagrante delito, assegurando direitos do preso.
ART. 5º, LXI-LXVII, CF
HC 186.421/SP - STF reforçou requisitos legais para 
prisão cautelar como medida excepcional.
P
R
I
N
C
I
P
I
O
S
NOME CONCEITO FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA PRECEDENTE
Obrigatoriedade e 
Indisponibilidade
O Ministério Público deve promover a ação penal 
pública e não pode desistir dela.
ART. 129, I, CF; ART. 28, CPP
RHC 79.300/SP - STJ reforçou que o princípio 
protege interesses públicos.
Duração Razoável do Processo
Processos devem ser conduzidos sem demora 
excessiva.
ART. 5º, LXXVIII, CF
HC 640.729/SP - STJ determinou que dilação 
indevida pode justificar relaxamento de prisão 
preventiva.
Igualdade das Partes
Garantia de tratamento equitativo entre acusação e 
defesa.
ART. 5º, I, CF
HC 127.900/AM - STF destacou igualdade na 
produção de provas.
Nemo Tenetur Se Detegere Direito de não produzir prova contra si mesmo.
ART. 5º, LXIII, CF; ART. 8.2.G, 
CADH 
RE 670.008/RS - STF decidiu que réu não pode ser 
obrigado a participar de reconstituição de crime.
Intranscendência
As penas não podem ultrapassar a pessoa do 
condenado. ART. 5º, XLV, CF
HC 84.788/SP - STF reforçou individualização das 
penas.
Impulso Oficial
Compete ao juiz ou órgão público dar andamento ao 
processo penal.
ART. 2º, CPP
HC 350.015/SP - STJ reconheceu que inércia estatal 
não pode prejudicar a defesa.
Persuasão Racional
Decisões devem basear-se em provas e na convicção 
fundamentada do juiz.
ART. 93, IX, CF; ART. 155, CPP
RE 748.371/PR - STF reforçou limites constitucionais 
na liberdade de persuasão.
O devido processo penal assegura que o acusado tenha a oportunidade de se defender e que o 
processo ocorra de maneira justa, protegendo assim a dignidade da pessoa humana e evitando 
abusos do Estado na persecução penal.
SUSTENTAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO PENAL 
CONSTITUCIONAL
1. Imparcialidade
2.Prazo razoável de duração do processo
3.Garantias
• JURISDICIONALIDADE
Sistema Acusatório
ART. 3 -A DO CPP
Pres. de Inocência 
(CF, art. 5º LVII)
Contrad. e Ampla defesa
(CF, art. 5º LV)
Decisões Judiciais 
Motivadas
(CF, art. 93, IX)
CASOS FREQUENTES DE OFENSA DO DUE PROCESS OF LAW
Denúncia ou queixa sem os requisitos do art. 41 do CPP A inépcia da denúncia configura desrespeito estatal ao postulado do devido processo legal (STJ, HC 108.226/PE, DJ 18.05.2009).
Recebimento da inicial acusatória sem prova de 
materialidade do crime imputado nas infrações que 
deixam vestígio
A ausência de prova da materialidade nas infrações que deixam vestígio, consubstanciada em laudo pericial confeccionado segundo as formalidades legais, 
impede, sob pena de ofensa ao devido processo legal, o recebimento da denúncia ou da queixa (art. 158 do CPP). Ressalva-se, apenas, a hipótese em que o 
vestígio tenha desaparecido, caso em que se admite o suprimento da perícia pela prova testemunhal (art. 167 do CPP).
Inobservância do rito processual previsto em lei
Importa em violação ao devido processo legal a inobservância do rito previsto em lei para o processamento de determinados crimes. É o caso, por exemplo, 
de não ser aplicado o procedimento da Lei 11.343/2006 em relação à apuração dos delitos tipificados nesse diploma, compreendendo os Tribunais 
Superiores, a respeito, que isto produz nulidade absoluta (STJ, HC 127.782/SP, DJ 26.10.2009).
Interrogatório do réu sem a presença de defensor, 
constituído ou nomeado
A realização do interrogatório do réu sem a presença do defensor, após a entrada em vigor da Lei 10.792/2003, constitui nulidade absoluta, porquanto a 
inobservância das formalidades legais previstas nos arts. 185 a 188 do CPP fere o princípio da ampla defesa e do devido processo legal (STJ, HC 70.000/RS, 
DJ 02.06.2011).
Processo conduzido por juiz suspeito ou impedido
Viola o princípio a conduta do magistrado que, apesar de suspeito ou impedido por qualquer das razões preceituadas nos arts. 252 e 254 do CPP, 
respectivamente, insiste em atuar no processo, a despeito de presumida, nos casos elencados, a sua falta de isenção para a condução das diligências 
instrutórias e julgamento do processo (STJ, HC 64.072/RO, DJ 19.10.2009).
Videoconferência em situações não regulamentadas por 
lei federal
A realização de atos processuais mediante videoconferência, nas hipóteses não autorizadas por lei, ofende o due process of law. Não é por outro motivo que 
a jurisprudência majoritária compreende ser nulo o interrogatório por videoconferência se realizado antes da previsão inserida ao art. 185, §§ 2.º a 7.º, do 
CPP pela Lei 11.900/2009, visto que não existia lei federal autorizando tal procedimento à época (STJ, RHC 26.190/SP, DJ 01.08.2011).
Ocorrência de mutatio libelli sem a aplicação prévia das 
regras do art. 384 do CPP
Há ofensa ao princípio na conduta do magistrado que, reconhecendo circunstância ou elemento não contido explícita ou implicitamente na denúncia ou na 
queixa, profere sentença condenatória sem a observância do procedimento ditado pelo art. 384 do CPP (mutatio libelli). Ora, condenado o réu por fato de 
que não se defendeu, resta evidente o desrespeito ao princípio constitucional do contraditório, o qual traduz um dos elementos realizadores do postulado 
do devido processo legal.
Decreto de prisão preventiva sem o exame 
quanto à possibilidade de aplicação de medidas 
cautelares diversas da prisão
A vigência da Lei 12.403/2011, que alterou a sistemática das medidas assecuratórias da ação penal, dotou o magistrado com um rol de medidas restritivas 
de direitos menos gravosas ao réu, sendo certo que a prisão preventiva, medida excepcional, se revela última providência a ser adotada, ou seja, apenas 
quando as demais não se mostrarem adequadas ou suficientes (art. 282, § 6.º, do CPP). Assim, a imposição daquela custódia sem a verificação quanto à 
possibilidade de imposição das medidas cautelares diversas da prisão ofende ao devido processo legal (STJ, HC 206.729/MT, DJ 22.08.2011).
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PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
TERMINOLOGIA
Terminologia empregada no art. 566 do CPP (Art. 566. Não será 
declarada a nulidade de ato processual que não houver influído 
na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa);
02 06 
JUSPUNIEND
O jus puniendi deve ser exercido com efetividade em relação 
àquele que praticou ou concorreu para a infração penal.
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
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SENTENÇA
A sentença deve se sustentar em elementos concretos, e não em 
ficções ou presunções (Art. 5.º, LXIII, da CF e do art. 186 do CPP, 
determinando que o silêncio do réu não importa em confissão).
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
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ESFERA CIVEL
Esfera cível, verdade formal(resultado das manifestações formuladas 
pelas partes e limitar sua análise aos fatos por elas debatidos) e a sua 
mitigação, considerando a doutrina moderna defender apenas uma 
verdade, devendo esta ser perseguida pelo juiz tanto no processo 
penal quanto no processo civil,
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
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OBSTÁCULOS
1. A inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos (art. 5.º, 
LVI, da CF);
2. Descabimento da revisão criminal contra a sentença absolutória 
transitada em julgado;
3. Vedação ao testemunho das pessoas que tiverem conhecimento 
do fato em razão de sua profissão, função, ofício ou ministério, 
salvo se, desobrigadas, quiserem depor (art. 207 do CPP); 
4. Possibilidade de transação penal (art. 72 daLei 9.099/1995).
5. Acordo de não persecução Penal (art. 28-A do CPP)
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
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OBSTÁCULOS
1. Correspondência e das comunicações telegráficas (art. 5.º, XII,
da CF);
2. Violação da intimidade, vida privada, honra e imagem das
pessoas (art. 5.º, X, da CF);
3. Sigilo telefônico (art. 5.º, XII, da CF e Lei 9.296/1996);
4. Quebra de sigilo bancário realizada sem a observância dos
requisitos legais;
5. Provas obtidas a partir de busca e apreensão domiciliar não
autorizada pelo juiz (salvo Hipóteses de flagrante, desastre e
socorro, ou, em qualquer caso, havendo o consentimento do
morador).
PRINCÍPIO DA VERDADE REAL , MATERIAL OU DAVERDADE SUBSTANCIAL
PRINCÍPIO DA 
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE AMPLA
(PLENA)
PUBLICIDADE RESTRITA
(SEGREDO DE JUSTIÇA) 
É a regra no processo. 
O processo é aberto, ou seja, TODOS podem ter 
acesso, sejam partes, advogados ou o público em 
geral. Extraem-se três direitos da publicidade 
ampla: 
• Direito de acompanhar os atos processuais; 
• Direito de narração dos atos processuais; 
• Direito de consulta dos autos.
• Há casos em que se faz necessária a proteção 
da intimidade ou que envolvem questões de 
interesse social, por isso, a própria CF autoriza 
a restrição da publicidade. 
• Admite-se restrição ao público em geral, a 
exemplo dos processos de crimes sexuais, 
nos termos do art. 234-B do CP. 
• Além disso, a restrição pode ser dirigida às 
partes. Por exemplo, quando o acusado é 
retirado da sala de audiência. 
• A publicidade dos atos processuais é a regra, o sigilo pode ser admissível quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem, sem prejuízo do interesse público à informação 
(artigos 5o , LX e 93, IX da CF/88) ou se dá publicidade do ato puder ocorrer escândalo, 
inconveniente grave ou perturbação da ordem (artigo 792, §1o do CPP). 
• Em relação ao inquérito policial, por se tratar de fase pré-processual, é regido pelo princípio 
da sigilação. Contudo, assegura-se ao advogado a consulta aos autos correspondentes 
(súmula vinculante 14 do STF). 
• Diferença entre publicidade ampla (plena) e publicidade restrita (segredo de justiça)
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE
PRINCIPIOS (APROFUNDAMENTO)
PRINCÍPIO DA 
PRESUNÇÃO DE 
INOCÊNCIA (DUDH) OU 
PRESUNÇÃO DE NÃO 
CULPABILIDADE (CF)
Aqui, aplica-se o princípio pro homine, segundo o qual havendo tratamento diferenciado na legislação 
internacional e na interna, deve prevalecer o que for mais benéfico ao acusado. Nesse caso, será a CF. No dia 
07/11/2019, o STF, ao julgar as ADCs 43, 44 e 54), afirmou que o cumprimento da pena somente pode ter início 
com o esgotamento de todos os recursos. Assim, é proibida a execução provisória da pena. 
Atenção: No que tange à execução provisória da pena no Tribunal do Júri, a 1a Turma do STF já vinha decidindo 
no sentido de que a condenação a uma pena igual ou superior a 15 anos de reclusão autorizava a execução 
provisória da pena. 
O Pacote Anticrime positivou esse entendimento no art. 492, I, do CPP, o que, segundo a doutrina, é um 
dispositivo de constitucionalidade questionada, uma vez que se admite a execução provisória de uma decisão 
de um juiz de 1º grau. 
CADH CF
Art. 8o , §2º : Toda pessoa acusada de 
um delito tem direito a que se presuma 
sua inocência, enquanto não for 
legalmente comprovada a sua culpa.
Art. 5o (...), LVII – ninguém será 
considerado culpado até o trânsito 
em julgado de sentença penal 
condenatória.
AMPLA DEFESA NO PAD: 
A Súmula Vinculante no 5 não se aplica ao PAD promovido 
para averiguar o cometimento de falta grave no curso da 
execução penal, tendo em vista estar em jogo a liberdade 
de ir e vir. É necessária a presença de defesa técnica. 
Súmula vinculante no 5: “A falta de defesa técnica por 
advogado no processo administrativo disciplinar não ofende 
a constituição”
Deve ser assegurada a ampla possibilidade de defesa, lançando-se mão dos meios e recursos 
disponíveis a ela inerentes (art. 5o , LV da CF/88). LV - aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com 
os meios e recursos a ela inerentes; Desdobramento do princípio do devido processo legal.
PRINCIPIO DA 
AMPLA DEFESA
1 2 3
AMPLA DEFESA E EXECUÇÃO PENAL:
A ampla defesa deve ser assegurada no processo de 
execução penal, conforme entendimento sumulado do STJ. 
Súmula nº 533 do STJ: “Para o reconhecimento da prática 
de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é 
imprescindível a instauração de procedimento 
administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, 
assegurado o direito de defesa, a ser realizado por 
advogado constituído ou defensor público nomeado”. 
CUIDADO
No caso de transferência de presos para presídios federais (Lei 
11.671/2008), em regra, será necessário observar a ampla 
defesa. Contudo, em situações excepcionais, devidamente 
fundamentadas pelo magistrado, o contraditório poderá ser 
diferido. Súmula nº 639 do STJ: “ Não fere o contraditório e o 
devido processo decisão que, sem ouvida prévia da defesa, 
determine transferência ou permanência de custodiado em 
estabelecimento penitenciário federal.
DEFESA TÉCNICA AUTODEFESA
Também chamada de defesa processual. 
Pontos de destaque: 
1) É realizada por profissional da advocacia (defensor constituído ou defensor nomeado ou defensor 
público), regularmente inscrito nos quadros da OAB. 
2) É obrigatória, nos termos do art. 261 do CPP;
OBSERVAÇÃO: Presença do advogado é obrigatório no processo criminal, mesmo no âmbito dos 
Juizados Especiais Criminais (em todos os momentos, seja na audiência preliminar (art. 72), na análise 
da proposta da transação penal (art. 76, §3o ), no curso do procedimento comum sumaríssimo (art. 81), 
seja no momento da proposta de suspensão condicional do processo (art. 89, §1o ).) 
3) A falta de defesa técnica ou quando feita por profissional irregular gera nulidade absoluta. Nesse 
sentido: Súmula nº 523, STF - No processo penal, a falta da defesa técnica constitui nulidade absoluta, 
mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.
4) Tem caráter irrenunciável. (Mesmo que o acusado não queira, juiz tem que nomear um defensor). 
5) Direito de escolha do defensor: direito do próprio acusado. O juiz não pode se sobrepor à sua 
vontade. Isto é, quando o advogado constituído abandona o processo, não pode o juiz enviar os autos 
à Defensoria sem que dê ciência ao acusado para que escolha outro advogado de sua confiança. 
Apenas em caso de inércia, após a intimação pessoal, é que o juiz poderá remeter os autos à 
Defensoria. 
6) Próprio acusado pode exercer sua defesa técnica? Sim, desde que seja profissional da advocacia 
habilitado. 
7) Defesa técnica de dois ou mais acusados e um único defensor é possível, desde que não ocorra 
colidência de teses pessoais. 
8) No IP, a defesa técnica é limitada. A doutrina aduz que a defesa técnica na fase pré- processual 
tem uma atuação essencialmente exógena, através do exercício do HC e do MS, que, em última 
análise, corporificam o exercício do direito de defesa fora do IPL. Dentro do IPL basicamente só existe 
a possibilidade de solicitar diligências, nos limites do art. 14 do CPP. Contudo, é errado dizer que não 
existe direito de defesa no IPL. Existir, existe, desde 1941, ainda que não tenha a eficácia que a 
Constituição exija.
Também chamada de defesa material ou genérica. 
Pontos de destaque: 
1) Autodefesa é aquela exercida pelo próprio acusado, em momentos cruciais do processo. 
Diferencia-se da defesa técnica porque, embora não possa ser desprezada pelo juiz, é 
renunciável, já que não há como se compelir o acusado a exercer seu direito ao interrogatório 
nem tampouco a acompanhar os atos da instrução processual. 
2) Manifesta-se de várias formas: direito de audiência (interrogatório judicial), direito de 
presença (direito de acompanhar os atos dainstrução, podendo ser por videoconferência) e 
capacidade postulatória autônoma. 
3) Direito a postular pessoalmente Em alguns momentos específicos do processo penal, 
confere-se ao acusado capacidade postulatória autônoma, independentemente da presença 
de seu advogado, para realizar determinados atos processuais, tais como: 
a) Interpor recursos contra decisões proferidas por juízes de 1º grau; 
b) Provocar incidentes na execução penal;
c) Revisão criminal; 
d) HC. 
4) A Nova Lei de Abuso de Autoridade passou a criminalizar a conduta de privar que o 
indivíduo se sente ao lado de seu defensor e de com ele comunicar-se durante a audiência (art. 
20)
PRINCIPIOS (APROFUNDAMENTO)
PRINCÍPIO DO NEMO 
TENETUR SE DETEGERE
Para este princípio, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Veda- se a autoincriminação. 
OBSERVAÇÃO: Sabendo que o titular desse direito é o indivíduo suspeito/investigado/indiciado/acusado, A 
TESTEMUNHA PODERÁ SE VALER DELE? SIM, desde que, diante do caso concreto, o seu depoimento seja apto 
a produzir prova contra si mesmo. Por exemplo, se falar o que sabe, acabará confessando um crime. Todavia, na 
posição de pessoa que conhece fato sobre terceiro, a testemunha não poderá invocar o princípio. 
ADVERTÊNCIA. Nos termos do art. 5o , LXIII da CF, o cidadão deve ser, obrigatoriamente, informado do seu 
direito ao silêncio, sob pena de nulidade. Perceba que a não observância de tal dever PODE acarretar a ilicitude 
das provas. Sobre o tema, temos um julgado (11/05/2021) do STJ (RHC 77.238/PR.)
CADH CF
Artigo 8o - Garantias judiciais 2. Toda pessoa acusada de um 
delito tem direito a que se presuma sua inocência, enquanto não 
for legalmente comprovada sua culpa. Durante o processo, toda 
pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias 
mínimas: g) direito de não ser obrigada a depor contra si mesma, 
nem a confessar-se culpada, entre os quais o depermanecer 
calado;
Art. 5o , LXIII - o preso será informado de seus direitos, 
entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
PRINCÍPIO DO NEMO 
TENETUR SE 
DETEGERE
DESDOBRAMENTOS DO NEMO TENETUR SE DETEGERE
DIREITO AO SILÊNCIO 
Direito de não responder às perguntas formuladas pela autoridade, funcionando como 
espécie de manifestação passiva da defesa. 
DIREITO AO SILÊNCIO NO TRIBUNAL 
DO JÚRI E A VEDAÇÃO DA SUA 
UTILIZAÇÃO COMO ARGUMENTO DE 
AUTORIDADE
O direito ao silêncio é válido em qualquer juízo e em qualquer procedimento. Portanto, 
pode ser exercido no tribunal do júri. (art. 478 II do CPP)
DIREITO DE MENTIR
Alguns doutrinadores entendem que o acusado possui o direito de mentir, por não existir o 
crime de perjúrio no ordenamento pátrio. E no caso de mentiras agressivas (incriminar 
terceiros inocentes)? Haverá responsabilização (calúnia, denunciação caluniosa).
DIREITO DE NÃO PRATICAR 
QUALQUER COMPORTAMENTO ATIVO 
QUE POSSA INCRIMINÁLO
Doutrina e jurisprudência têm adotado o entendimento de que não se pode exigir um 
comportamento ativo do acusado. Comportamento ativo: um “fazer” por parte do acusado. 
Exemplo: fornecimento de material escrito para exame grafotécnico e do exame de 
bafômetro.
DIREITO DE NÃO PRODUZIR 
NENHUMA PROVA INCRIMINADORA 
INVASIVA 
Prova invasiva, que implica na penetração do organismo humano e na extração de uma 
parte dele. Exemplo: coleta de sangue, soprar bafômetro. 
OBSERVAÇÃO: Prova não invasiva, sem proteção do referido princípio, é aquela em que não 
há penetração no organismo humano. Admite-se a coleta, mas não deve ser retirada do 
corpo. Por exemplo, o fio de cabelo coletado de um pente, vale para a coleta de lixo 
descartado, de placenta descartada. 
OBSERVAÇÃO: O STJ entende que o raio-x é prova não invasiva, de modo que pode ser 
realizado mesmo contra a vontade do indivíduo. (HC 149.146/SP)
OBRIGADO
CHEGAMOS AO FIM
@professor_canel
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