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Peça 1 
 
Em sentença prolatada pela 89ª Vara do Trabalho de Floriano/PI, nos autos da 
reclamação trabalhista número 0101010-50.2021.5.22.0089, movida por Benício Pérolas 
contra a Transportadora Rapidinha Ltda., o pedido foi julgado procedente em parte nos 
seguintes termos: 
(i) não foi conhecida a prejudicial de prescrição parcial porque suscitada pela 
sociedade empresária em razões finais, e não na contestação, ocorrendo, na ótica do 
magistrado, preclusão; 
(ii) foi indeferida a anulação do pedido de demissão feito pelo ex-empregado, em 
10/02/2021, após 10 anos de trabalho, porque o autor não provou qualquer vício na sua 
manifestação de vontade; 
(iii) foi deferido o pagamento de 1 hora extra diária, com adicional de 50% 
(cinquenta por cento), pelo intervalo interjornada desrespeitado, pois o juiz se convenceu 
que o autor trabalhava de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 h, com intervalo de 1 hora 
para refeição; 
(iv) foi indeferido o pagamento do 13º salário de 2019, porque a empresa 
comprovou documentalmente nos autos, a quitação regular deste direito; 
(v) foi deferida a reintegração do autor ao emprego, porque ele comprovou ser, à 
época, dirigente, com mandato em vigor, de uma associação desportiva criada pelos 
empregados da Transportadora Rapidinha Ltda.; 
(vi) foi deferido o depósito do FGTS na conta vinculada para o período de 5 meses 
no qual o autor ficou afastado pelo INSS em auxílio por incapacidade temporária 
previdenciária (antigo auxílio-doença comum, código B-31), período em que a empresa 
não recolheu o FGTS; 
(vii) foi indeferido o pedido de férias 2018/2019, em razão da grande quantidade 
de faltas injustificadas que o trabalhador teve no período aquisitivo, comprovada 
documentalmente nos autos; 
(viii) foi deferida a integração da ajuda de custo à remuneração do autor, porque 
ela era paga mensalmente pela empresa, conforme se verificou dos contracheques que 
foram juntados aos autos; 
(ix) foi deferida, de julho de 2020 a fevereiro de 2021, a equiparação salarial do 
autor com o empregado Raul Flores Raras, que exercia a mesma função do reclamante e 
atuava na filial da empresa localizada em Goiás; 
(x) foi deferido o pagamento de insalubridade desde a sua supressão, porque, em 
que pese ter havido comprovadamente a reclassificação da atividade pelo órgão 
competente durante o contrato de trabalho, o juiz entendeu que havia direito adquirido 
porque o trabalhador já contava com essa verba no seu orçamento, além de ofensa ao 
princípio da irredutibilidade salarial; e 
(xi) foram deferidos honorários advocatícios em favor do advogado do 
reclamante, na ordem de 30% (trinta por cento) sobre o valor da liquidação e de 15% 
(quinze por cento) em favor do advogado da empresa sobre os pedidos julgados 
improcedentes. 
 
Peça 2 
 
Débora Pimenta trabalhou como auxiliar de coveiro na sociedade empresária 
Morada Eterna Ltda., de 30/03/2018 a 07/01/2019, quando foi dispensada sem justa 
causa, recebendo, por último, o salário de R$ 1.250,00 mensais, conforme anotado na 
CTPS. Em razão disso, ela ajuizou reclamação trabalhista em face da sociedade 
empresária. A ação foi distribuída ao juízo da 90ª Vara do Trabalho de Teresina/PI, 
recebendo o número 0050000-80.2019.5.22.0090. 
Débora formulou vários pedidos, que assim foram julgados: o juízo declarou a 
incompetência material da Justiça do Trabalho para apreciar o pedido de recolhimento do 
INSS do período trabalhado; foi reconhecido que a jornada se desenvolvia de 2ª a 6ª feira, 
das 10 às 16 horas, com intervalo de 10 minutos para refeição, conforme confessado pelo 
preposto em interrogatório, sendo, então, deferido o pagamento de 15 minutos com 
adicional de 50%, em razão do intervalo desrespeitado, e reflexos nas demais verbas 
salariais; não foi reconhecido o salário oficioso de mais R$ 2.000,00 alegado na petição 
inicial, já que o julgador entendeu não haver prova de qualquer pagamento “por fora”; foi 
deferido o pagamento de horas extras pelos feriados, conforme requerido pela 
trabalhadora na inicial, que pediu extraordinário em “todo e qualquer feriado brasileiro”, 
sendo rejeitada a preliminar suscitada na defesa contra a forma desse pedido; foi deferida 
indenização de R$ 6.000,00 a título de dano moral por acidente do trabalho em razão de 
doença degenerativa da qual a trabalhadora foi vítima, conforme laudos médicos juntados 
aos autos; foi indeferido o pagamento de adicional noturno, já que a autora não 
comprovou que houvesse enterro, ou preparação para tal fim, no período compreendido 
entre 22 e 5 horas; foi deferido o pagamento do vale-transporte em todo o período 
trabalhado, sendo que, na instrução, o magistrado indeferiu a oitiva de duas testemunhas 
trazidas pela sociedade empresária, que seriam ouvidas para provar que ela entregava o 
valor da passagem em espécie diariamente à trabalhadora; foi julgado procedente o 
pedido de devolução em dobro, como requerido na exordial, de 5 dias de faltas 
justificadas por atestados médicos, pois a preposta reconheceu que a empresa se negou a 
aceitar os atestados porque não continham CID (Classificação Internacional de 
Doenças); foi deferido o pagamento correspondente a 1 cesta básica mensal, porque sua 
entrega era prevista na convenção coletiva que vigorou no ano anterior (de janeiro de 
2017 a janeiro de 2018) e, no entendimento do julgador, uma vez que não houve 
estipulação de uma nova norma coletiva, a anterior foi, automaticamente, prorrogada no 
tempo; foram deferidos honorários advocatícios em favor do advogado da autora na razão 
de 20% da liquidação e, em favor do advogado da ré, no importe de 10% em relação aos 
pedidos julgados improcedentes. 
 
 
Peça 3 
 
Paulo foi empregado da microempresa Tudo Limpo Ltda. de 22/02/15 a 15/03/16. 
Trabalhava como auxiliar de serviços gerais, atuando na limpeza de parte da pista de um 
aeroporto de pequeno porte. Durante todo o contrato, prestou serviços na Aeroduto – 
Empresa Pública de Gerenciamento de Aeroportos. Ao ser dispensado e receber as verbas 
rescisórias, ajuizou reclamação trabalhista em face da empregadora e da tomadora dos 
serviços, pretendendo adicional de insalubridade porque trabalhava em local de barulho, 
bem como a incidência de correção monetária sobre o valor dos salários, vez que recebia 
sempre até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. Logo, tendo mudado o mês 
de competência, deveria haver a correção monetária, dado o momento, na época, de 
inflação galopante. A ação foi distribuída para a 99ª Vara de Trabalho de Salvador. 
No dia da audiência, a primeira ré, empregadora, fez-se representar pelo seu 
contador, assistido por advogado. A segunda ré, por preposto empregado e advogado. 
Foram entregues defesas e prova documental, sendo que, pela segunda ré, foi juntada toda 
a documentação relacionada à fiscalização do contrato entre as rés, o qual ainda se 
encontra em vigor, bem como exames médicos de rotina realizados nos empregados, 
inclusive o autor, os quais não demonstravam nenhuma alteração de saúde ao longo de 
todo o contrato, além dos recibos do autor de fornecimento de EPI para audição. 
Superada a possibilidade de acordo, o juiz indeferiu os requerimentos da segunda 
ré para a produção de provas testemunhal e pericial, consignando em ata os protestos da 
segunda ré, pois visava, com isso, comprovar que o EPI eliminava a insalubridade. 
O processo seguiu concluso para a sentença, a qual decretou a revelia e confissão 
da primeira ré por não estar representada regularmente. Julgou procedentes os pedidos de 
pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, bem como de incidência de 
correção monetária sobre o valor do salário mensal pago após a “virada do mês”. 
Outrossim, condenou a segunda ré, subsidiariamente, em todos os pedidos, 
fundamentando a procedência na revelia e confissão da 1ª ré. 
 
 
Peça 4 
 
 
 Tramita perante a 89ªVara do Trabalho de Curitiba a RT nº 000153-
80.2012.5.09.0089, ajuizada em 06/05/2012 por Sérgio Camargo de Oliveira, assistido 
por advogado particular, contra o Supermercado Onofre Ltda. Nela foi proferida sentença 
que, em síntese, assim julgou os pedidos formulados a seguir. 
(i) Foi reconhecida a ilicitude da confessada supressão das comissões, que eram 
pagas desde a admissão, ocorrida em 13/10/2005, mas abruptamente ceifadas pelo 
empregador em 25/12/2006. Entendeu o magistrado que a prescrição, na hipótese, era 
parcial, alcançando os últimos 5 anos, e não total como advogado na peça de bloqueio, já 
que se tratava de rubrica assegurada por preceito de lei, além de se tratar de alteração 
prejudicial ao empregado, vedada pelo Art. 468, caput, da CLT. 
(ii) Foi deferido o pagamento de duas cotas mensais de salário-família para os 
filhos capazes do reclamante, que, na admissão do obreiro, contavam com 15 e 17 anos, 
respectivamente. Enfatizou o magistrado que não foi solicitada a documentação 
pertinente quando do ingresso do demandante, gerando prejuízo financeiro para o 
trabalhador. 
(iii) Foi concedida indenização por dano moral pela humilhação sofrida pelo 
reclamante na saída. É que, por determinação do empregador, ele foi comunicado de sua 
dispensa por intermédio de um colega de trabalho que exercia a mesma função, que o 
chamou em particular numa sala, para lhe dar a fatídica notícia. Encampou o magistrado 
o entendimento do reclamante, no sentido de que somente um superior hierárquico 
poderia informar acerca da ruptura contratual, e que a forma eleita pela ré seria indigna e 
vexatória. 
Uma vez que o autor foi contratado em substituição ao Sr. Paulo, dispensado em 
05/10/2005, foi deferida a diferença salarial, porque o antecessor auferia salário 20% 
superior ao do reclamante, o que, segundo a decisão, violaria os princípios constitucionais 
da isonomia e da dignidade da pessoa humana. 
Foi deferida a reintegração ao emprego, porque na dispensa, ocorrida em 
06/04/2012, o autor não foi submetido a exame demissional, conforme previsto no Art. 
168, II, da CLT, gerando então, na ótica do reclamante e do magistrado, garantia no 
emprego. Contudo, a tutela antecipada foi indeferida, pois foi constatado por perícia 
judicial que o autor se encontrava em perfeito estado de saúde. 
Foi concedida verba honorária na razão de 15% sobre a condenação. 
A sentença foi proferida de forma líquida, com valor de R$ 60.000,00 e custas de 
R$ 1.200,00. 
 
 
Peça 5 
Você foi contratado(a) como advogado(a) pela sociedade empresária Sandália 
Feliz Ltda., que lhe exibe cópia de sentença prolatada pelo juízo da 50ª Vara do Trabalho 
de Vitória/ES (processo 123, movido por Valentino Garrido, brasileiro, solteiro, auxiliar 
de estoque) e publicada no dia anterior, na qual o juiz reconheceu que, após o pagamento 
das verbas resilitórias, houve acordo e outro pagamento de R$ 2.000,00 perante uma 
Comissão de Conciliação Prévia (CCP) criada na empresa, sem ressalva, mas rejeitou a 
preliminar suscitada pela ré, compreendendo que a realização do acordo na CCP geraria 
como efeito único a dedução do valor pago ao trabalhador. 
Sobre o pedido de duas horas extras diárias, o juiz as deferiu porque foi confessada 
a sobrejornada pelo preposto, determinando, ainda, a sua integração nas demais verbas 
(13º salário, férias, FGTS e repouso semanal remunerado), e, em relação ao repouso 
semanal majorado pelas horas extras deferidas, sua integração no 13º salário e nas férias. 
O juiz deferiu outros 15 minutos de horas extras pela violação a artigo da CLT, 
que garante esse intervalo antes do início de sobrejornada. 
O juiz deferiu indenização por dano estético de R$ 5.000,00 porque o trabalhador 
caiu de uma alta escada existente no estoque e, com o violento impacto sofrido na queda, 
teve a perda funcional de um dos rins, conforme Comunicação de Acidente do Trabalho 
(CAT) emitida. 
O magistrado determinou que os juros observassem a Taxa Selic, conforme 
requerido na prefacial. 
 
 
Peça 6 
 
Renato trabalhou como motorista para o Restaurante Amargo Ltda., tendo sempre 
recebido salário fixo no valor de R$1.600,00 mensais. Diariamente dirigia o veículo com 
as refeições solicitadas pelos clientes, as quais eram entregues por um ajudante. Foi 
dispensado imotivadamente após dois anos de serviço. Ajuizou ação trabalhista 
distribuída à 99ª Vara do Trabalho de Teresina/PI pleiteando diferenças salariais 
decorrentes da aplicação do piso salarial estipulado para os funcionários em bares e 
restaurantes, conforme a convenção coletiva firmada pelo sindicato dos bares e 
restaurantes com o sindicato dos garçons e ajudantes em bares e restaurantes, ambos do 
estado do Piauí. Pleiteou o pagamento extraordinário pelo tempo de duração da viagem 
de ida e volta ao trabalho, pois ficava com o carro da empresa que dirigia e que ficava 
sob sua guarda. Alegou que de sua residência para o local de trabalho havia apenas três 
linhas diretas de ônibus com tarifa modal em cada horário, sendo o transporte insuficiente. 
Pleiteou salário in natura pelo uso de veículo do empregador, o qual ficava com Renato 
ao longo da semana útil, devendo deixá-lo na garagem do empregador durante o fim de 
semana de folga, bem como nas férias. Pleiteou, ainda, a integração de diárias para 
viagem, recebidas no valor de R$ 400,00 por cada viagem ocorrida, relatando que ao 
longo do contrato viajou a serviço por três ocasiões, em três diferentes meses. Por último 
pleiteou diferenças salariais decorrentes de equiparação salarial com outro motorista, o 
qual inicialmente trabalhava como maitre, mas por força de decisão do INSS, por 
limitação física, teve sua função alterada, quando percebia R$ 2.000,00 mensais. 
Na audiência, após a apresentação de defesa com documentos, foram dispensados 
os depoimentos pessoais. A parte autora declarou não ter outras provas. A parte ré 
requereu a oitiva de uma testemunha, a qual foi indeferida pelo juiz, gerando o 
inconformismo da parte ré, registrado em ata de audiência. Dez dias após o encerramento 
normal da audiência, o juiz prolatou sentença de improcedência total dos pedidos, com 
custas fixadas em R$ 500,00. Inconformado, Renato, 15 dias após haver sido notificado 
da decisão de improcedência dos pedidos, apresentou a medida jurídica cabível para tentar 
revertê-la, em juntar qualquer documento. 
 
 
Peça 7 
 
Jeferson Peres ajuizou reclamação trabalhista contra seu ex-empregador, a 
sociedade empresária Costela de Ouro Ltda., o restaurante mais conhecido do Distrito 
Federal. A ação foi ajuizada em 30 de janeiro de 2019, tramitou perante a 503 Vara do 
Trabalho do Distrito Federal sob o número 0120813-35.2019.5.10.0503 e a sentença 
julgou procedentes os seus pedidos. 
A sociedade empresária recorreu, mas o TRT manteve a sentença. Advindo o 
trânsito em julgado iniciou-se a execução. A liquidação importou em R$ 72.000,00 
(setenta e dois mil reais), mas a sociedade empresária não pagou voluntariamente a dívida, 
em que pese ter sido citada para tanto. Tentou-se fazer a execução forçada com as 
ferramentas existentes na Justiça do Trabalho, igualmente sem sucesso. Então, o Juiz, de 
ofício, sem suspensão do feito, instaurou um incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica (IDPJ) e citou os sócios Pedro Serra e Maria Serra para a 
manifestação em 10 dias. Diante da inércia, o IDPJ foi julgado procedente. Maria Serra, 
três dias depois da decisão, procurou você, como advogado(a), dizendo que saiu da 
sociedade em março de 2015, em ato devidamente averbado perante a Junta Comercial, 
sendo que Jeferson Peres trabalhou na sociedade empresária de janeiro de 2018 a 
dezembro de 2018. O mal-entendido, segundo Maria Serra, foi que, na contestação, 
juntaram o contrato social ant1igo, no qual ainda constava o seu nome. 
Maria Serra afirmou ainda, e comprovou documentalmente, queé aposentada pelo 
INSS. O Juiz determinou de ofício tutela de urgência de natureza cautelar, daí porque 
foram retidos 100% de sua aposentadoria, no valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos 
reais), e que atualmente é a sua única fonte de renda, já havendo nos autos R$ 3.000,00 
(três mil reais). 
 
 
Peça 8 
 
Josefina Pires ajuizou reclamação trabalhista contra Larissa Barreto, em março de 
2022, requerendo o reconhecimento de vínculo empregatício como empregada doméstica, 
no período de 10/09/2010 a 15/12/2021. Afirmou que recebia, por último, o salário de 
R$ 2.000,00 mensais e que jamais recebeu 13º salário ou férias (que requereu por todo o 
período, sendo as férias calculadas sobre a última remuneração), FGTS e horas extras (a 
partir de quando tais direitos passaram a ser devidos ao empregado doméstico), assim 
como honorários advocatícios. A petição inicial indicou estimativa dos valores 
pretendidos e foi distribuída ao juízo da 100ª Vara do Trabalho de Petrópolis/RJ, 
recebendo o número 0050080.2022.5.01.0100. O rito adotado foi o ordinário, em razão 
do valor postulado. Devidamente citada, a reclamada não apresentou contestação, daí 
porque o pedido foi julgado inteiramente procedente à revelia, sendo proferida sentença 
líquida, no valor de R$ 125.000,00. Intimadas as partes, não houve interposição de 
recurso, foi certificado o trânsito em julgado e a executada foi citada por oficial de justiça, 
em maio de 2022, para pagamento voluntário, mas quedou-se inerte. Então, o juízo 
acionou o bloqueio de ativos financeiros (penhora on-line), conseguindo reter R$ 
2.000,00 da executada. As novas tentativas de bloqueio foram infrutíferas, sendo então 
expedido mandado de penhora e avaliação de bens. Foi penhorado o imóvel em que vivia 
a executada, avaliado pelo oficial de justiça em R$ 123.000,00, sendo a penhora registrada 
no RGI. Garantido o juízo, a executada ajuizou embargos à execução no 5º dia, no qual 
alegou que o imóvel penhorado era um bem de família, pois era proprietária de 2 imóveis 
e residia com sua família em ambos, alternadamente; suscitou prescrição parcial; afirmou 
que o valor retido de sua conta correspondia a parte do seu salário (10%), portanto 
impenhorável, juntando o extrato confirmando que o valor bloqueado era de salário 
depositado; requereu nova chance de defesa, porque teve pouco tempo para contestar, 
pois a audiência foi marcada para 14 dias após a citação; que, no cálculo das férias, o juiz 
não utilizou a evolução salarial durante o longevo contrato de trabalho, como deveria ser, 
mas, sim, a última remuneração paga por ocasião da extinção do contrato. Após 
devidamente contestados, o juiz julgou procedente os embargos à execução, com os 
seguintes fundamentos: que apesar de a ex-empregadora possuir outro imóvel em bairro 
próximo, de menor valor (R$ 70.000,00) e onde também reside com sua família porque 
fica mais próximo ao seu emprego, o imóvel constritado é o de maior valor e, assim, 
impenhorável; acolheu a prescrição parcial para fixar os cálculos que devem considerar 
os 5 anos anteriores ao ajuizamento da ação, e não todo o período trabalhado; determinou 
a liberação dos R$ 2.000,00 porque salário jamais pode ser penhorado, ainda que 
parcialmente; deferiu nova chance para juntar defesa porque a executada teve prazo de 
apenas 2 semanas, o que o magistrado entendeu ser insuficiente para a separação dos 
documentos e contratação de advogado; deferiu o recálculo das férias para acompanhar o 
valor do salário pago ao longo do tempo, e não da última remuneração. 
 
Peça 9 
 
Rômulo Delgado Silva, brasileiro, viúvo, empresário, portador da identidade 113, 
CPF 114, residente e domiciliado na Avenida Brás Montes, casa 72 – Boa Vista – 
Roraima – CEP 222, em entrevista com seu advogado, declara que foi sócio da pessoa 
jurídica Delgado Jornais e Revistas Ltda., tendo se retirado há 2 anos e 8 meses da 
empresa; que foi surpreendido com a visita de um Oficial de Justiça em sua residência, 
que da primeira vez o citou para pagamento de uma dívida trabalhista de R$ 150.000,00, 
oriunda da 50ª Vara do Trabalho de Roraima, no Processo 0011250-27.2013.5.11.0050 
e, em seguida, 48 horas depois, retornou e penhorou o imóvel em que reside, avaliando-
o, pelo valor de mercado, em R$ 180.000,00; que tem apenas esse imóvel, no qual reside 
com sua filha, já que viúvo; que o Oficial de Justiça informou que há uma execução 
movida pela ex-empregada Sônia Cristina de Almeida contra a empresa que, por não ter 
adimplido a dívida, gerou o direcionamento da execução contra os sócios; que foi ao 
Fórum e fotocopiou todo o processo, agora entregue ao advogado; que nas contas 
homologadas, sem que a parte contrária tivesse vista, foi verificado que a correção 
monetária foi calculada considerando o mês da prestação dos serviços, ainda que a 
sentença fosse omissa a respeito; que, ao retornar para penhorar o imóvel, o oficial 
informou que a dívida havia aumentado em 10%, porque o juiz aplicou a multa do artigo 
475-J, do CPC.

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