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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM – MANAUS 
 
 
 
LUCIANA NONATO TAVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO: Câncer de Mama 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS-AM 
2023 
 
LUCIANA NONATO TAVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO: Câncer de Mama 
 
 
Trabalho solicitado pela professora Roberta Lima 
de Oliveira para obtenção de nota. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANAUS-AM 
2023 
 
Sumário 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 4 
CASO CLÍNICO .......................................................................................................... 5 
Identificação do paciente ......................................................................................... 5 
Queixa principal ....................................................................................................... 5 
Exame físico realizado na sala de triagem ............................................................... 5 
Histórico da doença atual ......................................................................................... 6 
Antecedentes pessoais, familiares e sociais ............................................................ 6 
Suspeitas Diagnósticas ............................................................................................ 6 
CUIDADOS DA ENFERMAGEM COM O CÂNCER DE MAMA ................................. 7 
PREVENÇÕES CONTRA O CÂNCER DE MAMA ..................................................... 8 
EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A PREVENÇÃO DO CANCÊR DE MAMA ............. 9 
PROGRAMAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE ............................................................. 9 
AÇÕES PREVENTIVAS E ATRIBUIDAS AO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO 
BÁSICA..................................................................................................................... 10 
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 12 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
INTRODUÇÃO 
O câncer de mama é um dos problemas de saúde mais significativos em todo o mundo, 
afetando tanto homens quanto mulheres, mas predominantemente o sexo feminino. 
Considerando um grande desafio de saúde pública, o câncer de mama impacta a vida 
de milhares de pessoas anualmente. 
De acordo com a OMS, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres em 
todo o mundo e a principal causa de morte por câncer. Estima-se que, anualmente, cerca 
de 2 milhões de novos casos são diagnosticados e mais de meio milhão de vidas são 
perdidas devido a essa doença. No entanto, é importante ressaltar que quando 
diagnosticado precocetemente, as chances de tratamento bem sucedido é de sobrevida 
são significativamente maiores. 
Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de mama, 
incluindo predisposição genética, histórico familiar, idade avançada, exposição a 
determinados hormônios e estilo de vida. Apesar de não ser possível evitar 
completamente o câncer de mama, a adoção de um estilo de vida saudável e realização 
de exames de rastreamento regulares e a conscientização sobre os fatores de risco 
podem contribuir para a prevenção e detecção precoce da doença. 
O diagnóstico do câncer de mama envolve uma combinação de exames, mamografias, 
ultrassonografia e, em alguns casos, biópsia. O tratamento varia de acordo com o 
estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal 
e imunoterapia. Estratégias de cuidados integrados e apoio emocional são fundamentais 
para o bem estar dos pacientes e para enfrentar os desafios do tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
CASO CLÍNICO 
Paciente do sexo feminino de 44 anos chegou a UBS para uma consulta de rotina 
após 2 anos sem avaliações. 
 
Identificação do paciente: 
 
• Nome: H.G.L 
• Idade: 44 anos 
• Data de nascimento: 23/04/1977 
• Sexo: Feminino 
• Naturalidade: Iranduba 
• Nacionalidade: Brasileira 
• Ocupação: Costureira 
• Estado civil: Casada 
 
Queixa principal: 
Paciente relata que nos últimos 5 meses tem sentido certo cansaço e ainda mais 
dificuldade para realizar tarefas no dia a dia como varrer o chão e subir a ladeira da 
rua para chegar em casa, o que tem a deixado muito frustrada e desanimada. 
Ademais, também mencionou insônia e fogacho. Os sintomas tem sido bem 
tolerados pela paciente, mas a mesma tem receio de que aumente com frequência. 
 
Exame físico realizado na sala de triagem: 
• Peso: 85kg 
• Altura: 1.60cm 
• PA: 150 x 100 mmHg 
• Hidratada, hipocorada 2+/4+, anictérica, acianótica 
• Perfusão tecidual periférica e pulsos normais 
• Discreto edema de membros inferiores 
• Presença de pequenos vasos rompidos em membros inferiores 
• AR: murmúrio vesicular fisiológico, eupneica 
• ACV: bulhas normorítmicas e normofonéticas, em dois tempos 
• Abdome: globoso, pestáltico, sem visceromegalia 
• AL: NDN 
 
6 
Histórico da doença atual: 
Paciente hipertensa em uso de Losartana, negou diabetes e dislipidemia. Refere 
consumo de álcool nos finais de semana desde os 20 anos, fazendo uso de 2 latas de 
cerveja, nega tabagismo e relata sedentarismo. Nega alergias, internações e 
hematotransfusões, relata ter passado por duas cesáreas, negou outras cirurgias. 
 
Antecedentes pessoais, familiares e sociais 
• HSE: Moradia fixa de alvenaria, fossa séptica e com água encanada; 
• Possui 2 animais, tem 3 filhos, mantem bom convívio com família e amigos; 
• Pai e mãe diabéticos e hipertensos (pai já falecido); 
• Casa há 10 anos; 
• Faz uso de medicamento para pressão (Losartana) 
 
Suspeitas Diagnósticas 
Foi solicitado pela enfermeira alguns exames e uma consulta com a ginecologista para 
a paciente onde a mesma fez todos e os trouxe para mesma UBS para o 
acompanhamento. 
Exame ginecológico: 
• Exame especular: considerado normal. Colhido material para exame 
citopatológico cervicovaginal. 
• Toque vaginal: sem alterações quanto à mobilidade do útero e anexos; 
ausência de massas. 
• Mamas e axilas: simétricas, sem retrações à mobilidade do útero e anexos, 
ausência de massas, espontânea ou à expressão. Presença de pequeno 
nódulo de mais ou menos 2 cm de maior diâmetro, localizado no quadrante 
súperolateral da mama direita, indolor à palpitação e de consistência firme. Não 
se detecta linfonodomegalia à palpitação das axilas. 
Resultados dos exames laboratoriais: 
• Hematócrito: 32,0% 
• Hemoglobina: 9,8 g/dl 
• Hemácias: 4.000 x 10³/mm³ 
• VCM: 80,0 fl 
• HCM: 24,5 pg 
• CHCM: 30,6 g/dl 
• RDW: 16,6% 
• Reticulócitos: 1% 
• Leucócitos (global): 9.500/mm³ 
• Neutrófilos bastonetes: 0% | 0/mm³ 
• Neutrófilos segmentados: 48% | 4560/mm³ 
7 
• Linfócitos: 43% | 4085/mm³ 
• Monócitos: 5% | 475/mm³ 
• Eosinófilos: 4% | 380/mm³ 
• Basófilos: 248 x 10³/mm³ 
• Plaquetas: 248 x 10³/mm³ 
• Glicose: 120 mg/dL 
• Creatina: 0,66 mg/dL 
• Sódio: 142 mEq/dL 
• Potássio: 4,0 mEq/dL 
• Colesterol Total: 225 mg/dL 
• Triglicérides: 230 mg/ dL 
• Vitamina D: 18,0 ng/mL 
• PTH: 149 pg/mL 
• FSH: 110 mUI/mL 
• LH: 37 mUI/mL 
• HBsAg: reagente 
• Anti-HBc total: reagente 
• Sangue oculto nas fezes (2 amostras: negativo (VR: negativo) 
Mamografia: 
Mama direita – presença de nódulo irregular de alta densidade radiológica, com 
margens espiculadas, apresentado microcalcificações de permeio, localizado no 
quadrante súperolateral, medindo cerca de 21,0 x 9,0 mm. Regiões axilares livres, 
sem evidencias de infonodomegalias. Mama esquerda sem alterações dignas de nota. 
Mamografia categoria 5 BI-RADS (BI-RADS 5). 
 
CUIDADOS DA ENFERMAGEM COM O CÂNCER DE MAMA 
A enfermagem, assim como toda equipe de saúde, possui umpapel essencial no 
tratamento do câncer de mama, sendo de extrema importância alguns cuidados, 
dentre os quais são: 
• O esclarecimento ao paciente sobre a doença e suas opções de tratamento; 
• A promoção do auto cuidado; 
• O apoio emocional; 
• O alívio da dor; 
• O tratamento das complicações; 
• O incentivo e a coragem que o paciente necessita ara enfrentar o câncer e suas 
possíveis consequências. 
Desta forma, pode ser concluído que a enfermagem possui uma ampla atuação junto 
ao paciente com câncer de mama e pode ser considerado a este estudo, a importância 
fundamental, pois a fundamentação teórica é especialmente necessária para um 
desempenho técnico científico e humanizado das equipes de enfermagem no cuidado 
a esses pacientes. 
 
8 
PREVENÇÕES CONTRA O CÂNCER DE MAMA 
• Controle sua alimentação: Ter uma vida saudável é uma receita certa para 
prevenir o câncer de mama. Segundo o Inca, 30% dos casos desse tipo de 
doença podem ser evitados com bons hábitos. Uma dieta equilibrada evita o 
sobrepeso e melhora a qualidade de vida. Assim sendo, alimentos 
industrializados, enlatados e conservados contém agentes cancerígenos na 
composição e devem ser evitados. Além disso, frutas, legumes, verduras e 
leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e feijão branco, são alimentos de 
origem vegetal que ajudam a prevenir o câncer de mama. Isso porque além de 
inibir a chegada de compostos cancerígenos às células, tais alimentos têm o 
poder de consertar o DNA danificado quando a agressão já estiver iniciada. 
• Praticar atividades físicas: A Sociedade Brasileira de Mastologia apontou em 
uma pesquisa que mulheres com excesso de gordura abdominal apresentaram 
74% mais chance de ter câncer de mama. Assim sendo, a prática de atividade 
física pode diminuir os riscos em cerca de 1/3 os riscos de desenvolver câncer 
de mama. Nesse outubro rosa, comece a praticar 30 minutos de exercício 
aeróbico, pelo menos três vezes na semana, ou de acordo com as suas 
necessidades. 
• Evite o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas: Também de acordo com a 
estimativa de hábitos saudáveis, a mulheres devem reduzir o consumo de 
cigarros e bebidas alcoólicas para evitar o câncer de mama. O cigarro contém 
cerca de 4.720 substâncias tóxicas, que levam a uma série de doenças, entre 
elas, o câncer. O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável 
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – 4,9 milhões pessoas (mais de 10 
mil por dia) morrem todos os anos em decorrência do cigarro – e estima-se que 
30% de todos os casos de câncer são devido ao tabagismo. Já de acordo com 
o Inca, o alcoolismo causa entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo um 
dos fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tumores, incluindo o 
de mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco. 
• Cuidados com a reposição hormonal: Não é aconselhável que mulheres na 
menopausa com histórico familiar de câncer de mama façam reposição 
hormonal. A terapia de reposição hormonal aumenta o risco de câncer de 
mama. Se precisa tomar hormônios para controlar os sintomas da menopausa, 
faça sob orientação médica e evite aqueles que contêm progesterona, limitando 
seu uso a menos de três anos. 
• Amamentação: As mães que amamentam seus bebês por pelo menos um ano 
reduzem o risco de desenvolver o câncer de mama futuramente. Durante o 
período de aleitamento, as taxas de alguns hormônios que favorecem o 
desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. Além disso, na 
amamentação também ocorre renovação de células que poderiam ter lesões, 
diminuindo assim as chances da doença. Quanto mais prolongada for a 
amamentação, maior a proteção para a mãe. 
É muito importante também ir ao médico regularmente para fazer exames de rotina e 
checar se não há nada de errado com sua saúde. 
 
https://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/prevencao-fatores-de-risco/como-prevenir-cancer
9 
EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A PREVENÇÃO DO CANCÊR 
DE MAMA 
A educação da população é a base para o êxito das ações estabelecidas; o enfermeiro 
é um profissional com a formação acadêmica direcionada para a educação do 
paciente, com habilidade para perceber quais estratégias de aprendizagem deve 
utilizar junto à determinada comunidade, visando, sobretudo, à busca de saúde pelo 
paciente, mesmo sem apresentar sinais e sintomas de doença e que essa busca se 
faça de formar regular. 
As práticas educativas na área da saúde são representadas em grande parcela pela 
atuação do enfermeiro nas instituições de saúde. a educação em saúde proporciona 
saberes, capacita e oferece informações que possibilita aos indivíduos escolherem e 
agir de maneira racional no que se refere a sua saúde e de que está sob influência, e 
ainda emprega a noção de conforme a qual para fazer é preciso saber. 
Em relação aos procedimentos de educação e conhecimento buscando o cuidado 
corporal das mulheres para a detecção precoce do câncer de mama, foi enfatizado 
que mais abarcante e relevante que o autoexame, é o conhecimento sobre o 
autocuidado, o que engloba uma definição mais completa de saúde, isto é, a obtenção 
de conhecimento acerca da doença e a minimização do risco o conhecimento corporal 
e o toque com a mão, é o elemento fundamental, na ação educativa, para a detecção 
precoce do câncer de mama. 
 
PROGRAMAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE 
O governo federal disponibiliza programas de prevenção primária que tem como 
finalidade amenizar o número de casos de neoplasias da mama, porém, não são 
suficientes no que se refere ao câncer de mama por causa de seus aspectos 
biológicos e recursos tecnológicos disponíveis. Os programas de detecção precoce 
cumprem essencial papel na diminuição da mortalidade. Portanto torna-se 
indispensável à capacitação dos profissionais da saúde visando orientar a população 
feminina sobre o cuidado essencial que deve ser dada às mamas, mesmo sabendo-
se que a diminuição das mulheres assintomáticas aos programas ambulatoriais é 
devida a preocupação com a discriminação em relação á patologia. 
O Programa Nacional de Humanização da Atenção hospitalar (PHNAH), criado em 
2000, tem como pressuposto estimular uma nova mentalidade de assistência à saúde 
no Brasil, tendo como finalidade essencial aperfeiçoar as relações entre 
usuários/profissionais e entre hospital e comunidade, com o objetivo de melhorar a 
qualidade e à eficiência dos serviços oferecidos por instituições associadas ao SUS, 
como o INCA. 
Com dados a partir do grande crescimento da patologia, a organização das ações de 
controle desse tipo de câncer, vem sendo aprimoradas devido à implantação do 
Sistema de Informação do Câncer de Mama (SISMAMA), ao aumento da oferta de 
mamografias pelo Ministério da Saúde e à publicação de documentos da portaria e 
pelo INCA. Hoje, a perspectiva no campo da detecção precoce é promover o 
diagnóstico e o rastreamento em áreas com ocorrência elevada da doença. 
10 
O Viva Mulher - Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de 
Mama foi criado com o objetivo de reduzir a mortalidade e as repercussões físicas, 
psíquicas e sociais desses canceres na mulher, por meio da oferta de serviços para 
prevenção e detecção em estágios iniciais, tratamento e reabilitação. Assim, as 
instruções e estratégias definidas para o programa constituem uma rede nacional 
unificada, com fundamento em um centro geopolítico administrativo, com sede no 
município, que possibilitará expandir o ingresso da mulher aos serviços de saúde. 
Outro aspecto é que, a habilitação de recursos humanos e o estímulo a mulher no 
sentido de que ela cuide da própria saúde irão fortalecer e aumentar a eficácia da rede 
constituída para o controle do câncer. As diretrizes e estratégias do programa 
englobam: 
• Motivar a mulher a cuidar de sua saúde, esta diretriz possui como estratégia 
articular uma rede de comunicação com a mulher; 
• Reduzir a desigualdade de acesso da mulher à rede de saúde, esta diretriz 
possui como estratégia redimensionara oferta real de tecnologia para 
detecção; 
• Melhorar a qualidade do atendimento à mulher, essa diretriz possui como 
estratégia informar, capacitar e atualizar recursos humanos e disponibilizar 
recursos materiais, de forma continuada nos diversos níveis; 
• Aumentar a eficiência da rede de controle de câncer, esta diretriz possui como 
estratégia criar um plano de vigilância e avaliação do câncer do colo do útero e 
mama. 
Outro resultado que obtém um resultado muito significativo é a Campanha Outubro 
Rosa, promovendo eventos técnicos, debates, apresentações sobre o tema e tem 
como objetivo fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o 
rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama, e desmistificar conceitos 
em relação à doença, de acordo com o INCA (2018) a campanha enfatiza sobre: 
• A importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atento às alterações 
suspeitas; 
• Informar a recomendação para realização de mamografia de rastreamento; 
• Mostrar a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnostica; 
• Esclarecer os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento; 
• Informar que o SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as 
mulheres. 
 
AÇÕES PREVENTIVAS E ATRIBUIDAS AO ENFERMEIRO NA 
ATENÇÃO BÁSICA 
O enfermeiro tem um papel fundamental na avaliação das mamas, e na orientação à 
cliente sobre o câncer de mama e a necessidade de investigar massas ou 
irregularidades no tecido mamário. Vemos assim, que o enfermeiro é a peça chave 
dentro de uma unidade de saúde pública para detectar problemas que posteriormente 
irão ser de conhecimento dos médicos e especialista para uma melhor análise e 
diagnostico. Nota-se que “também ocorrem doenças das mamas em homens, sendo 
11 
importante não subestimar essa parte do exame em um cliente do sexo masculino”. 
Baixa taxa de realização de exame clínico das mamas (ECM) e mamografia (MMG) 
refletem obstáculos que são identificadas pelas próprias mulheres, onde inclui a falta 
de informação suficiente sobre exames, desconhecimento dos locais e rotinas para a 
realização do rastreamento, além da falta de um plano de saúde. 
Apesar das vantagens já evidenciadas que englobam a realização do exame mamário, 
muitas mulheres acabam optando pela não realização ou realização equivocada do 
mesmo devido a inúmeros fatores, como os de natureza cultural, como o 
desconhecimento, a falta de conhecimento e a intimidade com o próprio corpo 
associados ao medo e vergonha de tocá-lo e senti-lo sem culpa, o medo de procurar 
o profissional de saúde e detectar qualquer mudança no seu organismo, o medo de 
aceso nos serviços, de maltrato e negligências pelos profissionais, implicando, de 
certa forma, problemas referentes à saúde, o que se justifica pelo fato destes serviços 
que realizam atendimento para saúde da mulher apresentar propostas que não são 
acompanhadas de treinamento adequado para pratica do AEM. 
É fundamental a presença do profissional de saúde para esclarecer sobre benefícios, 
vantagens e opções de rastreamento do câncer de mama, a fim de apoiar e 
encaminhar as mulheres na determinação das melhores ações de saúde, estimulando 
a autonomia para que estejam envolvidas no autocuidado da saúde. Entretanto, é 
necessária a combinação de educação, tecnologia e pessoal de apoio para a melhora 
na disponibilidade de aconselhamento. 
O enfermeiro tem o papel fundamental de orientar as mulheres quanto à frequência 
das consultas ginecológicas e, da importância de se fazer os exames de detecção 
precoce, por exemplo, mamografia e autoexame. Considerando a importância e a 
gravidade da doença, torna-se relevante o uso da tecnologia educativa para instruir e 
capacitar às mulheres sobre realização do autoexame de mama precoce ressaltando 
sempre a sua importância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
CONCLUSÃO 
O câncer de mama tornou-se de fato, um grave problema de saúde pública, seja pelo 
número elevado de morbimortalidades, ou pela falta de recursos necessários e 
profissionais habilitados para a realização da educação da população frente à doença. 
O que consequentemente possibilitaria uma detecção precoce do câncer de mama. 
Referente ao papel da enfermagem se estende desde as ações educativas 
(campanhas, palestras sobre como proceder ao autoexame das mamas, entre outras). 
Conclui-se a necessidade de que a mulher seja bem informada à estimulada a 
procurar esclarecimento médico sempre que perceber alguma alteração suspeita em 
suas mamas, e a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama, o 
sistema de saúde precisa adequar-se para acolher, informar e realizar os exames 
diagnósticos adequados em resposta a essa demanda estimulada, prioridade na 
marcação de exames deve ser dada as mulheres sintomáticas, que já apresentam 
alguma alteração suspeita na mama. 
O câncer de mama é um problema de saúde pública, várias mulheres são 
diagnosticadas em estágios mais avançados da doença, pois somente procuram o 
atendimento de saúde quando encontram um nódulo mamário. Isso se deve, em 
grande parte, do fato das mulheres desconhecerem os exames ou não serem 
orientadas de forma adequada quanto à realização dos mesmos. É fundamental a 
presença do profissional de saúde para esclarecer sobre os benefícios, vantagens e 
opções de rastreamento do câncer de mama, a fim de apoiar e encaminhar as 
mulheres na determinação das melhores ações de saúde, estimulando a autonomia 
para que estejam envolvidas no cuidado de sua saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ARRUDA, L. R; TELES D. E; MACHADO, S.N; OLIVEIRA, F. J. F; FONTOURA, G. I; 
FERREIRA, N. G. A. Prevenção do câncer de mama em mulheres atendidas em 
unidade básica de saúde. VER. RENE. 2016- abri; p143-9 Disponível em 
http//repositório.ufc.br/ri/bitstream/riufc/12638/1/2016_rlarruda.pdf; acesso em 
01setembro 2018. 
BARROS, S. M. O; MARIN, H. F; ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem Obstétrica e 
Ginecológica, Setembro 2002: Guia para pratica assistencial. 1. Ed. São Paulo: Roca, 
2002. Acesso em: 10 agosto 2018. 
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Ministério da Saúde [homepage na Internet]. 
Rio de Janeiro: INCA; c1996-2005 [citado em 4 jun 2005]. Acesso em : 16 de agosto

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