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que é a descentralização. 
Cada município, necessariamente, deverá ter uma Secretaria Municipal 
de Saúde, ou órgão equivalente. Todo Estado, necessariamente, deverá ter uma 
Secretaria Estadual de Saúde, ou órgão equivalente. Por fim, a União tem o 
Ministério da Saúde. Dessa forma, temos a nossa rede regionalizada e 
hierarquizada, constituindo o SUS. 
Características da Saúde
Direito de 
todos
Dever do 
Estado
Política de redução
de doenças e 
outros agravos
Acesso universal
e igualitário a 
todos
SUS
Diretrizes
Descentralização Atendimento integral
Participação da 
comunidade
Rede Regionalizada Rede Hierarquizada
Curso: Direito Previdenciário – Técnico INSS 
Teoria e Questões comentadas 
Prof. Bernardo Machado - Aula 00 
 
 
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A diretriz do atendimento integral, com prioridade para as atividades 
preventivas deve ser seguida para que a política de redução de doenças seja 
atingida. Dessa forma, o governo não espera que as doenças cheguem para 
atacar por meio de atividades repressivas. O intuito é preveni-las. 
Por fim, a diretriz da participação da população é mera redundância, 
tendo em vista que o conceito de seguridade social já determina que todos 
devem participar. De qualquer forma, o nosso poder constituinte (poder de criar 
ou alterar a Constituição Federal) achou por bem explicitar novamente. 
A saúde, como já dito anteriormente, é organizada atualmente pelo 
Ministério da Saúde por meio do Sistema Único de Saúde – SUS, sendo 
financiada com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. Essas 
outras fontes estão elencadas na Lei nº 8.080/90, no seu art. 32 (ajuda, 
doações, alienações patrimoniais...). 
Reparem que o financiamento da saúde segue a estrutura tripartite, 
ou seja, orçamento da seguridade social, dos Entes da Federação (União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios), além de outras fontes. 
Importante ressaltar que o percentual que cada Ente da Federação deve 
aplicar sobre o produto de sua arrecadação na saúde deverá constar em Lei 
Complementar (LC nº 141/12), conforme o disposto no art. 198, § 3º, I da 
CF/88. 
Ademais, conforme preceitua o art. 198, § 3º da CF/88, além do 
percentual que cada Ente da Federação deve aplicar sobre o produto de sua 
arrecadação na saúde, cabe ainda a Lei Complementar estabelecer os 
critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus 
respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades 
regionais; as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com 
saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; e as normas de cálculo 
do montante a ser aplicado pela União. 
União
• Cabe a ela, por meio do Ministério da Saúde, a fixação
de políticas gerais (campanhas publicitárias, normas e
mecanismos de controle da saúde, políticas de saneamento
básico e vacinação etc.)
Estados e 
DF
• Cabe a eles, por meio das Secretarias de Saúde, a
organização geral dos serviços de saúde e a instituição de
políticas estaduais;
Municípios
• Cabe a eles, por meio das Secretarias ou
Subsecretarias de Saúde, o atendimento emergencial
e gerenciamento dos serviços de vigilância (sanitária,
de saúde do trabalhador, de saneamento básico etc.).
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Os §§ 4º e 5º do art. 198 da CF/88 determinam que os gestores locais 
do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e 
agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de 
acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos 
específicos para sua atuação, cabendo a Lei federal dispor sobre o regime 
jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos de 
Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e 
agente de combate às endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar 
assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial. 
Voltando ao art. 197, verificamos que as ações e serviços de saúde 
são de relevância pública, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da 
lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua 
execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por 
pessoa física ou jurídica de direito privado. 
Ou seja, o Poder Público poderá executar as ações diretamente ou por 
meio de terceiros. 
Tal informação constante no art. 197 é ratificada no art. 199, 
determinando que a assistência à saúde é livre à iniciativa privada sendo 
executadas por profissionais liberais, legalmente habilitados, e pessoas 
jurídicas de direito privado. 
Entretanto, essa assistência só será prestada de maneira complementar, 
ou seja, quando o SUS não tiver disponibilidades suficientes para garantir a 
cobertura assistencial à população de uma determinada área, poderá recorrer 
aos serviços ofertados pela iniciativa privada. 
A participação complementar dos serviços privados será 
formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as 
normas de direito público, sendo dada preferência as entidades filantrópicas e 
as sem fins lucrativos. 
Atentem para o fato de que é dada preferência. Ou seja, pessoas jurídicas 
de direito privado podem participar da assistência à saúde no país, sempre de 
forma complementar, ainda que tenham finalidades lucrativas. Entretanto, é 
vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às 
instituições privadas com fins lucrativos. 
É vedada, também, a participação direta ou indireta de empresas ou 
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos 
em lei. A Lei nº. 8.080/90, nos seu art. 23 determina o caso de exceção, 
permitindo doações de organismos internacionais vinculados à Organização das 
Nações Unidas - ONU, de entidades de cooperação técnica e de financiamento 
e empréstimos. 
Por fim, compete ao SUS, além de outras atribuições, nos termos da 
lei: 
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Competência do SUS 
controlar e fiscalizar procedimentos, 
produtos e substâncias de interesse para 
a saúde e participar da produção de 
medicamentos, equipamentos, 
imunobiológicos, hemoderivados e outros 
insumos 
executar as ações de vigilância sanitária 
e epidemiológica, bem como as de saúde 
do trabalhador 
ordenar a formação de recursos 
humanos na área de saúde 
participar da formulação da política e da 
execução das ações de saneamento 
básico 
incrementar em sua área de atuação o 
desenvolvimento científico e tecnológico 
fiscalizar e inspecionar alimentos, 
compreendido o controle de seu teor 
nutricional, bem como bebidas e águas 
para consumo humano 
participar do controle e fiscalização da 
produção, transporte, guarda e utilização 
de substâncias e produtos psicoativos, 
tóxicos e radioativos 
colaborar na proteção do meio 
ambiente, nele compreendido o do 
trabalho 
 
A Lei que regulamenta a saúde é a Lei nº 8.080, de 19/09/1990. 
 (Juiz do Trabalho – TRT da 6ª Região – 2013 – FCC) As 
ações e serviços públicos de saúde

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