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Aula-00-Dir-Previ-TEC-INSS-Ordem-Social-Seguridade-Social-v9

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integram uma rede regionalizada e 
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as 
seguintes diretrizes: 
a) descentralização, com direção única no governo federal; atendimento 
integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos 
serviços assistenciais; e participação dos Poderes Públicos Municipal, Estadual 
e Federal. 
b) descentralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento 
integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos 
serviços assistenciais; e participação da comunidade. 
c) centralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento 
integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos 
serviços assistenciais; e participação dos Poderes Públicos Municipal, Estadual 
e Federal. 
d) descentralização, com direção pulverizada em cada esfera de governo; 
atendimento restrito, com prioridade para as atividades preventivas, sem 
prejuízo dos serviços previdenciários; e participação da comunidade. 
e) centralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento 
restrito, com prioridade para as atividades combativas, sem prejuízo dos 
serviços assistenciais; e participação da comunidade. 
Comentários: 
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Alternativa B. Conforme determina o art. 198 da CF/88, a saúde tem como 
diretrizes a descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem 
prejuízo dos serviços assistenciais; e participação da comunidade. 
 
2.2.2. Assistência Social 
A assistência social será prestada a quem dela necessitar, 
independentemente de contribuição à seguridade social. Portanto, o único pré-
requisito para o auxílio assistencial é a necessidade do assistido e, assim como 
a saúde, independe de contribuição. 
A assistência social é organizada pelo Ministério do Desenvolvimento 
Social e Combate à Fome e tem por objetivos: 
 
 
Atentem para o fato de o benefício mensal somente ser pago à pessoa 
portadora de deficiência ou ao idoso e desde que não possuam meios 
de prover à própria manutenção ou tê-la provida por sua família. 
Ademais, conforme determina o art. 1º do Estatuto do Idoso – Lei nº 
10.741/03, idoso é a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos. Entretanto, 
o próprio Estatuto do Idoso, no seu art. 34, determina que é assegurado o 
benefício mensal de 1 salário mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência 
Social – LOAS (Lei nº 8.742/93) aos idosos, a partir dos 65 anos, desde que 
necessitados. Portanto, apenas para fins de recebimento de benefícios de 
prestação continuada da LOAS é que o estatuto do idoso determina a 
idade a partir de 65 anos. 
Objetivos 
Assistenciais
Proteção
à família, à maternidade, à infância, 
à adolescência e à velhice
Amparo às crianças e adolescentes carentes
Promoção da 
integração
ao mercado de trabalho
Habilitação e 
reabilitação
das pessoas portadoras de 
deficiência
Garantia de um 
salário mínimo
de benefício 
mensal
à pessoa portadora de deficiência e 
ao idoso, desde que necessitado
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O requisito da idade foi sendo alterado ao longo do tempo. No período de 
1º de janeiro de 1996 a 31 de dezembro de 1997, vigência da redação original 
do art. 38 da Lei nº 8.742/93, a idade mínima para o idoso era a de 70 anos. 
No período de 1º de janeiro de 1998 a 31 de dezembro de 2003, a idade mínima 
para o idoso para o idoso passou a ser de 67, em razão da Lei nº 9.720/98. A 
partir de 1º de janeiro de 2004, entrada em vigor do Estatuto do Idoso, a idade 
passou para 65 anos, como visto anteriormente. 
Para efeito de concessão do benefício, considera-se pessoa com 
deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza 
física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas 
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em 
igualdade de condições com as demais pessoas. 
Considera-se impedimento de longo prazo aquele que produza efeitos 
pelo prazo mínimo de 2 anos. 
Além da questão da deficiência ou da idade é necessária a comprovação 
de não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por 
sua família. A LOAS vem determinar de uma maneira objetiva esse conceito, 
determinando que considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa 
portadora de deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja 
inferior a 1/4 do salário mínimo. 
A família é composta pelo requerente, o cônjuge ou companheiro, os pais 
e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos solteiros, os 
filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, desde que vivam sob o 
mesmo teto. 
Esse benefício, apesar de não ser um benefício previdenciário, é pago 
pelo INSS, pois já possui a estrutura necessária para o pagamento de benefício 
de prestação continuada. Não haveria necessidade de o governo criar mais uma 
estrutura para se pagar esse benefício, acarretando assim mais um gasto 
público desnecessário. 
Dessa forma, quem verifica a portabilidade da deficiência é o perito 
médico do INSS, além dos demais requisitos para a concessão do benefício. 
Além desse benefício de prestação continuada, existem outros benefícios 
previstos na LOAS. São os chamados benefícios eventuais, em virtude de 
nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade 
pública. A concessão e o valor dos benefícios eventuais são definidos pelos 
Estados, Distrito Federal e Municípios e previstos nas respectivas leis 
orçamentárias anuais, com base em critérios e prazos definidos pelos 
respectivos Conselhos de Assistência Social. 
As ações governamentais na área da assistência social serão 
realizadas com recursos do orçamento da seguridade social, além de outras 
fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes: 
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 Descentralização político-administrativa, cabendo a 
coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação 
e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e 
municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência 
social; 
 Participação da população, por meio de organizações 
representativas, na formulação das políticas e no controle das 
ações em todos os níveis. 
 
 
Percebam que, diferentemente da saúde, cujo financiamento é 
tripartite, o financiamento da assistência social é bipartite, ou seja, recursos 
do orçamento da seguridade social, além de outras fontes (ajuda, doações, 
alienações patrimoniais...). 
Em relação às diretrizes, a descentralização político-administrativa, 
funciona da seguinte forma: cabe à União, por meio do Conselho Nacional de 
Assistência Social (CNAS), coordenar e estabelecer normas gerais, enquanto 
que cabem aos Estados, por meio dos Conselhos Estaduais de Assistência Social 
ou órgãos equivalentes, e os Municípios, por meio dos Conselhos Municipais de 
Assistência Social ou órgãos equivalentes, coordenar e efetivamente executar 
os programas assistenciais. 
Por fim, o art. 204 determina uma faculdade para os Estados e para 
o Distrito

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