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AULA 1 E 2- PROCESSO LEGISLATIVO
· Art. 60 da CF.	
· é o conjunto de atos previstos na Constituição Federal que devem ser observados pelo Congresso Nacional e pela Presidência da República para elaboração das leis. Entendem-se por leis as emendas à Constituição, as leis complementares, as leis ordinárias, as leis delegadas, as medidas provisórias, os decretos legislativos e as resoluções, todos com previsão no art. 59, da Constituição Federal.
· PROCESSO LEGISLATIVO ORDINÁRIO: 
· é o procedimento exigido para a elaboração das leis ordinárias.
· Se divide em 3 fases.
1. Introdutória.
· resume-se na apresentação do projeto de lei, por meio dos legitimados pela Constituição Federal.
· Que será a Casa Iniciadora: via de regra, a Câmara dos Deputados será a Casa Iniciadora. Só será o Senado Federal a Casa iniciadora se o projeto de lei for de autoria de Senador ou de Comissão do Senado.
2. Constitutivo
· nas Casas do Congresso Nacional ocorrerá boa parte dessa fase constitutiva, formada pela deliberação parlamentar (discussão e votação), além da possível análise de veto.
· Na Casa Iniciadora: após a discussão e votação, na Comissão de Constituição e Justiça, nas Comissões Temáticas e no Plenário, se for o caso, o projeto de lei poderá ter dois destinos: 1) rejeitado: situação em que será arquivado, só podendo constituir novo projeto de lei na mesma sessão legislativa se houver solicitação de maioria absoluta dos membros de uma das Casas do Congresso Nacional; 2) aprovado: ocasião em que seguirá para a Casa revisora.
· Na Casa Revisora: após a deliberação na Comissão de Constituição e Justiça, nas Comissões Temáticas e no Plenário, se for o caso, o projeto de lei poderá ter três destinos: 1) rejeitado: ocasião em que será arquivado, só podendo constituir novo projeto de lei na mesma sessão legislativa se houver solicitação de maioria absoluta dos membros de uma das Casas do Congresso Nacional; 2) aprovado: nessa situação, o projeto de lei será encaminhado ao Presidente da República para sanção ou veto; 3) emendado: se o projeto de lei for modificado na Casa Revisora, retornará à Casa iniciadora para apreciação das emendas.
· De Volta à Casa Iniciadora: caso as emendas apresentadas pela Casa Revisora sejam aprovadas, o texto final, contemplando as emendas, seguirá para o Presidente da República para fins de sanção ou veto. Por outro lado, caso as emendas sejam rejeitadas, seguirá para o Presidente da República o texto inicial do projeto.
· Sanção: é a concordância do Presidente da República ao projeto de lei que tramitou pelo Congresso Nacional, que pode ser expressa ou tácita. Permanecendo o Presidente da República em silêncio por quinze dias úteis, será o projeto de lei considerado tacitamente sancionado.
· Veto: é a discordância do Presidente da República com relação ao projeto de lei apresentado pelo Congresso Nacional. Este veto sempre será expresso e sempre será motivado. Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, poderá vetá-lo total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.
· O veto não arquiva Projeto de Lei
· Veto Jurídico: é aquele em que o Presidente da República julga o projeto de lei inconstitucional.
· Veto Político: é aquele em que o Presidente da República julga que há falta de interesse público à aprovação da lei.
· Veto Total: é a contrariedade do Presidente da República a todo o projeto de lei.
· Veto Parcial: a contrariedade se manifesta em relação a parte do projeto de lei. Porém, caso o Presidente resolva vetar parcialmente o projeto de lei, esse veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
· Análise do Veto: o Presidente da República comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. Caso o Presidente da República vete, mesmo que parcialmente, o projeto de lei, o Congresso Nacional poderá derrubar o veto. Essa análise do veto pelo Congresso Nacional será realizada em sessão conjunta, dentro de 30 dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em votação aberta. Se o veto não for mantido, o projeto será enviado ao Presidente da República para promulgação. Esgotado sem deliberação o prazo de 30 dias, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final.
3. Complementar
· Fase Complementar: promulgação e publicação.
· Promulgação: ato que atesta a existência da lei, inserindo-a no ordenamento jurídico. A promulgação é ato próprio do Presidente da República. Mas há situações em que o Presidente poderá deixar de promulgar, nos casos da sanção tácita e da derrubada do veto. Nesses casos, se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, o Presidente do Senado promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.
· Publicação: condição de eficácia da norma.
· STF: não há hierarquia entre lei ordinária e lei complementar. A diferença entre elas está na chamada reserva de matéria, isto é, as matérias próprias de lei complementar estão exaustivamente previstas na Constituição Federal.
· Leis Complementares: segue o processo legislativo ordinário, só que as deliberações parlamentares serão por maioria absoluta.
· Emendas Parlamentares em Projetos de Iniciativa Privativa: possível, desde que: a) não haja aumento de despesa; b) haja pertinência temática com a matéria do projeto de lei.
· A Sanção do Presidente da República Não Sana o Vício de Iniciativa: caso um parlamentar apresente um projeto de lei sobre matéria prevista nesse art. 61, § 1º, de iniciativa privativa do Presidente, a futura sanção do Presidente convalidaria o vício de iniciativa? A resposta é não. Segundo o STF, a ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo, mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade.
· PROJETOS PRIVATIVOS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
· Conforme o art. 61, § 1º, II, apenas o Presidente da República pode propor projetos de lei que disponham sobre: 
· a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria. 
· Esses tópicos são matérias de iniciativa privativa do presidente, mas tudo isso é aplicado por simetria a governadores e prefeitos. Se algo é de competência privativa do Presidente, nenhum outro legitimado pode propor o projeto de lei. Caso contrário, haverá inconstitucionalidade formal subjetiva, pois haverá vício de iniciativa. Por exemplo: deputado federal propôs um projeto de lei aumentando a remuneração dos servidores públicos = inconstitucionalidade formal subjetiva (mesmo que o Presidente sancione, a sanção não tem o condão).
· INICIATIVA POPULAR:
· um cidadão não pode propor um projeto de lei sozinho. Se for um projeto de lei federal, a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. Para um projeto de lei ser analisado pela Câmara, precisa de 1% do eleitorado nacional, distribuído em 5 estados, e esses requisitos são cumulativos.
· MACETE: 1503 
· PROCESSO LEGISLATIVO SUMÁRIO: é o processo legislativo ordinário já estudado com prazo.
· Requisitos: a) projeto de autoria do Presidente da República (seja da sua iniciativa privativaou não); e b) pedido de urgência pelo Presidente da República.
· Art. 61º CF
· Prazos: nesse processo legislativo sumário, a Câmara dos Deputados terá 45 dias para apreciar o projeto de lei, e o Senado Federal mais 45 dias, sob pena de trancamento da pauta. Se houver alguma proposição legislativa com prazo constitucional determinado (medida provisória, por exemplo), este ato prevalecerá sobre a urgência solicitada pelo Presidente. Caso o Senado Federal faça alguma emenda ao projeto de lei, a Câmara dos Deputados terá o prazo de 10 dias para apreciar as emendas. Esses prazos não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional e não se aplicam para projetos de código, em razão de sua complexidade.
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO
· Quem pode propor uma PEC? 
· No mínimo 1/3 da câmara ou do senado, Presidente da República ou de mais da metade das Assembleias Legislativas, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. 
· Tem que passar pelas duas casas, por dois turnos.
· A proposta de emenda será deliberada em cada uma das duas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), em 2 turnos de votação, devendo, para ser aprovada, ter em cada turno o voto de 3/5 dos respectivos membros. Caso aprovada nas duas Casas, em dois turnos de votação, por 3/5 dos votos, a emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado.
· A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. 
· Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos e garantias individuais. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
· MACETE: FO (forma federativa de Estado)
 DI (DIreto e garantias e individuais)
 VO (VOto direto, secreto, periódico
 SE
· Voto obrigatório NÃO é cláusula pétrea, ele pode ser facultativo.
· Emenda a constituição NÃO tem sanção. 
· Quem promulga? Mesa da Câmera dos Deputados e do Senado Federal.
	EMENDA À CONSTITUIÇÃO
	LEI
	NÃO TEM SANÇÃO
	TEM SANÇÃO OU VETO
	PROMULGAÇÃO: MESA 
 48h (em 
 P.SF > 48h 
 V.P.SF > imediatamente
	2C+ 2T + 3/5
	L.O = maioria simples
L.C = maioria absoluta
· Medidas Provisórias: em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias (MP) com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 
· Publicada a MP e encaminhada ao Congresso Nacional, o primeiro ato a ser realizado pelo Congresso é a criação de uma comissão mista de Deputados e Senadores que deverão emitir um parecer. Após isso, a tramitação inicia-se na Câmara dos Deputados. 
· Como medida preliminar à análise do mérito das medidas provisórias, deverão a Câmara e o Senado deliberar sobre o atendimento dos pressupostos constitucionais da relevância e da urgência da MP. 
· Após a deliberação pelas Casas do Congresso Nacional, a medida provisória poderá ter 4 destinos: 1) aprovada: se aprovada, vira lei ordinária; 2) perder a eficácia por decurso do prazo: diz o texto constitucional que as medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se não forem convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60 dias, a partir de sua publicação, suspendendo-se o prazo durante os períodos de recesso parlamentar, devendo o Congresso Nacional, por meio de decreto legislativo, disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes. Não editado o aludido decreto legislativo até 60 dias após a rejeição ou perda de eficácia da medida provisória, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias contados de sua publicação, tranca-se a pauta; 3) rejeitada: se a MP for expressamente rejeita pelo Congresso Nacional, deixa de existir desde a sua publicação, aplicando-se as consequências acima tratadas quanto à vedação a reedição e ao dever de disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes; 4) emendada: vira projeto de lei de conversão, seguindo, a partir de então, o processo legislativo ordinário, inclusive devendo ser submetida ao Presidente para fins de sanção ou veto. Mas continua submetida ao prazo fatal de 120 dias.
· Matérias Vedadas às Medidas Provisórias: art. 62, § 1º.
· Leis Delegadas: serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional, este a fará em votação única, vedada qualquer emenda. É o que se denomina delegação imprópria.
· Matérias Vedadas às Leis Delegadas: art. 68, § 1º.
· 
· Decretos Legislativos: são uma espécie de lei mediante a qual são materializadas as competências exclusivas do Congresso Nacional. Tramitam nas duas Casas do parlamento federal e não se fala em sanção ou veto presidencial.
· Resoluções: são espécies de lei que disciplinam as competências privativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Tramitam tão somente na Casa respectiva e não se fala, também, em sanção ou veto presidencial.
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
· INCONSTITUCIONALIDADE: se divide em material e formal.
· Uma lei pode ser material E foralmente inconstitucional, como pode ser formal OU materialmente inconstitucional.
· FORMAL (nomodinâmica): vício decorre da inobservância do processo legislativo. 
· O vício se dá na elaboração da lei.
· exemplo, quando o ente que realizou não é o ente que deveria legislar. Como o Estado legislando sobe civil, porque quem legisla sobre civil é a união. 
· TIPOS:
· Orgânica: vício na competência.
· Ex: um ente legislando sobre o assunto de outro ente.
· Subjetiva: vício na iniciativa.
· Vício de iniciativa para a propositura de um projeto de lei.
· A sanção do presidente não tem o condão de convalidar o vício de iniciativa.
· Objetiva: vício no quórum.
· Ex: lei complementar for aprovada por maioria simples, sendo que deveria ser aprovada por maioria absoluta. 
· MATERIAL: o conteúdo da norma é contrário ao conteúdo constitucional.
· Se uma lei estadual viola a constituição.
· Ex: uma lei dando autonomia ao Território.
· Território não é considerado ente, nem possui autonomia.
· CONTROLE DIFUSO (concreto) x CONTROLE CONCENTRADO 
· CONTROLE DIFUSO
· É realizado por qualquer juiz ou tribunal.
· É preciso respeitar a cláusula de reserva de plenário, ou seja, se é possível que o tribunal declare a inconstitucionalidade de uma determinada lei se for maioria absoluta do pleno ou se tiver no órgão especial.
· Como regra, órgão fracionário não declara inconstitucionalidade de uma determinada lei. Caso se depare com inconstitucionalidade, deve remeter ao pleno ou ao órgão especial, para que estes declarem. 
· Como exceção, o órgão fracionário pode declarar inconstitucionalidade quando o STF já tiver declarado, quando o pleno já tiver declarado ou quando o órgão especial já tiver declarado.
· Efeito inter partes. 
· Obs.: se a decisão for proferida pelo STF é erga omnes. 
· Se chegar ao STF, mesmo que seja no controle difuso, o efeito é erga omnes. 
· A atuação do Senado: Artigo 52, X, da CF/88 apenas para fins de publicidade à decisão.
· Efeitos ex tunc (retroativos). 
· É possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc).
· Legitimidade ampla.
· Ocorre nos casos concretos. 
· O juiz não é retirada do ordenamento jurídico, mas apenas não é aplicada no caso concreto.
· CONTROLE CONCENTRADO.
·ADI, ADC, ADPF, ADO.
· Cabe cautelas, mas precisa de maioria absoluta do STF.
· CONSTITUIÇÃO FEDERAL: STF
· CONSTITUIÇÃO ESTADUAL: STJ
· Efeito erga omnes.
· Efeitos ex tunc (retroativos)
· É possível a modulação dos efeitos temporais da sentença, quando causar risco à segurança jurídica ou ao interesse social. (Atuação de 2/3 do STF para dar efeitos ex nunc).
· Efeitos vinculantes, exceto o próprio STF e a função legislativa.
· Vincula a administração direta, indireta e os demais órgãos do poder judiciário.
· Se não observarem as decisões do STF, cabe reclamação constitucional.
· Não vincula o STF, nem a função legislativa.
· Legitimados no artigo 103 da CF.
· LEGITIMADOS UNIVERSAIS (U)
· Presidente da República
· PGR
· CD
· SF
· CFOAB
· PP CN
· LEGITIMADOS ESPECIAIS (E): devem demonstrar pertinência temática.
· ADO: omissão para uma norma de eficácia limitada, que precisa de regulamentação. 
· ADC: O legitimado quer que o STF declare constitucional, quando existe controvérsia judicial sobre a lei, sendo possível somente para lei ou ato normativo Federal. 
· ADI: lei ou ato normativo federal ou estadual que viola a Constituição, que devem ser posteriores ao parâmetro, no caso, à Constituição Federal. 
· ADPF: é subsidiária e residual, usada quando não couber mais nenhuma outra ação do controle concentrado. Por exemplo, quando houver leis anteriores ao parâmetro ou lei municipal que viola a Constituição Federal.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
· Art. 22 - competência privativa da União;
· esta competência pode ser delegada aos Estados, desde que tal delegação esteja expressa em uma lei complementar que autorize a legislação sobre uma questão específica da matéria.
· MACETE: Capacete de PM
· C ivil 
· A grário
· P enal
· A eronáutico
· C omercial
· E leitoral
· T rabalho
· E spacial
· DE sapropriação
· P rocessual
· M arítimo
· Art. 24 - competência concorrente União, Estados, DF.
· União elabora as normas gerais
· Os Estados suplementam. 
· Na ausência de uma norma geral da União, os Estados têm a competência para legislar de forma plena, ou seja, se não houver uma norma geral estabelecida pela União, os Estados podem legislar de forma completa sobre o assunto. No entanto, se posteriormente a União estabelecer uma norma geral, a eficácia da legislação estadual será suspensa naquilo que for contrário à norma geral da União (e somente no que for contrário).
· Se uma norma geral da União, que suspendeu a eficácia de uma lei estadual, for declarada inconstitucional ou revogada, a lei estadual voltará a ter eficácia.
· MACETE: PUTO FÉ
· P enitenciário
· U rbanistíco
· T ributário
· O rçamento
· F inanceiro
· E conomico
· PEGADINHAS EM PROVAS.
· seguridade social é de competência privativa da União, enquanto a previdência social é de competência concorrente.
· direito processual é de competência privativa da União, e procedimento em matéria processual é de competência concorrente entre a União, os Estados e o Distrito Federal.
· direito comercial é de competência privativa da União, a legislação sobre juntas comerciais é de competência concorrente entre a União, os Estados e o Distrito Federal.
· SEMPRE QUE FOR SOBRE PROTEÇÃO, vai ser competência concorrente.
· Unica proteção que é de competência privativa é sobre tratamento de dados pessoais. 
· Todas as vezes em que aparecerem as palavras “nacional”, geral”, será da competência da União.
· A união legisla sobre a organização do MP do DF e Territórios.
· DF: tem competência estadual e municipal.
· Se violar a constituição com competência estadual: ADI
· Se violar a constituição com competência estadual: ADPF
· Território não é ente.
· Forma federativa de Estado é clausula pétrea. 
· Criação de novos Estados e Territórios.
· Art. 18. § 3º CF: Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
· Requisitos para a incorporação, subdivisão e desmembramento de estado: 
· Consulta prévia às populações diretamente interessadas, por meio de plebiscito. 
· Oitiva das assembleias legislativas dos estados interessados. 
· Edição de lei complementar pelo Congresso Nacional.
· FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS.
· Art 18§4 CF: A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
· ESQUEMATIZANDO: 
· Aprovação de Lei complementar Federal fixando o período dentro do qual poderá ocorrer a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios 
· divulgação dos estudos de viabilidade municipal 
· Plebiscito 
· Aprovação de lei ordinária estadual.
· Observe que é necessário um calendário para a criação de municípios. Esse calendário, definindo os períodos para a criação dos municípios, é estabelecido por meio de uma lei complementar federal.
· Até o presente momento, essa lei complementar federal ainda não foi promulgada. Portanto, no Brasil atual, não é possível criar novos municípios na ausência dessa lei complementar federal, a qual deve ser elaborada pelo Congresso Nacional.
· SÚMULAS.
· SÚMULA VINCULANTE 38: É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. (INTERESSE SOCIAL)
· SÚMULA VINCULANTE 39: Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal.
· SÚMULA VINCULANTE 2: É inconstitucional a lei ou ato normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.
· SÚMULA VINCULANTE 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União.
· SÚMULA VINCULANTE 49: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.
· JULGADOS 
· ADI 5.040, rel. min. Rosa Weber, j. 3-11-2020, Informativo 997 São inconstitucionais normas estaduais que imponham obrigações de compartilhamento de dados com órgãos de segurança pública às concessionárias de telefonia, por configurar ofensa à competência privativa da União para legislar sobre telecomunicações, consoante os arts. 21, XI, e 22, IV. 
· STF. ADI 5292/SC, Plenário. Rel. Min. Cármem Lucia, julgado em 25/03/2022 É inconstitucional lei estadual que obriga a divulgação de fotos de crianças desaparecidas em jornais e TVs. 
· De acordo com o art. 21, XII, da Constituição Federal, compete à União explorar serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens e legislar privativamente sobre a matéria; 
· A lei estadual estabeleceu interferência indevida na liberdade de agentes econômicos privados (art. 170, I da CF), ao obrigar a veiculação de conteúdo nos jornais. 
· ADI 3.710/GO – ADI 1.623, Rel.Min.Joaquim Barbosa, j.17/03/2011 Lei estadual dispôs sobre a gratuidade de estacionamento em estabelecimentos privados (shopping centers, hipermercados, instituições de ensino, rodoviárias e aeroportos. Inconstitucionalidade. 
· Segundo o STF, trata-se de uma relação contratual, Direito Civil de competência privativa da União para legislar sobre o tema.
· STF. Plenário. ADI 3835/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, ADI 5356/MS, red. p/ o acórdão Min. Marco Aurélio, ADI 5253/BA, Rel. Min. Dias Toffoli, ADI 5327/PR, Rel. Min Dias Toffoli, ADI 4861/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgados em 03/08/2016 (Info 833). Lei estadual que disponha sobre bloqueadores de sinal de celular em presídio invade a competência da União para legislar sobre telecomunicações. 
· ADI n. 3069 j. 24/11/2015 Lei estadual determinou que os empregados da construção civilteriam direito, se chegassem 15 minutos antes do 1º turno, a café, leite e pão. Inconstitucional. 
· A União tem competência privativa para legislar sobre o direito do trabalho, de acordo com o art. 22 da Constituição Federal. 
· STF. Plenário.RE 194704/MG, rel. orig. Min. Carlos Velloso, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 29/06/2017 (Info 870) O Município tem competência para legislar sobre meio ambiente e controle da poluição, quando se tratar de interesse local. Exemplo: é constitucional lei municipal regulamentada por decreto, que preveja a aplicação de multas para os proprietários de veículos automotores que emitem fumaça acima de padrões considerados aceitáveis.
NACIONALIDADE
· é o vínculo jurídico-político entre o Estado soberano e o indivíduo.
· Nacionalidade é mais amplo.
· Cidadania: está relacionado ao pleno gozo dos direitos políticos.
· Nação: é uma comunidade ou sociedade estável, historicamente constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns.
· Se divide em: primária (originário) e secundária (adquirida ou derivada)
· NACIONALIDADE ORIGINÁRIA.
· Pode ser por (jus soli) - regra ou por jus sanguinis (exceção).
· Brasileiro nato.
· Nasceu no brasil é nato, porém se os pais são estrangeiros e um deles estiver a serviço do país de origem.
· uma pessoa nascida em outro país pode ser considerada brasileira nata. Por exemplo, se um dos pais for brasileiro e estiver a serviço do Brasil, o bebê nascido no exterior é considerado brasileiro nato, independentemente da nacionalidade do país de nascimento.
· situação em que nenhum dos pais está a serviço da República Federativa do Brasil, mas ambos são brasileiros. Mesmo que um filho nasça no exterior, ele é considerado brasileiro nato se for registrado em uma repartição brasileira competente. 
· É por nascimento.
· Mesmo que os pais optem por não registrar o filho, ele ainda poderá adquirir a nacionalidade brasileira posteriormente, caso resida na República Federativa do Brasil e faça essa opção após atingir a maioridade. Portanto, um filho de brasileiros pode ser considerado brasileiro nato se optar pela nacionalidade brasileira após atingir a maioridade e residir no Brasil, mesmo que não tenha sido registrado inicialmente.
· A homologação da opção pela nacionalidade brasileira produz efeitos ex tunc, o que faz com que o indivíduo seja considerado brasileiro nato desde o seu nascimento.
· Se o filho do Brasileiro, nascido no exterior vier a residir no país ainda menor, ele será considerado nato. No entanto, a aquisição definitiva de sua nacionalidade dependerá de sua manifestação após a maioridade, sendo condição suspensiva da nacionalidade brasileira até o momento em que for feita a opção.
· NACIONALIDADE DERIVADA
· É adquirida ou derivada.
· Ato volitivo.
· Art. 12. São brasileiros: (...)
II – naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; NATURALIZAÇÃO ORDINÁRIA.
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. NATURALIZAÇÃO EXTRAORDINÁRIA
A naturalização ordinária, é um ato discricionário. Não é obrigatório conceder a naturalização, irão conceder se acharem oportuno/conveniente. Caso a naturalização ordinária seja negada, o indivíduo poderá tentar a naturalização extraordinária, prevista na alínea “b” do inciso II do Artigo 12.
A naturalização extraordinária tem direito subjetivo à nacionalidade brasileira. Não cabe conveniência, se aquela pessoa preencher os requisitos, ela será brasileira naturalizada. O parágrafo 1º do art. 12 trata especificamente dos portugueses com residência permanente no Brasil. Segundo esse dispositivo, caso haja reciprocidade em favor dos brasileiros em Portugal, aos portugueses residentes no Brasil serão atribuídos os mesmos direitos inerentes aos brasileiros, exceto nos casos previstos na Constituição.
· DISTINÇÃO ENTRE NATOS E NATURALIZADOS.
· Art. 12. § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: I – de Presidente e Vice-Presidente da República; II – de Presidente da Câmara dos Deputados; III – de Presidente do Senado Federal; IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V – da carreira diplomática; VI – de oficial das Forças Armadas. VII – de Ministro de Estado da Defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 23, de 1999)
MP3.COM
· Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: VII – seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. 
· Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País.
· A Constituição Federal traz as distinções de cidadãos natos e naturalizados, sendo vedado à lei fazê-lo. As distinções estão previstas no Art. 12, § 3º (cargos privativos de brasileiro nato); Art. 89, inc. VII (Conselho da República); Art. 222 (propriedade de empresas jornalísticas e de radiodifusão); Art. 5º, inciso LI (extradição); Artigo 12, § 4º (perda da nacionalidade).
· Art. 5° LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
· BRASILEIRO NATO NÃO É EXTRADITADO. 
DIREITOS POLÍTICOS
· Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular.
· CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA + CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA = SUFRÁGIO. § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
· se um dia houver a retirada deste inciso e o voto se tornar facultativo para todas as pessoas, isso não ferirá a cláusula pétrea, pois ela é relativa ao voto direto, secreto, universal e o periódico. O voto obrigatório não é cláusula pétrea, mediante a uma emenda da Constituição é possível tornar o voto facultativo no país.
· II – facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos
· § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. 
· § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I – a nacionalidade brasileira; II – o pleno exercício dos direitos políticos; III – o alistamento eleitoral; IV – o domicílio eleitoral na circunscrição; V – a filiação partidária; VI – a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. 
· § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos
· § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.
· o Presidente só pode ser reeleito consecutivamente uma vez, por exemplo. Não existe essa vedação de apenas uma reeleição consecutiva para cargos legislativos.
· § 6º Para concorrerem a outros cargos,o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
· § 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
· Inelegibilidade reflexa.
· SV 18 – “A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal.”
· § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I – se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II – se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
· Menos de dez anos 
· Pede exoneração: se eleito exercerá o cargo público eletivo; Se não eleito: não retornará ao cargo de militar. 
· Mais de dez anos: se eleito passará para a inatividade(aposentado) no ato da diplomação; Se não for eleito – retorna a sua atividade como militar. 
· § 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
· § 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
· § 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 111, de 2021
· § 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 111, de 2021) 
· Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; (perda dos direitos políticos) II – incapacidade civil absoluta; III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º; Obs.: um exemplo seria um homem se recusar a prestar o serviço militar obrigatório ao afirmar que a sua religião não permite. Diante disso, a lei dá uma outra alternativa. Se ele não cumprir, vira um caso de suspensão ou perda. A doutrina não é unânime em relação a isso, por isso há quem entenda que é suspensão e quem entenda que é perda. A FGV já cobrou como suspensão. VIII; V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
· Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 
· Obs.: isso se chama princípio da anterioridade ou anualidade eleitoral. Exemplo: alterações na lei eleitoral em janeiro de 2024. Elas não vão se aplicar às eleições de outubro, pois há um prazo de espera de um ano. 
PARTIDOS POLÍTICOS
· Art. 17 É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017)
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017):
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou (Incluído pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017)
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017)
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017)
§ 6º Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a migração de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 111, de 2021) 
§ 7º Os partidos políticos devem aplicar no mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos do fundo partidário na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, de acordo com os interesses intrapartidários. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 117, de 2022).
§ 8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao número de candidatas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 117, de 2022)
DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS
· 
· Normalmente cai até a 3ª dimensão.
· Eficácia dos Direitos Fundamentais: Os direitos fundamentais se aplicam em relação aos indivíduos (indivíduo-indivíduo) e entre indivíduo e Estado.
· PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS:
· Universal: Toda coletividade é detentora dos direitos fundamentais. 
· Limitabilidade: Direitos fundamentais relativos.
· Não existe direito fundamental absoluto.
· Irrenunciáveis: Não podem ser objeto de renúncia. 
· Não se pode abrir mão dos direitos fundamentais.
· Inalienáveis: Não se pode aliená-los, por não terem conteúdo econômico-patrimonial.
· Art. 5º, CRFB/88 – Direitos e Garantias Fundamentais: 
· Princípio da Igualdade.· LIBERDADE DE EXPRESSÃO: ART. 5º, IV, V, IX, XIV
· Súmula Vinculante n. 37: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia.”
· QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO/FISCAL.
· A quebra do sigilo das comunicações telefônicas depende de ordem judicial.
· Sobre a quebra do sigilo bancário/fiscal, existem as seguintes possibilidades: 1. CPI’s federais e estaduais. 2. Autoridades Fiscais: podem requisitar informações bancárias das instituições financeiras, observada a LC n. 105/2001. 3. Determinação judicial. 4. Ministério Público: situações excepcionais - defesa do patrimônio público em processo administrativo.
· INVIOLABILIDADE DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E CRENÇA.
· Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: (...) IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
· A Maçonaria tem imunidade tributária religiosa? Não, pois não é considerada religião, mas sim uma grande família. Portanto, a Maçonaria não possui imunidade tributária religiosa.
· Supremo Tribunal Federal: é constitucional uma lei estadual que permite o sacrifício de animais em cultos rituais de religiões de matriz africana? O STF entendeu que sim.
· ESCUSA DE CONSCIÊNCIA.
· INVIOLABILIDADE DOMICILIAR.
· Regra: ninguém pode entrar na casa de outra pessoa sem o consentimento do morador.
· EXCEÇÕES: 	1. Flagrante delito; 2. desastre; 3. prestação de socorro; determinação judicial, que só pode ocorrer durante o dia.
· DIREITO DE REUNIÃO.
· REQUISITOS:
· De forma pacífica, sem armas, em locais abertos ao público.
· Não depende de autorização prévia.
· Desde que não frustre outra reunião.
· Aviso prévio.
· ASSOCIAÇÃO.
· refere-se a um direito de primeira dimensão ou geração. O Estado não pode intervir na associação, ou seja, não pode embaraçar a possibilidade de alguém se associar ou permanecer associado.
· VEDA-SE a de caráter paramilitar.
· Inciso XIX.
· Precisa de decisão judicial para suspender E para dissolver.
· Para dissolver precisa de trânsito em julgado.
· Inciso XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
· Inciso XIX - estabelece que as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados, tanto judicialmente quanto extrajudicialmente.
· DIREITO DE PROPRIEDADE.
· A propriedade atenderá sua função social.
· a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
· DESAPROPRIAÇÃO.
· Pode ocorrer com caráter de sanção.
· Quando a função social não está sendo cumprida.
· Se divide em 3: 
· 1. Urbana: feito pelo município.
· precisa seguir uma ordem específica: 1. Notificar o proprietário para edificar ou parcelar o bem. 2. Se o proprietário não tomar nenhuma ação, o próximo passo é aplicar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo no tempo. 3. Se, mesmo assim, o proprietário não fizer nada, o terceiro passo é a desapropriação, com pagamento mediante títulos da dívida pública. Estes títulos devem ter emissão previamente aprovada pelo Senado, com prazo de resgate de até 10 anos em parcelas anuais iguais e sucessivas, assegurando o valor real da indenização e juros legais. Dessa forma, o pagamento não é feito em dinheiro, mas em títulos da dívida pública, como se fosse parcelado.
· 2. Rural: quem faz é a União.
· as benfeitorias úteis e necessárias serão pagas em dinheiro. A terra nua é paga em títulos da dívida agrária. Se houver uma construção ou uma benfeitoria útil e necessária, esta será paga em dinheiro. Com prazo de resgate de 20 anos, sendo possível o resgate após 2 anos de sua emissão.
· 3. Confiscatória: feita pela União.
· SEM INDENIZAÇÃO.
· plantação de psicotrópicos e trabalho escravo.
· Pode ocorrer sem caráter de sanção.
· A função social está sendo atendida, mas o poder público precisa da sua casa
· Indenização prévia, justa e em dinheiro.
· Quando não se observa isso, é desapropriação indireta.
· Art. 5º XXV. no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
· É uma intervenção restritiva. O Estado não passa a ser dono da propriedade.
· Requisição administrativa.
· Art. 5º, inciso XXXV 
· Este inciso estabelece que a lei não pode excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão ou ameaça ao direito. Isso significa que, se houver legalidade, não se pode evitar o controle judicial. Se houver ameaça ou lesão a um direito, o controle judicial não pode ser afastado. Este é o princípio da inafastabilidade de jurisdição, ou inafastabilidade da jurisdição.
· Exceção: controvérsias esportivas; consentimento constitucional e habeas data; reclamação constitucional quando a administração não observa uma súmula vinculante.
· XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção;
· LII – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.
· XXXVIII – é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a. a plenitude de defesa; b. o sigilo das votações; c. a soberania dos veredictos; d. a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
· A competência do Tribunal do Júri não alcança os detentores de foro especial por prerrogativa de função previsto na CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
· “A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual”. SV 45
· XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
· XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;
· XLV – nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;
· LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 
· LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
· Habeas Corpus, Mandado de Segurança, Mandado de Segurança coletivo, Mandado de Injunção, Habeas Data e Ação Popular.
· HABEAS CORPUS.
· conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
· Pode ser formulada sem advogado, não precisa obedecer a nenhuma formalidade processual ou instrumental; é gratuita; pode ser impetrada por qualquer pessoa física (nacional ou estrangeira) em defesa própria ou em favor de terceiros.
· MP tb pode ser impetrante, bem como pessoas jurídicas (mas em favor de pessoas físicas).
· COMPETÊNCIA: dependerá da autoridade coautora
· ESPÉCIES:
· Preventivo: quando alguém se achar ameaçado de sofrer violência ou coação.
· Liberatório ou Repressivo: para cessar a violência ou coação.
· Art. 142 §2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.
· MANDADO DE SEGURANÇA.
· é uma ação constitucional de natureza civil, qualquer que seja a do ato impugnado, seja ele administrativo, seja ele jurisdicional, criminal, eleitoral, trabalhista etc.
· Direito liquido ou certo.
· é aquele que pode ser demonstrado de plano mediante prova pré-constituída, sem a necessidade de dilação probatória. Trata-sede direito “manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração”.
· “Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.”
· Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado;
· O mandado de segurança não substitui a ação popular.
· O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança.
· Não há condenação ao pagamento de honorários advocatícios
· Prazo decadencial: 120 dias a partir da ciência do interessado.
· MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO.
· o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou Associados;
· Não cabe mandado de segurança coletivo para proteger direitos difusos
· MANDADO DE INJUNÇÃO.
· LXXI ‐ conceder‐se‐á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
· Qualquer pessoa física ou jurídica é legitimada 
· Não é gratuito, necessita de advogado; 
· Não cabe Mandado de injunção a) Não cabe mandado de injunção se já houver norma regulamentadora do direito constitucional, mesmo que esta seja defeituosa. b) Não cabe mandado de injunção se faltar norma regulamentadora de direito infraconstitucional.
· MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO.
· Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido: 
I - pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis;
II - por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária; 
III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial; 
IV - pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5o da Constituição Federal.
· Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: [...] q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal;
· HABEAS DATA.
· LXXII ‐ conceder‐se‐á "habeas‐data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê‐lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; Lei 9507/97 
c) para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável
· STJ NÃO CABE O HABEAS DATA (CF, ART. 5., LXXII, LETRA "A") SE NÃO HOUVE RECUSA DE INFORMAÇÕES POR PARTE DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA
· AÇÃO POPULAR
· LXXIII ‐ qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má‐fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
· LXXVII ‐ são gratuitas as ações de "habeas‐corpus" e "habeas‐data", e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.
· RESUMO:
· HC: LOCOMOÇÃO.
· MS: LÍQUIDO E CERTO.
· MI: FALTA NORMA REGULADORA.
· HD: RET/CONHECIMENTO DE INF/ANOTAÇÕES
· AÇÃO POPULAR: ANULAR ATOS LESIVOS.
· MEIO AMBIENTE, PATRIMONIO, ETC
PODER EXECUTIVO
· exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
· Em âmbito estadual, o Poder Executivo é exercido pelo Governador de Estado, auxiliado pelos Secretários de Estado, sendo substituído (no caso de impedimento) ou sucedido (no caso de vaga), pelo Vice-Governador, com ele eleito.
· Em âmbito municipal pelo Prefeito.
· Art. 61 da CF!!!!
· MINISTROS DE ESTADOS.
· Podem ser brasileiros natos ou naturalizados.
· Exceção: o ministro da defesa deve ser obrigatoriamente nato.
· Quanto cometem crime comum ou de responsabilidade, serão julgados pelo STF.
· Salvo se for conexo com o do PR, devendo ser julgado pelo Senado Federal
· Em caso de habeas data ou mandado de segurança contra ato de Ministro de Estado deverá ser impetrado no STJ.
· Está vinculado a União.
· PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
· Obrigatório ser brasileiro nato.
· Gozo dos direitos políticos; 
· Alistamento eleitoral; 
· Filiação partidária; 
· idade mínima de 35 anos.
· IMPEDIMENTO E VACÂNCIA.
· Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente. Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais. 
· Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
· Nos dois primeiros anos, ocorreram eleições diretas. O povo votará, dentro de 90 dias após a vacância, para preencher a última vaga. Se a tragédia ocorrer nos dois últimos anos, teremos eleições indiretas. Nesse caso, o Congresso Nacional, e não o povo, realizará a eleição. O Congresso terá 30 dias para votar e eleger o presidente e o vice-presidente.
· ATRIBUIÇÕES.
· Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: I – nomear e exonerar os Ministros de Estado; II – exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; III – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; IV – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; V – vetar projetos de lei, total ou parcialmente; VI – dispor, mediante decreto, sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001) a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (Incluída pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001) b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; (Incluída pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001) IX – Decretar o estado de defesa ou estado de sítio; X – Decretar e executar a intervenção federal; XII – Conceder indulto e comutar apenas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei; XVIII – convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; XXIV – prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; XXV – prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; XXVI – editar medidas provisórias com força de lei, nos termosdo art. 62; XXVII – exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. XXVIII – propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição.
· O presidente pode delegar ao AGU, ME, PGR: decreto autônomo, XII (indulto) e XXV (prover cargos públicos)
· IMUNIDADES.
· Os membros do Poder Executivo, como o presidente, os governadores e os prefeitos, não possuem imunidade material, ou seja, não têm proteção em relação ao que dizem. Portanto, devem ter cautela com suas declarações, pois podem enfrentar responsabilização penal e civil.
· O presidente da República possui imunidade formal ao processo.
· Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
· importante lembrar que para que eles sejam processados, é necessário um pedido prévio, que é o juízo de admissibilidade. Esse juízo é realizado pela Câmara dos Deputados, onde dois terços dos deputados precisam autorizar, tanto para responder a acusações de crimes comuns quanto de responsabilidade.
· FORO POR PRERROGATIVA
· Caso o presidente cometa um crime comum, como assassinato. Nesse caso, se o crime está relacionado ao exercício da função, o julgamento é feito pelo STF. Por exemplo, se matou um ministro de estado, isso está ligado ao exercício da função. No entanto, se o crime, como matar um irmão em uma briga por causa de futebol, não está relacionado ao exercício da função, o presidente não responderá durante o mandato, mas somente após seu término, na justiça comum. Essa diferenciação é importante: atos que não estão ligados ao exercício da função não resultam em responsabilização durante o mandato, sendo uma imunidade aos atos estranhos ao exercício da função.
· PRISÃO.
· Art 86 § 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.
· Só pode ser preso com condenação penal transitada em julgado.
· PERDA DO MANDATO.
· VACÂNCIA.
· Se decorridos 10 dias da data fixada para posse, o Presidente ou o Vice, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.
· AUSÊNCIA DO PAÍS POR MAIS DE 15 DIAS, QUANDO NÃO HOUVE AUTORIZAÇÃO DO CN.
· EXTINÇÃO DO MANDATO.
· CASSAÇÃO DO MANDATO.
· GOVERNADOR E PREFEITO.
· 
PODER LEGISLATIVO
· Arts. 44 ao 58 da CF.
· HIPÓTESES DE SESSÃO CONJUNTA
· Reunião simultânea da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
· Art. 57. § 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I – inaugurar a sessão legislativa; II – elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; III – receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; IV – conhecer do veto e sobre ele deliberar.
· Os votos são contatos separadamentes.
· Rol não é taxativo, tem outros casos.
· HIPOTESE DE SESSÃO UNICAMERAL 
· (Voto dos deputados e senadores contados conjuntamente)
· Art. 3º A revisão constitucional será realizada após cinco anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral.
· A regra é a sessão conjunta, a sessão unicameral é uma exceção válida para a revisão constitucional.
	CÂMARA DOS DEPUTADOS
	SENADO FEDERAL
	Representa o povo
	Representa os Estados e o DF
	Sistema proporcional
	Sistema majoritário simples
	21 anos
	35 anos
	513 deputados federais
	81 senadores
	Se criar território: fixo 4 deputados federais
	Se criar território: não tem representante do senado
	1 legislatura: 4 anos
	2 legislaturas: 8 anos
	LEGISLATURA
	SESSÃO LEGISLATIVA
	PERÍODO LEGISLATIVO
	4 anos
	Anual (composto por dois períodos legislativos)
	1º período: 2 de fevereiro a 17 de julho. 
	A legislatura corresponde aos 4 anos de mandato, divididos em quatro sessões legislativas anuais
	2 de fevereiro a 17 de julho; 1º de agosto a 22 de dezembro.
	2º período: 1º de agosto a 22 de dezembro
· É possível ter sessões legislativas extraordinárias.
· Podem ser convocadas pelo presidente do Senado Federal, nos casos de: decretação de estado de defesa, decretação de estado de sítio, decretação de intervenção federal, compromisso e posse do Presidente e Vice- presidente da República.
· Se tiver, não haverá pagamento por isso.
· Art. 57. § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.
· CÂMARA DOS DEPUTADOS.
· As eleições para deputados federais correspondem a uma legislatura de quatro anos. Dentro dessa legislatura, ocorrem eleições para presidente da Câmara dos Deputados para os dois primeiros anos e, novamente, para os dois últimos anos. A presidência da Câmara segue o mesmo padrão do Senado.
· a Constituição veda a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente dentro da mesma legislatura.
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· Constituições estaduais podem prever a reeleição de membros das mesas diretoras das assembleias legislativas para mandatos consecutivos, mas essa recondução é limitada a uma única vez. STF. Plenário. ADI 6720/AL, ADI 6721/RJ e ADI 6722/RO, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 24/9/2021 (Into 1031)
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