Caderno Didático de Farmacologia Geral
121 pág.

Caderno Didático de Farmacologia Geral


DisciplinaFarmacologia I25.028 materiais541.479 seguidores
Pré-visualização39 páginas
Conceito: Neuroleptoan ido pela combinação de um 
opióide
 dois grupos de medicamentos, ocorre, em algumas 
espéci
Está aprovada 
ina. 
 
 Tem sido estudad
potente que a xilazina. 
 
1
 Tem sido utiliz
como tranqüilizante nesta espécie, devido aos seus efeitos farmacológicos serem 
superiores e com menores efeitos adversos. Um efeito característico,quando é atingido o 
pico de ação, é o abaixamento da cabeça, com o animal encostando o focinho no chão. 
Os reflexos protetores, como o coice, no eqüino, são mantidos. 
 
algesia é o efeito produz
 comum e tranqüilizante. 
Quando se associa estes
es animais, profunda sedação e analgesia, sem a perda de consciência. Seu uso 
tem como principal finalidade proporcionar a realização de cirurgias, evitando-se os 
efeitos metabólicos e depressores centrais indesejáveis produzidos pelos anestésicos. 
 Usos Terapêuticos: 
Em cães é usado para realização de cirurgias 
 sendo introduzida, porém deve-se 
ter cau
aos efeitos 
estimu
sia:
Em cães e eqüinos a neuroleptoanalgesia vem
tela na escolha do analgésico, bem como na dose a ser administrada. 
Em bovinos não se recomenda o uso desta associação, devido 
lantes dos hipnoanalgésicos nesta espécie animal. 
 Associações Utilizadas em Neuroleptoanalge 
IV/IMFentanil + droperidol = cão 
IV/IM Oximorfona + acepromazina = gato 
Meperidina + acepromazina = equino IV 
Butorfanol + acepromazina = equino IV 
Butorfanol + xilazina = equino IV 
Morfina + xilazina = equino IV 
Butorfanol + diazepam = cão IV/IM 
Etorfina + acepromazina = equino IM 
Fentanil + droperidol = coelho IV 
 
 
 109
Farmacologia Geral Veterinária 
19. RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 
 
19.1 - Guaifenesim 
 Preparação: Guaiacolato de glicerila, éter gliceril guaiacol. 
 Administração: Via IV, ou VO. Normalmente é dissolvido à solução de dextrose 5% 
e associado com tiobarbitúricos ou quetamina. 
 19.1.1 - Mecanismo de Ação: 
Não está completamente elucidado; acredita-se que o guaifenesim atue como um 
agonista glicinérgico. Este neurotransmissor é encontrado no tronco cerebral e na medula 
espinhal, promovendo hiperpolarização pós-sináptica nos motoneurônios. 
Os primeiros músculos nos quais se observa relaxamento são aqueles dos 
membros, enquanto os respiratórios não são afetados. 
 19.1.2 - Farmacocinética: 
O fígado é o principal lugar de biotransformação e os metabólitos conjugados são 
excretados pela urina. A meia-vida plasmática é de 60-80 min. Atravessa a barreira 
placentária, promove depressão dos movimentos fetais. Cuidado ao usar em fêmeas 
prenhes. 
 19.1.3 - Efeitos Farmacológicos: 
 a) Efeitos cardiovasculares - Diminuição da pressão arterial em cavalos, mínimos 
efeitos sobre o débito cardíaco e freqüência cardíaca. 
 b) Efeitos respiratórios - A função diafragmática e a respiração são deprimidos 
minimamente. 
 c) Efeitos analgésicos - Sedação acompanha o relaxamento muscular, mas a 
analgesia é mínima. 
 19.1.4 - Efeitos Adversos: 
A injeção perivascular causa inflamação aguda, ressecamento e necrose no local 
da injeção. 
Infusões prolongadas levam ao acúmulo da droga no organismo e tempos de 
recuperação extremamente longos. 
Urticária é observada ocasionalmente em cavalos. 
Doses excessivas podem causar bradicardia, hipotensão, rigidez extensora, parada 
respiratória e parada cardíaca. 
Concentrações que excedam 10% em bovinos e 12,5% em cavalos estão 
associadas com hemólise intravascular e hemoglobinúria. 
 19.1.5 - Usos Terapêuticos: 
Em cavalos como medicação pré-anestésica, no tratamento do tétano, na 
intoxicação por estricnina, na contenção química e em manobras obstétricas. 
 
 
 
 110
Farmacologia Geral Veterinária 
19.2 - Metocarbamol 
Eficiente relaxante muscular, usado em eqüinos, cães e gatos, tendo como 
principal indicação a terapia da dor de origem muscular esquelética, tais como a miopatia 
de esforço, espasmo da musculatura, trauma da medula espinhal, inflamação das 
articulações, intoxicação por estricnina e tétano. 
Os principais efeitos colaterais, relacionados a doses elevadas de metocarbamol, 
são salivação excessiva, vômitos, fraqueza muscular e incoordenação motora. Não se 
recomenda o uso na gestação. 
 
19.3 - Benzodiazepínicos 
 Já foram discutidos anteriormente os efeitos miorrelaxantes dos Benzodizapínicos 
no capítulo dos tranqüilizantes menores. 
 
19.4 - Baclofem 
 Derivado sintético do GABA, atua como agonista dos receptores GABAB . 
 19.4.1 - Mecanismo de Ação: Acredita-se que atue como agonista nos 
receptores GABAB , os quais desempenhariam função inibitória pré-sináptica, reduzindo a 
liberação de neurotransmissores excitatórios de neurônios aferentes da medula espinhal. 
O baclofem é tão eficiente quanto o diazepam para a produção de 
miorrelaxamento; produz menos sedação. Medicamento disponível somente para 
administração oral. 
Pouco se sabe sobre os efeitos colaterais nas diferentes espécies domésticas. 
 111
Farmacologia Geral Veterinária 
20. ESTIMULANTES: CORTICAIS, BULBARES E MEDULARES 
 
20.1 - Analépticos e Convulsivantes 
O termo analéptico significa reviver e é usado para os fármacos que estimulam os 
centros vitais do bulbo (centros respiratórios e vasomotor), quando ocorre a depressão do 
SNC, produzida pela superdosagem de fármacos como a morfina e os barbitúricos, ou 
outros fármacos narcóticos, hipnóticos e anestésicos gerais. 
 Apesar dos centros vitais serem particularmente sensíveis à ação dos analépticos, 
as ações estimulantes destes fármacos não se restringem ao bulbo e, em doses 
apropriadas ou nos indivíduos sensíveis, podem estimular todo o SNC e produzir 
convulsões severas. 
 Por esta razão os termos analépticos e convulsivantes são virtualmente sinônimos. 
As anfetaminas e a cafeína não causam convulsões, mas também são estimulantes do 
SNC. Também têm propriedades estimulantes os fármacos como: atropina, lobelina, 
nicotina, bemegride, procaína, lidocaína, aminas simpaticomiméticas, niquetamida e 
penicilina. 
 Outras substâncias podem ocasionar convulsões quando em altas doses interferem 
com o metabolismo dos neurônios cerebrais: CO2, insulina, citratos e hormônio 
antidiurético. 
Outra causa freqüente de convulsões é a suspensão abrupta de fármacos 
depressores de SNC, quando se instalou dependência física. 
 Os analépticos tradicionais não ocupam mais um lugar importante na medicina, 
odontologia ou veterinária. Quando há intoxicação por fármacos depressores deve-se 
fazer a respiração mecânica, administrar oxigênio, executar diálise peritoneal e forçar a 
diurese, visando garantir a sobrevivência do indivíduo e acelerar a excreção do fármaco. 
Os estimulantes do SNC podem atuar por bloqueio de neurônios inibitórios ou por 
estimulação de neurônios excitatórios. 
 Os estimulantes são, portanto, classificados em Corticais (anfetaminas e 
derivados/metilxantinas); Bulbares (analépticos= doxapram, niquetamida, aminofenazol, 
etamivam, picrotoxina e pentilenotetrazol); Medulares (estricnina). Além desses, inclui-se 
os Psicotrópicos como o álcool, nicotina, tabaco, ópio e derivados opióides, canabinóides 
(maconha), cocaína, LSD e CATNIP. 
 
20.2 - Xantinas 
 As xantinas produzem seu efeito estimulante do SNC por bloquear a ação 
depressora da adenosina no SNC, particularmente bloqueiam os receptores adenosina A1 
e A2. A adenosina é um neuromodulador central, por isso ocorrerá vasodilatação cerebral 
e redução da transmissão nervosa (cafeína), além de inibição dos neurotransmissores 
pré-sinápticos e modificação da atividade dos pós-sinápticos (teofilina). 
Também promovem a inibição da fosfodiesterase (responsável pela degradação do 
AMPc), com isto há uma elevação do AMPc resultando em estímulo beta-adrenérgico, o 
que causará uma forte aceleração